Silas Malafaia apenas na média, Eli Vieira, como sempre, muito abaixo da linha da mediocridade, e mais uma vez o humanismo empilha uma fraude intelectual atrás da outra

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Não quero gastar muito tempo com um vídeo de tão baixo nível como o lançado acima, portanto aqui focarei mais nos erros lógicos do que nas investigações dos estudos. Até por que se os erros lógicos (na verdade, fraudes intencionais) são tão gritantes, os estudos citados passam a ser irrelevantes. Quem quiser se aprofundar mais para refutar o humanista mais detalhadamente, que o faça, mas avaliar um vídeo de Eli Vieira é  para mim o mesmo que avaliar um recipiente com fezes. Como sempre, não há uma argumentação, mas uma série de truques para enganar a audiência.

Vieira alega existir uma “contribuição dos genes na manifestação da orientação sexual”, mas isso não serve para provar absolutamente nada a favor da ideia de que o comportamento homossexual não pode ser mudado, e este era o argumento de Silas Malafaia (“ninguém nasce com um destino gay”), que Vieira não refuta um segundo sequer. Vieira diz que não fala mais de coisas “inatas”, mas sim de “desenvolvimento”, por isso ele passará a afirmar que a “genética tem a provar algo em seu favor”. Será? Veremos…

Em 02:37, temos o momento onde ele chafurda definitivamente. Ele taxativamente afirma que em gêmeos monozigóticos, quando “um é homossexual, o outro também é”, mas a tabela que ele mostra apenas demonstra que “se um é homossexual, outro tem mais chances de ser”. Ora, isso não faz nada em favor de provar a impossibilidade de alteração do comportamento gay.

Assim como gêmeos monozigóticos tem maior tendência a replicar a homossexualidade do outro, isso não significa absolutamente nada em favor do argumento de Vieira. Até por que em alguns estudos, homens heterossexuais tem uma tendência muito maior a se atrair por mulheres de seios fartos e quadris avantajados e rostos simétricos. Agora a pergunta: quantos homens destes que nascem com este desejo (de possuir mulheres com seios fartos, quadris avantajados e rostos simétricos) se casam com uma mulher assim? Não são todos.

Quer dizer, se existe a possibilidade de um homem heterossexual mudar sua “tendência inata” a transar com mulheres de seios fartos, quadris avantajados e rostos simétricos (em conjunto), por que não haveria a possibilidade de um homem homossexual mudar um comportamento sexual relacionado a sua “tendência inata”? Mais ainda: se gêmeos monozigóticos replicam o comportamento do irmão em um índice maior que os dizigóticos, o índice de “cópia” de comportamento ainda é muito pequeno (em alguns casos, chega a irrelevantes 20 ou 30%) para dizer que o comportamento não pode ser mudado.

Em resumo, Eli Vieira comprova que Silas Malafaia está correto, mesmo que finja que o refutou. Pois os estudos científicos demonstram que “nenhuma criança nasce com obrigatoriedade do comportamento homossexual gay”, pois nenhuma criança nasce com obrigatoriedade de comportamento sexual algum. Maiores tendências em monozigóticos ainda mostram um número de replicação comportamental extremamente ínfimo para comprovar a tese da “imutabilidade de comportamento”, no caso de uma criança que nasça com tendências gays.

O resto do vídeo de Vieira é apenas a repetição da mesma fraude intelectual ad nauseam, mas o nível é exatamente esse: só podemos avaliar um discurso como o de Eli Vieira da mesma forma que se faz com um recipiente cheio de merda em um exame de fezes. O fedor é enorme. As fraudes intelectuais se avolumam por parágrafo.

Caso eu não tivesse vários anos de experiência na criação de um modelo de ceticismo político, desenvolvido exatamente em debates contra essa tropa esquerdista/humanista, me surpreenderia com a facilidade com que a patuleia neo-ateísta, gayzista e humanista comprou o discurso de Vieira. Em síntese, se já não gostam de ciência, agora não gostam de lógica também.

Em relação ao Malafaia, eu não concordo com vários posicionamentos dele, em especial sobre a ideia de proibir o casamento gay e a adoção de crianças por gays. Acho que isto deveria ser liberado, pois o próprio casamento é uma convenção social.  Aliás, para mim, até o casamento heterossexual deixaria de ser uma instituição mantida pelo estado. Deveria ser regulada unicamente por contratos civis nos quais o estado não tivesse nada a dizer a não ser a garantia de cumprimento do contrato. Mas, sendo uma convenção social, não vejo por que não estender este direito aos gays. Enfim, não consigo ver um bom argumento contra o casamento gay.

Por outro lado, os gayzistas apresentam duas demandas absurdas e risíveis. Se por um lado pedir a proibição ao casamento gay é algo que considero falho logicamente, tanto quanto pragmaticamente, proibir que pessoas possam buscar tratamento terapêutico para mudar seu comportamento, caso o comportamento sexual seja gay, é com certeza uma posição absolutista e imoral.

Da mesma forma, a proibição que os gayzistas querem implementar limitando o direito de crítica dos heterossexuais em direção aos homossexuais é uma das solicitações mais abjetas do pós-Iluminismo.  Desde os tempos de Voltaire, passou-se a glorificar, com razão, a expressão “Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dize-lo”. O problema é que os gayzistas pensam assim: “Eu não concordo com nada do que dizes se não gerar benefício político ao movimento gay, e nesse caso lutarei até a morte para calá-lo”. O humanismo, sempre carregando a bandeira gayzista (como qualquer outra bandeira esquerdista), é essencialmente totalitário.

Por isso, há um gostinho especial em, mesmo ajudando o lado de alguém que defende algo com que eu não concorde (a proibição ao casamento gay, que, a meu ver, deveria ser liberado), sei que minha refutação aniquila humanistas com uma ideologia extremamente mais perigosa.

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106 COMMENTS

  1. Ayan, quero te chamar pro play agora, e sim, sei que vou cutucar onça com vara curta: qual é a tua formação específica na área para contestar Silas ou Eli?

    E, agora, falando mais sério, o Malafaia não acabou cometendo a falácia da falsa dicotomia quando disse que, se 46% dos homossexuais “viraram” homossexuais após agressões, logo os outros 54% escolheram ser homossexuais? E, desculpe se confundi falsa dicotomia com falso dilema, mas é porque as duas falácias me confundem um pouco, rs.

    Ah, por último, e se a homossexualidade, no fim das contas, for uma “anomalia genética”? O que será feito a partir daí? Afinal, do que eu saiba, não se consegue “mudar o comportamento” de um autista ou de uma pessoa com down psicologicamente. Entende, Ayan? Esse negócio de mudar comportamento de alguém é arriscado, pois não há dados conclusivos sobre o assunto para sequer sabermos quais são as causas da homossexualidade, quanto mais se são reversíveis, rs.

    • Minha formação? Digamos que eu sou um especialista em debate, investigação de fraudes intelectuais e misturo a tudo isso a abordagem da investigação de fraudes corporativas. Neste último caso, minhas qualificações ficam no nível da vitória garantida com a concorrência.

      Esse argumento do Malafaia sobre “46% dos homossexuais após agressões” eu achei bem bobinho, mas não analisei a fundo, portanto não preciso defender um argumento que achei fraco.

      Por último…

      Ah, por último, e se a homossexualidade, no fim das contas, for uma “anomalia genética”? O que será feito a partir daí? Afinal, do que eu saiba, não se consegue “mudar o comportamento” de um autista ou de uma pessoa com down psicologicamente. Entende, Ayan? Esse negócio de mudar comportamento de alguém é arriscado, pois não há dados conclusivos sobre o assunto para sequer sabermos quais são as causas da homossexualidade, quanto mais se são reversíveis, rs.

      Agora é hora de irmos para a ciência…

      Vc diz que “mudar comportamento” é arriscado. Em que sentido?

      A questão é: o caso dos gêmeos monozigóticos comprova que a homossexualidade não é um “destino do qual os gays não podem fugir”, nem mesmo os que tenham maior “tendência”. A alegação de que o comportamento gay é IMUTÁVEL POR PRINCÍPIO é a alegação extraordinária.

      Não faz sentido fazer tal alegação.

      Abs,

      LH

      • Bom, como concordei com você no resto, apesar de achar que fugiu da raia com esse negócio de “sou especialista em desmascarar falácias” (rsrsrsrsrsr, brinks, Ayan), vou apenas comentar a questão do comportamento.

        Acho arriscado mudar comportamentos, ou melhor, acho arriscado mudar esse tipo de comportamento pois não sabemos exatamente sua causa. Como eu disse, penso também, sem preconceitos, na possibilidade de a homossexualidade, assim como o autismo e a Síndrome de Down, ser uma anomalia genética, o que significaria, antes de tudo, que ela não é doença e que não é, pelo menos nos nossos padrões, curável. Agora, se eu estiver certo, pense comigo, Ayan: quantas das anomalias que descobrimos podem ser mudadas só com psicologia? Das que eu conheço, no caso Autismo e Down, Psicologia não passa nem perto de fazer efeito, o que faz efeito são remédios.

        Enfim, não sei se estou me fazendo entender, Ayan, mas eu acho que a questão merece sim um pouquinho mais de investigação antes de tentarmos qualquer medida. Óbvio, não vou falar que a PEC do João Campos propõe “Cura Gay” (porque, de fato, não propõe, e eu mesmo a vejo mais como uma PEC para organizar os nossos poderes, ou melhor, suas atribuições), mas, sinceramente, acho arriscado propor qualquer tratamento sem sabermos as causas exatas da Homossexualidade. Afinal, se for escolha pura e simples, aí teríamos que ver caso a caso, pois, como você e eu bem sabemos, nem sempre é o próprio homossexual que quer ser “reorientado”, se é que me entende. Se for violência sofrida antes, aí provavelmente falamos de um adulto, e de um adulto “enrustido”, então aí depende dele. Agora, se for uma anomalia genética, não tem como tratar psicologicamente, teríamos que passar à psiquiatria.

      • Claro que não fugi da raia, apenas não caí em um truque manjado. 😉

        E daí que não se sabe a “causa” do comportamento. No que isso implica em “ser arriscado” mudar comportamento?

        E mesmo que homossexualismo não seja “doença”, quem disse que para um comportamento ser mudado ele precisa ser “doença”?

        Vamos parar com esse papo de “viadagem não é doença, se não é doença não pode mudar”. Qualquer um pode mudar qualquer comportamento que queira, desde que este comportamento não seja imutável.

        Por isso, sua analogia com autismo e síndrome de Down não serve, pois estas anomalias não são mutáveis.

        Enquanto as investigações não provam a “imutabilidade” do comportamento gay, qualquer gay poderá procurar a terapia que quiser para mudar seu comportamento.

        Quer deixar de ler Dawkins? Procure terapia. Quer deixar de ler a Bíblia? Procure terapia. Quer deixar de só pensar em mulheres boasudas enquanto se casa com uma mocréia? Procure terapia. Quer deixar de boiolice? Ah, aí não pode procurar terapia…

        Dá para ver que para argumentar em prol da sacralidade e imutabilidade do comportamento gay será preciso cometer mtas falácias.

        Enfim, se alguém quiser procurar tratamento para mudar seu comportamento, seja ele qual for (e que não seja comprovado como imutável), que o faça.

        Esse discurso de “acho perigoso” não prova nada.

      • Bom, vamos aos argumentos então:

        “Claro que não fugi da raia, apenas não caí em um truque manjado.”

        E qual seria o problema em me dizer sua formação, Ayan? O teu leitor fiel não vai te abandonar se descobrir que você não é biólogo ultra-fodão ou psicólogo die hard, velho. Só estou perguntando para saber se você tem provas do que me diz além de “desmascarar falácias”.

        “E daí que não se sabe a “causa” do comportamento. No que isso implica em “ser arriscado” mudar comportamento?”

        E daí que a ciência pode contrariar nossas expectativas, caro.

        “E mesmo que homossexualismo não seja “doença”, quem disse que para um comportamento ser mudado ele precisa ser “doença”? ”

        Espantalho. Não disse isso em nenhum momento do meu discurso.

        “Vamos parar com esse papo de “viadagem não é doença, se não é doença não pode mudar”. Qualquer um pode mudar qualquer comportamento que queira, desde que este comportamento não seja imutável. ”

        Exatamente. Não sabemos com uma certeza razoavelmente boa que o comportamento homossexual é ou não mutável.

        Agora, como eu disse, traga-me um estudo que prove isso definitivamente.

        “Por isso, sua analogia com autismo e síndrome de Down não serve, pois estas anomalias não são mutáveis.

        Enquanto as investigações não provam a “imutabilidade” do comportamento gay, qualquer gay poderá procurar a terapia que quiser para mudar seu comportamento. ”

        E se ele não mudar, faz o quê? Senta e chora? E, além disso, pergunto de novo, acha mesmo que todo gay vai ir lá como voluntário? Na boa, né, Ayan, aqui é Brasil, mermão.

        Ah, só para constar, o que você acha que acontecia com autistas antes de descobrirem que autismo era anomalia genética? Acha que eles eram deixados em paz, no canto deles, tranquilos?

        “Quer deixar de ler Dawkins? Procure terapia. Quer deixar de ler a Bíblia? Procure terapia. Quer deixar de só pensar em mulheres boasudas enquanto se casa com uma mocréia? Procure terapia. Quer deixar de boiolice? Ah, aí não pode procurar terapia…”

        Primeira coisa: quem procura terapia para deixar de ler Dawkins ou a Bíblia?
        Segunda coisa: Você comparou três coisas que já sabemos mutáveis (aliás, quanto à terceira, não tenho certeza também, rs) com uma coisa sobre a qual pouco conhecemos.

        “Dá para ver que para argumentar em prol da sacralidade e imutabilidade do comportamento gay será preciso cometer mtas falácias. ”

        Não disse que esse comportamento é sacro. O que eu disse, senhor Ayan, é que não se faz nada às cegas. Propor esse tipo de terapia para a nossa população é cutucar a onça com vara curta, velho. Eu repito: você acha mesmo que só vai ir lá o gay que quer mesmo ser reorientado?

        “Enfim, se alguém quiser procurar tratamento para mudar seu comportamento, seja ele qual for (e que não seja comprovado como imutável), que o faça. ”

        1- No caso da homossexualidade, quantos QUEREM fazer isso?
        2- Ou seja, se o seu comportamento for provado imutável, como aconteceu com o autismo, parabéns, você jogou dinheiro e parte do seu tempo pelo ralo.

        “Esse discurso de “acho perigoso” não prova nada.”

        E quem te disse que eu queria provar alguma coisa, mermão? Você nem apresentar sua formação me apresentou. Estamos apenas debatendo aqui.

        Ah, e antes que me chame de esquerdista ou de neo-ateu, convido-o a consultar o meu blog para saber o que eu penso sobre um mundo sem religião. Não ‘defendo os gays’ por esquerdismo, ‘defendo’ por ter chegado à conclusão de que eles não estão tão errados nem tão “protegidos” assim.

      • Octávio

        E qual seria o problema em me dizer sua formação, Ayan? O teu leitor fiel não vai te abandonar se descobrir que você não é biólogo ultra-fodão ou psicólogo die hard, velho. Só estou perguntando para saber se você tem provas do que me diz além de “desmascarar falácias”.

        Meu amigo, nem que pague eu faria uma faculdade de Biologia, pois acho chatíssimo, ou mesmo psicologia. Sobre estes assuntos, eu prefiro uma extensa literatura sobre psicologia evolucionista, evolução e psicologia. Melhor que ficar assistindo aulas de desqualificados. Aliás, sempre discuti de igual para igual com minha namorada psicóloga. Então, é irrelevante este ponto.

        (Por sorte em minhas qualificações acadêmicas, estive na área de Exatas, onde assistimos aulas, ao invés de pregações ideológicas – e se alguém se sentir ofendido por ter escapado disso, aviso que é questão de sorte, melhor para quem se livrou de doutrinação acadêmica)

        Tentar jogar com apelo à autoridade nesta altura do campeonato é o fundo do poço. Aliás, se alguém que é formado em genética não consegue apresentar um argumento logicamente coerente, o que eu posso fazer? 

        E daí que a ciência pode contrariar nossas expectativas, caro.

        Se contrariar, contrariou. Isto prova o que em sua argumentação?

        Espantalho. Não disse isso em nenhum momento do meu discurso.

        Então digamos que o discursinho de “ei, quero avisar que homossexualismo não é doença” foi só um red herring teu?

        Exatamente. Não sabemos com uma certeza razoavelmente boa que o comportamento homossexual é ou não mutável.

        Mas sabemos que raríssimos comportamentos humanos são imutáveis, e não temos razão alguma para achar que o comportamento gay é imutável. E agora, como você faz com os gays que querem mudar seu comportamento? Proibe-os? 

        Agora, como eu disse, traga-me um estudo que prove isso definitivamente.

        Como é? Só se pode mudar algo se existir um estudo que prove definitivamente que um comportamento é mutável, mesmo que não tenhamos nenhum indício sequer para supô-lo como imutável? Hahahahahaha….

        E se ele não mudar, faz o quê? Senta e chora?

        Ou se conforma. O dinheiro é dele e ele gasta com o que quiser…

        E, além disso, pergunto de novo, acha mesmo que todo gay vai ir lá como voluntário? Na boa, né, Ayan, aqui é Brasil, mermão.

        Eu acho que tem que ir, pagar e testar o produto. 

        Se ele quiser comprar, claro.

        Ah, só para constar, o que você acha que acontecia com autistas antes de descobrirem que autismo era anomalia genética? Acha que eles eram deixados em paz, no canto deles, tranquilos?

        Falsa analogia. Não sei se eles torturavam autistas. Mas o fato de hoje os gays poderem procurar terapia não implica no truque de transferência que você tentou fazer. 

        Primeira coisa: quem procura terapia para deixar de ler Dawkins ou a Bíblia?

        Não sei, mas se quiser, pode fazer. Desde que você passe a achar um incômodo…

        Segunda coisa: Você comparou três coisas que já sabemos mutáveis (aliás, quanto à terceira, não tenho certeza também, rs) com uma coisa sobre a qual pouco conhecemos.

        Como é? Eu já provei que o desejo humano por gostosas é inerente, mas mesmo assim alguns se casam com NÃO GOSTOSAS. Então o comportamento foi MUDADO. Este argumento já está no texto.

        Agora falta você dizer que o comportamento gay é mutável.

        Não disse que esse comportamento é sacro.

        Mas tentou arrumar uma distinção de emergência para defini-lo como “imutável” ou até “perigoso” mexer com ele RS.

        O que eu disse, senhor Ayan, é que não se faz nada às cegas.

        CADA UM FAZ O QUE QUISER, PORRA, DESDE QUE NÃO PREJUDIQUE OS OUTROS.

        SERÁ QUE TUA MENTE TOTALITÁRIA NÃO CONSEGUE ENTENDER O QUE É LIBERDADE INDIVIDUAL?!!

        Propor esse tipo de terapia para a nossa população é cutucar a onça com vara curta, velho. Eu repito: você acha mesmo que só vai ir lá o gay que quer mesmo ser reorientado?

        VAI QUEM QUISER!!!!!

        Além do mais “propor terapia” é legítimo. Obrigar alguém a fazer é coerção.

        É engraçado que este debate virou alguém em prol da liberdade do indivíduo de investir no tratamento que ele quiser tentar (mesmo que não funcione), e alguém que quer definir pelo indivíduo o que ele deve tentar ou não mudar em termos de comportamento. RS.

        1- No caso da homossexualidade, quantos QUEREM fazer isso?

        Basta que um queira fazer…

        Não sei o número, e não faz diferença alguma.

        2- Ou seja, se o seu comportamento for provado imutável, como aconteceu com o autismo, parabéns, você jogou dinheiro e parte do seu tempo pelo ralo.

        É isso aí. Assim como muitos investem em tratamentos capilares contestáveis. O direito de errar em seus investimentos é também uma forma de liberdade. 

        E quem te disse que eu queria provar alguma coisa, mermão? Você nem apresentar sua formação me apresentou. Estamos apenas debatendo aqui.

        A pergunta é: por que eu deveria mostrar minha extensa qualificação para você?

        Ah, e antes que me chame de esquerdista ou de neo-ateu, convido-o a consultar o meu blog para saber o que eu penso sobre um mundo sem religião. Não ‘defendo os gays’ por esquerdismo, ‘defendo’ por ter chegado à conclusão de que eles não estão tão errados nem tão “protegidos” assim.

        Quem disse que os gays estão “errados”?

        Eu acho que quem quiser dar o cu, que dê o cu. Quem quiser chupar piroca, que chupe piroca. Eu não dou a mínima…

        O Silas Malafaia pensa diferente e acha que os gays estão “cometendo o pecado”. A meu ver, estão fazendo o que eles querem fazer.

        Masssssssssssss… se alguém quiser achar errado o comportamento gay e criticá-los, tem o direito de fazer.

        Você não trouxe um bom argumento para:

        (1) Dizer que a crítica ao comportamento gay deve ser cerceada
        (2) Dizer que a busca por terapia para mudança de comportamento gay deve ser proibida

        Abs,

        LH

    • Octávio,
      Da mesma maneira que, e isto supondo que exista um gene gay, coisa que até agora não foi demonstrada, também alegam a pré disposição genética para o alcoolismo.
      E o que podemos fazer a partir daí?
      Esse negócio de mudar o comportamento de alguém é arriscado, pois não há dados conclusivos sobre o assunto para sequer sabermos quais são as causas do alcoolismo, quanto mais se são reversíveis.

      • Só uma coisa: meu argumento INDEPENDE de gene gay ou não. A questão é se o comportamento é imutável ou não. E se não for imutável, pq alguém não pode querer mudá-lo?

      • Querendo, Maxell, pode-se deixar de ser alcoólotra ou gay. A questão é: o sujeito tem que estar infeliz com sua condição de alcoólatra ou de gay. Eu acho que as pessoas supervalorizam a genética, que é ciência em desenvolvimento ainda, ou não?

      • “Quer dizer que ir tomar uma cervejinha num happy hour traz “danos a terceiros”?”

        O que acontece depois do Happy Hour, Ayan? Depois do Happy Hour, o cidadão, alcoolizado, faz o quê? Dirige. Do que eu saiba, ninguém fica afetado depois de uma relação sexual, a não ser que, sei lá, perca a genitália no meio da relação ou algo assim, pô, rsrsrsrsr

      • Não, Octávio, o fato é que a “bebedeira” pode ser um problema para uns, mas não para outros. Quando eu bebo minhas La Trappe, eu volto de táxi. Capisce? Então, cada um define seu incomodo, e se vai deixar suas tendências inerentes serem aproveitadas pelo dono destas tendências ou não.

      • CADA UM FAZ O QUE QUISER, PORRA, DESDE QUE NÃO PREJUDIQUE OS OUTROS.

        SERÁ QUE TUA MENTE TOTALITÁRIA NÃO CONSEGUE ENTENDER O QUE É LIBERDADE INDIVIDUAL?!! (2)

    • Octávio, me desculpe entrar no assunto, mas há muitos e muitos homossexuais que não querem ser mais homossexuais. Pela minha experiência, eu diria que pelo menos 50% (de todos que conheci e convivi) são depressivos nesse sentido. Não aguentam a barra e gostariam de sair dessa. Então, se a ciência (genética) está provando que á genético sim, logo, se a pessoa homossexual se sente mal, ela pode e deve querer a reversão de sua condição, seja pela ciência, seja pela religião. No final das contas, o Eli Vieira ajudou. Por outro lado, aquele que quiser continuar com prática porque se sente bem e feliz, deve ser respeitado em sua opção. Só uma coisa não entendo e assumo, Ayan: Quando ele diz que a genética é determinante na orientação sexual, ele admite que é um desvio? Porque se for, deve ser tratado como tal, ou seja, com tratamento médico, para aqueles que não se aceitam homossexual – e que não são poucos.

      Obrigada.

      • Day, pergunta: que barra eles não aguentam? A pressão social ou o fato per se de serem homossexuais? Além disso, se ele tem vontade de sair da homossexualidade, ele é provavelmente bissexual, não homossexual.

    • “Você não trouxe um bom argumento para:

      (1) Dizer que a crítica ao comportamento gay deve ser cerceada
      (2) Dizer que a busca por terapia para mudança de comportamento gay deve ser proibida”

      Overkill!

      Senta que lá vem história…

      Quanto ao ponto (1):

      Juridicamente, o direito constitucional à liberdade de expressão (corolário da liberdade de consciência: penso, logo digo o que penso) encontra limite no chamado “discurso de ódio”, o qual feriria a dignidade da pessoa humana (art. 3° da Constituição – CRFB). Mas o que é “discurso de ódio”? É um conceito jurídico indeterminado, uma “lacuna” (não é lacuna em sentido técnico-jurídico, é uma lacuna no sentido linguístico), um espaço a ser preenchido. Ele pode ser preenchido pelo direito positivo (lei escrita); cito como exemplos, por todos: (1) a injúria “racial” (ofender/humilhar alguém em funçâo de sua etnia), que é conduta tipificada penalmente (crime); e (2) apologia ao nazismo (e a defesa pública de suas teses), também crime. São os dois exemplos clássicos

      Mas também pode ser preenchidos por qualquer das técnicas e métodos da hermenêutica jurídica, o que significa dizer que haverá um intérprete de um texto (o ordenamento jurídico funciona como um texto, ainda que não seja escrito), de um enunciado normativo, que construirá, quando da aplicação do direito a um caso concreto (e somente nessa situação; nunca em tese) a norma.

      Quando se estuda essas técnicas percebe-se que se está a trabalhar com conceitos e categorias (além de com a lógica pura e simples) que não são dados pelo Direito, pela Ciência Jurídica. Isso é óbvio desde Kelsen e não foi superado mesmo com o positivismo-normativista (do qual foi o maior luminar) ter sido suplantado: o Direito é uma moldura. Kelsen dizia: “não se olha o que vai dentro da moldura”. Hoje, em tempos “póspositivistas” (na falta de um termo melhor), afirma-se: “nem tudo vai dentro da moldura, há um limite, esse limite é dado pelos valores”. Dái se dizer que o Direito voltou a ter uma carga axiológica necessária.

      Os valores são dados pelo Direito? Não, são dados pela moral, pela Ética (a moral coletiva), e estas são informadas não pelo Direito, mas pela Filosofia, pela Sociologia, pela Antropologia, pela História… Quando se afirma que a dignidade da pessoa humana é intangível, está alçada á condição de princípio fundamental da República, e sua concretização será a máxima possível (ora, quem discordaria disso?), em nenhum momento se define o que é a dignidade da pessoa humana. Da mesma forma, não se define o que é intimidade, honra, imagem. De onde sai o substrato para se dizer que algo atende ou não a dignidade da pessoa humana, que algo a viola? Não é do Direito.

      Aqui é que mora o perigo e aqui é que saio da minha introdução em juridiquês e falo a linguagem corrente deste blog. Valores, Brasil, 2013: ninguém mais aí pensou em Antonio Gramsci, em Georgy Lukács, Escola de Frankfurt e seus caudatários? No atual estado de devastação social, cultural, moral e espiritual em que se encontra nossa sociedade, fruto de décadas de implantação bem-sucedida e sem oposição da estratégia gramsciana, que valores será que os estudiosos e a jurisprudência estão utilizando atualmente construir esse alicerce valorativo do Direito?

      Volto ao jurisdiquês (que é importante porque, numa democracia, proibir a crítica ao comportamento gay só pode se dar pela via do direito): a liberdade de expressão é um direito fundamental. O direito à honra e à imagem também. Hoje há uma tendência a se entender todos os direitos fundamentais como derivações, especificações e aprofundamentos da dignidade da pessoa humana. Então, não há hierarquia entre eles e, como são extraídos de princípios jurídicos (e não de regras jurídicas), eventual choque num caso concreto quer dizer uma coisa só: ponderação.

      Só que não há princípios nem direitos absolutos e, como não há hierarquia, não se pode dar a direitos fundamentais em choque uma dimensão de peso a priori. Isso significa que nenhum direito “vale” mais do que o outro, em tese, mas que apenas na ponderação do caso concreto, quando a norma jurídica termina de ser construída para ser aplicada, é que se dá um peso maior a um ou a outro.

      Vamos ao caso: há, de um lado, o direito à liberdade de expressão de Malafaia em criticar o comportamento homossexual, a homossexualidade em si. Com uma peculiaridade: ele o faz com fundamentação religiosa, e a liberdade de culto é, um si, também um direito fundamental: são ambos corolários lógicos da liberdade de consciência. E não é dado ao estado averiguar o conteúdo doutrinário das religiões, sob pena de se afastar a laicidade estatal.

      Do outro lado, há o quê? Que outro direito está em jogo? O direito da “classe homossexual” em não ver seu comportamento sendo objeto de crítica? Só mesmo um constitucionalista muito comuna para ver direito transindividual homogêneo (um direito que é titularizado por uma grupo determinado ou determinável de indivíduos, mas pessoalmente, não é algo difuso). Qual é o bem jurídico envolvido aqui? Não me parece haver um direito, garantido constitucionalmente, a exigir que outros não analisem criticamente um comportamento meu, ainda que eu não o tenha escolhido, que seja imutável, que seja uma herança genética etc.

      Se o sujeito é gay e quer praticar atos condizentes com essa condição existencial, ninguém o está impedindo, nem o punindo, por fazê-lo. A sociedade não entende que criticar moralmente a prática dos atos inerentes à homossexualidade é ilícito. Não vê neles nenhum valor transcendente, nenhuma moralidade superior. É apenas um impulso sexual e afetivo que, em vez de ser dirigido a “X”, o é a “Y”. Se um dia vier a entender, aí sim, por meio de seus representantes democraticamente eleitos, poderá vir a proibir tal conduta por lei, que estará, como toda lei, sujeita ao exame da constitucionalidade.

      Sobre esse ponto, lembro que a Constituição tem essa função contramajoritária, já que democracia não é ditadura da maioria. A maioria não pode votar e decidir jogar a minoria pela janela, nem decidir suprimir um direito fundamental. Em casos como esse, o legislador faz uma ponderação prévia (como fez no caso do nazismo); não existindo essa, a ponderação é feita pelo juiz, pelo administrador público, pelas pessoas (todos somos intérpretes do texto constitucional – recomendo Peter Häberle). O STF, que é o órgão por excelência da jurisdição constitucional (mas todos os juízes também o são), pode decidir que a ponderação do legislador foi mal-feita e que um direito foi suprimido, enfraquecido em demasia, em detrimento de outro, que tem o mesmo valor e é de mesma hierarquia.

      Aparece aqui, mais uma vez, o problema dos valores, que remontam sempre a Gramsci. A cota para negros e pardos, por exemplo, foi considerada constitucional, o que significou dizer que a ponderação feita pelo legislador não ofendeu o princípio da isonomia. Podemos tornar ilícito qualquer discurso, qualquer conteúdo. Qual o limite até chegarmos ao cerceio da liberdade de expressão? Essa definição, apesar de parecer Direito, é estranha à Ciência Jurídica: no Brasil, a defesa pública das teses do nazismo é crime, mas a do comunismo não é (infelizmente).

      Essa volta toda para perguntar: qual seria o argumento que justificaria manietar o direito constitucional à liberdade de expressão no caso específico da crítica ao comportamento gay, ainda mais com fundamentação religiosa (outra liberdade civil constitucionalmente garantida)? Em nome de que direito se deveria fazer isso, e quem seriam os titulares desse direito? Por que essa ponderação é boa, é virtuosa, e não afeta o núcleo essencial desses dois direitos que o Malafaia tem?

      Sinceramente, não vejo resposta que não passe por algum surrado esquerdismo já triturado neste blog. Mas vamos ver, está lançado o desafio.

      PS: pergunta final – por que os gays que se discordam não tentam, usando do mesmo direito de liberdade de expressão, refutar Malafaia com argumentos em vez de tentar calar sua voz e grunhir a necessidade de se criminalizar a “homofobia”. Por que não escolhem três representantes e não desafiam Olavo de Carvalho, Luciano Ayan e o próprio Malafaia para um debate, com regras predefinidas e acordadas por ambas as partes, com câmeras rolando e sem claque? Têm medo de “perder” diante de debatedores high profile?

      Quanto ao ponto (2):

      Não há qualquer definição científica, em nenhuma área do conhecimento humano, que explique os motivos da homossexualidade, suas origens, seus mecanismos fisiológicos e psicológicos, nem se é uma postura/comportamento/preferência reversível (isso se não for mesmo uma escolha, o que abre a possibilidade de “desescolha”). Se há, favor apontar.

      Partindo disso, não há qualquer impedimento técnico (no sentido de ser material e substancialmente impossível, como é impossível “cair para cima”) na mudança da homossexualidade para a heterossexualidade (e vice-versa, diga-se). Entendo antiético que um psicólogo, diante de um paciente gay, se ofereça para “curá-lo”; porém, se o paciente pede a “cura”, e pergunta se a Psicologia detém o instrumental teórico capaz de realizar a transformação, o terapeuta tem que dizer “sim”. É possível, sem a invenção de nenhuma técnica nova e apenas com o conhecimento já disponível, trocar a preferência sexual da pessoa – tanto que há relatos de inúmeros casos, basta procurar.

      Se o paciente pede, por que não estaria dentro de sua autonomia privada querer isso? Se o gay está confortável em sua condição e gosta de ser gay, ele fará terapia para lidar com inúmeras questões, mas não com essa. Mas e se não for esse o caso? E se, no curso da terapia, o paciente descobrir que quer deixar de ser gay, e que testar essa possibilidade, mesmo correndo o risco do fracasso, por que o terapeuta deveria negar-lhe tratamento? Onde exatamente estaria a violação à dignidade da pessoa humana, em aceitar ou negar o tratamento?

      O CRP transformar isso em tabu também é fruto de contaminação ideológica… tudo remete a Gramsci.

    • “Melhor que ficar assistindo aulas de desqualificados. ”

      Ousado, mas, em grande parte, fato, Ayan.

      “Aliás, sempre discuti de igual para igual com minha namorada psicóloga.”

      Pô, velho, e você vai discutir sobre essas coisas COM A NAMORADA? Iam, pohan, naum seja 1 virjaum. Pq fas isu cas mina, kra?

      “(Por sorte em minhas qualificações acadêmicas, estive na área de Exatas, onde assistimos aulas, ao invés de pregações ideológicas – e se alguém se sentir ofendido por ter escapado disso, aviso que é questão de sorte, melhor para quem se livrou de doutrinação acadêmica)”

      Sim, foi sorte sua, Ayan, acredite. Aliás, acho que você ficaria abismado, pois a situação nos DAs e CAs da vida é ainda pior.

      “Se contrariar, contrariou. Isto prova o que em sua argumentação?”

      Prova que podemos ter feito cagadas sem saber. Ayan, me perdoe se eu não fui claro, mas vou tentar sê-lo agora: o meu grande medo nessa questão é que acabemos por cometer graves injustiças contra um grupo e depois descobrir que não era nada daquilo, coisa que já aconteceu várias vezes na nossa história. Por isso que falo que devemos analisar esse tipo de coisa com parcimônia e com calma antes de propor ou tomar qualquer ação. Óbvio, dentro da religião, os gays que procurem o que quiser, pois aí é com a religião. Agora, na sociedade civil, fica mais complicado, especialmente porque eu truco, sinceramente, que não vai ter neguin mandando filho à força para “se tratar”.

      E, assim, talvez eu tenha conhecido as pessoas erradas, mas, a cada 100 que conheço, 97 acham que quem se trata com psicológo ou com qualquer “médico da mente” é doente, rs. Aliás, acho que isso temos em comum, pois, no meu caso, das outras 3 que não acham que só se trata doenças, uma é psicólogo ou formado em Biologia ou áreas afins, rs.

      “CADA UM FAZ O QUE QUISER, PORRA, DESDE QUE NÃO PREJUDIQUE OS OUTROS.

      SERÁ QUE TUA MENTE TOTALITÁRIA NÃO CONSEGUE ENTENDER O QUE É LIBERDADE INDIVIDUAL?!!”

      Minha mente entende que o que vai acontecer é a coerção que você bem apontou, Ayan. Desculpe, mas, como você já percebeu, minha confiança na atual civilidade do brasileiro beira zero, meu amigo, rsrsrsrs.

      Se bem que, pensando melhor, concordo com você. Um pouco de educação, ou, como diria meu ídolo Pondé, de “educação doméstica” já resolveria boa parte dos problemas sem precisar cercear ninguém. Quando postar sobre isso no meu blog, prometo que te passo para que entenda completamente o que falo e não pense que eu quero ensinar atos promíscuos aos nego, rsrsrs.

      ” A pergunta é: por que eu deveria mostrar minha extensa qualificação para você?”

      Agora, fiquei curioso, rs. Só para saber, você não mora no noroeste paulista, né? Mas, assim, só para saber mesmo, rs.

  2. Eu sempre achei plausível a determinação genética da homossexualidade até por conta do hermafroditismo que é uma mutação genética externa, visível. Me questionei se a homossexualidade poderia ser apenas a variante interna do hermafroditismo em que o cérebro é objeto da mutação.
    Mas não é sobre isso que quero falar agora. Quero atentar para uma observação que me fez questionar e rever este meu posicionamento do determinismo.
    Há uma falha ou omissão de um aspecto nos dados apresentado por Eli Vieira com relação às comparações entre gemeos univitelinos, o que a meu ver coloca sob suspeita a interpretação destes dados. É o seguinte : Gemeos idênticos tem um padrão de comportamento imitativo entre si, natural e incentivado pelo meio social. Isso não coloca sob suspeita estes dados exacerbados e até invalida estes dados já que há uma possibilidade desses quarenta e poucos por cento estarem apenas se equiparando ao outro gêmeo por sugestão, mascarando um resultado que poderia estar na verdade dentro da normalidade da proporção de homossexualidade entre gemeos não identicos?

  3. …Outro ponto que coloco propositadamente em separado.
    Minha posição sobre o assunto homossexualidade : Geneticamente determinado ou não, a homossexualidade deve ser respeitada como um traço comportamental qualquer e que só cabe ao próprio indivíduo julgar. Quer seja para assumir ou tentar mudar. Não cabe à sociedade impor ou julgar algo de foro íntimo que não prejudica ninguém, mas, ao mesmo tempo os homossexuais devem ter acesso irrestrito a ajuda psicológica se assim quiserem.

    • Esclarecendo.

      Minha posição é totalmente derivada do iluminismo britânico, focado em liberdade de expressão, desde que os direitos negativos dos outros sejam respeitados.

      Qualquer comportamento pode ser criticado (ler Dawkins, ler a Bíblia, comer uma gostosa, comer a capa da Playboy, dar o cu, chupar pica, etc.), e nenhum comportamento precisa ser respeitado, desde que, é claro, respeite-se a integridade do indivíduo.

      Qualquer comportamento pode ser criticado pelos que não gostam dele.

      Criticar o comportamento gay não é impor nada aos gays.

      P.S.: Aliás, eu nem critico comportamento gay, mas, quem quiser criticar, deve ter o direito de fazê-lo.

    • Mas a questão é exatamente essa, ninguém é obrigado a achar que é normal!! Os gays querem proibir que as pessoas tenham opinião, querem impor a sociedade algo que ela não aceita como normal. Quem é obrigado a concordar com tudo? Por acaso as pessoas tem que ter um pensamento único, onde todos pensem as mesmas coisas? Acho que não. Até porque os gays também tem lá as suas opiniões e não concordam com muitas coisas. E outra coisa, sexo é algo para se fazer dentro de quatro paredes, então, quem é que vai impedir o ato sexual de qualquer pessoa? Seja ela hétero ou homo?

    • Oi, doug!

      Não está saindo do assunto? Todos concordamos com a liberdade do sujeito de ser o que quiser. A malandragem do vídeo aí é que é politicagem de esquerda. Se a deusa genética “provar” que o homossexualismo (sic) é imutável, isso levará a patamares grandiosos. Por exemplo, a Bíblia teria que ser queimada junto com seus seguidores. Sem contar a parte verdadeiramente humana, que é o que já disse: os que quiserem mudar não poderão, por ser algo imutável cientificamente, e sofrerão até a morte. Nesse ponto vejo com positividade a religião. Muitos, por falta de ajuda clínica ou psicológica, não sei bem, voltaram-se para a fé e estão felizes. Você diz: “Não cabe à sociedade impor ou julgar algo de foro íntimo que não prejudica ninguém” A partir do momento que movimentos gayzistas mostram-se agressivos para com a sociedade, reivindicando até leis (que serão interpretadas ambiguamente), isso me parece prejudicial à sociedade como um todo.

      Abraço

  4. porque o casamento gay deve ser evitado: porque implica em adoção e implica em que uma dupla homossexual podem opor direitos ao Estado a mesmo título que um casal. Assim, uma dupla homossexual não poderia ser preterida em uma adoção por um casal. Assim crianças perderiam direito a uma familia tradicional. E são muitas as evidencias de que uma familia tradicional tem melhores condições de criar uma criança que uma avó sozinha, um pai, ou uma dupla de homens.

    • Na boa, uma criança que está prestes a viver em orfanato, ou não ter uma família, já entrou “perdendo” no jogo. Quanto mais pessoas quiserem adotar estas crianças, melhor para elas. Além do mais, para a criança, ter um lar é melhor que não ter nenhum. Você acha que seria MELHOR para a criança ter um lar com pai e mãe? Eu concordo contigo que seria MUITO MELHOR. Mas, na situação em que o órfão se encontra, não vejo sentido em tirar os casais gays da “jogada” no direito de adotá-lo.

      Uma coisa é a seguinte: existe o SEU DIREITO LEGÍTIMO (e que eu defendo, ferrenhamente) de você achar que a melhor forma de se criar uma criança é em uma família tradicional, com pai e mãe. Eu defendo que você possa divulgar estes valores, e lutar para que eles estejam cada vez mais enraizados na sociedade. Acho valores sadios.

      A meu ver o casamento gay é ridículo, digno de chacota. Uma dupla de barbados querendo adotar uma convenção social que só faz sentido para a proteção da prole? Quer dizer, o instinto do homem é acasalar com várias fêmeas, o instinto da mulher é achar um macho que fique com ela o tempo suficiente para a proteção da prole. Desse cruzamento de instintos, a mulher saiu ganhando e saiu a instituição do casamento. Beleza.

      Imagine só: a mulher gostosinha passa de uma certa idade e pensa: “Putz… preciso casar, ter um filho e segurar o macho”. Surge o casamento.

      Como será que surge o o “desejo” de casamento para um gay? Deve ser assim: “Putz… preciso achar um macho, pq já está passando da idade de eu acasalar, e preciso ter um filho logo…”

      A convenção social que faz sentido para casais heterossexuais simplesmente não faz sentido algum para uma dupla de machos. É uma mania e só.

      Mesmo assim, deixe-os fazer isso, e ao mesmo tempo lute pelo direito de criticá-los.

      Isso é o que defendo: liberdade de consciência, liberdade de pensamento, liberdade de expressão.

      • De Pílula para Luciano Henrique:

        Professor, sua ideia de liberdade de consciência, pensamento e expressão é realmente oportuna e muito bem intencionada e embasada pela constituição. Traz um efeito psicológico positivo de sensação de liberdade legítima, e é muito útil para nós cristãos abrangermos o conceito de livre arbítrio. Porém, já que estamos no contexto de jogo político, quais seriam as consequências do casamento gay na sociedade ocidental? Não seria uma transformação social e uma conquista para os adeptos da subversão? Eles alterarão justamente esse direito humano que você defendeu, ao forçarem a barra com uma lei que nos obrigue a aceitar que o casamento seja re-significado nas gerações futuras, Veja, vc acabou de ensinar pra muita gente, através do ponto de vista darwinista (o qual devemos concordar), que a convenção do casamento foi criada para atender aos instintos HETEROSSEXUAIS. E você, adotando esse ponto de vista, conclui benefício social ao se lutar para que as crianças sejam adotadas apenas por casais hetero. Do outro lado da mesma moeda, vc achará doentio a adoção por casais gays. Só que, mais do que doentio, você não crê que essa re-significação causará a re-significação da família e um estrago enorme aos valores que você considera sadios? Afinal, estamos falando de subversão pura, não é?

        Atenciosamente, Pílula Vermelha.

      • Ótimo questionamento.
        Quais as consequências do casamento gay em nossa sociedade? Não sei. Mas se eles querem se casar, deixem que casem e, como todo comportamento, que seja passível de crítica.
        Por exemplo, que tipo de dano a liberação do casamento gay poderia trazer para a nossa sociedade? Corrupção moral dos filhos de héteros? Mas se o casamento gay gerar frutos negativos, que estes resultados sejam demonstrados e denunciados ao público, para que a corrupção moral não ocorra.
        Por isso o que eu defendo é o seguinte:

        1. O direito dos cais se casarem e adotarem crianças
        2. Ao mesmo tempo em que os heterossexuais tem o direito de criticar o comportamento gay – e um gay tem o direito de criticar o comportamento heterossexual, e um neo-ateu tem o direito de criticar a leitura da Bíblia, e um teísta tem o direito de criticar o ateísmo.
        3. O aceite e defesa de (1) pelos cristãos, publicamente, ao mesmo tempo que a luta por (2) tem que se tornar uma cruzada

        Sacou a ideia? Note que este não é um recuo, mas um avanço.
        A luta é pela liberdade de expressão. Essa é a causa. A meu ver, querer “proibir” gays de se casarem e adotarem crianças, mesmo que eu ache tanto um como outro risíveis, é um tiro no pé. Sempre os conservadores cristãos serão “vendidos” pela esquerda como “aqueles que querem tirar a liberdade dos outros”. E enquanto isso, não gastam esforços na luta pela liberdade de expressão.
        A meu ver a luta é pela liberdade de expressão.
        Ah, mas um casal gay quer casar, com um deles vestido de noiva. Deixem casar. E vamos morrer de rir!
        E se alguém quiser impedir isso, vamos tachar publicamente de absolutista e lutador contra a liberdade de expressão.
        Minha causa é simples: responsabilidade individual, livre mercado e liberdade de expressão. Em resumo, é o iluminismo britânico original.
        É fazer isso e começar a ver os esquerdistas correrem pra casinha.
        Abs,
        LH

      • Não disse que os gays devem se retirados da jogada, Luciano. Disse que com casamento gay aprovado, eles não poderiam ser preteridos em comparação com um casal tradicional. Quando os pais se separam, normalmente, se a criança é pequena, para seu melhor desenvolvimento, ela fica com a mãe. No momento em que o casamento gay é aprovado, não existe mas diferença jurídica alguma entre uma dupla homossexual e um casal. E o ponto central na aplicação da ideologia de gênero. Hoje, uma pessoa solteira pode adotar uma criança na ausência de um casal? Creio que sim, e se não, deveria. Afinal é melhor a criança com um pai ou uma mãe adotiva, do que sozinha num orfanato. Um gay deve ter o mesmo direito de adotar, mas nunca em igualdade de condições que um casal tradicional.

      • Luciano diz:
        A meu ver a luta é pela liberdade de expressão.

        Pílula diz:
        A nossa luta, né? Porque a luta deles é criminalizar a homofobia. Maria do Rosário luta ferrenhamente contra a nossa causa:
        http://juliosevero.blogspot.com/2012/12/maria-do-rosario-vou-me-empenhar-para.html

        “O PLC 122 e outras leis transformam em crime a tentativa de ajudar um homem a sair do homossexualismo.” Julio Severo.

        Professor, eles lutam contra a nossa causa, não é verdade? Eles estão com o dedo na lei. Este sempre foi o objetivo deles, e eu aprendi com você que devemos responder à altura. Não seria hora de pensar em leis para proteger a sociedade desses maníacos homossexuais do GLBST?

        “A minha questão é com os direitos que eles (homossexuais) querem em detrimento da coletividade”, disse Malafaia. O pastor desmascarou o PLC 122, projeto que criminaliza a crítica à homossexualidade, destacando que essa lei vai trazer privilégios aos gays.
        http://juliosevero.blogspot.com.br/2013/02/silas-malafaia-e-entrevistado-no.html

        Abcs.

      • O problema aqui para mim é o seguinte. O número de pedófilos homossexuais é assustadoramente maior do que o número de pedófilos héteros.
        Quando começarem a ocorrer os casos de abusos de crianças cometidos por pedófilos quem defende a adoção por casais homossexuais irá aparecer e assumir responsabilidade no que está defendendo?

    • Exatamente, Alexandre! Sempre há algo por trás que as pessoas não veem. Há uns 20 anos começaram com essa ideia de adoção, eu sei que foi mais ou menos por aí, pois me lembro de duas mulheres (muito legais e simpáticas inclusive) que adotaram uma menininha, e todos achavam muito estranho na época. E tenho um exemplo (que não dou como estatística) de uma amiga da faculdade que ‘casou’ com uma mulher que tinha uma menininha adotada. Elas vivem brigando e se separando, e a garotinha fica em uma situação complicada. Principalmente por minha ex-colega de facul ser a parte ‘pai’, a provedora do lar, a que ganha a grana do sustento. Agora, me diz: é ou não é um assunto que deve ser MUITO mais discutido pela sociedade?

      • claro que sim, justamente porque é algo muito sensível é precisa ser amplamente discutido. Mesmo homossexuais conservadores foram contra isso naquela recente e vitoriosa marcha francesa. abs.

      • Pílula fala para Day:

        Você tocou em um ponto muito importante: o bem estar da criança, direito vigente pela constituição.
        Num ambiente onde não há estabilidade no lar, a criança sofre mais traumas, levando-a a se tornar uma pessoa problemática que refletirá esse perfil doentio na sociedade. Ela será tão doentia que crescerá sem a diferenciação do papel do homem e da mulher na sociedade, ajudando a causa feminista também.

        Me lembro que durante uma entrevista com Renato Russo, ele infelizmente respondeu que só há indivíduos ‘a’ e ‘b’ e que não precisam ser necessariamente homem e mulher. E é isso que eles querem pra nós há muito tempo.
        Como diria Olavo: Vocês têm alguma dúvida de que o próximo passo é a legalização da pedofilia (do estupro de vulnerável)?
        Sim, eles estão transformando crimes em direitos.

        Day, aquilo que você disse que sempre está por trás, como pano de fundo, e que as pessoas não sabem, neste caso específico eu acho que é simplesmente o objetivo dos comunistas de subverterem a sociedade. Para isso, eles precisam destruir a família. Para destruir a família, eles precisam re-significá-la, desvalorizá-la e invalidá-la.

  5. O problema do Eli é que ele puxa pro lado pessoal, como militante pro-gayzismo é de ser esperar que ele use sua carreira acadêmica em defesa de sua ideologia, então não podemos dizer que ele é um desinformado e sim um desonesto.

      • E isso, Luciano, nos afasta da filosofia, da sinceridade do pensar, da vontade de amar a natureza e ao próximo. Esse movimento traz algumas boas mentes, mas, de que adianta um mamão nascer lindo se, ao ser colhido, estranhamente se mostra podre e azedo? Entramos em uma era na qual os estudos e as formações acadêmicas não servem mais como parâmetros para reorganizarmos a sociedade humana. Se a evolução trouxesse homens-deuses, não teríamos, ainda, indígenas pelos continentes. Por isso gosto desse blog. Só leio opiniões de quem, de fato, está disposto a pensar. O que o Ayan disse aí é, para mim, algo por demais contemporâneo. Não vivemos mais a época das escolas acadêmicas. Com o advento da internet, e da globalização, qualquer um pode estudar e formar sua opinião. Voltaire foi citado, mas para os new iluministas, esses pensadores estão obsoletos (sério, eu li isso).

        O que me deixa inquieta é justamente essa perene e injusta cobrança humana de um humano para com outro. A maior merda que odeio escutar (ler) por aí: “Somos animais, tanto quanto quaisquer uns.” Então por que essa raça humanista não se preocupa com os animais largados e maltratados; com crianças viciadas, espancadas, e vítimas de pedofilia? Por que, diabos, esses robóticos humanistas só veem o mal quando esse se relaciona com religião?

        Aqui no Rio, acho, a prefeitura irá patrocionar um evento católico. E, pasmem, uma militante acusou a falência econômica (?) do RJ, e do Brasil por isso. Por que deixamos essas criaturas acusarem a religião, quando todos sabemos que a problemática é política? Os desalmados não assumem que a questão do bem estar do povo e cidadão, é de competência do Estado.

        Intelectualmente, e no sentido de ter conhecimento, confesso que sou pouco. Todavia, se tenho um general, um líder, eu posso lutar. Toda guerra tem uma causa, porém nem todas, ou nenhuma, pensou na paz entre os homens. Muito menos soldados entenderam o porquê das guerras.

        Entretanto, percebendo que os esquerdistas vermelhos querem ressuscitar, considero-me um soldado. Porque, se for para morrer, lindo será morrer sabendo que morri por uma causa verdadeiramente humana. Esses carrascos querem tirar do povo a única esperança que lhe resta: um amor incondicional a Deus. Covardes, deveriam se organizar no intuito de melhorarem o mundo. Deveriam se organizar em função de povos que ainda sacrificam pessoas (crianças) em nome de um deus.

        Esses safados só querem o Poder. O termo “humanista” é a pior das enganações que tive notícias. Uma mitificação, onde apenas pobres, leigos, incautos e ignorantes serão visados como algo a ser destruído e erradicado de um planeta que deveria pertencer a todos nós,

        Fazer zaragata, conspirar, almejando o fim de determinada “raça”, para mim não tem outro nome, a não ser Nazismo.

        Se o cidadão que trabalha por um salário mínimo não tiver mais direito à sua fé, o mundo, mais uma vez, cometerá grande injustiça. Só que, dessa vez, tanto ateus quanto néscios e religiosos, presenciarão o fim de nossas chances de vivermos em comunhão.

        Quando um humanista pós-moderno diz, claramente, que cristãos atrapalham o progresso, não tenhamos dúvidas de que uma grande conflagração (guerra) está por vir. Tal contenda poderá acontecer em um momento em que eu não mais estarei aqui, contudo, pergunto-me, consternada e lobregamente, o que será de nossos descendentes.

        Toda guerra precisa de um suposto motivo. Caros amigos: Ainda que não haja paraíso ou inferno, digo que todo homem que levanta uma má ideia já é um condenado. Por isso não acho justo eu virar humus, adubo, como Hitler e tantos mais. E, prostro-me nesse país que viveu – há pouco tempo – uma ditadura que sangrou a terra brasileira.

        Eu, sinceramente, anelo por um Deus que condene a muitos ao inferno. Pois, sem amor, nem deveríamos ser o animal único que pensa.

        Seríamos ainda dissimulados, em pleno terceiro milênio? Fecho com Voltaire…

        “A dissimulação é virtude de rei e de criada de quarto.”

    • Shy,

      Muitos homossexuais procuram estudar o que lhes convém, como um suporte de auto-defesa. Assim como os complicados estudam psicologia, que é o caso de um amigo. Ele é depressivo por ser homossexual. Estuda psicologia e toma medicações psiquiátricas. No caso do Eli, ele é um puta esquerdista ateu humanista candidato a líder científico dos gayzistas.

      • “Muitos homossexuais procuram estudar o que lhes convém, como um suporte de auto-defesa.”

        Eles e qualquer um, Day, rs. Todos acabamos PELO MENOS estudando com maior prazer algo que corrobore nossas ideias anteriores. Se bem que eu decidi estudar o Marxismo e acabei saindo dele, mas, enfim, né, cada caso é um caso, rs.

  6. Luciano diz: homens heterossexuais tem uma tendência muito maior a se atrair por mulheres de seios fartos e quadris avantajados, rostos simétricos e esguios. Agora a pergunta: quantos homens destes que nascem com este desejo (de possuir mulheres com seios fartos, quadris avantajados e rostos simétricos) se casam com uma mulher assim? Não são todos.
    Quer dizer, se existe a possibilidade de um homem heterossexual mudar sua “tendência inata” a transar com mulheres de seios fartos, quadris avantajados e rostos simétricos (em conjunto), por que não haveria a possibilidade de um homem homossexual mudar um comportamento sexual relacionado a sua “tendência inata”?

  7. Acredito que o parágrafo principal desse post, o pilar de argumentação, seja esse:
    “Vieira alega existir uma ‘contribuição dos genes na manifestação da orientação sexual’, mas isso não serve para provar absolutamente nada a favor da ideia de que o comportamento homossexual não pode ser mudado, e este era o argumento de Silas Malafaia (‘ninguém nasce com um destino gay’), que Vieira não refuta um segundo sequer.”

    Então, pelo que vejo, a interpretação de Luciano Ayan era de que o argumento do Silas era que ninguém nasce com um “destino gay”. Gostaria de saber se em algum momento do vídeo o Silas usou especificamente esse termo, pois eu não o ouvi, e a minha interpretação foi diferente. Eu interpretei que o Silas estava afirmando que (1) ninguém nascia gay, pois (2) homossexualidade seria resultado de influências sociais (incluindo traumas), e que (3) a sexualidade pode ser tratada. São 3 afirmações. Já o geneticista está afirmando que existe contribuição de genes na manifestação da orientação sexual, pois quer refutar (1) ninguém nasce gay e (2) homossexualidade seria resultado de influências sociais.

    Se Luciano Ayan fala no post do início ao fim que o geneticista não provou que sexualidade não pode ser tratada (não negou o argumento do Silas), está sendo cometido o mesmo erro acusado, pois ele não está provando que os genes não contribuem com a orientação sexual (não negou o argumento do geneticista).

    Lamento muito que a estrutura de argumentação de Luciano Ayan seja a de acusar as pessoas de utilizarem-se de truques. Eu prefiro acreditar que as pessoas realmente acreditavam estar certas e, no máximo, estavam equivocadas. Assim como acredito que o fato do Luciano contestar a frase dita “um é homossexual, o outro também é” não ter sido um truque (atacar uma falha irrelevante), e sim uma interpretação errada (Luciano acreditou que o geneticista pensava assim). O geneticista com certeza errou quando falou isso, mas ele nem ao menos acreditava naquilo; foi apenas um equívoco de oratória, uma troca de palavras. A prova disso é a frase completa (que Luciano não expôs): “quando um gêmeo é homossexual, o outro também é (sic) e a chance do outro também ser aumenta conforme aumenta a similaridade genética entre eles”. A primeira alegação contradiz a segunda, e a segunda condiz com o que é mostrado no estudo; logo, o geneticista errou a primeira e acertou a segunda (que é onde estava a mensagem). Ele não errou a primeira alegação acreditando no que dizia, muito menos com a função de utilizar-se de truques: ele apenas não notou que saíram as palavras erradas, algo muito comum na oratória. Eu sinto que explicar isso é algo um tanto patético, pois, para mim, parece evidente demais.

    Luciano Ayan mostra acreditar que o comportamento homossexual possa ser tratado ou acreditar na liberdade de estudarem um tratamento de reorientação sexual. Eu também acredito que deveriam ser liberadas as pesquisas para descobrir isso, pois sei de casos de gays que adorariam mudar de orientação sexual. Se existe a liberdade de alguém mudar de sexo (cirurgia), por que não poderia existir também a liberdade de alguém mudar de orientação sexual (tratamento)? Se vierem dizendo “a pessoa tem que aceitar a sexualidade dela e os outros têm que aprender a não ter preconceito”, a frase pode ser usada contra a cirurgia de troca de sexos também. Se é aceito que alguém se sinta desconfortável por nascer com um pênis, deveria ser aceito que alguém se sinta desconfortável por nascer gay.

    Outro ponto que gostaria de destacar é a bobagem dessa luta “nasceu gay” versus “se tornou gay”. Isso, ao meu ver, é um falso dilema. As duas coisas podem acontecer simultaneamente (em casos diferentes). Uns podem virar gay, outros podem nascer com predisposição à homossexualidade, enfim. Pense em um “nascido gay” que viveu numa sociedade utópica de amazonas e nunca conheceu um homem. Se ele nunca sentiu afeição por homem nenhum, ele não manifestou sua homossexualidade. Lembrando que a atração por alguém do mesmo sexo já é a homossexualidade. Práticas sexuais não tornam ninguém homossexual, e sim suas vontades e desejos que o tornam (pense: assim como o heterossexual não passa a ter essa orientação sexual somente após perder sua virgindade, uma pessoa que é constantemente abusada sexualmente por alguém de mesmo sexo não pode ser considerado homossexual apenas pelo ato, muito menos um homem estuprar uma lésbica tornaria ela heterossexual). Acredito que podemos comparar homossexualidade com alcoolismo. Existe predisposição genética ao alcoolismo, mas nem todos os alcoólatras nasceram com essa predisposição, e nem todos os predispostos tiveram contato com o álcool. Obviamente não ter contato com homens é mais difícil do que não ter contato com o álcool. Também podemos comparar com o fato de alguém ser canhoto. Existe predisposição genética ao “canhotismo”, mas se algum bebê sem essa predisposição perder ou deformar sua mão direita, ele também será canhoto. Alguém com essa predisposição poderia também nascer sem a mão esquerda e passar a ser destro. Acredito que a predisposição leva o gay/alcoólatra/canhoto a manifestar seu comportamento, mas alguém pode se tornar cada um desses sem ter a predisposição, e alguém com a predisposição pode não manifestar o comportamento caso nunca tenha contato com alguém de mesmo sexo/bebidas alcoólicas/mão esquerda.

    Se alguém insistir que “homossexualismo” é comportamento (gay que assume papel de pai de família deixaria de exercer o comportamento), então que definamos que a homossexualidade é a orientação sexual (atração homossexual) e ambas as palavras são coisas diferentes. A questão é que o homossexual é o que tem a orientação sexual gay e não quem pratica o ato gay, por simples definição. A propósito, se você se sente atraído por mulheres magras, mas na balada se contenta com uma gordinha, você não está passando a ser um fã de gordas e vai continuar se sentindo atraído pelas mulheres magras. É a mesma coisa com homossexuais.

    Com todo o respeito,
    Lucas.

    • Lucas,
      Vamos lá…
      Então, pelo que vejo, a interpretação de Luciano Ayan era de que o argumento do Silas era que ninguém nasce com um “destino gay”. Gostaria de saber se em algum momento do vídeo o Silas usou especificamente esse termo, pois eu não o ouvi, e a minha interpretação foi diferente. Eu interpretei que o Silas estava afirmando que (1) ninguém nascia gay, pois (2) homossexualidade seria resultado de influências sociais (incluindo traumas), e que (3) a sexualidade pode ser tratada. São 3 afirmações. Já o geneticista está afirmando que existe contribuição de genes na manifestação da orientação sexual, pois quer refutar (1) ninguém nasce gay e (2) homossexualidade seria resultado de influências sociais
      Na verdade, caso você tivesse investigado o histórico do Silas Malafaia e os argumentos utilizados por ele, saberia que a posição defendida por ele é a do direito de um gay poder mudar sua orientação sexual através de ajuda, mas inclusive sempre defendeu o direito de um gay que quiser continuar a ser gay, sê-lo. Um exemplo da argumentação dele está aqui: http://lucianoayan.com/2012/11/29/atuacao-magistral-e-irrepreensivel-do-pr-silas-em-brasilia-na-comissao-de-seguridade-social-e-familia-da-camara-dos-deputados/
      Portanto, a interpretação de Eli Vieira foi desonesta, em um típico caso de ampliação indevida, onde alguém exagera a alegação do outro, para refutar esta versão exagerada, e depois fingir que refutou a versão original.
      Se observarmos o argumento de Malafaia no outro vídeo, sabe-se que o tom do discurso de Malafaia é o de que ninguém deve cair no determinismo genético, caso isto não seja justificado.
      E se em gêmeos monozigóticos, a maioria deles não “replica” o comportamento do outro, então o homossexualismo também é resultado de influências sociais.
      Se Luciano Ayan fala no post do início ao fim que o geneticista não provou que sexualidade não pode ser tratada (não negou o argumento do Silas), está sendo cometido o mesmo erro acusado, pois ele não está provando que os genes não contribuem com a orientação sexual (não negou o argumento do geneticista).
      Aqui é novamente um truque. Na verdade, o que estou demonstrando é que, se os genes contribuem para tendências comportamentais ainda assim não determinam obrigatoriamente o comportamento a ponto de inviabilizar a mudança. O que estou fazendo é tratar de uma forma mais detalhada o argumento não-refutado de Malafaia. Quando você finge que eu tenho que provar que “os genes não contribuem com a orientação sexual”, está enrolando os leitores, pois mesmo que os genes contribuam com a orientação sexual (premissa que não estou negando), não a definem a ponto de tornar impossível a modificação comportamental.

      Lamento muito que a estrutura de argumentação de Luciano Ayan seja a de acusar as pessoas de utilizarem-se de truques. Eu prefiro acreditar que as pessoas realmente acreditavam estar certas e, no máximo, estavam equivocadas.
      É uma opção sua, mas como já estou acostumado a debater com esquerdistas/humanistas, basta esperarmos os truques… que eles ocorrem a todo momento. Por isso é fácil refutar os esquerdistas/humanistas.
      Assim como acredito que o fato do Luciano contestar a frase dita “um é homossexual, o outro também é” não ter sido um truque (atacar uma falha irrelevante), e sim uma interpretação errada (Luciano acreditou que o geneticista pensava assim). O geneticista com certeza errou quando falou isso, mas ele nem ao menos acreditava naquilo; foi apenas um equívoco de oratória, uma troca de palavras. A prova disso é a frase completa (que Luciano não expôs): “quando um gêmeo é homossexual, o outro também é (sic) e a chance do outro também ser aumenta conforme aumenta a similaridade genética entre eles”.
      Na verdade, não cometi erro algum neste sentido. Eli Vieira tinha o poder de edição do vídeo, portanto poderia ter omitido a frase “um é homossexual, o outro também é”, mas não o fez. Então, pode-se suspeitar que ele deixou a frase ali para aproveitar-se da propaganda subliminar, ou qualquer coisa do tipo. O que ressaltei é que logo em seguida, ele parte para o argumento da “tendência”, ou seja, muda da propaganda de efeito para um discurso que não bate com a propaganda.
      Mas aí mostrei que, quando ele mostra os dados, ele confirma o argumento “amaciado” (ao contrário do imperativo categórico que ele tentou antes), que enfim, não faz nada para provar a validade da ideia de que o homossexualismo não tem causas comportamentais.
      Exemplo: Se entre dois gêmeos monozigóticos, há 30% de chances do outro desenvolver o comportamento gay, então há grandes chances de que o homossexualismo tenha causas comportamentais, mais até do que genéticas, que seriam mais uma influência.
      Luciano Ayan mostra acreditar que o comportamento homossexual possa ser tratado ou acreditar na liberdade de estudarem um tratamento de reorientação sexual. Eu também acredito que deveriam ser liberadas as pesquisas para descobrir isso, pois sei de casos de gays que adorariam mudar de orientação sexual.
      Vamos lá: independente de “serem liberadas pesquisas”, os gays que quiserem tentar mudar seu comportamento, tem o direito de investir seu dinheiro nisso. Alguns dirão: “mas será que é eficaz?”. Deixe que o cliente da terapia decida. Há alguns depoimentos interessantes de gays que mudaram seu comporamento, e orientação, portanto…
      Se alguém insistir que “homossexualismo” é comportamento (gay que assume papel de pai de família deixaria de exercer o comportamento), então que definamos que a homossexualidade é a orientação sexual (atração homossexual) e ambas as palavras são coisas diferentes. A questão é que o homossexual é o que tem a orientação sexual gay e não quem pratica o ato gay, por simples definição. A propósito, se você se sente atraído por mulheres magras, mas na balada se contenta com uma gordinha, você não está passando a ser um fã de gordas e vai continuar se sentindo atraído pelas mulheres magras. É a mesma coisa com homossexuais.
      A coisa parece que não é bem assim. Alguém pode modificar o seu comportamento, e reeducar sua orientação, para focar em outros aspectos do mundo, para enfim conviver bem com o seu novo comportamento, que ele ache contraprodutivo. Na PNL fala-se muito de reprogramação de crenças e reprogramação de desejos, pelo uso de âncoras específicas. No exemplo do sujeito que curte mulheres gostosas, e se relaciona com uma baranga, poderia realizar situações de auto-convencimento onde o comportamento seria alinhado com uma crença pré-programada, e auto-inserida por sugestão.
      Isso ocorre muito facilmente no mundo corporativo, onde não queremos muitos casos somente mudança comportamental, mas uma liderança inspiradora que mude os desejos profissionais das pessoas, de modo que suas ações sejam mais congruentes com seus desejos.
      Nota-se que isso também é contestável, cientificamente, pois é muito difícil mensurar “desejos não conscientes”, mas quem quiser tentar não só seu comportamento, como também suas motivações, pode e deve tentar, caso isto lhe incomode.
      Nota-se que o Silas Malafaia estava correto em seus principais pontos, e Eli Vieira teve que usar o estratagema da “ampliação indevida’ para capitalizar um pouco. Mas é fácil achar os truques.

      • Lucas diz:
        Lamento muito que a estrutura de argumentação de Luciano Ayan seja a de acusar as pessoas de utilizarem-se de truques. Eu prefiro acreditar que as pessoas realmente acreditavam estar certas e, no máximo, estavam equivocadas.

        Pílula diz:
        Aqui o Lucas incorre na falácia do falso dilema, pois ele coloca da seguinte forma “pessoas utilizam truques vs pessoas realmente acreditavam estar certas”. Ora, acontece que existe uma terceira alternativa que é “pessoas incorrem a truques sem intenção”. Por exemplo, Lucas pode ter cometido a falácia do falso dilema sem intenção. Nem por isso deixou de incorrer à falácia.

        Lucas diz:
        A propósito, se você se sente atraído por mulheres magras, mas na balada se contenta com uma gordinha, você não está passando a ser um fã de gordas e vai continuar se sentindo atraído pelas mulheres magras.

        Pílula diz:
        Ah é? E as pessoas que gostavam de perfil x e hoje gostam de perfil y?
        Eu, por exemplo, comecei a gostar de negras depois de namorar com uma mulata. Mas depois de algum tempo eu comecei a namorar com uma caucasiana. Agora só penso em mulheres brancas. Como fica?

      • Lucas diz:
        Lamento muito que a estrutura de argumentação de Luciano Ayan seja a de acusar as pessoas de utilizarem-se de truques. Eu prefiro acreditar que as pessoas realmente acreditavam estar certas e, no máximo, estavam equivocadas.

        Pílula diz:
        Aqui o Lucas incorre à falácia do falso dilema, pois ele coloca da seguinte forma “pessoas utilizam truques vs pessoas realmente acreditavam estar certas”. Acontece que existe uma terceira opção que é “pessoas incorrem a truques ao mesmo tempo que acreditam estar certas”. Por exemplo, Lucas pode ter cometido a falácia do falso dilema sem intenção, pois acreditava estar certo. Nem por isso deixou de incorrer à falácia.

        Lucas diz:
        A propósito, se você se sente atraído por mulheres magras, mas na balada se contenta com uma gordinha, você não está passando a ser um fã de gordas e vai continuar se sentindo atraído pelas mulheres magras.

        Pílula diz:
        Ah é? E as pessoas que gostavam de perfil x e hoje gostam de perfil y?
        Eu, por exemplo, comecei a gostar de negras depois de namorar com uma mulata. Mas depois de algum tempo eu comecei a namorar com uma caucasiana. Agora só penso em mulheres brancas. Como fica?

  8. Luciano, primeiro agradeço de ver que uma sugestão minha foi passada adiante novamente. Emendo sobre outro assunto: o Ministério Público denunciou 72 estudantes da USP que ocuparam a reitoria no fim do ano retrasado, conforme se pode ver nas versões dessa notícia pela Folha, Terra e Estadão, bem como em notícia do SBT:

    http://www.youtube.com/watch?v=W-jB4-c2ggE

    A denúncia é por danos ao patrimônio público (conforme se pôde ver pelo estado geral da reitoria), pichação (idem), descumprimento de ordem judicial e formação de quadrilha. Cada um pode pegar mais de oito anos de prisão (o que, se for de fato concretizado, significaria que o cumprimento inicial de pena seria em regime fechado).
    O que se pode dizer a esse respeito é que com certeza já é um golpe duro em partidos que têm a universidade como único palanque mais visível. Com certeza terão de dar um jeito para livrar a cara de um número de réus muito superior ao do julgamento do Mensalão, bem como pode ser o primeiro golpe contra a figura do “estudante profissional” tão usada pelas agremiações menores para conseguir fazer algo que tenha maior repercussão. É possível que o processo todo suba até altas instâncias e prescreva, dependendo do tempo decorrido em tribunais.

    Também temos de analisar para ver se não haverá risco de os tais estudantes serem tratados como inocentes úteis que cumpriram um propósito e, como tal e também devido à trapalhada toda do episódio que começou com um baseado (ainda que tenha toda cara de ser ação mais ou menos planejada que só esperava um pretexto para que fosse deflagrada, como podemos ver pela desproporção da resposta), sejam descartados no passar dos tempos e deixados ao léu. Não esqueçamos que os movimentos por trás do episódio da reitoria eram PCO, LER-QI e MNN, como se pode ver aqui, movimentos esses que são bem insignificantes.
    Também pode ser um momento de virada contra a religião política de matiz marxista, pois em 72 denunciados é de se imaginar que um certo número deles se desiluda com a causa que defendeu (aqui também pensando naquela história de que prisão aumenta a moral do militante perante o povo, mas tem de ser por pena pequena, pois penas maiores queimam o filme) e passem a ser os opositores mais ferrenhos justamente por conhecerem a mecânica prática da coisa e saberem quais são seus calcanhares de Aquiles. Poderão ter um discurso de “olha em que acreditei e olha o que aconteceu comigo por eu acreditar e defender isso”, podendo gerar um efeito multiplicador contra os vários matizes da religião política, aqui já transcendendo para o complexo marxismo-humanismo-neoateísmo.

    Se pensarmos em ambiente uspiano, podemos considerar como vitória do PSOL, que governava o DCE à época e era considerado brando pela tal turminha que invadiu a reitoria por ter postura mais diplomática (ainda que radical). Porém também é vitória dos alunos sem ligação com partidos, pois 72 é número mais que suficiente para fazer aquelas manobrinhas para garantir vitória sem que a votação de fato represente o desejo da maioria (como assembleísmo, debates intermináveis até que as pessoas peguem o último ônibus para só depois votarem e outras). O grupo PSTU/PCO/LER-QI/MNN já está bem desmoralizado e levou a reboque também o Sintusp, sendo que aqui podemos considerar também que se abriu espaço para o pessoal que não estava ao lado do núcleo duro (o Brandão e outros).
    Fica-me a impressão de que já se formou uma consciência que seja sobre como lidar com certas estratégias aqui expostas.

  9. Octávio Henrique disse:

    “Não sabemos com uma certeza razoavelmente boa que o comportamento homossexual é ou não mutável.”

    Na ótica do nosso coleta Otávio aquela mulecada antiga do interior que fazia troca-troca com seus amiguinhos e sexo com animais da fazenda estão dando o fiofó até hoje e vez ou outra introduzem o seu pênis no rabo de cabritas, pois esses comportamentos são imutáveis.

    Quem deu o fiofó uma vez e gostou vai levar esse desejo consigo até a data da sua morte.

    Precisamos de dados cientificos para provar que isso é uma tolice?

    Deixe de conversa mole, rapaz.

  10. Octávio Henrique disse:

    “Não sabemos com uma certeza razoavelmente boa que o comportamento homossexual é ou não mutável.”

    Na ótica do nosso coleta Otávio aquela mulecada antiga do interior que fazia troca-troca com seus amiguinhos e sexo com animais da fazenda estão dando o fiofó até hoje e vez ou outra introduzem o seu pênis no rabo de cabritas, pois esses comportamentos são imutáveis.

    Quem deu o fiofó uma vez e gostou vai levar esse desejo consigo até a data da sua morte.

    Precisamos de dados cientificos para provar que isso é uma tolice?

    Deixe de conversa mole, rapaz.

  11. Luciano,

    Sempre o acompanhei desde a epóca dos seus debates no Orkut e admito que aprendi muito com suas reflexões provocativas e respostas às falácias.
    Mesmo depois que você se tornou ateu, continuo acompanhando seu site, principalmente sobre questões que envolvem o neo-ateísmo. Com respeito à questão humanista, ouço sempre Olavo de Carvalho no TrueOutspeak e concordo em parte com as observações dele e com as suas que parecem concordar com a do “Filósofo”.
    Porém, gostaria de fazer duas observações aqui:

    1ª)Parece-me que você foi totalmente parcial ao não avaliar o “argumento” do Malafaia por considerá-lo “bem bobinho” no entanto ocupar-se em refutar o do Eli Vieria que achou “um recipiente com fezes”. Pela primeira vez, vi eu seu post algo que me pareceu incoerente. Achei que você também não focou no debate, como sempre faz, mas norteou forçosamente o assunto (não vou usar nomes “oficiais” de falácias e afins aqui pois não é meu objetivo) e para a questão gayzista/ humanista para refutá-lo. Portanto, para mim, o Octávio Henrique foi quem deu um bom exemplo de debate sério e imparcial.

    2ª)Desde quando me entenddo por gente sou homossexual. Aos 12 anos, quando isso ficou claro para mim, começou o meu sofrimento. Resolvi fazer de tudo que estivesse ao meu alcance para deixar de sentir esse desejo. A primeira coisa que fiz foi tentar arranjar uma namoradiha na escola, jogar futebol e literalmente me obrigar-me a pensar em meninas quando estivesse me masturbando. Nada disso funcionou e, aos 19 anos, procurei todo tipo de religião para expulsar de mim o pecado e demônio da homossexualidade. Aos 22 anos procurei por 03 psicólogos e até por duas ONGs especializadas em “tratamento” de gays: a Exodus Internacional e o Projeto Manassés. Com dois anos de “terapia” dos psicólogos religisos, meu instinto homosseuxual continuava o mesmo ou talvez maior visto que não o praticava. Para minha decepção, via diversos casos de pessoas que largavam as terapias devido aos insucessos das mesmas e devido ao cansaço de tentarem lutar contra algo mais forte do que eles. A coisa ficou pior, quando alguns que já haviam tido casamento hétero, traíram seus conjuges mesmo depois de afirmarem serem ex-gays (nessa época eu já ia a boates e afins e encontrei 03 casados que davam testemunhos nas igrejas). Não tenho certeza se meu caso é genético ou não, tenho um irmão homossexual não assumido e um tio com três filhas homossexuais. Fica aí meu depoimento, façam o que quiser com ele. Para mim, foi a primeira vez que me expressei dessa forma na internet e foi até terapêutico.

    No mais, agradeço pelos seus posts e aguardo ansiosamente seu livro.

  12. Acho que o que tá pegando é a diferença entre fatalismo e tendência. Uma pessoa pode ter uma tendência genética a ser alcoólatra, mas não significa que ao ter o gene do alcoolismo a pessoa está fadada a ser alcoólatra: mas existe essa tendência. Quando o Malafaia diz que não existe gene da homossexualidade ele está errado, e o Vieira mostra isso no exemplo da sensibilidade à androstenona. Isso meio que quebra o argumento do Malafaia de que gays só são gays por uma questão comportamental, social, sendo que também existe fatores genéticos. Acho que a conclusão do vídeo é que todo mundo pode acreditar no que quiser, mas tentar usar ciência pra dar credibilidade pro argumento é complicado (como falar que a evolução não pode ser comprovada na observação, o Vieira podia muito bem ter citado a resistência a infecções, um exemplo cotidiano de seleção natural)

    • Claro que não, pois se os gays possuem fatores genéticos que influenciam, mas não determinam características obrigatórias, então ser gay é obviamente um comportamento.

      • Corrigindo, Eduardo Garcia: É isso o que eles não querem aceitar, ou insiste em negar. Não é falta de entendimento, o ponto é que se eles disserem: “Ahm, ok. Não é um determinismo genético, você ganharam” não haverá nenhuma barreira(presumo) para bloquear a tal “cura gay”. Honestidade falta em esquerdistas, e bom-senso em seus funcionais. (:

    • Todos os humanos são influenciados pela genética.
      No entanto, se a genética não determina um certo comportamento, a causa deste comportamento é inteiramente social, não biológica.
      É o caso do homossexualismo, alcolismo, etc, etc, etc.

  13. Esse rapaz aproveitou a oportunidade para aparecer. O público GLS/classe média esquerdista ansiava desesperadamente por uma resposta ao Silas Malafaia, a ponto de aceitarem qualquer uma. O “supergeneticista” entrou nesse vácuo aí e se lançou. Conseguiu o que queria, fez sucesso no facebook e em blogs de “progressistas”.
    Incrível também como as pessoas são burras quando querem ser, por mais que tenham instrução, pois aplaudem um discurso de refutação às questões secundárias do Silas Malafaia (a influência da genética na homossexualidade), mesmo que o resultado final seja algo que dê forças à sua questão principal (negar a imutabilidade do comportamento homossexual).
    Fico na torcida para que essa sua resposta acachapante (e outras que surjam; seria bom que viesse uma do próprio Malafaia) coloquem esse rapaz em seu devido lugar.

  14. Seu comentário está aguardando moderação.
    Luciano diz:
    A meu ver a luta é pela liberdade de expressão.

    Pílula diz:
    A nossa luta, né? Porque a luta deles é criminalizar a homofobia. Maria do Rosário luta ferrenhamente contra o nosso direito de crítica. À nossa crítica eles chamam de homofobia. É a tirania deles.
    http://juliosevero.blogspot.com/2012/12/maria-do-rosario-vou-me-empenhar-para.html

    “O PLC 122 e outras leis transformam em crime a tentativa de ajudar um homem a sair do homossexualismo.” Julio Severo.

    Professor, eles lutam contra a nossa causa, não é verdade? Eles estão com o dedo na lei. Este sempre foi o objetivo deles, e eu aprendi com você que devemos responder à altura. Não seria hora de pensar em leis para proteger a sociedade desses maníacos homossexuais do GLBST?

    “A minha questão é com os direitos que eles (homossexuais) querem em detrimento da coletividade”, disse Malafaia. O pastor desmascarou o PLC 122, projeto que criminaliza a crítica à homossexualidade, destacando que essa lei vai trazer privilégios aos gays.
    http://juliosevero.blogspot.com.br/2013/02/silas-malafaia-e-entrevistado-no.html

    Abcs.

  15. RÉPLICA DE MALAFAIA AO ELI:

    “Minha resposta ao doutorando em Genética, que me parece estar defendendo a sua causa na questão da homossexualidade:
    Toda a argumentação que ele apresenta é apenas suposição científica, sem prova real, e tremendamente questionada pela própria Genética. É igual à Teoria da Evolução, uma argumentação científica que não pode ser provada.
    Não existe ordem cromossômica homossexual, só de macho e fêmea. Então, pseudodoutor, não existe uma prova científica de que alguém nasce homossexual, apenas conjecturas.
    Dados de pesquisas americanas:
    86% dos homens homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relação com mulheres; 66% das mulheres homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relações com homens. Como alguém nasce homossexual se já teve relação heterossexual? Isso é uma piada!
    46% dos homens homossexuais já sofreram abuso por homens. A pesquisa é mais estarrecedora ao mostrar que 68% dos homens homossexuais só se identificaram com o homossexualismo após o abuso.
    Se o rapaz metido a doutor em Genética quiser saber mais, leia o livro Nascido gay?, do Dr. John S. H. Tay, que tem mestrado em Pediatria e dois doutorados: um em Genética e outro em Filosofia, e analisou 20 anos de pesquisas sobre o assunto.
    Mais uma para o pseudodoutor sobre os gêmeos monozigóticos, que são idênticos geneticamente: 35% desse tipo de gêmeo que é homossexual, o seu irmão gêmeo é heterossexual. Logo, conclui-se que geneticamente não se nasce homossexual, e o fator externo, do ambiente, é fundamental para determinar isso. Preferência aprendida ou imposta. Ou todos teriam de ser homossexuais ou todos teriam de ser heterossexuais no caso de gêmeos monozigóticos.
    [Algumas fontes de pesquisas do livro citado: TOMEO, M. E.; TEMPER, D. I.; ANDERSON, S. Kotler D. Archives of Sexual Behavior [Registros sobre comportamento sexual], outubro de 2011; 30(5):535-41 ; STODDAR, J. P.; DIBBLE, S. L.; FINEMAN, N. “Sexual and physical abuse: a comparison between lesbians and their heterosexual sisters”, in: Journal Of Homosexuality, 56(4):407-20, 2009.]
    A verdade é esta: ninguém nasce gay. Não existe prova científica, apenas teorias científicas.”
    Silas Malafaia.
    http://www.facebook.com/LogosApologetica?ref=stream

    • De fato. Tenho duas vizinhas gêmeas monozigóticas. Uma é casada e tem duas filhinhas. A outra é lésbica radical. São idênticas em tudo, até na simpatia, mas o Malafa está certo. Ninguém vive de teorias mas de fatos. E contra fatos não deveria ter argumentos.

  16. Realmente abjeto esse tal de Eli Vieira. Estar no nível de pós-graduação em Ciências e não saber a diferença entre Determinismo e Correlação revela, além de uma tragédia pessoal, o nível dos cursos oferecidos nas ‘excelentes’ instituições de ensino.
    Ademais, o Silas Malafaia tem sempre a chance de destruir – no sentido figurado, senhores gayzistas – seus oponentes, mas acaba abrindo brechas que viram ótimas armas de propaganda barata e mentirosa, porém, eficiente, nas mãos deles.
    Faria bem ao Malafaia dar uma lida neste blog.

    • “Faria bem ao Malafaia dar uma lida neste blog.” Bem, essa dica eu já mandei através do facebook dele, hehehehe. Já que ele é um dos caras que dá a cara pra bater mesmo, nada melhor do que uma melhor atualização nos métodos de discurso e refutação às falácias esquerdistas.

    • D,

      Malafaia é um pastor evangélico, ok! Mas preciso dele, porque homem de saco roxo, que eu saiba foi um filho da puta que destruiu a poupança do povo braziliz. Sou mil vezes Malafaia, pois ele joga na lata que a sociedade não pode mudar porque alguém acha mais gostoso dar cu. Deem à vontade, só não esperem de nós, sociedade, acatarmos sua soberba. Peça à Genética que desenvolva uma forma de engravidar pelo cu, e daí mesmo nascerem seus filhotes! Perdão… Mas se não gostam de uma boa trepada entre homem e mulher, fodam-se! A humanidade sempre trepou numa boa. Querem casar como homem e mulher? Amo tais questões, contudo, provem que tudo é igual. EU dou meu cu se eu quiser, mas vocês não podem oferecer um buraco a mais.

      Vejam bem: não me incomodam, de jeito nenhum. Só não me peçam para equiparar a natureza, sexualmente. Se a sociedade, e o poder público derem mole, TODOS acreditarão que não precisaríamos ser HOMEM e MULHER nesse mundo. Mas, se o caso for só sentir prazer, sintam! Mas, mudar a natureza, nem fodendo!!!!

  17. Muito bom. Não tinha observado no video do geneticista os pontos que vc destacou. O grande problema de Malafaia é que ele afirmou categoricamente que não há um componente biológico envolvido na homossexualidade

  18. HAHAHAHAHA!!
    Deviam pedir pro Eli Vieira ser o estagiário do Malafaia.
    Ele simplesmente CORRIGIU toda a argumentação do Malafaia, dando totais bases para a afirmação do mesmo!
    Pena que a sociedade “intelectual” é incapaz de processar um modus ponens da vida quando se trata de militância…. ahauhuaheuaheuhauheuahu

  19. Em minha visão, o Malafaia está sendo um grande líder. Chamam o cara de HOMOFÓBICO. Mas, a verdade é que existe uma rebelião que planeja diligenciar uma nova ordem. Em minha opinião, gentalha são esses humanistas e “niilistas” que não têm uma gota de amor pelo próximo.

    • Eu ainda mantenho a minha tese de que metades desses humanistas, if left alone, não seriam humanistas. Traduzindo: Se você quiser se declarar religioso, por favor, conheça a doutrina que diz seguir, senão você só cria gente para dar trabalho para o Ayan e para o Luz depois, rs.

      • Octávio, você tocou no ponto. Com essas mudanças, mudaram também muitos religiosos. Tenho observado que muitas pessoas continuam crendo em Deus, mas discordando das regras e doutrinas em muitos pontos. É o meu caso. Estou estudando, mas não vou a igrejas. Não sou evangélica, dá para notar não? Aliás, que ninguém me veja uma representante da religião evangélica. Eu respeito a igreja evangélica e não quero queimar seu filme através de mim hehehe. Minha religião é ser contra às propostas ateístas, porque acredito em um Criador. frequento esse blog porque é mais político que religioso e vocês são muito esclarecidos, não tem nóia aqui. Outra coisa: Explica melhor isso aí de um homem engravidar via ânus hehehe. Aquele homem que era mulher, o Thomas não conta, pois ele tem órgãos reprodutores femininos. O que então? Implantes? Octávio, Octávio… hehe

      • Exato, Day, mas você NÃO SE DIZ evangélica, nem cristã, exatamente porque você conhece as doutrinas e discorda delas. Ou seja, se você fizer alguma cagada, ninguém vai poder culpar qualquer religião pelos seus atos.

        Sabe, é por isso que disse que gosto de Sartre, porque ele descreve esse tipo de pessoa de que falei perfeitamente: é gente de má fé, gente que quer abdicar de escolher ou quer que suas escolhas não os afetem em nada.

        Sobre gravidez, falo de Fertilização in Vitro, Day. Não tem nada pelo ânus, só cai a necessidade da relação sexual, se bem que eu mesmo prefiro o “old-fashioned way” de fazer bebês.

  20. E segue a repercussão da entrevista do Malafaia, da réplica do Eli e da tréplica twíttica do Malafaia. Eis que o Izzy Nobre deixa o seguinte comentário:

    http://www.youtube.com/watch?v=2TjSlxD7lkg

    Diz ele que o Malafaia é representante dos derrotados da história e que o discurso dele será visto daqui a 20 anos como veríamos discursos defendendo escravidão, mulheres proibidas de votar e negros americanos sendo tratados como cidadãos de segunda classe. Porém, nada impede que daqui a 20 anos possamos na realidade ver o marxismo-humanismo-neoateísmo como o discurso derrotado. Aqui obviamente que ele quis insinuar que Malafaia estaria no mesmo panteão de quem discrimina negros, mulheres e homossexuais (sendo que qualquer vídeo que víssemos de culto do Malafaia tem gente de todos esses tipos, bem como há o caso que uma vez o vi contando sobre o evangélico ter de botar pra quebrar no mundão, ao contar sobre a filha adolescente de um fiel que não ficou de coitadismo por ter estudado em escola pública ou pedido cota e passou em medicina na UFRJ). Também dá para ver que o Izzy está naquela história de que todo avanço ao futuro significa melhoria em vez de simplesmente ser avanço cronológico, algo que cai naquela crença de matiz iluminista francês de que o mundo perfeito é certo e inexorável. Enfim, talvez dê para esperar uma malapada (Malafaia + lapada) para breve.
    Temos o PC Siqueira, que ficou naquelas provocações de parquinho ao sabor neoateísta do Baixo Augusta:

    http://www.youtube.com/watch?v=Vw6Dkjnxsdg

    Esse é só um dos vídeos. Seguem outros:

    http://www.youtube.com/watch?v=1kZCUdmwJ6g

    http://www.youtube.com/watch?v=QVlSjvxKueM

    http://www.youtube.com/watch?v=a4zmMZM_ZOk

    http://www.youtube.com/watch?v=h5DuPt4z6xQ

    Eis que também descubro uma nova resposta ao Malafaia (mas que também tem lapadas contra marxistas-humanistas-neoateístas):

    http://www.youtube.com/watch?v=ZRNuu39H64k

    Há um vídeo que pode ser considerado neutro (ainda com algumas ressalvas):

    http://www.youtube.com/watch?v=nNbVzQ29anU

    Há outro vídeo que também fica no meio do caminho entre Eli e Silas (ainda que o cara não tenha notado que Eli falava em nome da LiHS, da qual o doutorando em questão é presidente):

    http://www.youtube.com/watch?v=Pvgq4FtfnlI

    E aqui também há vídeos que descem lenha no Eli e apoiam Malafaia (o do segundo vídeo tendo este site e esta página no Face):

    http://www.youtube.com/watch?v=PQGgE3dn1UM

    https://www.youtube.com/watch?v=gkHioVXN4Rc

    http://www.youtube.com/watch?v=M19_e985ye0

    Voltando ao Silas em questão, também tem este link aqui falando da briga com o Eli, que pode ser considerado razoavelmente equilibrado.

    • O último vídeo, com os pastores dizendo que não podemos usar parâmetros animais como analogia direta a comportamentos humanos, inclusive pode ser usado como refutação a mais um vídeo da Julia Jolie, que é de 1º de fevereiro (portanto antes da entrevista dom Malafaia) que em que ela se embananou legal ao fazer explicações sobre supostas características femininas que beneficiariam machos menos agressivos (sendo que ela é estudante de Ciências Biológicas e tem capital para explicar bem essas coisas):

      http://www.youtube.com/watch?v=W9v7UMlvOCw

      Tanto que um tal de Emersonluispsy deu uma observação válida sobre essa inadequação:

      Cuidado com a supersimplificação. O nível de testosterona influencia o comportamento, mas o comportamento também influi no nível de testosterona.

      De qualquer forma, animais não são modelos para humanos.

      Quando um gorila quer conquistar uma fêmea comprometida, ele mata o filhote dela para mostrar que o companheiro dela é inepto para protegê-la, então a fêmea passa a acompanhar o infanticida.

      Uma mulher sã se apaixonaria pelo assassino de seu bebê?

      * * *

      O cara não está falando groselha e também se registra infanticídio em chimpanzés (mais promíscuos que gorilas a ponto de haver dificuldade de um macho saber se o filho é mesmo dele), com direito a verem um vídeo bem chocante de um bando trucidando um filhote:

      http://www.youtube.com/watch?v=cYcnyPisV7o

      E em leões quando estes ganham um harém:

      http://www.youtube.com/watch?v=R_ELo8JsrR0

      Convenhamos que o homem normal não faz essas coisas. Um homem preferir mulher sem filhos a mãe solteira é reação compatível com o repúdio natural que machos têm por DNA que não é seu. Porém, é muito diferente um homem não querer caso com mulher que já tenha filhos do que um leão/gorila/chimpanzé matando filhote de outro macho. A vida de uma mulher mãe solteira que porventura reclame de homens não querendo caso sério com ela de longe é algo mais tranquilo e pacífico que o que as das mães das duas espécies primatas mais próximas de nós, pois dá-se ao bebê o direito de sobreviver e chegar à idade adulta e o direito de a mãe curtir sua prole, mesmo que sem pai por perto. E isso decorre justamente da racionalidade que possuímos de conseguirmos nos pôr no lugar dos outros. Porém, o que Julia disse a respeito disso é de um absurdo latente e por vias enviesadas joga a culpa dos animais no… homem heterossexual!

      Não é que a mulher gorila se apaixone pelo gorila que matou o seu bebe. Ela não tem opção, assim como várias mulheres em sociedades opressoras não tem opção e continuam vivendo com homens que batem nela e seus filhos etc. Pra onde essa gorila fugiria? Pra onde uma mulher numa tribo de 50 pessoas fugiria?

      Pior de tudo, ela igualou mulheres que vivam em sociedades de fato opressoras a… fêmeas de gorila. Igualou mulher de malandro a… fêmeas de gorila. E, claro, omitiu o fato de que mulheres podem sim escolher. Quantos aqui não têm em suas famílias histórias de mulheres de antes (ou muito antes) dos anos 1960 que expulsaram o marido de casa porque ele bebia e agredia a ela e as crianças? Essas mulheres preferiam o estigma de desquitada a deixar que ela e os filhos fossem vítimas de caras violentos e/ou alcoólatras. E eram respeitadas em suas vizinhanças, que sabiam da história.
      A mesma Julia Jolie novamente iguala mulheres a… fêmeas de gorila… quando põe as que ficam com os parceiros que as agridem como totalmente incapazes de sair disso, convenientemente esquecendo que Erin Pizzey falou da diferença entre a mulher que é vítima legítima com a chamada “propensa à violência” (por causa de ameaças vindas de feministas radicais, Erin teve de sair de seu lar na Inglaterra e passar uns tempos nos Estados Unidos). A diferença da vítima legítima para a propensa à violência era que a propensa também agredia o marido (se quiserem cantarolar o sucesso de Leandro & Leonardo, podem cantarolar à vontade, pois resume bem o que seria um casal propenso à violência, o tal “amor doentio”).

      Também a vlogueira não conseguiu entender a diferença entre ser levado por instintos (fêmeas de gorila) em relação ao padrão humano de apaixonamento (que pode ter componente instintivo, mas algum componente de racionalidade que nos diferencia dos bichos). Ela pergunta para onde uma mulher que apanhasse poderia fugir se vivesse em uma tribo de 50 indivíduos, mas se esquece que também nas tribos há regras informais de combate à violência, bem como há migração de indivíduos entre tribos diferentes (inclusive algo relacionado à manutenção da saúde genética) e também a migração de tribos para cidades. E, inclusive há estudos estatísticos mostrando que mesmo a cidade mais violenta tem índices de morte por mil pessoas menor que o de sociedades tribais. Para tal resposta, um tal de Leo Jandre deu a seguinte resposta aos dois, picotada em quatro partes (1, 2, 3 e 4. Observe-se que ele fala de Richard Dawkins, mas no caso o biólogo Dawkins, não o neoateísta de mesmo nome. Observe-se também que ele tem simpatia pelo marxismo, mas aqui inclusive pode ser aquele tal lance que falo de, tal qual artes marciais, usar o marxismo para combater o próprio marxismo. Reunirei os comentários em um só bloco de texto para facilitar a leitura:

      Julia e Emerson, nem a femea gorila se apaixona pelo infanticida, muito menos o gorila macho quer conquistar a fêmea… O fenômeno também acontece com os leões e outros animais de bandos. Quando um macho jovem é expulso do bando original ele procura novo bando e território. Se for rejeitado pelo outro líder deve escolher entre fugir e talvez morre ou lutar e talvez morrer. Se escolhe lutar e vence, ganha a liderança do novo grupo e mata a prole do antigo líder por dois motivos.

      Primeiro motivo: Assim ele garante que não será desafiado e morto quando estiver enfraquecido ou adormecido.

      Segundo motivo: Assim ele garante que sua própria prole não será morta futuramente.

      Por favor leiam o gene egoísta do Dawkins e livros de zoologia e etologia.

      E entendam que modelos éticos humanos não podem ser aplicados a animais, nem vice versa…

      Mais importante: Animais se acasalam, não se apaixonam! 😉

      Amor romântico, mesmo com todas as controvérsias, é exclusivamente humano!

      E não Julia, bandos animais NÃO são sociedades opressoras. São uma resposta evolutiva aos desafios do meio ambiente.

      Estão escritos no código genético dos seres por um motivo: Ajudam na sobrevivência da espécie.

      Biologos muito eminentes refutam as interpretações Marxistas sobre a natureza. Por favor, leia-os. E não me entenda mal numa coisa. Eu acho o marxismo uma análise crítica válida. Não Acho Universal e Nem Perfeita!

      E a resposta a suas duas perguntas: Pra onde essa gorila/mulher (…) fugiria?

      Primeiro, em geral ela não precisaria fugir, pelos motivos anteriormente elencados.

      Segundo, fêmeas de qualquer espécie podem trocar de bando, ou parceiro, muito mais facilmente do que machos. Suas dúvidas são inspiradas na espécie humana, em especial nas sociedades que veêm mulheres e servos como qualquer outra propriedade. Mesmo em tribos primitivas isso é RARO! Visite os índios brasileiros para verificar.

      Observe-se que se formos ver os termos biológicos, o cara falou direitinho. Acrescentemos inclusive que fêmeas de gorilas vivem todas juntas em um harém com o único macho alfa e, teoricamente, se todas elas se juntassem para cima desse gorilão, não ia ter para ele. Se pegarmos só macacos, veja-se que fêmeas juntas em grupos agressivos existem nos babuínos gelada com o objetivo de afastar machos errantes:

      http://www.youtube.com/watch?v=BTQ8w9l01V4

      Logo, vê-se que o único macho que fica no harém só fica por concessão das tais fêmeas porradeiras. Gorilas, mesmo fêmeas, são maiores e mais fortes que qualquer babuíno gelada alfa fortão. Logo, dá para entender que se essas gorilas se juntassem para dar porrada em um gorilão graúdo, este não teria muita chance, o que também permite entender que um macho alfa só está naquele bando por concessão das fêmeas.
      Quem der uma olhadinha na página do vídeo notará que deram comentários negativos demais ao tal Leo Jandre e estes ficaram ocultados (claque marxista-humanista-neoateísta? Vai saber…). Porém, o que Julia disse? Isto:

      Você fala como se eu fosse ignorante no assunto. Isso tudo o que você falou eu sei muito bem, mas também já li muito sobre empatia em animais. Vá ler a era da Empatia do Franz de Waals ou Baboons metaphysics, inclusive de uma professora minha de cognição animal. Essa visão de querer separar totalmente os animais como seres irracionais e sem “sentimentos”, como se nós humanos fossemos muito superiores é chega a ser hilária. Na minha opinião existe sim muita similaridade.

      Note-se que aqui acabamos caindo em algo que inclusive cheira ao famoso “especismo” que supostamente praticaríamos contra outros animais, que seriam iguais a nós. Logo, seríamos (exceto os que nos acusam de especismo, claro, pois são seres superiores que só pastam por não quererem matar bichinhos) opressores. E quem vir outros tantos opressores comentando o vídeo da vlogueira e lembrando que não se pode usar animais como exemplo para humanos (nem humanizar animais), notarão que teria sido o momento perfeito para que ela só tivesse mesmo ficado no campo biológico em vez de dar pinceladas ideológicas.

      • Eli concorda tacitamente com o argumento do Silas, pois admite que gêmeos monozigóticos tem 47% de chances de igualarem o comportamento. Ora, como disse Michelson Borges, se o comportamento estivesse enraizado no gene, a igualação de comportamento dos gêmeos monozigóticos deveria ser de 100% e não 40%.
        Só que antes, o humanista Eli mentiu dizendo que se um irmão é gay, o outro também é. Ficou feio pro Eli.

  21. Você rebate e despreza um doutorando em Genética sem ter lido um livro sobre o assunto. Você fala e contratos, Direito Constitucional, etc., sem saber o nome de um autor sequer. Você é livre pra manifestar seu pensamento cara, mas a partir do momento em que você tenta ridicularizar alguém que leu/estudou/praticou um assunto infinitamente mais do que você, a impressão que dá é que você não assa de um otário. Você escreve muito bem cara. Sua retórica é ótima. Vá ser político! Políticos só precisam falar bem e podem espalhar a merda que quiserem – ser ter qualquer formação científica – e ainda são aplaudidos. Abraços

    • Eduardo, eu não preciso de doutorando em Genética para discutir o assunto, pois o próprio Eli Vieira já fez o trabalho para mim de consultor, eu só avaliei LOGICAMENTE tudo que ele escreveu. Esse é o talento que devemos desenvolver. Deixar os especialistas apresentarem e avaliarmos o que ele APRESENTOU.

      Eu mesmo gerencio times de especialistas, que, após me afirmarem o que suas avaliações especialistas trazem, me dão insumos para que apresentar os resultados para quem eu quiser, em qualquer público. (Aliás, especialistas muitas vezes não são bons em apresentar seus resultados para diversos públicos, sendo mais aptos a falarem com especialistas)

      Por isso, eu desprezo o argumento do doutorando em genética, pois ele não provou o ponto importante que precisaria provar para refutar Silas Malafaia. Ele fez seu trabalho de especialista direitinho na compilação de dados. Mas não atendeu o objetivo de refutar seu oponente. 😉

      Abs,

      LH

    • Bom, assim como várias outras pessoas, eu estudei bastante Genética, Biologia, Medicina, etc. por conta própria, e junto com o Luciano, afirmo que gente como o Eli Vieira, o Yuri Grecco e o mestre de todos eles (Richard Dawkins) estão mais preocupados em vender ideologemas ( neologismo bastante antigo, para os desinformados 😉 ) do que em “fazer Ciência”.

      A propósito: no mundo atual, certificados e diplomas são infelizmente necessários para se arranjar um emprego “legalmente válido” na especialidade profissional desejada, porém não são indicadores confiáveis nem de competência e nem de honestidade intelectual. 😉

    • Pra esse ser inteligente é ter o conhecimento bruto, e não o fato de conseguir moldar esse conhecimento ao seu bel prazer…
      Mas outra, Isso vem de um mesmo artigo escrito aqui, de classificação de doutorado como autoridade para se falar asneiras sobre qualquer assunto, mesmo sendo de especialidade dele (dando lhe mais créditos), e capitalizar sobre isso em cima de seus ideais políticos.

  22. De Day para Pílula:

    “Day, aquilo que você disse que sempre está por trás, como pano de fundo, e que as pessoas não sabem, neste caso específico eu acho que é simplesmente o objetivo dos comunistas de subverterem a sociedade. Para isso, eles precisam destruir a família. Para destruir a família, eles precisam re-significá-la, desvalorizá-la e invalidá-la.”

    Pronto! Falou e disse!

  23. Luciano,
    Conheci seu site através da indicação de um primo que já foi muito seu fã. Eu havia ganhado o livro “Deus um delírio” e ele sugeriu que eu lesse o livro, baseando-me em suas ponderações. Desde então entro no seu site sempre que posso para ver se há algum post relacionado com o tema que me interessa: neo-ateísmo.Por meio de seu site também conheci o Olavo de Carvalho. Tenho uma centena de programas dele baixados e entrevistas do Youtube.
    Depois de ler o post do Antônio, que, diga-se de passagem, parece ser meu conterrâneo, pois menciona uma ONG religiosa para “recuperação” de homossexuais que também frequentei, senti-me encorajada a deixar meu depoimento aqui também. Além disso, queria fazer considerações sobre diversos comentários, portanto meu post deve ficar grande. Espero que todos tenha a paciência de lê-lo todo.

    Sou a filha mais nova de um casal protestante que teve 03 filhas. Fui criada dentro das rígidas normas do tradicionalismo cristão seguido três gerações consecutivas de uma grande família. Nasci no interior e fui para a Capital aos 14 anos, quando me juntei ao coral da nova Igreja que começamos a frequentar. Nunca senti nenhuma atração sexual por meninos. Aos 11 anos, apaixonei-me por uma coleguinha da Igreja, embora nomeasse o sentimento como uma grande amizade. Aos 13 anos, comecei a notar os seios das mulheres e achava feio o achatado tórax masculino. A percepção da minha homossexualidade já se tornava um pouco evidente e, como quase sempre acontece, a primeira reação minha foi a negação. Participei de campanhas “De libertação e cura” inúmeras vezes em diversas denominações religiosas, suplicando a libertação desse pecado horrendo que cada vez se tornava mais forte em mim. Eu não me sentia atraída pela voz masculina, pelos músculos, pelos pelos, pelo jeito de ser do homem; ao passo que a voz, os contornos, os seios e a feminilidade claramente me seduziam. Aos 17 anos me apaixonei loucamente por uma outra componente do Coral, após 4 meses de depressão, procurei ajuda do pastor, suplicando que ele não contasse nada aos meus pais. Ele orou e me indicou uma famosa psicóloga da Igreja, garantindo que ela me ajudaria. Depois de 2 anos de terapia, eu era uma jovem virgem, que trancafiou seu instinto homossexual nos cofres do inconsciente e segui o conselho da “psicóloga” de se casar o mais rápido possível para não ceder lugar à tentação. Foi o que o fiz quase um ano depois aos 20 anos, com um rapaz lindo, trabalhador, religioso e carinhoso, mas que, para meu horror, não me causava nenhum prazer sexual. Após cada relação sexual com ele, eu ia ao banheiro para me lavar, lavar com as lágrimas, pois o sexo com ela era como se eu estivesse sendo violentada, embora nunca o fui no sentido estrito da palavra. Em pouco tempo cai novamente em depressão chegando ao ponto de nem conseguir me levantar da cama. QUERO DEIXAR CLARO AQUI QUE NÃO ME SENTIA INCOMODADA COM O MEU DESEJO, se tentei eliminá-lo foi por causa dos outros e não por que ele me fizesse algum mal. Eu não queria causar sofrimento e decepção aos meus pais e meu marido, um homem tão bom. Acrescem-te se o fato de eu me apaixonar pela psiquiatra que tratava minha depressão e, sem saber como revelar minha emoções, acabei tentando o suicídio dois dias antes do meu aniversário. Fiquei 25 dias no CTI e, após alguns dias de recuperação, fui visitada pelo psicólogo do hospital. Ele me garantiu que não contaria a ninguém. Senti confiança e contei toda a história. Ele me sugeriu que contasse aos meus pais, conselho que descartei imediatamente. Ficou então de me indicar outro psicólogo imparcial. Acontece que não sabíamos que minha tia mística “doidona” – a única da família que não era religiosa – estava ouvindo toda a conversa por trás da porta e que, depois de me visitar, iria reunir meus pais e perguntar friamente:
    – Vocês preferem ter uma filha heterossexual morta ou uma homo viva?
    Imagino que deve ter sido muito difícil para meus pais. Contudo, depois da minha alta, conversamos bastante e fizemos terapia individual e em família. Assumir meu desejo foi uma das coisas mais maravilhosas que aconteceu na minha vida e só não superou o reconhecimento e respeito dos meus pais. Como esperado, os pastores da Igreja disseram que não poderiam aceitar uma homossexual como membro do seu rebanho e (choro sempre que lembro disso) meus pais falaram “onde minha filha não é aceita, nós também não somos”. Atualmente, moro com uma professora de dança de salão e meus pais e minhas irmãs são nossos melhores amigos. Infelizmente, minha companheira não teve a mesma sorte que eu, seus pais praticamente a expulsaram de casa quando ela revelou sua orientação sexual a eles.
    Sei que não posso falar pelos outros, mas, no meu caso, passei anos negando minha homoafetividade. Graças a Deus não tive filhos, pois conheço vários casos de homens e mulheres que tiveram filhos e tornaram a separação mais complexa, muitos dos quais, como disse o Antônio, deram testemunho da sua libertação. Um deles até bem conhecido aqui na cidade, o qual depois de 4 anos de ex-homossexual pregador, largou a esposa e teve uma recaída que dura até hoje.

    Minhas considerações pessoais:
    1ª) Quantos que estão debatendo aqui são ou “foram” homossexuais? Pergunto isso, porque é no mínimo absurdo diversas pessoas discutirem sobre um assunto que não vivem na pele;
    2ª) Chego a ficar estupefata em ler ou ouvir o verbo “escolher” com respeito à homossexualidade. NÃO ESCOLHI SER LÉSBICA! Vou repetir NÃO ESCOLHI SER LÉSBICA. Simplesmente, desde criança fui me percebendo assim. Se homoafetividade fosse uma escolha, certamente escolheria a heterossexualidade para viver até a morte com a excelente pessoa que meu ex-marido é. Aliás fica aqui uma reflexão: se a homossexualidade é escolha, pressupõe-se que qualquer homem (ou mulher) aqui pode escolher ser homossexual, certo? Ou seja, o Luciano, para fazer uma experiência, iria escolher, por um tempo, ser homossexual a fim de analisar alguma tese. Ótimo! Duvido, mas duvido mesmo que você Luciano iria ter uma ereção para penetrar num outro homem ou sentiria contrações anais para receber uma boa e selvagem penetração ou salivaria para chupar um pênis ou ficaria com o pênis como uma barra de ferro só de pensar numa boca masculina. Ou não? Todos vocês aqui se sentem aptos a sentirem tesão por pessoas do mesmo sexo se quiserem? Francamente…;
    3ª) Perguntei a diversos psicólogos se eles aprendem na Academia procedimentos do tipo: como transformar alguém em hétero ou homossexual. A resposta quase sempre iniciava com uma risada seguida unanimemente com um NÃO. Portanto chega a ser hilário ler aqui que alguém pode procurar ajuda para deixar de ser homossexual como se isso fosse algo aprendido no curso de graduação. Que venham os psicólogos e me refutem se eu estiver errada. Aliás pelo visto não há homossexual nem psicólogo neste debate. Há uma discussão onde os principais envolvidos não estão presentes. Affffffffff

    Minhas considerações sobre alguns posts:
    LUCIANO “E daí que não se sabe a “causa” do comportamento. No que isso implica em “ser arriscado” mudar comportamento?”
    >>> Que tal fazer uma pesquisa e perguntar a todos os homossexuais o que isso implicou na vida deles?

    LUCIANO: “Enquanto as investigações não provam a “imutabilidade” do comportamento gay, qualquer gay poderá procurar a terapia que quiser para mudar seu comportamento.”
    >>> Primeiro, troque “comportamento” por desejo: há diversos homossexuais enrustidos que não se comportam mas possuem o desejo. Terapia com psicologia de verdade não atende demandas conscientes. Não é como um engenheiro que você procura e diz: quero uma casa desse e desse jeito. Haverá toda uma análise de como funciona o inconsciente do indivíduo para que ele mesmo encontre a sua essência saiba lidar com ela da forma mais saudável possível.

    LUCIANO: “Quer deixar de ler Dawkins? Procure terapia. Quer deixar de ler a Bíblia? Procure terapia. Quer deixar de só pensar em mulheres boasudas enquanto se casa com uma mocréia? Procure terapia. Quer deixar de boiolice? Ah, aí não pode procurar terapia…”

    >>>Luciano, não consegue ser respeitoso com pessoas que como eu sofreram muito por conta de termos desrespeitosos como o “boiolice” acima? Acredito que não seja necessário lei para isso. Ou você não se importaria se alguém perguntasse a sua namorada se ela age como uma putinha na cama?

    LUCIANO: “Meu amigo, nem que pague eu faria uma faculdade de Biologia, pois acho chatíssimo, ou mesmo psicologia. Sobre estes assuntos, eu prefiro uma extensa literatura sobre psicologia evolucionista, evolução e psicologia. Melhor que ficar assistindo aulas de desqualificados. Aliás, sempre discuti de igual para igual com minha namorada psicóloga. Então, é irrelevante este ponto.”
    >>> Taí um post que tenho certeza que você dividiria no mínimo em 5 trechos e utilizaria seu arsenal argumentativo para destroçar se ele não fosse seu. Que tal fazer isso?

    LUCIANO: “(Por sorte em minhas qualificações acadêmicas, estive na área de Exatas, onde assistimos aulas, ao invés de pregações ideológicas – e se alguém se sentir ofendido por ter escapado disso, aviso que é questão de sorte, melhor para quem se livrou de doutrinação acadêmica)”
    >>>Uai, você não tem na sua biblioteca somente livros de humanas, alguns deles escritos por professores ou escritores que propagam “pregações ideológicas”? Onde estão os livros de exatas na sua biblioteca?

    LUCIANO: “Não sei, mas se quiser, pode fazer. Desde que você passe a achar um incômodo…”
    >>>Que tipo de incômodo? O incômodo causado pelo grupo em que a pessoa está inserida o qual não gosta de Dawkins ou não cré na Bíblia? Ou o incômodo que a própria pessoa sente ao desejo de ler a Bíblia?

    LUCIANO: “Eu acho que quem quiser dar o cu, que dê o cu. Quem quiser chupar piroca, que chupe piroca. Eu não dou a mínima…”
    >>>Interessante como você usa os termos do Olavo de Carvalho…

    LUCIANO: “O Silas Malafaia pensa diferente e acha que os gays estão “cometendo o pecado”. A meu ver, estão fazendo o que eles querem fazer.”
    >>>Decididamente você não tem a mínima ideia do que é ser homossexual. Esse negócio de “querer fazer” soa como escolha. Não consegue mesmo abstrair um pouco e imaginar a diferença entre “querer fazer” e “sentir”?

    LUCIANO: “Masssssssssssss… se alguém quiser achar errado o comportamento gay e criticá-los, tem o direito de fazer.”
    >>>PODE EXISTIR GAY SEM COMPORTAMENTO!!! NOSSA, TAMBÉM NÃO CONSEGUE ENTENDER ISSO? A pessoa pode até falar que não gosta de gays, mas criticar aí já começa a mudar a história. “Não gostar” ou “gostar” são instintos assim como sentir atração por homem ou mulher, mas criticar envolve tentativa de validar o seu gosto como se fosse algo racional. Isso sim é ofensivo.

    LUCIANO: “Querendo, Maxell, pode-se deixar de ser alcoólotra ou gay. A questão é: o sujeito tem que estar infeliz com sua condição de alcoólatra ou de gay. Eu acho que as pessoas supervalorizam a genética, que é ciência em desenvolvimento ainda, ou não?”
    >>>Como você sabe que alguém pode deixar de ser alcoólatra ou gay? Até onde sei, a pessoa pode deixar de beber, mas se tomar um gole volta a beber descontroladamente. A questão é: a predisposição de nascença deve ser estimulada ou inibida por quais motivos?

    LUCIANO: “Não, Octávio, o fato é que a “bebedeira” pode ser um problema para uns, mas não para outros. Quando eu bebo minhas La Trappe, eu volto de táxi. Capisce? Então, cada um define seu incomodo, e se vai deixar suas tendências inerentes serem aproveitadas pelo dono destas tendências ou não.”
    >>> Importante é saber se você toma La Trappe por que deseja ou por que os outros querem…

    THIAGO: “Vamos ao caso: há, de um lado, o direito à liberdade de expressão de Malafaia em criticar o comportamento homossexual, a homossexualidade em si. Com uma peculiaridade: ele o faz com fundamentação religiosa, e a liberdade de culto é, um si, também um direito fundamental: são ambos corolários lógicos da liberdade de consciência. E não é dado ao estado averiguar o conteúdo doutrinário das religiões, sob pena de se afastar a laicidade estatal.”
    >>> Não nego o direito de Malafaia emitir sua crença baseada na sua interpretação da Bíblia, mas usar genética e psicologia ele se expõe aos especialistas da área, inclusive ao Conselho Nacional de Psicologia do qual possivelmente faz parte.

    THIAGO: “Por que não escolhem três representantes e não desafiam Olavo de Carvalho, Luciano Ayan e o próprio Malafaia para um debate, com regras predefinidas e acordadas por ambas as partes, com câmeras rolando e sem claque? Têm medo de “perder” diante de debatedores high profile?”
    >>>Por que já estão usando os meios legais para isso por meio do voto democrático de seus representantes. Essa discussão, para ter repercussão legal deve acontecer lá e não aqui. Uma pessoa pode ganhar na argumentação mas isso pode não significar muito, pois as palavras e suas articulações não são uma expressão exata do que nós homossexuais sentimos.

    THIAGO: “Não há qualquer definição científica, em nenhuma área do conhecimento humano, que explique os motivos da homossexualidade, suas origens, seus mecanismos fisiológicos e psicológicos, nem se é uma postura/comportamento/preferência reversível (isso se não for mesmo uma escolha, o que abre a possibilidade de “desescolha”). Se há, favor apontar.”
    >>> Que tal fazer um teste, Thiago? Escolha um homem por uma noite, vá ao motel com ele e veja se você consegue ter uma ereção.

    THIAGO: “Partindo disso, não há qualquer impedimento técnico (no sentido de ser material e substancialmente impossível, como é impossível “cair para cima”) na mudança da homossexualidade para a heterossexualidade (e vice-versa, diga-se). Entendo antiético que um psicólogo, diante de um paciente gay, se ofereça para “curá-lo”; porém, se o paciente pede a “cura”, e pergunta se a Psicologia detém o instrumental teórico capaz de realizar a transformação, o terapeuta tem que dizer “sim”.
    >>>Tem que dizer “sim”??? Ora e se o problema não fosse a homossexualidade mas o preconceito sobre ela? O psicólogo não atende as demandas do clientes, mas buscas elaborar as verdadeiras pulsões do inconsciente. putsss

    THIAGO: “O CRP transformar isso em tabu também é fruto de contaminação ideológica… tudo remete a Gramsci”
    Pelamordedeus! Criticar uma Ciência sem fazer parte dela é no mínimo cômico. Isso sIm é fruto da contaminação ideológica. Sinto-me tentada a falar de falácia da generalização apressada, mas vou deixar isso pro Luciano…

    DOUG “É o seguinte : Gemeos idênticos tem um padrão de comportamento imitativo entre si, natural e incentivado pelo meio social. Isso não coloca sob suspeita estes dados exacerbados e até invalida estes dados já que há uma possibilidade desses quarenta e poucos por cento estarem apenas se equiparando ao outro gêmeo por sugestão, mascarando um resultado que poderia estar na verdade dentro da normalidade da proporção de homossexualidade entre gemeos não identicos?”
    >>>Mas por que a maioria avassaladora dos gêmeos homossexuais não se equipara ao hétero, já que os fatores externos, culturais, religiosos e até biológicos são mais incentivadores do comportamento?

    LUCIANO. “Qualquer comportamento pode ser criticado (ler Dawkins, ler a Bíblia, comer uma gostosa, comer a capa da Playboy, dar o cu, chupar pica, etc.), e nenhum comportamento precisa ser respeitado, desde que, é claro, respeite-se a integridade do indivíduo.”
    >>> Novamente me lembrou Olavo… Mas defina o que seria respeitar a INTEGRIDADE do indivíduo, por favor.

    LUCIANO: “A meu ver o casamento gay é ridículo, digno de chacota. Uma dupla de barbados querendo adotar uma convenção social que só faz sentido para a proteção da prole?”
    >>>Novamente usando termos olavianos?

    LUCIANO: “A convenção social que faz sentido para casais heterossexuais simplesmente não faz sentido algum para uma dupla de machos. É uma mania e só.”
    >>>Então casais estéreis ou incapacitados de alguma forma de ter filhos não deveriam se casar, não é mesmo?

    PÍLULA: “Professor… Não seria uma transformação social e uma conquista para os adeptos da subversão?
    Pilula, parece que você está confundindo o Luciano com o Olavo, Professor? Outra coisa, subversão do ponto de vista de quem? Você conseguiu superar a todos com seus posts preconceituosos e baba-ovos, Francamente, vou seguir o conselho que o Olavo dá nos programas dele: Vai tomar no cu!

    Luciano,
    Vou parar por aqui. Estou exausta! São tantas observações que tenho a fazer e não tenho a paciência que você tem em refutar. Queria apenas ressaltar duas coisas:

    1ª) Não sou esquerdista, humanista, gayzista (aliás sou totalmente contra a parada do orgulho gay DO MODO COMO ELA É FEITA. Para mim, seria interessante se todos estivessem decentemente vestidos, os parceiros de mãos dadas encarando seriamente os expectadores e participando de mesas redondas…), portanto não sei empregar truques falaciosos ou afins.
    2ª) Se você não é o Olavo, tente ser respeitoso pelo menos. Não sei se você continua Maçom ou Rosacruz ou seja lá o que for, mas acredito que é inteligente o suficiente para sair do mundo das palavras e tentar demonstrar empatia.
    Como o Antônio, certamente comprarei seu livro. E, se vier a minha cidade para uma noite de autógrafos, terei o máximo prazer de me identificar a você.
    Importa-se se eu desejar que você fique com Deus mesmo você tendo se tornado ateu?
    Fique com Deus,
    Helena

    • Helena,

      Antes de tudo, eu não tenho nada contra a opção homossexual, e respeito-os com seres humanos que merecem ser tratados como dignidade assim como merecem os heterossexuais.

      Em relação a “escolha”, a verdade é que assim como um heterossexual pode escolher virar homossexual, o inverso também pode ocorrer. O fato é que você relata uma situação onde uma homossexual (você) não conseguiria modificar o comportamento.

      Mas eu não disse que todo gay ou hétero DEVE mudar seu comportamento E direcionamento, mas sim que pode…

      Em relação a “envolvidos não estarem presentes”, já existiram vários homossexuais que se declararam a favor da terapia de reorientação sexual, portanto eles JÁ FAZEM PARTE DO DEBATE.

      Alguns pontos a mais:

      >>> Que tal fazer uma pesquisa e perguntar a todos os homossexuais o que isso implicou na vida deles?

      Pelo que se vê, alguns gostaram, outros não.

      Primeiro, troque “comportamento” por desejo: há diversos homossexuais enrustidos que não se comportam mas possuem o desejo. Terapia com psicologia de verdade não atende demandas conscientes.

      Não é assim, pois eu citei o exemplo de um sujeito que efetivamente deseja uma mulher mais gostosa, e se conforma com a que tem. Ele REPARAMETRIZOU suas coisas e reorientou seus
      desejos.

      >>>Luciano, não consegue ser respeitoso com pessoas que como eu sofreram muito por conta de termos desrespeitosos como o “boiolice” acima? Acredito que não seja necessário lei para isso. Ou você não se importaria se alguém perguntasse a sua namorada se ela age como uma putinha na cama?

      Por que “boiolice” seria um termo desrespeitoso para alguém homossexual. Em alguns estados, ao que parece o termo boiola é um termo ‘oficial’ gay, não?

      >>> Taí um post que tenho certeza que você dividiria no mínimo em 5 trechos e utilizaria seu arsenal argumentativo para destroçar se ele não fosse seu. Que tal fazer isso?

      Como eu refutaria um texto onde alguém diz que não tem intenção de fazer uma determinada área acadêmica que não pretende? RS.
      Que eu saiba, opinião não se refuta.

      Uai, você não tem na sua biblioteca somente livros de humanas, alguns deles escritos por professores ou escritores que propagam “pregações ideológicas”? Onde estão os livros de exatas na sua biblioteca?

      Estão lá em minha biblioteca, em uma seção diferente. O fato é que prefiro, com atuação profissional, a área de exatas.

      Que tipo de incômodo? O incômodo causado pelo grupo em que a pessoa está inserida o qual não gosta de Dawkins ou não cré na Bíblia? Ou o incômodo que a própria pessoa sente ao desejo de ler a Bíblia?

      Cada um que define o seu incômodo. Meu argumento é simples; se alguém se incomoda com algo e quer gastar dinheiro para mudar o objeto do incômodo, que o faça.

      Decididamente você não tem a mínima ideia do que é ser homossexual. Esse negócio de “querer fazer” soa como escolha. Não consegue mesmo abstrair um pouco e imaginar a diferença entre “querer fazer” e “sentir”?

      Eu não faço ideia de como é ser homossexual, mas vc também não faz ideia de como se sentem os outros homossexuais, em especial os que acham que o seu “desejo” está confuso.

      PODE EXISTIR GAY SEM COMPORTAMENTO!!! NOSSA, TAMBÉM NÃO CONSEGUE ENTENDER ISSO? A pessoa pode até falar que não gosta de gays, mas criticar aí já começa a mudar a história. “Não gostar” ou “gostar” são instintos assim como sentir atração por homem ou mulher, mas criticar envolve tentativa de validar o seu gosto como se fosse algo racional. Isso sim é ofensivo,

      Espere aí…
      (1) Se alguém lê a Bíblia por que tem ‘desejo’ de ler a Biblia, pode ser criticado?
      (2) Se alguém é homossexual por ter desejo de ser homossexual, pode ser criticado?

      Se 1 pode, por que 2 não pode?

      Eu entendo que tanto 1 como 2 podem.

      .Como você sabe que alguém pode deixar de ser alcoólatra ou gay? Até onde sei, a pessoa pode deixar de beber, mas se tomar um gole volta a beber descontroladamente. A questão é: a predisposição de nascença deve ser estimulada ou inibida por quais motivos?</strong.
      Pelo interesse da própria pessoa. 

      Importante é saber se você toma La Trappe por que deseja ou por que os outros querem…

      Eu tomo La Trappe por que quero, e se um dia achar um incômodo, procurarei mudar. Simples.

      Não nego o direito de Malafaia emitir sua crença baseada na sua interpretação da Bíblia, mas usar genética e psicologia ele se expõe aos especialistas da área, inclusive ao Conselho Nacional de Psicologia do qual possivelmente faz parte.

      Mas se os “especialistas” do CNP forem desonestos intelectualmente, também devem ser denunciados.

      or que já estão usando os meios legais para isso por meio do voto democrático de seus representantes. Essa discussão, para ter repercussão legal deve acontecer lá e não aqui. Uma pessoa pode ganhar na argumentação mas isso pode não significar muito, pois as palavras e suas articulações não são uma expressão exata do que nós homossexuais sentimos.

      Aí que está o problema, nem suas palavras e articulações são uma expressão exata do que todos homossexuais sentem, pois vários deles declararam a vontade pela terapia de reorientação sexual.

      Mas por que a maioria avassaladora dos gêmeos homossexuais não se equipara ao hétero, já que os fatores externos, culturais, religiosos e até biológicos são mais incentivadores do comportamento?

      Pelos dados do Eli Vieira, não existe isso de “maioria avalassadora”.

      Novamente me lembrou Olavo… Mas defina o que seria respeitar a INTEGRIDADE do indivíduo, por favor.

      Não ofender a pessoa, não humilhar o ser humano, não difamar alguém, enfim, respeitar os direitos negativos da pessoa.

      Então casais estéreis ou incapacitados de alguma forma de ter filhos não deveriam se casar, não é mesmo?

      Preste atenção no meu texto, onde eu DEFENDO O DIREITO ao casamento gay, mas ao mesmo tempo defendo o direito de crítica feito pelos seus oponentes. Portanto, se eu digo que quem ‘deve’ se casar é quem quiser, sua pergunta não faz sentido.

      é inteligente o suficiente para sair do mundo das palavras e tentar demonstrar empatia.

      Eu tenho empatia por você, por sua história e a respeitei. Aliás, no ambiente profissional, eu trataria você da mesma forma com que trato um heterossexual. (Aliás, há algo interessante… Quando alguém trata bem alguém que pertence a uma minoria no ambiente de trabalho, e isto inclui todas as minorias que se sentiram discriminadas no passado, essa pessoa retorna com gratidão)

      Importa-se se eu desejar que você fique com Deus mesmo você tendo se tornado ateu?

      De jeito algum me importaria. Sobre o meu livro, quando ele sair acredito que você vá gostar.

      Um abraço,

      LH

  24. o senhor especialista em debates, tas precisando estudar uma disciplina chamada genética do comportamento…quando o fizer, procure especialistas desta área, ouça-os e melhore suas qualidades de investigador de debates…quanto a educação e ao uso de palavras chulas é uma opção sua, mas atesto que é péssimo ler alguém que dedica sua vida a criticar o q ela mesmo chama de “recipiente de fezes”

  25. Há um problema em definir o casamento como uma mera convenção social, Ayan: ele está indissoluvelmente ligado à reprodução, bem como à formação do indivíduo para sua integração com a sociedade. Portanto, não é apenas um contrato discricionário, como mostram-se evidentes as pretensões dos ativistas homossexuais. Certo, há casos de casais estéreis, com maridos impotentes ou ambos os cônjuges consensualmente castos, mas são exceções – que, inclusive, justificam a anulação do casamento, tanto no civil como no religioso.

    Digo aberrações porque se o casamento pode vir a ser aquilo que queiramos que ele seja, ele pode vir a ser qualquer coisa. Não há como ou por que impedir que o afrouxamento dos limites da sexualidade (macho com fêmea) também não seja estendido à cardinalidade e/ou ao parentesco.

    O estado não tem como vigiar as alcovas para impedir o incesto, mas pode interditar legalmente a endogamia. Também não pode legislar contra a promiscuidade, mas não precisa legalizar a poligamia. Já imaginou, futuramente, um condomínio conjugal do tipo “vários pra vários” (n:m), onde um pai casa com duas de suas filhas e todos os seus filhos e a mãe vem a ser tia e avó dos próprios rebentos, por sua vez casados entre si?

    Sim, sei que meu argumento mistura apelo à conseqüência e ampliação indevida, mas e quanto á prudência? Em nome da liberalização dos costumes deve-se transformar as relações familiares da sociedade em um “faça o que tiver vontade”? (veja o episódio dos Simpsons, “A criança enrustida de Bart”, para entender o alcance da questão)

    A própria URSS quebrou a cara nos anos 20 quando transformou as uniões conjugais no princípio do copo d´água (tem sede? beba). Menos de 20 anos depois teve que rever seus conceitos sobre “a velha e obsoleta tradição czarista”. Não precisamos flertar com o abismo.

    [ ]s.

    • Marco,

      Entendo sua preocupação e os riscos apontados.

      Mas a teoria que eu defendo é da liberdade de escolha, desde que alguém não prejudique diretamente os outros.

      Em suma, nesse cenário aventado, pode-se criar uma cultura na qual um pai heterossexual critique as “formas alternativas” de casamento.

      Abs,

      LH

      • Sabe, Ayan, um primo meu, casado (a esposa não pode ter filhos), lutou por muito tempo para adotar uma criança. As exigências e restrições são draconianas, e a meu ver, justíssimas. Se o casamento entre homossexuais for generalizado, como fica a questão das adoções? Hoje, um casal de heterossexuais cairia no ridículo ao gritar “heterofobia!” por ter de esperar anos para a adoção ou por ter seu pedido negado. Já os homossexuais não têm esse escrúpulo ou esse risco. Se um casal homo apenas se sentir preterido por não ser hétero, pode saber: vai ter gritaria nas ruas e panelaço das figurinhas de sempre – amplamente divulgado e incensado nos meios comunicação. Pelo andar da carruagem, poucos juízes terão colhões para resistir à patrulha gayzista na mídia. Sem contar o interesse das próprias crianças (http://noticias.gospelprime.com.br/pesquisa-revela-os-perigos-de-familias-gays/)

        Ah, eu me esqueci de citar um post no MidiaMais, demonstrando o poder da cosanostra, digo, do lobby gayzista sobre as instituições. Veja por que a causa dessa turma é potencialmente mais perigosa do que parece:

        https://www.midiaamais.com.br/brasil/6161-o-ai-5-do-supremo

        Grande abraço, meu amigo.

  26. Percebo que está chovendo de gente recalcada choramingando que o Luciano não pode achar defeito nos argumentos do Eli, porque precisaria ter a mesma formação de Eli. E isso me faz lembrar do debate do Dr. Craig contra o Químico Peter Atkins, que menosprezou adversário por não ter doutorado em Química. Mas adivinhem quem ganhou o debate daquela noite? Heeeein?? 😉
    Lembrando que existe uma avaliação de debate. A coisa não fica só na objetividade, relativismo e muito menos APELO À AUTORIDADE.

    • Percebo que está chovendo de gente recalcada choramingando que o Luciano não pode achar defeito nos argumentos do Eli, porque precisaria ter a mesma formação de Eli. E isso me faz lembrar do debate do Dr. Craig contra o Químico Peter Atkins, que menosprezou O adversário por não ter o mesmo tipo de doutorado que ele. Mas adivinhem quem ganhou o debate daquela noite? Heeeein??
      Lembrando que existe uma avaliação de debate. Ou seja, a coisa não fica na subjetividade, no relativismo e muito menos no APELO À AUTORIDADE.

  27. Ótimo post. Até entendo o ponto de vista do Luciano, mas discordo em parte. A sociedade é (pelo menos deveria ser) livre sexualmente (e mais um monte de coisas). Pra quê se preocupar com o cu dos outros? É o gasto de tempo mais imbecil que existe. Só uma pessoa como o Silas poderia ser capaz disso. Ninguém precisa achar lindo (nisso o Silas tá certo), mas é óbvio que ninguém precisa criar uma terapia contra isso (simplesmente porque é imbecil).
    Agora não entendi muito bem um ponto da análise do Luciano, que foi este aqui:

    “Assim como gêmeos monozigóticos tem maior tendência a replicar a homossexualidade do outro, isso não significa absolutamente nada em favor do argumento de Vieira. Até por que em alguns estudos, homens heterossexuais tem uma tendência muito maior a se atrair por mulheres de seios fartos e quadris avantajados e rostos simétricos. Agora a pergunta: quantos homens destes que nascem com este desejo (de possuir mulheres com seios fartos, quadris avantajados e rostos simétricos) se casam com uma mulher assim? Não são todos.
    Quer dizer, se existe a possibilidade de um homem heterossexual mudar sua “tendência inata” a transar com mulheres de seios fartos, quadris avantajados e rostos simétricos (em conjunto), por que não haveria a possibilidade de um homem homossexual mudar um comportamento sexual relacionado a sua “tendência inata”?”

    Bem, acho que aqui há confusão. A preferência inata dos homens por “gostosas” é animal (no sentido biológico). Neste ponto, o próprio odiado Dawkins tem não só seus livros como papers brilhantes (ele é um ótimo zoólogo). É da natureza animal procurar parceiros ideais pra reproduzir. Isso é fato e já tá mais que comprovado. Nem precisamos entrar no mérito. Portanto, a preferência é imutável. Não é porque você tá com uma baranga que não vai sentir atração por gostosas. Seu comportamento não mudou. O que aconteceu com você, foi o que aconteceu e acontece com todos os animais: Você tentou, mas não achou. Contente-se com aquilo que tem! A natureza é assim. Não existem gostosas pra todo mundo! E nem é esse o “intuito” da natureza.
    Entretanto, isto não muda o fato de os homossexuais mudarem seu comportamento (e não a sua tendência, que se for genética, é inata). Eles podem, qualquer um pode. Se um hetero quer dar a rabiola, pode ir. É só abrir o curisco pro outro ir arrombar. Pronto, você está mudando o comportamento. MAS, a questão é: eles estão mais felizes (no sentido de prazer como reações bioquímicas e liberação de hormônios)? Isso poderia ser “resolvido” com um pouco de fluoxetina, sildenafil e tratamento psicológico.

    abs,

  28. Caro luciano,
    Discordo quando você define o casamento apenas como uma ”convenção social”. É muito mais que isso, é uma instituição multimilenar em torno da qual se define a perpetuaçao física e cultural de uma sociedade. Ainda que hajam variações entre seus termos, a durabilidade de um sociedade ou civilização está diretamente relacionada à solidez e seriedade com que a instituição do matrimônio é definida.
    E meu argumento contra o casamento gay é justamente que, mesmo em sociedades onde a pederastia e o bissexualismo foi parte da educação convencional, como na antiga Grécia, ainda assim o casamento tinha outro status e era reservado á formação de famílias estáveis capazes de manter a perpetuação da sociedade.
    E também, há formas de se preservar os direitos individuais dos casais gays, sem mexer com uma instituição tão elementar á preservação do conservadorismo em nossa sociedade.
    A família é sagrada, qualquer a acepção que se queira dar ao termo “sagrado”. E só pode oferecer a estabilidade necessária à saúde mental das novas gerações, quando fundamentada num casamento de um homem e uma mulher, em amor e respeito.
    É só comparar o resultado em termos de sociedade dos jovens oriundos de casais saudáveis e de agregados familiares defeituosos.

    • Ele deu uma surra no próprio intelecto. O cara não entendeu nada de genética e evolução e soltou um monte de baboseira. Exemplos: “- Há um gene que determina que a pessoa vai gostar de pessoas do mesmo sexo.” Quem falou isso? Nem o Silas, nem a Marília Gabriela, nem o Eli Vieira. Só ele. Essa a coisa mais estúpida que já ouvi. O que existe é influência genética, não determinação. As pessoas não sabem PORRA nenhuma de genética e acham que o negócio funciona como código binário, ou é ZERO, ou é UM. Se há um gene, o cara tem uma característica, se não há, o cara não tem. Puta merda, isso me dá nojo. Os caras tratam a área mais revolucionária da biologia dos últimos 200 anos de uma forma simples e idiota. Não dá nem vontade de perder tempo com opiniões como essa. Tomara que Deus exista mesmo, pois só assim vai ter salvação pra essa “alma” aí.

  29. LUCIANO ;”Antes de tudo, eu não tenho nada contra a opção homossexual, e respeito-os com seres humanos que merecem ser tratados como dignidade assim como merecem os heterossexuais.”
    >>>Poxa, Luciano, de novo o substantivo “opção”? Converse com qualquer homossexual e verá que não houve um momento da vida deles em que eles optaram por ser homo, assim como ninguém opta por ser hétero ou gostar ou não de jiló. Acredito que vocês utilizam as classes morfológicas relacionadas com “opção”, porque não são homossexuais. Mas é fácil demonstrar empatia: lembre que não houve um momento em que você ESCOLHEU desejar mulheres ou você já teve o desejo pelos dois e optou por um?
    LUCIANO “Em relação a “escolha”, a verdade é que assim como um heterossexual pode escolher virar homossexual, o inverso também pode ocorrer. O fato é que você relata uma situação onde uma homossexual (você) não conseguiria modificar o comportamento.”
    >>>A verdade, Luciano? Baseada em quê? Eu atualmente frequento boates e bares gays, tenho amigos homens que frequentam saunas, e NEM UM, vou repetir, NEM UM caso que conheço escolheu ser gay. Acho que cerca de 90% tem histórias tristes que relatam o quanto lutaram contra um desejo que começou a aparecer na pré-adolescência, para evitar preconceito, decepcionar os pais ou religião. Mas parece que vocês sabem mais sobre nós do que nós mesmos. Desafio-o a ir a uma boate ou bar, fingir ser gay e conversar com umas 20 pessoas, você ficará surpreendido com o que ouvirá.

    LUCIANO “Mas eu não disse que todo gay ou hétero DEVE mudar seu comportamento E direcionamento, mas sim que pode…”
    >>>A questão é: como especificamente você sabe que isso pode acontecer? Baseado na sua própria experiência? Em pesquisas? Veja por exemplo, os debatedores desse tópico, até onde eu sabia, somente o Antônio e Eu assumimos nossa homossexualidade. Ambos relatamos o tempo, energia e terapia com “psicólogos” para mudar ou redirecionar nosso desejo sem sucesso.
    LUCIANO: “Em relação a “envolvidos não estarem presentes”, já existiram vários homossexuais que se declararam a favor da terapia de reorientação sexual, portanto eles JÁ FAZEM PARTE DO DEBATE.”
    >>> Mas qual é a motivação que os leva a essa declaração? Eu entendo perfeitamente por que esse tipo de terapia não é considerado ético pelo CNP: em todos os casos que conheço cujas pessoas procuraram terapia com esse objetivo, notou-se que a motivação era medo. Também vou repetir; MEDO de sofrer preconceito, decepcionar os pais ou algum aspecto cultural. Seria interessante se pudéssemos contabilizar quantos que eram a favor da terapia de reorientação e que a fizeram sem resultado.

    LUCIANO: “Pelo que se vê, alguns gostaram, outros não.”
    >>>Pelo que se vê onde, Luciano? Nas igrejas? Por que parece que é somente lá que você vai encontrar “psicólogos” que fazem este tipo de “tratamento” não oficial. Mas e o índice de insucesso que volta à vida homo, ou que se casam e praticam sexo homo no anonimato, ou que na realidade eram bi e simplesmente recalcam o lado homo? Consegue compreender a complexidade da questão?

    LUCIANO: “Não é assim, pois eu citei o exemplo de um sujeito que efetivamente deseja uma mulher mais gostosa, e se conforma com a que tem. Ele REPARAMETRIZOU suas coisas e reorientou seus
    desejos.”
    >>> Luciano, eu odeio fígado. Uma pessoa pode chegar e me trazer um bife de fígado é falar que está delicioso, que simplesmente não desce. Contudo, adoro frango e, embora, alguém possa fazer um frango meia-boca eu consigo comê-lo. Percebeu a diferença? Estranho como você tem mudado a qualidade dos seus argumentos. Tenho certeza de que se o acima não fosse seu você conseguiria encontrar alguma falácia nele…

    LUCIANO: “Por que “boiolice” seria um termo desrespeitoso para alguém homossexual. Em alguns estados, ao que parece o termo boiola é um termo ‘oficial’ gay, não?”
    >>>Mas em outros é pejorativo e você, tendo dois vocábulos à disposição, optou pelo pior. No mínimo, isso indica preconceito seu.
    LUCIANO “Como eu refutaria um texto onde alguém diz que não tem intenção de fazer uma determinada área acadêmica que não pretende? RS.
    Que eu saiba, opinião não se refuta.”
    >>>OK, então ACHO que se o texto fosse seu você encontraria algumas falácias ali para refutar, como eu encontrei, mas isso para mim não importa.

    LUCIANO: “Estão lá em minha biblioteca, em uma seção diferente. O fato é que prefiro, com atuação profissional, a área de exatas.”
    >>>Em qual seção? Pelo visto os professores da área de humanas dos livros que você indicou não fazem pregações ideológicas, certo?

    LUCIANO: “Cada um que define o seu incômodo. Meu argumento é simples; se alguém se incomoda com algo e quer gastar dinheiro para mudar o objeto do incômodo, que o faça.”
    >>>Mas quem diz que isso é proibido? Quando uma pessoa procura um psicólogo e diz “quero deixar de sentir atração por pessoas do mesmo sexo” certamente o psicólogo não dirá “infelizmente, isso é proibido (ou outro termo) pelo CNP…”. Ele perguntará “Por quê?” e, depois de várias sessões, percebe-se que não é um desejo que tem como causa uma motivação endógena , mas sim exógena.”
    LUCIANO: “Eu não faço ideia de como é ser homossexual, mas vc também não faz ideia de como se sentem os outros homossexuais, em especial os que acham que o seu “desejo” está confuso.”
    >>> Certamente, faço mais ideia que você, pois convivo com eles, dezenas, talvez até uma centena. São meu grupo de convívio. Sentem-se mais à vontade para falar a verdade comigo do que com você ou com o Silas. E 100% dos que estavam confusos que eu conheço era por medo da reação externa. Acrescente-se o fato de a grande maioria dos psicólogos concordarem comigo. Aqui mesmo no debate, até onde eu sei, o Antônio e eu somos homossexuais, que relatamos nossa luta, ou seja, 100% dos que aqui estão dão testemunho contrário ao que vocês dizem. Qual a reação de vocês? “NÃO, NÓS ENTENDEMOS DE HOMOSSEXUALIDADE MELHOR DO QUE QUALQUER HOMOSSEXUAL E PROFISSIONAL DE TERAPIA!” Pelo amor de Deus, né amigo…

    LUCIANO “Espere aí…
    (1) Se alguém lê a Bíblia por que tem ‘desejo’ de ler a Biblia, pode ser criticado?
    (2) Se alguém é homossexual por ter desejo de ser homossexual, pode ser criticado?
    Se 1 pode, por que 2 não pode?
    Eu entendo que tanto 1 como 2 podem.”
    >>> Poder se criticado pelo DESEJO de ler a Bíblia??? Não acho que pode não, nunca ouvi também nenhum homossexual criticar o DESEJO de ler a Bíblia (aliás já até existe igreja pentecostal gay…). Pode-se talvez criticar uma interpretação da Bíblia o que é outra história…
    LUCIANO: “Eu tomo La Trappe por que quero, e se um dia achar um incômodo, procurarei mudar. Simples.”
    >>> Como você sabe que alguém pode deixar de ser alcoólatra ou gay?
    LUCIANO: “Mas se os “especialistas” do CNP forem desonestos intelectualmente, também devem ser denunciados.”
    >>> Ok, mas baseado em qual critério você vai definir que eles são desonestos?
    LUCIANO “Aí que está o problema, nem suas palavras e articulações são uma expressão exata do que todos homossexuais sentem, pois vários deles declararam a vontade pela terapia de reorientação sexual.”
    >>>Mas minha palavras e do Antônio aqui representam 100% dos homossexuais que participam do debate, certo? Também nossa palavra deve valer mais que as suas que não são homossexuais e além disso não tem o número de amigos homossexuais do que nós. Também nós dois tentamos por anos nos livrar desse sentimento. Vai desconsiderar tudo isso e continuar batendo o pé? Seria a mesma coisa se eu, que não nunca soube como é a sensação de trabalhar na área de análise corporativa, me aventurasse a debater isso com você e ainda afirmar que os administradores não entendem nada do assunto…

    LUCIANO “Pelos dados do Eli Vieira, não existe isso de “maioria avalassadora”.
    >>> Que seja. Por que os gêmeos homossexuais, tendo um irmão hétero, pais héteros, sociedade hétero não se equipara? Estou questionando o argumento do comportamento imitativo de Doug…
    LUCIANO: “Não ofender a pessoa, não humilhar o ser humano, não difamar alguém, enfim, respeitar os direitos negativos da pessoa.”
    >>> E quem vai definir o que é ofensa? Outra coisa: qual a diferença que você vê entre os termos “chacota” e “ofensa”?
    LUCIANO “Preste atenção no meu texto, onde eu DEFENDO O DIREITO ao casamento gay, mas ao mesmo tempo defendo o direito de crítica feito pelos seus oponentes. Portanto, se eu digo que quem ‘deve’ se casar é quem quiser, sua pergunta não faz sentido.”
    >>> Minha pergunta não faz sentindo quando eu digo que seu argumento de que dizer que o casamento só tem sentido se for para procriar???

    LUCIANO “Eu tenho empatia por você, por sua história e a respeitei. Aliás, no ambiente profissional, eu trataria você da mesma forma com que trato um heterossexual. (Aliás, há algo interessante… Quando alguém trata bem alguém que pertence a uma minoria no ambiente de trabalho, e isto inclui todas as minorias que se sentiram discriminadas no passado, essa pessoa retorna com gratidão)”
    >>>E no ambiente pessoal? Pelo visto você acha interessante a meta corporativa de receber gratidão do seu funcionário e nem tanto o merecimento.

    Enfim,
    Quando você entra na postura Olaviana (um pouco) e severiana (demasiada) sobre homossexualidade, você se perde Luciano e (opinião, minha ok?) me decepciona argumentativamente falando.
    Outra questão: fiquei também surpreendida com o fato de você ignorar alguns questionamentos meus. Soa similar a uma edição…

    • Helena
      >>>Poxa, Luciano, de novo o substantivo “opção”? Converse com qualquer homossexual e verá que não houve um momento da vida deles em que eles optaram por ser homo, assim como ninguém opta por ser hétero ou gostar ou não de jiló. Acredito que vocês utilizam as classes morfológicas relacionadas com “opção”, porque não são homossexuais. Mas é fácil demonstrar empatia: lembre que não houve um momento em que você ESCOLHEU desejar mulheres ou você já teve o desejo pelos dois e optou por um?
      Seu erro aqui é lógico. No seu entender opção só se aplica ao desejo, mas é o contrário, opção de ação só se aplica ao comportamento, independente do desejo. Aliás, por opção alguém pode reeducar seus desejos, ou catalizar seus desejos para outra coisa. Portanto, não faz sentido dizer que “opção” é uma palavra que só cabe a desejo.
      No meu caso, nunca tive interesse por relações gays, e portanto optei por seguir meu desejo instintivo. Eu poderia ter optado por rejeitar meu instinto e virar gay, mas não fiz. Enfim, todos possuem opções, independente dos desejos.
      Quanto a “é fácil demonstrar empatia”, não ficou claro o que vc quis dizer.
      A verdade, Luciano? Baseada em quê? Eu atualmente frequento boates e bares gays, tenho amigos homens que frequentam saunas, e NEM UM, vou repetir, NEM UM caso que conheço escolheu ser gay. Acho que cerca de 90% tem histórias tristes que relatam o quanto lutaram contra um desejo que começou a aparecer na pré-adolescência, para evitar preconceito, decepcionar os pais ou religião. Mas parece que vocês sabem mais sobre nós do que nós mesmos. Desafio-o a ir a uma boate ou bar, fingir ser gay e conversar com umas 20 pessoas, você ficará surpreendido com o que ouvirá.
      O fato é que deve-se ouvir todos os gays, tanto os seus amigos como aqueles que preferiram mudar sua orientação sexual. Eu sou democrático. O fato é que você conhece os seus amigos gays, e não todos os gays. Por isso que eu defendo o direito à liberdade de opção. Lembrando que querer mudar aquilo que seu desejo lhe diz é também uma opção.
      A questão é: como especificamente você sabe que isso pode acontecer? Baseado na sua própria experiência? Em pesquisas? Veja por exemplo, os debatedores desse tópico, até onde eu sabia, somente o Antônio e Eu assumimos nossa homossexualidade. Ambos relatamos o tempo, energia e terapia com “psicólogos” para mudar ou redirecionar nosso desejo sem sucesso.
      Então você tem o caso de dois homossexuais que possuem uma homossexualidade tão incisiva que não vale a pena tentar mudá-la. Mas nem todos os homossexuais são assim, e vários deles declaram o potencial de mudança. Podem ser os “homossexuais light”, por que não?
      Mas qual é a motivação que os leva a essa declaração? Eu entendo perfeitamente por que esse tipo de terapia não é considerado ético pelo CNP: em todos os casos que conheço cujas pessoas procuraram terapia com esse objetivo, notou-se que a motivação era medo. Também vou repetir; MEDO de sofrer preconceito, decepcionar os pais ou algum aspecto cultural. Seria interessante se pudéssemos contabilizar quantos que eram a favor da terapia de reorientação e que a fizeram sem resultado.
      Até livros pop de psicologia evolutiva como “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?” falam de elementos de masculinidade e feminilidade em homens. Altos traços de masculinidade no homem levam ao machismo extremo, e altos traços de feminilidade levam a mulher a ser extremamente submissa. Mas existem pontuações intermediárias, que fazem a mulher ser mais masculina, e o homem ser mais feminino. Altas taxas de feminilidade em um homem, e masculinidade em mulher, tendem a levar ao homossexualismo. Mas ainda assim, na tendência ao homossexualismo, podem existir escalas intermediárias. Portanto, um gay que diz que “não pode mudar o comportamento” não fala por todos.
      Pelo que se vê onde, Luciano? Nas igrejas? Por que parece que é somente lá que você vai encontrar “psicólogos” que fazem este tipo de “tratamento” não oficial. Mas e o índice de insucesso que volta à vida homo, ou que se casam e praticam sexo homo no anonimato, ou que na realidade eram bi e simplesmente recalcam o lado homo? Consegue compreender a complexidade da questão?
      Claro que só existe via psicólogos cristãos, pois a polarização na guerra política levou os humanistas a tratarem de forma inquisitória os gays que querem mudar seu comportamento. Mas enfim, qual a taxa de “insucesso” das terapias de reorientação?
      Luciano, eu odeio fígado. Uma pessoa pode chegar e me trazer um bife de fígado é falar que está delicioso, que simplesmente não desce. Contudo, adoro frango e, embora, alguém possa fazer um frango meia-boca eu consigo comê-lo. Percebeu a diferença? Estranho como você tem mudado a qualidade dos seus argumentos. Tenho certeza de que se o acima não fosse seu você conseguiria encontrar alguma falácia nele…
      Aqui é de novo a confusão ao associar opção automaticamente com “opção por desejo”. Aliás, já vi muitos que não gostam de salada mas “aprenderam a gostar” por questão de saúde.
      Mas em outros é pejorativo e você, tendo dois vocábulos à disposição, optou pelo pior. No mínimo, isso indica preconceito seu.
      Eu acho que é uma sensibilidade excessiva de tua parte…
      Em qual seção? Pelo visto os professores da área de humanas dos livros que você indicou não fazem pregações ideológicas, certo?
      Explique exatamente qual o argumento aqui. Simplesmente não entendi nada. Aliás, eu tenho livros de humanas tanto de ideólogos como de não-ideólogos e uso de forma instrumental tudo que for útil.
      Mas quem diz que isso é proibido? Quando uma pessoa procura um psicólogo e diz “quero deixar de sentir atração por pessoas do mesmo sexo” certamente o psicólogo não dirá “infelizmente, isso é proibido (ou outro termo) pelo CNP…”. Ele perguntará “Por quê?” e, depois de várias sessões, percebe-se que não é um desejo que tem como causa uma motivação endógena , mas sim exógena.”
      Depende… por qual escola de terapia você chega a essa conclusão? Em Psicologia existem várias escolas de terapia, e algumas delas são bem pragmáticas.
      Certamente, faço mais ideia que você, pois convivo com eles, dezenas, talvez até uma centena. São meu grupo de convívio. Sentem-se mais à vontade para falar a verdade comigo do que com você ou com o Silas. E 100% dos que estavam confusos que eu conheço era por medo da reação externa. Acrescente-se o fato de a grande maioria dos psicólogos concordarem comigo. Aqui mesmo no debate, até onde eu sei, o Antônio e eu somos homossexuais, que relatamos nossa luta, ou seja, 100% dos que aqui estão dão testemunho contrário ao que vocês dizem. Qual a reação de vocês? “NÃO, NÓS ENTENDEMOS DE HOMOSSEXUALIDADE MELHOR DO QUE QUALQUER HOMOSSEXUAL E PROFISSIONAL DE TERAPIA!” Pelo amor de Deus, né amigo…
      Na verdade não, você entende de homossexuais que pertencem ao seu círculo, que eu não conheço. Assim como um especialista em heavy metal conhece os fãs de heavy metal, mas não todos os fãs de música. Então, essas estatística que você daz (“100% concordam comigo”) não são nada mais que evidências anedotais. (Não é o mesmo que dizer que vc está mentindo, mas sim reconhecer que você só tem uma percepção parcial dos fatos)
      Poder se criticado pelo DESEJO de ler a Bíblia??? Não acho que pode não, nunca ouvi também nenhum homossexual criticar o DESEJO de ler a Bíblia (aliás já até existe igreja pentecostal gay…). Pode-se talvez criticar uma interpretação da Bíblia o que é outra história…
      Claro que pode ser criticado. Os neo-ateus não fazem exatamente isso? Alguns dizem que a religião é “natural do ser humano”, mas mesmo assim, deve ser retirado esse componente do ser humano. Ou seja, o desejo de alguém por algo não tira este objeto da esfera do que pode ser criticado ou não.
      Como você sabe que alguém pode deixar de ser alcoólatra ou gay?
      E por que não poderia? Há vários casos de ambos que deixaram de se-lo…
      :Ok, mas baseado em qual critério você vai definir que eles são desonestos?
      Segue aqui a quantidade de fraudes intelectuais deles…
      http://lucianoayan.com/2013/02/10/o-conteudo-fecal-da-mensagem-de-repudio-do-cfp-contra-silas-malafaia/
      Mas minha palavras e do Antônio aqui representam 100% dos homossexuais que participam do debate, certo?
      Ainda assim é uma amostra mínima, e que não representa todo o grupo.
      Também nossa palavra deve valer mais que as suas que não são homossexuais e além disso não tem o número de amigos homossexuais do que nós.
      Tanto a palavra de vocês vale como também dos homossexuais que buscaram reorientação. Todos devem ser ouvidos.
      Também nós dois tentamos por anos nos livrar desse sentimento. Vai desconsiderar tudo isso e continuar batendo o pé?
      Eu considero que o seu grau de homossexualidade seja alto a ponto de que você não consiga mudar seu comportamento. Nesse caso, não recomendo terapia, e não recomendo que tente mudar, pois você deve ser feliz com sua orientação do jeito que está.
      Pronto, vê como minha postura é libertária e respeitadora de todos os perfis tanto de heterossexuais como de homossexuais?
      Seria a mesma coisa se eu, que não nunca soube como é a sensação de trabalhar na área de análise corporativa, me aventurasse a debater isso com você e ainda afirmar que os administradores não entendem nada do assunto…
      Mas se surgirem alguns outros da área, com vontades diferentes da minha, eles também entrariam no debate.
      Que seja. Por que os gêmeos homossexuais, tendo um irmão hétero, pais héteros, sociedade hétero não se equipara? Estou questionando o argumento do comportamento imitativo de Doug…
      Por que algumas pessoas optam por seguir graus maiores ou menores de seus desejos, o que também é lícito.
      E quem vai definir o que é ofensa? Outra coisa: qual a diferença que você vê entre os termos “chacota” e “ofensa”?
      Uma coisa é satirizar um comportamento extrapolado, e outra coisa é fazer denunciações caluniosas contra um grupo. Os critérios podem ser discutidos por este parâmetro, por exemplo.
      Minha pergunta não faz sentindo quando eu digo que seu argumento de que dizer que o casamento só tem sentido se for para procriar???
      O casamento é uma instituição social criada para a proteção de uma prole de um casal. Quaisquer outros arranjos são simulações artificiais, que podem ser questionadas argumentativamente. Aliás, até o próprio casamento padrão pode ser questionado.
      Quando se vê uma mulher que “agarrou” o seu marido, e conseguiu o casamento, vemos ali que há um aspecto de proteção da prole.
      E no caso de casamento de gays? É apenas a simulação de coisas que não se pode ter.
      Ainda assim, cada um é cada um. Quer casar, que se case, oras.
      E no ambiente pessoal? Pelo visto você acha interessante a meta corporativa de receber gratidão do seu funcionário e nem tanto o merecimento.
      No ambiente pessoal, a tendência é o reforço das amizades com aqueles que compartilhamos interesses. Exemplo: sair na balada e pegar mulheres. Por isso, a tendência é que as mulheres se juntem em grupos, gays se juntem em grupos, homens se juntem em grupos, no quesito amizade. Mas não tenho nada contra gays, e respeito a todos.
      Outra questão: fiquei também surpreendida com o fato de você ignorar alguns questionamentos meus. Soa similar a uma edição…
      Você pode colar aqui algum argumento importante teu que eu não tenha respondido. A meu ver respondi tudo que era essencial.

  30. Problema do “casamento” gay e outras coisinhas que exigem são que ….no fim das contas….não são para os fins que os esquerdistas DIZEM que são, tem motivações maiores e planos mais sombrios por trás, se fosse simplesmente isso que eles pedem e pronto, ficassem satisfeitos e abaixassem as bandeiras da militância seria bem mais simples.

    Após o “casamento” homossexual civil ser implantado, um passo seguinte -por exemplo- poderia ser usar da existencia do mesmo e do PL 122 (Ou similar lei antihomofobia que seja votada) para obrigar instituições religiosas a também casar homossexuais, sob o risco de serem taxadas, vilanizadas ou criminalizadas como HOMOFÓBICAS (Elas já o são, mas não por fontes legais, que seria o caso quando uma lei dessas fosse homologada). Os objetivos da militância GLBT não são objetivos em si mesmos, mas elementos menores de uma agenda rumo a um objetivo maior. A questão dos direitos GLBT (assim como do feminismo quanto ao direitos das mulheres ao aborto que seria outro exemplo) é usada como arma para que os Esquerdístas Humanistas (Antireligiosos) batam nas religiões conservadoras e tradicionais (que não se rendem ao esquerdismo politico, humanismo secular, relativismo ou liberalismo moral….).

    Existe em muitos âmbitos de Esquerda um tipo de estranho apoio aos islâmicos (contra os odiosos judeus e americanos), o que é muito estranho pra dizer o mínimo! Mas é porque acham o islamismo outra boa arma, contra seu inimigo comum, o Cristianismo (Ou Sociedade Judaico-Cristã). Quem é contra religião de fato, deveria ser coerente, e ser contra todas elas, não ficar com dois pesos e duas medidas, também existe muita meiguice da parte de considerável número de esquerdistas com as religiões afrobrasileiras, com as religiões indigenas, com as religiões espíritas e pro aí vai, mas sempre antipatia, hostilidade e desprezo para com os cristãos. Demonstrando uma agenda antireligiosa seletiva….

    • Isto é verdade, Saga, mas é exatamente por isso que há um argumento a mais em favor de definir uma posição de defesa da liberdade ao invés da proibição de algo que não importa tanto. Além de ser algo justificável logicamente (a meu ver, o argumento em favor da liberação do casamento gay é bom), estrategicamente seria uma posição que tiraria vários pretextos da esquerda.

      Abs,

      LH

  31. LUCIANO: “Seu erro aqui é lógico. No seu entender opção só se aplica ao desejo,”

    >>>Não. No meu entender, baseado na minha história e na maioria dos homos que conheço, opção NUNCA se aplica ao desejo. Putsss.

    LUCIANO: “ mas é o contrário, opção de ação só se aplica ao comportamento, independente do desejo.”

    >>>Concordo, desde que não seja aplicado ao desejo sexual. Posso desejar ficar em casa e não ir trabalhar, mas optar por ignorar meu desejo e ir ao trabalho; contudo não posso desejar sentir atração por homens optar por trepar com um e sentir prazer. Isso para mim é tão nojento quanto deve ser para você levar uma naba no rabo (pelo menos, eu imagino, sei lá se você não nega algo que te incomoda…). Para homens a situação fica anda pior, pois precisam da ereção. Ah, o sonhado desejo de todo homem do endurecimento do cacete ser uma ação voluntária…

    LUCIANO: “ Aliás, por opção alguém pode reeducar seus desejos, ou catalizar seus desejos para outra coisa.”

    >>>Sim, mas não mudá-los. Talvez recalcá-los. Uma lésbica pode se tornar freira, um homo padre. É pegar a sexualidade e trancá-la num armário hermeticamente fechado. Resta saber a motivação para isso, se ela será saudável para eles e os outros.

    LUCIANO: “Portanto, não faz sentido dizer que “opção” é uma palavra que só cabe a desejo.”

    >>> Viximaria! E não é isso o que eu defendo aqui: opção não cabe a palavra desejo. Seu preconceito contra o espantalho marxista/esquerdista/gayzista que você adotou criou um ato falho interpretativo em você. Aliás, acho que isso resume bem o seu problema.

    LUCIANO: “No meu caso, nunca tive interesse por relações gays, e portanto optei por seguir meu desejo instintivo.”

    >>>Foi mesmo? Que interessante. Quer dizer que houve um momento na sua vida que você ficou titubeando “dou o rabo (ou a piroca) para um homem ou não dou? dou ou não dou? Ah, quer saber, vou seguir meu desejo por mulheres mesmo.”?

    LUCIANO: “ Eu poderia ter optado por rejeitar meu instinto e virar gay, mas não fiz. Enfim, todos possuem opções, independente dos desejos.
    Quanto a “é fácil demonstrar empatia”, não ficou claro o que vc quis dizer.”

    >>> Então você optou por não optar como eu disse acima. Realmente, então você não conseguiria compreender o que eu quis dizer com empatia. Diferente de você eu e certamente a maioria dos gays optamos por nos tornar héteros, fizemos de tudo e não conseguimos. No máximo um bissexual recalca a sua parte homo ou um homo então opta por não praticar relações sexuais, o que pode se bem possível, se bem que os sonhos…

    LUCIANO: “O fato é que deve-se ouvir todos os gays, tanto os seus amigos como aqueles que preferiram mudar sua orientação sexual. Eu sou democrático. O fato é que você conhece os seus amigos gays, e não todos os gays.”

    >>> E você conhece todos os gays? Garanto que conheço mais do que você e tenho um número muito maior para análise do que você e Malafaia juntos. Além do mais, como não acho homossexualidade perversão e desvio tenho mais chances de ouvir a verdade deles.

    LUCIANO: “Por isso que eu defendo o direito à liberdade de opção. Lembrando que querer mudar aquilo que seu desejo lhe diz é também uma opção.”

    >>>Lógico que é. Eu optei por querer mudar. Mas daí a dizer que é possível é outra história. Você tem dados que comprovem que estou errada?

    LUCIANO: “Então você tem o caso de dois homossexuais que possuem uma homossexualidade tão incisiva que não vale a pena tentar mudá-la. Mas nem todos os homossexuais são assim, e vários deles declaram o potencial de mudança. Podem ser os “homossexuais light”, por que não?”

    >>> mas nós tentamos mudar, mesmo não valendo a pena!
    E por enquanto, somos 100% do que você tem aqui no debate. Outra coisa “declarar” o potencial de mudança é uma coisa, mudar mesmo é outra. Numa pesquisa com respostas pessoais e sonoras com a seguinte pergunta “Você já teve relações homossexuais?” O potencial de respostas verdadeiras será pequeno, devido ao tabu. É o caso dos “ex-gays” que dão testemunho de mudança e são pegos na night! Isso, só nós gays vamos comprovar, o resto vão achar que eram light e mudaram, right?

    LUCIANO: “Até livros pop de psicologia evolutiva como “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?” falam de elementos de masculinidade e feminilidade em homens. Altos traços de masculinidade no homem levam ao machismo extremo, e altos traços de feminilidade levam a mulher a ser extremamente submissa.”

    >>>Vai citar a tão criticada por você Wikipédia também?

    LUCIANO: “ Mas existem pontuações intermediárias, que fazem a mulher ser mais masculina, e o homem ser mais feminino. Altas taxas de feminilidade em um homem, e masculinidade em mulher, tendem a levar ao homossexualismo.”

    >>> Ah, então agora admite que há mais envolvido?

    LUCIANO: “Mas ainda assim, na tendência ao homossexualismo, podem existir escalas intermediárias. Portanto, um gay que diz que “não pode mudar o comportamento” não fala por todos.”

    >>> Aí concordamos, mas quem vai decidir a escala em que ele está situado? Você? Qual profissional?

    LUCIANO: “Claro que só existe via psicólogos cristãos, pois a polarização na guerra política levou os humanistas a tratarem de forma inquisitória os gays que querem mudar seu comportamento. Mas enfim, qual a taxa de “insucesso” das terapias de reorientação?”

    >>>Quem tem que trazer os dados da taxa de sucesso é você que a defendeu. O que eu posso dizer é que conheço muitos casos que vivem uma vida dupla, afirmando ou até testemunhando nas comunidades religiosas que foram libertos mas pulam a cerca com salto de vara (nos dois sentidos da palavra kkkk). Com respeito às mulheres, é comuníssimo eu receber cantadas de religiosas, mesmo porque a afetividade entre mulheres é permitida na nossa cultura, então a famosa casquinha acontece.

    LUCIANO: “Aqui é de novo a confusão ao associar opção automaticamente com “opção por desejo”.

    >>> Quem faz essa confusão é você.

    LUCIANO: “ Aliás, já vi muitos que não gostam de salada mas “aprenderam a gostar” por questão de saúde.”

    >>> comer salada por saúde é igual, no caso da mulher dar sem desejo. Afirmam que tem orgasmo mas não tem, afirmam que adoram salada, mas sonham com um churrasco de picanha (principalmente ser for homem kkkk). Quero ver mesmo é seu cacete duro e pulsando diante de um homem. Ah, vai! Faça a experiência para ver se com o tempo consegue. ..

    LUCIANO: “Eu acho que é uma sensibilidade excessiva de tua parte…”

    >>> Então fiquemos com nossos achismos e procuremos a justiça para decidir. Ops, os juízes gayzistas-humanistas-esquerdistas vão tender para o meu lado, né?

    LUCIANO: “Explique exatamente qual o argumento aqui. Simplesmente não entendi nada. Aliás, eu tenho livros de humanas tanto de ideólogos como de não-ideólogos e uso de forma instrumental tudo que for útil.”

    >>> Houve um equívoco aqui. Achei que estivesse falando da sua biblioteca do site. Mesmo assim, fica o questionamento, pois dos seus livros lá há aqueles de professores de humanas.

    LUCIANO: “Depende… por qual escola de terapia você chega a essa conclusão? Em Psicologia existem várias escolas de terapia, e algumas delas são bem pragmáticas.”

    >>>Até onde entendo, a linha que foca mais na mudança de comportamento é a cognitivo-comportamental. Sei que existem casos de interessantes de mudança de instinto em pessoas com transtornos de personalidade, principalmente pelo método da Marsha Linehan, contudo nunca se chega a um processo concluído, mas ou menos o que acontece com o alcoolismo.

    LUCIANO: “Na verdade não, você entende de homossexuais que pertencem ao seu círculo, que eu não conheço. “

    >>> E você, entende de quais?

    LUCIANO: “Assim como um especialista em heavy metal conhece os fãs de heavy metal, mas não todos os fãs de música. Então, essas estatística que você daz (“100% concordam comigo”) não são nada mais que evidências anedotais. (Não é o mesmo que dizer que vc está mentindo, mas sim reconhecer que você só tem uma percepção parcial dos fatos)”

    >>>Isso sempre será assim, Luciano. Ninguém tem uma percepção total dos fatos, a não ser Deus (no Qual eu acredito). A questão aqui é, dentro do máximo de parcialidade com o qual nós seres limitados lidamos, quem tem mais chance de ter mais dados eu ou você?

    LUCIANO: “Claro que pode ser criticado. Os neo-ateus não fazem exatamente isso?”

    >>> É mesmo? Então esses neo-ateus são uns idiotas realmente (não estou sendo irônico). Já pensou um neo-ateu com desejo de ler a Bíblia para refutá-la? Ele certamente será criticado?

    LUCIANO: “Alguns dizem que a religião é “natural do ser humano”, mas mesmo assim, deve ser retirado esse componente do ser humano. Ou seja, o desejo de alguém por algo não tira este objeto da esfera do que pode ser criticado ou não.”

    >>> Não entendi. Está dizendo que o fato de esses “alguns” fazerem isso é uma validação da crítica ao instinto?

    LUCIANO: “E por que não poderia? Há vários casos de ambos que deixaram de se-lo…”

    >>> Sobre gays, conheço casos de recalque ou mentira. Sobre alcoolismo até onde entendo, a pessoa pode parar de tomar bebidas alcoólicas, mas se voltar a tomar um golinho corre-se o risco de voltar. Algo similar ao tabagismo. Mas você poderia me fornecer alguns dados sobre ex-homossexuais? Tenho muito interesse nesse assunto.

    LUCIANO: “aqui a quantidade de fraudes intelectuais deles…”

    >>> Comentei lá o que eu achei das SUAS fraudes…

    http://lucianoayan.com/2013/02/10/o-conteudo-fecal-da-mensagem-de-repudio-do-cfp-contra-silas-malafaia/

    LUCIANO: “Ainda assim é uma amostra mínima, e que não representa todo o grupo.”

    >>>E vale menos do que qual amostra que você e o Silas apresentaram?

    LUCIANO: “Tanto a palavra de vocês vale como também dos homossexuais que buscaram reorientação. Todos devem ser ouvidos.”

    >>>Sim, sim. E testados. Por exemplo, seria interessante pegar um grupo de homens “reorientados” (falo de machos porque a excitação é visível, ok?) e colocá-los nus para assistir um bom pornô gay. Vamos contar quantas pirocas ficam murchas, caso contrário…

    LUCIANO: “Eu considero que o seu grau de homossexualidade seja alto a ponto de que você não consiga mudar seu comportamento. Nesse caso, não recomendo terapia, e não recomendo que tente mudar, pois você deve ser feliz com sua orientação do jeito que está.
    Pronto, vê como minha postura é libertária e respeitadora de todos os perfis tanto de heterossexuais como de homossexuais?”

    >>>Obrigado, Luciano, você é muito gentil. Só não gostei das expressões “perverso”, “desviado”, “digno de chacota”. Mas como disse você: “Pronto!”.

    LUCIANO: “Mas se surgirem alguns outros da área, com vontades diferentes da minha, eles também entrariam no debate.”

    >>> Claro. Mas eu falar por eles é outra coisa.

    LUCIANO: “Por que algumas pessoas optam por seguir graus maiores ou menores de seus desejos, o que também é lícito.”

    >>> concordo em gênero, número e grau.

    LUCIANO: “Uma coisa é satirizar um comportamento extrapolado, e outra coisa é fazer denunciações caluniosas contra um grupo. Os critérios podem ser discutidos por este parâmetro, por exemplo.”

    >>> Tendi não. Poderia me explicar com outras palavras, tipo “ofensa é… já chacota é…”

    LUCIANO: “O casamento é uma instituição social criada para a proteção de uma prole de um casal. Quaisquer outros arranjos são simulações artificiais, que podem ser questionadas argumentativamente.”

    >>>O casamento é algo natural e o resto é artificial? Acho que estamos falando de casamentos diferentes. Defina o seu “casamento” por favor.

    LUCIANO: “Aliás, até o próprio casamento padrão pode ser questionado.”

    >>> concordo.

    LUCIANO: “Quando se vê uma mulher que “agarrou” o seu marido, e conseguiu o casamento, vemos ali que há um aspecto de proteção da prole.”

    >>> e se ela for estéril? Idosa? Não tiver útero nem ovário? Visão limitada a sua viu?

    LUCIANO: “E no caso de casamento de gays? É apenas a simulação de coisas que não se pode ter.”

    >>>Simulação de quais coisas? E o que não se pode ter especificamente?

    LUCIANO: “Ainda assim, cada um é cada um. Quer casar, que se case, oras.”

    >>> Vou te convidar para o meu. Serão duas gatas vestidas de noiva. Será lindo… Só não vale imaginar nós duas transando, ok? A maioria dos héteros adoram ver duas mulheres roçando as periquitas, embora isso não deixa de ser uma cena gay. Paradoxal, não?

    LUCIANO: “ambiente pessoal, a tendência é o reforço das amizades com aqueles que compartilhamos interesses. Exemplo: sair na balada e pegar mulheres. Por isso, a tendência é que as mulheres se juntem em grupos, gays se juntem em grupos, homens se juntem em grupos, no quesito amizade. Mas não tenho nada contra gays, e respeito a todos.”

    >>> muito grata pelo seu respeito, Luciano. Embora ser digna de chacota…

    LUCIANO: “Você pode colar aqui algum argumento importante teu que eu não tenha respondido. A meu ver respondi tudo que era essencial.”

    >>> Então, ok.

    • Helena,
      Você é boa de “briga” ein.
      No meu entender, baseado na minha história e na maioria dos homos que conheço, opção NUNCA se aplica ao desejo. Putsss.
      Isso depende dos gays que você conhece, e do quanto eles não conseguem focar em outros desejos, que, com o tempo, podem até gostar mais. Eu respeito isso. Conforme eu falei antes, há graus de masculinidade e feminilidade, e pode ser que os gays que você conhece não consigam de fato mudar nem comportamento e nem o desejo.
      Concordo, desde que não seja aplicado ao desejo sexual. Posso desejar ficar em casa e não ir trabalhar, mas optar por ignorar meu desejo e ir ao trabalho; contudo não posso desejar sentir atração por homens…
      Aliás, bem lembrado, tinha uma amiga minha que resolveu virar lésbica, mas depois de uma decepção com a namorada dela, descobriu que o antigo namorado dela era a melhor opção, e a tratava como, segundo ela, “ninguém a trataria”. Voltou para ele.
      Portanto, tanto o comportamento como o desejo podem ser mutáveis.

      Isso para mim é tão nojento quanto deve ser para você levar uma naba no rabo (pelo menos, eu imagino, sei lá se você não nega algo que te incomoda…).
      Onde eu nego? Se um dia eu tivesse vontade de dar o brioco, eu daria. Mas nunca tive vontade.
      Sim, mas não mudá-los. Talvez recalcá-los. Uma lésbica pode se tornar freira, um homo padre. É pegar a sexualidade e trancá-la num armário hermeticamente fechado. Resta saber a motivação para isso, se ela será saudável para eles e os outros.
      Cada caso é cada caso. Isso depende das fantasias de cada pessoa, das âncoras, das experiências individuais. É como o exemplo das mulheres que instintivamente adoram os cafajestes. Quase todas. Mas depois de um tempo, suas decepções podem levar uma delas a ficar com um ‘nice guy’, e ela vai aprender a gostar dele. Outras vão ficar com o cafajeste.
      Enfim, escolhas…
      Seu preconceito contra o espantalho marxista/esquerdista/gayzista que você adotou criou um ato falho interpretativo em você. Aliás, acho que isso resume bem o seu problema.
      Nada disso. O que você diz é que ninguém pode ter opção de mudança, por causa do desejo. O que eu digo é que
      (a) Alguém pode mudar o comportamento, sem mudar o desejo
      (b) Alguém pode mudar o comportamento, condicionando o desejo
      (c) Alguém pode mudar o comportamento, aprendendo a desejar outras coisas, que no futuro pode até gostar mais.
      Se todas essas opções existem, sua argumentação perde o sentido.

      Foi mesmo? Que interessante. Quer dizer que houve um momento na sua vida que você ficou titubeando “dou o rabo (ou a piroca) para um homem ou não dou? dou ou não dou? Ah, quer saber, vou seguir meu desejo por mulheres mesmo.”?

      Uma vez um amigo, que eu não suspeitava que era gay, me disse: “Luciano, quero chupar o seu c…”. Aí eu falei: “Caramba… estou surpreso, até lisonjeado, mas não vai rolar…”.
      Ou seja, uma escolha.
      Diferente de você eu e certamente a maioria dos gays optamos por nos tornar héteros, fizemos de tudo e não conseguimos…
      Aha, esta é a palavra chave… “a maioria”. Mas não todos…
      E você conhece todos os gays? Garanto que conheço mais do que você e tenho um número muito maior para análise do que você e Malafaia juntos.
      Eu não conheço muitos gays, mas o fato é que mesmo que você conheça muitos, ainda pode estar com viés, emoções à flor da pele, portanto sua análise não é o suficiente.
      Lógico que é. Eu optei por querer mudar. Mas daí a dizer que é possível é outra história. Você tem dados que comprovem que estou errada?
      Pode ser que não seja possível para você. Mas muitos que foram para a terapia de reorientação dizem que é possível. A questão é, como falei, existem vários graus de masculinidade e feminilidade, e, portanto, é claro que eu não seria doido de dizer que “para você é possível”. Acho que, pelo que você disse, para você é impossível. E nem seria interessante. Você tem que curtir sua sexualidade do jeito que for mais feliz e para onde o seu desejo a levar. 😉
      mas nós tentamos mudar, mesmo não valendo a pena!
      Mas talvez vocês NEM DEVERIAM tentar mudar. Quem disse que TODOS deveriam tentar mudar?

      E por enquanto, somos 100% do que você tem aqui no debate.
      Mas a lei não é feita só para os que estão no debate…
      Outra coisa “declarar” o potencial de mudança é uma coisa, mudar mesmo é outra. Numa pesquisa com respostas pessoais e sonoras com a seguinte pergunta “Você já teve relações homossexuais?” O potencial de respostas verdadeiras será pequeno, devido ao tabu. É o caso dos “ex-gays” que dão testemunho de mudança e são pegos na night! Isso, só nós gays vamos comprovar, o resto vão achar que eram light e mudaram, right?
      Mas quais as estatísticas comprovando que os gays que se reorientaram não mudaram de fato?
      >>>Vai citar a tão criticada por você Wikipédia também?
      Nem, prefiro minha coleçãozinha de livros de psicologia evolutiva. Robin Baker, Matt Ridley, Marc Hauser, e até, quem diria, o Richard Dawkins…
      Ah, então agora admite que há mais envolvido?
      Quando eu disse o contrário?
      Aí concordamos, mas quem vai decidir a escala em que ele está situado? Você? Qual profissional?
      Acho que cada vez mais devia existir divulgação científica, especialmente de psicologia evolutiva aplicada a sexualidade, para que cada um se informasse. Cada gay poderia ir lá e ver se deve mudar ou NÃO DEVE mudar.
      Quem tem que trazer os dados da taxa de sucesso é você que a defendeu. O que eu posso dizer é que conheço muitos casos que vivem uma vida dupla, afirmando ou até testemunhando nas comunidades religiosas que foram libertos mas pulam a cerca com salto de vara (nos dois sentidos da palavra kkkk). Com respeito às mulheres, é comuníssimo eu receber cantadas de religiosas, mesmo porque a afetividade entre mulheres é permitida na nossa cultura, então a famosa casquinha acontece.
      Veja que coisa. Muitos declaram que são gays e continuam gays. Outros declaram que foram gays e deixaram de gays. Ambos dizem isso em questionários. Aí vc vem com o fato de que alguns ex-gays voltaram a ser gays, por que “viu na night”, e quer representar o todo? Meu argumento não depende de números, mas sim do fato de que se alguns homossexuais querem buscar a terapia de reorientação, que eles busquem.
      comer salada por saúde é igual, no caso da mulher dar sem desejo. Afirmam que tem orgasmo mas não tem, afirmam que adoram salada, mas sonham com um churrasco de picanha (principalmente ser for homem kkkk). Quero ver mesmo é seu cacete duro e pulsando diante de um homem. Ah, vai! Faça a experiência para ver se com o tempo consegue. ..
      Não é bem assim. Já ouviu falar de PNL? Se as âncoras negativas forem associadas à picanha, pode surgir até uma sensação de repulsa. Isso se chama de “catalização da vontade”.
      Então fiquemos com nossos achismos e procuremos a justiça para decidir. Ops, os juízes gayzistas-humanistas-esquerdistas vão tender para o meu lado, né?
      Eu acho que deveriam tender para o seu lado, caso você não quisesse mudar, e tender para o lado de quem quer mudar. Enfim, respeitar o direito de cada um. Por isso, minha proposta é mais lógica e justificável.
      Houve um equívoco aqui. Achei que estivesse falando da sua biblioteca do site. Mesmo assim, fica o questionamento, pois dos seus livros lá há aqueles de professores de humanas.
      Ah, bom, mas não colocarei livros de TI e administração no site, pois colocarei lá só os que tiverem a ver com o escopo do blog: Dinâmica social da guerra politca, e ceticismo na guerra política. .
      Até onde entendo, a linha que foca mais na mudança de comportamento é a cognitivo-comportamental. Sei que existem casos de interessantes de mudança de instinto em pessoas com transtornos de personalidade, principalmente pelo método da Marsha Linehan, contudo nunca se chega a um processo concluído, mas ou menos o que acontece com o alcoolismo.
      Vou ler mais sobre ela. Mas o que significa “nunca se chega a um processo concluído”? Você quer dizer que um alcoólatra jamais poderá dizer “estou mais feliz, e me sinto melhor” após abandonar o álcool, mesmo que a tendência da maioria seja de ter vontade irresistível de beber? Explique-se melhor.
      E você, entende de quais?
      Entendo do direito humano a buscar mudar aquilo que quiser. Isso é liberdade.
      A questão aqui é, dentro do máximo de parcialidade com o qual nós seres limitados lidamos, quem tem mais chance de ter mais dados eu ou você?
      Você, mas ainda não é o suficiente para “fechar a questão”.
      É mesmo? Então esses neo-ateus são uns idiotas realmente (não estou sendo irônico). Já pensou um neo-ateu com desejo de ler a Bíblia para refutá-la? Ele certamente será criticado?
      Não, o que estou dizendo é o seguinte.
      O ser humano tem tendência a acreditar em algo, logo a tendência à religião. Mesmo assim, neo-ateus criticam a religião e o fato de alguém optar pela religião. O que estou dizendo é que um comportamento, mesmo associado a um instinto, é passível de crítica.
      É normal vermos isso na sociedade, mas o movimento gay está querendo criminalizar crítica ao comportamento…
      Não entendi. Está dizendo que o fato de esses “alguns” fazerem isso é uma validação da crítica ao instinto?
      Não, é validação do direito de crítica ao comportamento, independente se é institivo ou não. O fato de algo ser orientado do desejo de alguém não exime este comportamento de crítica.
      Sobre gays, conheço casos de recalque ou mentira. Sobre alcoolismo até onde entendo, a pessoa pode parar de tomar bebidas alcoólicas, mas se voltar a tomar um golinho corre-se o risco de voltar. Algo similar ao tabagismo. Mas você poderia me fornecer alguns dados sobre ex-homossexuais? Tenho muito interesse nesse assunto.
      1. Há casos de recalque ou mentira… mas não significa todos
      2. Alguém que deixou de beber, corre o risco de voltar se tomar um gole… mas risco não é certeza (essa á a definição de risco, um evento incerto)
      Pelo que se vê, argumento contra a impossibilidade de mudança não há.
      E vale menos do que qual amostra que você e o Silas apresentaram?
      Na verdade, como argumento, não vale nada… Mas vale como um testemunho que podemos ouvir e respeitar.
      Sim, sim. E testados. Por exemplo, seria interessante pegar um grupo de homens “reorientados” (falo de machos porque a excitação é visível, ok?) e colocá-los nus para assistir um bom pornô gay. Vamos contar quantas pirocas ficam murchas, caso contrário…
      Mas aí eles poderiam se excitar com mulheres também, e aí já seriam bissexuais, que optaram por não praticar sexo com homens, só com mulheres. E nestes casos, estaria demonstrada a mudança comportamental, e até do desejo.
      Obrigado, Luciano, você é muito gentil. Só não gostei das expressões “perverso”, “desviado”, “digno de chacota”. Mas como disse você: “Pronto!”.
      Eu usei o termo “digno de chacota” para o casamento gay, nos moldes do casamento tradicional. Mas eu nem sequer faço chacota com isso, e defendo o direito ao casamento gay. Em relação a “perversão”, não tem nada a ver com o sentido religioso, mas sim como uma exceção ao previsto. “Desviado” é a mesma coisa.
      É simples, a norma é o relacionamento heterossexual. O resto é exceção. É, em uma análise evolutiva, não significa que não devam existir, pois a homossexualidade existe até no reino animal, enquanto for um comportamento/orientação de exceção…
      Claro. Mas eu falar por eles é outra coisa.
      Mas você fala apenas pelos homossexuais retintos…
      Tendi não. Poderia me explicar com outras palavras, tipo “ofensa é… já chacota é…”
      Suponha que eu escreva um texto dizendo que o casamento gay é algo bizarro, devido a uma análise da psicologia evolutiva e da dinâmica social (note que casamento gay não é o mesmo que relacionamento gay), alguém pode se ofender, mas não estou falando para ninguém em específico. É diferente de eu chegar para um funcionário que é gay e constrangê-lo publicamente por isso. Estaria, nesse caso, ofendendo um ser humano, o que é um atitude a meu ver abjeta.
      O casamento é algo natural e o resto é artificial? Acho que estamos falando de casamentos diferentes. Defina o seu “casamento” por favor.
      O que eu digo é diferente, o casamento é uma convenção social para proteção da prole oriunda de um relacionamento. O restante são construções artificiais, como o casamento que não tem intenção de gerar filhos. Mas cada um é cada um…
      Lembre-se que minha análise é focada uma visão darwinista da coisa.
      e se ela for estéril? Idosa? Não tiver útero nem ovário? Visão limitada a sua viu?
      Onde estou dizendo que não pode? Mas são construções artificiais, e que não fazem sentido pela perspectiva da dinâmica social. MAS você pode optar, sem problemas.
      Simulação de quais coisas? E o que não se pode ter especificamente?
      Que tal ler “Red Queen”, de Matt Ridley, que fala sobre como funciona o mecanismo sexual das espécies e ver o quanto se perde em um casamento fora dos padrões normais? Ah, e isso vale também para os casais cuja mulher é estéril. Mass… isso não significa proibir, pois eu acho que cada um deve fazer o que quiser. Ninguém precisa seguir a evolução, mas, se estiver de acordo com ela, melhor…
      muito grata pelo seu respeito, Luciano. Embora ser digna de chacota…
      Para você não se sentir mal, o mesmo vale para um casamento de um homem com uma mulher estéril. Alguém poderá criticar dizendo que é uma “mania”. E um gay pode até criticar a relação heterossexual dizendo que “no tempo da Grécia, o xique era o casamento entre homens”. O direito de crítica é para todos…

  32. Luciano Henrique…
    Lógico que é super perigoso tentar mudar a orientação sexual de alguém, a não ser que isso fosse algo errado, que gerasse danos a outro (como comportamentos violentos). Tanto é que a Sociedade Brasileira de Psicologia proíbe tal prática, acertadamente.
    O preconceito contra gays existe e negar isso seria ingenuidade (ou seria manipulação?). Quantos jovens gays são expulsos de casa por sua sexualidade? Alguns cometem suicídio (será então que era escolha dele mudar sua sexualidade?).
    Imagine uma legislação que permita terapias para mudança da sexualidade.
    Pense na quantidade de pais machões e mães evangélicas internando seus filhos pequenos em clínicas para “reorientação sexual”. Imaginem o estrago psicológico e o sofrimento dessas crianças.

    Luciano Henrique… acredito que você seja um heterossexual convicto. Me diga… Sua orientação sexual pode ser mudada com terapia?
    Eu sou heterossexual e assim me vejo desde que me entendo por gente. Soa-me ridícula a ideia de que minha atração por mulheres possa ser mudada através de terapia.
    Oras… por que diabos a orientação sexual de um gay é diferente da minha? Ela apenas é diferente. E querer mudá-la é tão absurdo quanto mudar a minha.
    Aliás… por que alguém iria querer mudar a própria orientação sexual, já que não existe nada de errado com qualquer que seja ela?
    As preferências surgem na nossa vida e ponto. Existem predisposições genéticas pra algumas preferências e o meio ambiente trata de moldar de vez nossos gostos enquanto vivemos. Eu gosto de lutar mma e não gosto de jogar futebol. Por que diabos eu deveria fazer uma terapia pra tentar largar o mma e passar a gostar de futebol? A não ser que o mma me trouxesse danos, não faz nenhum sentido isso.
    O que aconteceria se alguém me impusesse isso? (algum pai fanático por futebol, por exemplo).
    A Psicologia se ocupa em tratar comportamentos nocivos ao indivíduo e/ou sociedade. Portanto, é correta a postura da SBP em coibir qualquer terapia de mudança da orientação sexual.

    Pense bem Luciano Henrique, imagine que um dia a situação pode mudar. Automaticamente você defende então que um heterossexual pode fazer terapia para virar gay. Imagine um bebê adotado por um casal gay que acredita que é melhor para a criança também ser gay, mesmo que a orientação sexual dela demonstre ser hetero. Imagine essa criança fazendo terapia para deixar de ser hetero. Você defende isso?
    No meu ver, tratamentos desse tipo configuram uma violência psicológica.
    Fico aqui pensando como isso seria feito. Fico aqui pensando… eu, sendo heterossexual, e alguma terapia pra me transformarem em gay. Vão fazer o quê? Exibir imagens gays? Vão me colocar pra ser sodomizado até passar a gostar? Isso seria um trauma em vez de uma terapia. O mesmo pensamento deve ser aplicado a um gay.
    Isso tudo é baseado na premissa de que sua orientação sexual é a correta e a da minoria é uma anomalia, só por ser minoria. Meu caro… quem disse que eles precisam de tratamento? Por que diabos não são os heterossexuais que deve ser submetidos a uma “cura”?
    Achar que todos devem ser como você é a origem dos preconceitos.
    A homossexualidade é relatada em quase todas as espécies de vertebrados. Sugiro levar seu cão ao psicólogo de cães quando ele montar em cima de outro macho (ou até na sua perna… o que seria zoofilia junto com homossexualismo canino).
    Pense nisso!

    • Se algum hétero estiver em dúvidas pode procurar um terapeuta.
      Se algum homo estiver em dúvidas pode procurar um terapeuta tb.

      É só isso que defendi.

      Não disse que ninguém DEVE procurar terapia, seja homo ou hétero.

      Apenas que SE QUISER procurar, sendo homo ou hétero, que pode…

      Abs,

      LH

      • Ah… mas procurar o psicólogo em caso de dúvida eles já podem fazer. Situação em que o profissional deverá esclarecer que não há nada de errado com a sexualidade deles. E vai fazer de tudo para que eles sejam felizes com a orientação sexual que possuem.

      • Isso é pseudociencia. Diagnóstico pré-determinado?

        Simplesmente pode existir um gay que age como hétero por questões neuróticas, psicoses, etc. Ele pode ser ajudado em sua mudança.

        E vale o mesmo se o hétero age como homossexual.

        Então, essa sua proibição de ajuda a eles nesses casos é AUTORITÁRIA. Uma violência do estado contra o indivíduo que quer mudar algo que não se encaixa nele.

        Abs,

        LH

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