A dialética satânica… ou não?

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Já falei no passado que defendo a idéia de estudarmos a Dialética Erística de Schopenhauer, não apenas para conhecê-la, mas sim para dominá-la a ponto de sermos capazes de identificar os estratagemas dos adversários a qualquer momento.

Não raro isso resultou em acusações, por parte de meus adversários, de que eu era um “erístico”. O conhecimento da Dialética Erística parecia-se, no mundo dos debates, com a leitura e prática dos mandamentos da Bíblia Satânica. (Aliás, sempre que me acusavam de erístico, eu pedia um exemplo do tipo “Qual dos estratagemas eu pratiquei?”, e geralmente ficava sem resposta)

Acho absurdo esse preconceito, pois o conhecimento dos estratagemas utilizados por debatedores desonestos irá tornar qualquer um mais apto a identificá-los de primeira e, assim, atuar para melhorar a qualidade do debate. A partir do momento em que o conhecimento dos truques se torna banalizado, a tendência é que os truques sejam colocados de volta no bolso, pois o praticante do estratagema agora poderá pensar duas vezes antes de ser ridicularizado em público. Esta ridicularização só poderá ocorrer com o pleno conhecimento dos truques, e, neste ponto, a Dialética Erística é fundamental.

Um manual como este de Schopenhauer só poderia ter saído da mente de alguém que perdeu as esperanças na espécie humana, e, exatamente por isso, foi capaz de apreender com mais facilidade as desonestidades que muitos filósofos cometiam em sua época.

Quando criou seu manual, Schopenhauer tinha em mente um desonesto-mor, Hegel, de quem era rival. Após a morte de seu adversário 1831, Schopenhauer preferiu não publicar sua Dialética Erística, que tornou-se sua obra póstuma. Mas creio que se tivesse publicado-a antes, ele talvez não tivesse se irritado tanto com as baboseiras de Hegel. Certa vez, escreveu Schopenhauer:

Não, nada restará de Hegel, dado que ele não pensou, antes se limitou a fazer malabarismos com as palavras. O que é que ele logrou alcançar realmente com todo o seu pedantesco e declamatório aparelho? Nada mais conseguiu do que substituir o senso comum por sabe-se lá que culto seco e ininteligível de um Grande Pã progressivo que se agita vivamente como um diabo debaixo da lógica desgastada do ser, do não-ser e do porvir, o qual para nada mais serve, no percurso cansativo e estéril para o qual o seu inventor o remete, do que para imitar os esquilos ou para fazer sonhar os condutores das carruagens puxadas por cavalos.

Aliás, não só restou muito de Hegel (infelizmente), como este pode ser definido como um dos precursores do marxismo, e co-responsável pela morte de milhões de pessoas. Em outro momento, Schopenhauer pegou ainda mais pesado:

Hegel? Um excrementador que provoca náuseas, um charlatão estampado, um novo-rico da cultura, um triste senhor… Atente-se nas suas produções: o que é que elas são para além de um vazio, fútil e enjoativo amontoado de palavras? E, contudo, quão brilhante se apresenta a carreira desta filosófica criatura ministerial! Para tanto bastaram uns poucos compadrios aviltantes que proclamaram a glorificação deste pseudofilósofo vil, tendo tais vozes ecoado de tal modo nos crânios vazios de milhares de cretinos, que ainda hoje se estão propagando: assim se conseguiu transformar em grande filósofo um cérebro mais do que mediano, aliás, um charlatão de baixo nível.

Eis então que o próprio Schopenhauer recorreu ao último estratagema de sua lista, o de número 38, o uso das ofensas pessoais como recurso final.

Hoje em dia, por outro lado, um conservador de direita que seja leitor da Dialética Erística e que tenha dominado estes conceitos, não precisará se irritar tanto, pois, calmamente, poderá encontrar fraudes argumentativas de forma muito fácil no discurso do oponente. Se Schopenhauer se irritou tanto com Hegel, provavelmente é por que não difundiu satisfatoriamente o conceito de sua Dialética Erística para a elite filosófica de sua época. Sem isso, foi fácil para que Hegel dominasse a mente dos acadêmicos como se fora um mago.

Mas com o domínio do manual de Schopenhauer podemos facilmente desmascarar muitas fraudes de nossos adversários, sempre em uma posição confortabilíssima. Talvez por isso eles não gostem que conheçamos essa obra. Eles tem tanta razão em nos querer longe deste material como um fraudador de TI tem razão em querer investigadores de fraudes corporativas longe dos melhores manuais de hackers.

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18 COMMENTS

  1. Meu caro Luciano,

    Tendo a concordar contigo e gostar de suas análises. Mas vc tem replicado uma certa postura que tem me irritado, a saber, uma certa discordância blasé que não se dá nem ao trabalho de refutar argumentos. Hegel é um tolo tão somente pq, no caso que vc expõe, Schopenhauer o diz. Ou ainda, porque tem um parentesco – duvidoso – com o marxismo. Mas onde está a refutação dos argumentos recorrendo à letra de Hegel? Por que não se desmonta a dialética como fizeram, por exemplo, Trendelenburg, Herbart ou Gruppe? De fato, essa oposição indiferente é cada dia mais comum e mais contraproducente. Ainda que mais fácil.

    • Prezado G. Ferreira,

      Basicamente, os diversos textos desse blog tem tons diferentes, e alguns, objetivos diferentes. Por exemplo, quando eu demonstro uma rotina, obviamente eu exponho as refutações. Em relação à Hegel, eu discordo em essência do idealismo dele, o qual eu já refutei várias vezes (mais esse tipo de idealismo e não tanto a Hegel). Ao demonstrar que o ser humano não tem como mudar suas contingências (e a história prova isso), eu não refuto diretamente a Hegel, mas a qualquer um que tenha feito apostas nesse “devir”. Mas, em todo caso, uma refutação detalhada a Hegel está a caminho, como também refutações a Rousseau e, especialmente Bertrans Russell. Entretanto, não era o objetivo deste texto refutar a Hegel, mas citar um comportamento de Schopenhauer que seria exatamente o trigésimo oitavo estratagema de sua obra. Meu questionamento é: se a premissa central de Hegel é tão furada (tanto que para defendê-la só com muitas premissas falsas e erística), por que Schopenhauer ficou tão irado no trato a Hegel?

      Abs,

      LH

      p.s: mas até que gostei do desafio. Em breve, escreverei uma demolição a Hegel.

      • Luciano,

        O que você caracteriza como “a essência do idealismo dele (Hegel)” é, segundo se pode depreender do seu comentário, uma crença num “devir” incontornável. É preciso dizer que, se sob certo aspecto há em Hegel um desdobramento da história em um certo sentido, ele se dá, antes, como o próprio filósofo de Jena diz, na medida de uma autocompreensão espiritual da Razão (que, de antemão, não é a Razão dos Iluministas). Por isso a história pode ser dita uma Teodiceia. Isso em nada afeta “contingências” individuais.

        Mas o que é o ponto principal é que isto é desdobramento de sua concepção de Lógica como Metafísica e é aí que é preciso “demolir” Hegel. E é aí que a coisa complica porque não consigo contar 5 pessoas que leram, ao menos, a Lógica na “Enciclopédia”, muito menos a grande lógica da “Ciência da Lógica”. Assim, acaba-se por refutar o Hegel de Marx, o Hegel de Fukuyama, o Hegel da Escola de Frankfurt e nunca o Hegel mesmo, que é coitado não-lido.

      • G. Ferreira,

        O importante em minha crítica tanto a John Loftus, como Hegel, é que meu paradigma defende o oposto ao sistema de ambos, por isso é importante a minha refutação. No caso de Loftus, com o OTF dele, ele desafia que cada um seja “cético em relação a sua crença quanto ele é com a dele”, e eu digo que ninguém é “cético de forma imparcial” com sua crença, e portanto essa validação deve caber ao oponente da crença, não ao seu usuário. Por isso, defendo a perspectiva do triângulo. Logo, se meu argumento é mais defensável, o de Loftus não é. O mesmo vale para Hegel. Imaginemos por exemplo o sistema de fraudes em tecnologia da informação. A cada dia temos mais conhecimento, e novas fraudes são descobertas. Isso não nos tem levado a um mundo de redução de fraudes, mas um aumento delas. O mesmo vale para a história, na qual o aumento do conhecimento não traz mais “liberdade”, mas sim mais oportunidades de opressão, pois novos truques linguísticos surgem. Logo, o conhecimento traz mais riscos, que devem ser GERENCIADOS. O meu questionamento é: aplique o sistema de Hegel em uma organização, e você conseguirá destrui-la em pouco tempo, pois irá automaticamente associar conhecimento à libertação, esquecendo dos riscos que ele traz. Esta noção que eu tenho só é possível tendo a noção de que a história não nos leva a lugar algum, e se temos evolução tecnológica, isso também significa que temos mais tecnologia de morte. Pequenos “valores morais” assumidos como uma evolução, podem ser perdidos logo a seguir, em qualquer momento de crise. Logo, os campos de concentração são plenamente explicáveis pelo meu paradigma, mas não pelo de Hegel. Nossa “autocompreensão da razão” também não é tão confiável.

        Claro que abordarei em mais detalhes no futuro, mas, lendo o material de Hegel, só consigo ver nele um otimismo que um investigador de fraudes só poderia encarar com um sorriso no rosto. O homem, infelizmente, não pode controlar seu próprio destino, ao contrário do que previa Hegel. Entretanto, gosto de suas intervenções, pois Hegel deve, sim, ser cada vez mais investigado, assim como um neo-ateu investiga a Bíblia. Não só Hegel, como Marx, Rousseau, Kant, Comte, Russell, etc. Agradeço, portanto, às suas objeções.

        Abs,

        LH

      • G. Ferreira,

        A crença na história como uma Teodiceia é que está sendo posta em dúvida. Segundo você afirma, isso em nada afeta contingências individuais, mas não são apenas contingencias individuais de que falo, mas da espécie humana. Não existe, em outras espécies animais, nenhuma teodicéia, por que existiria na espécie humana? O grande fato é que não existe um padrão na história, e tentar encontrá-lo é como buscar padrões nas nuvens. Existe apenas o aumento do conhecimento, que nem de longe leva à “libertação”, mas pode levar a mais opressão. Exemplo hoje em dia, é muito mais fácil assumir o poder totalitário com o mero uso da palavra do que antes. Minha tese explica bem isso, mas a de Hegel nem um pouco.

        A pergunta é: como Hegel não poderia ser demolido se a sua crença fundamental (a de que há um “fim para a história”) não se sustenta?

    • Deixando de lado, por enquanto, a “tolice” 🙂 de Hegel, o parentesco entre o idealismo hegeliano e o materialismo marxista não é duvidoso, ele é uma certeza confirmada, tanto pelo próprio Marx, quanto pelo maior discípulo de Hegel no século 20, isto é, Herbert Marcuse. 😉 Em “Razão e Revolução”, Marcuse logo aponta o motivo da recusa da “nova dialética” pelos críticos de Hegel: tratava-se de uma “filosofia negativa”, ou melhor, de uma “filosofia da NEGAÇÃO”. Acertou portanto o escritor de “A Esquerda Freudiana” ao salientar o inescondível entusiasmo do jovem Marcuse pelas expressões “negação” e “destruição” 😛 ao longo de sua primeira obra de grande envergadura ^_^ Além disto, Marcuse também tratou de “refutar” a relação entre o ideário de Hegel e o ideário fascista, só que desta vez, é claro, Marcuse não refutou coisa alguma, pois o fascismo é sim, e infelizmente, uma “coisa da esquerda” -.-

      • JMK,

        Que Marx, Marcuse, Adorno ou o Papa o tenham dito não é prova senão de que Marx, Adorno, Marcuse ou o Papa tenham dito que o primeiro foi influenciado por X, Y ou Hegel. Do mesmo modo que Hegel diz não discordar de sequer um único fragmento de Heráclito. E no entanto seria imprudente ligá-los como se faz com Marx e Hegel.

        O que quero dizer – e que em parte sustento contra o Luciano – é que Hegel está tratando de um conjuntos de problemas dentro de um status quaestionis muito bem determinado e que não é seguido por Marx (em sua delinquência intelectual) senão muito indiretamente.

        O que se passa é que – e aqui está o núcleo do que apontei ao Luciano – é que para se ter consciência do que se passa é preciso ler Hegel ele mesmo ao invés de destruir um Hegel construído de segunda mão, via intérpretes ou críticos.

        Abs.

      • @ G. Ferreira: Entendi, obrigado pela clarificação, e eu não discordo do que você disse, apenas penso que seria um desperdício de tempo e de esforço, da parte do Luciano, ter de “re-inventar a roda”, por assim dizer. A não ser que você tenha motivos para crer que o Luciano traria alguma “contribuição inédita” ao assunto da desmitificação de Hegel… Mas enfim , a palavra final pertence ao dono do blog.

      • P.S.:

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        Assim, acaba-se por refutar o Hegel de Marx, o Hegel de Fukuyama, o Hegel da Escola de Frankfurt e nunca o Hegel mesmo, que é coitado não-lido.
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        Admito que li sem muita vontade “A Ciência da Lógica” e a “Fenomenologia do Espírito”, em 1983, se é que isto te serve de consolo. 🙂

        De qualquer modo, o trecho que eu citei parece implicar que os Hegels “de-segunda-mão” foram tão-somente o resultado de desonestidade intelectual por parte de terceiros… enquanto que eu penso que os Hegels “contrafeitos” nada mais são do que a conseqüência (ainda que “imprevista”, em nível consciente) do trabalho original de Hegel. Pegando carona mais uma vez em René Guénon, distorções filosóficas modernas só podem conduzir a novas e maiores distorções filosóficas modernas.

  2. Prezado JMK,

    Você toca em algumas questõs que são muito interessantes. Infelizmente – mesmo -, não tenho tempo de discutir todas elas. Vou ater-me a uma ou outra:

    1) Não acho que seja o caso de “reinventar a roda”; o problema é mais embaixo. Uma crítica filosoficamente séria de qualquer posição de qualquer autor deve partir da reconstrução do panorama de problemas dos quais ele trata, do status quaestionis destes mesmos problemas, e da análise e consequente análise crítica de sua argumentação. Trato como óbvio que isso não pode ser feito sem recurso ao corpus do próprio sujeito. Portanto, quando vejo qualquer um – não apenas o Luciano, e não apenas em relação a Hegel – posicionando-se contra alguém, reservo-me o direito de questionar se o trabalho de crítica se erige sobre os procedimentos básico que expus, sobretudo quando penso que ele não foi feito e, como no caso do Luciano, quando vejo que a crítica se endereça a uma má compreensão do autor. Assim, os motivos que tenho são para duvidar que houve uma compreensão acertada. E que você tenha lido as duas obras de Hegel que cita nada significa se elas não aparecem, enquanto tais, no trabalho de crítica.

    2) Simplesmente não posso concordar com o axioma que você faz remontar a Guénon. Ele é simplesmente uma aberração lógica. Não se segue, logicamente, que de uma “distorção” derive-se necessariamente uma distorção; de fato, pode-se derivar, justamente, corretivos. Prova disso são os inúmeros casos de correções de rota que a história da Filosofia conhece. No caso mesmo de Hegel, Trendelenburg ou mesmo Kierkegaard são exemplos óbvios.

    O meu sonho é, por exemplo, ver um Luciano (ou quaisquer outros que pretendem dar conta de filósofos com uma canetada) mostrando que, neste caso, a Lógica hegeliana é um erro porque compreende a Negação como Oposição Real, confusão para a qual já alertara Kant em seu entendimento da ideia de Realrepugnanz. Ou ainda a presença de uma Anschauung importando o movimento para o interior da Lógica. Mas isso demanda ler Hegel, assim como qualquer outro filósofo, com um pouco mais de vontade.

    Abs.

    • «
      E que você tenha lido as duas obras de Hegel que cita nada significa se elas não aparecem, enquanto tais, no trabalho de crítica.
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      Isso é tão óbvio, que foi exatamente por isso que eu acrescentei o 🙂 ao final daquele comentário.

      Mas parece que você levou a piada a sério O_o , de modo que agora eu duvido que valha a pena eu tentar conduzir esta discussão a um fim produtivo e proveitoso para todos. Gostaria de esclarecer alguns possíveis mal-entendidos, resultantes de diferentes perspectivas e respectivos “cultural backgrounds” (eu tendo a ser demasiado direto-ao-ponto e “pragmático”, e procuro estar sempre atento aos perigos daS linguagenS humanaS enquanto — necessariamente — “distorções seletivas da Realidade”), mas agora eu prefiro deixar essa possível continuação para um futuro distante, incerto e duvidoso : – \

      Saludos,

      JMK.

  3. Ahn, JMK, entendi. Eu deveria ter presumido que o emoticon era a parte mais relevante do seu texto… Desculpe-me, sou um tolo mesmo. Acho que não será produtivo mesmo…

  4. Percebo uma serenidade em Luciano q me faz pensar q ele está entrando em uma dimensão intelectual superior. Em outros tempos ele responderia de forma muito mais agressiva à G. Ferreira. De qualquer forma, este artigo tem um belo texto.

  5. Well, com ou sem “produtividades”, é hora de colocar uns pingos em alguns “is” ……

    «
    Ahn, JMK, entendi. Eu deveria ter presumido que o emoticon era a parte mais relevante do seu texto…
    »

    Junto com a expressão “se é que isto te serve de consolo”, sim, foi a parte mais importante daquele TRECHO inicial, não do texto inteiro.

    Quanto à acusação de eu ter cometido uma “aberração lógica” — bom, eu levei em consideração a circunstância da natureza humana. A grande maioria das pessoas prefere o caminho mais “maligno”, e se alguém fornece uma receita de desonestidade para essas pessoas, a receita não só vai ser usada, como também pode ser modificada e “aperfeiçoada” por outros. Não aceito que as críticas e correções *bem-feitas* (segundo o critério muito bem descrito por você, G. Ferreira) ao pensamento de Hegel sejam consideradas conseqüências “lógicas”, ou resultados de um certo modo “derivados”, da existência da bibliografia hegeliana. Indo direto-ao-ponto, seria melhor que este ou aquele erro não tivesse sido cometido, pois então alguém não teria o trabalho posterior de colocar as coisas nos lugares de onde elas nunca deviam ter saído. 😉

    Confesso também que, por trás desse preciosismo de se exigir “refutações diretas ao material original”, pressinto uma tendência (nem sempre muito clara ou consciente) à prática do “stalling” (não, isto não é um trocadilho). No maldito Yahoo! Respostas, era (e talvez ainda seja) muito comum certos neo-ateus (NOTA, não estou insinuando e nem afirmando que G. Ferreira é um neo-ateu) exigirem, dos religiosos, respostas e análises “inteiramente originais”, sem, digamos, referências a outros autores ou textos já existentes (especialmente no caso dos versículos da Bíblia). Se alguém faz uma afirmação inverídica, e já existe uma fonte que já provou por A + B que essa afirmação inverídica é inverídica, então por que raios eu não posso usar essa fonte como resposta adequada à pergunta do inquiridor?

    Saludos,

    Eu de nôvo.

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