Blogueiro Carlos Orsi quer proibir a discussão sobre a mudança de comportamento homossexual

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O blogueiro Carlos Orsi, do blog humanista Amalgama, como não poderia deixar de ser, lança um sem número de fraudes intelectuais em sua tentativa bizarra de transformar o homossexualismo em algo sacrossanto, justamente em uma época que, devido às conquisas dos lutadores pela liberdade de expressão, não deveríamos mais tolerar a existência de vacas sagradas – ou seja, grupos e idéias que não podem ser criticados.

Ele afirma que existe uma “postura acomodacionista, segundo a qual não há nenhum conflito de fundo entre ciência e religião”. Ele chega a citar o caso do criacionismo (onde teria havido um conflito entre ciência e religião, o que é falso, sendo no máximo um conflito entre uma deturpação da religião com uma teria científica) em uma analogia que não tem absolutamente nada a ver com aquilo que pejorativamente chamam de “cura gay”. Na verdade, a discussão a respeito de tratamentos para a mudança de comportamento homossexual é mais uma questão ética do que científica. A principal questão é: deve alguém ter o direito de mudar o seu comportamento caso este comportamento não lhe agrade, através de ajuda profissional? Do que resulta outra questão: será o comportamento gay o único comportamento que não pode ser mudado?

Assim, não existe absolutamente nada de “acomodacionismo” nesta questão, pois participantes de ambos os lados da luta pelo direito à opção estão se apoiando em pesquisas, portanto não temos um conflito entre fé X ciência, mas sim entre esquerdistas X direitistas, e os primeiros, como sempre totalitários, não querem que a questão seja sequer discutida. Ora, sendo que a questão é laica, psicólogos, tanto ateus como cristãos, podem usar o que quiserem para ajudar seus pacientes na mudança de comportamentos de que não gostam.

Quando Orsi cita o caso de Alan Turing, ele sabe que está fazendo uma chantagem emocional, covarde e torpe. Primeiro, por que Alan Turing foi forçado a se submeter a castração química para não ir à prisão. Se Turing, se suicidou, ao menos tinha seus atenuantes pessoais. O mesmo não pode ser dito de qualquer homossexual atual, pois nenhum deles é proibido por lei de exercer seu homossexualismo, e nem é forçado a se castrar quimicamente. Portanto, qualquer comparação com o caso Turing é frescura e chilique.

Orsi se incomoda com o naturalismo metodológico, que entende que a missão da ciência é buscar causas naturais para fenômenos naturais. E é essa a missão da ciência mesmo! Se um religioso quiser achar que a “AIDS foi enviada por Deus” não é a ciência que irá negá-lo, pois empiricamente sequer a suposta influência divina pode ser testada. Aliás, se a ciência não irá negar esta afirmação religiosa, também não irá afirmá-la. Honestamente, esta é a única posição científica aceitável.Segundo Orsi, no entanto, “a ciência põe o sobrenatural de lado não por uma questão de delimitação filosófica, mas porque ele é irrelevante”, o que é absurdo, pois existem até os parapsicólogos que tentam estudar o sobrenatural. Portanto, ele não é “deixado de lado”. Entretanto, algumas afirmações religiosas não são testáveis, e por isso não são parte do escopo científico.

Notem esta conclusão grotesca e pseudo-científica de Orsi: “O salto do irrelevante para o inexistente é filosoficamente questionável, mas pragmaticamente sólido. Então, neste ponto de vista, a ciência mostra que, para todos os fins práticos, o sobrenatural — inclusive Deus — não existe.”. Entretanto, mesmo que em termos científicos Deus não seja objeto de estudo (portanto não pode ser declarado como existente ou não pela ciência, e ele deveria saber disso), isso não implicaria sua inexistência pela aplicação do método científico. Mentir sobre a ciência tem sido um recurso covarde dos humanistas, mas enquanto este blog existir, continuarei demonstrando essas mentiras.

De qualquer forma, ressalto novamente. Isto não tem a ver com a questão da opção pela mudança do comportamento homossexual, e, mesmo que homossexualismo não seja considerado uma doença por (alguns) pesquisadores (mas não todos), isso não implica em um comportamento que não possa ser mudado. Entretanto, veja o que diz Orsi: “Some-se a isso o fato [na verdade, a opinião dele de que homossexulismo não é uma doença], também largamento atestado de que tentativas de “curá-la” levam a resultados inócuos ou (como no caso de Turing) trágicos. Então, por que o debate?”. Aha, eis que o totalitarismo gayzista aparece, como sempre (os tais atos falhos “não falham”). Ora, se Orsi está mentindo a respeito do caso Turing (pois ali não existiu uma tentativa de “cura” de seu homossexualismo, mas uma castração química), e ainda existem divergências em relação ao fato até do homossexualismo ser uma doença, então temos mais um motivo para estabelecermos um debate. O debate tem que existir pois a questão da proibição da mudança de opção homossexual se tornou uma causa política, não científica e nem religiosa. Quem não quer o debate é que está tomando a postura anti-científica, e este atende pelo nome de Carlos Orsi.

Segundo Orsi, um estudo de 2003 mostraria que “o desenvolvimento de uma identidade homossexual é um processo conectado a graves perigos (…) muitos adolescentes não recebem o apoio necessário porque a heterossexualidade é considerada a norma na maioria das culturas.” A conclusão dele seria a de que “patologia encontra-se, de fato, nas crenças e condicionamentos, não no homossexual”, mas uma mera análise das queixas de Orsi mostra exatamente o contrário. Se os homossexuais (não todos, espero) não conseguem conviver com o fato deles não serem considerados “a norma” do comportamento, e por isso precisam se suicidar (como fez Turing, embora sem um centésimo da gravidade do caso deste), o problema está com estes homossexuais. Pessoas bem resolvidas que pertençam a uma minoria não precisam se revoltar com o fato da maioria ser diferente deles e não achá-los “o padrão”. Deviam, pelo contrário, aprenderem a conviver com isso. Por isso, o problema não está na sociedade, mas nas pessoas incapazes de se adaptar a uma sociedade que não os criminaliza.

Para Orsi isso tudo isso é prova do “acomodacionismo”, mas sabemos que ele está apenas enrolando o leitor. Diz ele que “no paraíso do acomodacionismo, a ciência trata das questões de fato e a religião, das de moral”, o que é totalmente falso. A ciência trata dos aspectos observáveis empiricamente da natureza, e só, e a filosofia, que pode ser influenciada pelo que alguém queira (inclusive a ciência), trata das questões morais, em alguns aspectos havendo interfaces com questões políticas, e portanto, ideológicas.

Revoltado e enlouquecido, Orsi declara: “Acredito que esses dolorosos cabos-de-guerra continuarão a existir enquanto a comunidade científica insistir na versão, apenas aparentemente conveniente, do naturalismo como condição metodológica, de certa forma equivalente, no debate público, a preferências outras — por exemplo, a da revelação divina ou da exegese da Escritura. Da mesma forma que o criacionismo, nessa visão, pode ser abordado como “explicação alternativa” à evolução em aulas de teologia e religião, nada impede que a homossexualidade, eventualmente tratada de modo sóbrio e natural nas aulas de biologia ou de educação sexual, seja abordado como pecado vergonhoso nas de religião, reforçando, assim, a patologia social.”

Na verdade, os religiosos tem um argumento fortíssimo (que é a liberdade de consciência, garantida constitucionalmente, esperneie o humanista o quanto quiser) para, em suas aulas de religião (das quais seus adversários não precisam participar), continuar achando o homossexualismo um pecado vergonhoso. Os ateus conservadores também poderão continuar considerando o comportamento gay apenas tolerável, na mesma medida em que se tolera a bebedeira, mas nem de longe recomendável. Não há nada que se possa fazer pela ciência para impedir estas questões que são discutidas fora da ciência, inclusive a questão da liberdade de consciência. Sim, eu sei que isso frustra as ambições totalitárias de Orsi, mas é assim que devemos tratar a questão.

Entretanto, ele ainda proclama, empolgado: “O que precisamos, mesmo, é de mais gente disposta a proclamar, no debate público, o naturalismo como conclusão lógica da ciência: reafirmando, sempre que necessário, que o sobrenatural não pode ser fonte de autoridade a respeito de nenhuma questão, moral ou de qualquer outro tipo, porque, pura e simplesmente, ou não existe, ou existe, mas é irrelevante. Por conseguinte, seus arautos, usem eles ternos ou batinas, não sabem do que estão falando — e não deveriam ser levados a sério.”

É exatamente o oposto. Embora de fato não se deva aceitar a autoridade de pessoas que endossem suas idéias puramente na religião (embora os conservadores ateus nem de longe façam isso, e Orsi os eliminou da discussão desonestamente), também não devemos aceitar a falsa autoridade daqueles que mentem a respeito do que a ciência é não por uma questão científica, mas por uma indigna tentativa de se capitalizar politicamente fingindo-se que se está lutando por ela. Orsi busca apelar a uma autoridade que ele não tem, tanto quanto alguns que ele critica.

Todas as citações de Orsi a respeito “da ciência” não falam da ciência de fato, que não tem como intervir em questões morais, ideológicas e políticas, mas sim de uma falsificação do conceito de ciência. O objetivo dele é evidente. Como não consegue proibir o direito daqueles que não rezam pela cartilha gay de terem sua liberdade de consciência, quer proibi-los através de um falso apelo à autoridade. Como farsante que é, Orsi merece apenas que o dedo seja apontado em sua cara, que sempre deve ser exposta como um exemplo de safadeza intelectual.

Além do mais, o debate não está fechado, e se até a religião pode ser criticada por que o homossexualismo não pode? Resta a Orsi tentar provar, filosoficamente (se é que ele consegue), por que o homossexualismo é uma das raras categorias de comportamento que não podem ser criticadas. Se ele critica o apelo ao divino, de alguns religiosos, ao mesmo tempo tenta divinizar a figura dos gays. É claro que ninguém em sã consciência que pertença ao lado oponente deve tolerar tal fuga da realidade. Assim, pau que bate em Chico, bate em Francisco, e se a religião pode ser criticada, o homossexualismo também pode. Se os religiosos aprenderam a conviver com as críticas, que os homossexuais aprendam também.

P.S.: O post anterior, sobre Helena Gimenez foi comprovado como baseado em um hoax, e, portanto, excluído. (Grato ao Alexander Canust e ao JMK pela dica)

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6 COMMENTS

  1. Convém, a título de garantir algum rigor na discussão, uma ressalva:
    ” participantes de ambos os lados da luta pelo direito à opção estão se apoiando em pesquisas, portanto não temos um conflito entre fé X ciência, mas sim entre esquerdistas X direitistas, e os primeiros, como sempre totalitários, não querem que a questão seja sequer discutida. ”
    Independentemente do oportunismo de grupos de interesse por legitimar seus discursos através do conhecimento científico, controvérsias acadêmicas podem (aliás, tendem) a ser dirimidas dentro do próprio campo da produção científica, e não exclusivamente fora dele, como sugeriria o texto. Entendo que conviria ser mais específico neste ponto.
    Segundamente, ao frisar o comportamento dito ‘esquerdista’ como dissimulado e totalitário, o autor do blog invisibiliza que os ‘direitistas’ não têm apresentado (nem nunca apresentaram) nada mais virtuoso. Os problemas apontados ocorrem em sujeitos de qualquer filiação ideológica, não tem cor, credo, partido político nem identidade sexual.
    [ ]’s
    Danilo

    • Há um truque aqui (sim, eu sei, eu sou bom em identificar truques):

      “Independentemente do oportunismo de grupos de interesse por legitimar seus discursos através do conhecimento científico, controvérsias acadêmicas podem (aliás, tendem) a ser dirimidas dentro do próprio campo da produção científica, e não exclusivamente fora dele, como sugeriria o texto. Entendo que conviria ser mais específico neste ponto.”

      Mentira. Em nenhum momento meu texto sugere que o debate teria que ser “exclusivamente fora do campo da produção científica”. Que parte do meu texto eu disse isso?

      Entretanto, o debate não pode ser “exclusivamente dentro do campo da produção científica”, pois falamos aqui de ciências humanas (em interface com as ciências naturais), e portanto, é muito fácil executar agenda política dentro de uma área da Psicologia ou Sociologia, por exemplo.

      Então, o debate tem que ser dentro da área de conhecimento, e também fora dela. Por isso aquilo que o Conselho Federal de Psicologia determina, por exemplo, não pode valer como palavra final. Isso que estou dizendo que mesmo dentro de acadêmicos em Psicologia, existe dissidência.

      Segundamente, ao frisar o comportamento dito ‘esquerdista’ como dissimulado e totalitário, o autor do blog invisibiliza que os ‘direitistas’ não têm apresentado (nem nunca apresentaram) nada mais virtuoso. Os problemas apontados ocorrem em sujeitos de qualquer filiação ideológica, não tem cor, credo, partido político nem identidade sexual.

      Entretanto, são os esquerdistas que contabilizam a maioria absoluta de totalitarismos. Por exemplo, não se vê movimentos dentro dos conservadores pedindo a proibição da crítica aos religiosos (podem até existir um e outro que peçam isso, mas são vozes que nem os próprios conservadores respeitam). Já os esquerdistas querem PROIBIR a crítica aos grupos que ela apóia, como exemplo, os gayzistas.

      Este tipo de exemplo não lhe permite atribuir aos conservadores de direita o mesmo grau de totalitarismo dos esquerdistas, sorry.

      • 1 – Ora, no mesmo texto que citei: “participantes de ambos os lados da luta pelo direito à opção estão se apoiando em pesquisas, portanto não temos um conflito entre fé X ciência, mas sim entre esquerdistas X direitistas”. O que você apresenta aqui é uma controvérsia acadêmica, o seu texto sugere que, como ambos os ‘lados’ tem pesquisas que corroboram suas posições, o campo de batalha seria necessariamente outro, o ideológico. A ressalva é: Claro que a controvérsia pode ser afetada por questões extra-científicas, mas não somente, as controversias tendem a ser dirimidas dentro do próprio campo científico.
        2 – Falar em totalitarismo e associá-lo com a esquerda é demasiadamente conveniente. Este termo veio exatamente para distinguir um tipo de ditadura em que se observava uma ânsia por um poder ‘total’ do Estado sobre o sujeito. Se fôssemos nos ater exclusivamente às ocorrências de cerceamento dos direitos políticos – as ditaduras – e ponderar pelo seu discurso ideológico, aí, meu caro, as coisas mudam bastante. Para mim, a América Latina já seria um ótimo exemplo.
        [ ]’s
        Danilo

      • O que você apresenta aqui é uma controvérsia acadêmica, o seu texto sugere que, como ambos os ‘lados’ tem pesquisas que corroboram suas posições, o campo de batalha seria necessariamente outro, o ideológico. A ressalva é: Claro que a controvérsia pode ser afetada por questões extra-científicas, mas não somente, as controversias tendem a ser dirimidas dentro do próprio campo científico.

        Como é uma questão de psicologia, portanto humanas, é uma questão ideológico-acadêmica, e em muitos casos não existe essa diferença. A estratégia gramsciana serve para isso, não? Sendo assim, mesmo existindo pesquisas de ambos os lados, a questão é até mais ideológica que científica, pois, como já disse, falamos de humanas…

        Falar em totalitarismo e associá-lo com a esquerda é demasiadamente conveniente. Este termo veio exatamente para distinguir um tipo de ditadura em que se observava uma ânsia por um poder ‘total’ do Estado sobre o sujeito. Se fôssemos nos ater exclusivamente às ocorrências de cerceamento dos direitos políticos – as ditaduras – e ponderar pelo seu discurso ideológico, aí, meu caro, as coisas mudam bastante. Para mim, a América Latina já seria um ótimo exemplo.

        As tais “ditaduras de direita” somente existiram para impedir a existência das ditaduras de esquerda, e, tendo esse risco sido mitigado, o poder foi reestabelecido de forma democratica. É exatamente o contrário do que ocorre nos países em que as ditaduras são de esquerda. Logo, ditaduras de direita são uma exceção, mas para a esquerda, são a regra, pois o pensamento de esquerda foi feito para a tomada do poder. É para isso, aliás, que serve o discurso populista, a ausência de culpa pelos atos que se comete, a projeção do futuro belo mas nunca explicitado claramente, etc, etc.

    • “Como é uma questão de psicologia, portanto humanas, é uma questão ideológico-acadêmica, e em muitos casos não existe essa diferença.”
      Mentira. Enquanto cientista social tenho absoluta tranquilidade em informar que aqui é um caso de mera ignorância de sua parte.
      Existe militância na academia? Sim, muita, o que não exclui o fato de que a produção de conhecimento sociológico e/ou psicológico tem caráter científico não pode ser enquadrada como discurso político. Recomendo leitura de Bourdieu, Blumer ou Giddens para tanto.
      Aliás, este é um erro que você mesmo salienta – em outro post, mais antigo – quanto ao equívoco de enquadrar discutores com o mero intuito de desqualificá-los, fugindo das questões centrais.

      • Mentira. Enquanto cientista social tenho absoluta tranquilidade em informar que aqui é um caso de mera ignorância de sua parte.

        Como cientista social de esquerda, seu papel é vir a público dizer que não há uso de “pesquisas” científicas, com omissão de dados, para pregar agenda. Aqui o mentiroso é você. Este blog mesmo já demonstrou vários casos desse tipo de manipulação em papers de áreas de humanas. Se quiser, publico mais coisas assim. Vai ser divertido e só reforça meu caso. Além do mais, eu escrevi “em muitos casos não existe essa diferença” (a respeito de questões ideológicas e científicas), portanto não acusei todas. Seu chilique é, portanto, risível.

        Existe militância na academia? Sim, muita, o que não exclui o fato de que a produção de conhecimento sociológico e/ou psicológico tem caráter científico não pode ser enquadrada como discurso político. Recomendo leitura de Bourdieu, Blumer ou Giddens para tanto.

        Na verdade não. O que eu disse é que é muito mais fácil embutir ideologia em papers de áreas de humanas do que em ciências naturais, e isso é fato. E, pela estratégia gramsciana, é isso que tem sido feito. Sempre surgem “pesquisas” de psicólogos, sociólogos ou outros da mesma linha com algum viés. É, meu caro, ceticismo não é só para ser utilizado contra parapsicólogos não…

        Aliás, este é um erro que você mesmo salienta – em outro post, mais antigo – quanto ao equívoco de enquadrar discutores com o mero intuito de desqualificá-los, fugindo das questões centrais.
        Estás delirando. Eu apresentei um argumento falando que devemos ter muito mais ceticismo em relação a papers que venham de áreas de humanas do que de ciências naturais, só isso. Não “enquadrei discutores” nenhum. Não tente me enrolar, pois não vai conseguir.

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