Argentinos colhem o que plantaram: Onda de saques deixa dois mortos na Argentina

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Fonte: Estadão

BUENOS AIRES – Pelo menos duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas na madrugada desta sexta-feira, 21, em Rosário, em meio à onda de saques que abala várias cidades argentinas desde a vèspera. Os dois mortos foram vítimas de armas de fogo. A polícia de Rosário informou que não usou munição letal na repressão aos saques.

O foco inicial dos ataques foi Bariloche. Depois, houve saques também na cidade industrial de Campana, na Província de Buenos Aires, onde o assalto a estabelecimentos comerciaiss por parte dos moradores da área continuou de madrugada. Ocorreram incidentes também na cidade de Concepción del Uruguay, na Província de Entre Rios.

Segundo as autoridades de Bariloche, os saques não foram realizados por questões sociais, mas sim, políticas. A cidade, famosa por ser um dos principais polos turísticos do país, sempre teve tensões sociais elevadas, com grandes bairros pobres na parte alta de Bariloche, longe da área turística.

As tensões aumentaram depois que a cidade teve problemas no fluxo turístico em 2009 pela gripe A e em 2010 pelas cinzas do vulcão chileno Puyehue. Em 2010, incidentes em Bariloche nas áreas pobres da cidade tiveram um saldo de três jovens mortos por balas disparadas pela Polícia. Grande parte dos comércios das áreas mais pobres de Bariloche está fechada hoje. As forças da Gendarmería, enviadas desde Buenos Aires, começaram a espalhar-se hoje em vários setores da cidade. Enquanto isso, na província de Buenos Aires, Cláudio Rodríguez, secretário de gabinete de prefeitura de Campana, afirmou que existem mais de cem pessoas detidas que terão que declarar quem os convocou.

Meus comentários

A situação à beira de um colapso, criada intencionalmente por Cristina Kirchner, obviamente ia dar nisso.

Ontem um amigo disse: “A Cristina agora está comendo o pão que o diabo amassou”. Na verdade é o inverso: são os argentinos que estão comendo o pão que o diabo amassou, pois Kirchner está dando risadas de orelha a orelha.

É preciso de muita ignorância em política e história para não ter a noção de que crises como essas são sempre benéficas a um governo esquerdista. Essas crises são aquelas que dão mais poder a um governo, pois com essa solicitação de poder adicional garantirão que resolvem a situação de caos.

Cristina Kirchner se revela uma esquerdista com uma estratégia ainda mais refinada que a de Hugo Chavez.

Por caírem neste truque, os argentinos (mas não a turma da Cristina Kirchner) pagarão o preço de sua ingenuidade.

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1 COMMENT

  1. Um adendo a essa história: os sindicatos locais acusam o governo de ter incitado os ataques e o governo acusa os sindicatos do mesmo. E já há relatos de saques em outras cidades do país, o que pode indicar, caso a coisa esteja mesmo organizada, que a próxima cidade seria a própria Buenos Aires, em um padrão de movimento do interior à capital.

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