Humanistas perdem um round contra o estado laico: Pedido de retirada de “Deus seja louvado” das notas de real é negado

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Fonte: Gazeta do Povo

A Justiça negou ontem o pedido feito pelo Ministério Público Federal de São Paulo para retirar a expressão “Deus seja louvado” das cédulas do real.

Segundo a decisão judicial, a menção a Deus nas notas do real “não parece ser um direcionamento estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença”, afirma a decisão sobre a ação. “Assim como também não são os feriados religiosos e outras tantas manifestações aceitas neste sentido, como o nome de cidades”.

A sentença é da 7ª Vara da Justiça Federal. A decisão é provisória e pode ser revogada ou modificada.

No início de novembro, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública para pedir que as novas cédulas de real passassem a ser impressas sem a expressão “Deus seja louvado”.
O pedido, feito pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, afirma que a existência da frase nas notas fere os princípios de laicidade do Estado e de liberdade religiosa.

O Banco Central defende que este tema deve ser debatido pelo Conselho Monetário Nacional e que há “inexistência de verossimilhança das alegações” e […] que estas não violam os princípios constitucionais do Estado Laico e da liberdade religiosa”.

“De fato, não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido”, reconhece a decisão judicial da 7ª Vara. “A alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão ‘Deus’ no papel-moeda.”

O pedido de retirada da expressão causou polêmica sobre a possível alteração das notas de real. Um dos críticos foi o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que foi responsável por incluir a frase nas cédulas da moeda brasileira quando foi presidente da República, em 1986. Sarney classificou a ação como “falta do que fazer” do Ministério Público.

A Igreja Católica também criticou a ação. “Questiono por que se deveria tirar a referência a Deus nas notas de real. Qual seria o problema se as notas continuassem com essa alusão a Deus?”, afirmou dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, em nota.

Meus comentários

Quem quer que investigue o Twitter do procurador Jefferson Dias, poderá ver ali um esquerdista revoltado com a decisão. O mais correto seria qualificar a ação como uma litigância de má fé, pois é evidente que tivemos uma tentativa de manipulação de conceitos para uma ação inerentemente política.

Seja lá como for, a participação dos cristãos nesse round da guerra política foi pífio. Se estes estão comemorando a manutenção de “Deus seja louvado” nas cédulas, devem também ter ciência de que de seu lado não existiu uma atuação com foco na vitória. Nem de longe existiu uma estratégia. Enfim, foi um vitória por inércia. Muito provavelmente por que a petulância do lado esquerdista foi demais.

Que isso sirva como lição: em uma próxima tentativa dos esquerdistas usarem a justiça para marcar posição em cédulas, escolas públicas ou quaisquer outros espaços, é melhor que os cristãos estejam mais preparados. Os humanistas só não levaram essa por causa de sorte cristã e por excesso de ambição do lado deles, além de claramente estarem com uma liligância de má fé em mãos.

Aos cristãos: aproveitem e provoquem os neo-ateus no Facebook. O objetivo deve ser o mesmo deles quando a ação foi lançada (e eles já contavam com a vitória): baixar a moral do inimigo, e, ao mesmo tempo, levantar a moral da própria tropa.

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5 COMMENTS

  1. Eu já esperava por isso, e realmente alguns ateus trolls já comemoravam na escola sobre a possível retirada ^^, foi um ótimo banho de água fria neles (apesar de que tá muito quente, eles não gostaram no banho rs.).

    LH, peguei todos seus textos do blog anterior ( neoateismodelirio.wordpress.com ), falta só terminar de lê-los, e logo depois, passarei para esse blog =D , obrigado e continue postando mais *-* conhecimento é sempre bem vindo ^^.

      • Sem falar no prometido e esperado “Dawkins 100% refutado”, em versão PDF 1.5 e com imagens em JPEG2000 😀 Haja Red Bull para tanta produtividade 😛

      • Alias, tem tudo a ver com este projeto novo também. Estou indexando as fraudes, e onde elas apareceram, em um banco de dados. Todas as fraudes que estão também em Deus um Delírio serão indexadas para rastreamento. Depois, é só passar pelo resto do livro que ainda falta, listar e está lá a refutação completa. 😉

        Aguarde as novidades, pq o projeto novo é realmente uma BASE DE CONHECIMENTO completa sobre o neo-ateísmo. E depois das 500 fraudes mapeadas, é que vem a surpresa, que vai facilitar a busca delas e também o RASTREAMENTO das fontes.

        Exemplo: uma fraude X pode ser rastreada para 3 ou 4 livros de neo-ateus, com a indicação do capítulo. Isso por que o relacionamento pode ser “n para n” (quem conhece banco de dados vai sacar o que estou falando).

        Qual foi o estopim para esse novo projeto? Eu estava me esquecendo das estratégias para CRIAÇÃO DE BASES DE CONHECIMENTO, que potencializam o agregamento de informações e agilizam o processo de mapeamento de conhecimento, e posterior DISPONIBILIZAÇÃO FÁCIL (A CONSULTA TEM QUE SER RÁPIDA) deste conhecimento.

        Regra da gestão do conhecimento: conhecimento que não pode ser recapturado fácil, não serve. É preciso não só mapear, disponibilizar, mas também recombinar e testar a sua multiplicação.

        A inspiração para o trabalho está neste livro: http://books.google.com.br/books/about/Cria%C3%A7ao_de_Conhecimento_Na_Empresa.html?id=FN_LCwX0s-oC&redir_esc=y

        Enfim, aquilo que foi feito em várias empresas e gerou resultado, será feito aqui.

        A idéia é tornar AGRADÁVEL o trabalho não só de inserção de conhecimento na base, como também na UTILIZAÇÃO pelos leitores.

        Por isso, usando as técnicas de gestão de conhecimento, enquanto eu mapeio as rotinas, caso uma delas estiver usada no livro de Dawkins, automaticamente enquanto trabalho na base estou trabalhando na refutação do livro do DAwkins tb. A refutação do livro dele em um formato “livro” seria só a recombinação de conhecimento da base, apenas com um ou outro pequeno ajuste para contextualização.

        Eu estou bem animado com a epifania que tive.

        Ter visto uma taxa de 97,3% de incidentes automaticamente coletados em uma base de padrões de fraudes, criando uma agilidade absurda para a contenção dos ataques, foi uma das coisas mais inspiradoras que vi em muito tempo.

        Então, Red Bull ajuda na produtividade, mas a GESTÃO do conhecimento vai potencializar muito mais o esforço. Agora, é uma questão não só de esforço, mas também de técnica 😉

        Agradeçam aos mestres Nonaka e Takeuchi, os “caras” da gestão do conhecimento.

        Abs,

        LH

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