No duelo político, quem puxa o revolver deve estar pronto para atirar

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Em um post recente elogiei o Aforista (que vez por outra comenta aqui neste blog), pelo uso da terminologia correta ao tratarmos a ATEA e os neo-ateus. Depois deste post, vi mais de uma vez teístas e ateus anti-humanistas declararem nas redes sociais que a ATEA era uma organização criminosa. Isso é um efeito positivo, e estamos no caminho certo.

Alguns foram além e já ameaçaram com processos, e é aí que temos que entender um aspecto central da guerra política. Se for para ameaçar com um processo, é preciso estar pronto para entrar com uma ação judicial.

Uma coisa é chamar um grupo de organização criminosa, e isso todos os grupos de neo-ateus (não confundir com ateus tradicionais, como eu) são. Eles sabem disso e ficam todos pianinho quando os tratamos com a terminologia adequada. Uma outra coisa é entrar em um debate dizendo que está pronto a lançar uma ação judicial.

Neste caso, sempre existe o risco do outro lado afirmar “Eu duvido que você vá entrar com qualquer ação!”. Caso surja este desafio, e se ele não for respondido à altura com uma ação judicial, o lado que ameaçou processar perde politicamente.

Notem que eu defendo o uso dos processos judiciais, pois eles são parte essencial da guerra política, e infelizmente são utilizados pelos esquerdistas em muito mais quantidade do que pelo pessoal da direita. Entretanto, em muitos casos a ação judicial sem ameaça é melhor do que aquela antecedida por um aviso.

Obviamente que, depois da ação aceita (como, por exemplo, no Ministério Público), o negócio é divulgá-la o máximo que possível.

Em todo caso, ao adentrarmos a guerra de processos (que é parte fundamental da guerra política), tenha em mente uma das máximas que já vimos em filmes do Clint Eastwood: quem puxa o revólver, deve estar pronto para atirar!

Obs.: E já fique claro que isto é uma metáfora para a situação em que alguém ameaça processar, e, portanto, deve levar o processo adiante – na guerra política, sempre é bom prevenir antes de remediar, pois esquerdistas poderão simular falso entendimento para dizer que estou incitando violência física, quando nem de longe tratei de qualquer aspecto da realidade envolvendo tiros de revólver, facadas, estilingadas, socos ou pontapés.

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