Uma tática para devastar a apologética neo-ateísta: a tática Prometheus

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Engineer

Quando um neo-ateu faz sua apologética, tentará arrumar contradições para Deus e a Bíblia a todo momento, mas sempre o fará com o uso de alguma fraude intelectual. (Isso não significa que eu queira provar a existência de Deus. Aliás, demonstrar a lógica ou não de um pensamento não é mesmo que a definir comprovação ou não da existência de Deus)

Além do mais, o neo-ateu é incapaz de perceber o quanto está sendo ridículo em sua atuação, e tudo isso fica facilitado pelo aspecto “nublado” do escopo de existência de Deus. Por exemplo, a Bíblia não diz onde Deus vive, o detalhe de suas motivações e daí por diante. Em torno destes aspectos pouco detalhados, fica fácil para o neo-ateu criar situações de contradição no comportamento de Deus, e, em seguida, usar essas alegadas contradições para constranger um cristão, judeu ou islâmico.

Uma forma de se resolver esse problema é desnublar esse cenário, tornando-o tangível e substituindo a questão do Deus bíblico pelos engenheiros do filme “Prometheus”, de Ridley Scott. Embora a idéia possa parecer incômoda à primeira vista para um cristão purista, o efeito no debate é devastador, pois torna tudo tangível, e todos os argumentos apologéticos do neo-ateu podem ser colocados sob teste. (Note que esta metodologia serve para os argumentos apologéticos dos neo-ateus, isto é, aqueles que são mais filosóficos)

Vamos a um exemplo.

Imagine um neo-ateu que chegue dizendo que “não é possível existir um ser onisciente, que saiba tudo o que vai acontecer, e eliminaria o livre arbítrio dos humanos”.

Transpondo para o universo do filme Prometheus, os engenheiros estariam no papel de Deus, e poderiam conhecer todas as opções que os seres humanos tomariam,e ainda assim isso não eliminaria o poder de escolha do ser humano. Supondo que os engenheiros teriam como antecipar e burlar as regras de “espaço-tempo”, um ser humano poderia escolher suas ações, e um engenheiro poderia saber qual ela seria de antemão. Com essa contextualização, já fica claro que não existe contradição entre onisciência de um criador (que tenha superado as regras de “espaço-tempo”) e o livre arbítrio de sua criação.

Suponha agora que o neo-ateu surja com o paroxo da onipotência. O truque é mais ou menos assim: “Poderia Deus criar uma pedra que não consiga levantar? Ou poderia Deus deixar de ser Deus?”

Transpondo para o universo do filme Prometheus, bastaria contextualizar os engenheiros como donos de todas as possibilidades em relação aos seres humanos, e são capazes disso por que são os criadores dos seres humanos. Eles ainda assim poderiam criar uma pedra que não conseguissem levantar por si próprios, mas poderiam continuar movendo as pedras relacionadas ao mundo dos humanos. Como se vê, a onipotência percebida por uma criação em relação ao seu criador, não limita a onipotência do criador em relação a esta criação. Se esta pedra criada pelos engenheiros não fosse possível de ser levantada pelos engenheiros, isso em nada implicaria na onipotência com relação à sua criação.

Note que é uma abordagem preliminar, mas o objetivo é levantar questões e contextualizar aquilo que fica “nublado” no discurso.

Com um cenário tangível, fica muito mais difícil praticar uma fraude intelectual, pois trabalhamos com “modelos” que podem ser descritos em detalhes de seu funcionamento, ao invés da mera elocubração metafísica.

É importante notar também que o cenário do filme Prometheus não serve para provar a existência de Deus (a meu ver, nem a existência de Deus nem sua inexistência podem ser definitivamente provadas), mas sim para testar as contradições alegadas nos atributos de Deus.

Considerem a tática Prometheus como um antídoto contra a pseudo-intelectualidade neo-ateísta.

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41 COMMENTS

  1. Achei interessante o segundo ponto (com relação a onipotência divina). Eu pensei em outra resposta. No meu raciocínio, esse paradoxo seria facilmente respondido com uma simples afirmação: “se existe um ser onipotente, logo não pode existir algo que ele não possa fazer.” É como o paradoxo de uma força que não pode ser parada e uma parede imóvel(que o coringa apresenta no filme do batman). Um conceito não existe se o outro existe. Portanto, se há um ser onipotente, ele pode fazer qualqur coisa, e não há possibilidades para a criação de tal “pedra”. E ainda poderia impedir do neo ateu contra argumentar que, ao dizer isso, você está dizendo que Deus não poderia ser onipotente, no sentido pleno da palavra.

      • Escrevi sobre isso há muito tempo atrás:

        http://despertaibereanos.blogspot.com.br/2009/02/deus-e-pedra-imovel.html

        Basicamente:

        1) Onipotência é fazer tudo aquilo que é lógicamente possível, ou seja, é logicamente possível que Lula se torne presidente dos Estados Unidos da América, mas é logicamente impossível que um número se torne presidente de qualquer país. Basta pensar: quanto poder seria necessário para tornar um número o presidente de uma nação? Ou quanto poder seria necessário para fazer 2+2=5? Vê-se logo que tais coisas não estão na esfera do poder e, portanto, Deus não pode fazê-las;

        2) A coexistência de um poder irresístivel (Deus) e de uma pedra inamovível é uma contradição lógica e, portanto, tal pedra sequer poderia existir logicamente nem mesmo a onipotência poderia lhe conferir existência, pois, como já dito, tal coisa não está na esfera do poder.

  2. Pensei no seguinte: Ok, Deus pode fazer uma pedra que não seja capaz de levanter, caso apenas enfraqueça a si próprio temporáriamente para demonstrá-lo e voltar a sua forma natural em seguida. O fato de Ele não conseguir levanter a pedra é resultado de sua vontade.

    • Os engenheiros podem fazer uma pedra que não sejam capazes de levantar, caso apenas enfraqueçam a si próprios temporariamente para demonstrá-lo e depois, assumam a forma original novamente. O fato de eles não conseguirem levantar a pedra é resultado de suas vontades.

  3. Vou assistir imediatamente o filme em questão.

    Luciano… Por que não publica algo sobre o Transhumanismo??? Ele vem se tornando uma das mais comuns formas de Religião Política entre os humanistas. Andei lendo ultimamente uns textos do Eliezer Yukowsky. Ele é um neoateu do tipo “cult” – Embora os seus raciocínios sejam extremamente infantis – e defende descaradamente algo tão absurdo como o “Singularismo”, que é uma ideia mesmo mais absurda que a ideia de divindades.

    Fica aqui a dica…

  4. Eu pensei numa metáfora mais simples, que funcionou bem em todos os (poucos) testes que fiz: a de um desenvolvedor de um jogo de videogame/computador.

    Seu primeiro exemplo funciona: o fato de ele ter criado as regras do jogo, e saber exatamente o que vai acontecer, não significa que o criador tenha tirado o livre arbítrio do jogador.

    O segundo exemplo é até melhor: pense em uma pedra dentro do videogame. Como diabos um desenvolvedor (que vive no mundo físico) vai levantar uma pedra “digital”? Faz tanto sentido quanto um ser imaterial (Deus) levantando um objeto material (a pedra).

    Outra opção de metáfora é com o filme Matrix, que é mais conhecido que o Prometheus, e por isso pode causar mais estragos.

  5. O grande problema com as alegadas qualidades de Deus, como a onisciência, é que elas tornariam Deus uma criatura infinitamente malévola e sádica. Tomando como exemplo os criadores dos humanos, no filme, imagine que eles estejam observando seus 2 primeiros filhos humanos, vamos chamá-los de Adão e Eva, brincando num jardim, onde eles, a raça criadora, teriam, por puro descuido, deixado um balde com soda cáustica bem no meio do gramado.

    Dando um pulinho no futuro, eles teriam visto que as crianças teriam mexido no balde, apesar da orientação que haviam deixado para que não mexessem ali, e tinham queimado as mãos, Adão tinha levado as mãos ao olhos e gritado de dor enquanto seu olho direito era corroído pelo produto, e Eva teria quase morrido em agonia por ter comido um pouco do conteúdo do balde. Voltando ao presente, enquanto contemplavam Adão e Eva no jardim se aproximando do balde, e já sabendo o que vai acontecer, eles apenas assistem enquanto dizem uns para os outros:

    Ah, que se fodam. Nós avisamos.

    • Legal!

      Aí temos que jogar outro jogo: Playgod. Vc faz o papel de Deus e projeta aí um mundo, digamos, em que você seria “menos sádico e menos malévolo”.

      Vc faria um mundo sem mortes? Ou que as mortes tivessem uma data marcada? (aí crianças não morreriam)

      Qual sua proposta, Deus? (o jogo é “playgod” e já que vc julga Deus como “malévolo e sádico”, deve ter uma proposta melhor, não?)

      Abs,

      LH

      • O Deus bíblico, se existisse, teria que ser um monstro odioso. Um assassino mesquinho e traiçoeiro. A razão dele ser assim era que sua função, como deus da guerra dos hebreus (um povo, então, poliyeista), era matar, destruir os inimigos de seus adoradores.

        Não é à toa que os cristãos mataram Deus e elegeram Jesus Cristo como sua nova divindade.

      • Que decepção!

        Eu esperava um desempenho melhor teu. Lembremos o que eu solicitei: “Aí temos que jogar outro jogo: Playgod. Vc faz o papel de Deus e projeta aí um mundo, digamos, em que você seria “menos sádico e menos malévolo”. Vc faria um mundo sem mortes? Ou que as mortes tivessem uma data marcada? (aí crianças não morreriam). Qual sua proposta, Deus? (o jogo é “playgod” e já que vc julga Deus como “malévolo e sádico”, deve ter uma proposta melhor, não?)”

        O que se viu foi um fricote de “Deus… monstro odioso”, que é um apelo emocional digno de novela mexicana. Neste blog, teu discurso só serve como piada involuntária.

        A frase “mataram Deus e elegeram Jesus Cristo como sua nova divindade” não faz o menor sentido, e não tem nenhuma relação com a realidade.

        Mas, enfim, no mundo simulado de acordo com o jogo “Playgod”, vc não consegue nem elaborar um parágrafo explicativo de como agiria diferentemente de Deus?

  6. Eu, como cristão, posso dizer que não matamos D’us para adorarmos Jesus. Portanto essa alegação sua não faz sentido algum. Veja se pode jogar o “playgod”. Vejamos se vc se sai bem dessa. Ou será que tomou doril diane do desafio? 😀

    • Onde foi que eu falei isso? O que falei é bem diferente. Disse que, se você considera Deus ‘um sádico’ por causa do mundo, não consegue pensar em um mundo criado de forma diferente? Esta é a idéia do jogo Playgod.

      O fato é que vocês, neo-ateus, decoraram as trovinhas ensinadas pelo Dawkins, e depois, quando colocados dentro de um enigma básico, não conseguem resolvê-lo. São papagaios, apenas.

      Esse era o teste que queria fazer.

      • Lamentável que você não tenha entendido a metáfora da pizza. Na verdade, eu acho que você entendeu, mas seria desastroso demais dizer isso, daí o fingimento.

        Em todo caso, aceito seu desafio do Playgod. Vai sair publicado no meu blog Deusilusão, na próxima quarta-feira.

        Os velhotes que criaram Deus no mito hebraico eram tão tolos, ignorantes e sanguinários que eu posso criar um mundo infinitamente melhor.

      • Lamentável que você não tenha entendido a metáfora da pizza. Na verdade, eu acho que você entendeu, mas seria desastroso demais dizer isso, daí o fingimento.

        Pelo contrário. Exatamente pelo fato de eu ter compreendido a metáfora, é que pude te ridicularizar tão fácil. Resta a você encenar, feito teatro, para tentar capitalizar, mas aqui não vai conseguir.

        Em todo caso, aceito seu desafio do Playgod. Vai sair publicado no meu blog Deusilusão, na próxima quarta-feira.

        Opa, agora gostei de ver! Avise aqui para avaliarmos o mundo que você vai criar.

        Os velhotes que criaram Deus no mito hebraico eram tão tolos, ignorantes e sanguinários que eu posso criar um mundo infinitamente melhor.

        Isso é o que vamos ver. 🙂

    • Haha, então foi você que escreveu o festival de asneiras intitulado “Deus, Alice e a Matrix”? 😀
      Putz, vai ser MUITO divertido ver o Luciano esmagando alguém que é capaz de enxergar a « apologia do sub-ateísmo » nos filmes dessa tetralogia. 😛

  7. Olá! O Barros é uma das pessoas mais hipócritas que conheci. Ele o acusa de censurar comentários, mas saiba que pior que isso, ele manipula os das pessoas que postam lá e não lhe agradam. Recentemente passei por isso. Quem ler o que ele escreveu sobre mim, deduzirá que sou uma louca, uma “senhora desequilibrada”. É hipócrita, falacioso, e muito mentiroso, ao editar os comentários, e ainda por cima virei spam e nem poderei me defender, o que não me afeta, pois da baixeza do Barros, é melhor manter distância. (Desculpe a intromissão)

    • Li pouca coisa do blog dele, mas já posso dizer que ele deve procurar algm pra se tratar o mais rápido possível, não li 1 post até agora que não tenha pelo menos uma mentira. A mitomania deve ser algum sintoma colateral do neoateísmo, mas o que Barros escreve em seu blog é doentio e repulsivo.

      Luciano Ayan, por favor, visite o blog dele e verá o que ele publicou recentemente sobre você. Ele partiu do pressuposto que Ayan é um crente sendo, na verdade, um ateu. A partir daí, ele jogou todos ataques que já são bem comuns contra crentes em Deus, e ele teve, ao que me parece, anos de prática nisso.

      O texto em si é bem ruim, começa com uma paelo puramente emocional, dizendo que se no texto do Ayan realmente fosse provado que TODAS as táticas que neoateus como ele usam fossem furadas, ele se esconderia e choraria pelo resto da vida, e para expressar isso escreveu quase um poema. Em seguida, não refutou nada que você disse, apenas usou a medíocre tática de ridicularizar a tática Prometheus. O que ele não entendeu (ou não quis entender) é que essa tática faz uso de um modelo para tornar mais fácil desmascarar os truques da laia dele.

      Depois da refutação à sua tática (risos), ele foi postar os comentários. Eu realmente não consigo me expressar o quão manipulador ele foi nessa parte, por isso pesso-lhe para ler esse post ridículo (o que é bastante comum para um neoateu).

  8. Os absurdos que o Barros escreve são tão despropositados que ele articulou uma forma de me excluir de lá. Diz ele que não tenho “papas na língua”, mas o que o afeta é a minha disposição de ridicularizá-lo. E a seus seguidores. Um debate saudável não pode conter ofensas e baixarias que ele, como “escritor” que se diz, deveria evitar. Abraço!

  9. Barros, que papo é esse de polyteístas?

    Jamais os hebreus foram “polyteístas”. Mais uma enganação (isso cansa, cara). O que acontecia, era que alguns, como até hoje, cediam a seitas e deuses, como na ocasião desértica do bezerro de ouro, etc, porém, historicamente, hebreus sempre foram povo de um só Deus, inclusive “hebreu” vem de Abraão, aquele caldeu que deixou os deuses de Ur para seguir ao Deus Único. Assim está na história bíblica.

  10. Sempre que neo-ateus começam a xingar, tenham certeza de que estão apopléticos, pois sabem ser impossível vencer com essa loucura de que “Deus não existe e pronto!”. Essa afirmação os expõe ao ridículo, e isso os enfurece de verdade. Acabei de ler nos comments lá e vi que a “deusa ira” está solta. Ele, o Barros, simplesmente apaga comentários nocivos à sua militância duvidosa. Mas não quero me prestar ao papel de comentar sobre as pessoas de forma pessoal, enfim, de um modo geral, lá todos são adeptos das falácias ordinárias. E, Isaías, cuidado, o que fizeram contigo – atribuindo sua pessoa à do Luciano, fizeram comigo. Até hoje levo a autoria de um “anônimo” e de uma “Fátima”. Se eles quisessem, de fato, discutir teologia e ciência, não desceriam tanto o nível.

  11. E, finalmente, com relação a seu texto, Luciano:

    Acho que poderíamos aplicar a teoria do teólogo Myer Pearlman se pensarmos o texto como um argumento cosmológico. Evidentemente temos a necessidade de explicar a origem da matéria. Poderíamos fazer uma fila infindável de causas após causas, e simplesmente não chegarmos à causa primária. Porém, e concordo com o teólogo, isso simplesmente é contrário à razão. Desta forma, devemos supor que existe uma causa primária, e ela deve ser maior que qualquer um de seus efeitos. Aí estaria a indicação da grande inteligência de Deus que originou toda matéria, Causa que, mesmo sendo eterna produziu a matéra no tempo. Todos sabemos que coisa alguma – de tudo que existe – pode ser declarada como sua própria causa. Podemos encontrar uma causa para qualquer coisa; e uma causa para esta causa, e assim por diante. Mas, finalmente, precisamos pôr um fim nessa “fila” de causas, supondo a existência de uma causa primária. Isso parece o mais razoável, até agora, dentre tudo que vem sendo apresentado pelo homem. Cientistas já olham até para a causa do chamado Big Bang.

    Houve um texto deletado lá no Deusilusão, onde um padre erudito, muito educado, refutava o neo-ateísmo justamente por isso. Dizia ele, dentre outros argumentos, que a militância ateísta tende a desaparecer, pois a ciência empenha-se cada vez mais na busca da “causa primária”.

    Abraço.

  12. Desculpe se pareço prolixa, mas a sentença do Barros: “Não é à toa que os cristãos mataram Deus e elegeram Jesus Cristo como sua nova divindade.” é o’concur dos falsos argumentos que ele jorra para todo lado. Em princípio, a Bíblia possui 1.189 capítulos e 31.101 versículos. A vinda do Jesus é referida 1.845 vezes, sendo 1.527 no AT e 318 no NT. De que forma o cristão mataria Deus para eleger Jesus como seu deus?

  13. Considerações sobre o texto “Brincando de Deus (parte2), do autor Barros – Blog Deusilusão

    DEUS: Bem-vindo ao Paraíso, Adão! Calma, rapaz! Não se assuste!! Eu sou o seu Criador! Fui eu que fiz você. Não tenha medo. Queria saber o que você achou da minha Obra.

    – Crítica: Evidentemente Deus Criador jamais manteria tal diálogo, pois, na ocasião da criação de Adão, não havia Pecado e nem Maldição, logo era Adão a imagem e semelhança de Deus. O que significa que Adão era dotado de santidade e imortalidade; desta forma jamais seria um Zé-Ninguém como você ou eu a estar com Deus Criador naquele momento. Nem para dramaturgia serviria tal diálogo (pessimamente estruturado, por sinal). Mas vamos lá…

    ADÃO: Eu… Eu… Não sei nem o que dizer.

    – Crítica: Jamais um ser criado sob a Luz do Dono de tudo balbuciaria, isso acontece com você quando não sabe o que falar, por exemplo, para sua esposa ou chefe sobre uma dúvida ou MENTIRA, que é o seu forte, não?

    DEUS: Como assim não sabe o que dizer?? Eu criei um universo inteiro pra você, e não recebo nenhum elogio?

    – Crítica: Deus NÃO criou o Universo para Adão. Antes da criação, o Universo já existia há zilhões de anos. A “Terra” foi criada para o homem.

    ADÃO: Mas eu abri os olhos pela primeira vez essa manhã, e nem deu tempo de entender o que está acontecendo…

    – Crítica: Assim como anjos, arcanjos, e seres quaisquer que vinham de Deus, já eram dotados de entendimento, portanto, essa fala é totalmente infantil. Parece mesmo um trabalho de jardim de infância.

    DEUS: O que está acontecendo é que eu sou Deus. Sou todo-poderoso, onipresente, onisciente, eterno, imutável e perfeito. Sou o seu Senhor e Criador. Agora dê uma boa olhada em volta e veja que beleza que ficou! Fiz esse mundo perfeito pra você, projetado pra você, e pensando apenas em você. E fiz isso justamente pra você poder me encher de elogios. E ainda estou esperando.

    – Crítica: Jamais Deus, em nenhum momento, pediu elogios. Imagine um arquiteto que sabe que tudo é perfeito, e que ninguém poderá fazer nada parecido. Esse arquiteto, não sendo um neoateu ignorante como você, seria até humilde, pois que inteligência haveria em se obrigar a criatura a adorar seu criador à força? (Isso você deduziu lá com a “fessôra”).

    ADÃO: Bom… Deixa eu ver… Eu diria que… realmente… parece ser um lugar muito… Ei!, o que são aquelas coisas?

    – Crítica: De novo, jamais Adão perguntaria imbecilidades a Deus, sendo Adão o primeiro ser feito à imagem e semelhança de Deus Criador.

    DEUS: Hein?! Onde? Ah, aquilo são as nuvens. Elas são água em forma de vapor. A função delas é condensar e cair na forma de chuva para prover o mundo com água líquida, que é o que sustenta toda a vida que eu criei. Eu projetei tudo nos mínimos detalhes e cada coisa tem sua função. Sendo perfeito, eu teria que criar um mundo perfeito, não é? Mas você dizia…

    – Crítica: Antes de Noé JAMAIS havia chovido na Terra. Acontecia o que chamamos de orvalho e/ou garoa, e exatamente por isso as pessoas se negaram a acreditar que cairia um temporal daqueles!

    ADÃO: E depois das nuvens, tem o quê?

    – Crítica: Ao que tudo indica (e pela lógica), a divisão “mundo de Deus” e “mundo dos homens” não era como hoje, mas nessa acho que você está de brincadeira mesmo, senão nem a “fessôra” aguentaria.

    DEUS: Ora, tem o cosmos, galáxias sem fim, quasares, asteroides, matéria escura, buracos-negros… Uma infinidade de coisas.

    – Crítica: Essa lista que você menciona faz parte do universo conhecido. Mais uma vez, sua retórica até beira a insanidade.

    ADÃO: Pra que serve um buraco-negro?

    – Crítica: “Buraco Negro”? Meu querido, o homem estava longe de começar a perscrutar o buraco negro. Essa descoberta tem pouquíssimos anos, então, eis aí mais um dos mistérios de Deus. E mais uma sandice falaciosa sua.

    DEUS: Pra que serve?

    – Crítica: …

    ADÃO: É. Você disse que cada coisa tem uma função, não foi?

    – Crítica: …

    DEUS: Eu disse? Bom, na verdade, o que eu disse foi pra você olhar “em volta”, não “para cima”, entendeu? Veja aí e me diga o que acha.

    – Crítica: Começo a perceber que este é um Deus inventado pela mente do Senhor Barros. A partir daqui, fique claro que não falamos mais do Deus bíblico, contudo, tentarei ir até o fim, pois esse trabalho deve valer nota para ele passar de ano.

    ADÃO: Tudo bem, vejamos… O que é aquela coisa grandona ali ao lado daquela coisinha de pernas finas?

    – Crítica: Gênesis 1.28: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar; e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra.” A partir deste versículo eu desmascaro sua falácia em alcunhar Adão de idiota. Jamais um homenzinho como você, sem sabedoria, entenderia a relação espiritual e sábia entre esses dois personagens. Demanda Sabedoria, o que você não tem. No máximo algum conhecimento colhido aqui e ali junto a seus amiguinhos copycats.

    DEUS: Aquilo são animais. E você precisará dar nome a eles.

    – Crítica: Eis aí o maior privilégio e a maior prova de amor de Deus ao homem. Se eu fosse neoateia morreria de inveja.

    ADÃO: Ah… Então o grandão com a juba e dentes enormes eu vou chamar de leão. A coisinha de pernas finas que tá saltitando alegremente em volta dele vai se chamar gazela. Eles parecem tão amigos, não é?!

    – Crítica: Qualquer um que realmente leu a Bíblia sabe que antes do Pecado e da Maldição não havia animais carnívoros, tanto que o primeiro animal sangrado foi para fazer as vestes de Adão e Eva e, claro, sendo Deus a Suprema Inteligência, já apontava aí o valor do “Sangue”, percebe? Acho que não.

    DEUS: De fato! Criei todos em perfeita harmonia, mas deixei pra você a subida honra de dar o nome a todos os animais da Terra.

    – Crítica: … (“subida”?!)

    ADÃO: O quê?! Você já reparou no monte de bicho que tem por aí? E só de insetos deve ter mais de dois milhões de espécies! Como que eu vou arranjar tempo pra nomear isso tudo?

    – Crítica: Agora que já foi provado que você não leu a Bíblia e não entende de ciência, fica fácil compreender tanta ignorância. Com a Maldição instaurada, bilhões e bilhões de animais vieram aparecendo no mundo. Inclusive até hoje vemos novos insetos na internet. Isso é, de fato, evolução por força de Maldição e Pecado. E não me pergunte se estou sendo ambígua, porque estou.

    DEUS: Tempo não é problema. Você vai viver para sempre. Agora eu é que não posso ficar esperando pra sempre você elogiar o meu trabalho! Foi pra isso que eu te criei. E não fique mexendo aí, você tá ouvindo?!

    – Crítica: Notem como o neoateu ignorante se repete. A mente humana é curta, por isso o autor insiste em que Deus espera elogios. Mas vamos lá…

    ADÃO: Pra que serve isso? Tá aumentando de tamanho…

    – Crítica: Nem para ser engraçado serve. Antes da Eva o sexo não fora despertado em Adão – mas isso todo mundo sabe! Adão, vendo os casais de animais indagou, não com soberba, talvez nem com palavras, sobre sua solidão.

    DEUS: Para de fazer isso, porra!

    – Crítica: Aqui cai a máscara de horror de um neoateu que, vazio, nada mais tem a escrever, a não ser provocar aos que creem. É a tática do novo inseto da internet do qual falei acima. Sem comunhão espiritual, a tendência é partir para a hostilidade e inurbanidade. Um bicho toma a frente nessas horas.

    ADÃO: Credo! Só queria saber qual a função disso. E qual a função do buraco-negro também, que você acabou esquecendo de dizer…

    – Crítica: E como se repete uma mente sem espírito criativo. Até eu que creio faria muito melhor!

    DEUS: Quem anda esquecido aqui é você. E o elogio que você ainda não fez?

    – Crítica: Impossível não se notar a insanidade, como se o autor estivesse, ele mesmo falando com Deus. Acusando-O.

    ADÃO: Ah, é mesmo. Bom… Na verdade eu achei o lugar muito legal sabe? Mas é que tem uma coisa…

    DEUS: Uma coisa?

    ADÃO: É, Deus… Assim… Na verdade mesmo são duas… Quer dizer… São três ao todo…

    DEUS: Olha, se você quiser manter a sua saúde em perfeito estado, eu acho bom você desembuchar duma vez…

    – Crítica: Olha aí o “verbete mitômano”, Senhor Washington da Cruz, um dos pupilos do Mestre Mente Vazia. Aquela velha mania louca de acusar Deus de mau, tirano, etc. Caricaturesco e parco.

    ADÃO: É que tem uma coisa que tá me incomodando. Vê só: de manhã, eu sentei na grama, sabe?, e a grama é bem viçosa, não é? Bem viçosa e pontuda… Pois é. E eu achei bem desagradável sentar na grama, entende? Não teria como providenciar alguma coisa pra eu usar, de modo que…

    – Crítica: Muita ignorância querer ser engraçado sem ter talento! Quem somos nós para analisar a botânica do Jardim antes do Pecado e da Maldição! Essa acabou contigo, meu caro! Todos sabemos que Adão e Eva foram vestidos depois da desobediência. Até você.

    DEUS: Já entendi! Tá anotado e vejo isso depois. Próxima!

    ADÃO: Então. É que esse negócio de dar nome a bicho e fazer elogios… Isso tá me incomodando também. Eu tô perdidinho na parada, tipo, não sei direito quem é você, nem quem eu sou, nem o que estou fazendo aqui. Aliás, não sei nem onde é esse “aqui”. E aí… Você ficar me pressionando assim… Tá meio que me estressando.

    – Crítica: Notem como a linguagem mudou para uma coloquial totalmente sem alma e talento! Valor literário zero!

    DEUS: Próxima!

    ADÃO: É que eu só vi esses… esses animais o dia todo… E agora apareceu você… Tipo assim: eu tô sozinho, né? Não tem ninguém igual a mim e isso me incomoda muito. Daí eu achei que você podia…

    DEUS: Vira aqui um pouquinho, Adão.

    ADÃO: Aaarrrrh!! Você tá louco?!!

    – Crítica: Aprenda para nunca mais passar vergonha, Barros: Antes de Abraão TUDO em Gênesis são parábolas! Somente um neoateu muito obtuso, cego e triste com sua própria vida desceria tão baixo em uma falácia que não engana nem mesmo uma criança (a menos que sejam seus filhos neoateuzinhos).

    DEUS: Isso se chama dor. Não era pra você sentir dor, mas, já que pediu uma acompanhante, eu vou fazer uma mulher da sua costela.

    – Crítica: Você não merece, mas pode ser que mais alguém queira saber. “Sair da costela” significa que a vontade de Deus é que sejamos casal “lado a lado”. Senão ele faria do pé, para sermos escravas dos homens, ou da cabeça, para sermos as mandonas.

    ADÃO: Isso doeu muito!! E por que você precisa usar uma costela minha? Por que não faz uma mulher sem precisar me aleijar desse jeito?! Você fez as galáxias e os buracos-negros usando costelas?! Agora tô eu deformado, com um osso a menos!

    – Crítica final: Texto horrível sob todos os pontos de vista. Não é literário, não é engraçado, não é fundamentado, não é justo, não é nem ofensivo, entretanto, é completamente digno de repulsa. E o autor digno de compaixão.

    DEUS: Porra, mas tu reclama pra caralho! Puta que pariu!!!

    – Crítica final parte2: O texto foi decrescendo de forma absurda, como se o autor começasse querendo escrever algo de valor, mas, aos poucos, foi caindo em um abismo visível aos olhos de qualquer leitor. Como se mergulhasse no inferno. Calma. Inferno é apenas uma parábola aqui.

    Se acha absurdo tal texto, confiram aqui:

    http://deusilusao.com/2013/01/09/brincando-de-deus-parte-2/#comments

  14. A SUSPEITA PERVERSÃO DO NEOATEU FINALMENTE VEM À TONA

    CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEXTO “BRINCANDO DE DEUS (PARTE3)” – AUTOR BARROS DO BLOG “DEUSILUSÃO”

    PERVERSÃO deriva do latim perversione, que é o ato ou o efeito de perverter, tornar-se perverso, corromper, desmoralizar, depravar, alterar. Certamente até aqui enquadramos, sem nenhuma dificuldade, os neoateus, correto?

    Pois é, PERVERSÃO é um termo para designar um indivíduo ou grupo, de qualquer dos comportamentos humanos considerados normais e/ou ortodoxos para um determinado grupo social. Os conceitos de normalidade e anormalidade, no entanto, variam no tempo e no espaço, em função de várias circunstâncias. O novo discurso dos neoateus, definitivamente, estão fora de qualquer normalidade, haja vista a carga elétrica de ódio despropositado que eles trazem consigo, onde a revolta contra Deus é notória e inegável.

    O termo é também usado com sentido específico de PERVERSÃO SEXUAL, ou DESVIO SEXUAL, que é o caso do Senhor Barros, ao menos é o que se nota ao se ler o texto onde ele, ficticiamente cria um deus particular e erótico; e onde o PÊNIS é o centro das atenções.

    Não sou psiquiatra, contudo, levando em conta alguns estudos freudianos, me parece muito claro que o autor é um pervertido em todos os sentidos supracitados, e mais precisamente no âmbito sexual. Centelhas de pederastia são acesas em tal texto, quando o autor insinua uma relação confusa entre Adão e Eva, sendo Eva até confundida com um travesti. Denota, claramente, uma mente doentia, psicopata, sexopata. Irrefutavelmente pervertida.

    Trecho:

    “EVA: E que porra é essa de querer me chamar de Jivago? Você acha que eu tenho cara de traveco, seu filho da puta?”

    O fato de se discutir religião, fé e ciência jamais justificaria um homem expor psicologicamente seu interior, e até acredito que de forma inconsciente. Lendo Freud, consegui mais embasamento para a questão da perversão do Senhor Barros.

    Freud se interessou muito pela pré-consciência e a inconsciência. Segundo o pai da psicanálise, no inconsciente estão elementos instintivos não acessíveis à consciência. Além disso, há também material que foi excluído da consciência, censurado e reprimido. Este material não é esquecido nem perdido, porém não é permitido ser lembrado. O pensamento ou a memória ainda afetam a consciência, mas apenas indiretamente. Se não me engano, o autor, o Barros, estudou em colégios católicos, e neste caso agrupou traumas em um canto obscuro de sua consciência – o inconsciente. Isso explicaria tanta ânsia em “pôr para fora” alguma revolta religiosa, cobrando visivelmente de Deus suas próprias mazelas e desilusões.

    Para Sigmund Freud, o inconsciente não é apático e inerte, havendo uma vivacidade e imediatismo em seu material. Memórias muito antigas quando liberadas à consciência, podem mostrar que não perderam nada de sua força emocional. Por isso identifica-se, muitas vezes, um lado meio infantil nos textos do autor desiludido.

    “Aprendemos pela experiência que os processos mentais inconscientes são em si mesmos intemporais. Isto significa em primeiro lugar que não são ordenados temporalmente, que o tempo de modo algum os altera, e que a ideia de tempo não lhes pode ser aplicada” (1920, livro 13, pp. 41-2 na ed. bras.).

    Evitei transcrever todo o texto aqui para não manchar seu blog, Luciano.

    Mas podem conferir o texto em sua íntegra no próprio blog pervertido:

    http://deusilusao.com/2013/01/10/brincando-de-deus-parte-3/

  15. CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEXTO “BRINCANDO DE DEUS (PARTE 5) – AUTOR: BARROS

    “A maior e melhor prova de que Deus é um personagem de ficção é justamente o livro em que ele “se revela” à humanidade. Na Bíblia, todas as limitações dos seus diversos coautores humanos são repassadas para Deus e para o mundo que ele criou. É somente essa constatação que permite entender não só por que a infinitamente poderosa divindade cristã precisou limitar seu poder supremo de criação e nos deixar um mundo tão mal acabado, como ter ela resolvido “se revelar” através de um meio tão prosaico quanto o da narrativa de suas façanhas, cósmicas e terrenas, que era o mesmo expediente adotado por várias outras divindades de povos muito mais antigos do que aquele que ela escolheu para editar seus livros.”

    CRÍTICA: “A maior e melhor prova de que Deus é um personagem de ficção…” Um discurso que começa com esta afirmativa não merece atenção, pois sabemos que nada de concreto ou conclusivo virá a seguir. Nas questões teológicas NADA se prova. Um mundo mal acabado? O mundo está exatamente como fora profetizado, já que, segundo a Bíblia, o homem escolheu seu caminho, esse sim errado e inacabado; repleto de injustiças sociais, desamor, má distribuição de renda, guerras econômicas, desespiritualização. O fato de ter havido civilizações que criavam suas divindades, não anula a veracidade bíblica. Se eu fosse Deus, me revelaria no momento em que achasse oportuno, e meu pensamento seria muito diferente do seu, meu caro.

    “O artifício usado pelo crente para não encarar essa verdade nos olhos é até bastante eficaz. Ele lê a palavra do seu Deus da maneira que lhe é mais conveniente. O problema é que, como o que é conveniente pra mim pode não ser conveniente pra você, esse subterfúgio acabou gerando, ao longo dos últimos séculos, cópias e mais cópias de Deus, cada uma com sua parcela de seguidores, cuja prioridade maior parece ser a de convencer os outros de que são os detentores do Deus original. Só isso já bastaria para transformar qualquer paraíso num inferno.”

    CRÍTICA: Essa tática de generalizar o crente realmente está desgastada, caro Barros. Verdadeiros cristãos bem intencionados “encaram” as Escrituras, doa ou não. Porque fazemos uma leitura da vontade de Deus, sendo assim, se Ele foi o Senhor dos Exércitos, por exemplo, entendemos que era uma época de lutas entre nações, por riquezas e territórios. Deus não se apresentaria como um anjinho com harpas divinas e versinhos de paz,ora. Sendo literatura religiosa, espiritual, filosófica, e até mesmo fictícia, o homem tende às interpretações. Porém seu equívoco (proposital) é pôr essa sua ideologia a favor de todos os cristãos, o que faz de você um cansativo mestre de fracas falácias.

    “E por falar em Inferno, esse seria o primeiro retoque que eu faria na obra dessa criatura perfeita, eterna, imutável, onipotente, onisciente e onipresente que quer posar de “boazinha”, mas que ameaça com a possibilidade de castigos indizíveis, durante toda a eternidade, aqueles que, nesse jogo de esconde-esconde, não fingirem que sabem onde ele se meteu. Sim, porque Deus, na sua infinita perfeição e sabedoria, achou que se esconder seria a melhor maneira de convencer as pessoas de que ele não é uma invenção da cabeça delas.”

    CRÍTICA: Por que você, Barros, dentre bilhões de humanos seria aquele com capacidade de “retocar” as Escrituras? Veja como faz parte do ego do homem interpretar o Criador; por esta razão a Palavra d’Ele está fincada para sempre na Bíblia, queira você ou não. No princípio Deus não pretendia se “esconder” do homem, mas sabemos que o PECADO nos separa desse Ser. Como você, definitivamente, não leu a Bíblia, certamente não sabe que Deus, esse Ser que criou tudo, não pode conviver com o pecado: assassinos, mentirosos, pederastas, prostituição, e tantas outras atividades que escolhemos ao invés de praticarmos a santidade. Outra coisa, “Doutor Esperteza”: Nenhuma mente, por mais brilhante que seja, criaria uma história tão perfeita. Mas aí você teria que entender de Literatura também, que é seu fraco (mais um).

    “O crente, mais uma vez, precisa recorrer a um estratagema para manter sua ilusão. Quando alguém manda um e-mail mostrando uma paisagem belíssima, com montanhas nevadas e um céu azul ao fundo; ou um grupo de crianças brincando num gramado verde com animaizinhos fofinhos; ou uma família feliz e bem de vida lendo a Bíblia no seu amplo apartamento de classe média-alta, em tudo isso ele vê a presença de Deus, e com esses exemplos ele endossa as invejáveis qualidades do seu Criador.
    Mas é fato que nem tudo serve como exemplo, e é sempre necessário pensar numa desculpa para as guerras, fome, pestes, injustiças e toda sorte de desgraças que circundam tão de perto aquela paisagem belíssima, as crianças na grama e a família feliz em seu prédio de apenas um apartamento por andar.”

    CRÍTICA: Não sei se é infantilidade ou burrice mesmo. Até para redefinir a exegese bíblica, você teria que, no mínimo, lê-la inúmeras vezes, inclusive comparando as traduções, e entendendo um pouco de hebraico e grego. Se há fome, miséria, guerra, pobreza, maus governantes, desnutrição, são responsabilidade nossa, pois somos nós que administramos o planeta. Livre arbítrio é isso: uns serem ricos, outros miseráveis. E de onde vem tanto egoísmo? Do pecado, Barros. Ainda insisto que você deveria assumir seus fracassos de ex-futuro padre e olhar a realidade de frente. Sua mente é curta; jamais você terá condições de implicar o Criador nas desgraças de um mundo politicamente injusto.

    PS – VOCÊ É TÃO SOBERBO QUE SUA CEGUEIRA ESPIRITUAL O IMPEDE DE CAPTAR O TÍTULO RIDÍCULO DE SEU ARTIGO. “BRINCAR” É COISA DE CRIANÇA. VÊ SE CRESCE, MENINO.

    “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”
    1 Coríntios 13.11

    Texto do blog Deusilusão
    http://deusilusao.com/2013/01/13/brincando-de-deus-parte-5/

    • Day, muito bom o seu texto!

      Uma coisa que não entendi. Será que ele conseguiu concluir o desafio? Se for assim, a “parte 5” seria o “mundo melhor criado” hipoteticamente por ele? 🙂

  16. Obrigada, Luciano!

    O Barros só se enrolou, e em nenhum momento, a meu ver, ele cumpriu o desafio. A mente dele está tão-somente a favor das enganações, com seus fracos argumentos, que nem criatividade seu cérebro produz mais. Fracassou no desafio de forma vergonhosa. Se ele fosse, ao menos um escritor, poderia sair com alguns louros, mas nem isso. Perdeu, Barros! 🙂

  17. Se o desafio fosse para mim, eu começaria com a seguinte pergunta: “Deus, por mais que eu entenda que suas criações são eternas, ainda assim, que amor é esse pelo ex-anjo Lúcifer?” Entretanto, me ocorreria, em seguida, que, assim como esse anjo foi mal, há muitos e muitos homens seguidores dele. “Seria, então, honorável Deus, essa a parada do joio e do trigo, digo, a parábola?” Acho que daí, sairia um bom diálogo honesto, porque nada nos impede de questionar, aliás, sendo Deus tão inteligente, ele deve preferir um bom papo, do que um punhado de palavras toscas, irônicas e ofensivas. Entendeu, Barros?

  18. CONSIDERAÇÕES DE MAIS UM TEXTO SOBRE O DESAFIO DE CRIAR UM MUNDO MELHOR – POR BARROS DO BLOG DEUSILUSÃO

    “Mas eis que pessoas extremamente mal resolvidas quanto à sua religiosidade me propuseram o desafio de imaginar como seria o mundo se eu mesmo o tivesse criado. Espicaçadas em sua fé enrustida a ponto de se proclamarem “ateus de verdade” (os ateus de mentira seriam os neoateus, aqueles que só leem Richard Dawkins e querem pegar em armas para exterminar todos os crentes do mundo), elas não aceitaram me ler falando mal da “Criação”, pois, para elas, eu não poderia conceber nada melhor. Eu ainda argumentei que ninguém precisa ser um exímio pizzaiolo para poder decretar que uma determinada pizza está mal feita, mas não entenderam a figura de linguagem que usei e me responderam algo mais ou menos como “ninguém aqui está falando de pizza!”. Daí eu aceitei o desafio de criar um mundo melhor do que o do Deus deles.”

    CRÍTICA: A série não acaba porque o autor está desesperado por um xeque mate que não virá, óbvio. Até porque há mistérios científicos envolvidos na Criação. Einstein, ele mesmo disse: “Todas as teorias físicas deveriam se prestar a uma descrição tão simples que até uma criança pudesse entender. O universo deve ser mais simples do que se imagina. Alguma coisa está errada. Não é possível que não consigamos desvendar este mistério, que é o universo. O problema, a meu ver, está na teoria do ‘big bang’”.

    Barros, se você é seguidor da teoria do big bang, é materialista, humanista e incrédulo, sua tarefa é impossível, como vou te mostrar. Distorcer as palavras do oponente só o expõe mais ainda ao ridículo. Da forma como você colocou a questão metafórica da pizza, pareceu que seu oponente, o Luciano, é um néscio, o que não é verdade, uma vez que ele é um expert em desmascarar neoateus humanistas falaciosos. “Pegar em armas”. Você o disse. Assim como os ativistas gays. Alguns atos e palavras são ameaças à democracia!

    “Como eu sou infinitamente imperfeito, acredito que qualquer — eu disse “qualquer” — melhoria que eu venha a implementar no mundo à nossa volta já seria o suficiente pra ganhar o desafio, visto que o autor original seria um ser perfeito, eterno, sabe-tudo e tal. Eu comecei, então, abolindo o Inferno, porque eu, se tivesse filhos, tenho certeza que poderia educá-los bem o suficiente sem precisar recorrer a ameaças de tortura eterna.
    Várias outras coisas que eu mudaria me foram sugeridas por anjos:”

    CRÍTICA: É realmente muita infantilidade. Como já disse, você fala como um menino. Não tem profundidade. Como pode falar de mudanças na Criação sem nada entender? Sem estudar? Sem LER? Harris e Dawkins são dois loucos; são políticos. Há algo por trás desse maldito movimento. Dá para sentir o cheiro político e bélico! E vocês, como animaizinhos, são arrebanhados em suas revoltazinhas contra Deus. Como em todo exército, há os generais, os comandantes (a cabeça); e os soldados que nem sabem ao certo por que estão lutando (o corpo). Assim são vocês. Se Harris e Dawkins pouco sabem de teologia, imagina vocês rsrs.

    Você diz que começaria eliminando o “inferno”. De que inferno você está falando? Se entre os maiores teólogos, cristãos ou não, a exegese difere a esse respeito? Não seja um crente fanático ex- futuro padre que acredita que há fogo que queimará almas (?) para toda eternidade. Alma é o ego; como se incendeia um ego? Você começou pela parte mais complexa: inferno! Agora deu até dó de sua ingenuidade.

    CRITICANDO O VÍDEO QUE BARROS TROUXE COMO ALIADO

    E QUANTO AO RIDÍCULO E APEDEUTA VIDEOZINHO QUE BARROS BUSCOU PARA AJUDÁ-LO – MEU DEUS! PIORARAM AS COISAS PARA O SEU LADO. VOU COMENTAR ALGUNS CONTRA-SENSOS E ASNEIRAS CONTIDOS NESSA PRODUÇÃO QUE EU CONSIDERO MATERIAL RELIGIOSO E BÉLICO PARA DIVULGAÇÃO, REPLETO DE SEGUNDAS INTENÇÕES:

    No vídeo Deus faz uma reunião com todos os anjos. Primeira mentira: Anjos não são conselheiros de Deus. Nessa reunião Deus ouve sugestões, as mais absurdas. Falam de guerras porque Deus informa que virá à Terra, Ele mesmo em forma humana. Para quem conhece a Bíblia, sabe que uma característica de Deus é começar pelo final, ou seja, quando Ele criou o homem para habitar na terra que Ele preparou, Ele já sabia que seria traído pela sua criação, como já sabia que teria que enviar Seu Filho Unigênito e NÃO a Ele mesmo. Então essa é a pergunta escatológica do ignorante: “Se Deus sabia que Satanás se rebelaria e Adão e Eva pecariam, por que Ele os criou?”

    Resposta: Essa pergunta tem duas partes. A primeira parte é “Deus sabia que Satanás se rebelaria e Adão e Eva pecariam?” A resposta se encontra no que a Bíblia ensina sobre o conhecimento de Deus. Sabemos pelas Escrituras que Deus é onisciente, o que literalmente significa que Ele “sabe tudo”. Jó 37.16.; Salmos 139.2-4; Salmos 147.5; Provérbios 5.21; Isaías 46.9-10 e 1 João 3.19-20 não deixam dúvida de que o conhecimento de Deus é infinito e que Ele sabe tudo o que aconteceu no passado, está acontecendo agora e acontecerá no futuro. Seguindo esse raciocínio, chega-se à conclusão de que quando o homem foi feito, já existia o plano de Deus enviar Seu Filho (Is 46.10). Daí as manifestações de sangue por toda a trajetória. Na Páscoa,e na época das expiações. O sangue é um mistério. Não produzimos DNA. Seria coincidência Jesus ser chamado de “Cordeiro Santo”?

    No vídeo-celeuma os anjos questionam por que Deus, ao invés de se “transformar em Jesus”, não ensina ciência ao povo, inclusive mostrando causas e curas de doenças. Seria Deus um burro, aliás aquele que põe a carroça à frente dos burros? Numa era primitiva seria realmente lúcido criar laboratórios químicos… mas sem eletricidade? Sem Einstein, Anders Celsius, Jacques Alexandre Charles, Galileu Galilei, Newton, Pasteur, etc.? Esses somente do século XIX.

    A ideia de um Criador dessa grandeza deve ser a de observar a humanidade evoluindo, descobrindo, questionando, buscando e admirando a beleza do universo. A beleza do homem que também é um criador. Quem saberá o que ainda está por vir, até mesmo a partir da ciência?

    Falam de fome, mas havia terras férteis (como Canaã- Israel), mas o homem corrompido começou a guerrear por tudo.
    Acusam a Deus de haver escravidão que nada mais é que consequência das guerras e seus despojos. O homem faz a guerra!

    Falam ainda os anjos de machismo. O machismo era inerente a toda raça humana, pois ninguém ouviu e entendeu a questão da “costela”, como já disse aqui. Mesmo assim, Jesus foi o apaziguador de tal machismo, evitando o apedrejamento da mulher adúltera, e andando com as Marias, com firme amizade, amizade essa olhada com desconfiança pelos judeus e até pelos apóstolos.

    E termina o vídeo com a já conhecida ironia, onde Deus pede licença aos anjos para ter um encontro com uma “certa virgem”.

    Se esse vídeo for o suporte do Barros, eu dou como perdida a batalha para ele. Ignorante, desconhecedor da História. Imitador de líderes fanáticos. Um homem que perde a razão a cada dia. Papagaio tolo. Insciente da história bíblica. Eis que nasce uma nova religião política. Toda a atenção é pouca!

    O VÍDEO “O QUE JESUS NÃO FARIA”
    http://www.youtube.com/watch?v=wuH7vDrAHBE&feature=player_embedded

    Do Blog Deusilusão
    http://deusilusao.com/2013/01/14/brincando-de-deus-parte-6/#comments

  19. Como Barros escreve bem. É um gênio:

    “Mas eis que pessoas extremamente mal resolvidas quanto à sua religiosidade…”

    Ser mal resolvido é questionar? Que bom, me parece mais inteligente que negar o óbvio!

    • Eu vou ler. Mas pela parte 6, ele já caiu em um truque previsível, mas não vou falar nada para ele nao cair na real e mudar o curso. Vou esperar ele terminar. 😉

      • O cara agora está distorcendo tudo para atribuir a você o que eu escrevo, numa desesperada tentativa de “acusá-lo” de católico! rsrsrs Já o desmenti, só não sei se ele, covardemente, irá apagar.

  20. Bons tempos hehehe. Estou de volta, andei estudando os neoateus por aí. Agora volto para ver se o que penso tem respaldo em suas teorias brilhantes.

    Abração..

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