Corte Constitucional da Colômbia proíbe juízes de citar a Bíblia

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Fonte: Valores Inegociáveis

A Corte Constitucional da Colômbia que tristemente vem agindo como um instrumento a serviço da cristianofobia, determinou que os tribunais dessa grande nação católica não podem mencionar frases bíblicas em suas decisões.

A medida se aplica a todas as autoridades judiciais e promotores públicos do país.

No mundo civilizado, os juízes apelam com frequência a autores ou escritos consagrados pelo Direito e pela cultura universal como fonte de inspiração. Adágios romanos, formulações de gênios como Dante, Aristóteles ou Hamurabi, servem para ilustrar a decisão do juiz ou do tribunal.

Nada, pois, de mais natural que recorram também ao Livro mais acatado do mundo civilizado: a Bíblia.

Porém, bastou que uma vara trabalhista da cidade de Cali incluísse uma citação bíblica para que a Corte Constitucional – que, infelizmente, vem há tempos se destacando na promoção de normas anticristãs – emitisse esta aberrante decisão.

A citação da Bíblia impugnada no julgamento diz: “Em matéria de justiça, deve-se agir sempre em favor do pobre”.

A Corte Constitucional não tolerou a frase e alegou que os juízes “estão obrigados a respeitar o princípio do laicismo que caracteriza o Estado colombiano”. Essa Corte é responsável pela custódia e interpretação da Constituição nacional.

Para ela, as decisões judiciais “devem ficar livres de qualquer expressão que sugira um viés baseado em crenças religiosas ou convicções pessoais do funcionário judicial”.

A Corte pouco se importou com a contradição ovante contida na sua decisão. Pois ela fez profissão de um viés baseado em princípios e expressões laicistas anticristãos e, portanto, de fundo religioso, embora em termos negativos. Ditas expressões são bem conhecidas, pelo menos desde o século XIX, como posição em função da religião e estão refutadas nos bons manuais de teologia.

O absurdo cristianofóbico teve repercussão internacional, tendo sido noticiado até no jornal canadense “The Province”, do estado de British Columbia.

MEUS COMENTÁRIOS

Há um ponto essencial nesta notícia, que reproduzo aqui: “ela fez profissão de um viés baseado em princípios e expressões laicistas anticristãos e, portanto, de fundo religioso, embora em termos negativos”.

Quer dizer, demorou, mas outros já descobriram que o jogo é bem diferente do que se divulga popularmente. Muitos conservadores cristãos erram nesse tipo de debate, pois dizem coisas como “o estado laico não deve ser levado ao pé da letra” ou até “o estado é laico, mas o país é cristão” e daí por diante. Claro que todos esses pontos garantem a derrota do conservador cristão de direita no debate, pois basta o oponente dizer “o estado laico não pode ser violado” que ele ganhará. Só que a questão é oposta. Quem está violando o estado laico são os humanistas e anti-cristãos, pois, ao retirarem o direito de manifestação cristã, mas permitirem quaisquer outras (inclusive que tenham conotações ou religiosas ou baseadas em ideologias anti-religiosas), estão violando o estado laico.

Então, em um debate em relação às questões de guerra de posição envolvendo imposição de idéias relacionadas a religião (ou anti-religião), o conservador tem duas opções: (1) Entender o truque anti-cristão e denunciar que o oponente está muito mais contra o estado laico do que ele, e, na verdade, esse anti-cristão viola o estado laico ao proibir sequer uma citação cristã, ou mesmo a exibição de um crucifixo, (2) Sair dizendo que “estado laico pode ser violado no caso do cristianismo”, e daí dar a vitória automática no debate ao oponente.

Felizmente, no caso da notícia do blog Valores Inegociáveis, o autor escolheu o item (1). Raros ainda fazem isso, o que por si só está tornando muito fácil o jogo para os humanistas.

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4 COMMENTS

  1. Tenho q admitir, VÁRIOS dos meus colegas escolheriam (e escolheram, no caso da frase “Deus seja Louvado” na cédula) a opção 2. Mesmo cristãos. Permita-me, mas já dizia a Bíblia: somos enganados porque somos ignorantes.

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