As palavras que travam esquerdistas e humanistas no Facebook

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Um amigo leitor (o qual não revelarei o nome, para não prejudicar as experimentações) tem feito alguns “assessments” dos métodos defendidos por aqui.

Entre os principais métodos, se encontra o uso da rotulagem adequada para nos referirmos ao oponente ideológico. Sabemos por experiência própria que a postura de bom-moço, perante um adversário desonesto e que só quer nos atingir politicamente, é sempre danosa, pois quanto mais mansidão o oponente de esquerda encontrar, mais ele vai capitalizar.

Aqui defendo a idéia de usarmos aquilo que David Horowitz chamou de “verdade na rotulagem”, em seu importantíssimo livro “A Arte da Guerra Política” (cuja tradução pode ser encontrada aqui).

Verdade na rotulagem significa atribuir o rótulo ao seu oponente da esquerda de acordo com as atitudes que ele tem. Normalmente não fazemos isso, pois eles nos rotulam tanto negativamente (e indevidamente), enquanto se auto-rotulam tanto positivamente (e também indevidamente) que acostumamos historicamente a passar a maior parte do tempo na defesa. Por isso, quando um deles diz “sou do lado dos pobres”, não nós acostumamos a reagir e demonstrar a falsidade do rótulo auto-atribuído por ele. Quando um deles afirma que “está do lado da razão”, muitos chegam a aceitar a auto-rotulagem, e acabam até dizendo “é, mas a razão não resolve tudo”.

Vamos aos fatos: os esquerdistas dominam o jogo de rótulos com uma maestria impressionante. Por outro lado, neste aspecto os conservadores de direita ainda entram como estagiários. Já os conservadores de direita relacionados ao cristianismo, em sua maior parte (a não ser os que lêem este blog, claro), estão abaixo do estágio aprendiz. Para estes, os rótulos auto-atribuídos pelos oponentes jamais são questionados, e o neo-ateu, humanista ou esquerdista jamais precisará lançar um argumento válido sequer, pois já terá conquistado a mente da patuléia pelo uso dos rótulos conforme sua conveniência.

Saindo da “matrix”, o leitor X resolveu quebrar a espiral do silêncio, passando a usar a rotulagem adequada para tratar os esquerdistas em geral.

Um desses rótulos é “criminoso”, que é utilizado por ele todas as vezes que um oponente quebra a lei, e, portanto, é passível de ser punido em questões criminais. A ATEA, por exemplo, é tachada como organização criminosa, e os neo-ateus em geral são detentores de uma ideologia criminosa. Geralmente quando questionam, basta mostrar os diversos discursos de ódio praticados por eles e citar as leis que eles estão quebrando. Exemplo:

Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.

Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

Ainda nessa linha, outra palavra que gera impacto psicológico, é “processo”. A possibilidade de um processo judicial, perante as ações criminosas, deve ser ressaltada. É importante lembrar que falar em processo não significa que você tenha que processar alguém, mas pode ser aplicada para situações onde você lembra que as pessoas atingidas pela ofensa podem processar alguém. Por exemplo, eu sou ateu, e portanto o discurso neo-ateu não me ofende. Eu não tenho motivos para processá-los, mas muitos religiosos podem processar (alguns deles), que partem para a discriminação formal. Eu não raro lembro em debates que os processos podem ser aplicados, de acordo com o momento.

Embora não necessariamente associada a um crime, a expressão “fraude”, no aspecto intelectual, também serve para fazê-los recuar. Quando normalmente dizemos que eles cometeram um “erro de entendimento”, eles se tornam arrogantes e confiantes, mas se o rótulo atribuído a eles for “fraudador”, a tendência é de recuo.

Claro que estes são os primeiros experimentos, mas o leitor X me passou um feedback e questionou-me: “Por que quando começo a usar a terminologia correta os neo-ateus silenciam?”. A chave estava na rotulagem adequada.

Obviamente mais rótulos podem (e devem) ser testados, e aos poucos quero tornar a seção do jogo de rótulos, quase uma mini-enciclopédia de rótulos.

Por enquanto, estes aqui já foram testados e funcionam:

  • fraude (praticante da, var.: fraudador)
  • processo (merecedor de um)
  • criminoso(a) (em si, var.: membro de uma organização, var.: detentor de uma ideologia)

Quem tiver mais feedbacks sobre o uso de rotulagem adequada em debates, sinta-se livre para me passar seu feedback. (Para estes três rótulos, criarei os verbetes em breve)

Eu já agradeço de antemão!

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10 COMMENTS

  1. Luciano, o que acha dos rótulos “Intolerante”, “Preconceituoso” e “Fanático”? Seriam válidos já que normalmente aos neo-ateus os usam indevidamente contra nós e as vezes isso passa despercebido?

  2. Luciano, já viu a coluna da Mônica Bergamo de hoje? O que interessa da coluna são as três primeiras partes que falam de Cesare Battisti e Eduardo Suplicy sendo fiador do aluguel de um apartamento de 90 m² nos Jardins para o italiano, que irá trabalhar na CUT. Fica a pergunta de onde vem esse dinheiro todo, pois alugar um imóvel em bairro nobre é daquelas coisas que dilapida legal o patrimônio de qualquer um, salvo se tiver um bom aporte mensal.
    Diz o senador estar convencido da inocência de Battisti após ler o livro Os Cenários Ocultos do Caso Battisti, de Carlos Lungarzo. Dando uma vasculhada na internet, eis que vejo o Implicante deschavando legal a defesa que o referido faz do agora residente permanente. Quanto que o Battisti ganha? Tenho certeza absoluta que mais do que eu e qualquer um aqui. O que ele faz para ganhar esse dinheiro? Não me consta que os livros dele sejam best-sellers, logo deve haver alguma outra fonte para justificar o aluguel do tal apartamento de 90 m² nos Jardins, isso se pensarmos que ele ainda não trabalha na CUT e, portanto, não recebe os proventos que qualquer funcionário da referida entidade tem, como qualquer empregador faria.

  3. Bandido | Comunista, nazista & cia (ou ao menos apoiador das respectivas ideologias) | Assassino (ou apoioador de uma ideologia assassina e genocida) | Delirante | Pessoa que possuí ideais altamente perigosos e danosos para a sociedade (rótulo grande, mas dá certo) | Psicopata | Sociopata | Intolerante | Mitomaníaco | Mentiroso (seria bom ter um acompanhamento, como: “O cara não sabe nem mentir direito, mas ainda assim insiste em mentir compulsivamente…”) | Puxa-saco do…, lambe-bunda do…, papagaio do… (Dawkins, Harris, Lula, Marx, etc)…………………..

    Dá pra encontrar mais um monte de rótulos, mas ainda é necessário testar o efeito de todos eles nos neo-ateus.

    • « Dá pra encontrar mais um monte de rótulos, mas ainda é necessário testar o efeito de todos eles nos neo-ateus. »

      Experimente esta frase: “Os neo-ateus são cocô-de-4-patas”. 😀

  4. Quando eu vejo um esquerdista defendendo de forma tão ferrenha e apaixonada o Estado, partidos e/ou líderes políticos, governos, etc., eu o chamo de “ingênuo”.

    Falo algo do tipo: “Como você pode ser tão “ingênuo” ao depositar tanto a sua confiança no (Lula, PT, PSDB, PC do B, bolcheviques, Richard Dawkins, etc.)?”

    Falo por mim. Das vezes que eu rotulei um esquerdista de “ingênuo” em um debate (seja virtualmente ou não) o recuo foi instantâneo.

    Sempre que possível eu faço isso. Deixo o sujeito falar até cansar das suas crenças políticas, depois eu o rotulo de ingênuo e, logo depois, explico por que ele é ingênuo com inúmeros exemplos dos fracassos de esquerdistas ao longo da história em tentar salvar a raça humana.

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