Rotina: Conservadores acreditam no “homem mau”

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Uma tática comum para alguém se defender de uma acusação inegável, é tentar acusar algum oponente da mesma falta. No caso, se o esquerdista crê no “homem bom” (ou seja, a perfectibilidade humana, de Rousseau), então o conservador acreditaria no “homem mau”. Sendo que é possível encontrar exemplos de que o homem não é sempre “mau”, assim como exemplos de que não é sempre “bom”, então ambos estariam errados ao mesmo tempo. Sendo assim, ambos estariam dando um “salto de fé”, e, por isso, igualmente justificados. Nada mais falso.

O fato é que a crença no homem é essencialmente esquerdista, mas a descrença no homem, dos conservadores, não implica em dizer que o homem é “apenas mau”, pelo contrário. Se autores como Edmund Burke e Russel Kirk evocaram a noção de altruísmo voluntário, é por que consideram que o homem é capaz de ser bom também. Mas notem que “capaz de ser bom” não é o mesmo que “inerentemente bom”.

Ao entender o homem como “capaz de ser bom”, estamos entendendo que ele também é “capaz de ser mau”. Também significa compreender que o homem é tanto altruísta como territorialista, tanto caridoso como predador, e tudo isso depende do contexto adequado, dos gatilhos (mentais) acionados e da pressão existente no momento. Portanto, não devemos confiar de corpo e alma no ser humano.

Justiça seja feita, Hobbes, antigo conservador, exagerava nas cores ao falar da maldade humana (ele era quase um Rousseau). Mas nem de longe ele é considerado um representante do pensamento conservador. Hoje em dia, Friedman, Hayek, Kirk, Smith e Burke são muito mais representativos, e nenhum deles preconizava um homem “inerentemente mau”.

Sendo assim, quando um esquerdista vier com a ladainha de dizer que você “só acredita na maldade humana”, por ser conservador, desmascare-o, dizendo que você entende (caso não seja um hobbesiano, claro) o ser humano como “gregário e empático, bom e mau, racional e emocional”, tudo de acordo com a situação, e, ao contrário, é o esquerdista que crê no homem “essencialmente bom”.

Em suma, é muito fácil mostrar que a crença extraordinária (e ao mesmo tempo ingênua) é a do esquerdista. Na questão da natureza humana, o conservador pode ser facilmente demonstrado como estando do lado da visão realista, ao passo que o esquerdista está do lado da visão delirante.

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5 COMMENTS

  1. O esquerdista acredita que aqauele que não compartilha com a sua crença politica ou de quem ele não gosta, é uma pessoa má. Canso de ver acusações neste sentido.

    Para muitos esquerdistas, ou a pessoa é 100% boa e todas os seus atos sao justificados ou a pessoa é 100% má e que até respirando ele está errado, comemora até a morte deste individuo.

  2. Eu sou conservador. Vejo que os seres da natureza tendem a colocar a sua própria individualidade acima de todas as coisas, isto é, buscam a autoconservação. O instinto da autoconservação, que é o mesmo que egoísmo, prova a visão pessimista do mundo, de acordo com a qual o homem e todas as outras coisas são inerentemente más. A bondade está para a maldade como a homossexualidade está para a maldade. A exceção não refuta a regra, toda regra tem exceções. A bondade é possível sim, porém é acidental. Leia Arthur Schopenhauer.

  3. O esquerdista é delirante, mas fazendo uma piada, é por isso que eles querem destruir a familia.

    Que lugar melhor para conhecer os dois lados do ser humano, do que a familia? kkkkkk

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