Técnica de propaganda: Demonização

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Demon-lord

Última atualização: 29 de janeiro de 2013 – [Índice de Propaganda][Página Principal]

Em um papo reto, demonização significa basicamente expor um objeto sob discussão como algo inerentemente “maligno”, a representação do mal, a personificação de tudo que é ruim.

Embora pareça à primeira vista uma técnica repugnante, é mais utilizada do que parece.

Muitos médicos, quando querem levar seus pacientes a mudar radicalmente o comportamento, podem usar este recurso, dizendo que “X é um veneno” ou “Y vai te matar”. Estes efeitos muitas vezes são exagerados, mas se o objetivo é fazer alguém mudar o comportamento, a idéia é exatamente essa: gerar uma âncora extremamente negativa em alguém a respeito de um dado objeto, do qual o alvo da propaganda deve fugir como o diabo da cruz.

Pode-se até alegar que na época da Revolução de 1964 no Brasil existiu uma demonização dos marxistas, mas a contagem de mortos dos regimes da China, Rússia e Cambodja (este último ocorrido a partir de 1975, ou seja, 11 anos depois da Revolução de 1964) provou que não se tratava de propaganda enganosa. Por outro lado, marxistas, em retaliação, executaram a demonização de toda a direita, incluindo os militares. Neste caso, é fácil mostrar o quanto a campanha deles é injustificada.

Do lado dos neo-ateus, o título do vídeo “Root of All Evil?”, de Richard Dawkins, tinha este efeito de propaganda, mesmo que o autor tenha declarado que não gostou do título, logo na introdução do livro “Deus, um Delírio”. Mesmo assim, ele não fez nada contra o uso deste título no vídeo, pois sabia o efeito de propaganda que ele teria em sua causa. Em muitos casos, o discurso neo-ateísta é formatado para implementar a demonização dos religiosos tradicionais.

Em resumo, demonização significa apenas pintar um objeto sobre análise como algo “inerentemente maligno”.

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3 COMMENTS

  1. Melhor do que demonizar os neu-ateus, basta somente mostrar quem eles realmente são, confere essa matéria ai:
    http://noticias.gospelmais.com.br/atea-revolta-questionar-deus-incendio-boate-48929.html.

    Parece que essa é a única “ajuda” que os neu-ateus podem oferecer, bem diferente dos ditos ”religiosos”:
    http://agrandepescaria.blogspot.com.br/2013/01/igrejas-e-voluntarios-levam-assistencia.html

    http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/com-as-palavras-deus-triste-e-familia-leitores-de-veja-expressam-sentimento-sobre-tragedia-de-santa-maria

    Até a igreja universal está fazendo melhor que a ATEA:
    http://www.arcauniversal.com/mundocristao/acontece/noticias/iurd-socorre-familiares-da-tragedia-em-santa-maria-rs-17063.html

    Essa associação (ATEA) realmente não serve na verdade pra nada mesmo!!!!!!!!!

  2. «
    Do lado dos neo-ateus, o título do vídeo “Root of All Evil?”, de Richard Dawkins, tinha este efeito de propaganda,
    *** mesmo que o autor tenha declarado que não gostou do título ***,
    logo na introdução do livro “Deus, um Delírio”.
    »

    Alguém aqui realmente acredita que ele NÃO tenha gostado do título? 😉

    A Wikipedia anglófona afirma:

    «
    The sole concession from the producers on the title was the addition of the question mark.
    »

    Eu aposto que não ocorreu concessão alguma, quero dizer, isso foi um jogo de cartas marcadas desde o início, tudo foi planejado com MUITA antecedência >_<

    Dawkins já havia sido desavergonhadamente desonesto no caso do "não-debate" com Rupert Sheldrake,

    ( http://lucianoayan.com/2009/12/13/dawkins-foge-de-falar-em-evidencias-ao-se-encontrar-com-rupert-sheldrake/ )

    e em "The Root of All Evil", apenas aconteceu "más de lo mismo" -.-

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