ATEA defende formalmente a prática de fraudes intelectuais e comprova mais uma tese deste blog

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O texto abaixo foi publicado na página da ATEA, e é endossado pelos líderes da organização. Ele ensina a seus militantes a ridicularizar pastores de rua. Sem problemas quanto a ridicularização em si, pois essa é uma das regras do jogo político, que os oponentes do neo-ateísmo também deveriam fazer em retorno. Mas o detalhe aqui é que encontrarmos uma defesa formal da práticas de fraudes intelectuais.

Vejam:

Como trollar um crente que entrega bíblias pelas ruas, escolas, etc.

Quando ele te der o livro você pergunta:
*O que é isso?
Ele responde:
*É a bíblia
Você diz:
*Não, obrigado
Ele vai querer saber o por que da recusa e você diz:
*Sou Ateu
Nesse momento poderá haver um silencio e com certeza virá o “sermão da montanha” tentando te converter e mostrar que VOCÊ é seguidor do mal.
Depois de ouvir, pegue o livro e diga:
*Certo, deixa eu conhecer a “palavra”.
Abra o livro em Salmos 137:9 e leia em voz alta:
*”Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras (1).
Salmos 137:9″
Olhe para ele com cara de assustado (meio cenográfico) (2) e diga:
*Esta é a palavra do seu deus? Eu não quero isso nem de graça!
*Saia indignado olhando para trás algumas vezes como se não entendesse, mas não deixe ele tentar se explicar (3), pois, como eles acham que podem nos julgar sem ao menos nos conhecer, nós podemos devolver com a mesma moeda.

Observem os colchetes, que são pontos importantes dessa investigação de discurso.

Em (1) temos a suspeita de que a Bíblia está sendo retirada do contexto. Ok, é uma suspeita por enquanto. Vamos em frente.

Mas em (2) observem que o neo-ateu alega que está sendo feita uma encenação. Isso fica explícito na expressão “meio cenográfico”, o que é a dica formal de fingimento.

Em (3) a suspeita vista em (1) se materializa, pois o neo-ateu sugere “não deixe ele tentar se explicar”, e, como em (1) tínhamos a citação fora do contexto, a idéia é praticar a fraude, mas sair simulando uma falsa indignação a partir de um falso entendimento simulado.

Quer dizer, em um pequeno texto a ATEA comprova uma das teses principais deste blog: os esquerdistas de qualquer tipo, incluindo os neo-ateus, se reúnem em grupo e combinam AS MENTIRAS QUE ELES VÃO UTILIZAR na guerra política.

Lembro que no passado, me disseram: “Luciano, acho um exagero você dizer que os esquerdistas se reúnem para combinar as mentiras que vão utilizar contra os adversários”.

Como demonstrei aqui, não exagerei.

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3 COMMENTS

  1. Eis o Salmo 137, segundo a versão Almeida Corrigida:

    137:1) Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar, recordando-nos de Sião.
    137:2) Nos salgueiros que há no meio dela penduramos as nossas harpas,
    137:3) pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções; e os que nos atormentavam, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
    137:4) Mas como entoaremos o cântico do Senhor em terra estrangeira?
    137:5) Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.
    137:6) Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se não me lembrar de ti, se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
    137:7) Lembra-te, Senhor, contra os edomitas, do dia de Jerusalém, porque eles diziam: Arrasai-a, arrasai-a até os seus alicerces.
    137:8) Ah! filha de Babilônia, devastadora; feliz aquele que te retribuir consoante nos fizeste a nós;
    137:9) feliz aquele que pegar em teus pequeninos e der com eles nas pedra.

    Esse salmo se contextualiza durante o exílio dos poucos judeus que sobreviveram ao massacre promovido por Nabucodonosor em 538 a.C. Herdeiros da crueldade assíria, os soldados babilônios trataram os judeus de forma inaceitável até para os padrões da época: estupros sistemáticos, grávidas cortadas ao meio, bebês e criancinhas arremessadas dos penhascos, mutilações, empalações e esfolamentos – sem distinção de sexo ou idade.

    A opressão derradeira do vencedor era forçar os sobreviventes – invariavelmente acometidos de estresse pós-traumático – a entoar canções comemorativas de sua terra natal, agora devastada.

    Na cultura da antiguidade, o milenar talião imperava como a forma de justiça mais lógica e justa. Essa visão ainda perdura em nossos dias: quantos contemporâneos nossos quando diante de barbaridades não reclamam justiçamentos até mais bárbaros que as atrocidades de psicopatas.

    Por fim, esse assédio fictício simulado acima pela ATEA nada tem a ver com os métodos de abordagem p/ evangelização.

  2. A recusa voluntária em entender (e aceitar) a interpretação correta do texto bíblico, para tentar legitimar distorções hermenêuticas (com intuito de descredibilizar a Bíblia) é regra prática entre neo-ateus.
    É, como se diz por aí: “Texto fora de contexto é pretexto pra heresia.” E é exatamente isso que Richard Dawkins faz no livro “Deus um delírio”.

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