Evidência: Uso do discurso “cético universal”

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Não estou brincando quando trato da rotina Cético Universal.

Um exemplo cabal desta teoria está em uma investigação recente que fiz a respeito de alguns ganhadores de um concurso promovido pelo site Ceticismo Aberto (claramente humanista). Neste concurso cinco pessoas concorreriam ao livro “Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas”, de Michael Shermer (um autor humanista, e que está entre os signatários do Manifesto Humanista 2000, editado por Kurtz, e que eu citei no capítulo  1).

Claro que as tais “coisas estranhas” denunciadas por Shermer incluíam a crença no paranormal e até o negacionismo do Holocausto, mas nenhuma proposta humanista (por que não estou surpreso?). Os concorrentes ao livro deveriam escrever mensagens que falassem sobre “o ceticismo e como isso era importante em suas vidas”.

Um deles disse que parou de ter “fascínio pelos alienígenas”. Uma outra disse: ”Eu não tinha identidade própria, nem tive uma adolescência normal. Eu vivia em delírio, e não sabia”.  O terceiro da lista afirmou: “Ela [a mãe] veio, olhou espantada e ordenou que eu retirasse aquilo, pois trazia “mau agouro” para dentro de casa. Desmanchei o aparato sem questionar.”. A quarta diz: “As pessoas escolhem no que acreditar, por vários motivos. A escolha por acreditar em Papai Noel, Maomé ou no fim do mundo em 2012 nos faz, meros seres humanos, pessoas incríveis, justamente por ter o poder de escolha, motivado pela insegurança ou medo do desconhecido.” O quinto afirma: “Hoje só sinto vergonha. Vergonha de um dia ter acreditado nele [Chico Xavier].”

Todos os cinco ganhadores do concurso tratam o todo das crenças possíveis como as crenças no sobrenatural, e, portanto, sendo um cético em relação às estas crenças, passa a ser um cético, de forma absoluta, pois ele não se refere mais a si mesmo como cético anti-paranormal, mas um “cético”. Mesmo que creiam em Michael Shermer.

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