Como é? A religião revelada diminui a chance de alguém ser supersticioso? Tem sentido…

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Fonte: Sentir com a Igreja (citando o Wall Street Journal)

A realidade é que a campanha neoateísta, desencorajando a religião, não vai criar um novo grupo de seres inteligentes, céticos e iluminados. Longe disso: ela pode realmente incentivar novos níveis de superstição em massa. E isso não é uma conclusão a tomar sobre a fé – é o que os dados empíricos nos dizem.

Em “No que os americanos realmente acreditam”, um novo estudo abrangente lançado pela Baylor University ontem, mostra que religião cristã tradicional diminui consideravelmente a crença em superstição, desde a leitura de mãos a astrologia. Também mostra que os irreligiosos e os membros das denominações protestantes mais liberais, longe de serem resistente à superstição, tendem a ser muito mais propensos a acreditar no paranormal e na pseudociência que os cristãos evangélicos ….

Esta não é uma nova descoberta. Em seu livro de 1983 “Os porquês de um escrivão filosófico”, o cético e escritor científico Martin Gardner cita o declínio da crença religiosa tradicional entre os mais bem educados como uma das causas para um aumento da pseudociência, seitas e superstições. Ele fez referência a um estudo de 1980 publicado na revista Skeptical Inquirer que mostrou que estudantes universitários irreligiosos são, de longe, os mais prováveis para abraçar crenças paranormais, enquanto estudantes universitários cristãos foram os menos prováveis. (grifo nosso)

MEUS COMENTÁRIOS

É uma sacanagem! Quer dizer que os neo-ateus vendem a idéia de que se aceitarmos as idéias de Dawkins viraremos “céticos universais”, praticamente recriações do Dr. Spock, e depois surgem estes fatos? Aliás, nada disso é surpresa para este blogueiro.

Um dos elementos que resultaram no paradigma deste blog é o de que o ser humano não é confiável em seus julgamentos e toma decisões de acordo com seus interesses, e, também, suas paixões. O abandono da crença em Deus não tornará alguém “mais racional” somente por causa disso.

Mas o pior de tudo é que entre as superstições que os estudiosos levantaram (dos não-religiosos), faltaram coisas em que os neo-ateus acreditam fervorosamente, como:

  • Superação dos instintos humanos por auto-reflexão
  • Superação das contingências humanas para criação do paraíso terrestre
  • Progresso tecnológico paralelo ao progresso moral
  • Governo global de uma elite ultra-altruísta
  • Sociedade sem classes depois da ditadura do proletariado
  • Fim da história
  • Memética

Na próxima pesquisa, deviam catalogar estes itens como superstições e ver no que vai dar. Quem é ateu, não tem que se preocupar, mas para quem é ateu humanista, aí sim a coisa pode ficar feia (e muito feia) pro lado deles. (Aliás, acho que nós, ateus tradicionais, estamos par-a-par em irracionalidade com os religiosos tradicionais, mas os neo-ateus/humanistas é que estão pendendo a balança para aumentar o número de irracionais entre os ateus. Na boa, filhotes de Dawkins, parem de se declarar ateus e declarem-se, sei lá, brights, ou humanistas, mas não ateus. Estão queimando o nosso filme)

E não é que teríamos os mais irracionais do momento (humanistas) querendo ensinar “razão e ciência” para os outros? Este é o neo-ateísmo: uma pegadinha do Malandro para incautos.

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