O realismo de Chris Hedges na denúncia ao neo-ateísmo OU Por que os oponentes do neo-ateísmo deviam estar muito mais preocupados do que estão

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Chris Hedges é esquerdista (chegou a participar dos protestos do Occupy Wall Street), eu não. Ele acredita em um humanismo moderado, eu não acredito em nenhuma forma do humanismo. Ele ainda clica em e-mail de phishing achando que ele veio por engano, enquanto eu sei que o email de phishing é uma fraude intencional.

Mesmo com nossas divergências, devo reconhecer que uma das raras abordagens interessantes sobre  neo-ateísmo está no livro When Atheism Becomes Religion, lançado por Chris Hedges em 2008.

Em relação a demais autores que refutaram o neo-ateísmo, eu vejo que a maioria deles parte para um debate argumentativo, no qual já perderam antecipadamente, pois o oponente criou situações para que não exista sequer debate, como já demonstrei aqui.

Ao invés disso, Hedges explica o padrão de comportamento do neo-ateísmo, e nos dá sólidos argumentos para mostrar por que ele é tão perigoso em termos sociais.

A sede de sangue dos neo-ateus

Hedges, em uma linha bem próxima a John Gray, nos mostra que o neo-ateísmo leva ao extremo a noção de que a sociedade está a caminho da “salvação universal”, e que um grupo (eles, é claro) possui o mapa para esta salvação. Não demora, naturalmente, para surgir a ideia da erradicação dos seres humanos que atrapalhem a “marcha do progresso”.

O autor também critica a ala esquerdista dos religiosos, que também compra o mito de “que nós podemos progredir moralmente enquanto espécie”. O autor já havia abordado o tema do mito do progresso moral no ótimo livro The World as It Is: Dispatches on the Myth of Human Progress.

Segundo ele: “é esta crença ingênua em nossa bondade e decência – esta incapacidade de encarar a realidade negra da natureza humana, nossa capacidade para o mal e o universo amoral em que habitamos – o aspecto mais preocupante de todos estes sistemas de pensamento”. Relembrando novamente Gray, ele afirma:

Não há nada na natureza humana ou na história humana que dê suporte à ideia que nós estamos avançando moralmente enquanto espécie, ou que iremos superar as falhas da natureza humana. Nós progredimos tecnologicamente e cientificamente, mas não moralmente. Nós utilizamos os mais novos instrumentos do progresso científico e tecnológico para criar as mais eficientes formas de matar, oprimir, realizar exploração econômica e acelerar a degradação ambiental. Há um lado bom e mau no progresso humano. Não estamos avançando em direção a uma utopia gloriosa.

A grande tragédia da venda das utopias, no entanto, não é a ilusão de seus adeptos, mas a ideia ilusória vendida, que automaticamente dá autoridade moral para seus adeptos praticarem toda e qualquer atrocidade em prol desse “futuro lindo”. Depois do advento do humanismo, isso se tornou um padrão típico do Ocidente, contaminado pela religião política.

Ele também é pertinente ao lembrar que os neo-ateus “distorcem os ensinamentos de Charles Darwin, e a biologia evolucionista da mesma forma que os cristãos fundamentalistas distorcem a Bíblia”. Ele nota o padrão, novamente, dizendo que os neo-ateus

Dizem que estamos a caminho de um paraíso, um estado de perfeição humana, só que agora tornada possível pela ciência e razão.

Os neo-ateus como anti-darwinistas

Outro ponto central no livro de Hedges inclui a lembrança da história da teoria de Darwin, publicada no livro “A Origem das Espécies” em 1859, no qual ele definiu a seleção natural como o mecanismo que direciona e gera a vida.

Ele também explica que na época a ciência evolucionista se tornou um “substituto para a religião”. Segundo ele, “foi usada para promover racismo e pseudo-ciência, como a eugenia, uma teoria de determinismo biológico inventada por Francis Galton, primo de Darwin”. Em 1874, até o próprio Darwin mencionou parte do trabalho de Galton na segunda edição de “The Descent of Man”. Também citou o trabalho de Herbert Spencer, criador do darwinismo social. Mesmo assim, Hedges nos lembra, acertadamente, que Darwin jamais viu qualquer tipo de “objetivo final” para a espécie humana.

Darwin sempre foi um cientista muito rigoroso, que sempre fugiu dos interesses ideológicos mesquinhos da maioria de seus seguidores. Ele ia para onde as evidências o apontavam. Nesse ponto, ele e Dawkins sempre caminharam em direções opostas. Darwin sabia que era impossível inferir, a partir de sua pesquisa, a noção de que a espécie humana caminharia em direção a um paraíso. Mesmo que ele reconhecesse, como Hedges aponta, “a possibilidade de compaixão e benevolência na espécie humana”, isso apenas significa que temos adaptações que dão a nossa espécie uma vantagem evolutiva. Em síntese, para Darwin, em termos evolutivos, devíamos observar a compaixão humana assim como observamos a compaixão entre os membros de várias outras espécies animais. Mas macacos serão sempre macacos, e homens serão sempre homens. A crença em que ampliaremos essa compaixão para criar um “ultra-altruísmo universal”, como professam os humanistas, é uma ilusão. E uma ilusão perigosa, que nos distancia da realidade. Os humanistas não são darwinistas, mas revisionistas do darwinismo, mesmo sem terem nenhuma base científica para fazê-lo.

Hedges é letal quando também nos lembra uma das grandes obras de Sigmund Freud, “A Civilização e seus Descontentes”, na qual este apontava que “tentativas de se negar o aspecto irracional do ser humano aumentam o potencial de irracionalidade”. Quer dizer, se os neo-ateus já distorcem tudo o que a ciência tem a nos dizer em termos darwinistas, também distorcem tudo o que sabemos sobre o funcionamento do cérebro. Quando eles dizem que “defendem a razão, enquanto o teísta defende a crença injustificada”, sabem que estão mentindo, pois ambos possuem algumas crenças injustificadas, típicas da natureza humana. A diferença é que enquanto muitos religiosos entendem que algumas de suas crenças só podem ser aceitas por fé, neo-ateus fingem dizendo que “todas as suas crenças são aceitas por evidências”. Mas, como vimos, distorcer tudo que Darwin falou não é o mesmo que “aceitar crenças por evidências”, mas fugir delas. Fica claro que neo-ateus nem de longe são “adeptos da ciência e razão”, mas, como sempre demonstrei, pessoas que buscam esses rótulos para capitalizarem politicamente.

A grande diferença entre eu e Hedges, é claro, é o ato de clicar no email de phishing e achar que ele veio por engano. Hedges diz que “neo-ateus endeusaram a ciência e razão”, enquanto eu obviamente, especialmente depois de muitos testes feitos em embates com eles, sei que o email de phishing é uma fraude intencional, isto é, eles não acreditam em ciência e razão, e não dão a mínima para ambos, mas a propaganda é feita em cima destes rótulos para capitalização política.

Mais sobre a máquina de morte criada pelos neo-ateus

Assim como todos os adeptos da mentalidade revolucionária, os neo-ateístas possuem uma visão inflexível do “bem”, que é o que eles carregam, e por isso todos os seus atos estão a priori justificados. Um dos pilares de sua propaganda é a “criação de um mundo melhor”.

Este é o maior perigos que vem não de crentes ou descrentes em Deus,

mas daqueles que, utilizando as bandeiras da religião, ciência ou razão, imaginam que nós podemos nos libertar das limitações da natureza humana e aperfeiçoar a espécie. Aqueles que acham que nós estamos avançando moralmente como espécie estão se auto-iludindo. Não há nada na ciência ou na história para dar sustentação a essa ideia. Os humanos podem fazer avanços morais, como também construir sociedades morais, mas também retroceder moralmente. Nossas histórias pessoais ou coletivas não são lineares. Nós nos alternamos entre períodos de luz e períodos de trevas. Nós podemos progredir materialmente, mas não progredimos moralmente. A crença no avanço moral coletivo ignora as falhas inerentes da natureza humana assim como a realidade trágica da história humana. Não importa se ela vem em forma secular, ou religiosa, esta crença é um pensamento mágico. Esta versão secular de um mito da carochinha não é menos fantástica, e não menos delirante, do que algumas pregadas em palanques de igrejas. A batalha atualmente na América não é uma batalha entre religião e ciência; é uma batalha entre fundamentalistas religiosos e seculares. É uma batalha entre dois grupos intoxicados com as crenças utópicas e mágicas de que a humanidade pode controlar seu destino. Esta é uma das formas mais pervasivas de auto-ilusão […] ela nos encoraja a ignorar a realidade.

Hedges nos lembra que estas ilusões são facilmente vendidas, pois o ser humano possui um “desejo por emancipação, felicidade e prosperidade universal”, e isso seduz a mente humana. Até a Igreja já teve (e ainda tem) alguns setores utópicos em seu interior, mas ao menos de vez em quando líderes religiosos lembram o perigo deste pensamento. Ao invés disso, os humanistas (e os neo-ateus são os humanistas extremos) sempre tendem a abraçá-lo. A crença no “progresso moral humano” não é validada por evidências, ao contrário, é negada por elas, mas muitos acreditam nisso por que, segundo Hedges:

Nos sentimos confortados pelo pensamento de que estamos avançando moralmente como espécie. Queremos que as coisas caminhem para o melhor. Queremos acreditar que estamos progredindo. Esta crença é mais reconfortante do que ver a realidade.

Hedges lembra que o problema não está naqueles que deixam de crer em Deus, mas naqueles que deixam de crer no pecado. E ele faz questão de usar a expressão “pecado” fora do tradicional sentido religioso. O pecado é a tendência humana para explorar suas falhas naturais de comportamento. Quando não se acredita em “pecado”, fica mais fácil jogar a culpa dos males da sociedade em crenças e grupos rivais ao invés de se reconhecer as falhas inerentes do ser humano. É uma fuga da responsabilidade, que tem uma finalidade estratégica: culpar mais facilmente e de maneira injustificada seus rivais.

O autor também explica que o Iluminismo foi ao mesmo tempo uma “benção, tanto quanto uma maldição”. O discurso da Revolução Francesa prometia “dignidade humana e condenava tirania, superstição, ignorância e injustiça”. Claro que em minhas análises de acordo com o ceticismo político, isso significa apenas a propaganda com o uso de palavras virtuosas, ou seja, a maior chance de vitória no jogo de rótulos.

Mas, como já disse, Hedges de vez em quando clica no email de phishing achando que ele veio por engano. Por isso, o autor entende que esse foi o lado “bom” da Revolução Francesa, mas a meu ver usar rótulos positivos para a conquista do poder é sempre algo que vai além do discurso moral, isto é, o vencedor no jogo de rótulos vence, e o perdedor perde. Por isso, eu não julgo os revolucionários franceses como “bonzinhos ou malvados”, mas como espertos no uso de um discurso. Seja lá como for, vamos ver agora o que Hedges define como o lado “maligno” da Revolução Francesa: é a tendência do grupo buscando poder tentando se auto-definir com portador da razão, para implementar no senso comum a noção de que os outros são “atrasados”, e portanto atrapalhando a “marcha do progresso”. Segundo minha análise, isto para mim é somente o uso da propaganda para a conquista do poder.

Como precisam criar um sentimento de ódio em relação aos “oponentes do mundo melhor”, usam toda e qualquer técnica de propaganda para demonizar os religiosos. Não é por outro motivo que Hedges denuncia o início do livro “A Morte da Fé”, de Sam Harris, quando este diz que após um homem-bomba se suicidar, levando várias vidas inocentes consigo, os pais desse homem-bomba fazem uma festa para celebrar sua morte. Hedges, que passou quase uma década no mundo islâmico cobrindo guerras, tacha a história criada por Harris de no mínimo imbecil. Aí eu já discordaria: Harris não é imbecil. É mentiroso e safado.

Hedges nota que para os neo-ateus, “as pessoas precisam ser como eles, pensar como eles, e adotar seus valores, que eles entendem serem universais”. Caso os outros não vejam o mundo pelo seu livrinho de regras, devem ser banidos da sociedade civilizada.

O autor lembra que a descrição feita por Hitchens e Harris a respeito dos islâmicos seria tachada de “racista, cruel e intolerante”, caso fosse praticada por gente como Pat Robertson e Jerry Falwell. Curiosamente, são esses que Dawkins denota como os “mais perigosos” da religião no Ocidente. Provavelmente, por que rivalizam em pregação de ódio com os neo-ateus. Mas não há que se preocuparem, pois os neo-ateus ganham de lavada. Harris pede simplesmente o extermínio de 1 bilhão de pessoas (todos os islâmicos), apenas por que eles possuem um sistema de crenças com o qual ele não concorda.

A técnica de Harris é uma que em propaganda chamamos de desumanização, que é a imputação de tamanha carga de preconceito sobre um grupo que depois de um tempo fica fácil para o senso comum aceitar que qualquer atrocidade seja feita contra este grupo. Hedges lembra que fica fácil depois encarar que “as pessoas a serem assassinadas, como nos dizem, não são indivíduos em si, não possuem esperanças e aspirações, e apenas se parecem com humanos, e devem ser destruídos pelo que representam”.

O Barão de Itararé diria que de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada. Mas o livro de Hedges é um daqueles a abordar o neo-ateísmo de que eu menos esperava algo de útil, mas foi o que mais me surpreendeu positivamente. Claro que ninguém é perfeito, e as ilusões esquerdistas do autor são desanimadoras, mas ao menos ele foge do lugar-comum daqueles que acham que os neo-ateus entraram em campo para argumentar. Um ponto negativo fica ainda para a ilusão dele em achar que os autores neo-ateus “possuem uma crença perigosa”, quando o melhor seria dizer que possuem um “discurso recheado de técnicas de propaganda perigosas”.

Mas, se quiserem um autor que ao mesmo tempo aborde o neo-ateísmo, refute os seus argumentos, mas ao mesmo tempo nem sequer clique no e-mail de phishing (pois sabe que ele não veio por engano, e na verdade é uma fraude intencional), aguardem o meu livro sobre Richard Dawkins (em relação a este trarei novidades até março/2013).

Enquanto isso, When Atheism Becomes Religion vai quebrando o galho, assim como A Verdade Sobre o Cristianismo, de Dinesh D’Souza.

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23 COMMENTS

  1. Luciano, excelente artigo. Aprendi algumas coisas. Vou começar a ler esses autores, pois a “coisa” está mais séria do que aparenta. Tudo indica que grandes mudanças acontecerão no mundo via neo-ateísmo-humanista-perfeito. Coincidência ou não esse status quo vem de encontro às profecias apocalipticas, onde um novo sistema de governo (mundial) deverá ser implantado; um sistema humanista enganador que fará grande estrago na humanidade (com direito à extinção de boa parte dela). Parabéns. Vou comprar esses livros.
    Abração, Dr.

  2. “Mas, se quiserem um autor que ao mesmo tempo aborde o neo-ateísmo, refute os seus argumentos, mas ao mesmo tempo nem sequer clique no e-mail de phishing (pois sabe que ele não veio por engano, e na verdade é uma fraude intencional), aguardem o meu livro sobre Richard Dawkins (em relação a este trarei novidades até março/2013)”.

    Seria essa afirmação uma (no sentido “ayanistico” do termo)… propaganda? 😛

  3. Querido Luciano, o ADAMANTDOG postou para ti: (Ele é teísta)

    “Tem hora que eu fico pensando no seguinte: Como pessoas inteligentes como o Sr. Luciano Ayan e outros ficam usando o termo “Se converter ao ateísmo” (querendo dar um sentido religioso ao movimento ateísta)
    Qual o intento disso Sr. Luciano Ayan?!

    Não pergunto ai no blog do Sr. porque o Sr. filtra não deixa passar.”

    • Day, existem alguns “filtros” linguísticos aí, nos quais o Adamantdog se acostumou e limitam a percepção.

      Por exemplo, eu não uso o termo “conservador”, mas sim “conservador de direita”, em oposição aos “conservadores de esquerda”.

      “Conversão” é apenas transformação de algo em outra. Pode ser aplicado também a pensamento de esquerda ou de direita.

      Já usei o termo “desconversão”.

      Termos como “crente” e “conversão” tem sido usados mais para se aplicar a religião, mas isso é mais armadilha linguística.

      Abs,

      LH

  4. Dinesh D’Souza é um dos poucos apologistas que tem um perfil mais ofensivo, não é a toa que é considerado como “persona non grata” entre alguns ateístas.

    (Ps: Luciano, seu livro vai ser digital ou pretendes lançar no mercado impresso?).

    Abs.

  5. Tu escreverá um livro sobre Dawkins? Que maneiro. XD Mas ele será publicado forma fisíca ou tu vai apenas disponibiliza-lo na net? Eu prefiro a primeira opção…

    • Hebert,

      Será disponibilizado via Net. Poderá ser adquirido via Amazon. 😉

      Novidades até março, no máximo, com lançamento em junho/julho.

      Abs,

      LH

  6. Luciano, como você nao respondeu meu e-mail, ai vai o que te escrevi:

    Richard Dawkins x Richard Dawkins – O Propósito

    Vi uma coisa esquisita no debate “O universo tem propósito?” Darkin x Craig

    Mudei a ordem cronologica das falas de Darkin e ele parece argumentar contra si mesmo, veja a linha de raciocinio:

    Veja o video abaixo:
    http://www.youtube.com/watch?list=PLF65BDFB3FB6AC96E&v=bErQvvVuDuQ&feature=player_detailpage#t=144s

    Ele diz isso no link acima:

    “Nós, como cientistas, nos engajamos numa empreitada para entender a complexidade e esse é o problema difícil.
    Propósito é uma das manifestações de complexidade.
    …cérebros, propósitos e outras coisas como amor são coisas que precisam de explicação e nos estamos trabalhando para respondee-las.”

    Lembre-se das palavras acima e veja os vídeos resposta contra-argumentando ele mesmo:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=2Bla3t8jEP4&list=PLF65BDFB3FB6AC96E#t=395s

    Resumindo o segundo link, ele diz que as perguntas “por que” (propósito) são estúpidas ou infantis.

    Para completar, olha isso que ele fala agora:
    http://www.youtube.com/watch?list=PLF65BDFB3FB6AC96E&v=H-GFpQZkke8&feature=player_detailpage#t=357s

    Ele diz que a pergunta: “Porque o universo é do jeito que é?” é uma pergunta tola. Assim como perguntar como: “Qual a cor da inveja ?”

    Meu questionamento, retornando o que ele diz no primeiro link que passei:

    Mas não são os cientistas que querem entender a complexidade? E o propósito não é uma das manifestações da complexidade?

    Será que ele quer dizer que “o universo é do jeito que é” não é um questionamento complexo?
    Se não é, qual o porquê de tanto estudar sua origem e formação pela ciência.
    Se é complexo, deve ser estudado pela ciência. Mas essa pergunta não é tola?

    Eu fiquei muito confuso no que ele quis dizer…

    • Ele, Dawkins, é um estúpido, um caminhão de truques. Craig arrasou com ele. Como as pessoas seguem uma “filosofia” tão irracional? Como eu estudo a Bíblia, meu amigo, vejo claramente a veracidade da mesma. Isso que está acontecendo está em 2Coríntios 4.3: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” É a questão do Mal. Muitos, estando cegos – como neoateus – com esse movimento infame, têm como serventia preparar o caminho para o Mal chegar. Quando o Anticristo governar, esses tolos dirão: “Isso é que é Deus! Este faz as coisas! Acaba com as crises econômicas! Este é Deus! De carne e osso e poderoso!”. Mas então conhecerão o sobrenatural. Basta ler o livro de Daniel, capítulo nove, para vermos as profecias impressionantes e absolutamente precisas sobre a primeira vinda de Cristo, bem como a segunda. Nesse livro também vejo claramente que essa corrente ateísta faz parte do profecia. A religião tem que esfriar, e esses indoutos falaciosos são “escolhidos” para preparar as massas para adorarem ao deus desse século. Tudo está na Bíblia. É impressionante.

  7. É obvio que não se pode mudar o homem na sua essência, mas pode-se e deve-se controla-lo. E controle não é um palavrão não. Controlamos nossos filhos desde pequenos para que se adequem à sociedade e possam viver o mais plenamente possível. Engana-se que é possível viver em plena liberdade. Pode-se viver plenamente apenas e tão somente gostando muito do cativeiro! eheh
    Portanto essa briga entre neo ateístas, crentes conservadores, agnósticos conservadores, nada mais é do que disputa entre sistemas de controle. Basicamente entre sistemas de controle tradicionais e arcaicos e sistemas mais avançados ou que abarcam/assimilaram e acolheram melhor os avanços tecnológicos. Temos em um extremo a religião que foi eficiente na promoção de certos valores morais mas sempre foi relutante em revisar suas “verdades absolutas” e seus dogmas, e se vê sempre desmoralizada a cada descoberta científica. No outro extremo temos os questionadores e desbravadores da ciência que investiram seu tempo para desvelar aspectos da materialidade ora mistificados, e se sentem impelidos a desafiar as falácias da religião. Claro que há “depravados” entre grandes nomes da ciencia e do iluminismo, mas quem seria melhor do que eles para desafiar os auto-proclamados e não menos depravados portadores da vontade divina?
    Em resumo, a religião ou o pensamento transcendente, místico, é muito eficiente no controle das pessoas há centenas de séculos e confortou muita gente em muitos aspectos, mas hoje vemos avançar esse novo fenômeno que tomou força particularmente após o advento do iluminismo graças à percepção cada vez maior do cidadão comum, e com razão, de que a aspirina resolveu melhor sua dor de cabeça do que uma oração. Fazer o que? Muito compreensível se nos rendermos ao controle da ciência.

    • Doug, não sei se você percebeu, mas rotinas neo-ateístas não vão funcionar aqui…

      É obvio que não se pode mudar o homem na sua essência, mas pode-se e deve-se controla-lo.
      Ué, mas se não se pode mudar o homem na sua essência, então um grupo de homens “não controlados em sua essência” devem controlar o resto? Hehehehe…
      Defina melhor este argumento aí.
      E controle não é um palavrão não. Controlamos nossos filhos desde pequenos para que se adequem à sociedade e possam viver o mais plenamente possível. Engana-se que é possível viver em plena liberdade. Pode-se viver plenamente apenas e tão somente gostando muito do cativeiro! Eheh
      Mas ainda faltou apresentar um argumento para dizer ‘qual controle’ é mais justificado? De um governo totalitário? Da ONU? RS.
      Portanto essa briga entre neo ateístas, crentes conservadores, agnósticos conservadores, nada mais é do que disputa entre sistemas de controle. Basicamente entre sistemas de controle tradicionais e arcaicos e sistemas mais avançados ou que abarcam/assimilaram e acolheram melhor os avanços tecnológicos.
      Espere aí… vc diz então que se um governo é de origem humanista, então seus ‘sistemas de controle’ terão mais tecnologia? Hehehehe…
      Qual argumento científico para isso?
      Temos em um extremo a religião que foi eficiente na promoção de certos valores morais mas sempre foi relutante em revisar suas “verdades absolutas” e seus dogmas, e se vê sempre desmoralizada a cada descoberta científica.
      Aqui a falsa dicotomia entre ciência e religião. Ver propaganda do falso dilema http://lucianoayan.com/2013/01/26/tecnica-de-propaganda-falso-dilema/
      Além do mais, o próprio texto já demonstra que os dogmas do humanismo são muito menos científicos que os da religião revelada. Aí que está o truque: os humanistas acharam um meio de não ‘revisar seus dogmas’, bastando mentir dizendo que eles ‘são da ciencia’. Mas se os religiosos tradicionais descobrirem o truque, também dirão que ‘são da ciencia’, e daí, como fica? Basta gritar mais que é ‘da ciência’ que vira ‘mais tecnológico’? RS.
      Eu falei… propaganda aqui não passa. 😉
      No outro extremo temos os questionadores e desbravadores da ciência que investiram seu tempo para desvelar aspectos da materialidade ora mistificados, e se sentem impelidos a desafiar as falácias da religião. Claro que há “depravados” entre grandes nomes da ciencia e do iluminismo, mas quem seria melhor do que eles para desafiar os auto-proclamados e não menos depravados portadores da vontade divina?
      É exatamente por estes que, segundo o texto, podemos desmascarar os humanistas. Por mentirem que são ‘da ciência’, neo-ateus estão prejudicando a ciência. Poderiam ter ao menos a honestidade de reconhecer que seus dogmas são saltos de fé, mas aí a propaganda ñao funcionaria. RS.
      http://lucianoayan.com/2012/12/26/por-que-a-ciencia-precisa-do-desmascaramento-dos-cientificistas-que-mentem-sobre-ela/
      Em si, os nomes da ‘ciência’ não são os ‘nomes do iluminismo’. É preciso de muita ingenuidade para cair neste truque. Se um leitor meu ainda cair neste truque, toma um puxão de orelha 😉
      m resumo, a religião ou o pensamento transcendente, místico, é muito eficiente no controle das pessoas há centenas de séculos e confortou muita gente em muitos aspectos, mas hoje vemos avançar esse novo fenômeno que tomou força particularmente após o advento do iluminismo graças à percepção cada vez maior do cidadão comum, e com razão, de que a aspirina resolveu melhor sua dor de cabeça do que uma oração. Fazer o que? Muito compreensível se nos rendermos ao controle da ciência.
      Putz!!!
      Nessa altura do campeonato, vc tentar o truque do falso dilema, dizendo ‘ou toma aspirina ou reza’? RS.
      Já refutado aqui: http://lucianoayan.com/2009/08/25/segundo-carl-sagan-so-existem-duas-opcoes-rezar-ou-ir-ao-medico/
      De novo outra instancia do truque: http://lucianoayan.com/2013/01/16/rotina-neo-ateista-a-religiao-e-ruim-por-nao-se-propor-a-fazer-o-mesmo-que-a-ciencia/
      Quer dizer, humanista não debate, mas lança truques de propaganda, TODOS facilmente refutáveis.
      É por isso que humanistas são muito facilmente desmascaráveis.
      E ainda tem a cara-de-pau de aparecer com uma religião muito pior, fingir que são ‘da ciência’ (quando na verdade são oponentes dela). São fraudadores da teoria darwinista (pois nada do que alegam está de acordo com o darwinismo). Em suma, humanismo é doença mental.

      • Tréplicas identificadas com B) (a diagramação ficou uma merda então publico de novo)

        Doug, não sei se você percebeu, mas rotinas neo-ateístas não vão funcionar aqui…
        B) Não existem “rotinas neo ateístas” da minha parte, até porque não pertenço a nenhum grupo organizado e sequer exploro a questão vendendo livros sobre o assunto. O que acontece é que estas alegadas “rotinas” são apenas conclusões obvias de quem já experimentou a religião e trilhou o caminho penoso da “desintoxicação” até chegar aqui. E como eu já disse, não vejo diferença das “rotinas” , ou retóricas neo ateístas, fascistas, católicas, muçulmanas, judaicas, cientificistas, protestantes, ateístas… São grupos querendo obter ou manter seu poder ou simplesmente como todo mortal usar a bagagem adquirida para sobreviver. (Você não é darwinista?). Estar do lado de um ou de outro é sempre uma aposta, mas prefiro ficar do lado do que pelo menos não exija que eu renegue o que sou, vejo e sinto. Vivo dizendo que “somos mais felizes quanto mais próximos estivermos da nossa natureza” (Concordamos nisso, não?) Num certo sentido me coloco 99% alinhado com a sua proposta, exceto pelo fato descrito nestas suas considerações em seu perfil :

        – Em termos “fundamentalistas”, eu sou um darwinista, o que me coloca em oposição aos humanistas, pois estes usam o darwinismo até a página 3. Na verdade, eles distorcem o darwinismo para acoplar a ele suas crenças em que o homem irá superar suas contingências, o que nem de longe é sustentado pelo darwinismo. Em outras palavras, darwinismo para mim não é brincadeira ideológica, mas uma visão crua e sincera da natureza humana (assim como de qualquer espécie animal) que nos diz o que somos.

        Desculpe, Luciano, mas o darwinismo enquanto descoberta científica que explica certos fenômenos é bastante convincente, porém, cadê o seu ceticismo nessa hora? eheh
        Por acusar os neo-ateístas de tentarem fundar uma religião cientificista humanista (e eu concordo), eu tenho que dizer também que o ateísmo puro e simples fundado em bases darwinistas, isso sim, seria uma utopia das mais nefastas, até porque tornar as pessoas puramente céticas, darwinistas, lei do mais forte e tal…só seria possível nos transformando todos novamente em macacos. Aliás, na China, não é raro vermos o resultado desse niilismo quando uma pessoa sofre uma queda, um enfarto na rua, dizem que os transeuntes demoram mais do que no ocidente para socorrer o fulano.
        Aliás, já que você é ateu darwinista, então cogite também a possibilidade de que o que você chama no final de “doença mental” ser nada mais do que a providência evolutiva para que não nos matemos todos a dentadas como fazem os chimpanzés num mundo fundamentalmente darwinista. Muito provavelmente o salto de fé é uma proteção evolutiva para que a espécie não se suicide numa hecatombe nuclear, e você portanto está fadado à extinção !!! kkkkkkkk
        Sou mais pelo salto de fé dos neo-ateístas.

        É obvio que não se pode mudar o homem na sua essência, mas pode-se e deve-se controla-lo.
        Ué, mas se não se pode mudar o homem na sua essência, então um grupo de homens “não controlados em sua essência” devem controlar o resto? Hehehehe…
        Defina melhor este argumento aí.
        B) Eu é que não entendi sua pergunta e nem o uso do verbo “dever”. (Não “devemos” nada. As pessoas escolhem o que aparentemente funciona melhor. ) Mas vou explicar melhor o que me parecia obvio. Eu quis dizer que nós já não fazemos o que queremos desde a infância e desde sempre. Eu gostaria muito que o Sarney fosse atropelado, mas provavelmente eu não o atropelaria com medo de ser preso (pelo menos em público…kkk).

        E controle não é um palavrão não. Controlamos nossos filhos desde pequenos para que se adequem à sociedade e possam viver o mais plenamente possível. Engana-se que é possível viver em plena liberdade. Pode-se viver plenamente apenas e tão somente gostando muito do cativeiro! Eheh
        Mas ainda faltou apresentar um argumento para dizer ‘qual controle’ é mais justificado? De um governo totalitário? Da ONU? RS.
        B) Já somos controlados por um sistema totalitário não tão explícito, mas, mais ou menos unificado graças à tecnologia e à facilidade de comunicação, e isso vai se intensificar inexoravelmente. Está aí o dinheiro eletrônico, a completa informatização do sistema tributário….depois virá o chip implantado…a extinção do dinheiro de papel….etc…VAI acontecer, a não ser que por exemplo abramos mão de obedecer a algumas imposições tecnológicas em um boicote mundial à tecnologia liderado por um JESUS HIGH TEC que nos liberte e ao mesmo tempo garanta a ordem e finalmente optemos por uma vida mais simples… Você está disposto a isso? Claro que não. Você vai dizer que isso é papo de bicho-grilo humanista, esquerdista… Vai acabar até dizendo que a tecnologia e a ciência são uma “bênção”… Muito engraçado ver você dizer aos incautos que não acredita na evolução moral da humanidade (acho que sequer acredita na humanidade), mas ao mesmo tempo acredita que as coisas podem piorar se seguirmos os neo-ateus!!! Se podem piorar, já foram melhores, então podem melhorar mais ainda, não? kkkkkkkkk

        Portanto essa briga entre neo ateístas, crentes conservadores, agnósticos conservadores, nada mais é do que disputa entre sistemas de controle. Basicamente entre sistemas de controle tradicionais e arcaicos e sistemas mais avançados ou que abarcam/assimilaram e acolheram melhor os avanços tecnológicos.
        Espere aí… vc diz então que se um governo é de origem humanista, então seus ‘sistemas de controle’ terão mais tecnologia? Hehehehe…
        Qual argumento científico para isso?
        B) Entendeu errado ou tenta um sofisma feio!!! Explicando…A religião controla moralmente as pessoas, mas depois da divulgação científica para os meros mortais não está mais funcionando dizer “Deus está vendo”…. “Deus fará justiça”….”Deus proverá”… Está havendo uma necessidade de substituição inevitável, não porque humanistas são filhos do capeta como prega Olavo de Carvalho mas simplesmente porque é a ordem natural das coisas. Crianças de cinco anos já conhecem a evolução das espécies, sabem que a Terra é redonda e gira em torno do Sol, sabem que Adão e Eva provavelmente nunca existiram, ou no mínimo, sabem que não se pode ter certeza disso e que sacerdotes provavelmente mentem ou deliram… A humanidade está saindo da adolescência e a religião (enquanto sistema de controle moral) não está mais dando conta e tampouco sem ela não se tem uma hegemonia cultural e moral suficientemente evoluída para dar conta. A não ser que você queira proibir que ensinem ciência nas escolas para voltar a fortalecer a religião. Daí você realmente conseguirá evitar o fortalecimento do movimento neo-ateísta e de qualquer outro e os hipócritas ateus vão deitar e rolar podendo liderar uma sociedade cordeira de crentes. É esse seu paradigma?
        Ou você quer fundar o neo-iluminismo do ceticismo geral e irrestrito, ou seja, você quer que toda humanidade volte pra savana, num salve-se quem puder, ou acabe numa hecatombe nuclear, porque é isso que acaba acontecendo quando não há perspectiva de futuro.
        Desconfio que você não deseja nada disso e essa estória de neo-iluminismo é só pra vender livro e comer a mulherada, rapá. eheh

        Temos em um extremo a religião que foi eficiente na promoção de certos valores morais mas sempre foi relutante em revisar suas “verdades absolutas” e seus dogmas, e se vê sempre desmoralizada a cada descoberta científica.
        Aqui a falsa dicotomia entre ciência e religião. Ver propaganda do falso dilemahttp://lucianoayan.com/2013/01/26/tecnica-de-propaganda-falso-dilema/
        Além do mais, o próprio texto já demonstra que os dogmas do humanismo são muito menos científicos que os da religião revelada. Aí que está o truque: os humanistas acharam um meio de não ‘revisar seus dogmas’, bastando mentir dizendo que eles ‘são da ciencia’. Mas se os religiosos tradicionais descobrirem o truque, também dirão que ‘são da ciencia’, e daí, como fica? Basta gritar mais que é ‘da ciência’ que vira ‘mais tecnológico’? RS.
        Eu falei… propaganda aqui não passa.
        B) Todos sabem que o mal estar entre ciência e religião está longe de ser uma construção artificial, e nunca vai acabar porque a religião carece sempre de alguma pirotecnia material (milagres) e nunca se detém nos problemas espirituais…Daí, os que estudaram 20 anos pra curar uma doença obviamente ficam muito putos.
        Neo ateístas usam os argumentos mais óbvios, manjados e vulgarizados porque são filhos dialéticos da ciência x religião, fazer o que? Você não pode evitar isso. Provavelmente esses caras passaram pelo mesmo calvário que a maioria dos ateus de berço cristão: A sensação de termos sido manipulados para sermos controlados quando criança, levados a acreditar em um Deus e depois descobrir mais tarde que é tudo conversa pra boi dormir. Geralmente isso deixa as pessoas meio ácidas mesmo. kkk
        Portanto a dicotomia ciência-religião aqui neste caso se aplica de forma apenas superficial para explicar no fundo de onde vem boa parte do controle moral das pessoas (Deus está vendo você se masturbar… Se vc ferrar fulano, Deus te ferra…etc..) Não é propaganda.

        No outro extremo temos os questionadores e desbravadores da ciência que investiram seu tempo para desvelar aspectos da materialidade ora mistificados, e se sentem impelidos a desafiar as falácias da religião. Claro que há “depravados” entre grandes nomes da ciencia e do iluminismo, mas quem seria melhor do que eles para desafiar os auto-proclamados e não menos depravados portadores da vontade divina?
        É exatamente por estes que, segundo o texto, podemos desmascarar os humanistas. Por mentirem que são ‘da ciência’, neo-ateus estão prejudicando a ciência. Poderiam ter ao menos a honestidade de reconhecer que seus dogmas são saltos de fé, mas aí a propaganda ñao funcionaria. RS.
        http://lucianoayan.com/2012/12/26/por-que-a-ciencia-precisa-do-desmascaramento-dos-cientificistas-que-mentem-sobre-ela/
        Em si, os nomes da ‘ciência’ não são os ‘nomes do iluminismo’. É preciso de muita ingenuidade para cair neste truque. Se um leitor meu ainda cair neste truque, toma um puxão de orelha
        Em resumo, a religião ou o pensamento transcendente, místico, é muito eficiente no controle das pessoas há centenas de séculos e confortou muita gente em muitos aspectos, mas hoje vemos avançar esse novo fenômeno que tomou força particularmente após o advento do iluminismo graças à percepção cada vez maior do cidadão comum, e com razão, de que a aspirina resolveu melhor sua dor de cabeça do que uma oração. Fazer o que? Muito compreensível se nos rendermos ao controle da ciência.
        Putz!!!
        Nessa altura do campeonato, vc tentar o truque do falso dilema, dizendo ‘ou toma aspirina ou reza’? RS.
        Já refutado aqui: http://lucianoayan.com/2009/08/25/segundo-carl-sagan-so-existem-duas-opcoes-rezar-ou-ir-ao-medico/
        De novo outra instancia do truque:http://lucianoayan.com/2013/01/16/rotina-neo-ateista-a-religiao-e-ruim-por-nao-se-propor-a-fazer-o-mesmo-que-a-ciencia/
        Quer dizer, humanista não debate, mas lança truques de propaganda, TODOS facilmente refutáveis.
        É por isso que humanistas são muito facilmente desmascaráveis.
        E ainda tem a cara-de-pau de aparecer com uma religião muito pior, fingir que são ‘da ciência’ (quando na verdade são oponentes dela). São fraudadores da teoria darwinista (pois nada do que alegam está de acordo com o darwinismo). Em suma, humanismo é doença mental.
        B) Kkkkk…Humanismo é doença mental.. Ok. Ótimo. Pela lógica, como você compara humanismo com religião, ou melhor dizendo, AFIRMA que humanismo é religião, posso inferir que você também acha que a religião é doença mental. Gostei. Espero que meu amigo Fernando, seu fã, esteja lendo isso. E por favor tenha coragem de não só admitir isso aqui mas de colocar no seu livrinho!!! “Religião é doença mental”
        Voltando à austeridade do tema, digo o seguinte. Não sou cientista, não tenho um milésimo da sua cultura, e como já disseram por aí nos debates sou um analfabeto castiço, mas, tenazmente, construtivamente e sofregamente tentarei sintetizar a minha postura. Em um certo sentido, concordo que a idealização humanista assemelha-se sim à religião e procura substituí-la. A diferença é que a religião ainda leva por enquanto uma vantagem no que se refere a necessidade de provas (não dá pra ter certeza cem por cento da não existência do transcendental , da não existência de Deus, e não dá pra ter certeza cem por cento de que não somos vingados pela justiça divina e que os tiranos assassinos não pagarão no fogo eterno, no limbo, no umbral…). É a vantagem da dúvida!
        Já na “religião humanista” pelo menos a dúvida corre o risco de ser provisória. Ela, a tal religião, terá que provar cedo ou tarde que determinado “dogma” funciona, não é mesmo? Diante disso, existencialmente acho mais lógico optar por esse caminho.
        Também acho muitas vezes ridículos os propagandistas do neo-ateísmo. Mas às vezes realmente me solidarizo porque percebo que humanistas ateus rancorosos do neo-ateísmo se parecem comigo no seguinte aspecto: São certamente subprodutos do confronto religião/ciência, crentes desencantados em busca de uma nova epifânia.
        Será que simplesmente ser um ateu niilista cumpridor do seu papel reprodutivo como uma máquina bestial é um caminho melhor para todos, senhor Luciano? Acha isso possível para quem teve o cérebro moldado desde criança para crer em um plano maior para as coisas? Ou ainda, mesmo que escapemos da influencia dessa cultura, acha que um dia poderemos todos realmente olhar para o céu, e iluminados pelo futuro cético idealizado de Luciano Ayan deixaremos de fazer secretamente qualquer tipo de reverência ? E se conseguirmos, vai ter graça ?

      • Doug, há tantos espantalhos e exageros em seu post que nem sei por onde começar….

        Doug, não sei se você percebeu, mas rotinas neo-ateístas não vão funcionar aqui…
        B) Não existem “rotinas neo ateístas” da minha parte, até porque não pertenço a nenhum grupo organizado e sequer exploro a questão vendendo livros sobre o assunto. O que acontece é que estas alegadas “rotinas” são apenas conclusões obvias de quem já experimentou a religião e trilhou o caminho penoso da “desintoxicação” até chegar aqui.

        Aqui já temos um “testemunho”, que é uma técnica de propaganda, que no guia de falácias é reconhecida por evidência anedota. Qualquer um pode dizer que “sua conclusão é óbvia”, mas o problema é que todas as rotinas mapeadas aqui NÃO SÃO SUSTENTÁVEIS LOGICAMENTE. Ora, como se pode chegar a uma conclusão LÓGICA usando uma rotina que é fácilmente desmontável logicamente?
        Aliás, temos aqui o argumento da “experiência”… não preciso dizer que é fácil demoli-lo, não?
        E como eu já disse, não vejo diferença das “rotinas” , ou retóricas neo ateístas, fascistas, católicas, muçulmanas, judaicas, cientificistas, protestantes, ateístas… São grupos querendo obter ou manter seu poder ou simplesmente como todo mortal usar a bagagem adquirida para sobreviver. (Você não é darwinista?). Estar do lado de um ou de outro é sempre uma aposta, mas prefiro ficar do lado do que pelo menos não exija que eu renegue o que sou, vejo e sinto
        É teu direito ficar do lado que você quiser, mas enquanto isso é meu direito demonstrar, pela via argumentativa, TODAS AS FALHAS de seu sistema de pensamento..
        Desculpe, Luciano, mas o darwinismo enquanto descoberta científica que explica certos fenômenos é bastante convincente, porém, cadê o seu ceticismo nessa hora? Eheh
        No que o uso do ceticismo implica em recusar os fatos apontados pelo darwinismo? Explique-me, por favor…
        Por acusar os neo-ateístas de tentarem fundar uma religião cientificista humanista (e eu concordo), eu tenho que dizer também que o ateísmo puro e simples fundado em bases darwinistas, isso sim, seria uma utopia das mais nefastas, até porque tornar as pessoas puramente céticas, darwinistas, lei do mais forte e tal…só seria possível nos transformando todos novamente em macacos. Aliás, na China, não é raro vermos o resultado desse niilismo quando uma pessoa sofre uma queda, um enfarto na rua, dizem que os transeuntes demoram mais do que no ocidente para socorrer o fulano.
        Aqui você recorre à uma bisonha falácia do espantalho. Em nenhum momento em apoiei coisas como darwinismo social, e nem de longe defendo “ateísmo puro e simples”. Na verdade, eu não dou a mínima se alguém crê em Deus ou não, mas questiono fortemente a crença no homem. Aliás, eu não acuso os neo-ateus de “tentarem fundar uma religião cientificista”, mas sim de SEREM PARTE de uma que foi criada há muito mais tempo.
        Aliás, já que você é ateu darwinista, então cogite também a possibilidade de que o que você chama no final de “doença mental” ser nada mais do que a providência evolutiva para que não nos matemos todos a dentadas como fazem os chimpanzés num mundo fundamentalmente darwinista. Muito provavelmente o salto de fé é uma proteção evolutiva para que a espécie não se suicide numa hecatombe nuclear, e você portanto está fadado à extinção !!! kkkkkkkk
        Sou mais pelo salto de fé dos neo-ateístas.

        Mesmo que seja uma característica evolutiva, a sociedade viveu muito tempo sem a ilusão humanista, e não depende dela para absolutamente nada. Se a crença humanista é muito mais perigosa que a crença não-humanista, então temos mais motivos ainda para recusá-la. Outra coisa, se você “prefere o salto de fé dos neo-ateístas”, é uma questão pessoal, mas não um argumento a favor do neo-ateísmo, que, como se viu, foi devidamente refutado aqui. Tecnicamente, em termos de religião política, o neo-ateísmo pode facilmente ser colocado como pior do que qualquer religião tradicional, e, temos mais um motivo para recusá-lo.
        B) Eu é que não entendi sua pergunta e nem o uso do verbo “dever”. (Não “devemos” nada. As pessoas escolhem o que aparentemente funciona melhor. ) Mas vou explicar melhor o que me parecia obvio. Eu quis dizer que nós já não fazemos o que queremos desde a infância e desde sempre. Eu gostaria muito que o Sarney fosse atropelado, mas provavelmente eu não o atropelaria com medo de ser preso (pelo menos em público…kkk).
        Aha… as pessoas “escolhem o que aparentemente funciona melhor”? Lamento, mas isso não serve nem como discurso de auto-ajuda na linha Depaak Chopra. E, em momento algum, defendi o anarquismo. Aliás, o que defendo é um estado mínimo, mas com ênfase na proteção do cidadão.
        E controle não é um palavrão não. Controlamos nossos filhos desde pequenos para que se adequem à sociedade e possam viver o mais plenamente possível. Engana-se que é possível viver em plena liberdade. Pode-se viver plenamente apenas e tão somente gostando muito do cativeiro! Eheh
        Aqui é um falso dilema. Ou se aceita um controle totalitário, como o proposto pelos neo-ateus, ou então deve-se aceitar a ausência absoluta de controle. O seu argumento é tão ruim que nem vale ser comentado.
        B) Já somos controlados por um sistema totalitário não tão explícito, mas, mais ou menos unificado graças à tecnologia e à facilidade de comunicação, e isso vai se intensificar inexoravelmente. Está aí o dinheiro eletrônico, a completa informatização do sistema tributário….depois virá o chip implantado…a extinção do dinheiro de papel….etc…VAI acontecer, a não ser que por exemplo abramos mão de obedecer a algumas imposições tecnológicas em um boicote mundial à tecnologia liderado por um JESUS HIGH TEC que nos liberte e ao mesmo tempo garanta a ordem e finalmente optemos por uma vida mais simples… Você está disposto a isso? Claro que não. Você vai dizer que isso é papo de bicho-grilo humanista, esquerdista… Vai acabar até dizendo que a tecnologia e a ciência são uma “bênção”…
        Mais uma série de argumentos muito fracos. Não é por existir uma “tendência” a controles de larga escala, que estes controles são justificados. E, ademais, tendência não é fato comprovado. E teorias da conspiração, por favor, melhor deixar para lá… Não faz sentido criticar tecnologia e ciência, pois ela nos ajuda sempre que necessário. Por que eu teria que “passar a elogiar tecnologia e ciência” se eu já faço isso?
        Muito engraçado ver você dizer aos incautos que não acredita na evolução moral da humanidade (acho que sequer acredita na humanidade), mas ao mesmo tempo acredita que as coisas podem piorar se seguirmos os neo-ateus!!! Se podem piorar, já foram melhores, então podem melhorar mais ainda, não? Kkkkkkkkk
        Claro que as coisas podem melhorar, e piorar, melhorar, e piorar… não faz nenhum sentido isso que você disse. A questão é: acreditar em um “fim da história”, uma ilusão reconfortante dizendo que haverá um fim cheio de prosperidade em níveis globais, é uma crença ingênua, infantil e ao mesmo tempo ridícula em qualquer análise científica. Dizer que as coisas podem “melhorar” e depois “piorar” não significa absolutamente nada. Por exemplo, para o Iraque, as coisas melhoraram depois da guerra, em comparação com o período de guerra. Para a Europa, as coisas estão piores agora do que há algum tempo. Logo, possibilidades de melhora/piora ou piora/melhora não dizem absolutamente nada em favor da crença no homem.
        B) Entendeu errado ou tenta um sofisma feio!!! Explicando…A religião controla moralmente as pessoas, mas depois da divulgação científica para os meros mortais não está mais funcionando dizer “Deus está vendo”…. “Deus fará justiça”….”Deus proverá”… Está havendo uma necessidade de substituição inevitável, não porque humanistas são filhos do capeta como prega Olavo de Carvalho mas simplesmente porque é a ordem natural das coisas. Crianças de cinco anos já conhecem a evolução das espécies, sabem que a Terra é redonda e gira em torno do Sol, sabem que Adão e Eva provavelmente nunca existiram, ou no mínimo, sabem que não se pode ter certeza disso e que sacerdotes provavelmente mentem ou deliram… A humanidade está saindo da adolescência e a religião (enquanto sistema de controle moral) não está mais dando conta e tampouco sem ela não se tem uma hegemonia cultural e moral suficientemente evoluída para dar conta. A não ser que você queira proibir que ensinem ciência nas escolas para voltar a fortalecer a religião. Daí você realmente conseguirá evitar o fortalecimento do movimento neo-ateísta e de qualquer outro e os hipócritas ateus vão deitar e rolar podendo liderar uma sociedade cordeira de crentes. É esse seu paradigma?
        Pelo contrário. O que proponho é totalmente diferente do que você afirmou. Devemos ensinar ciência o máximo possível, e demonstrar o quanto humanistas (e neo-ateus) mentem sobre ele. Ao ensinarmos o darwinismo, destruímos muito mais o humanismo neo-ateu até do que as religiões tradicionais. Se existiu uma hegemonia da religião tradicional, existe uma hegemonia cultural do humanismo, mas esta não se sustenta ante o menor questionamento. A humanidade não está “saindo da adolescência”, mas caindo na infância por causa do humanismo. Outro problema sério é que a religião tradicional tem metáforas, mas a religião política (humanismo/neo-ateísmo) é literal, portanto não tem como ser defensável. A alegação de “precisa de uma religião hegemônica para substituir a religião tradicional” não se sustenta, pois é você que definiu esta necessidade. Isso é apenas um viés da mente teu que acha que temos que “chegar a solução final”. Isso também é uma ilusão.
        Ah, qual o meu paradigma? É um no qual tenhamos críticas à religião tradicional e à religião política no mercado de crenças, para que as pessoas possam fazer decisões mais informadas sobre aquilo em que decidirem crer. Quer crer no neo-ateísmo? Então que aprenda a passar pela saraivada de críticas lançadas sobre o humanismo. Quer crer no cristianismo? Então que aprenda a passar pela enxurrada de críticas lançadas contra o cristianismo. Pelo que se nota, os cristãos estão já reagindo bem, mas os neo-ateus não conseguem aceitar as críticas.

        Ou você quer fundar o neo-iluminismo do ceticismo geral e irrestrito, ou seja, você quer que toda humanidade volte pra savana, num salve-se quem puder, ou acabe numa hecatombe nuclear, porque é isso que acaba acontecendo quando não há perspectiva de futuro.
        Hahahahahah
        Nunca li tanta besteira junta. O que tem a ver questionar a religião política com “retirar perspectiva de futuro”? Putz… Você acha que só é possível viver achando que teremos uma utopia no futuro? Mas isso é uma DEPENDENCIA TUA, não é necessária, e não tem utilidade nenhuma. Para piorar, é uma mentira. 😉
        Desconfio que você não deseja nada disso e essa estória de neo-iluminismo é só pra vender livro e comer a mulherada, rapá. Eheh
        Que raios você acha que quando digo “neo-iluminismo” eu estou propondo? Traga citações minhas para sustentar sua conclusão, por favor.
        B) Todos sabem que o mal estar entre ciência e religião está longe de ser uma construção artificial, e nunca vai acabar porque a religião carece sempre de alguma pirotecnia material (milagres) e nunca se detém nos problemas espirituais…Daí, os que estudaram 20 anos pra curar uma doença obviamente ficam muito putos.
        Que estranho, pois muitos médicos dizem que a espiritualidade (e a religião) fazem bem. A “briga” entre ciência X religião nunca existiu, é apenas um truque de propaganda. A questão das “pirotecnias” que religiosos tradicionais usam pode ser resolvida quando revelarmos todos os truques do humanismo. Aí, que vantagem vai existir para alguém dizer que “é da razão” ou “da ciência” quando todos souberem que isso não passa de truque psicológico?
        Neo ateístas usam os argumentos mais óbvios, manjados e vulgarizados porque são filhos dialéticos da ciência x religião, fazer o que? Você não pode evitar isso.
        Que eu saiba, nenhum leitor constante deste blog cai neste truque. Se neo-ateus aprenderam o truque de dizer que “são da ciência”, só conseguem sobrevida no debate enquanto os oponentes não descobrirem o truque que existe nisso. Como eu já disse, de ciência neo-ateísmo não tem nada.

        Provavelmente esses caras passaram pelo mesmo calvário que a maioria dos ateus de berço cristão: A sensação de termos sido manipulados para sermos controlados quando criança, levados a acreditar em um Deus e depois descobrir mais tarde que é tudo conversa pra boi dormir. Geralmente isso deixa as pessoas meio ácidas mesmo. Kkk
        Não saber lidar com traumas é um problema sério, e se é esta a desculpa para mentirem tanto para fingir que são “da ciência”, é um problema dos neo-ateus, não meu. Eu tive berço cristão, e não tive problema nenhum quando resolvi ler Nietzsche e abandonar o cristianismo.
        Portanto a dicotomia ciência-religião aqui neste caso se aplica de forma apenas superficial para explicar no fundo de onde vem boa parte do controle moral das pessoas (Deus está vendo você se masturbar… Se vc ferrar fulano, Deus te ferra…etc..) Não é propaganda.
        Que raio tem a ver “controle moral” com justificação da dicotomia ciência X religião? Heheheheheh…
        É como John Gray diz, o humanismo é um evangelho de desespero. Vc não consegue dar um argumento em favor de validar o humanismo neo-ateu, e derrubar quaisquer críticas do Hedges aqui. Perto de um material do Gray o que ocorreria então? Um colapso?
        No outro extremo temos os questionadores e desbravadores da ciência que investiram seu tempo para desvelar aspectos da materialidade ora mistificados, e se sentem impelidos a desafiar as falácias da religião. Claro que há “depravados” entre grandes nomes da ciencia e do iluminismo, mas quem seria melhor do que eles para desafiar os auto-proclamados e não menos depravados portadores da vontade divina?
        Pura historinha, que não tem nada de realidade. Realmente muitos cientistas ficaram trabalhando, para gerar resultados, e outros fingiram que, ao pregar ideologia humanista, estavam “fazendo ciência”. A ciência não surgiu para desafiar a religião revelada. Alem do mais os “auto-proclamados” “representantes da ciência” agora tem que passar pelo mesmo crivo que as “auto-proclamados portadores da vontade divina” passaram. Conforme-se com isso, não tem como você fugir do que está escrito aqui.
        Em resumo, a religião ou o pensamento transcendente, místico, é muito eficiente no controle das pessoas há centenas de séculos e confortou muita gente em muitos aspectos, mas hoje vemos avançar esse novo fenômeno que tomou força particularmente após o advento do iluminismo graças à percepção cada vez maior do cidadão comum, e com razão, de que a aspirina resolveu melhor sua dor de cabeça do que uma oração. Fazer o que? Muito compreensível se nos rendermos ao controle da ciência.
        Aí quem se rende ao “controle da ciência”, vai tomar a aspirina, e pensar: “mas por que aquele mentiroso neo-ateu disse que eu não poderia rezar para tomar a aspirina?”, e notar que essa outra forma de controle é muito mais artificial, psicótica e facilmente refutável.Daí neo-ateus terão que se contentar em vender ateísmo para cidadão comum, que poderá cair no engodo de que isso é “fazer ciência”, mas a criação de uma legião de neo-ateus no povão vai jogar vocês na espiral do delírio. Essa é a oportunidade de outro que os oponentes do neo-ateísmo tem como aproveitar assim que descobrirem que não há absolutamente nenhuma linha no discurso neo-ateu que não seja um truque falacioso. 😉
        B) Kkkkk…Humanismo é doença mental.. Ok. Ótimo. Pela lógica, como você compara humanismo com religião, ou melhor dizendo, AFIRMA que humanismo é religião, posso inferir que você também acha que a religião é doença mental. Gostei. Espero que meu amigo Fernando, seu fã, esteja lendo isso. E por favor tenha coragem de não só admitir isso aqui mas de colocar no seu livrinho!!! “Religião é doença mental”
        Qual seu argumento aqui?
        (a) Humanismo é religião
        (b) Humanismo é doença mental
        (c) Logo, religião é doença mental
        Que uma falácia das mais infantis como essa tenha sido lançada por um propagandista do neo-ateismo, é sinal de que esta religião é bem fraquinha.
        Aliás, eu não disse que religião é doença mental, mas religião política sim. 😉
        Voltando à austeridade do tema, digo o seguinte. Não sou cientista, não tenho um milésimo da sua cultura, e como já disseram por aí nos debates sou um analfabeto castiço, mas, tenazmente, construtivamente e sofregamente tentarei sintetizar a minha postura. Em um certo sentido, concordo que a idealização humanista assemelha-se sim à religião e procura substituí-la.
        E foi boa a sua honestidade confessando o quanto o humanismo não passa de uma muleta baseada em ideias falsas, e, portanto temos motivos adicionais para refutá-la e denunciá-la como fraudulenta.
        A diferença é que a religião ainda leva por enquanto uma vantagem no que se refere a necessidade de provas (não dá pra ter certeza cem por cento da não existência do transcendental , da não existência de Deus, e não dá pra ter certeza cem por cento de que não somos vingados pela justiça divina e que os tiranos assassinos não pagarão no fogo eterno, no limbo, no umbral…). É a vantagem da dúvida!
        Já na “religião humanista” pelo menos a dúvida corre o risco de ser provisória. Ela, a tal religião, terá que provar cedo ou tarde que determinado “dogma” funciona, não é mesmo? Diante disso, existencialmente acho mais lógico optar por esse caminho.

        Bobagem. O humanismo pode sempre ficar adiando o “futuro maravilhoso” para continuar capitalizando politicamente, aliás é sempre isso que fizeram. Além do mais por que teria que “provar” algo que está alegado em um futuro usando essa estratégia aqui:
        http://lucianoayan.com/2012/01/25/estrategia-de-esquerda-situacao-futura-projetada-intencionalmente-vaga/
        Quer dizer, o tal truque humanista pode ser facilmente quebrado.
        Também acho muitas vezes ridículos os propagandistas do neo-ateísmo. Mas às vezes realmente me solidarizo porque percebo que humanistas ateus rancorosos do neo-ateísmo se parecem comigo no seguinte aspecto: São certamente subprodutos do confronto religião/ciência, crentes desencantados em busca de uma nova epifânia.
        Nenhum deles é subproduto de confronto de ciência X religião, mas são pessoas que se acostumaram ao afago emocional de se sentirem “mais científicas” se criticarem a religião, mas a verdade é que isso é uma ilusão, e você não tem mais como negar isso. Tem que se acostuma a viver mentindo, fingindo existir um conflito que não existe na dependência de alguém da patuleia cair no truque, mas como fazer isso diante de alguém que já conhece o truque? Isto é o que faço: revelar os truques do humanismo.
        Será que simplesmente ser um ateu niilista cumpridor do seu papel reprodutivo como uma máquina bestial é um caminho melhor para todos, senhor Luciano?
        Quem disse que eu estou defendendo “caminho melhor” para todos? Estou apenas dando recursos para aqueles que duvidarem do humanismo, saberem exatamente como ele funciona.
        Acha isso possível para quem teve o cérebro moldado desde criança para crer em um plano maior para as coisas? Ou ainda, mesmo que escapemos da influencia dessa cultura, acha que um dia poderemos todos realmente olhar para o céu, e iluminados pelo futuro cético idealizado de Luciano Ayan deixaremos de fazer secretamente qualquer tipo de reverência ? E se conseguirmos, vai ter graça ?
        Putz… nunca vi tanto delírio. O sujeito vê um blog onde estou refutando humanismo e esquerdismo, e vem me falar de um “futuro cético idealizado” por mim. Se tivesse lido os meus textos com atenção, saberia que eu duvido de um “futuro cético idealizado”.
        Quer entender meu sistema de pensamento? Este é o link: http://lucianoayan.com/2012/10/17/fechando-o-caso-a-favor-do-ceticismo-politico-e-do-duelo-cetico/
        Mas leia mesmo, pois se vier com uma resposta tão insana e distante do que eu defendo, aí não tem como eu lhe dar espaço. Se tentar me refutar, após o conhecimento do que está no texto acima, terei o maior prazer em lhe refutar de novo, conforme cabível.

  8. É realmente Impressionante como as rotinas são sempre as mesmas, você consegue pegar o discurso desses caras fragmentar e mapear de onde vem cada falácia. Essa aqui vem de Sam Harris, essa aqui do prefácio de Deus um delírio, tal outra do segundo capítulo de algum livro de Carl Sagan e assim por diante. Porque eles repetem-nas na íntegra sem mudar uma virgula, por mais que seja refutado, não parece incomodá-los eles continuam, parecem máquinas, é assustador!

    • E depois, ardilo, ainda se enfurecem quando taxamos de religião esse movimento, ou melhor, seita até.
      Ah, Luciano, o Barros postou mais uma das dele, divulgando o livro de Carl Sagan – “Páiido ponto azul” e o Cristiano escreveu: “O que será que o ateu de verdade senhor da arte da guerra acha do Carl Sagan?? Será que na cabeça dele o Carl Sagan também era um ateu de verdade mas católico nas horas vagas?”

      hehehe Eles sentem falta quando você e o seu amigo não se manifestam hehehe. Olha a frase ontológica do Barros: “Se Deus tivesse um mínimo de inteligência, teria escolhido gente como Carl Sagan para escrever sua Bíblia. E ela nos teria sido infinitamente mais útil, mais clara e mais bela.”

      Afinal, ele é fala sério, é doido, ou nem é ateu, mas mais um magoado com Deus? Aff!

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