A desonestidade das organizações LGBT em sua capitalização em cima de uma briga de rua comum: o caso de André Baliera

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A vida em uma sociedade pós-gramsciana (não aquela que tenha superado o gramscismo, mas seja obrigada a viver de acordo com as regras dele – e este é o caso de toda a sociedade ocidental) é toda envolvida em política. A diferença é que os esquerditas aprenderam isso melhor que os direitistas, e por isso conseguem obter mais resultados nessa nova sociedade. Esse é o “gap” que defendo que seja corrigido.

Esta nova sociedade só tem espaço político (em termos de participação democrática) àqueles que utilizam o ceticismo político em relação aos seus adversários. Caso contrário, a tendência é que estejam construindo para si próprios destinos similares aos dos judeus na Segunda Guerra Mundial. Exatamente por isso, defendo mais malícia aos conservadores de direita, uma vez que os esquerdistas dominam a arte da capitalização política. Nesse novo mundo a ingenuidade é o pior de todos os pecados.

Não há nada além de capitalização política, com truques psicológicos os mais sujos e baixos possíveis, na abordagem da mídia a respeito da agressão praticada por dois fisioculturistas (Diego Mosca Lorena de Souza e Bruno Paulossi Portieri) contra André Baliera,  na Avenida Henrique Schaumann, em Pinheiros, São Paulo, em 03/12.

O truque é simularem que foi uma “agressão por homofobia”, e daí darem uma atenção ao caso de maneira muito maior do que ocorreria em relação aos diversos casos de agressão ocorridos diariamente.

O fato é que André não foi agredido por ser gay. Ele sofreu algum tipo de provocação e resolveu revidar. Conforme o próprio André afirma, segundo matéria da Veja: “Assumo que trocamos ofensas. Mas a atitude deles era de como se bater em alguém fosse a coisa mais comum do mundo.”

Mas esperem, aí, então o próprio André confirma “troca” de ofensas? Que eu saiba, André poderia ter algo em seu favor caso resolvesse “seguir seu rumo” a partir do momento em que um dos fisioculturistas disse-lhe isso: “Está olhando o que seu viado? Segue seu rumo sua bicha”.

Até este momento, ele tinha um caso de ofensa do oponente em mãos, e poderia acusá-los de ofensa, mas observem exatamente o que André afirma, segundo texto do Notícias Rio Brasil: “Mas eu não consegui seguir meu rumo e começamos então uma troca  de ofensas. Tudo aconteceu no tempo  de um semáforo. Foi aí que ele saiu do carro e fiquei muito assustado. Fiz menção de que ia pegar uma pedra e o Diego entrou na história. Ele começou a me bater feito um animal.”

Como é? O sujeito “não conseguiu seguir” o seu rumo e então resolveu abrir um confronto de ofensas e depois diz que sua agressão foi resultante de “homofobia”? Não, não foi. Sua agressão foi resultante de um confronto aberto de ofensas, do qual André topou participar por sua conta e risco.

Isto não muda o fato de que os agressores devam ser punidos, mas sim que André resolveu dar-lhes um atenuante (ao invés de um agravante) por que resolveu participar de um confronto de ofensas.

Uma simples investigação já foi o suficiente para demonstrar que toda e qualquer capitalização da comunidade LGBT dizendo que foi “agressão por homofobia” é no mínimo uma grande piada, e, bizarramente, está sendo levada a sério pelos esquerdistas e, mais grotescamente ainda, encarada como um fato por muitos direitistas.

A partir daí, todo e qualquer subterfúgio passa a fazer parte do cardápio da esquerda. O leitor Cidadão citou o texto do Sakamoto, que, como não poderia deixar de ser, usa um fato simples de briga de rua para tentar achar problemas em todos os lugares, de forma a arrumar a sociedade.

Eu não poderia fazer melhor que o leitor ao citar os absurdos de Sakamoto, e faço-o aqui:

Logo, ou motoboys, policiais e populares injuriados não são membros da sociedade ou a culpa continua sendo dos dois valentões e não de toda a sociedade, o que incluiria o Sakamoto e todo o resto dessa entidade abstrata que só existe porque existem pessoas em constantes interações. E, lendo o texto do blogueiro em questão, veremos que ele também começa a querer pôr outras coisas na receita, como:

1) Dizer que é culpa da sociedade um suposto caminho inescapável de quem pratica crimes;

2) Dizer que é preciso que o homem seja homem e não seja macho, sendo que homem é como chamamos o macho de nossa espécie e muitos foram os homens heterossexuais que se puseram no lugar de André Baliera, o que não significa ser sentimental como prega o texto de Sakamoto, mas sim não ser complacente com injustiças que ocorram com o próximo, independente de quem seja;

3) Insinuar que homens são ensinados a ser agressivos desde pequenos, quando na realidade sempre aprendemos a conter nossa agressividade e moderar nossa força;

4) Insinuar que heterossexuais querem matar homossexuais supostamente porque eles seriam mais sentimentais e isso seria contrário a ser homem e precisaria ser eliminado;

5) Insinuar que sentimentais seriam mais homens. Ao que me consta, nada tinham de sentimentalismo os policiais que contiveram os grandões e os motoboys que estavam de prontidão para proteger o agredido.

Enfim, André Baliera foi vítima de uma agressão, mas também merece um puxão de orelha por ter entrado em uma discussão de ofensas que, como sabemos, é a abertura para novas fases de confronto – quem entra em um confronto deste tipo, está lançando um sinal de que está pronto para que o conflito chegue às vias de fato. Ao contrário, se ele tivesse “seguido seu rumo”, poderia ter gravado toda a cena e registrado um B.O. por ofensas. Como seu “temperamento” não o deixou fazer isso, resolveu extender o conflito à troca de ofensas, o que culminou em sua agressão. Atenção: a agressão não é justificada, mas ela simplesmente não mais ocorreu contra “um gay que passava pela rua”, mas sim contra alguém que estava ofendendo e sendo ofendido, ao mesmo tempo. A agressão, portanto, não é por homofobia, mas sim por confronto de ofensas.

Assim, mesmo que os agressores estejam errados, não é moralmente justificável que André fique tirando fotos fazendo cara de coitadinho por causa e um band-aid na testa, fingindo que “é vítima de homofobia” e que seus oponentes são “pessoas que tentaram cometer um assassinato”. Exemplos das fotos em estilo “gato de botas do filme Shrek”:

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Como lembrou o leitor Cidadão, parece que nem mesmo André quer jogar a conta sobre os heterossexuais como um todo:

Entretanto, as organizações LGBT já o transformaram em um “mártir da causa gay”, e, ingenuamente, muitos da direita não estão percebendo o truque.

Aliás, uma análise nua e crua de toda a situação é o suficiente para demolir todos os argumentos contra a causa gayzista. Pois, se os agressores de André foram presos e vão responder por “tentativa de homicídio”, isso significa que se um travesti agredir um heterossexual receberá o mesmo tratamento? Se não receber, onde está a “homofobia” da sociedade? E se o próprio André reconhece que vários heterossexuais o ajudaram, cade a “homofobia” da sociedade?

Como se nota, o ceticismo político esmaga todo o esquerdismo. Basta aproveitarem.

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5 COMMENTS

  1. Não sei, mas que eu saiba, só o fato de os bombados terem iniciado uma provocação já os tira da razão, né? O errado não foi ele ter reagido a provocação, o errado foi eles terem provocado a vítima. Se começaram a provocação chamando-lhe “bicha”, sim, é homofobia e discriminação.

    • Ian,

      Eu recomendo reler o meu texto. Eu disse que a provocação PODERIA (atenção para o “poderia”, pois não temos evidências ainda) ter sido por algum motivo que esteja relacionado a preconceito, embora não homofobia. A qualificação de “homofobia” não depende de que alguém chame o outro de bicha, assim como um gay chamar o outro de machão não configura heterofobia.

      Entretanto, se o sujeito não tivesse reagido à provocação, somente teríamos os fisioculturistas podendo ser acusados de QUALQUER COISA. Mas o próprio sujeito confessou que quis levar o confronto para a fase 2, onde os dois lados se provocam mutuamente, e o objetivo disso, é claro, é levar à irritação da outra parte.

      A partir deste momento, o jogo de provocações é o estopim da agressão.

      Essa regra vale não só para ele, como para qualquer um, seja homossexual ou heterossexual.

      Abs,

      LH

  2. “5) Insinuar que sentimentais seriam mais homens. Ao que me consta, nada tinham de sentimentalismo os policiais que contiveram os grandões e os motoboys que estavam de prontidão para proteger o agredido.”

    Hadouken!!

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