Rótulo: Opressor (representante do, alinhado com o, o próprio)

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Oppressor_Flamethrower

Última atualização: 09 de janeiro de 2013 – [Índice de Rótulos][Página Principal]

Há vários rótulos que existiam antes da esquerda, mesmo que esta os tenha usurpado posteriormente. Entretanto, este rótulo aqui tratado praticamente nasceu com eles.

Hoje em dia, “opressor” é um rótulo atribuído sempre ao grupo adversário dos esquerdistas. Grande parte da obra de Marx não passa de um pretexto para ele definir seus oponentes como “opressores”, e ao mesmo tempo seu grupo como “oprimido”. Os ideólogos da Revolução Francesa sempre foram pelo mesmo caminho.

O impacto psicológico da expressão “opressor” significa o seguinte: alguém que deve ser percebido pela patuléia como inimigo do povo. Ora, se alguém fala para o povo, e consegue definir o outro de forma polarizada como seu inimigo, é claro que este agora identificado como um opressor dos desfavorecidos não vai ser ouvido de forma alguma.

Gayzistas chamam os heterossexuais e a Igreja de “opressores”, enquanto as feministas fazem o mesmo em relação aos homens em geral, e à sociedade (na verdade, estão rotulando apenas a parte da sociedade que não concorda com elas, é claro). Neo-ateus não são tão especialistas em implementar este rótulo ao oponente (marxistas fazem isso com mais tarimba), mas muitas vezes contam historinhas onde o embutem de forma implícita – como por exemplo quando chegam com histórias em que ateus “são vítimas de discriminação” (mesmo que neo-ateus passem todo seu tempo discriminando os religiosos tradicionais).

Quem acaba sendo identificado como “opressor” passa a ser percebido como alguém que não é digno da menor caridade, e contra o qual todos atos a priori estão justificados.

Como se tornou um clichê da esquerda, pode ser que o rótulo não funcione caso seja auto-atribuído por alguém da direita. Neste caso, não teríamos uma “disputa de rótulos”, mas sim o desmascaramento do esquerdista quando o utiliza em direção ao adversário. (Releia o meu primeiro post sobre o jogo de rótulos, e reveja as regras sugeridas)

Em alguns casos, como na era do politicamente correto, os defensores do status quo da linguagem esquerdista podem ser tachados de “opressores”, e a rotulagem, neste caso, é adequadíssima.

Em todo caso, seja atribuindo o rótulo “opressor” ao esquerdista, ou refutando-o quando ele tenta atribuir este rótulo a você ou a um grupo que você apóia, lembre-se de que esta rotulagem é uma das mais poderosas do debate político.

Regra: nunca deixe barato se o esquerdista te rotular, ou ao seu grupo, como “opressor”. Quanto mais assertiva a resposta, melhor.

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2 COMMENTS

  1. Outra que poderia ser comentada aqui: o FEMEN Brasil foi até o shopping onde estava a casa de vidro do BBB e os seguranças, que já estavam avisados e contavam com informantes à paisana na multidão, em segundos retiraram as manifestantes. Agora vem a parte importante da coisa: elas acusam os seguranças de as terem ferido. Note-se que Sara Winter está com arranhões no lado esquerdo da face, mas se notarmos esta imagem da AP em que os seguranças a carregam, pode ser muito mais uma homenagem ao goleiro Rojas do que algo infligido por terceiros (vejam a mão esquerda dela razoavelmente livre). Se não for isso, pode ser dela se ralando contra o relógio de pulseira metálica de um dos leões-de-chácara. Não parece ser marca de sapato, ainda mais pensando que esses têm cantos vivos maiores que os de uma unha ou pulseira de relógio. Não esqueçamos que umas das táticas das integrantes do FEMEN quando são pegas por policiais e seguranças é ficar se debatendo que nem um peixe fora d’água e isso pode causar ferimentos que não são culpa de quem as pega segundo o procedimento normal. Está cheirando a cavar falta.
    Diz Anna Steel, outra das manifestantes, que os seguranças as teriam trancado em uma salinha do shopping e dito impropérios. Que prova há disso? Vou ficar aqui esperando. Ainda assim, seria interessante que os próximos a parar protestos do grupo passem a usar câmeras portáteis (uma GoPro da vida serve) para mostrarem o todo de como elas foram contidas, até para que não se dê margem para tais alegações.

    O motivo do protesto? Não que precisasse, mas dizem elas que o protesto é contra a alienação promovida pelos reality-shows. Porém, ninguém apontou uma arma na cabeça do telespectador e o obrigou a assistir ao BBB em vez de concertos de Bach. Aliás, se formos olhar para os últimos BBBs, notaremos inclusive que a audiência vem despencando, não sendo à toa que nas últimas edições vêm buscando ex-participantes, mesmo assim sem sucesso. Logo, se há uma significativa porcentagem de alienados, com certeza a fatia daqueles que o são devido a reality-shows vem diminuindo e o protesto em si acaba sendo mais sem sentido ainda.
    Porém, o shopping Santana Park diz que não prestará queixa contra as integrantes do FEMEN Brasil. Tudo bem que parte disso é por causa de um certo componente de ser a palavra de um contra a de outro, mas também podemos considerar que eles estejam preocupados com duas outras coisas:

    1) Passar pelos malvadões da história (algo obtível pela famosa inversão de culpa revolucionária potencializada por xingar muito no Twitter e por aí vai);

    2) Evitar dar mais publicidade ao FEMEN Brasil do que aquela que já foi obtida com o ato tresloucado de marcar território.

    Ainda assim, e pensando em protestos anteriores do referido grupo (vide Marisa), é possível que shoppings passem a ser alvos preferenciais, até porque têm ar-condicionado e isso evita que a tinta que elas usam derreta no calor. Fora isso, o FEMEN não tem despesas com ponto de venda físico, até porque só trabalha com vendas eletrônicas.

    Obs: seguem mais links com fotos do ocorrido, como este álbum da Jovem Pan no Facebook.

  2. “Opressor X oprimido” – maniqueísmo puro.
    Esquerdistas de um modo geral gostam de usar os termos “conservador” e “reacionário”. como sinônimos de opressor.
    Na verdade, utilizam esses rótulos como sinônimo de “malvados”.

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