Rótulo: Direitos humanos (defensor dos, representante dos)

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Última atualização: 10 de fevereiro 2013 – [Índice de Rótulos][Página Principal]

Um dos rótulos mais poderosos, transformado praticamente em “propriedade” pelos esquerdistas, que o usam de forma injustificadamente constante. Basicamente, eles definem que são pessoas “defensoras dos Direitos Humanos”, em luta contra os inimigos destes mesmos direitos. Quando buscam modificar alguma lei, dizem em muitos casos que é uma “proposta em prol dos Direitos Humanos”, e daí por diante.

Por causa disso, muito provavelmente conservadores de direita caíram no truque feito patinhos, especialmente quando esquerdistas utilizam esta auto-rotulagem enquanto defendem criminosos em detrimento do cidadão pagador de impostos. Nestes casos, eles dizem: “Pois é, esse pessoal dos Direitos Humanos só quer defender bandido”, ou até mesmo “Direitos Humanos é o mesmo que Direito dos Manos”. Não percebem que estão dando de bandeja o rótulo ao inimigo, e é exatamente isso que ele quer.

Quem for percebido pela platéia como “representante dos Direitos Humanos”, já saiu na frente, pois instintivamente o ser humano tende a perceber aquele que luta pelos Direitos Humanos como seu amigo. A coisa é simples assim. No sistema límbico profundo, a mensagem percebida é: “Eu sou humano. Ele luta pelos Direitos Humanos. Ele é meu amigo. Ele não quer me ver torturado em uma masmorra. Ele não quer me ver morto pelo Estado”.

O problema é que, na verdade, Direitos Humanos é um termo que se refere aos direitos e liberdades básicos de todos os seres humanos, e não apenas daqueles dos grupos e causas que o esquerdista está defendendo. Aliás, mesmo que o esquerdista defenda uma causa supostamente em nome de um grupo, isso nem sequer significa que eles de fato representem o grupo em si. Portanto, qualquer anexação automática que o esquerdista faça do rótulo “Direitos Humanos” a ele é uma questão disputada.

Vamos a um exemplo, ainda na questão da defesa dos criminosos. Quando um criminoso é assassinado pela polícia em um confronto urbano, aparecem várias ONG’s chorando por Direitos Humanos, dizendo que a polícia é contra eles. Mas quando um policial é assassinado, estas mesmas ONG’s se calam. Um oponente dos esquerdistas poderia dizer o seguinte: “Por que a retirada da vida das vitimas, potenciais e factuais, dos criminosos não é objeto dos mesmos protestos que foram feitos pelas vidas dos criminosos? E quanto às vidas dos policiais? Por que um grupo é mais merecedor de Direitos Humanos do que o outro?” A partir deste momento, uma argumentação lógica demonstraria que o direito dos cidadãos pagadores de impostos e dos policiais (que também são cidadãos pagadores de impostos) é essencial, e que a morte de criminosos pela polícia significa mais segurança ao cidadão pagador de impostos.

Note que esta é uma argumentação, e não uma asserção, e estou simplesmente questionando a rotulagem “Direitos Humanos” pelas ONG’s que priorizam a defesa dos criminosos e detrimento dos outros grupos de cidadãos.

O fato é que o rótulo “Direitos Humanos” deve ser transformado em uma questão disputada, e não é difícil mostrar que os esquerdistas tem muito menos moral para usá-lo em comparação com quem é da direita.

Dica final: nunca culpe “Direitos Humanos” por nada. Isso é tão imbecil quanto culpar a “Justiça” quando alguém faz mal uso dela ou usa seu nome em vão.

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1 COMMENT

  1. Por falar em direitos humanos, Ayan, dê uma olhada neste editorial da Gazeta do Povo (9/2/13) denunciando a implantação insidiosa do aborto no Brasil ao arrepio da lei:
    EDITORIAL (http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1343666&tit=O-governo-ensina-a-matar) Pegos com batom na cueca, dirão que essa forma de infanticídio é uma maneira de promover direitos humanos.
    O governo ensina a matar

    Publicado em 09/02/2013

    A plataforma pró-aborto de Dilma Rousseff e do PT é conhecida. Mas agora o governo passou da militância para o desrespeito aberto à lei
    Em junho de 2012, o jornal Folha de S.Paulo apurou que o Ministério da Saúde estudava a adoção de uma política de redução de danos para mulheres que pretendem abortar clandestinamente, oferecendo informação sobre os riscos do aborto clandestino e sobre maneiras de fazê-lo. Duas semanas atrás, a ONG Brasil sem Aborto denunciou a existência de uma cartilha não tão abrangente quanto a que se anunciava no ano passado, mas de conteúdo igualmente preocupante: trata-se de orientações preparadas pelo Ministério da Saúde para abortos usando o misoprostol, princípio ativo do Cytotec, medicamento cuja venda é proibida no Brasil desde 1998. Na quarta-feira, o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) ocupou a tribuna da Câmara para anunciar que havia solicitado esclarecimentos do ministério sobre o assunto.
    De fato, o governo federal tem muito a explicar sobre a cartilha Protocolo Misoprostol, disponível no site do Ministério da Saúde. O documento não tem data, autor ou bibliografia, ao contrário de outros protocolos do mesmo órgão. Apesar de a página 2 do texto afirmar que o protocolo está escrito “em linguagem técnica” e é “dirigido a profissionais de saúde em serviços especializados”, a segunda parte do documento (entre as páginas 7 e 9), justamente a que explica como se deve usar o misoprostol para fazer abortos, traz uma linguagem simples, semelhante à de qualquer receita médica, que mesmo um leigo no assunto é capaz de compreender. Assim, nada impede que o protocolo seja usado por alguém sem conhecimento médico e que tenha obtido o Cytotec clandestinamente com o objetivo de provocar um aborto – aliás, suspeita-se de que este seja o objetivo do documento, pois a ONG Brasil sem Aborto também apurou que a tiragem da primeira edição da versão impressa da cartilha (268 mil exemplares) supera em mais de dez vezes o número total de ginecologistas e obstetras do país, levantando dúvidas sobre o verdadeiro público-alvo do texto.
    Quando o projeto da cartilha de redução de danos chegou à imprensa, meses atrás, o coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA) da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Thomaz Gollop, buscou desvincular o Ministério da Saúde da iniciativa. O que o médico omitiu, no entanto, é que o GEA recebe apoio financeiro do ministério, como atestam as próprias publicações do grupo. Aliás, a naturalidade com que os defensores do aborto tratam da política de redução de danos é assustadora. “A intenção é fecharmos o material de orientação em, no máximo, um mês”, disse Gollop em junho de 2012, como se estivesse tratando de um folheto qualquer, e não de fornecer instruções para se cometer um crime, já que é esta a situação legal do aborto no Brasil, pelos artigos 124 a 128 do Código Penal. Já segundo o artigo 29, “quem, de qualquer modo, concorre para o crime (…) na medida de sua culpabilidade” incorre na mesma pena do crime em questão. Ora, tanto o Protocolo Misoprostol quanto a eventual cartilha do GEA nada mais são que modos de cooperar com o crime.
    No entanto, ainda que o aborto no Brasil não fosse ilegal, ele seguiria consistindo na eliminação de um ser humano indefeso e inocente, um atentado à dignidade humana não apenas da vítima (e, por esse aspecto, nunca existe “aborto seguro”, pois sempre há alguém que acaba morto), mas também dos demais envolvidos. Quanto o Protocolo Misoprostol se refere ao feto como mero “produto da concepção”, embarca em uma tentativa de desumanização do nascituro sem o menor embasamento na ciência, que já comprovou a presença, desde o momento da concepção, de um novo indivíduo humano, com genoma único, e que por isso merece proteção. Compreendemos as situações muitas vezes desesperadoras em que se encontram as mulheres que pensam em recorrer ao aborto, mas esta Gazeta do Povo acredita que um ato de violência contra um ser inocente nunca pode ser a solução.
    A plataforma pró-aborto do governo federal e do PT é conhecida desde o governo Lula – tanto que, em campanhas eleitorais, a legenda se esforça ao máximo para retirar o tema de pauta (inclusive com a ajuda de setores da imprensa favoráveis à causa do aborto), dada a rejeição da maioria dos brasileiros à legalização dessa prática. O PT já tentou liberar o aborto por meio de projeto de lei, felizmente derrubado; e dorme em alguma gaveta de Brasília um projeto de Código Penal que, na prática, permite a eliminação de nascituros até o terceiro mês de gestação. Mas a cartilha do Ministério da Saúde evidencia uma nova orientação: agora, o que importa é atingir a meta de facilitar o aborto no país, ainda que desrespeitando a lei.

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