Blogueiro do site “Consciência” perde todo o juízo ao tentar refutar Morgan Freeman… o resultado é de causar vergonha alheia!

5
74

@

O blogueiro humanista Robson Fernando de Souza abriu sua maleta de clichês para atacar um vídeo em que Morgan Freeman ridiculariza militâncias esquerdistas (como o tal “movimento negro”) que apelam ao vitimismo e o coitadismo para suas capitalizações políticas.

Antes que eu continue, vejam o vídeo em que Morgan Freeman é entrevistado por Mark Wallace:

@

Agora, podemos prosseguir…

Robson fica irritado por Morgan Freeman ter falado que a história dos negros não pode ser “relegada a um mês”. Morgan está plenamente justificado em sua opinião, até por que ele é um sujeito que, ao invés de apelar ao vitimismo eterno, lutou pelo que queria. Aliás, ele é um dos atores mais bem pagos do cinema mundial. O apelo de Freeman fica implícito mas é óbvio: ao invés de vitimismo, por que não lutar pelos seus ideais? Bem melhor que viver colocando culpas nos outros, não?

Robson afirma que os negros sofreram horrores, por terem sido escravos por muito tempo. Isso é verdade, mas brancos norte-americanos também sofreram muito, tanto que lutaram por sua independência. E ainda que tenham sofrido com escravidão ou guerra, NÃO SOFREM MAIS. Agora é hora de erguerem a cabeça e lutar. Ficar com “mês de conciência negra” para um bando de pessoas em plena saúde é no mínimo patético. Mais patético ainda é ele comparar a situação dos negros com a dos cadeirantes. Não sei se ele percebeu, mas foi extremamente ofensivo aos negros, pois o nível de sofrimento de alguém que é plenamente capaz, enquanto um outro tem sua capacidade afetada (sim, isso é um sofrimento de fato para muitos cadeirantes) é incomparável. Falta a Robson senso de proporções.

Só que nada é mais ridículo quando ele diz que os “movimentos de orgulhos” das minorias são justificados, mas daqueles que pertencem a uma maioria não. Segundo ele, por causa de “dívidas históricas”, minorias que já foram oprimidas tem legitimidade em seus movimentos de “orgulho”, ao invés dos membros de maiorias políticas. Claro que ele jamais chega perto de justificar seu argumento, pois o que ele traz não é nem sequer um argumento, mas um clichê emocional manjadíssimo, que já passou da hora de ser devidamente estraçalhado. E é o que farei aqui.

A coisa é mais simples do que parece. “Dívidas” são assumidas entre pessoas que fazem contratos entre elas, e não por grupos sociais. As pessoas que possuem “dívidas” com negros por causa da escravidão já morreram. E os negros “oprimidos” pela escravidão também já estão mortos. Não se pode chegar ao João da mercearia da esquina, que é branco, e dizer que ele tem uma “dívida histórica” com o Márcio, seu cliente negro, por causa de escravidão. Pois João não escravizou ninguém, e Márcio jamais foi escravo.

Outro ponto que refuta o argumento de Robson é que o “orgulho” sentido por alguém é sempre subjetivo, portanto cada um se orgulha do que quiser. Claro que um movimento de “orgulho branco”, surgido a esmo, não é injustificável, mas pode ser considerado inócuo. Mas não é o caso da sociedade atual, onde um movimento que se auto-intitula “orgulho negro” é extremamente ofensivo aos brancos, criando ódio racial, quando deveria fazer exatamente o oposto. Como já mostrei, esse é o caso de um vídeo da Renajune extremamente ofensivo e provocativo em direção aos brancos. Se há opressão, ela pode existir hoje tanto de um negro contra um branco, quanto de um branco contra um negro. E se alguém quer reagir e expor seu “orgulho”, que o faça. Não é o Robson que define as prioridades de cada um.

Dos exemplos citados por ele, só não vejo justificativas para um movimento de “orgulho do não-cadeirante”, até por que não existe um movimento de “orgulho cadeirante”. Mas se eu estiver enganado e de fato existir um, será que o suposto “movimento de orgulho cadeirante” é desaforado e ofensivo em relação aos não-cadeirantes? Se for, aí Robson perde definitivamente o seu único exemplo em que teria alguma justificativa.

E quanto aos ateus, as feministas, o movimento LGBT e o movimento negro? Primeiramente, nenhum dos movimentos representam suas classes, mas sim pessoas específicas de sua classe. Neo-ateus não representam os ateus, as feministas não representam as mulheres, o movimento LGBT não representa os gays e o movimento negro não representa os negros. (Morgan Freeman é um exemplo disso, em relação ao movimento negro, e, como ateu, eu sou um exemplo de que o neo-ateísmo não me representa)

Mas esses “movimentos” podem criar (e geralmente criam, até por sua falsa autoridade moral obtida por décadas e décadas de coitadismo), a tendência a serem desaforados com as classes contra as quais se opõem. Com isso, feministas ofendem muitos homens, neo-ateus ofendem muitos não-ateus, adeptos do movimento negro ofendem muitos brancos (aliás, quem já viu o poema incitando os negros a estuprarem as brancas e canibalizarem os brancos no site da Renajune?), e gayzistas ofendem muitos heterossexuais. Simplesmente por que resolveram aderir à guerra de posição, e, como de costume, fazem o uso da ridicularização contra o adversário.

Com isso, os grupos atingidos podem de MANEIRA LEGÍTIMA se sentir ofendidos, e, portanto exercer manifestações de orgulho, que poderiam até ser tachadas como “bobas” em um cenário anterior a esses movimentos artificiais criados pela esquerda, mas agora, depois de tanta obtenção de autoridade moral injutificada pelos “antigos oprimidos” (e os grupos de esquerda que capitalizam em cima dessas falsas “vítimas”), estão legitimados em suas reações. Movimentos de teístas orgulhosos por seu teísmo, pronto para responderem às ofensas e ataques dos neo-ateus, não só são legítimos como urgentes. Homens masculinistas (e não machistas), revoltados com os excessos das campanhas feministas, estão legitimados a responderem atos ofensivos como este ataque feito nesta marcha das vadias. E quem for branco e se ofendeu com os vídeos e poesias da Renajune, também! Claro que Robson não tem um argumento para dizer que um negro tem direito ao orgulho, enquanto “parte de um grupo”, mas o branco não.

Como se esses absurdos não fossem suficientes, Robson diz que a “pior parte” da declaração de Freeman é quando este diz que para resolvermos o problema do racismo, os negros e brancos deveriam parar de falar nisso. Segundo Robson, isso seria “se iludir com a idéia de que o racismo deixaria de existir se as pessoas não falassem mais nisso”.

Mais uma vez, o vitimismo de Robson é tão grande que ele não foi sequer capaz de perceber o que Freeman de fato quis dizer. O que o ator quis dizer é que quanto mais os negros (e brancos) lutarem para serem eles mesmos, e não “representantes de uma raça”, mais eles conseguirão superar este estigma. Como? Simples demais, e novamente vamos ao exemplo de Freeman: eu o admiro como ator. Mas Freeman tem minha admiração por ser um ator, e não um “ator negro”. Ou seja, ele lutou para conquistar seu espaço e ser reconhecido pelo que ele é, e não por sua cor. Ele quer ser visto por suas grandes atuações, e não por “peninha” de um passado histórico de escravidão que ele jamais sofreu. Essa é a mensagem que ele quis transmitir!

O mesmo vale para gays, heterossexuais, ateus, teístas, mulheres, homens, cadeirantes e não-cadeirantes! A luta para superarmos preconceitos não é pelo vitimismo de um lado junto com postura de ataque em direção ao outro, mas sim pela luta individual para que qualquer um conquiste a admiração da sua classe (e da outra) não pelo fato de alguém ser de uma classe, mas sim pelos seus méritos. Por isso, Robson só tem a prejudicar os negros, pois tenta capitalizar em cima de seu vitimismo doutrinado por professores de esquerda, enquanto Freeman só tem a ajudá-los, pois conquista a admiração de negros e brancos e é lembrado não como um “ator negro”, mas um “grande ator”.

Robson conclui dizendo que o racismo é um problema cultural, e eu concordo com ele. Só que a forma de mudar a “cultura” de um povo flui muito melhor pelo ato de homens e mulheres, brancos e negros, gays e heterossexuais, ateus e teístas lutarem por seus objetivos, ao invés de apelarem para coitadismos. Se algum negro achar que não é suficiente, então que use isso como motivação ADICIONAL para lutar mais ainda, ao contrário de querer ser continuamente lembrado como “um negro oprimido”. Isto, aliás, é dinâmica social. Influenciamos os outros a mudarem suas concepções sobre nós mais pela admiração que conquistamos do que por mensagens como “tenham peninha de mim”.

Por isso, os “movimentos negros”, que pedem cotas e capitalizam em cima de choradeiras, não tem feito nada para diminuir o racismo, mas sim para amplificá-lo, criando ao mesmo tempo um racismo de negros contra brancos, além de prejudicar a imagem dos negros. Em direção exatamente oposta, Morgan Freeman torce para que negros vivam como se o racismo não existisse (mesmo que ele de fato exista, em algum grau, e de ambos os lados), buscando reconhecimento por méritos, ao invés de “pagamento de dívidas históricas”. Não é preciso nem de dinâmica social para saber qual dos dois tem mais a fazer em prol de seu grupo, não?

Anúncios

5 COMMENTS

  1. O nível foi tão baixo que até o pessoal do bule reclamou: “o bule anda muito fraco”
    O Gabriel Rodrigues disse: “Fim do ano brother, o bixo ta pegando pra todo mundo, como o bule não gera renda, fica por último na lista de prioridade dos autores… Daqui a pouco o stress passa e devem começar a surgir uns artigos mais bacanas…”

  2. Aquela lucidez e dignidade que Morgan Freeman reflete em seus papéis parece coincidir com a sua personalidade real. Além disso, ele tem estilo (show de bola aquele brinco, rsrs). Minha família sempre foi fã dele, desde o clássico “Meu querido Professor”.

  3. Uma ótima refutação de Luciano, pois não há dívida nenhuma a se pagar por parte dos brancos (não sou branco, mas justiça seja feita). Outro negro que não aceitou entrar nesse grupo esquerdista, é Agnaldo Timóteo. Ele ainda vai mais longe, dizendo que os verdadeiros discriminadores da raça negra são os próprios negros. Já Morga Freeman dá um sábio conselho:
    Entrevistador: Se vc é contra o mês da C.N. como acabar com o racismo?
    Freeman: Parando de falar sobre isso. 😉

  4. Luciano, concordo integralmente com você.

    Nada obstante, além das razões já apontadas no seu texto, há ainda, o ARGUMENTO JURÍDICO que invalida totalmente esse despropósito da desafortunada “Dívida” a que faria jus o “movimento negro”. Ora, em Direito Penal existe o Princípio da Intranscendência, também denominado Princípio da Pessoalidade ou da Personalidade da Pena, segundo o qual só e somente só o CONDENADO poderá responder pelo ato praticado.

    Esse princípio encontra fundamento na Constituição da República (artigo 5º, inciso XLV), segundo o qual “nenhuma pena passará da pessoa do condenado”.

    Ora, como você já adiantou no seu artigo, quem cometeu o “crime” de escravizar, já morreu; da mesma forma, todos aqueles que foram escravos, já pereceram.

    Sendo assim, somente aqueles que escravizaram é que teriam de responder pelo ato de escravizar, e apenas os escravizados é que poderiam ser ressarcidos (sob qualquer aspecto) pelos gravames que suportaram.

    Desse modo, o argumento da “Dívida”, tão propalado pelo “movimento negro”, quer impor pena a quem não cometeu o crime, fazendo recair sobre inocentes a culpa por atos que não cometeram. Por outro lado, o apontado “movimento” pretende que pessoas que não foram as vítimas, beneficiem-se de injustos que nunca sofreram.

    De se acrescer que, até mesmo o criminoso só responderá pelo delito que cometeu após CONDENADO, ou seja, depois de responder a um “Devido Processo Legal”, em que se lhe garanta a Ampla Defesa e o Contraditório.

    O “movimento negro”, com o malsinado argumento da “Dívida”, aproxima-se de ditadores que infligem pena àqueles que nunca foram autores de crimes, sem a observância dos mais elementares Direitos Fundamentais.

Deixe uma resposta