Neo-ateus do blog Paulopes são trollados pela Nike e acham que comercial sobre livre arbítrio é… defesa de ateísmo! Acreditem se quiserem!

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Não sei se vocês perceberam, mas a grande tragédia que Richard Dawkins trouxe para amaldiçoar alguns ateus tradicionais (pois muitos tendem a nos confundir, ateus sadios, com os leitores dele) é a criação de um “ateísmo popular”, em que na maioria dos casos vemos muitos militantes agindo feito tietes que leem a Revista Contigo. Os leitores do Paulopes caem todos nesta categoria

Agora estão fantasiando a noção de que a Nike criou um “comercial ateu”. E babam de emoção ao assistir o vídeo acima, com o suposto comercial que traz Anderson Lima e Neymar. Nota-se que a discussão neo-ateísta foi para o nível da sarjeta definitivamente.

A matéria de Paulopes cita a frase do comercial: “faz tempo que a gente fala que Deus é brasileiro, mas grandeza não vem de cima”. Ué, mas até religiosos questionavam no passado a idéia de que “Deus é brasileiro”.

Em seguida, o vídeo diz que “a grandeza vem do nosso esforço, e não de uma força mágica ao nosso redor”. Mas novamente, os próprios religiosos já diziam que não adianta crer em Deus se não existir o esforço pessoal para a grandeza.

Outra evidência que Paulopes usa para dizer que o comercial é “ateu” está na frase “Pensar que grandeza é só para os escolhidos é o que te paralisa”. Aliás, não sei de onde o Paulopes tirou que essa é uma afirmação ateísta. Na verdade, é um discurso de quem acredita em livre arbítrio. E essa crença é originária da religião cristã.

Alguns darwinistas diriam que existem “escolhidos” sim, mas são os que tem melhores genes. Mas, é claro, talvez Paulopes e seus leitores não sejam darwinistas, ou, talvez, sejam darwinistas que vivem em duplipensar. Ou talvez tragam em seu íntimo uma mistura de deísmo, teísmo místico, teísmo tradicional, darwinismo de araque e crença em discurso de auto-ajuda? Fico imaginando que mistura eles conseguiram fazer em suas próprias mentes para fingirem para eles próprios que a Nike fez um comercial para os “ateus”.

Aliás, justiça seja feita: o comercial está mais com cara de espiritismo, misticismo new age e especialmente religião viking, aquela na qual a grandeza de cada um é definida pelos resultados. Para um viking, Odin não dá grandeza a ninguém, mas seleciona os “seus” pelas conquistas.

Seja lá como for, o que vemos nos leitores do Paulopes é o oposto de “grandeza”, mas sim um raciocínio de rebanho.

Alguns exemplos de “comemorações antes da hora” para vocês se divertirem:

  • Neo-ateu 1: “Comercial inteligentíssimo. Exaltou o homem e a marca Nike. E detonou a religião sem mencionar nenhuma nem usar símbolo de nenhuma delas. Arrasou!”
  • Neo-ateu 2: “A dignidade esta dentro de nos. A religião apenas sequestrou e se arrogou o direito de ser dona dela.”
  • Neo-ateu 3: “Adorei o comercial! Mas provavelmente vai causar certa indignação dos religiosos. “
  • Neo-ateu 4: “Vejo em breve cristãos protestando contra esse comercial pedindo a organização reguladora que tire ele do ar… e que a Nike se desculpe por tal comercial.”
  • Neo-ateu 5: “Brasil, um pais onde todo mundo é catolico, mas ninguem é praticante, mas a hora que alguem fala de ATEISMO ou AGNOSTICISMO, todos são grandes intendedores do assunto. Parabens para a nike, video fodastico.”
  • Neo-ateu 6: “kkkkkkkkkk Amei. Palmas pra Nike. “
  • Neo-ateu 7: “Sim, a mensagem está correta.”
  • Neo-ateu 8: “Parabéns para a Nike pela iniciativa!”
  • Neo-ateu 9: “Apesar de gostar mais da marca e dos produtos da Adidas (sou um maratonista amador), esse comercial ficou incrível. E não digo nem pelo suposto discurso ateu, mas porque essa é exatamente a minha filosofia de vida desde antes de ser um ateu. ‘Escolhido’?! Conta outra, vai…”

A alegria durou até que uma leitora os lembrou do seguinte: “O comercial é ótimo, mas não o “senti” como um comercial ateu. Me pareceu mais um tapa na cara dos acomodados, não apenas dos que esperam algo cair do céu, mas também dos que se vitimizam diante das circunstâncias.”

Outro, católico, afirmou: “Sendo ateu ou não, eu sou Católico, e coloco o que o comercial diz como livre arbítrio, acreditando ou não se Deus pode te dar alguma coisa (eu acredito, e muito), quem faz as escolhas é vc… Você pode escolher, ser grande ou não… basta querer…”

Em suma, os neo-ateus do Paulopes mais uma vez estão dando um mau nome aos demais ateus.

Agora, um pouco do papo reto de um ateu que despreza auto-ajuda: Garotada do Paulopes e do Bule, vocês não precisam torcer para a Nike criar um comercial “ateu”, vendendo a vocês Neymar e Anderson Silva, para se sentirem realizados como ateus. Também não precisam ficar o dia inteiro criando birrinha com religiosos. Basta ler autores como Schopenhauer e Gray para entender que há um ateísmo que supera em muito esse discurso de auto-ajuda e auto-humilhação rastejante de vocês (vivendo sempre na sombra dos teístas).

É por isso que neo-ateu tem que tomar eternos pés-na-bunda argumentativos.

Aos anti-humanistas: No Facebook, quem quiser ridicularizá-los com mais esse papelão, que façam o favor. Eles merecem!

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6 COMMENTS

  1. nike nada mais fez que comercio com modinha do momento para encherem seus bolsos com a grana de babaca manipulaveis eles dariam boa dia a macacos no comercial otario e quem sente emoção vendo e escutando messagens que seriam mais belas inventadas e vividas por nos mesmo , sou cristao mistico nao fui escolhido por Deus sou acredito no livre arbitrio oque da na mesma eu escolher a Deus ou Deus me escolher na matematica todos sabem a ordem dos produtos nao autera a soma, ja nao curtia muito a nike agora que eu vou continuar a minha politica de marcas regionais, parabens nilke por nada parabens atoas por mais nada tbm,

  2. Cara, que situação de vergonha alheia. Sou católico, e não consigo sentir a vergonha que um ateu tem ao ver os paulopistas se rebaixando tanto. eu sei que católicos também pisam na bola várias vezes, mas o engraçado dos paulopistas é que eles entram em uma situação vergonhosa e ridicula e ao mesmo tempo todos cheios de si. Essa é a parte mais engraçada.

  3. Opa, é isso mesmo gente! Favor lembrar das palavras de Olavo de Carvalho: Não vista a camisa de força do seu adversário.
    Lembremos que os neo-ateus, assim como qualquer outro esquerdista, são loucos para jogar a conta deles em TUDO que encontram pela frente.
    Lembremos que fanáticos vêem a ideia deles em TUDO!!

  4. Uma que pode gerar comentários interessantes: esta suposta gafe de Dilma expõe bem o lance do politicamente correto. Ela usou o protocolo normal para tais situações (“pessoas portadoras de deficiência”) e foi vaiada, passando a usar “pessoas com deficiência” e sendo aplaudida. Logo, até mesmo a gafe tornou-se algo a critério do receptor da mensagem, que pode ou não considerá-la como tal e usar em cima. Pode aqui cair em cima daquela história de simulação de falso entendimento, mas aqui ficando dentro daquela história de quererem capitalizar em cima.
    E nessa, ficou melhor quem continuou a usar termos como “cego”, “paraplégico” e “amputado”. Sim, assim como dizem existir diferentes feminismos, sendo que o que você diz a um pode não ser o que o outro aceitaria, agora temos diferentes politicamente corretos, com o mesmo grau de melindre quando são citadas palavras que constem na lista de termos malditos, mas que não constam nos de outros.

  5. Porque as igrejas não pagam imposto.

    Como pode algumas igrejas mais privilegiadas, as quais arrecadam tanto dinheiro quanto as empresas multinacionais não pagar imposto.
    A explicação é que para o governo, é interessante manter estas instituições isentas, pois elas são um grande sustentáculo que mantém o povo paciente e esperançoso em deliciar-se em uma vida futura, embora ninguém tenha certeza que exista tal vida após a morte.
    No congresso nacional, quando algum deputado apresenta um projeto sobre cobrança de imposto para as igrejas, imediatamente a bancada evangélica se levanta e impede a aprovação de tal projeto. Isso é muito engraçado para não dizer vergonhoso, pois nas igrejas eles não abrem mão do dizimo, mas quando são convocados a pagarem pelo menos uma parcela da sua grande arrecadação em forma de impostos para o governo, ai eles negam e esperneiam. Eles agem com dois pesos e duas medidas, seus seguidores não podem deixar de pagar o dizimo, mesmo sendo um velhinho aposentado e doente, ou alguém que ganha apenas o vergonhoso salário mínimo, mas eles se negam a contribuir mesmo arrecadando grandes fortunas.
    Para os que não sabem, as escolas particulares no Brasil são obrigadas a pagar altos impostos. Pergunto, qual é mais importante na nossa vida em sociedade, são as igrejas ou as escolas. Penso que nas escolas é onde buscamos conhecimentos, os quais serão utilizados por toda nossa vida, sem isso estaríamos mergulhados na mais profunda ignorância.
    Será que só preparo religioso levaria alguém a progredir na vida? Será que uma pessoa em sã consciência arriscaria não procurar nenhuma escola e freqüentaria somente a sua congregação para adquirir conhecimentos?
    Nós podemos viver bem sem sermos religiosos, mas não podemos viver bem sem o ensino. As pessoas sem religião, as quais somente procuram as escolas, conseguem levar uma vida normal, desde que sejam honestas e trabalhadoras. Essa é uma prova de que as escolas são mais importantes que as igrejas. Diante deste quadro, podemos perguntar, porque as igrejas não pagam impostos e as escolas pagam?

    Paulo Luiz Mendonça.

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