Andrea Bocelli diz ter recebido apenas R$ 352.000 de show em Florianópolis que custou R$ 2,5 milhões… mais um resultado do esquerdismo

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Fonte: UOL

O tenor italiano Andrea Bocelli disse à Justiça de Santa Catarina que recebeu apenas R$ 352 mil dos R$ 2,5 milhões que teriam sido pagos, segundo a Prefeitura de Florianópolis, por um show cancelado no Réveillon de 2009 na cidade. O empresário do cantor levou outros R$ 88 mil, elevando para R$ 440 mil as despesas com ele.

A informação dos valores está no depoimento do cantor prestado na noite dessa quinta-feira (13), no camarim do show que realizou no Jockey Club de São Paulo. Um oficial de Justiça e um intérprete tomaram o depoimento dele, com a mulher do artista como testemunha.

Bocelli disse que recebeu US$ 200 mil (na cotação da época, R$ 352 mil). O cancelamento foi decisão da prefeitura, não do cantor. Críticas na imprensa e ações na Justiça sobre gastança na festa da virada causaram o corte.

Em 9 de agosto passado, o TCE pediu a responsabilização do prefeito Dário Berger (PMDB), dos ex-secretários Augusto Hinckel, Mario Cavallazzi e Aloysio Machado Filho, além da empresa Beyondpar, organizadora do evento, por improbidade administrativa.

O conselheiro Salomão Ribas Junior pediu investigações para saber a quantia exata recebida por Bocelli – agora se sabe, de apenas R$ 352 mil. Em entrevistas na ocasião, Ribas disse que era preciso esclarecer “se se tratou de um show caro ou se houve desvio de recursos”. Hoje, ele não estava disponível. A assessoria do prefeito Dario Berger, que deixa o cargo no fim do mês, não retornou as ligações do UOL.

O depoimento de Bocelli foi pedido pelo juiz Alexandre Rosa, da 4ª Vara Criminal de Florianópolis, numa ação criminal que corre em segredo de Justiça. O objetivo era saber por que houve dispensa de licitação na contratação do show. A resposta de Bocelli sobre os valores recebidos poderá agora servir ao TCE e à 4ª Vara.

Meus comentários

Mais um da série “coisas que só os esquerdistas podem fazer por você”. A esquerda defende que o estado invista em tudo, até em eventos culturais. O resultado, como não poderia de ser, é a criação de oportunidades para que o dinheiro seja mal utilizado e “coisas estranhas” ocorram. O prejudicado, como sempre, é o pagador de impostos.

Qualquer um que atue em processos organizacionais sabe que quanto mais processos inúteis e desnecessários surgem, mais oportunidades para “erros” acontecem. Se um processo é inócuo e não gera valor, a filosofia Lean Six Sigma diz: elimine-o. Simples assim.

Ao contrário, os esquerdistas querem que o estado tome conta de tudo, até do investimento em artistas para shows em datas festivas. Alguns deles rebatem, empolgados: “Mas esses eventos geram dinheiro para a cidade! Então é preciso investir neles?”. Mesmo que seja necessário investir nestes eventos, quem disse que tem que ser um investimento do Estado e não de empresas privadas que patrocinem o evento?

É claro que não há justificativa alguma para que o estado gaste dinheiro com Andrea Bocelli. É a iniciativa privada que deve fazê-lo. Esse dinheiro seria muito mais bem gasto em segurança pública, que, aliás, deveria ser a função central do estado.

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