Leonardo Bruno e uma excelente refutação da fraude neo-ateísta que alega que “ateus são mais inteligentes”

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Eu poderia até gostar de ser chamado de “mais inteligente, por ser ateu”, mas não acho vantagem alguma depender de fraude intelectual para capitalização política. Eu não sou nenhum santo, mas entendo que capitalizações políticas oriundas de fraudes resultam, mais cedo ou mais tarde, em desmoralização daquele que as utilizou. Portanto, se eu receber elogio ou crítica por minha inteligência e/ou cultura (ou ausência delas), atribuirei responsabilidade aos meus genes, à minha história de vida e ao meu esforço para obter conhecimento.

Quer dizer: os méritos por tudo que eu consigo, em termos intelectuais, são meus, e não do meu ateísmo. (Claro que eu agradeço a amigos  também intelectualizados que já me deram dicas de leitura, e alguns até já me enviaram livros interessantes. Olavo de Carvalho, que eu não conheço pessoalmente, já deu excelentes dicas de leitura em seus programas True Outspeak – obras como as de Edward Bernays, Elisabeth Noelle-Neumann, Stanley Cohen e vários outros foram indicados por ele)

Indo em direção exatamente oposta, os neo-ateus querem dizer que “ateus são mais inteligentes, por estarem em maior quantidade em universidades” ou “por terem, em média, maior QI” (aliás, os que chegam nas universidades tem mesmo, em média, um maior QI). Só que os neo-ateus omitem o fato de que, a medida em que avançam nos estudos em escolas formais (o que não ocorreria em plataformas e-learning, por exemplo), as pessoas estão cada vez mais em um ambiente onde a doutrinação hegemônica agora é humanista, o que vem ocorrendo há uns 300 anos, mas aumentado gradativamente depois da estratégia gramsciana, criada nos anos 20-30, mas implementada de forma organizada a partir dos anos 50-60.

Leonardo brilhantemente identifica a fraude ao lembrar que, na época da dominação cultural católica nas universidades, todos os grandes intelectuais eram cristãos. Motivo: a doutrinação feita lá era baseada em cristianismo. Agora, nas escolas e universidades, o programa foi trocado por uma doutrinação humanista, o que leva a um aumento considerável de ateísmo nestas pessoas. Lembremos que tal doutrinação aumenta ao mesmo tempo a quantidade de esquerdismo nos frequentadores do ambiente acadêmico, o que serve como evidência de que doutrinação acadêmica em um dado programa não faz nada em favor de provar que “pessoas que caem no programa X são mais inteligentes, por causa do programa X”. (Onde X, que é o programa a ser inserido via lavagem cerebral na mente dos estudantes, pode ser marxismo, humanismo, neo-ateísmo, etc.)

Neo-ateus demonstrarão sua falta de inteligência se fizerem as seguintes compreensões a respeito do que eu escrevi:

  • “Quer dizer então que o Luciano disse que ateus não podem ser inteligentes?” (Onde eu teria deixado isso explícito)
  • “Quer dizer que todo ateu é por causa de doutrinação?” (Também não escrevi isso, mas sim que a doutrinação hegemônica humanista aumenta as chances de ateísmo, mas não é responsável por todas as manifestações de ateísmo – assim como a doutrinação católica do passado não era responsável por todas as manifestações de teísmo *bocejos*)
  • “O Luciano quer dizer que teístas são mais inteligentes”. (Na verdade, meu texto não diz nada em favor de maior ou menor inteligência nem para teísmo e nem para ateísmo)
  • “O Luciano está chamando os ateus de fraudadores intelectuais” (Não, estou chamando os neo-ateus de fraudadores intelectuais, não os ateus como um todo”
  • “O Luciano diz que só quem não é neo-ateu é ateu de verdade” (De jeito algum. Eu disse que tanto ateus tradicionais como neo-ateus são ateus, assim como evangélicos, católicos, neo-pentecostais e judeus são todos teístas)

Mas, como diria o Barão de Itararé, de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada.

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4 COMMENTS

  1. Lá no Deusilusão começaram com a ladainha dizendo que se eu te apoiei, sou fake seu. Quando junta o Bruno e aquele pessoal, tentam rebater argumentos dizendo que todos são fake seu. Você tem algo escrito a esse respeito sobre fakes?

  2. O Marco Suriani mais uma vez se supera

    “As implicações lógicas e as intenções (nem tão) ocultas do discurso do Conde traem uma pessoa que acredita que negros estão em menor número na universidade porque são pobres, estudam pouco, são burros, são irresponsáveis, não cumprem seus deveres legais e têm que seguir um caminho mais difícil até a universidade. Eu, ao contrário, coloquei a culpa na sociedade como um todo, disse que a solução deve envolver, portanto, toda ela, apesar da solução das cotas ser falha.”

    Repetindo: “culpa na sociedade como um todo”.

    Ele é extrema-esquerda.

    • hahahahaahha

      O Marco Suriani é bom comediante. Gastou um tempão para dizer que era alguém “além da esquerda e direita” e agora vem com essa de “culpa de toda a sociedade”.

      Ele é um fanfarrão esquerdista.

      Elementar.

      Abs,

      LH

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