Rotina: Como o homem deverá ser (ou é)… como eu sou

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Se alguém já atuou em instituições financeiras, deve saber que a área de investigação de fraudes é sempre emocionante por estes lugares. Sempre há fraudes novas a serem combatidas, e projetos que tratem de mitigar estas fraudes são prioritários. No meu caso, eu repasso minha emoção do dia-a-dia corporativo para o que ocorre na guerra política através deste blog, onde não só descubro novas fraudes a cada dia, como também mapeio fraudes utilizadas há muito tempo e que são mais facilmente percebidas após a descoberta de fraudes anteriores.

É o caso da rotina “Como o homem deveria ser… como eu sou”, uma fraude intelectual que pode explicar (pasme) o surgimento da doutrina de crença no homem, que é exatamente o epicentro de toda a crença esquerdista. A rotina também pode ser encapsulada em um modelo de alegação já tratado aqui, que seria o uso do discurso inquestionável.

O truque funciona da seguinte maneira. Basta dizer que o ser humano “deveria” agir de uma determinada maneira capaz de, devido ao novo modelo de comportamento proposto, “sanar” as chagas sociais, de uma vez por todas. Variações podem incluir não só a citação de que o homem “deveria” agir desta forma, como automaticamente, ele já “seria” desta forma, bastando apenas a prática.

Eis que alguém poderia objetar: qual o problema nisso? Uma perspectiva investigacionista, no entanto, já vê o problema logo de cara.

O fato é que ao discursar, idealizando um ser humano que não existe de fato (a não ser em suas encenações), cria-se um universo que está puramente na mente, mas não na realidade. Ademais este universo idealizado é um lugar onde tudo é possível, e, então, as contingências humanas não existem. Ou seja, neste universo pode-se alegar absolutamente tudo aquilo que se queira. Tecnicamente, neste mundo dos sonhos, não há limitações. Tanto faz alguém dizer que o homem chegará, daqui a 150 anos, a uma sociedade sem classes, como dizer que os lycans acordarão de seu sono para lutar contra os vampiros, que também reaparecerão (como na série “Anjos da Noite”). Ora, em um universo onde tudo é possível, basta usar a criatividade para inventar aquilo que se deseja. Se neste universo (geralmente futuro) tudo é inventado, essas invenções podem ser usadas para manipular a esperança dos mais ingênuos. Pior ainda: já emocionalmente abalados (especialmente se o vendedor da idéia for entusiasta em sua propagação, como já fizeram Carl Sagan, Karl Marx e Bertrand Russell, cada um em seu estilo e modelo de discurso), as vítimas se deixam subjulgar a ponto de achar que o próprio proponente deste novo mundo é igual a esses habitantes desse lugar imaginário.

Para ver como isso funciona, preciso relembrar a história de alguns sujeitos que certa vez faziam experimentos nas redes sociais, descobrindo garotas adoradoras de histórias de vampiros em chats da web. Com a estimulação psicológica adequada (nada que uma boa PNL não resolva), não era difícil convencer algumas de que um hipotético mundo vampírico de fato existe – aliás, convencer alguém de que um universo virtual existe, não é tecnicamente diferente de convencer alguém que um universo virtual futuro existirá. Daí não demora para a garota achar que está discutindo com um vampirão. O uso da ilusão para a sedução, neste caso, pode funcionar com os estímulos psicológicos adequados.

Enfim, a técnica de idealizar um mundo imaginário, com seres humanos imaginários, mas cujos elementos dessa imaginação podem capturar os mais ingênuos no coração, é também uma forma de se obter uma autoridade moral através da sensação de que o executor do truque já é um habitante deste mundo imaginário e é igual a esses homens imaginários que vivem nesse mundo. A partir daí, basta ele pedir o que quiser. Seja a submissão sexual de uma garota adoradora de vampiros, ou a rendição passiva a projetos totalitários.

Note que esta abordagem dá uma nova perspectiva à investigação da própria estratégia da “crença no homem”, que antes poderia parecer uma ilusão que acometeu certos Iluministas no passado. Por esta nova perspectiva, no entanto, não havia ilusão alguma (ao menos para os principais ideólogos Iluministas), mas sim uma busca de obtenção de autoridade moral para a conquista de vantagens políticas, e para isto aí sim sendo criada uma ilusão de “crença no homem”, na qual se entende que este mundo lindo e maravilhoso idealizado, com homens fraternos e ultra-altruístas, é um lugar ao qual o ideólogo já pertence. A partir disso, ele já consegue “desligar” o cérebro da platéia e fazer o que quiser, em perfeito estilo Gurdjieff.

O desmascaramento deste truque só funciona com o esmagamento tanto da hipótese do mundo imaginário como do homem imaginário contido no universo criado. Não é diferente de como trataríamos a questão da garota seduzida por um “vampiro”. Somente demonstrando a ela que vampiros não existem, e o sujeito é um picareta, é que há uma forma de reversão. Para os adeptos da rotina (ou seja, todos os grandes ideólogos políticos e os intelectuais orgânicos que dão sequencia a estes truques), deve ser feito exatamente o mesmo procedimento.

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3 COMMENTS

  1. Esta crença no homem, que também é a raíz da ideologia comunista, só se vê o quanto ela é maligna(e satânica) na prática, infelizmente quantos não já foram trucidados por esta ideologia, basta consultar os livros do Richard Wurmbrand(Torturado por amorr a Cristo, Era Karl Marx um Satanista e Nos subterrâneos de Deus), um homem que sobreviveu a 14 anos em presídios comunistas, essas supostas crenças tem que ser desnudadas, parabens Luciano, sei que vc é ateu, mas espero sinceramente que o Senhor Jesus te ilumine para que vc retorne ao lar enquanto este mundo arde no pecado do homem.

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