Técnica de propaganda: Asserção

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Última atualização: 31 de janeiro de 2013 – [Índice de Propaganda][Página Principal]

Possivelmente a forma mais simples e primitiva de propaganda, e que nunca deixou de ser utilizada. Se baseia simplesmente em apresentar uma ideia sob debate como se fosse um fato, sem usar qualquer argumento a esse favor.

Grande parte da campanha publicitária é baseada em asserções. Exemplos:

  • Gatos que comem ração Nutri-Carbo são mais espertos
  • Safe Family, tornando sua vida mais segura desde 1930

Parece óbvio? Claro que é. Outros exemplos de asserções:

  • O melhor filme de terror de todos os tempos
  • Os paulistanos preferem o Partido X

Como se nota, é assim que funcionam as asserções, ao invés dos argumentos. Sem uma estruturação lógica que a sustente, é esperado que o ouvinte a “comprar” a propaganda não investigue as razões para a alegação.

Em 1984, o Ministro da Verdade se baseava em três asserções:

  • Guerra é paz
  • Liberdade é escravidão
  • Ignorância é força

Em algumas instâncias, é possível que a asserção venha sustentada por “fatos”, como “nove entre dez médicos preferem receitar a pomada Y”. Mas, é claro, os tais fatos nunca estão concatenados dentro de um argumento lógico.

Enfim, a asserção é extremamente comum e em debates políticos funciona melhor quando combinada com outras técnicas.

Quando um dos lados já possui a confiança da platéia, a tendência é que esse lado fique mais confiante em usar asserções.

Na próxima vez em que estiver lendo um texto relacionado a política, ou mesmo atuando em um debate político, preste mais atenção às afirmações que o outro lado tentará implementar para se beneficiar, mesmo que estas afirmações tragam idéias disputadas, apresentadas como se fosse um fato.

Aí você verá que a asserção está presente em quase todos os discursos propagandísticos.

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5 COMMENTS

  1. Mais um excelente artigo, Luciano. Parabéns!

    Aproveitando para divulgar mais uma aberração:

    Esta ATEA é uma vergonha! Dá nojo! Tomara que responda na justiça!

    “La Asociación Brasileña de Ateos y Agnósticos (ATEA) aprovechó esta tragedia para cuestionar la creencia de los cristianos, sin embargo la Ley N º 2848 del 7 de diciembre de 1940, dice en su artículo 212, que es delito el uso de imágenes de cadáveres y cenizas, así que esta organización podría ser acusada de violar esta ley.”

    http://www.noticiacristiana.com/sociedad/policialjudicial/2013/01/ateos-preguntan-donde-estaba-dios-tras-la-muerte-de-233-personas-en-una-disco-en-brasil.html

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