Uma piada sobre o neo-ateísmo que é a mais pura verdade

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Acima temos uma piada, que vi no Facebook, em formato de charge. Embora seja uma piada, há um fundo absoluto de verdade nela.

O neo-ateísmo é exatamente igual o anti-semitismo, mas somente no que diz respeito ao modelo de discurso, pois, em termos de abrangência, é muito maior. Exatamente aquilo que os anti-semitas faziam na Alemanha contra os judeus, no final do século 19, os neo-ateus fazem com todos os religiosos.

Fazer a campanha de difamação e definição de um bode expiatório é somente parte do processo, sendo que o Holocausto foi apenas a conclusão do projeto, o qual foi habilitado pelo processo anterior.

Como eu proponho aqui, o ser humano deve ser entendido pelo que ele é, não pelo que gostaríamos que ele fosse, e o mundo também deve ser entendido pelo que ele é, e não por como gostaríamos que fosse. Se há uma campanha de ódio, com um número de difamações tão amplas (e todas elas dirigidas à multiplicação de ódio), será que o neo ateísmo é apenas fruto de uma “rebeldia de adolescentes’? Acreditar nessa hipótese é de uma ingenuidade atroz.

Esforços em congressos humanistas, todos financiados por entidades externas, não ocorrem apenas por “mania” ou “revolta” momentânea. Essas pessoas (humanistas) têm a crença de que o mundo é superpopulado, e, ao mesmo tempo, precisa ser governado de forma centralizada em um regime totalitário.

Seus adversários nesse processo são os conservadores de direita (e muitos conservadores são cristãos), por causa do ceticismo destes em relação aos projetos de remodelação da humanidade. Por isso, o neo-ateísmo é um empreendimento que tem como objetivo de estabelecer alguns pontos:

  1. Implementar oficialmente discriminação a religiosos tradicionais, como ocorreu recentemente com um membro do parlamento britânico.
  2. Criar, no senso comum, a idéia de que é normal dar punições adicionais a religiosos apenas por manifestarem sua opinião – ou seja, um gay pode dizer que acha o casamento heterossexual lamentável, mas um cristão não pode falar o mesmo em relação ao casamento homossexual.
  3. Se infiltrar, até mesmo nos grupos cristãos, mesmo que através do uso de deturpação de regras sociais, como o conceito de estado laico – isso quer dizer que um grupo cristão não pode estar reunido, mas qualquer outro grupo pode.
  4. Tentar causar embaraço público a líderes políticos apenas pelo fato deles reconhecerem que existe perseguição aos cristãos
  5. Inserir no senso comum a noção de que a manifestação judaico-cristã é indesejável, mas a rejeição à outras manifestações religiosas minoritárias não é – e isso é visto no exemplo da rejeição à menção “Deus seja louvado” nas cédulas, mas ao mesmo tempo se um aluno criticar a imposição de candomblé ele é atacado, assim como é considerada uma blasfêmia pedir a retirada de símbolos anti-religiosos e humanistas do espaço público. Ou seja, a regra do “estado laico” só vale para o cristianismo. Claramente, uma guerra de posição.

Agora, a pergunta: qual a diferença do neo-ateísmo (que é apenas o carro-chefe do humanismo em sua linha de frente anti-religiosa) para o anti-semitismo? Que eu saiba, a diferença existe somente na questão de amplitude, e os anti-semitas, vistos de forma retroativa, podem ser considerado até modestos em relação aos esforços neo-ateístas.

Resta a todos não-humanistas, sejam eles ateus ou não, começarem a se conscientizar do agrupamento destas ações, e relacioná-las aos pontos levantados. E, mais ainda, conscientizar todos aqueles que ainda não perceberam sequer o que é o neo-ateísmo e para que ele serve.

Não podemos culpar os judeus por sua ingenuidade no momento em que Wilhelm Marr e outros começaram com a pregação anti-semita na Alemanha, pois ali havia pouco conhecimento sobre os jogos políticos envolvidos. Mas, hoje em dia, é inaceitável aceitarmos a ingenuidade que tem sido vista em muitas comunidades cristãs, sendo que alguns até caíram no discurso de que os neo-ateus são “ateus modinha”.

Não, eles não são “ateus modinha”, mas sim parte de um processo político, que tem a função de eliminar os cristãos do espaço público (e os grupos humanistas entregaram o jogo recentemente), e, em caso de um colapso econômico, ter pretexto para justificar “expurgos”. Resta agora conscientizar os cristãos, judeus e todos aqueles que não são humanistas daquilo que o neo-ateísmo de fato é.

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