Grupo universitário acusado de discriminação por exigir que seus líderes sejam cristãos

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Fonte: Gospel +

Um grupo estudantes cristãos da Tufts University, em Massachusetts, nos EUA, pode perder seu status de organização estudantil por exigir que seus membros adotem a fé cristã. A acusação contra o grupo é que tal regra viola as políticas da escola contra a discriminação religiosa.

Recentemente grupos estudantis votaram para destituir o grupo, intitulado Tufts Christian Fellowship, de seus direitos oficiais por exigir que seus líderes celebrem “as verdades bíblicas básicas do cristianismo”.

De acordo como The Boston Globe, disputas semelhantes sobre grupos de estudantes cristãos surgiram em campis por todo o país nos últimos anos, especialmente depois de 2010, quando uma decisão da Suprema Corte afirmou que as faculdades públicas poderiam legalmente exigir grupos de estudantes a aceitar qualquer um que quisesse participar.

As faculdades afirmam que não podem permitir a discriminação, e que as crenças religiosas não podem “servir de desculpa” para tal. Porém críticos afirmam que essas políticas apenas revelam a hostilidade para com as crenças evangélicas.

David French, conselheiro sênior para o Centro Americano de Lei e Justiça, afirmou que esse tipo de política diminui a diversidade, e que tal política “é totalmente contrária à liberdade de expressão”.

Por Dan Martins, para o Gospel+

MEUS COMENTÁRIOS

Muita atenção nesta estratégia, pois ela provavelmente vai ditar o tom da guerra de posição anti-religiosa no Brasil no futuro. O truque dos humanistas se baseia em confundir uma organização de estudantes de uma universidade com a universidade em si.

Se uma universidade pública não pode promover uma religião, eles fazem a manipulação semântica para dizer que uma organização específica não pode.

A estratégia é excelente, pois os cristãos (mais uma vez ingênuos como poucos na guerra política) não estão percebendo que as organizações de negros, índios ou mulheres não são alvos de marcação de espaço, apenas as organizações cristãs.

O objetivo é bem claro. Se existir uma fraternidade de 15-20 cristãos, feita por cristãos, então um humanista militante poderá entrar lá e “marcar espaço”, proibindo todos os cristãos de rezarem lá dentro. Convenhamos, é uma tacada de mestre. Tudo bem que terão que apelar a militantes que já perderam todo traço de dignidade, pois ir em territórios do oponente sem ser convidado é no mínimo chegar ao fundo do poço no jogo político.

Por exemplo, se um grupo de cristãos não me aceitar em uma organização deles, ótimo, não ligo. É o direito deles. Mas se eu fizer um grupo de ateus anti-humanismo, e eles quiserem entrar, mas exigindo que não falemos de Darwin, também não deixarei. Esta é a democracia, que os humanistas odeiam mais que tudo na vida.

Só uma sequência de ações judiciais, e tomadas de espaços humanistas, podem reverter o quadro. Por exemplo, infiltrar cristãos dentro de grupos humanistas (e as universidades os possuem) e proibir que eles falem qualquer coisa contra a religião. Essa seria uma reversão da estratégia humanista.

Logo, nem humanismo e nem cristianismo poderiam mais serem mencionados. Mas eu acho que no momento não existe ainda cultura política suficiente na direita para empreenderem uma estratégia de contra-ataque. Neste caso da Tufts University, os anti-religiosos ganharam de goleada. É, o mundo é dos estrategistas…

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2 COMMENTS

  1. Aproveitando, mais uma estratégia cara-de-pau:

    http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/anonimato-na-web-decisao-judicial-pode-levar-a-mudanca-radical-no-funcionamento-de-sites-obrigando-os-a-identificar-ofensores/#.UKxB1I9yVpE.facebook

    Esta pequena mudança pode simplesmente incentivar sites a deletarem qualquer comentário que possa gerar processos de terceiros. Ou seja, mais um passo para evitar a denúncia (crescente) das falcatruas esquerdistas.

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