Técnica de Propaganda: Eufemismo

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Última atualização: 09 de fevereiro de 2013 – [Índice de Propaganda][Página Principal]

Caso fôssemos utilizar a Dialética Eristica de Schopenhauer, poderíamos definir esta técnica como uma das possíveis variações da Homonímia Sutil

Basicamente, o método envolve substituir uma expressão por outra, retirando-lhe todo o conteúdo emocional negativo e consequentemente esvaziando seu sentido. A ideia é, através do uso de termos mais agradáveis, suavizar o sentido da expressão original.

Quando se diz “vestir o paletó de madeira”, ao invés de “morrer”, temos uma forma mais suave para nos referirmos a algo inerentemente desagradável.

Os adeptos do politicamente correto fazem uso desta técnica a quase todo momento. Exemplos incluem: “Direito de escolha” ao invés de opção pelo aborto, “solidariedade” ao invés de impostos, “justiça social” ao invés de coerção estatal para planejamento econômico, e daí por diante.

Em guerras, utiliza-se termos como “danos colaterais” ao invés de vítimas civis, ou “limpeza étnica” ao invés de genocídio.

A mídia de esquerda, ao falar de um crime, chama um bandido que acabou de matar sua vítima diante das câmeras de “suspeito”. Este é mais um exemplo do eufemismo.

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2 COMMENTS

  1. “”A mídia de esquerda, ao falar de um crime, chama um bandido que acabou de matar sua vítima diante das câmeras de “suspeito”. Este é mais um exemplo do eufemismo.””

    Isso é um perigo!

    Por causa disso, popularmente a palavra suspeito acabou se tornando sinônima da palavra criminoso, o que faz muitos suspeitos serem vistos como criminosos.

  2. Luciano, quando uma pessoa diz que “luta” por uma educação pública, “gratuita” e de qualidade, para defender 10% do PIB para a educação, isso pode ser considerado como uma forma de eufemismo?

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