Ô coitada: Ministra de cultura francesa considera “triste” atitude de Depardieu

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Fonte: Opera Mundi

A ministra de Cultura francesa, Aurélie Filippetti, considerou nesta segunda-feira (07/01) “triste” a atitude do ator Gérard Depardieu, que quer renunciar à nacionalidade francesa por causa de uma polêmica sobre o aumento dos impostos e a quem foi concedido o passaporte russo.

“Os grandes artistas não são sempre exemplares em seu comportamento, mas é preciso julgá-lo por suas obras”, declarou Aurélie, em entrevista à emissora de rádio Europe 1. Também ressaltou que o ator “é uma grande personalidade que marcou a história do cinema francês”, mas também caracterizado por “seus excessos”.

Ela reiterou que o ator faz parte do “patrimônio cinematográfico” francês, embora sobre sua aparição neste sábado (05/01) junto ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que lhe concedeu a nacionalidade russa, e sua vestimenta com um traje tradicional da região russa da Mordóvia, assinalou: “As imagens falam por si mesmas”.

Em relação à hipótese de que a Mordóvia nomeie Depardieu ministro da Cultura, Filippetti respondeu que “todo mundo está farto desta novela (…), os franceses estão fartos, querem que se fale de seus problemas”. A imprensa russa não detalhou quanto tempo o ator pretende ficar no país.

Quando chegou à Rússia, neste domingo (06/01), Depardieu “foi recebido como um herói”, segundo uma jornalista do canal de televisão Rússia 24. Após o anúncio de Putin, no dia anterior, Depardieu agradeceu o gesto em uma carta na qual mostrou seu amor pelo presidente e pelo país e também elogiou a democracia russa. Isso levou a diversas críticas e comentários sarcásticos na Rússia e no exterior.

Caso Depardieu more na Rússia por pelo menos seis meses, ele pagará somente 13% de taxa sobre sua renda, segundo a rede britânica BBC.

De acordo com a agência Itar-Tass, o governador da Mordóvia, Vladimir Volkov, ofereceu ao ator uma residência em uma floresta ou perto de um rio. A região, criada na era soviética, é conhecida por seus campos de prisioneiros – e lá onde Nadezhda Tolokonnikova, integrante  do grupo punk Pussy Riot, cumpre pena de dois anos de prisão por causa da uma apresentação contra Putin na catedral de Cristo Salvador de Moscou em fevereiro de 2012.

O porta-voz do Executivo francês, Najat Vallaud-Belkacem, declarou no domingo ao canal BFM que “é do poder discricionário de Putin oferecer a nacionalidade russa a quem quiser”, mas que “isso me faz pensar que teria sido ótimo que o senhor Putin tivesse tido um gesto para conceder uma graça às integrantes do grupo Pussy Riot, estão apodrecendo numa prisão por terem cantado uma canção”.

A origem da polêmica é a política fiscal do governo do socialista François Hollande de aumentar a pressão fiscal sobre os cidadãos que ganham mais de um milhão de euros por ano, para aplicar uma taxa de até 75%. Para evitar tais impostos, o ator transferiu no final de 2012 sua residência fiscal para um pequeno povoado belga perto da fronteira francesa. O Conselho Constitucional da França bloqueou no mês passado a taxa planejada, mas Hollande planeja propor uma lei com outro texto que ainda “irá cobrar mais daqueles que têm mais”.

Nesta terça-feira (08/01), o ator francês deve se apresentar a um tribunal de Paris, por dirigir embriagado.

Meus comentários

Esquerdistas seriam divertidos se suas ideologias não fossem tão perigosas.

Colocam a culpa da penúria de alguns no sucesso dos outros, mas quando essas pessoas de sucesso saem do país, reclamam. Essa é a eterna vida em duplipensar deles.

A loucura chega a tamanho grau que alguns dizem que “Depardieu dependeu da França para ganhar seu dinheiro, e agora a abandona”, mas isso não faz nenhum sentido. Depardieu dependeu de seu talento, e os filmes em que ele atuou são vistos pelo mundo todo. Portanto, ele é um cidadão do mundo.

O ato dele escolher viver na Rússia é uma questão de mercado de países. Para ele, o país de Putin tornou-se mais atraente do que a França.

Achar que a pessoa não tem a liberdade de sair de um país, trocando-o por outro que considere melhor, é coisa de extrema-esquerda, no estilo cubano – lembrando que na terra de Fidel, as pessoas são proibidas de sair de lá.

A França deveria agradecer a Depardieu pelo feedback transmitido por ele. No mundo corporativo, quando um cliente nos abandona e procura outro fornecedor, entendemos isso como um feedback da prestação de nossos serviços.

Por que com um país isso seria diferente?

Isso somente é explicável pela noção psicótica de que o cidadão serve para atender o estado. Na verdade, é o inverso: o estado é que serve para atender o cidadão.

Até por que são os cidadãos pagadores de impostos que “financiam esta merda”.

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1 COMMENT

  1. Olha Anderson, eu até concordaria com você, se o Depardieu não fosse defensor do socialismo, veja declaração dele:

    “Fidel Castro é um homem que resistiu a todas as ameaças e que soube trazer alegria a seu povo”, declarou Gérard Depardieu, recordando que visita a Ilha há 15 anos.
    http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1370714-5602,00.html

    Além disso ele encheu o bolso sim fazendo filmes financiados pelo governo francês. Veja só o Asterix e Obelix por exemplo.

    Se ele acha o socialismo tão legal, então que viva de acordo com o que prega.

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