Técnica de propaganda: Simulação de imparcialidade

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Última atualização: 29 de janeiro de 2013 – [Índice de Propaganda][Página Principal]

A propaganda em si traz informação relacionada a um produto, empresa, marca, orientação política, candidato ou qualquer outro objeto, com ênfase em influenciar a atitude do público para um determinado lado.

As primeiras técnicas de propaganda mapeadas por Edward Bernays em 1928 visavam auxiliar os partidos políticos e empresas, em especial os comitês de relações públicas.

Propaganda se tornou algo tão frequente que obviamente quase todos os comerciais que vemos em jornais, televisão, cinema ou outdoors utilizam essas técnicas. Em outras palavras, muitas vezes as pessoas sabem que estão comprando propaganda.

A simulação de imparcialidade, usada especialmente em debates políticos e na mídia, é praticamente uma meta-propaganda, em que uma ação de propaganda foca em tentar convencer o público de que o propagandista não tem nenhum interesse, viés ou partidarismo. Ele alega representar pura e simplesmente uma opinião isenta, desapaixonada, sempre em prol da verdade objetiva em uma análise puramente racional dos fatos.

Quando eu mapeei as rotinas Cético Universal  e Auto-Cético, ainda não tinha realizado o mapeamento de várias técnicas de propaganda, que tem se materializado agora na seção que você está lendo. Hoje, é fácil notar que as duas rotinas citadas são manifestações da técnica de propaganda Simulação de imparcialidade.

Quantas vezes você já não viu jornalistas repletos de viés partidário alegarem, com a maior cara de pau, que “fazem um jornalismo isento”? É mais um exemplo desta técnica.

Em resumo: quando muitas pessoas desconfiam que estão diante de uma propaganda, e, portanto, de algo que interessa a um grupo específico, o propagandista pode decidir gastar um tempo utilizando truques psicológicos para tentar convencer o público de que não faz propaganda, ou seja, que atua de maneira objetiva e imparcial.

Claro que uma investigação apurada tende a, na maioria absoluta dos casos, a desmascarar esta meta-propaganda.

Mas até que isso seja feito, o propagandista conseguirá ganhar valiosos pontinhos.

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6 COMMENTS

      • Viu este comentarinho bem leite com pera da Julia Jolie?

        http://www.youtube.com/watch?v=KEfCf2oumaQ

        Só em relação à parte de ela ficar dizendo que o homem na prática está isento do serviço militar obrigatório demonstra que ela nunca falou com alguém que tenha se alistado (nem mesmo com seus parentes do sexo masculino) nem sabe que lá dentro, quando te perguntam se você quer servir e você diz que não, eles dizem que se você for selecionado vai ter de servir sob risco de ser preso por insubmissão se recusar.
        Isso, é claro, sem esquecer da história da suposta cultura de estupro, em que só pelas frases de revista e de estuprador que ela põe e pede para o pessoal comentar, só de prestar atenção ao teor delas você sabe que as mais suaves são obviamente de revista e as mais pesadas obviamente são de estupradores. Isso sem falar que essa história de que a maior parte dos estupros seria praticada por pessoas conhecidas da estuprada é baseado em pesquisas distorcidas muito bem desmontadas pela professora doutora Christina Hoff Sommers. Provavelmente a tal Julia sequer leu o que sua congênere publicou.

        Também seguem as respostas ao referido vídeo. Umas são tão leite com pera quanto o vídeo original, mas outras são bem incisivas. Destaco este vídeo em que o cara desanca legal a tentativa de crime-ideia que a vlogueira quis firmar no imaginário social:

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