Estudante que tenta refundar a Arena tem bolsa no ProUni.. e daí, Estadão? Criem vergonha na cara, “jornaleiros”!

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Fonte: Estadão

SÃO PAULO – A estudante Cibele Baginski (foto), de 23 anos, que tenta refundar a Arena, é contra a comunização da sociedade e defende a “abolição de quaisquer sistemas de cotas raciais, de gênero, ou ‘condições especiais'”, mas não vê como uma contradição receber uma bolsa do ProUni, programa do governo federal que tem como objetivo dar acesso à universidade à população de baixa renda.

A presidente da sigla cursa Direito na Universidade de Caxias do Sul (RS), a cerca de 130 km da capital Porto Alegre, e defende ser legítimo receber o benefício porque o ProUni seria pago com os impostos da população, inclusive os dela.

Desde que publicou o estatuto do partido no Diário Oficial da União na última terça-feira, 13, Cibele afirma já ter recebido mais de 300 e-mails e mensagens no Facebook com questionamentos sobre a nova legenda. Ela também disse sofrer ameaças por querer recriar o partido que deu sustentação ao regime militar.

Ao Estado, a estudante afirmou ser contra a Comissão da Verdade, instituída pelo governo federal em maio deste ano para investigar os crimes cometidos durante a ditadura. “Essa comissão tem um problema, porque ela está sendo uma comissão da meia verdade. Ela vai investigar apenas uma parte do que aconteceu”, afirmou em referência ao fato de o grupo não investigar supostos crimes cometidos pelas organizações de esquerda.

O estatuto da nova Arena defende a “abolição de quaisquer sistemas de cotas raciais, de gênero, ou ‘condições especiais'”, mas você é bolsista do ProUni, um programa do governo federal que tem como objetivo dar acesso à universidade à população de baixa renda. Você considera isso uma contradição?

Não vejo contradição, porque o ProUni é pago com os impostos meus e de todo mundo. E eu entrei (na universidade) porque a minha nota no Enem foi boa. E o Enem, graças a Deus, ainda não tem cota separando por opção sexual, por cor, ou por qualquer outra coisa.

Mas por que o partido é contra as cotas?

Porque isso é tapar o sol com a peneira, ao invés de melhorar a educação básica para fazer com que as pessoas tenham capacidade de passar em um exame nacional, num vestibular, e ganhar a vaga porque merece, esse sistema acaba dando oportunidades para pessoas que não estão bem preparadas.

Em outra entrevista, você disse que o Brasil ainda estaria na idade da pedra se não tivesse existido o regime militar. A Arena apoia o período da ditadura no Brasil?

Toda a história do Brasil reflete o que o País é hoje. Se não tivesse, lá em 1808, o Dom João VI criado a Imprensa Nacional, a gente não ia ter jornal neste País. Se Mario Andreazza, que era caxiense, não tivesse sido ministro (dos Transportes nos governos Costa e Silva e Médici) e feito estrada até onde na época nem se planejava fazer, hoje não ia ter como a gente usar um carro, a gente ia ter que andar de carroça.

Então você acredita que o Brasil estaria menos desenvolvido se não tivesse havido esse período?

Eu nem sei se nós teríamos eletricidade, nós estaríamos vivendo com um monte de apagão. Metade das estradas não existiriam. O período do regime militar foi uma época de estruturação do País.

E como vocês avaliam as centenas de pessoas que morreram por causa do regime militar?

Toda a morte, todo o desaparecimento, qualquer acidente, tanto antigamente quanto hoje em dia, é uma coisa triste. Agora, é aquela coisa, naquela época morreram 100, 200, 300 pessoas, eu não sei, estou sem uma estatística aqui para poder dar um número exato, mas hoje em dia morrem 1.000 pessoas por dia e nós não estamos nem preocupados com elas.

O que acha da criação da Comissão da Verdade?

Essa comissão tem um problema, porque ela está sendo uma comissão da meia verdade. Ela vai investigar apenas uma parte do que aconteceu. Ninguém vai investigar o sequestro do embaixador (americano Charles Burke Elbrick, em 1969) ninguém vai investigar outras coisas ali, como os ataques armados a bancos, porque realmente ninguém quer criar um constrangimento para a presidente da República, por exemplo. Pra mim, ou a Comissão da Verdade investiga tudo ou fecha as portas.

Você acredita que não estão investigando os supostos crimes praticados por grupos de esquerda porque a presidente Dilma participou da luta contra a ditadura?

É tendencioso, e considerando a posição que a senhora Dilma está agora, não é adequado fazer isso, porque ela foi anistiada como outras pessoas foram anistiadas. Então, se for cutucar os dos dois lados, vai ter uma guerra de novo. O pessoal não se toca disso. Se tu estás cutucando a Lei da Anistia, daqui a pouco estás cutucando a Constituinte e daqui a pouco tu vais pegar a Constituição de 1988 e tacar fogo.

Você acha que falta um partido de direita no Brasil?

A direita não está representada de forma alguma. Por isso que as pessoas olharam para a Arena com esperança. A maior parte dos partidos que está aí hoje em dia são de centro, centro-esquerda, alguns são de “esquerda volver”. Os partidos de hoje se vendem por governabilidade, esse é o sistema que se criou. E tu tens nesses partidos o sério problema de sufocarem a juventude, sufocarem boas lideranças, pessoas que são sérias, porque são pessoas que querem fazer as coisas direito

Vocês defendem a privatização do sistema penitenciário, mas a estatização de outros serviços considerados fundamentais. Por quê?

Hoje em dia o sistema penitenciário não está funcionando na mão do Estado. Um cara que roubou um pote de margarina vai entrar lá dentro e sair de lá formando quadrilha. Infelizmente se criou um sistema vicioso. Então, o que nós defendemos é uma coisa chamada Estado necessário, o que funciona na mão estatal, ótimo, o que não funciona, ou privativa ou transforma numa autarquia de economia mista.

E por que vocês consideram o reaparelhamento das Forças Armadas importante?

Eu não sei até onde é verdade esses boatos que circulam pelo Facebook, mas eu me assustei quando li que o Exército brasileiro tem munição para um ou dois dias de guerra. Imagina que desastre que isso ia ser. E se acontece alguma coisa? A gente não pode prever. E se alguém vier enfiar uma bomba na bunda dos brasileiros, a gente vai fazer o quê, dançar um samba?

A sua família apoia você na criação do partido?

A minha mãe não dá bola. O meu pai, no começo, ficou muito preocupado. Ficou com medo de acontecer algum atentado, alguma coisa comigo. Ele já começou a teorizar sobre a União Soviética. E aí eu disse: “Meu Deus pai, calma”. Aí ele disse: “Calma nada, porque a queda do muro de Berlim foi só um golpe de marketing”. Ele ainda é daqueles que acham que a União Soviética é perigosa, porque ele é dessa época da Guerra Fria.

Mas você já sofreu alguma ameaça por estar tentando refundar a Arena?

Já e provavelmente vai acontecer alguma coisa. Eu estou com medo, porque existem pessoas neste País que não sabem cair no debate ideológico, como em outros lugares do mundo em que as pessoas dialogam mesmo tendo ideias diferentes. Há algumas pessoas que o nível de fanatismo é tão grande ou a falta de argumentos é tão grande que elas vão partir para a agressão verbal ou até mesmo física. Não é o que eu desejo. O que eu desejo é fazer o debate político, só isso.

MEUS COMENTÁRIOS

A cretinice da jornalista Isadora Peron supera todos os limites da mesquinharia esquerdista. Ao rotular Cibele (que refundou o partido Arena) como “uma estudante que tem bolsa do ProUni”, Isadora tenta criar uma suposta contradição com o fato de sua entrevistada ser contra o programa de cotas raciais. A “lógica” de Isadora (se é que podemos dizer que ela tem uma) significa o seguinte: “se alguém é contra um benefício estudantil do estado a um grupo, então não pode usar nenhum benefício deste estado”.

Nada mais falso! A questão das cotas é totalmente diferente do ProUni. O programa de cotas raciais visa dar mais chances a um negro entrar em uma universidade, mesmo que o cidadão branco pague a mesma quantidade de impostos que um negro. Se for para ceder cotas (e eu sou contra quaisquer delas, ressalto novamente), que ao menos fossem cotas para pessoas de baixa renda, ao invés do critério ser por motivos raciais, sexuais, etc.

Já quanto a distinção entre o ProUni e o programa de cotas raciais, veja mais, conforme o blog Coyote Online:

[…] o ProUni é a versão fiscal do sistema de vouchers concebido pelo economista liberal Milton Friedman para os ensinos básico e médio. Pois é, a patente da “justiça social” (ô terminologia melodiosa e capciosa) não é somente das esquerdas. O New Deal do filocomunista Roosevelt foi inspirado na experiência anterior da Alemanha do conservador Bismarck. Para o bem e para o mal, o próprio Regime Militar criou um Banco Nacional de Habitação, assim como o FGTS e o PIS/PASEP. Além disso, é manifesto que o sistema de cotas raciais é possível apenas com o sacrifício daqueles que poderiam ter ingressado numa universidade pública e não ingressam, ao passo que o ProUni sempre tem vagas ociosas , não utilizando, consequentemente, critérios somáticos (raça e sexo) no processo de seleção. Portanto, ProUni não é cota.

Em suma, a “jornalista” do Estadão é mentirosa e cara-de-pau.

Mas suponhamos que o ProUni ainda assim fosse um “programa de cota” (não é, mas vamos assumir que fosse, somente a título de argumentação). Mesmo que alguém fosse até contra o ProUni bancado pelo Estado, não haveria incoerência nenhuma em usufruir dele. Motivo: a pessoa está pagando! Ou será que a Isadora acredita que o dinheiro que banca os programas do Estado nasce igual capim?

Ora, suponha que uma empresa retire forçadamente R$ 1.500,00 do salário de cada funcionário (em um emprego do qual a pessoa não possa sair, por questão de lei – sim, eu tive que forçar a barra para dar um exemplo similar ao da relação do cidadão com o estado que cobra impostos à força), para dar um serviço a ele. Suponha agora que este funcionário seja contra essa cobrança abusiva. Isso é motivo para que ele não use os serviços que a empresa lhe fornece? Claro que não! Exatamente por ser contra a cobrança abusiva, é que os serviços devem ser utilizados! Claro que essa pessoa também sabe que se um dia conseguir derrubar a cobrança abusiva, não terá mais os serviços que dela resultam, mas essas são as regras do jogo. Muito provavelmente o funcionário hipotético ficará feliz em não ter a retirada de R$ 1.500,00 mensais à força, e poderá gastar o seu dinheiro em qualquer outra coisa que quiser.

Por fim, para a tal Isadora: “Esquerdista não tem moral alguma para dizer se alguém da direita deve ou não usufruir do Estado. Sabe por quê? Porque somos nós que financiamos essa merda!”.

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26 COMMENTS

  1. A Cibele ainda tem vacilado em muitos pontos…

    “naquela época morreram 100, 200, 300 pessoas, eu não sei, estou sem uma estatística aqui para poder dar um número exato, mas hoje em dia morrem 1.000 pessoas por dia e nós não estamos nem preocupados com elas.”

    Como assim “eu vou fundar um partido com um nome de merda que vai nos ligar necessariamente à ditadura e não vou ter na ponta da língua a estatística de quantos morreram no período”? E deveria ter comentado que foram 420 mortos e desaparecidos na época pra evitar o comunismo aqui, frente os milhões mortos em regimes onde o comunismo foi instaurado. Perdeu chance de atacar os oponentes…

    “A Arena apoia o período da ditadura no Brasil?”

    Cadê aproveitar pra dizer claramente “NÃO APOIAMOS REGIMES DITATORIAIS”.

    Em vez disso, um argumento tosquíssimo de que “se eles não tivessem feito estrada a gente ia estar andando de carroça até hoje, sem eletricidade”. Como se governo ditatorial fosse condição necessária pra isso existir…

    Sobre o Prouni, pra quem quiser zoar os comunas de volta:
    http://sphotos-a.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/59127_292644414186341_1940896318_n.jpg

    • ´´ E deveria ter comentado que foram 420 mortos e desaparecidos na época pra evitar o comunismo aqui, frente os milhões mortos em regimes onde o comunismo foi instaurado. Perdeu chance de atacar os oponentes…“

      Na realidade você está equivocado!!! Os militares já queriam tomar o poder bem antes. Desde a Proclamação da República que eles não iam muito com a cara dos civis e a corrente positivista tinha o intuito de instalar uma ditadura militar. Sua sanha de poder foi aumentando gradualmente até o golpe. Também lembre que Vargas utilizou o comunismo como desculpa para instalar sua ditadura. Ou seja, Vargas utilizou os anticomunistas como idiotas úteis para manter-se no poder.

      • Isso é verdade. Os positivistas são humanistas, os comunistas “sientêfekos” também são humanistas, contudo alguns humanismos são “mais iguais” que os outros. 😉

        E por falar em coisas sinistras:

        1) como o Brasil é o país do surrealismo, muitos dos conspiradores de 1889 eram simultaneamente positivistas E kardecistas O_o

        2) muitos dos chiliquiatras brasileiros da atualidade também são kardecistas positivistas >_<

      • Você poderia explicar o que o seu argumento tem a ver com os 420 mortos?

        Caraca, esse é o argumento mais esdrúxulo que eu já ouvi. Parabéns! Você superou todos os outros esquerdopatas. Fala sério!

      • Não duvido que eles já quisessem tomar o poder desde antes e estivessem só procurando um pretexto, mas o fato é que o pretexto foi impedir o comunismo — e isso eles fizeram. De qualquer forma, Felipe, se a esquerda vai apontar o dedo pra alguém com estas associações à ditadura é necessário fazê-los contar primeiro os MILHÕES de mortos do lado deles.

    • Concordo plenamente com você, Fabrs. Aliás, farei um post sobre ASSERTIVIDADE, na questão do jogo político. Falta de assertividade só para o candidato de ponta que não quer se comprometer em questões críticas, mas para um partido refundado e jovem? Imperdoável.

    • Leandro, essa de “supostos crimes” é coisa da entrevistadora Isadora. Minha parte do texto é só aquela abaixo de “Meus Comentários”.

      Mas já que você perguntou: o “supostos crimes” é outro viés esquerdista da “jornalista” do Estadão!. Bem lembrado.

      • Sim, muito claro, não há dúvidas quanto a isso.

        Mas, se para “eles” são supostos os crimes da esquerda, então, por uma questão de imparcialidade, são também supostos os “crimes” da direita. É a isso que me referi.

        Mais uma vez, parabéns!

  2. Leandro Steele

    Caso não tenha percebido, apenas fiz uma crítica do ponto de vista histórico com relação ao golpe, aonde os militares não tomaram o poder somente por uma questão conjuntural, mas, fiz uma análise de perspectiva de longo prazo. Os militares queriam o poder bem antes do golpe, visto que pouco a pouco foram interferindo na política. O Golpe de 64 foi apenas o coroamento disso tudo.

  3. Blogueiro, essa estudante está errando o alvo se pensa em opor, debater, dialogar ou seja lá o que for com esses quadrilheiros que usurparam o poder. Não é fundando ou refundando um partido político de direita que irá contrapor e mudar o jogo polítio reinante pela camarilha esquerdista. Se essa mesma estudante e os chamados conservadores não se infiltrarem nas redações desses jornalões, nos sindicalóides e nos órgãos de pesquisas e produção literárias, nunca se conseguirá superar essa gentalha criminosa que aí está assaltando a democracia. É justamente isso que deve ser feito. Fundar ou refundar partidos políticos não fará nem cóssegas nesses esbirros de CÚba.

  4. Felipe, sinceramente essa tua análise me parece muito subjetiva, superficial e, muito provavelmente, equivocada.

    Primeiro de tudo, como conciliar essa “sanha de poder” histórica dos militares, que “pouco a pouco foram intererindo na política”, e aí teriam logrado êxito, por fim, com o golpe de 1964, para … vinte anos depois entregar o poder, que há décadas estariam ambicionando loucamente, planejado meticulamente e, depois de conquistado, não demorar mais de duas décadas com ele????

    Inclusive, por mais que militares da Primeira República – Floriano Peixoto, máxime – governassem com um rigor que muitos consideram ditatorial, eles não trabalharam para consolidar regimes totalitários (o próprio Floriano, o Marechal de Ferro, reabriu o parlamento e entregou o cargo ao civil Prudente de Morais).

    Demais disso, por mais que se classifique o regime militar como ditadura, certamente não é equiparável a ditaduras conhecidas, como a chilena sob Pinochet e, menos ainda, com a castristas em Cuba. A comparação enfraquece até com o Estado Novo varguista, especialmente num detalhe que sutilmente escapa: bem ou mal, funcionaram, entre 1964 e 1984, instituições democráticas, tais como um congresso nacional composto por parlamentares eleitos diretamente pelo povo, num sistema bipartidário que contemplava a oposição, contanto não fosse o radicalismo de extrema-esquerda que, sim, pretendia tornar o país uma ditadura socialista de matiz cubano (argh, quando penso do que nos livramos …). E esses parlamentares, eleitos pelo povo, entre situação e oposição, compunham um colégio eleitoral que elegia o presidente da república, cujo candidato não precisava ser forçosamente militar ou de direita ou conservador ou etc. Na eleição para o sucessor de Médici, por exemplo, o candidato do MDB foi Ulysses Guimarães, que usou muito bem o tempo de campanha para denunciar o autoritarismo do regime. Em que ditadura, no mundo todo e em toda a história, algo semelhante ocorreu?

    É certo, sem dúvida, que o regime militar foi autoritário e seus governantes agiram habitualmente com mão pesada. Havia censura oficial e no esforço de repressão política aos atos dos extremistas de esquerda meteu-se no mesmo saco a liberdade que poderia ser concedida a eles, ainda que para expressar as idéias simpáticas a um totalitarismo de estado assassino, responsável, em conta miúda, por um genocídio de milhões de pessoas.

    E sobre a natureza de “contra-golpe” do movimento de 64, são fontes os próprios militantes esquerdistas da época, caso de Luís Mir (“A Revolução Impossível”) e Jacob Gorender (“Combate nas Trevas”). Eles destacam, nas obras citadas, a verdadeira e exclusiva intenção dos extremistas de esquerda, dentre os quais o ora incensado Marighella, que nem de longe era uma luta por democracia. Daí vem o interessante detalhe nas perguntas enviesadas da “jornalista” do Estadão: se a Arena, no dizer dela, apoiou o “período de ditadura” no Brasil, é porque ela era francamente contra a ditadura – a comunista, que se tivesse sido implantada, talvez hoje não estivéssemos aqui discutindo livremente, concordando, discordando, sobre qualquer tema, político ou não.

    • Belo comentário, Eduardo Araújo.

      Poxa, já tinha tempo que eu desejava que um partido de direita surgisse no país. Mas acredito que Cibele cometeu um número muito grande de erros em suas entrevistas. Essa era a hora de Cibele se desvincular a máximo da ditadura e mostrar que o sistema ditatorial de direita foi uma exceção (exceção causada pelo perigo de uma ditadura pior, de esquerda e comunista).

      As pessoas precisam ter a certeza de que a direita NÃO É ditadura ou antidemocracia. Na realidade, o pensamento original de direita sempre se pautou fortemente no individualismo, o que já torna a ditadura coisa raríssima. O que mais um direitista deseja e um Estado mínimo, que intervenha apenas o necessário na vida do cidadão. A função principal do Estado deve ser fazer cumprir as leis. Quanto menos o Estado se meter em nossa vida, melhor. Quanto menos impostos cobrados, funções exercidas, cargos de confiança e empresas públicas houver, melhor.

      Era isso que ela precisava enfatizar. Fazendo isso, ela já se desvinculava da associação com a ditadura militar e ainda criava um ganho pra atacar a hegemonia esquerdista no Brasil. Essa hegemonia esquerdista também é uma ditadura. Somos roubados todos os dias com altos impostos e serviços públicos que são um lixo. E de quebra, é frequente que pessoas como José Dirceu, tentem limitar a liberdade de expressão (como uma postagem do Luciano Ayan mostrou recentemente).

      Mas, infelizmente, os direitistas do Brasil ainda são muito ingênuos. Vai ver… Se esse partido sair mesmo do papel, os esquerdistas vão cair em cima dele fazendo associações com a ditadura militar. E ainda é capaz de ninguém rebater, mostrando que são os esquerdistas tem um passado com milhões de vidas ceifadas pela crença no “paraíso na terra”.

  5. Eduardo, acho que quem está sendo muito subjetivista, superficial e equivocado é você.
    Ora, os militares saíram do poder por pressão da sociedade civil, por perderem as bases de apoio que os sustentavam. Ou você acha que eles foram parar lá única e exclusivamente por vontade própria? Setores empresariais, oligárquicos, estrangeiros e até parte da Igreja Católica os apoiou. A partir do momento que eles já não estavam de acordo com os interesses desses grupos, ruíram. E pouco a pouco eles perderam o sustentáculo ideológico que pautava seu discurso, já que o ´´perigo comunista“ ruiu com o enfraquecimento da URSS.
    Concordo em parte, porém, você é que equivocadamente utiliza o conceito de totalitarismo, que deve ser compreendido sob a luz (ou melhor, trevas) dos regimes stalinista e hitlerista. Além do que, isso não anula o fato de que os militares desde a guerra do Paraguai buscarem mais poder. Como eu disse, estou trabalhando com uma perspectiva de longo prazo, e, numa conjuntura, com golpes em 1950, 1954, 1955, 1960, durante o governo JK e em 1961. E Floriano fez isso também por uma questão de pressão, não somente por vontade própria, já que os militares de sua linha não gostavam muitos dos civis. Os militares também sempre tiveram suas divisões.
    Aqui quem se enfraquece é você, já que a ditadura de Vargas foi bem menos violenta que a dos militares. Claro que era uma ditadura, porém, não agiu da mesma forma brutal que o regime militar. Quantos corpos se contam no período varguista? Quantas manifestações populares foram reprimidas durante o Estado Novo? Vargas buscou acolher os trabalhadores, por isso, foi amado por eles. Já os militares consideravam os movimentos trabalhistas como uma ameaça a legalidade e viam neles o fantasma de Stálin. E de Vargas também.
    A democracia era meramente uma formalidade. Quantos presidentes civis tivemos durante o regime militar? O fato de não termos tido nenhum, não é mera coincidência. Além do que, os militares, com sua paranóia anticomunista, viam em qualquer um que não colaborasse com eles, um adorador de Fidel Castro. Muitos, a maioria, dos´´ mdbistas“ tinham tanta paranoia com o comunismo quanto os militares. Ou você se esquece de gente como Roberto Campos.
    O regime agiu de forma a atacar pessoas que não partiram para a luta armada, ou você se esquece de Vladmir Herzog? Pessoas que não concordavam com os regimes soviético ou cubano, mas, também não concordavam com o regime militar, morreram por subversão. A perseguição aos não extremistas de esquerda é a prova cabal da natureza repressora dos governos militares.
    Essas obras que você cita são um pouco ultrapassadas e carregadas de uma emoção que entorpece a razão que se faz necessária em uma pesquisa. Existem críticas contundentes a várias obras desse tipo, como por exemplo, o artigo do professor Caio Navarro de Toledo, 1964: Golpismo e Democracia. As falácias do revisionismo e o livro João Goulart: Uma biografia, do professor Jorge ferreira. Os extremistas não eram tão influentes como vocês tentam passar. Até hoje não existe uma prova empírica, um discurso, uma carta, um telefonema que comprove que Goulart tinha intenções ditatoriais.

    • Felipe,

      Há algumas ressignificações em seu discurso que não passam no crivo cético, e são facilmente refutadas.
      O termo “sociedade civil” é meio ilusório, para quem conhece Gramsci, na verdade existem SIMULAÇÕES de sociedade civil, a partir de grupos de pressão, e você sabe bem disso.
      Esses grupos de pressão (que não necessariamente representam “a sociedade”) usam a rotulagem para seu benefício.

      Ademais, Getúlio Vargas só não precisou recorrer à tanta violência, pois não tinha como seus oponentes grupos especializados em guerrilha armada. Essa contingência, por outro lado, existia na época da Ditadura Militar. Portanto, a diferença entre Getúlio e os militares, no que diz respeito à contenção de um oponente, reside no fato de que Getúlio não enfrentou terroristas, enquanto os militares sim.

      É verdade que o “perigo comunista” ruiu com a queda da URSS (e aumentou o perigo esquerdista em geral), mas isso ocorreu somente após o final do regime militar, portanto seu argumento é totalmente nonsense.

      Quanto à “repressão a manifestações populares”, é também um truque de controle de frame, pois na verdade os terroristas de esquerda não tinham o apoio da grande massa.

      Mesmo que Herzog não estava na luta armada, tinha ligações com grupos radicais terroristas, inclusive com Leandro Konder (que confessou seu apoio a ações de guerrilha em seu livro “Militancia”, que possuo, pois investigo a esquerda há tempo).

      Essa parte do seu discurso também é engraçada: “s extremistas não eram tão influentes como vocês tentam passar. Até hoje não existe uma prova empírica, um discurso, uma carta, um telefonema que comprove que Goulart tinha intenções ditatoriais.”

      Ou seja, o sujeito parte da ideia que é preciso que alguém formalize sua intenção de um crime para ser acusado por sua prática. Na verdade, são OS ATOS que servem para investigarmos alguém. Hoje em dia, sabemos que o PT luta para instaurar a ditadura no Brasil através da censura à imprensa, mas ele declara que “quer democratizar a mídia e colocar a sociedade controlando a mídia”.

      Aliás, o sr. ignora o comício de 13 de março de 1964, em que Goulart foi apoiado por grupos radicais defendiam o fim da negociação com “setores conservadores” que “bloqueavam as reformas no Congresso”. O discurso aliás, foi feito em um período de crise, causada por ele próprio (esquerdistas gostam de afundar países para conquistar o poder absoluto lá), e a ideia era realizar desapropriações radicais de empresas para atender aos grupos radicais que o apoiavam. Em suma, Goulart era DE FATO um golpista, que foi parado antes de conseguir fazer um golpe a la Hugo Chavez.

      Não há controle de frame e ressignificação que salve tua posição.

      Abs,

      LH

      • ´´Felipe,
        Há algumas ressignificações em seu discurso que não passam no crivo cético, e são facilmente refutadas.
        O termo “sociedade civil” é meio ilusório, para quem conhece Gramsci, na verdade existem SIMULAÇÕES de sociedade civil, a partir de grupos de pressão, e você sabe bem disso.
        Esses grupos de pressão (que não necessariamente representam “a sociedade”) usam a rotulagem para seu benefício.“
        Que ressignificações seriam essas? O conceito gramsciano de sociedade civil é que, este é justamente o conteúdo real da sociedade, até porque, a sociedade civil é a base do Estado Ampliado. E o que você diz é óbvio. Não é possível uma pessoa representar ´´a sociedade“ em sua totalidade, justamente, por isso, as pessoas representam seus interesses individuais e/ou de classe, de religião, de oligarquia, etc. Sem contar que você não precisa nem do Gramsci para falar em uma sociedade conflituosa. Autores como Michel Foucault e Pierre Bourdieu também falam em conflitos sociais os mais diversos.
        ´´Ademais, Getúlio Vargas só não precisou recorrer à tanta violência, pois não tinha como seus oponentes grupos especializados em guerrilha armada. Essa contingência, por outro lado, existia na época da Ditadura Militar. Portanto, a diferença entre Getúlio e os militares, no que diz respeito à contenção de um oponente, reside no fato de que Getúlio não enfrentou terroristas, enquanto os militares sim.“
        Você está em parte certo, Getúlio não enfrentou grupos armados, e, inteligentemente, deu um golpe com a desculpa da ´´ameaça comunista“, o Plano Cohen. Por que ele não enfrentou grupos armados? Porque tirando os comunistas e a direita mais radical, ele deu atenção aos trabalhadores e a burguesia. Ou seja, essa desculpa de ´´ameaça comunista“ é bem antiga e os militares aprenderam muito bem. E não se esqueça disso: Getúlio Vargas buscou trazer as massas para seu lado e numa jogada de mestre, isolou, durante certo tempo, os radicais da esquerda e da direita. Tanto que ambos os lados o detestavam.
        ´´É verdade que o “perigo comunista” ruiu com a queda da URSS (e aumentou o perigo esquerdista em geral), mas isso ocorreu somente após o final do regime militar, portanto seu argumento é totalmente nonsense.“
        Meu argumento é totalmente nonsense? Ora, novamente você precisa analisar as coisas enquanto processo. A esquerda mais radical da época nunca foi capaz de bolar uma estratégia de luta política além do enfrentamento armado contra tudo e todos. Os esquerdistas que você mesmo cita, viviam como uma seita esperando o ´´juízo final“ para fazer a revolução e se baseavam na experiência cubana. Até o Gorender fala isso no ´´ Combate nas Trevas“. Eu só não lembro a parte exatamente, mas, tenho certeza que ele faz uma crítica nesse sentido. Isso sem contar que muita gente que não era nem de esquerda passou a contestar o regime.
        ´´Quanto à “repressão a manifestações populares”, é também um truque de controle de frame, pois na verdade os terroristas de esquerda não tinham o apoio da grande massa.“
        Eu não preciso fazer controle de frame!!! Seja lá o que isso for.
        Justamente, isso só demonstra a paranoia militar. Por que tanto medo das manifestações populares, se a esquerda, ao menos a mais radical, não tinha o apoio da grande massa?
        ´´Mesmo que Herzog não estava na luta armada, tinha ligações com grupos radicais terroristas, inclusive com Leandro Konder (que confessou seu apoio a ações de guerrilha em seu livro “Militancia”, que possuo, pois investigo a esquerda há tempo).“
        Primeiro você precisa aprender a trabalhar com História das Mentalidades e aprender também a criticar suas fontes. Você não pode pegar o depoimento de meia dúzia de sujeitos e dizer que todo mundo apoiava isso ou aquilo. Com relação ao sistema repressor dos militares, te indico o livro ´´Como Eles Agiam“, do professor da UFRJ, Carlos Fico.
        ´´Essa parte do seu discurso também é engraçada: “s extremistas não eram tão influentes como vocês tentam passar. Até hoje não existe uma prova empírica, um discurso, uma carta, um telefonema que comprove que Goulart tinha intenções ditatoriais.”
        Ou seja, o sujeito parte da ideia que é preciso que alguém formalize sua intenção de um crime para ser acusado por sua prática. Na verdade, são OS ATOS que servem para investigarmos alguém. Hoje em dia, sabemos que o PT luta para instaurar a ditadura no Brasil através da censura à imprensa, mas ele declara que “quer democratizar a mídia e colocar a sociedade controlando a mídia”.“
        Essa parte agora eu que achei graça. Quando nós fazemos uma investigação, nós precisamos comprovar, com fontes, nossas teses. Ao menos na História, você precisa de fontes que confirmem suas ideias. Se não for assim, vejamos só: Vou escrever um livro relatando um suposto envolvimento seu co, pedofilia e não preciso de fonte que comprove isso. Não vamos nem falar na questão jurídica, que é crime de difamação e calúnia, mas, somente como historiografia.
        Quanto ao Goulart. Foi um cara injustiçado em nossa história. E também pela História. Por muito tempo, foi considerado um aliado dos comunistas que ameaçava a legalidade ou um covarde. Felizmente historiadores como Jorge Ferreira resgatam sua história. Não como um herói, mas, como um homem cheio de defeitos cujo maior ´´defeito“ tenha sido ser moderado e sensato numa era de extremos. E por favor, me diga: Qual ato comprova que Goulart tinha intenções ditatoriais?
        Por favor, não seja anacrônico e deixe o PT de lado. Podemos até discutir sobre o PT, mas, não em relação com Goulart.

        ´´Aliás, o sr. ignora o comício de 13 de março de 1964, em que Goulart foi apoiado por grupos radicais defendiam o fim da negociação com “setores conservadores” que “bloqueavam as reformas no Congresso”.“
        Você quer estabelecer uma relação de subordinação do Goulart a esses grupos radicais da esquerda por um comício? Tu tá de sacanagem com a minha cara!!! E por acaso, nesse comício ele foi apoiado pela grande massa que não era radical nem de esquerda. Só porque alguns desses radicais o apoiavam, não significa que ele fosse atender ao pedido desses grupos. Esse é seu problema, se o sujeito tem apoio popular, tem aspirações ditatoriais. Ele apoiava os trabalhadores e não era um populista muito menos um golpista. Além do que, se ele era tão bem articulado com insurretos, golpistas e guerrilheiros, por que ele simplesmente fugiu do país? Ele decidiu não resistir para evitar uma guerra civil.
        ´´O discurso aliás, foi feito em um período de crise, causada por ele próprio (esquerdistas gostam de afundar países para conquistar o poder absoluto lá), e a ideia era realizar desapropriações radicais de empresas para atender aos grupos radicais que o apoiavam. Em suma, Goulart era DE FATO um golpista, que foi parado antes de conseguir fazer um golpe a la Hugo Chavez.“
        Engraçado você falar que Goulart DE FATO era um golpista, visto que o ´´fato“que argumentou para acusá-lo de tal foi um comício em que ele foi apoiado amplamente não por radicais de esquerda, mas, por trabalhadores de forma geral. Eu não tenho como debater História me baseando num passado hipotético, um passado que não aconteceu. E tome cuidado com o anacronismo!!! Chavez? O que ele tem com isso?

        ´´Não há controle de frame e ressignificação que salve tua posição.“
        Abs,
        LH

        Existem livros, artigos, teses e dissertações que salvam sua posição.
        Abs,

        FM

      • Que ressignificações seriam essas? O conceito gramsciano de sociedade civil é que, este é justamente o conteúdo real da sociedade, até porque, a sociedade civil é a base do Estado Ampliado. E o que você diz é óbvio. Não é possível uma pessoa representar ´´a sociedade“ em sua totalidade, justamente, por isso, as pessoas representam seus interesses individuais e/ou de classe, de religião, de oligarquia, etc. Sem contar que você não precisa nem do Gramsci para falar em uma sociedade conflituosa. Autores como Michel Foucault e Pierre Bourdieu também falam em conflitos sociais os mais diversos.
        O método de Gramsci para a tomada do poder deve ser reconstruído, como prometi fazer neste blog. Isso não significa a validação das ressignificações que ele fazia, como o truque da “sociedade civil”.
        É verdade que as pessoas representam seus interesses individuais e de grupo, e a tendência é criar “classes” artificiais, como fazem os esquerdistas. Um exemplo é o “movimento negro”, que representaria a “classe” dos negros, mas a declaração que mostrei aqui de Morgan Freeman mostra que ali não é uma “classe negra”, mas uma simulação de classe.
        Portanto, quando você tentar dizer que a manifestação de esquerdistas é a “manifestação popular”, este é o mesmo truque de frame que falei anteriormente.
        Você está em parte certo, Getúlio não enfrentou grupos armados, e, inteligentemente, deu um golpe com a desculpa da ´´ameaça comunista“, o Plano Cohen. Por que ele não enfrentou grupos armados? Porque tirando os comunistas e a direita mais radical, ele deu atenção aos trabalhadores e a burguesia. Ou seja, essa desculpa de ´´ameaça comunista“ é bem antiga e os militares aprenderam muito bem. E não se esqueça disso: Getúlio Vargas buscou trazer as massas para seu lado e numa jogada de mestre, isolou, durante certo tempo, os radicais da esquerda e da direita. Tanto que ambos os lados o detestavam.
        Aqui é um outro truque de controle de frame. Um pouco mais:
        http://lucianoayan.com/2011/12/13/introducao-ao-controle-de-frame-ou-como-comecar-a-vencer-os-esquerdistas/
        Na verdade Getúlio irritou a direita, por causa de seus truques populistas e armações pró-esquerdismo, mas não irritou a esquerda.
        É claro que hoje esquerdistas tentam o truque de dizer que “O PT não atende nem a direita nem a esquerda”, mas é o mesmo truque do passado. Na verdade, o PT é uma oposição ao pensamento de direita (hoje não representado politicamente), e aderente à esquerda.
        É claro que os esquerdistas podem dizer que “não está tão bom quanto o PCdoB queira”, mas isso não significa que tanto um governo petralha como getulista seja “tão incômodo à esquerda como à direita”.
        Não sei se você percebeu, mas trucagens como simulação de falso acordo já foram desmascaradas por aqui.
        Meu argumento é totalmente nonsense? Ora, novamente você precisa analisar as coisas enquanto processo. A esquerda mais radical da época nunca foi capaz de bolar uma estratégia de luta política além do enfrentamento armado contra tudo e todos. Os esquerdistas que você mesmo cita, viviam como uma seita esperando o ´´juízo final“ para fazer a revolução e se baseavam na experiência cubana. Até o Gorender fala isso no ´´ Combate nas Trevas“. Eu só não lembro a parte exatamente, mas, tenho certeza que ele faz uma crítica nesse sentido. Isso sem contar que muita gente que não era nem de esquerda passou a contestar o regime.
        Bobagem. Aliás, eu SOMENTE avalio as coisas pela perspectiva da análise de processos.
        Na verdade, o fatalismo dos comunistas já havia sido demolido por Gramsci em 1925, antes mesmo dele escrever seus Cadernos do Cárcere. A ideia de “esquerdistas esperando um ‘juízo final’” tende a ter muito de encenação (na qual os esquerdistas são especialistas, o que fica evidente depois da leitura de Alinsky), e o material de Gorender era de cunho totalmente marxista-leninista, o que o torna uma fonte inválida como avaliação dos fatos de uma época.
        Assim como não se usa a Bíblia para validar a existência de Deus, não se pode usar o livro do Gorender para validar um “fato” alegado sobre o esquerdismo de uma época.
        Eu não preciso fazer controle de frame!!! Seja lá o que isso for.
        Claro que você precisa fazer controle de frame!!!
        Controle de frame é exatamente manipulação de significados para capitalização política, e nada mais. Como você fez várias vezes, eu apontarei todas as vezes em que você o fizer.
        Justamente, isso só demonstra a paranoia militar. Por que tanto medo das manifestações populares, se a esquerda, ao menos a mais radical, não tinha o apoio da grande massa?
        Esse é o truque de frame, e vou mostrar qual é para que os leitores aprendam como mapear comportamentos do tipo.
        Mesmo que a esquerda não tivesse o apoio da grande massa, eles estavam com Goulart para que este criasse um colapso no sistema, para que a esquerda conseguisse tomar o poder. Em uma situação de colapso, tanto faz ter “apoio da grande massa” ou não, desde que a ação seja rápida (isso em uma perspectiva bolchevista). Depois é só usar o estado inchadíssimo e todos os recursos de propaganda que tudo pode ser feito com a patuléia.
        Portanto, mesmo que a grande massa não apoiasse os esquerdistas radicais na época, isso não tornava a ação militar uma “paranóia”, muito pelo contrário.
        Primeiro você precisa aprender a trabalhar com História das Mentalidades e aprender também a criticar suas fontes. Você não pode pegar o depoimento de meia dúzia de sujeitos e dizer que todo mundo apoiava isso ou aquilo. Com relação ao sistema repressor dos militares, te indico o livro ´´Como Eles Agiam“, do professor da UFRJ, Carlos Fico.
        Primeiro você precisa aprender que o truque psicológico de tentar dizer que o adversário “precisa aprender algo” não é uma demonstração de que: (1) vc executa a disciplina melhor que o seu oponente, (2) isso é relevante para refutar a informação de uma parte.
        Você está querendo ganhar a contenda com truques psicológicos diante de um especialista em dinâmica social? Tente novos truques, por favor.
        Aliás, o livro de Carlos Fico é recheado de fontes obscuras e falta de evidências factuais, além de muito “hearsay”.
        Mas ora porra!!!! É a segunda evidência evidência enviesada (e inválida) que você tenta para capitalizar? Na boa, você está me fazendo perder tempo e provando muito pouco a teu favor…
        Essa parte agora eu que achei graça. Quando nós fazemos uma investigação, nós precisamos comprovar, com fontes, nossas teses. Ao menos na História, você precisa de fontes que confirmem suas ideias. Se não for assim, vejamos só: Vou escrever um livro relatando um suposto envolvimento seu co, pedofilia e não preciso de fonte que comprove isso. Não vamos nem falar na questão jurídica, que é crime de difamação e calúnia, mas, somente como historiografia.
        Hoahaoahoahoahoahoahoa….
        O sujeito realmente não sabe que está duelando com um INVESTIGADOR DE FRAUDES. Tu acha que eu entraria em embate sem obter evidências?
        Enfim, aqui segue o exemplo de um presidente da república usando o palanque para promover ódio em lutas campais, e outros estímulos a guerra de classes (ou seja, exatamente o oposto do que deveria ser a postura de um presidente):

        Quanto ao Goulart. Foi um cara injustiçado em nossa história. E também pela História. Por muito tempo, foi considerado um aliado dos comunistas que ameaçava a legalidade ou um covarde. Felizmente historiadores como Jorge Ferreira resgatam sua história. Não como um herói, mas, como um homem cheio de defeitos cujo maior ´´defeito“ tenha sido ser moderado e sensato numa era de extremos. E por favor, me diga: Qual ato comprova que Goulart tinha intenções ditatoriais?

        Era só o que faltava. A terceira fonte enviesada!!!!!!!
        Na boa, se tuas leituras se baseiam em ler o que esquerdista escreve para obter conforto psicológico, eu faço exatamente o oposto. Eu leio os esquerdistas para entender como ELES PENSAM e quais truques eles embutem em seus discursos.
        Claro que Jorge Ferreira pode chamar Goulart de moderado, pois radicais sempre dizem que seus apoiadores são “moderados”, ou seja, “não tão revolucionários como necessário”. Mas esse é só um truque psicológico para esconder posições partidárias.
        Enfim, o discurso radicalíssimo (absurdo e inaceitável para um presidente da república), assim como as promessas de estatizações de refinarias de petróleo, e a sugestão do controle da remessa de lucros das empresas multinacionais para o exterior mostraram um plataforma absurdamente radical.
        Não adianta fantasiar os fatos, que estão aí para serem investigados.
        Por favor, não seja anacrônico e deixe o PT de lado. Podemos até discutir sobre o PT, mas, não em relação com Goulart.
        PT e Goulart… dá tudo no mesmo.
        Você quer estabelecer uma relação de subordinação do Goulart a esses grupos radicais da esquerda por um comício? Tu tá de sacanagem com a minha cara!!! E por acaso, nesse comício ele foi apoiado pela grande massa que não era radical nem de esquerda. Só porque alguns desses radicais o apoiavam, não significa que ele fosse atender ao pedido desses grupos. Esse é seu problema, se o sujeito tem apoio popular, tem aspirações ditatoriais.
        Não faça o truque da encenação aqui que isso não cola. A subordinação do Goulart é avaliada no nível DAS IDÉIAS.
        Vou explicar claramente. Suponha que um grupo neo-ateu proponha proibir a manifestação cristã. Suponha agora que este ateu faça um comício e seja aplaudido por um monte de gente. Uma mera investigação de agenda nos mostra que seria uma mentira deslavada dizer que “os aplausos representam a opinião da massa, e só uns poucos neo-ateus estavam no comício”.
        Isso é análise de agenda, que qualquer investigador de política deveria saber. Estranho você tentar me enganar com algo tão facilmente desmascarável.
        Enfim, havia uma agenda, a de Goulart, e dos radicais de esquerda, que era a mesma, e OPOSTA à multidão conservadora.
        Aliás, até em investigações corporativas análises de agendas são suficientes para demonstrar alianças de interesses. Enfim, Goulart demonstrou ideias, em seu comício, que atendiam aos interesses dos radicais de esquerda. Fato.
        Ele apoiava os trabalhadores e não era um populista muito menos um golpista. Além do que, se ele era tão bem articulado com insurretos, golpistas e guerrilheiros, por que ele simplesmente fugiu do país? Ele decidiu não resistir para evitar uma guerra civil.
        Ué, se tua própria fonte, Jorge Ferreira, afirma que todos são populistas, como você quer isentar Goulart de ser populista? Tá querendo enganar a quem?
        Mas eu tenho um discurso que comprova o populismo DE ESSENCIA ESQUERDISTA RADICAL de Goulart, enquanto Ferreira vai tentar ressignificações.
        Além do mais a questão de Goulart “evitar uma guerra civil” é uma bobagem, pois é exatamente isso que ele estava buscando. Novamente ressalto: presidente não deveriam ser estimuladores de convulsões sociais para criar colapsos encomendados por esquerdistas, mas sim pessoas para evitarem essas situações.
        O fato é que Goulart jogou alto demais. Mas os planos dele não eram diferentes dos de um Hugo Chavez da vida.
        Engraçado você falar que Goulart DE FATO era um golpista, visto que o ´´fato“que argumentou para acusá-lo de tal foi um comício em que ele foi apoiado amplamente não por radicais de esquerda, mas, por trabalhadores de forma geral.
        Agora, a CGT virou os “trabalhadores de forma geral”. O engraçado é que os trabalhadores geralmente se preocupam em TRABALHAR, ao invés de tentar levar estados ao colapso para a capitalização de seus íderes de esquerda. O golpe de Goulart era similar ao de Chavez, e aquele feito atualmente por Kirchner, e, naturalmente, planejado pelos petralhas.
        A diferença é que Goulart podia ter sido mais estrategista e menos impulsivo.
        Eu não tenho como debater História me baseando num passado hipotético, um passado que não aconteceu. E tome cuidado com o anacronismo!!! Chavez? O que ele tem com isso?
        Claro que o passado ocorreu, e, melhor ainda, atendendo a um padrão facilmente observável. Novamente, o esquerdismo serve para inchamento do estado com demandas cada vez mais absurdas, que dificilmente podem ser revertidas. Essas demandas servem para levar um estado, em um devido tempo, ao colapso, e, enfim, dando pretexto para que ele seja assumido de forma totalitária. O padrão de todos os governos esquerdistas atende a isso. Basta investigarmos a história.
        O que Chavez conseguiu com sucesso na Venezuela, Goulart não conseguiu no Brasil. Simples assim.
        Existem livros, artigos, teses e dissertações que salvam sua posição.
        Sim, e eles foram escritos pelos esquerdistas. Quer melhor que isso? Um anti-esquerdista que investigou a mente dos ideólogos e arquitetos da esquerda para entender como eles pensam, os frames que usam, os rótulos que se auto-impõem e as rotinas que fazem parte de seus projetos para tomada de poder?
        Abs,
        LH

        p.s. – que tal uma análise do discurso de Goulart na íntegra com todos os recursos de controle de frame e investigações de itens da agenda? Seria interessante para este blog. Já adicionei na listinha.

      • Luciano,

        Você não imagina o quanto eu estou aplaudindo de pé a sua argumentação. Cara, você é um gênio! Há tempos que eu não vejo argumentos com peso parecido. E para te dar apoio, transcrevo abaixo trecho de um texto de Olavo de Carvalho.

        “Você não pode derrotar o revolucionário mediante simples “argumentos”. A eles é preciso acrescentar o desmascaramento psicológico integral de uma tática que não visa a vencer debates, mas a usar como um instrumento de poder até mesmo a própria inferioridade de argumentos. Em cada situação de debate é preciso transcender a esfera do confronto lógico e pôr à mostra o esquema de ação em que o revolucionário insere a troca de argumentos e qual o proveito psicológico e político que pretende tirar dela para muito além do seu resultado aparente.

        Mas isso quer dizer que o único debate eficiente com esquerdistas é aquele que não consente em ficar preso nas regras formais num confronto de argumentos, mas se aprofunda num desmascaramento psicológico completo e impiedoso. Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado. Faça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo”.

        Abraço e, mais uma vez, parabéns!

    • Felipe, o Luciano já postou uma ótima resposta, porém faço algumas ponderaçoes.

      Inicialmente, comento o hábito que os esquerdistas têm de reduzir toda a motivação de direitistas e militares brasileiros a um comportamento fanático de anticomunismo. Falam e repetem feito papagaios sobre uma paranóia contra os comunistas que faria ver em qualquer opositor uma potencial ameaça totalitarista.

      Ironicamente, essa recorrência é que está dando ares paranóicos. O Luciano já postou aqui que nem todo esquerdista é comunista, portanto não é tudo que se fala em relação às esquerdas que resvala para o cesto comum do anticomunismo.

      E o que dizer, então, do fanatismo ANTIDIREITISTA dos esquerdistas? Impressiona como quaisquer ato, expressão de ponto de vista, iniciativa politica, comentário em sites, por pequenos que possam ser, se divergentes dos cânones da esquerda, inflamam uma reação destemperada, agressiva (por vezes com toques de violência estúpida, como numa palestra dada a militares da reserva no semestre passado, no Rio), com recalques de uma neurose de intensidade incomum até para os registros psiquiátricos de neurose.

      Eu, mesmo, por externar pontos de vista muito menos diretos do que o anterior acima, já fui brindado com epítetos que iam de “olavete fanático” a “extrema-direita de merda”.

      Arre, que gentinha para detestar o contraditório! Não à toa, nos países socialistas impera a ditadura do único, É partido único, jornal único, emissora de tv única, emissora de rádio única … E ai de quem se atrever a ser um segundo!

      Segunda coisa que gostaria de pontuar em relação ao que você afirmou: também soa imensamente curiosa a alegação de que Luís Mir (que deu seu depoimento de militante) e Jacob Gorender (historiador marxista até à medula) são autores de obras ultrapassadas (quem disse isso? os que odeiam o que eles escreveram?) e “carregadas de uma emoção”. Depois você cita um sujeito – Caio Navarro – comprometidíssimo com uma agenda político-ideológica, que amiúde sempre se manifesta com 99 por cento de emoção e 1 por cento (estou sendo generoso) de racionalidade. Confira, por exemplo, a reação nada polida, nada racional, impossível de se associar a um intelectual honesto, com o episódio da “ditabranda” na Folha de Sâo Paulo, inclusive no tocante à manifestação do Olavo de Carvalho, que para estúpidos da laia do Caio Navarro deveria ter suas língua e mãos cortadas fora e ser posto numa ilha deserta esquecida da civilização. Pois que um mero esbirro de expressão do Olavo fez o “grande intelectual” Caio Navarro usar contra ele poderosos “argumentos” como o xingamento de “extrema-direita” (olha a paranóia aí, Felipe), sem falar na imbecil insinuação de que a peça publicada pelo Olavo afrontaria o público “altamente qualificado” daquele jornal. Se é isso que você chama de comportamento racional …

      Quanto à acusação de que as obras que eu citei são ultrapassadas, pelo menos a questão do que realmente motivava a luta armada contra o regime militar teve recentemente o endosso de Fernando Gabeira, outro militante da época, em entrevista à Folha. Gabeira diz, com todas as letras, que não se lutava por democracia, mas sim pela implantação de uma ditadura comunista.

      • Eduardo,

        Li sua resposta e a do Leandro Steelle e responderei outra hora. Agora vou ter de me arrumar para sair. Mas, o debate vai continuar.

  6. ´´O método de Gramsci para a tomada do poder deve ser reconstruído, como prometi fazer neste blog. Isso não significa a validação das ressignificações que ele fazia, como o truque da “sociedade civil”.
    É verdade que as pessoas representam seus interesses individuais e de grupo, e a tendência é criar “classes” artificiais, como fazem os esquerdistas. Um exemplo é o “movimento negro”, que representaria a “classe” dos negros, mas a declaração que mostrei aqui de Morgan Freeman mostra que ali não é uma “classe negra”, mas uma simulação de classe.
    Portanto, quando você tentar dizer que a manifestação de esquerdistas é a “manifestação popular”, este é o mesmo truque de frame que falei anteriormente.“

    Primeiro, o movimento negro não forma um movimento para representar uma classe, mas, uma etnia. Confundir classe com etnia é brincadeira!!!
    Com relação ao Morgan Freeman. O cara é um grande ator, mas, resposta ridícula é a dele!!! Ele está simplesmente desprezando todo um passado de lutas do movimento negro que beneficiaram o próprio Freeman. Se ele não quer um dia da consciência negra, então ele que fale por si mesmo, porque a maioria dos negros, e muitos brancos, apoiam isso. Dizer que para se acabar com o racismo é só parar de falar nele é sacanagem das brabas. Ainda bem que Martin Luther King não pensava como ele. A história dos negros é a história dos EUA? Então por que se demorou tanto tempo para os EUA terem um presidente negro? É cada uma…
    Segundo, uma ressignificação pode ser produtiva se um conceito precisar ser adaptado para se compreender melhor uma determinada realidade. Em História isso é evidente, visto que processos históricos são singulares e não repetíveis. Estude um pouco de Teoria da História.
    Com relação ao Gramsci, mande aí seus estudos que debatemos!!!

    ´´Na verdade Getúlio irritou a direita, por causa de seus truques populistas e armações pró-esquerdismo, mas não irritou a esquerda.“
    Não irritou a esquerda? O cara só inventou um plano baseado numa ´´ameaça comunista“ , aplicou um golpe e você não vê motivo de irritação nisso? A diferença entre Getúlio e os militares, é que ele buscou atrair os trabalhadores em torno de si. E conseguiu.
    Também fique sabendo que a historiografia já não trabalha mais com ´´populismo“. O conceito utilizado hoje é o de ´´trabalhismo“. O próprio Jorge Ferreira tá dentro da vertente que utiliza tal conceito.

    ´´É claro que hoje esquerdistas tentam o truque de dizer que “O PT não atende nem a direita nem a esquerda”, mas é o mesmo truque do passado.“
    Fernando Collor, José Sarney e Paulo Maluf são de esquerda ou direita? Nem um nem outro.
    Na verdade, o PT é uma oposição ao pensamento de direita (hoje não representado politicamente), e aderente à esquerda.
    Só uma coisa. Como o PT vai se opor politicamente a algo que não tem nem representação política?

    “É claro que os esquerdistas podem dizer que “não está tão bom quanto o PCdoB queira”, mas isso não significa que tanto um governo petralha como getulista seja “tão incômodo à esquerda como à direita”.
    Não sei se você percebeu, mas trucagens como simulação de falso acordo já foram desmascaradas por aqui.“
    Diga isso a Sarney, Collor e Maluf. Também não se esqueça de avisar o Eike Batista.
    ´´Bobagem. Aliás, eu SOMENTE avalio as coisas pela perspectiva da análise de processos.“
    Processos que ocorreram de fato ou que você inventa?

    ´´Na verdade, o fatalismo dos comunistas já havia sido demolido por Gramsci em 1925, antes mesmo dele escrever seus Cadernos do Cárcere. A ideia de “esquerdistas esperando um ‘juízo final’” tende a ter muito de encenação (na qual os esquerdistas são especialistas, o que fica evidente depois da leitura de Alinsky), e o material de Gorender era de cunho totalmente marxista-leninista, o que o torna uma fonte inválida como avaliação dos fatos de uma época.“
    Não filho, muitos esquerdistas de fato acreditavam numa ´´crise final“ do capitalismo. Rosa Luxemburgo, Karl kautsky e Eduard Berstein foram alguns. E a esquerda brasileira foi influenciada por isso, pela revolução russa, pela cubana e pela chinesa por décadas. O que só valida a análise, autocrítica, do Gorender. E o pensamento de Gramsci demorou décadas para ter algum espaço no Brasil.

    ´´Assim como não se usa a Bíblia para validar a existência de Deus, não se pode usar o livro do Gorender para validar um “fato” alegado sobre o esquerdismo de uma época.
    Mas ele mesmo admite que uma parte da esquerda errou em querer copiar a estratégia cubana!!!!
    Claro que você precisa fazer controle de frame!!!
    Controle de frame é exatamente manipulação de significados para capitalização política, e nada mais. Como você fez várias vezes, eu apontarei todas as vezes em que você o fizer.“
    Manipulação de significados? Pelo que eu saiba, um significado não tem vida por si mesmo. Interpretar não significa enganar e mentir.
    ´´Esse é o truque de frame, e vou mostrar qual é para que os leitores aprendam como mapear comportamentos do tipo.“
    Vai lá filho, não tem problema.

    ´´Mesmo que a esquerda não tivesse o apoio da grande massa, eles estavam com Goulart para que este criasse um colapso no sistema, para que a esquerda conseguisse tomar o poder. Em uma situação de colapso, tanto faz ter “apoio da grande massa” ou não, desde que a ação seja rápida (isso em uma perspectiva bolchevista). Depois é só usar o estado inchadíssimo e todos os recursos de propaganda que tudo pode ser feito com a patuléia.
    Portanto, mesmo que a grande massa não apoiasse os esquerdistas radicais na época, isso não tornava a ação militar uma “paranóia”, muito pelo contrário.“
    Primeiro, essa paranoia militar anticomunista é antiga, como demonstram os estudos do professor Rodrigo Patto Sá Motta no artigo ´´A indústria do anticomunismo“ e no livro ´´Em Guarda contra o perigo vermelho“. Em ambos os casos ele fala sobre períodos anteriores ao golpe. O artigo você pode baixar.
    Segundo, Goulart buscava o diálogo. Todos os seus estudiosos o colocam como um negociador. Somente o pessoal que faz de tudo para validar o golpe o coloca como golpista!!! Me diga quantas ações violentas ele defendeu ou apoiou e aí mudamos o rumo da conversa.

    ´´Primeiro você precisa aprender que o truque psicológico de tentar dizer que o adversário “precisa aprender algo” não é uma demonstração de que: (1) vc executa a disciplina melhor que o seu oponente, (2) isso é relevante para refutar a informação de uma parte.“
    Eu faço História, então, no mínimo tenho um conhecimento historiográfico maior que o seu. E isso não é argumento de autoridade, é de REALIDADE!!! E já que você me diz que devo aprender algo, o mesmo vale para você!!!
    ´´Você está querendo ganhar a contenda com truques psicológicos diante de um especialista em dinâmica social? Tente novos truques, por favor.“
    Também sou especialista em dinâmica social. Quer algo mais dinâmico que a história?

    ´´Aliás, o livro de Carlos Fico é recheado de fontes obscuras e falta de evidências factuais, além de muito “hearsay”. “
    Fontes obscuras e falta de evidências factuais? Ele utilizou documentos da extinta Divisão de Segurança e Informações que estão no Arquivo Nacional!?!?!? Pare de falar abobrinhas!!!!
    ´´Mas ora porra!!!! É a segunda evidência evidência enviesada (e inválida) que você tenta para capitalizar? Na boa, você está me fazendo perder tempo e provando muito pouco a teu favor…“
    Então faça melhor que o Carlos Fico, que estudou o assunto durante pelo menos 10 anos. Se você for ao Arquivo Nacional, pesquisar as mesmas fontes que ele e der uma interpretação, empiricamente bem fundamentada, diferente da dele, então podemos conversar. Ele é especialista no assunto, você não. Simples assim!!!

    ´´Hoahaoahoahoahoahoahoa….
    O sujeito realmente não sabe que está duelando com um INVESTIGADOR DE FRAUDES. Tu acha que eu entraria em embate sem obter evidências?
    Enfim, aqui segue o exemplo de um presidente da república usando o palanque para promover ódio em lutas campais, e outros estímulos a guerra de classes (ou seja, exatamente o oposto do que deveria ser a postura de um presidente):“
    Pelo jeito quem adora cometer fraudes aqui é você!!! Onde ele está incitando o ódio de classes? Ele apenas diz que os camponeses terão direito a um pedaço de terra e trabalharão para si. Em momento algum ele incita a violência, que os camponeses invadam as terras dos grandes proprietários ou algo do tipo. Defender reformas através da legalidade é incitar a violência? Incitar o respeito à democracia é ser radical?
    ´´Era só o que faltava. A terceira fonte enviesada!!!!!!!“
    Vou continuar citando obras historiográficas porque tenho conhecimento para tal. Se você não tem, só lamento!!!

    ´´Na boa, se tuas leituras se baseiam em ler o que esquerdista escreve para obter conforto psicológico, eu faço exatamente o oposto.“
    Eu leio qualquer historiador, independentemente de suas posições políticas. Tony Judt, José Murilo de Carvalho e René Remónd são de direita e admiro todos.
    ´´Eu leio os esquerdistas para entender como ELES PENSAM e quais truques eles embutem em seus discursos.“
    Tudo bem é um direito que você tem, porém, se você quer debater sobre História com quem quer que seja, tem que demonstrar conhecimento sobre o assunto. Se não tem conhecimento para isso, apenas admita isso. Não é feio nem dói!!!

    Claro que Jorge Ferreira pode chamar Goulart de moderado, pois radicais sempre dizem que seus apoiadores são “moderados”, ou seja, “não tão revolucionários como necessário”. Mas esse é só um truque psicológico para esconder posições partidárias.
    Aonde o Jorge Ferreira é radical meu filho? O que você sabe sobre a vida do cara para afirmar isso? E não é só o Jorge Ferreira que classifica o Goulart como moderado. Qualquer um que tenha o mínimo de conhecimento histórico sabe disso. E avalie a contribuição historiográfica do Jorge Ferreira, não as partidárias. Se ele tem.

    ´´Enfim, o discurso radicalíssimo (absurdo e inaceitável para um presidente da república), assim como as promessas de estatizações de refinarias de petróleo, e a sugestão do controle da remessa de lucros das empresas multinacionais para o exterior mostraram um plataforma absurdamente radical.
    Não adianta fantasiar os fatos, que estão aí para serem investigados.“
    Pelo jeito o radical aqui é você. Tudo isso está dentro de um projeto de nacional-desenvolvimentismo que visava garantir o progresso econômico e o desenvolvimento social. Mas como eu sei que VOCÊ é um radical de direita, não vai aceitar de jeito nenhum. Qualquer um que queira reformas econômicas, mesmo que democráticas, é radical.

    ´´Não faça o truque da encenação aqui que isso não cola. A subordinação do Goulart é avaliada no nível DAS IDÉIAS.
    ´´Ou seja, o sujeito parte da ideia que é preciso que alguém formalize sua intenção de um crime para ser acusado por sua prática. Na verdade, são OS ATOS que servem para investigarmos alguém.“ “ – Luciano Ayan
    Pelo jeito você anda se esquecendo de suas próprias lições!!!
    ´´Vou explicar claramente. Suponha que um grupo neo-ateu proponha proibir a manifestação cristã. Suponha agora que este ateu faça um comício e seja aplaudido por um monte de gente. Uma mera investigação de agenda nos mostra que seria uma mentira deslavada dizer que “os aplausos representam a opinião da massa, e só uns poucos neo-ateus estavam no comício”.
    Isso é análise de agenda, que qualquer investigador de política deveria saber. Estranho você tentar me enganar com algo tão facilmente desmascarável.
    Enfim, havia uma agenda, a de Goulart, e dos radicais de esquerda, que era a mesma, e OPOSTA à multidão conservadora.“
    Pois então vamos sair da suposição e partir para os fatos!!!
    Goulart e os radicais da esquerda tinham algumas coisas em comum, porém, os meios para alcançar os fins eram completamente diferentes!!! Os radicais queriam reformas a qualquer custo, Goulart, não. Ele foi atrapalhado pelos idiotas metidos a revolucionários que correram dos militares quando o ´´bicho pegou“. A esquerda radical sempre esteve mal organizada e despreparada. E Goulart não resistiu ao golpe por decisão própria!!!

    ´´Aliás, até em investigações corporativas análises de agendas são suficientes para demonstrar alianças de interesses. Enfim, Goulart demonstrou ideias, em seu comício, que atendiam aos interesses dos radicais de esquerda. Fato.“
    Concordo. Goulart e as esquerdas radicais tinham algumas ideias em comum, porém, isso não o coloca como fantoche desses grupos.
    ´´Ué, se tua própria fonte, Jorge Ferreira, afirma que todos são populistas, como você quer isentar Goulart de ser populista? Tá querendo enganar a quem?“
    Vou repetir: Jorge Ferreira pertence a uma vertente historiográfica que rechaça o ´´populismo“ por tal conceito ser elitista e retirar das massas qualquer tipo de racionalidade.

    ´´Mas eu tenho um discurso que comprova o populismo DE ESSENCIA ESQUERDISTA RADICAL de Goulart, enquanto Ferreira vai tentar ressignificações.“
    Goulart não era um populista, era um trabalhista. Já sei que você vai dizer que isso é uma ressignificação e blablabla.

    ´´Além do mais a questão de Goulart “evitar uma guerra civil” é uma bobagem, pois é exatamente isso que ele estava buscando. Novamente ressalto: presidente não deveriam ser estimuladores de convulsões sociais para criar colapsos encomendados por esquerdistas, mas sim pessoas para evitarem essas situações.“
    Defender reformas sociais através da legalidade e da democracia é ´´estimular convulsões sócias para criar colapsos encomendados por esquerdistas?“ Por favor, filho, sem teorias da conspiração ou algo do tipo. Na época existiam sim vários conspiradores de direita e de esquerda, mas, não o Goulart.

    ´´O fato é que Goulart jogou alto demais. Mas os planos dele não eram diferentes dos de um Hugo Chavez da vida.“
    Por favor, não confunda alhos com bugalhos.

    ´´Agora, a CGT virou os “trabalhadores de forma geral”. O engraçado é que os trabalhadores geralmente se preocupam em TRABALHAR, ao invés de tentar levar estados ao colapso para a capitalização de seus íderes de esquerda. O golpe de Goulart era similar ao de Chavez, e aquele feito atualmente por Kirchner, e, naturalmente, planejado pelos petralhas.
    A diferença é que Goulart podia ter sido mais estrategista e menos impulsivo.“
    A CGT era a organização trabalhista mais importante da época, desprezá-la é um tremendo descuido. Sim trabalhadores passam a maior parte do dia trabalhando, porém, os mesmos têm interesses, inclusive políticos.

    ´´Claro que o passado ocorreu, e, melhor ainda, atendendo a um padrão facilmente observável. Novamente, o esquerdismo serve para inchamento do estado com demandas cada vez mais absurdas, que dificilmente podem ser revertidas. Essas demandas servem para levar um estado, em um devido tempo, ao colapso, e, enfim, dando pretexto para que ele seja assumido de forma totalitária. O padrão de todos os governos esquerdistas atende a isso. Basta investigarmos a história.
    O que Chavez conseguiu com sucesso na Venezuela, Goulart não conseguiu no Brasil. Simples assim.“
    Nossa!!! Sua análise é tão auto justificada que não merece nem corroboração empírica não é mesmo? Assim fica fácil demais analisar qualquer processo histórico. Os países escandinavos que o digam!!!

    ´´Sim, e eles foram escritos pelos esquerdistas. Quer melhor que isso? Um anti-esquerdista que investigou a mente dos ideólogos e arquitetos da esquerda para entender como eles pensam, os frames que usam, os rótulos que se auto-impõem e as rotinas que fazem parte de seus projetos para tomada de poder?“

    Todas as teses, dissertações, artigos e livros produzidos sobre tal assunto foram escritos por esquerdistas? Menos, filho, bem menos.
    Por favor, fica o aviso: Se você desprezar a contribuição de Jorge Ferreira por PURA raivinha ideológica, é porque deve ter uma intelectualidade medíocre. Você pode até não concordar com Ferreira ou Carlos Fico, mas, como historiador, se você despreza-los por completa irracionalidade, a sua etiqueta de pseudo-intelectual estará estampada em naa testa. Ademais, abraço.
    Abs,
    Felipe Marcondes
    ´´p.s. – que tal uma análise do discurso de Goulart na íntegra com todos os recursos de controle de frame e investigações de itens da agenda? Seria interessante para este blog. Já adicionei na listinha.“
    Faça isso então.

    • Primeiro, o movimento negro não forma um movimento para representar uma classe, mas, uma etnia. Confundir classe com etnia é brincadeira!!!
      Vá tentar enganar outro! Qualquer divisão de pessoas é uma divisão em classes. O sujeito está confundindo “classes econômicas” com “classes”. Tu acha que só pq vc pensa sob categorias marxistas, os outros são obrigados a pensar igual a você?
      Enfim, cada grupo que pode ser colocado em distinção a outros pode muito bem formar uma classe. O conceito de guerra de classes, utilizado no marxismo, hoje é ampliado pela propaganda de esquerda para qualquer tipo de classe, incluindo gays x heterossexuais, neo-ateus x cristãos, etc.
      Com relação ao Morgan Freeman. O cara é um grande ator, mas, resposta ridícula é a dele!!! Ele está simplesmente desprezando todo um passado de lutas do movimento negro que beneficiaram o próprio Freeman. Se ele não quer um dia da consciência negra, então ele que fale por si mesmo, porque a maioria dos negros, e muitos brancos, apoiam isso. Dizer que para se acabar com o racismo é só parar de falar nele é sacanagem das brabas. Ainda bem que Martin Luther King não pensava como ele. A história dos negros é a história dos EUA? Então por que se demorou tanto tempo para os EUA terem um presidente negro? É cada uma…
      Ihhh… chegou tarde demais. Já refutei esse tipo de truque que você tentou aqui:
      http://lucianoayan.com/2012/12/06/blogueiro-do-site-consciencia-perde-todo-o-juizo-ao-tentar-refutar-morgan-freeman-o-resultado-e-de-causar-vergonha-alheia/
      É claro que o Morgan Freeman fala por ele mesmo! Por que ele tem DIGNIDADE para isso! Coisa que os esquerdistas não conseguiram ainda sequer entender o que é. Mas eu explico melhor lá naquele texto….
      Segundo, uma ressignificação pode ser produtiva se um conceito precisar ser adaptado para se compreender melhor uma determinada realidade. Em História isso é evidente, visto que processos históricos são singulares e não repetíveis. Estude um pouco de Teoria da História.
      O fato de uma “ressignificação poder ser produtiva” (ou seja, você não me refutou) não significa que as ressignificações que você tentou o sejam. São essas as que eu refutei! Aliás, “teoria da história!? Haiahoahioiahioahaoha
      Era só o que faltava. O sujeito tá querendo apelar até à disciplinazinha do Auguste Comte? Enfia a teoria da história no cu. Ou você me refuta ou não refuta. Simples assim.
      Que eu saiba a tal “teoria da história”, não te ajuda com boas refutações aos oponentes.
      Então, de novo…e nfia a “teoria da história” no cu. 😉
      Com relação ao Gramsci, mande aí seus estudos que debatemos!!!
      “Mande aí” é o escambau! Publicarei aqui neste blog, quando me der na telha, e o Sr. apareça com refutações em contrário se quiser. Você, mesmo esquerdista, parece que só consegue repetir os truques dos professores que te doutrinaram, pois não parece muito esperto para tentar controlar o frame… (Dica: tente truques novos)
      Não irritou a esquerda? O cara só inventou um plano baseado numa ´´ameaça comunista“ , aplicou um golpe e você não vê motivo de irritação nisso? A diferença entre Getúlio e os militares, é que ele buscou atrair os trabalhadores em torno de si. E conseguiu.
      Puuuuuuuuuuuuuta que pariu!
      Nessa altura do campeonato, o cara vem tentar o truque de “não é comunista, então não é esquerdista”? haiohaioahioahioahioahoahao
      Animal, comunismo é apenas um dos perfis do esquerdismo. Existe também fascismo, nazismo, social democracia, e qualquer outra forma de estado inchado.
      Em relação a atrair “trabalhadores”, é o tal truque da “working class”. Mas esse é um frame de discurso político, basicamente.
      Também fique sabendo que a historiografia já não trabalha mais com ´´populismo“. O conceito utilizado hoje é o de ´´trabalhismo“. O próprio Jorge Ferreira tá dentro da vertente que utiliza tal conceito.
      O cara realmente se supera na cara de pau!
      Se o Jorge Ferreira está dentro da “vertente” que diz “olha, estou de mal, não vou usar mais o termo populismo, pois tenho fé que o ser humano é sábio por natureza, e portanto não se deixa levar por discursos demagógicos, daí vou substituir por ‘trabalhismo’”, então ele não representa consenso algum. Aliás, o trabalhismo, EM MUITOS CASOS, é só uma forma de populismo. Como é que uma FORMA de populismo pode substituir a definição original? Seria o mesmo que o termo flamenguista substituir o termo torcedor de futebol.
      Só se o “historiador” for safado o suficiente para querer enganar o populacho (aliás, o seu truque é populista, não trabalhista) achando que todas as questões em que se usam as ressignificações para atender à patuleia são “econômicas”. Engraçado que os movimentos gays, feministas e neo-ateus não são nem um pouco trabalhistas… mas são populistas.
      Você poderia ter ido dormir sem essa!
      Fernando Collor, José Sarney e Paulo Maluf são de esquerda ou direita? Nem um nem outro.
      José Sarney sempre foi de esquerda, Paulo Maluf e Collor foram centristas. Simples assim.
      Só uma coisa. Como o PT vai se opor politicamente a algo que não tem nem representação política?
      O pensamento de direita não tem uma representação política PARTIDÁRIA hoje em dia, o que é MUITO DIFERENTE de ter representação política. Aliás, para alguém que estudou Gramsci, é ridículo achar que tudo depende de ter um partido lá. Na verdade, política transcende os partidos. Este seu erro é imperdoável nesta altura do debate.
      Diga isso a Sarney, Collor e Maluf. Também não se esqueça de avisar o Eike Batista.
      Para que eu precisaria avisá-los daquilo que eles já sabem?
      http://lucianoayan.com/arquitetura-da-esquerda/
      Eike Batista sabe que o esquerdismo sempre mentiu para seus adeptos, pois o objetivo na verdade é só concentração de poder através de estado inchado, e que as tais “demandas sociais” na maioria das vezes são exploradas como pretexto para inchar o estado. Enfim, Eike Batista é tão parte do sistema de esquerda como os milionários russos que apareceram do dia para a noite com a abertura eram parte do sistema esquerdista russo.
      Processos que ocorreram de fato ou que você inventa?
      Se eu inventei, DEMONSTRE que eu inventei. Aliás, quem faz INVESTIGAÇÃO de processos, tem que saber provar fraudes dos outros, oras. Consegue?
      Não filho, muitos esquerdistas de fato acreditavam numa ´´crise final“ do capitalismo. Rosa Luxemburgo, Karl kautsky e Eduard Berstein foram alguns. E a esquerda brasileira foi influenciada por isso, pela revolução russa, pela cubana e pela chinesa por décadas. O que só valida a análise, autocrítica, do Gorender. E o pensamento de Gramsci demorou décadas para ter algum espaço no Brasil.
      Claro que os marxistas acreditavam numa “crise final” do capitalismo, mas esse fatalismo estava sob crítica desde os anos 30 (incluindo Gramsci). E Gramsci já tinha espaço no Brasil nos anos 60. Aliás, o marxista radical J. Chasin colocou-se contra a analítica paulista EXATAMENTE para se opor ao gramcismo pragmático que tomou conta da esquerda uspiana. (Este é o lance de mestre da esquerda gramscista, que focou na reforma cultural, aproveitando-se da ingenuidade da ditadura militar em relação ao conceito de revolução cultural)
      Manipulação de significados? Pelo que eu saiba, um significado não tem vida por si mesmo. Interpretar não significa enganar e mentir.
      No exemplo que eu citei (da simulação de um discurso para neo-ateus e posterior fingimento que os aplausos vem “da massa”) é uma forma de enganar e mentir. E os esquerdistas são especialistas nisso. As suas ressignificações (que eu refutei) são exatamente esse tipo de safadeza intelectual.
      Havia um movimento trabalhista do TIPO POPULISTA DE ESQUERDA, que apoiava Goulart. Fingir que esse apoio era a “manifestação do povo”, quando era a manifestação de um grupo político de esquerda (sindicalista) foi seu truque desonesto de frame que você não conseguiu validar.
      Primeiro, essa paranoia militar anticomunista é antiga, como demonstram os estudos do professor Rodrigo Patto Sá Motta no artigo ´´A indústria do anticomunismo“ e no livro ´´Em Guarda contra o perigo vermelho“. Em ambos os casos ele fala sobre períodos anteriores ao golpe. O artigo você pode baixar.
      Não vou ler nenhum dos dois, se não existir ali a COMPROVAÇÃO DE PARANÓIA. Aliás, a definição de “paranoia” depende de que a crença seja baseada em temores injustificados, sem fundamentos. Na verdade, existiu uma PRECAUÇÃO contra o comunismo, que ocorreu em vários países, como Rússia, China, Cambodja, Cuba. Se os programas para implementação eram os mesmos, não adianta marxista começar com a provocação de parquinho “heheheh é paranoia” que isso não vai colar.
      TOME VERGONHA NA CARA!
      Segundo, Goulart buscava o diálogo. Todos os seus estudiosos o colocam como um negociador. Somente o pessoal que faz de tudo para validar o golpe o coloca como golpista!!! Me diga quantas ações violentas ele defendeu ou apoiou e aí mudamos o rumo da conversa.
      Belo discurso o do Goulart tentando emendar a constituição por ameaças, discursos de incitação ao ódio (“pobres oprimidos sem terra contra os malvados latifundiários”). Em suma, O Goulart fez igual o Fernando Lugo, do Paraguai, que incitou invasões de terras, causando uma tragédia que o levou ao impeachment.
      Eu faço História, então, no mínimo tenho um conhecimento historiográfico maior que o seu. E isso não é argumento de autoridade, é de REALIDADE!!! E já que você me diz que devo aprender algo, o mesmo vale para você!!!
      Primeiro, que nem te disse que é um argumento de autoridade, mas sim de DEMÊNCIA de tua parte. De que adianta você fazer História mas ter sido doutrinado a ponto de não conseguir mais pensar? Tanto que vem com ressignificações como “trabalhismo substitui o populismo” que só enganam quem caiu no conto do vigário marxista (“todas as disputas são relacionadas aos meios de produção”).
      Além do mais, se você faz História, então prove aos leitores deste blog que tem EVIDENCIAS de que Goulart não representava a esquerda radical (aliás, o discurso dele mostra exatamente o oposto).
      Enfim, não quero fazer faculdade de História, e não me interesso (prefiro ler livros). Mas, se você faz História, por que isso não está te ajudando com evidências para refutar seu oponente da direita? Será que os truques ensinados pelo teu professor não são tão variados quanto você pensava?
      Também sou especialista em dinâmica social. Quer algo mais dinâmico que a história?
      Não, você não é especialista em dinâmica social. Não confunda “dinâmica da história” com dinâmica social.
      Dinâmica social é o estudo de como os seres humanos reagem, individualmente, ou em grupo, aos estímulos externos. Exemplo. Qual o efeito de eu dizer que “sou do lado do povo” em termos psicológicos para a patuleia? Estudar esse tipo de efeito é dinâmica social.
      Por isso, eu sei TODOS OS TRUQUES que você tenta. Pois eu estudo o discurso da esquerda sob a ótica da DINÂMICA SOCIAL.
      Fontes obscuras e falta de evidências factuais? Ele utilizou documentos da extinta Divisão de Segurança e Informações que estão no Arquivo Nacional!?!?!? Pare de falar abobrinhas!!!!
      Documentos, aliás, que não conseguiram sequer mencionar citações nominais. É, o tal autor que você admira foi trollado e não percebeu.
      Então faça melhor que o Carlos Fico, que estudou o assunto durante pelo menos 10 anos. Se você for ao Arquivo Nacional, pesquisar as mesmas fontes que ele e der uma interpretação, empiricamente bem fundamentada, diferente da dele, então podemos conversar. Ele é especialista no assunto, você não. Simples assim!!!
      Para que passar 10 anos tentando bolar algumas ressignificações que não levam a lugar algum? Eu preciso de 10 minutos para avaliar as interpretações dos “fatos” feitos por Fico e mapear os truques de ressignificação feitos. É verdade que ele é especialista em ressignificações esquerdistas, e eu especialista em mapear as ressignificões dos esquerdistas. É por isso que ele tem que gastar 10 anos para bolar alguma coisa que consiga enrolar alguns alunos que caem no engodo esquerdista por algum tempo.
      Aliás, em cima do material do Fico, QUAL A ALEGAÇÃO QUE VOCÊ QUER VALIDAR e que AO MESMO TEMPO refuta o que eu escrevi?
      Pelo jeito quem adora cometer fraudes aqui é você!!! Onde ele está incitando o ódio de classes? Ele apenas diz que os camponeses terão direito a um pedaço de terra e trabalharão para si. Em momento algum ele incita a violência, que os camponeses invadam as terras dos grandes proprietários ou algo do tipo. Defender reformas através da legalidade é incitar a violência? Incitar o respeito à democracia é ser radical?
      Vamos lá. Em seu discurso Goulart disse: “São certamente, trabalhadores, os piores surdos e os piores cegos, porque poderão, com tanta surdez e tanta cegueira, ser os responsáveis perante a História pelo sangue brasileiro que possa vir a ser derramado, ao pretenderem levantar obstáculos ao progresso do Brasil e à felicidade de seu povo brasileiro.”
      Esse é um truque típico de terror psicológico. Dizer que o grupo que você apoia é legítimo, tanto que se houver oposição a ele “sangue pode ser derramado”. Todo discurso de esquerda tem esse componente psicológico, e quem mapeia o discurso deles pela ótica da dinâmica social já percebe isso logo de cara.
      O problema é que como presidente ele já deveria parar com esse discurso, pois ele já conseguiu chegar ao poder. A preocupação dele deveria ser a governabilidade e não a incitação aos grupos de forma a conseguir um colapso.
      Vou continuar citando obras historiográficas porque tenho conhecimento para tal. Se você não tem, só lamento!!!
      E vou continuar demonstrando que você é igual aos proselitistas que citam a Bíblia para tentar provar que Deus existiu. Não sei se você percebeu, mas eu estou te PROVOCANDO para você fazer exatamente isso. Todos aqueles que você citou foram mapeados como sendo… da esquerda radical. 
      Eu leio qualquer historiador, independentemente de suas posições políticas. Tony Judt, José Murilo de Carvalho e René Remónd são de direita e admiro todos.
      Tony Judt nunca foi de direita. Não conheço Carvalho. E René Remónd é um “conservador de direita” que caiu nos truques de categoria da esquerda. Só isso já o desqualifica como uma fonte razoável sobre “a direita”.
      Exemplo de alguém caindo nos truques de manipulação de categorias do oponente. Esquerdista diz “eu sou contra a morte do bandido X pois defendo os direitos humanos”, e um direitista diz “esses direitos humanos são só para bandidos…”. O direitista do exemplo está pensando sobre as categorias MANIPULADAS pelo esquerdista, quando na verdade deveria dizer “pelo fato de eu ser defensor dos direitos humanos, ao invés de você, é que eu me preocupo mais com a vítima do criminoso do que com o criminoso em si”.
      É claro que você “admira” Remónd. Pelo mesmo motivo que eu, por ser de direita, devo desprezá-lo…
      Tudo bem é um direito que você tem, porém, se você quer debater sobre História com quem quer que seja, tem que demonstrar conhecimento sobre o assunto. Se não tem conhecimento para isso, apenas admita isso. Não é feio nem dói!!!
      Mas fui eu que te mostrei o conteúdo do discurso do Goulart que você FINGIU QUE NÃO EXISTIA! Eu adoro história, e, especialmente, HISTÓRIA INVESTIGATIVA! Ao invés do HISTORICISMO que você quer usar aqui. 
      Mas, não é preciso de muito conhecimento para te desmascarar. Já vi esquerdistas mais elaborados em seus truques do que você. Admita que você tem muito o que aprender para ser um Elio Gaspari, ou um Chomsky. Esses sim são artistas da fraude! Você é um coitadinho, sorry! Não é feio nem dói para você admitir que precisa comer muito arroz com feijão para ser um artista de fraudes intelectuais esquerdistas!

      Aonde o Jorge Ferreira é radical meu filho? O que você sabe sobre a vida do cara para afirmar isso? E não é só o Jorge Ferreira que classifica o Goulart como moderado. Qualquer um que tenha o mínimo de conhecimento histórico sabe disso. E avalie a contribuição historiográfica do Jorge Ferreira, não as partidárias. Se ele tem.
      Há um truque elaboradíssimo (tá vendo pq vc ainda vai demorar para chegar no nível de um fraudador como Jorge Ferreira?) que é a simulação de falsa imparcialidade, o que, para qualquer bom estudioso da política, é uma ilusão. Toda a análise de Ferreira sobre Goulart é: pequeno-burgues, não tão forte em suas iniciativas populistas (que ele tenta ressignificar para “trabalhistas” e conciliador. Ou seja, é uma análise esquerdista em cima de um esquerdista que ele não considera suficientemente “esquerdista”. Basicamente, é uma encenação, assim como quando os adeptos do site “Portal Vermelho” simulam uma crítica ao governo Lula e ao governo Dilma. Entendeu agora?
      Qualquer um que é esquerdista radical tem que JOGAR O JOGO de simular que alguém que tenha chegado ao governo com sua plataforma É MODERADO. Sacou?
      Esse truque funciona especialmente por que dá uma certa “legitimidade” ao presidente apoiado (não de forma declarada) pelo esquerdista radical.
      Basta investigar qualquer esquerdista extremista e questioná-lo sobre Lula ou Dilma, e ouvirás exatamente o que Jorge Ferreira escreve sobre Goulart.
      Outro truque de Ferreira é dizer que a ditadura militar era de “extrema-direita”. HAHAHAHAHAA
      Pelo jeito o radical aqui é você. Tudo isso está dentro de um projeto de nacional-desenvolvimentismo que visava garantir o progresso econômico e o desenvolvimento social. Mas como eu sei que VOCÊ é um radical de direita, não vai aceitar de jeito nenhum. Qualquer um que queira reformas econômicas, mesmo que democráticas, é radical.
      Radical? Eu? Eu sou apenas anti-esquerdista, e vários leitores da direita já me chamaram de “direita vira-latas”.
      Além do mais, as propostas de Goulart não “visavam” garantir progresso econômico e desenvolvimento social, mas inchar definitivamente o estado com um assistencialismo inaceitável, além de uma limitação grotesca do livre mercado. Como se isso não fosse suficiente, a intervenção em preços de imóveis era o fim da picada.
      A plataforma de Goulart era da esquerda radical, e, por isso, ele foi “ovacionado” por esta mesma esquerda.
      Pelo jeito você anda se esquecendo de suas próprias lições!!!
      Atenção, leitores, não se percam. Segundo a figurinha doutrinada aí, eu estaria entrando em contradição com as seguintes frases escritas por mim: “Não faça o truque da encenação aqui que isso não cola. A subordinação do Goulart é avaliada no nível DAS IDÉIAS.” … “Ou seja, o sujeito parte da ideia que é preciso que alguém formalize sua intenção de um crime para ser acusado por sua prática. Na verdade, são OS ATOS que servem para investigarmos alguém.” – Luciano Ayan

      Onde eu me esqueci de minhas lições?
      Eu avalio o alinhamento de Hobsbawn e Niemeyer com os genocidas da Rússia pelo que eles disseram apoiar e não buscando afirmações como “eu quero matar mihões nos Gulags” (até pq não seriam burros de fazer isso, já que seria uma afirmação politicamente catastrófica)
      Pois então vamos sair da suposição e partir para os fatos!!!
      Goulart e os radicais da esquerda tinham algumas coisas em comum, porém, os meios para alcançar os fins eram completamente diferentes!!! Os radicais queriam reformas a qualquer custo, Goulart, não. Ele foi atrapalhado pelos idiotas metidos a revolucionários que correram dos militares quando o ´´bicho pegou“. A esquerda radical sempre esteve mal organizada e despreparada. E Goulart não resistiu ao golpe por decisão própria!!!

      É exatamente isso que eu queria que você confessasse. O alinhamento de Goulart com os radicais em relação às ideias centrais que qualificam a esquerda.
      Não sei se você percebeu, mas isso que você escreveu ME REFUTA EM QUE?
      Aliás, depois de Saul Alinsky (outro esquerdista que eu traduzi e publiquei por aqui), é imperdoável seu erro. Mas já deu para notar o truque. Você quer livrar o Goulart da alcunha de radical, e então criou as categorias “radical” e “moderado”. Não, o correto seria algo como “radical de massa” e “radical no poder”. O Goulart poderia ter buscado uma DESASSOCIAÇÃO com os primeiros, para executar melhor sua estratégia, até para beneficiá-los. Nesse caso, Goulart cometeu um erro estratégico.
      Concordo. Goulart e as esquerdas radicais tinham algumas ideias em comum, porém, isso não o coloca como fantoche desses grupos.
      Acho justa sua reinvindicação, e preciso ser mais claro. Na verdade, as esquerdas radicais são FANTOCHES de grupos econômicos que querem obter poder. Era destes que Goulart era um fantoche. Por exemplo, George Soros apoiou o Occupy Wall Street.
      O texto beneficiários e funcionais esclarece bem a questão:
      http://lucianoayan.com/2011/12/10/os-dois-tipos-de-esquerditas-beneficiarios-e-funcionais/
      Vou repetir: Jorge Ferreira pertence a uma vertente historiográfica que rechaça o ´´populismo“ por tal conceito ser elitista e retirar das massas qualquer tipo de racionalidade.
      Hioahioahaohoahioahoahao
      O cara confessa que a ressignificação de populismo por trabalhismo não passa de um jogo de palavras que omite o real significado de populismo. Aliás, como mostrei, trabalhismo PODE SER uma forma de populismo, portanto o termo trabalhismo não pode substituir populismo.
      Além do mais, as massas sempre foram usadas pelo poder. Qual o problema com isso?
      Goulart não era um populista, era um trabalhista. Já sei que você vai dizer que isso é uma ressignificação e blablabla.
      E demonstrei que é! 
      Não adianta chorar.
      Defender reformas sociais através da legalidade e da democracia é ´´estimular convulsões sócias para criar colapsos encomendados por esquerdistas?“ Por favor, filho, sem teorias da conspiração ou algo do tipo. Na época existiam sim vários conspiradores de direita e de esquerda, mas, não o Goulart.
      Onde eu usei o termo “conspirador”? Vai tentar enrolar o leitor de novo? Não percebeste ainda que está em um território onde nos acostumamos a demolir fraudes esquerdistas?
      Ademais, a postura de Jango em apoio aos “pobres trabalhadores agrários” (que poderiam causar um banho de sangue se suas demandas não fossem atendidas), junto com outras demonizações que ele fez em relação às empresas estrangeiras e industriais, era claramente um discurso de incitação à baderna, exatamente igual o discurso de Obama serviu como incitação aos Occupy Wall Street.
      http://lucianoayan.com/2012/11/27/um-documentario-para-irritar-os-esquerdistas-occupy-unmasked/
      Por favor, não confunda alhos com bugalhos.
      Repito: “O fato é que Goulart jogou alto demais. Mas os planos dele não eram diferentes dos de um Hugo Chavez da vida.”
      ATENÇÃO: ESQUERDA É A MESMA MERDA EM QUALQUER LUGAR
      O PADRÃO É O MESMO
      OS TRUQUES BUSCANDO PRETEXTOS PARA INCHAMENTO DE ESTADO SÃO SEMPRE OS MESMOS
      AS JUSTIFICATIVAS PARA BADERNAS, CONVULSÕES SOCIAIS E APOLOGIAS AO CRIME SÃO SEMPRE AS MESMAS
      É disso que o esquerdista vive!

      A CGT era a organização trabalhista mais importante da época, desprezá-la é um tremendo descuido. Sim trabalhadores passam a maior parte do dia trabalhando, porém, os mesmos têm interesses, inclusive políticos.
      Engraçado que os melhores trabalhadores não costumam gostar de sindicatos e tendem a ser agredidos quando não topam participar de seus piquetes. Aliás, pergunte a qualquer profissional de TI hoje o que acham de sindicatos como SINDPD!
      Sabe quem mantém essas instituições? O governo! Com leis como obrigatoriamente de pagamento de taxa sindical. Quem não quiser pagar, tem que escrever uma carta de próprio punho e ir lá no sindicato recusar o pagamento. Como quem trabalha as vezes não tem tempo de ficar um dia inteiro em uma fila para ser atendido no sindicato, desiste. A lei foi criada exatamente para, por desistência, garantir a entrada de grana no sindicato.
      Essa é a realidade sindical do Brasil…
      Agora, uma pergunta: sabe quando eu precisei de sindicato? Nunca.
      Nossa!!! Sua análise é tão auto justificada que não merece nem corroboração empírica não é mesmo? Assim fica fácil demais analisar qualquer processo histórico. Os países escandinavos que o digam!!!
      De novo o truque de apelar aos países escandinavos?
      Já refutei isso aqui:
      http://lucianoayan.com/2012/11/26/os-mitos-do-estado-de-bem-estar-social-da-suecia/
      Todas as teses, dissertações, artigos e livros produzidos sobre tal assunto foram escritos por esquerdistas? Menos, filho, bem menos.
      Eu vou repetir aqui para que todos vejam o quanto você é SAFADO! (e, por isso, não poderá mais postar por aqui, a não ser que poste a partir de agora como se fosse um Lorde Inglês – terá que ser formal, sem o uso da menor ironia, até, se quiser ter um post aprovado aqui)
      Olhem o que eu escrevi: “Sim, e eles foram escritos pelos esquerdistas.”
      Eu estava me referindo às “teses, dissertações, artigos e livros” que você queria usar como base para sua propaganda, e não a TODAS AS TESES, DISSERTAÇÕES, ARTIGOS E LIVROS sobre o assunto (o comportamento esquerdista).
      Além do mais, a biblioteca que mapeia o comportamento esquerdista (de fora da esquerda, ou seja, de direita) é bem extensa… Portanto, não faria sentido eu dizer que toda a biblioteca e produção intelectual “é de esquerda”.
      Sua desonestidade intelectual ultrapassou todos os limites aceitáveis.

      Por favor, fica o aviso: Se você desprezar a contribuição de Jorge Ferreira por PURA raivinha ideológica, é porque deve ter uma intelectualidade medíocre. Você pode até não concordar com Ferreira ou Carlos Fico, mas, como historiador, se você despreza-los por completa irracionalidade, a sua etiqueta de pseudo-intelectual estará estampada em naa testa.
      Mais um truque de encenação. Eu demonstrei um comportamento de Jorge Ferreira que é facilmente mapeável, e que se reproduzir com extrema facilidade – até por que gera capitalizações políticas para a esquerda. Mostrei que o truque de simular o Goulart como um “moderado, que buscava o acordo “ (Alguém já viu reuniões que busquem conciliação usarem ameaças veladas de derramamento de sangue? Se alguém já viu, me avisem, que todos os livros sobre negociação que eu tenho não deve servir para mais nada) não passava de um mero recurso psicológico.
      Ficar pedindo para eu aceitar o trabalho de Ferreira “por que ele trabalhou 10 anos investigando a história de Goulart” é apenas a falácia do apelo à piedade. “Oh, por favor, aceite meu trabalho X, eu passei 10 anos escrevendo…”
      Além do mais, eu não sou historiador, mas um INVESTIGADOR de qualquer alegação, incluindo alegações históricas, políticas, ideológicas, etc.
      Enfim, provei que Goulart era radical, que estava aliado com ideais da esquerda radical, que tinha apoio de grupos radicais, que o comício dele foi apoiado por muito menos pessoas do que a marcha de fato popular (de orientação conservadora, anti-comunista) que sucedeu-se pouco tempo depois, e daí por diante.
      Goulart não era diferente de um Lula ou Chavez. Um Obama, lá nos Estados Unidos, também vai pelo mesmo caminho, embora tenha mais classe. Mas no fim, dá tudo no mesmo: um padrão esquerdista de comportamento, que precisa de alguns padrões de rotinas de sustentação, e daí por diante.
      A esquerda de ontem é a esquerda de hoje, embora a atual tenha um arcabouço maior de truques.
      Sinto ter destruído os sonhos e ilusões de Felipe (mas basta algumas sessões de doutrinação em sala de aula, que a fé dele no esquerdismo vai ficar até maior), mas essa é a esquerda como ela é
      Abs,
      LH

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