Bule Voador parece que quer ganhar concurso de mentiras ao falar do “dinheiro laico”

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O Bule Voador, site humanista (portanto, advogando em causa própria), fez um post, Em defesa do dinheiro laico, no qual refutaria alguns argumentos contra a retirada da mensagem “Deus seja louvado” das notas. O fato é que algumas refutações são pertinentes, mas a maioria delas não passa de um agrupado de mentiras deslavadas.

Vamos a uma análise:

Queira-se ou não, a medida do MPF faz valer a laicidade do Estado brasileiro, tornando-a mais próxima da realidade.

Mentira. O truque acima se baseia na falsificação do conceito de estado laico, que na verdade é ausência de benefício a um grupo ou outro por causa de questões religiosas. Ao retirar os símbolos para beneficiar os ateus humanistas, o estado laico foi violado.

Primeiro porque é uma medida exemplar, um pontapé inicial que pode estar abrindo um precedente importante para a total laicização do Estado brasileiro. Futuras ações judiciais contra a ostentação de símbolos religiosos em repartições públicas e também que censurem qualquer interferência dos dogmas cristãos nas políticas públicas dos governos federal, estaduais e municipais serão certamente inspiradas nessa primeira medida.

Aqui é uma fraude intelectual, pois na verdade a proibição de “qualquer interferência dos dogmas cristãos nas políticas públicas” é a violação do estado laico. Na verdade, um estado laico permitiria a interferência de cristãos, judeus, ateus e quaisquer outro grupos, cada um com seus dogmas. Mais uma vez, os humanistas simulam defender o estado laico, enquanto estão violando seus princípios.

E terceiro porque pequenas violações da lei dão razão a transgressões cada vez maiores. Um Estado constitucionalmente laico que permite que sua moeda oficial louve o deus do cristianismo acaba tendo minada sua moral para censurar que cristãos poderosos tentem impor as normas bíblicas sobre quem não compartilha dessa fé.

Falácia da bola de neve. Na verdade, um estado que tem a mensagem “Deus seja louvado” nas cédulas não configura quebra dos princípios do estado laico, e, mesmo estados que tenham essa mensagem nas cédulas tem sido totalmente receptivos ao secularismo. Portanto, a falácia da bola de neve é injustificada.

Agora, vamos às refutações que eles fizeram. Nem todas estão erradas, mas as refutações parcialmente corretas resvalam em justificativas fraudulentas (como sempre). Outras refutações são vergonhosamente ilógicas, ou seja, conspiram contra eles próprios.

a)      “Não acho que a frase deveria ser removida. Eu nunca me senti ofendido com ela.” – Em primeiro lugar, o problema central da frase não é ofender pessoas que não acreditam nesse deus, e sim ofender a Constituição, desmoralizar o princípio da laicidade do Estado brasileiro e abrir brecha para que outras violações aconteçam e ameacem os direitos dos não cristãos. Em segundo, o fato de uma pessoa não se sentir ofendida não impõe a ninguém a obrigação de também não se ofender com o dito. Um indivíduo não se ofender com a frase não anula o direito de outras pessoas pensarem o contrário e se sentirem sim ofendidas. Nem cancela o que diz a Constituição Federal.

É verdade que o argumento de que “Não acho que a frase deveria ser removida, pois nunca me senti ofendido com ela” é baseado no julgamento pessoal, e, portanto, automaticamente inválido. Entretanto, é mentira que a frase “ofende” a Constituição (aliás, eu liguei para a Constituição e ela me disse que não se ofendeu – risos). A tática de tomar “partido” da Constituição foi um recurso bem amador, que só convenceria alguém que não conhece jogos de rotulagem em duelos políticos.

b)      “Essa ação do MPF é coisa de ateu.” – Não apenas ateus reivindicavam a remoção do Deus seja Louvado das cédulas. Politeístas, deístas, monoteístas que não chamam de Deus o “deus ilegal” das notas de real e até muitos cristãos também demandavam essa postura da Justiça. Em relação aos cristãos mencionados, as duas justificativas principais usadas por eles são a concordância de que sua crença não deve ser imposta pelo Estado a ninguém e o repúdio à atitude de figurar Deus, uma entidade considerada tão bondosa e sublime, no dinheiro, visto como um signo da corrupção humana.

Mentira do Bule, e, sim, é verdade que a ação é de origem ateísta. A ação é originada da ATEA, organização de ateísmo fundamentalista (ao invés de ateísmo moderado). Essa simulação de que uma causa ateísta é uma “causa mais ampla” é apenas um truque psicológico, mas as evidências estão aí. Basta qualquer um acessar a ação e verificar de onde ela se originou. Se existem cristãos que aceitaram o jogo, isso também não torna uma ação algo que “os cristãos queiram”, até por que temos a Teologia da Libertação, que visa simular uma mistura de anti-religião com discurso religioso. O próprio procurador Jefferson Dias demonstrou seus ideais esquerdistas em seu blog. Em suma, não se pode definir “um bom russo”, pelo fato dele ser um espião colocado por um país inimigo lá. O fato é que a ação é uma representação do ateísmo fundamentalista, ou, melhor dizendo, do humanismo. Como o humanismo é uma religião, que depende da crença cega no homem, precisa “marcar espaço” na guerra de posição (conforme previu Gramsci) em uma cédula. A cédula é um dos campos de batalha na guerra política. A ação é humanista, portanto anti-religiosa, e anti-laica.

c)      “Se querem laicizar o Estado, então mudem os nomes católicos de diversas cidades e estados brasileiros, como São Paulo, Espírito Santo, São Luiz e Santa Cruz.” – Em primeiro lugar, topônimos nada têm a ver com o privilégio dado pelo Estado atual aos cristãos, já que nomes de cidade em nada interferem nas leis de um município, estado ou país, nem são objetos de veneração religiosa nem imperativos de louvor a um deus ou santo específico.

Verdade. Esse argumento cristão é horripilante.

d)     “Um Estado realmente laico não cuidaria da manutenção do Cristo Redentor.” – A prefeitura carioca, que realiza a manutenção do monumento, não o trata como ídolo de veneração religiosa ou uma reafirmação material da supremacia do cristianismo no poder público, mas sim como um monumento turístico e cultural. Alienar-se do dever de cuidar da estátua seria privatizar um patrimônio histórico, algo que iria ferir a cultura e turismo do Rio de Janeiro e também do Brasil inteiro.

Argumentação muito frágil, cheia de distinções de emergência. A única coisa que um humanista poderia argumentar nesse caso é o seguinte: “É verdade, um estado que levasse o ‘estado laico’ ao pé da letra, não poderia manter o Cristo Redentor (mas nenhum símbolo de nenhuma outra religião, e nem mesmo ideologias que tomam posições em relação à religião), mas como politicamente essa ação é inviável, não partiremos para essa guerra de posição agora, e talvez nunca façamos, por não valer a pena”. Essa é a única coisa que os humanistas poderiam dizer. Mas, como querem capitalizar politicamente, inventaram um discursinho que só cairia bem na boca de um político de segunda categoria.

e)      “Por que não protestam também contra os feriados religiosos?” – Os feriados religiosos não são alvo de reclamação porque não prejudicam os direitos de pessoas de outras religiões e sem religião. (“Nesse sentido, a religião, independente do Estado ser considerado laico, representa uma manifestação cultural importante. É inegável o papel histórico da religião no desenvolvimento da sociedade. E os feriados nada mais são do que o reconhecimento dos governos a essas manifestações.”)

Outra argumentação estilo “Rolando Lero”. Novamente, a questão é puramente política. A existência de um feriado religioso é tão recheada de apelo histórico quanto a mensagem “Deus Seja Louvado” nas cédulas. Só que tirar “Deus seja louvado” das cédulas é uma marcação de posição muito fácil, e barata de se fazer. Basta uma movimentação política, que traz excelentes resultados em termos de guerra política (a maioria dos cristãos até agora nem perceberam o jogo, aliás). Não há diferença técnica entre “Deus seja louvado” ou um feriado religioso ou mesmo a existência do Cristo Redentor, todos podendo igualmente serem justificados por fatores culturais, por não estarem beneficiando nenhuma religião específica e por não estarem “impondo” nada a ninguém. As distinções de emergência lançadas pelo humanista do Bule servem apenas às racionalizações vagabundas, mas que no fundo significam um mingau sem sentido. Um pouco mais de honestidade intelectual, humanistas. É possível? Como diria o ceguinho esperançoso, veremos…

f)       “Depois de tirar o Deus seja louvado das notas, cobrem também a remoção da Efígie da República, porque ela se originou na maçonaria.” – Marianne, personagem símbolo da República francesa, personificadora do ideal “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, que inspirou a efígie do real, não é uma divindade a ser cultuada, nem pelos maçons, ao contrário do Deus louvado pelas cédulas. Ela não representa uma expressão religiosa – pelo contrário, é uma personagem de origem racionalista, iluminista. Comparar a Efígie da República com o Deus seja louvado é uma falácia de falsa analogia.

Mentira. Marianne expressa uma postura que toma partido em questões religiosas. Atenção: estado laico não é baseado em “ter símbolo cristão ou não” (esse é o truque que o humanista tenta usar). Estado laico é aquele que não toma partido em questões religiosas. Mas uma ideologia que prega a eliminação da religião tradicional é uma tomada de posição religiosa. Marianne, ao representar essa tomada de posição, significou uma tomada de partido em questões religiosas, portanto uma ação plenamente laica deveria eliminar os dois símbolos imediatamente. Ademais, Marianne representa o início da era dos genocídios, um motivo adicional para sua retirada.

g)      “Os pró-laicismo deveriam reivindicar também a remoção da cruz da bandeira de Pernambuco.” – A bandeira pernambucana é uma adaptação da Revolução Pernambucana de 1817 e simboliza, como um todo, os ideais trazidos pelos orquestradores daquela revolução. E a cruz ali representa não a prevalência da fé cristã, mas sim, segundo o site do Governo de Pernambuco, a fé na justiça e no entendimento. Nenhum símbolo foi incluído na bandeira por motivos de dominação religiosa.

Outro truque, focado em distinções de emergência. Deve ser triste ser humanista e ter que ficar inventando desculpas esfarrapadas para justificar o injustificável. O fato do governo de Pernambuco ter feito uma ressignificação de conteúdo da cruz, não muda o fato de que a cruz é um símbolo religioso. Portanto, uma ação que pede a retirada do Deus seja louvado das cédulas, e nada faz contra a cruz da Revolução Pernambucana, está violando seu próprio código de regras, isto é, caindo em contradição. Isso é previsível, pois o humanista jamais foi a favor do estado laico. Uma evidência disso está no ato falho cometido pelo autor humanista, quando ele diz que a Cruz Pernambucana não viola o estado laico. Motivo: “representa não a prevalência da fé cristã, mas [ressignificações de última hora seguem]”. Nota-se que ele trabalha com um conceito bizarro de estado laico. “Beneficia a fé cristã? Não é laico. A prejudica? É laico”. Este é o humanismo.

h) “A Justiça deveria se preocupar com coisas mais importantes. Enquanto está aí dando piti por causa de uma frase besta, a corrupção e o desmatamento grassam por aí.” – Essa é uma falácia de falsa dicotomia, que parte da premissa de que não seria possível a Justiça brasileira ao mesmo tempo fazer valer o respeito à laicidade constitucional e atender a denúncias de corrupção e crimes ambientais. Nada, nada mesmo, impede que o Poder Judiciário vá tomar providências contra a corrupção e o desmatamento ao mesmo tempo em que está reivindicando a supressão do Deus seja louvado das notas de real.

Verdade. Não só é uma falácia da falsa dicotomia, como uma baita ingenuidade política. Dizer que o adversário político, representado por um membro da ATEA e um procurador esquerdista, devia se “preocupar com outras coisas” é o fim da picada. Na verdade, os ateus humanistas e os esquerdistas estão certos em sua ação, pois é uma guerra de posição política. Os cristãos é que deviam se preocupar e também marcar posição, pois, em guerra política, quem não reage, dá automaticamente razão ao adversário.

De certa forma, desdenhar da remoção da inconstitucional frase das cédulas brasileiras é fazer pouco caso da própria Constituição e esquecer o fato de que pequenas transgressões abrem terreno para a prática de grandes violações.

Mentira. Na verdade, não existe isso de “fazer pouco da própria Constituição”. Ao contrário, manter Deus seja louvado enquanto se mantém o símbolo sanguinário de Marianne seria uma aula de tolerância, mostrando que um símbolo cristão pode conviver ao lado de um símbolo anti-cristão. A retirada de um para a manutenção do outro é uma tomada de posição anti-cristã, e, portanto, inimiga do estado laico.

Ações como essa devem ser vistas não tanto em seu efeito prático imediato, mas sim em seu caráter exemplar e precedente, que abre caminho para mais e mais ações populares na Justiça de modo que um dia não haja mais espaço para violações ao Estado laico no Brasil e, assim, os cristãos fundamentalistas parem de tentar impor suas crenças, dogmas e convicções morais a todos os demais brasileiros.

Notaram como ele se repete? Ele começa com o efeito bandwagon, que visa dar motivação aos seus militantes (“ganhamos uma ou duas batalhas, imaginem agora as vitórias que conseguiremos”), entretanto, isso dá muitos argumentos para que cristãos demonstrem as violações ao estado laico feito pelos humanistas. Outro truque dele é que violações ao estado laico estão associadas a cristãos fundamentalistas. Sim e não, pois hoje em dia estão mais associadas a humanistas fundamentalistas. Essa ação das cédulas é uma ação de ateísmo/humanismo fundamentalista (ao invés do meu ateísmo tradicional, e anti-humanista). Ademais, a presença da mensagem “Deus seja louvado” nas cédulas não significou nenhuma “imposição de crenças, dogmas e convicções morais” do cristianismo para ninguém. A não ser que ele queira reconhecer que a presença da Parada Gay configura imposição de homossexualismo aos não-homossexuais? Mas, como todo humanista, ele desafiará todas as regras do bom senso e da lógica para inventar novas distinções de emergência.

É como eu sempre digo: basta deixar um humanista falar e começar a contar as fraudes intelectuais. Eles não resistem…

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  1. “c) “Se querem laicizar o Estado, então mudem os nomes católicos de diversas cidades e estados brasileiros, como São Paulo, Espírito Santo, São Luiz e Santa Cruz.” – Em primeiro lugar, topônimos nada têm a ver com o privilégio dado pelo Estado atual aos cristãos, já que nomes de cidade em nada interferem nas leis de um município, estado ou país, nem são objetos de veneração religiosa nem imperativos de louvor a um deus ou santo específico.

    Verdade. Esse argumento cristão é horripilante.”

    LH, explique melhor porque esse argumento não é bom? Afinal de contas, não é o mesmo caso das cédulas? “O Deus seja louvado” nas cédulas “em nada interferem nas leis de um município, estado ou país, nem são objetos de veneração religiosa”. Bom lembrar que um dos atos dos revolucionários franceses foi mudar os nomes das ruas que tinham caráter cristão. Disso o pessoal do Bule não deve saber, ou, se souber, omite estrategicamente.

    No mais, ótimo texto!

    • Quest,

      O estado laico de fato, envolve a convivência entre várias religiões, sem (1) o estado tomando partido a favor de qualquer uma delas, (2) o estado tomando partido a favor de uma postura, mesmo não-religiosa, contra uma das religiões. Em suma, estado laico é “não prejudicar ou privilegiar alguém ou algum grupo por causa de questões religiosas”.

      Quando um argumento diz “se querem laicizar o estado, então nomes católicos de diversas cidades…”, então o argumentador assume que isso que estão fazendo é “laicizar o estado”, quando na verdade não é. É uma ação política anti-cristã vinda de grupos humanistas.

      Quando eu argumentei dizendo que uma “laicização extrema” (entre parenteses) seria tirar todos os símbolos, mas também simbolos de outras religiões, estou apenas cobrando coerência dos argumentadores humanistas (o que jamais eles reconhecerão, por motivos óbvios). Não se pode dizer que essa laicização extrema seria tirar todos os nomes católicos, mas sim todos os nomes e símbolos de qualquer religião, e até do iluminismo, por sua postura anti-religiosa.

      O maior erro do argumento cristão que critiquei é que ele aceita as categorias falsas criadas pelo oponente. Ou seja, a ressignificação desonesta que os humanistas fizeram do estado laico, quando, na verdade, o ideal seria refutar essa ressignificação, ao invés de levá-la ao extremo.

      Abs,

      LH

  2. Não sei bem se qualquer argumento em relação ao Estado Laico seja realmente válido. As religiões pregam tantos dogmas diferentes que é quase impossível criar qualquer lei de ordem moral que não beneficie alguma religião, mesmo que desconhecida, o que quebraria o Estado Laico.

    Talvez eu esteja errado, mas a única utilidade do Estado Laico hoje mesmo é bater no cristianismo, e de vez em quando garantir direitos para outras religiões (que o cristianismo não deve obter pra não quebrar o Estado Laico).

    • Nesse caso, poderiam argumentar que X lei moral perdeu sua conotação original, Dalton… que atualmente não possuem vínculos com a religião que prega as mesmas leis.

      Mas aí, seria uma regra inventada. Aliás, até onde sei, ainda não se estabeleceu uma; muitos entendem o conceito de Estado Laico de forma diferente.

    • Aí que está Dalton, então a questão toda é relacionada a uma fraude pública sobre o conceito de estado laico. Então, o esforço deve ser a conscientização do maior número possível de pessoas quanto a essas fraudes.

      • A fraude mãe consiste em dizer que o estado laico só aceita normas baseadas a ciência, na análise da realidade nua e crua, sem interferência da irracionalidade intrinseca das regras religiosas, porqe elas supostamente não passaram pelo crivo da razão e foram veiculadas mediante dogmas. O que ninguém admite é que é muito difícil, senão impossível, deduzir a diferença entre bem e mal de experimentos científicos.

  3. Gostaria de apresentar mais três argumentos que podem ser usados na refutação destes sofismas.

    1-O termo “Santo” é uma forma de distinção exclusivamente religiosa, que igualmente pode ofender religiosos protestantes e/ou não cristãos. O Cristo Redentor igualmente implica uma função que só existe na terminologia cristã, por isto deveria ser retirado.

    2-O termo Deus é um genérico, que além do cristianismo pode ser usado para descrever o Deus Muçulmano, o Deus Sikh, o Deus do Zoroastrismo, além do de várias correntes do Hinduísmo e Budismo, e mesmo concepções deísticas ou panteísticas de Deus.

    3-Falar sobre “ofensas” é irrelevante, pois cristãos se ofendem ao ver a legalização do aborto em vários casos, a união civil entre homossexuais, etc.

    Gostaria ainda de parabenizar o Luciano pelo o excelente programa tatico-estratégico que ele vêm dando a respeito do humanismo e do esquerdismo. Ele tornou este blog um raro espaço de sensatez no mundo virtual.

    • Se o critério para decidir essas coisas for quantidade de pessoas ofendidas, os humanistas gonna have a bad time. O argumento das ofensas, se for usado com um critério democrático no Brasil, SEMPRE, vai beneficiar os cristãos.

  4. “Mentira. O truque acima se baseia na falsificação do conceito de estado laico, que na verdade é ausência de benefício a um grupo ou outro por causa de questões religiosas. Ao retirar os símbolos para beneficiar os ateus humanistas, o estado laico foi violado.”

    Mas os ateus não estarão sendo beneficiados com a retirada da frase. Ao não deixar nada na cédula o Estado estará sendo neutro, como o era até que o Sarney determinou que a frase fosse escrita. Os ateus seriam beneficiados se resolvesse escrever algo como “Deus não existe” nas cédulas.

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