Diálogos entre um realista político individualista e uma gayzista idealista coletivista a respeito da polêmica entre o CFP e Silas Malafaia

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Esgrima-contemporanea

A leitora Helena já havia me contestado na caixa de comentários do post Silas Malafaia apenas na média, Eli Vieira como sempre muito abaixo da linha da mediocridade e mais uma vez o humanismo empilha uma fraude intelectual atrás da outra. Mas ainda mais interessante e incisivo foi a contestação que ela fez ao meu post posterior, O conteúdo fecal da mensagem de repúdio do CPF contra Silas Malafaia.

Como o conteúdo da mensagem dela é extenso e até complexo, nada mais justo que dedicar-lhe um post, para refutações ao que for cabível, assim como maiores explicações no que for necessário.

No geral, infelizmente noto que quando o assunto é a agenda gayzista, os nervos dos militantes do lado de lá geralmente ficam à flor da pele e muitas vezes quase nada do que escrevo acaba sendo absorvido. Não chegarei ao extremo de comparar a Helena aos animais, como já fiz com outro forista no post Que Dr. Doolitte que nada, aqui é o Dr. Luciano Ayan no debate com os gayzistas. Então, pelo princípio da caridade, digamos que Helena compreende aquilo que quer compreender, mas praticamente nada tem a ver com o que eu escrevi.

Por isso, vamos a uma explicação detalhada, onde necessário, e uma refutação, onde cabível. (Como é um diálogo, onde está o termo “você”, estou me referindo à Helena)

Comecemos:

É muito [condenável] criticar uma orientação sobre a qual não temos escolha. Nunca testemunhei um homossexual criticando instinto heterossexual.

O erro aqui é bem simples. Ninguém está criticando instintos, mas comportamentos, independentemente destes comportamentos serem originados do instinto ou não. Aliás, eu nem sequer estou criticando os gays, mas sim defendendo o direito daqueles que querem criticar os gays, assim como defendo o direito dos gays poderem criticar o comportamento heterossexual.

Certa vez, um amigo bissexual disse que “os gays eram mais inteligentes”, e que as sociedades que “cultuavam a homossexualidade eram mais prósperas, e isso decaiu com o amaldiçoado cristianismo”. Obviamente, ele tem o direito de fazer esta crítica, e de ser refutado também. Este é o direito que defendo.

Não existe isso de “reorientação sexual”, se existe prove demonstrando um conteúdo acadêmico de alguma universidade ou algum método que funcionou, caso contrário será invenção sua. Interessante que muitos homofóbicos que criticam o “comportamento” homossexual são o mesmos que criticam a classificação ex-gay…

Meu argumento não depende disso, e os vários casos de gays reorientados estão a meu favor. Mas atenção: mesmo que você duvide da reorientação sexual, ainda assim alguém deveria ter o direito de buscar ajuda, caso se encontre no grupo daqueles que são gays, mas com graus de feminilidade (no caso de homens) ou masculinidade (no caso de mulheres), que poderiam tender ao bissexualismo, e, posteriormente, à heterossexualidade (como também poderia ocorrer o inverso), e ainda se sintam incomodados com sua homossexualidade. Estes casos existem, e portanto devem ser contemplados.

Talvez o termo “comportamento” caiba para alguns homossexuais afeminados, mas no sentido de “comportamento escolhido” só os direitistas-caretistas-desumanistas que acreditam nessa balela.

Sua rotulagem de “direitista-caretista-desumanista” foi tão ingênua que é digna de pena.

A parte do “caretista” é risível, especialmente quando lançada contra alguém que já escreveu um texto como este.

Aliás, “desumanista” foi um termo novo. Eu prefiro não-humanista (ou anti-humanista), que é aquele que não crê no humanismo. Mas você provavelmente confunde humanista com  humanitário, e também não é o caso.

Eu apoio tanto o direito dos gays decididos a viverem suas vidas plenamente, como o de gays arrependidos a buscarem sua felicidade como quiserem. E se o termo “comportamento” cabe para alguns gays, já temos o suficiente para isso ser a favor do meu argumento.

Do seu ponto de vista, nada, mas para mim e para talvez a maioria dos homossexuais significa ofensa a uma história de anos de sofrimento tentando se livrar de um instinto sobre o qual não se tem nenhum controle, sobre vários que como eu tentaram suicídio por pertencer a uma associação religiosa fundamentalista (somente eu conheço 06 pessoas que tiveram uma história de quase autoaniquilamento como a minha), significa ofensa a TODOS os meus amigos que sofrem por conta dessa postura preconceituosa direitista-caretista-desumanista.

Isso aqui é falacioso ao estado da arte. Se um gay decidir mudar seu comportamento/orientação e isto lhe ofender, o problema é seu, não dele. Você deveria encarar com naturalidade e dizer “Putz, eu acho que ele está fazendo bobagem”, e ele provavelmente vai pensar o mesmo de você. Isso não importa. O que importa, em meu argumento, é que tanto um como outro podem buscar sua felicidade. É como uma mulher que decide aumentar os seios. Uma pode achar uma bobagem, mas outra só consegue ser feliz assim. Uma não tem condição moral de determinar por lei o que a outra pode ou não fazer. São histórias de vida diferente, fantasias diferentes, aspirações diferentes.

Então, essa “ofensa” não é justificável. Você SE SENTE ofendida, mas não tem motivo para isso. Novamente, não quero dizer que seja o seu caso, mas falei de algo semelhante (embora em um nível mais extremo), de feministas atacando mulheres evangélicas que queriam viver uma vida no estilo da família tradicional. Isso provavelmente surge por causa de um pensamento de “classe”, onde alguém se vê como “representante de classe”.

Nesse caso, um gay que decide se reorientar estaria indo “contra a classe” dos gays que querem buscar o orgulho gay. Assim como uma mulher evangélica que quer viver uma vida no estilo tradicional está indo “contra a classe” das mulheres carreiristas, e daí por diante.

Mas isso não passa de uma ilusão. Este pensamento coletivista exagerado é foco de minhas críticas. Portanto, o que eu digo é: importe-se com sua felicidade, e deixe que os outros busquem sua felicidade também, do jeito que cada um quiser. Não é o CFP que tem que dizer o que alguém pode ou não buscar.

Quem respeita esse espaço íntimo são os profissionais que vão analisar a causa do desconforto em possuir o instinto homossexual. Aqueles que arbitrariamente criticam baseando-se nas suas posturas direitistas-caretistas-desumanistas não respeitam a subjetividade porra nenhuma, respeitam a objetividade dos direitistas-caretistas-desumanistas preconceituosos.

Mas você está fantasiando. Um bom terapeuta não faz julgamentos, e se o terapeuta já começa desrespeitando o espaço íntimo da pessoa, o problema é dele. Um terapeuta PNL olharia aspectos como nos exemplos: (1) Sujeito X quer novas âncoras para ter novas ambições, (2) Sujeito Y quer estar alinhado com um paradigma novo para se sentir bem com seus novos projetos. Se você considerar a escola de Ericksson, um psicólogo pode orientar o comportamento e redesenhar novas perspectivas para ajudar alguém a ser o que quiser, e até redirecionar desejos. Mas, claro, de acordo com o pedido expresso do cliente. Se colocarmos a psicologia evolutiva no balde, podemos inclusive entender o desconforto de alguém com sua homossexualidade, e ver que, de acordo com o nível de masculinidade/femilidade de alguém, isso é justificável ou não. Portanto, essa ideia de que um terapeuta deve “buscar a causa do desconforto” é uma visão limitada da psicologia, psicanálise e outros métodos de terapia auxiliares.

Puta que o pariu!!! Quem coage os gays a mudarem seu “comportamento” são os direitistas-caretistas-desumanistas.

Na verdade não. Um pastor no púlpito pode dizer que “homossexualismo é uma aberração”, mas se um gay se sentir coagido por causa disso, sinceramente, o problema é com esse gay. Veja os casos de religiosos, que estão acostumados a verem neo-ateus tratarem sua religiosidade como se fosse um vírus da mente. Sabe o que muitos deles dizem? Que o Richard Dawkins vá plantar batatas. É assim que vocês deveriam reagir, caso achem que o pastor está falando muita bobagem.

Mas se algum gay quiser mudar seu comportamento/desejo, por isso lhe incomodar, que procure ajuda.

Portanto, ninguém está coagindo ninguém. E se você entender que crítica a comportamento (derivado de desejo irresistível ou não) ou ideia é uma coação, então o problema talvez esteja em você. Uma boa leitura sobre iluminismo britânico poderia lhe ajudar. Dica de livro: Democratic Enlightenment, de Jonathan Israel.

Mas [o Silas Malafaia] faz propaganda contra fora dos muros da igreja. Ele não rouba mas segura a escada para o ladrão…

A propaganda contra qualquer coisa, desde que não violente a integridade humana, é algo legítimo e democrático (cuidados especiais devem ser dados para as campanhas de demonização e desumanização, mas elas podem ser refutadas no âmbito do debate também). O fato de um pastor evangélico falar que “homossexualidade é condenável” só deveria ser um fator de “coação” para um homossexual mal resolvido nem tanto quanto a sua sexualidade, mas quanto a sua identidade. Em um mundo orientado à liberdade de expressão (onde ideias e comportamentos não podem ser tratados como vacas sagradas), isso é inaceitável. Já falei disso em um post sobre Philip Pullman.

Para você que não gosta de chupar piroca e dar o rabo, vou explicar como funciona o “comportamento” gay masculino. Falo por TODOS os gays homens amigos que são mais numerosos do que os que você conhece e conseguem ter uma intimidade comigo que nunca conseguirão com você ou qualquer pastor, intimidade que propicie uma confiança para falar a verdade: (1) O menino começa a sentir atração por homens (não só dar o cu e chupar piroca, isso envolve, voz, comportamento, etc.); (2) Se a criança nasceu numa família cheia de direitistas-caretistas-desumanistas ela vai sofrer o pão que esse grupo amassa com o rabo para tentar se livrar desse instinto; (3) Como ela não consegue, ou ela se rende à sua orientação e vai viver uma vida o mais feliz possível ou vai recalcar esse desejo, praticando sexo anômino após o casamento (e, como não está com seu aparelho psíquico elaborado, às vezes até transmite doenças venéreas para o cônjuge), batendo uma boa punheta escondido no banheiro vendo Gmagazine ou outra coisa qualquer…). Acho que não é falso dilema é? Se for, foda-se; (4) Alguns podem procurar “terapia de reorientação” que, como não existe, consiste mais numa subterapia que envolve orações, exorcismo ou sacrifício. Isso é o que você considera progressista? E não me venha falar que o processo que eu descrevi acima é espantalho, não. Você não condições para isso.

Ainda assim as 4 regras só valem para os gays que se encontram em alto estágio de feminilidade (no caso dos homens), e de masculinidade (no caso das mulheres) e que sabem que não vão mudar. Mas esses estágios são variáveis. Tanto Red Queen, de Matt Ridley, como, The Homosexual Matrix, de C.A. Tripp, falam disso. E, aliás, são dois autores que defendem qualquer ação de descriminalização da homossexualidade, pois entendem que a homossexualidade não é um “mal” para a sociedade em termos evolutivos. Exemplo: ter a heterossexualidade como o padrão normativo é bom, mas eliminar a homossexualidade serviria para quê?

Outro problema em seu argumento é o espantalho de que as terapias de reorientação envolvem “orações, exorcismo ou sacrifício”. Será mesmo?

A seguir, veremos quando eu escrevi: “No passado, quando um casal queria se separar, todos chamavam isso de uma aberração. Hoje em dia, é um direito dos casais que não suportam mais viverem juntos. Hoje em dia, quando um gay quer mudar seu comportamento, o CFP e os gayzistas chamam isso de uma aberração.”

Segue como você “reorganizou” minha frase:

No passado, quando um casal gay queria se casar, todos chamavam isso de uma aberração. Hoje em dia, é (em alguns países) um direito dos casais gays que não suportam mais sacrificarem seus instintos viverem casados civilmente ou religiosamente em religiões não cristãs. Hoje em dia, quando um gay quer viver seu instinto, os direitistas-caretistas-desumanistas chamam isso de uma aberração.

Aberração é a reconstrução acima. Eu sempre achei um erro estratégico a tentativa de se proibir o casamento gay, pois quem fizer isso será sempre “vendido” para o público como um discriminador de pessoas que querem buscar sua felicidade. Mas este erro estratégico tem a ver com a típica polarização política, e vemos o extremismo do outro lado também. No caso, a tentativa de se retirar o direito de crítica de um grupo. Em outras palavras, quando você diz que “é absurdo grupo X chamar o comportamento de grupo Y uma aberração”, temos uma aberração vinda do seu lado, no caso um desvio completo de tudo que conhecemos por democracia e liberdade de expressão.

É mesmo! Você tem razão, Luciano! O CFP está querendo voltar àquela época em que homossexualidade não era considerada doença, que os gays podiam se expressar emotivamente em público, que as igrejas mantinham seus dogmas dentro de seus templos, que os gays podiam se casar civilmente ou religiosamente em igrejas não cristãs não é mesmo? Realmente a CFP está retrocedendo…

Aqui a falácia é clara. Você está querendo vender a idéia de que qualquer “mudança é progresso”. Na verdade, uma mudança pode resultar em um retrocesso. Se considerarmos como paradigma os direitos individuais de busca da felicidade, o direito dos gays se casarem é de fato um progresso, pois ao mesmo tempo em que os conservadores não são diretamente prejudicados, está sendo oferecido um direito aos gays. Se um lado não perde, e o outro ganha, ótimo. Não é difícil argumentar em favor do fato de que isso é um progresso. Mas a retirada do direito de crítica ao comportamento gay é um terrível retrocesso, em relação ao paradigma da liberdade de expressão. E quando este paradigma é atingido, as consequências são graves para a democracia.

Há claramente mais retrocesso que progresso na ação do CFP.

Parabéns, Sila Malafaia, pela sua postura libertária. Nós homossexuais lhe agradecemos pelo respeito que temos recebido de pessoas desequilibradas que ouvem seus discursos e nos perseguem. Valeu! Clap-clap-clap…

Aí é que temos outro problema. Essa exigência de “respeito ao comportamento”. Vocês deveriam lutar para poderem viver suas vidas em paz e buscarem sua felicidade. Já é o suficiente.

Ah, como diz o Olavo, Luciano, vai tomar no cu!!! Se um gay quiser modificar seu instinto, após uma terapia sadia, caso há uma confusão e realmente o paciente possui uma orientação mais hétero, certamente o profissional vai ajudar o cliente a elaborar isso vivendo a sua heterossexualidade. Não existe proibição de tratar homossexualidade, mesmo porque o tratamento não existe. Você está deformando as coisas para caberem no seu discurso anti “humanista-gayzista-e-mais-istas”

As partes em que você se exalta são as mais divertidas. Mas as duas primeiras linhas conspiram a favor do que eu defendo: se um gay arrependido (e tende a ser um que tem uma orientação mais hétero, ou bisssexual, e está em confusão) quiser ajuda, o terapeuta poderá ajudá-lo. Os casos de vários gays que se reorientaram provavelmente se enquadram neste perfil, o que valida o tratamento de reorientação sexual como um direito legítimo a um consumidor. O que é diferente de dizer que ele é aplicável a todos, e jamais fiz tal alegação.

Em seguida, eu apresentei um argumento naquele post sobre o CFP, e segue uma reprodução dele:

“Sim, mas o argumento deles é uma coisa grotesca, que pode ser transposto para silogismo da seguinte forma:
1. A homossexualidade não é doença, desvio e nem perversão
2. Propor mudança de um comportamento é associá-lo a doença, desvio e perversão
3. Chamar o homossexualismo de doença, desvio ou perversão é desrespeitar direitos humanos
4. Logo, ao propor o direito de alguém mudar de comportamento, conforme o item (2), alguém está desrespeitando os direitos humanos, conforme o item (3)”
É claro que o argumento acima é o suficiente para podermos expulsar um sujeito que o professa de qualquer aula de lógica. É um argumento digno de um vagabundo que não quer pensar ou de um fraudador intelectual que quer capitalizar politicamente. Só existem essas duas opções.”

Segue o comentário feito por você:

Vamos deixar o falso dilema de lado (aprendi com você). Meu caro, primeiro você vai ter que demonstrar que homossexualidade é comportamento e não instinto/ condição para validar a premissa 2. Segundo, fraudador intelectual está mais para o jogo ceticista-corporativo que você propõe em seu site sobre o assunto. Lá você já apresentou alguns truques.

Na verdade, o falso dilema está contigo. Vejamos: você coloca que homossexualismo ou é comportamento ou é instinto/condição, mas a verdade é que sempre será um comportamento, associado ou não a uma condição imutável. O fato de ser resultado de um instinto, não muda o fato de que ele é um comportamento, assim como é o comportamento heterossexual, que é associado a um instinto… heterossexual.

Esse truque de manipulação semântica não vai funcionar aqui, pois:

  1. Um comportamento pode estar associado a um instinto irresistível
  2. Assim como pode estar associado a um instinto mutável, mas cuja modificação não é desejada pelo seu praticante
  3. E ainda pode estar associado a um instinto mutável, mas cuja modificação é desejada pelo seu praticante

Esses são apenas 3 exemplos. Então, não faz sentido dizer “quero ver você provar que é comportamento e não um instinto/condição”. Esse é um exemplo de falso dilema, e se quebra uma falácia como esta do jeito que eu fiz: mostrando que há mais opções do que aquelas apresentadas pela outra parte. (Nota: todas as partes em que me pediste para provar que “homossexualidade é só comportamento”, eu não comentarei mais, pois este falso dilema acabou de ser refutado)

Em relação ao outro site, Ceticismo Corporativo, que eu atualizarei muito pouco em 2013, mas retornarei com tudo em 2014, o que há de tão “maquiavélico” por lá?

Se sempre existiu homossexualidade, ela faz parte da variedade da expressão sexual animal, portanto o termo perversão não cabe, a não ser que você utilize dentro da semântica religiosa o que seria muito estranho para um ateu. Com respeito à replicação, o número de homossexuais comparados aos héteros é muito pequeno para atrapalhar a reprodução. Ah, não esqueci! É comportamento/opção, portanto pode ser ensinado. Ich, os héteros que não estão seguros estão em maus lençóis, agora entendo sua postura, Luciano.

Aqui é o momento onde você deixa de argumentar e parte para espantalhos absolutos. Eu jamais neguei que homossexualidade sempre tenha existido, e isso não tem nada a ver com o uso do termo perversão ou não. Por exemplo, a pedofilia sempre existiu no reino animal. Mas no paradigma que temos da sexualidade padrão em nossa sociedade, eu usei o levianamente o termo perversão. Mas concordo que o termo não é adequado na questão da homossexualidade, por dar a noção de que seria algo “perverso”. Portanto, não vejo problemas em abandonar o termo, e retiro esse rótulo, mas ao mesmo tempo defendo o direito de alguém que quer usar o termo “perversão” para definir a homossexualidade. Portanto, mesmo que eu reconheça que o homossexualismo não é uma perversão, outro poderá ter um argumento em favor de que seja.

Outro problema é achar que “se é comportamento, pode ser ensinado”. Tecnicamente, é possível sim, mas a questão é bem diferente. O que muitos cristãos tradicionais querem (e estão justificados, ao que parece) é defender como padrão normativo o casamento tradicional, e não gostam de coisas que fujam deste padrão normativo, e ao mesmo tempo sejam impostas sob propagandas como, por exemplo, “um novo modelo de família”. Por isso, defendo o direito deles lutarem por poderem manter seu padrão normativo (ou seja, em suas congregações, defenderem a família tradicional), e enquanto isso os gays poderem lutar para serem felizes e ter todos os direitos possíveis que não causem problemas diretos aos heterossexuais (e vice-versa).

Ah, entendi, você deve ter aprendido isso com sua namorada, né? Então eu vou a um psicólogo e faço uma encomenda comportamental e pago para ela me ajudar, porém sem garantia de conseguir nada… Será que eu e meus companheiros conseguimos nosso dinheiro de volta com juros e correção monetária devido aos anos de terapia cognitivo-“religiosa”-comportamental sem sucesso? Ou até mesmo dos pastores que não expulsaram nosso demônio-gay sendo que prometeram isso? Será que conseguiremos indenizações por danos morais devido a termos, confiando nas terapias de ONGs religiosas, fazer um monte de héteros perder tempo com a gente e vice-versa? Taí, seria interessante fazer um levantamento do índice de sucesso dessas terapias.

Esse problema é de mente socialista, mas é completamente falacioso. Na verdade, se alguém vai a um psicólogo e encomenda um tratamento, não tem que ter “garantia” de conseguir nada. Ele poderá largar mão das consultas se notar que o psicólogo não está lhe ajudando. Clientes satisfeitos vão recomendar o psicólogo a seus amigos, e os clientes insatisfeitos farão campanha negativa. Esse é o mercado!

Haja milharal para tanto espantalho, heim Luciano? Quem disse que só se muda algo se for doença?

Esse é exatamente o truque que denuncio no caso do CFP. O truque é simples. Eles dizem, em ritmo bate-estaca, que “homossexualidade não pode ser mudada, pois não é doença”. Depois, fingem para o público que o outro lado está chamando os gays de “doentes”. Mas o que o outro lado (no caso, Silas Malafaia e outros psicólogos) está propondo é simplesmente o direito de que alguém que não está satisfeito com sua orientação/comportamento, tenha o direito de modificá-la via tratamento. Portanto, o truque de sair dizendo “não pode mudar homossexualidade via terapia, pois não é doença”, é uma rotinazinha safadíssima que o próprio Silas Malafaia já refutou.

Vamos plantar mais milho, pessoal! Onde, Luciano, você lê que a orientação sexual mencionada no texto da CFP é necessariamente homossexual? A coisa funciona assim: primeiro o profissional vai ajudar o paciente a se descobrir e DEPOIS respeitar o que vier dessa descoberta, seja homo ou hétero.

Tanto faz como tanto fez. Se alguém quiser mudar sua orientação, qualquer que seja, deve ter o direito de buscar ajuda. O que argumentei é que: “se a ajuda for solicitada por um gay, o psicólogo deve ajudá-lo”. E se for solicitada por um hétero, também. E qual a mudança? Qualquer uma que o cliente queira.

Acho que você está projetando [sobre a mania de mentir dos esquerdistas], Luciano. Que o diga o seu site sobre corporativismo cético. Meu primo, embora seja grato a você por provocá-lo a refletir sobre falácias, me disse certa vez que estava desconfiando que você, na realidade, via técnicas que você mesmo empregava, principalmente depois do seu site sobre corporativismo. Já estou concordando com ele…

Não há nada em meu outro blog (que só tem uns 5 ou 6 posts), que levem à “truques”, mas sim a divulgação do que ocorre em ambiente corporativo – aliás, o foco do blog é ajudar aos bons profissionais que são vítimas de jogos corporativos. A questão é que todos os pontos que foram considerados como “truques”, por você, já foram devidamente refutados. Mas reconheço que usei a expressão “perversão”, de forma equivocada, e recuei. De resto, só vi falsas identificações de falácias. Típico indício de sua busca por pelo em ovo.

No caso do criticado, Malafaia, pergunte a ele se o ideal cristão fundamentalista dele não é “transformar” todos os gays em héteros.

Não sei se é esse. Se for, ele se torna objeto fácil de ataque e refutação. Aí é só refutá-lo, oras.

A Crítica de Freud sozinha não seria responsável por nada, assim como o texto do CFP não atribui apenas ao discurso/ação de Malafaia a culpa de extermínio de Gays. Além do mais sua analogia entre Cristão e Gay cai novamente na confusão que você faz com comportamento=instinto.

Nada disso. O que eu escrevi é o seguinte: se Freud escreveu um livro criticando a religião, então é responsável por um fator que aumente a perseguição aos cristãos? Então se alguém escreve um livro criticando o comportamento gay, então é responsável por um fator que aumente a perseguição aos gays? (Se é que essa perseguição existe)

Sua resposta: “A Crítica de Freud sozinha não seria responsável por nada, assim como o texto do CFP não atribui apenas ao discurso/ação de Malafaia a culpa de extermínio de Gays”.

Quem falou em “fator isolado”? Esse é o estratagema da ampliação indevida (uma especialização do espantalho), onde exagera-se o que o outro lado disse, critica-se essa versão exagerada, fingindo-se que se refutou a versão original do argumento.

Enfim, não há evidências que as críticas de Freud à religião representaram um fator que contribuiu para o aumento de violência contra cristãos, e nem que as críticas de Silas Malafaia ao homossexualismo representam um fator que contribua para aumento de violência contra gays. Portanto, quando o CFP diz que “críticas ao homossexualismo estão ajudando a exterminar gays” (repare no “ajudando”), é claro que estão fazendo propaganda de baixo nível, fraudulenta, safadíssima e ainda estão demonizando o grupo oponente. O que tenho a fazer? Refutar a fraude.

Em relação a questão de comparar as críticas aos cristãos com as críticas aos gays, e defender o direito de críticas a qualquer oponente de qualquer grupo, o argumento será transposto de uma forma mais didática:

  • Há comportamentos que são associados a um desejo natural, que pode existir em maior ou menor grau nos praticantes deste comportamento
  • A religião se encaixa neste perfil, pois é um instinto natural humano, mas, independente de haver um instinto por trás, ainda é um comportamento, ou ao menos reflete-se em um comportamento
  • Neo-ateus prosseguem na crítica iluminista à prática e ao comportamento religioso, e não ligam para o fato  de que a religiosidade é uma necessidade humana
  • Então, subentende-se que comportamentos, assim como idéias ou argumentos, podem ser criticados, independentemente do fato de haver um instinto associado a eles, em maior ou menor grau
  • A fórmula dos quatro passos acima se aplica a todo e qualquer comportamento, e isso vale até para criticar o esquerdismo, o humanismo, o existencialismo, a heterossexualidade, a homossexualidade, o ato de colecionar selos, a vontade de comer carne, o marxismo, o nazismo, etc.
  • Isto não deveria ser uma surpresa, pois, de fato é apenas a liberdade de expressão que conquistamos no Iluminismo britânico
  • Entende-se que não há um bom argumento para proibir o direito de alguém discordar filosoficamente de qualquer idéia ou comportamento – espera-se, é claro, que tudo seja feito na esfera da boa argumentação, mas isso é apenas uma boa prática

A analogia entre cristãos, gays, heterossexuais, marxistas, fumantes, vegetarianos ou quaisquer outros grupos/classes é que temos a fórmula com as variáveis: Comportamento, Instinto associado (ao comportamento) e Direito de Crítica. Em qualquer situação onde temos um comportamento, independente de existir um instinto associado a este comportamento (em maior ou menor grau), temos o direito de crítica.

Interessante sua projeção. A maioria das igrejas fundamentalistas acredita que seja um demônio o causador da homossexualidade. Veio-me agora à mente, o quanto uma pessoa desequilibrada emocionalmente, com transtorno de personalidade esquizoide, pode reagir com essa informação…

Até na época em que eu era teísta, eu já achava esse argumento de “demônio causou isso” uma bobagem. Hoje então nem se fala.

Mas ainda assim teríamos um argumento a ser refutado e criticado, mas não proibido.

Se uma pessoa é desequilibrada emocionalmente, com transtorno de personalidade esquizóide, e reagir mal a essa informação, acho que temos uma pessoa com problemas. Melhor que esta pessoa busque tratamento para seus problemas ao invés de culpar as metáforas de alguém.

[Você] vê-se no direito de conceituar homofobia, dizer o que é ou não ofensivo aos homossexuais, afirmar que existe tratamento para gays e chamar um Conselho de uma determinada categoria profissional responsável pelo “tratamento de sociopatas” de sociopatas.

A ampliação indevida chega ao seu grau máximo!

Não sou eu que conceituo homofobia, mas sim a própria psicologia que estuda fobias. E uma fobia não passa de um medo exagerado e irracional de um objeto ou situação específicos, como andar de elevador, baratas e outros. Minha namorada, por exemplo, tem fobia de baratas. Chega a ter falta de ar.

Claro que se pode ter fobia de qualquer coisa, até de homossexuais. E homofobia é exatamente isso. Se alguém tiver extrema ansiedade diante de um gay, geralmente com síntomas físicos como aceleração cardíaca, falta de ar e outros, temos uma situação de homofobia. Ódio extremo também pode ser um elemento da homofobia.

Como sabem que o rótulo tem conotação pejorativa, resolveram imputá-lo a qualquer um que discorde do comportamento gay. Claro que é uma safadeza sem limites.

Mas podemos investigar o CFP, como se viu neste post do Mídia sem Máscara. Quer dizer, é um aparelho de politicagem, que mente em uma quantidade tão impressionante que não é exagerado comparar seu comportamento com o de sociopatas. (Aliás, dizer que alguém se comporta feito um sociopata, não é o mesmo que dizer que alguém é um sociopata)

Você conhece alguém algum hétero que faz tratamento para se tornar homo? Já sei, não conhece mas defende o direito de ele fazer esse “tratamento” caso ele queira ser um pervertido, um desviado dos padrões procriativos. Com respeito à moral, você parece ser onisciente né, Luciano, O CFP não tem moral ALGUMA?

Eu coloquei o link do Mídia sem Máscara mostrando que o CFP é um instrumento de política, que já não tem credibilidade alguma. Depois das falácias que apontei no texto deles, tive apenas uma comprovação do esperado.

É verdade: não conheço heterossexuais que quiseram se tornar homossexuais, mas qual o impacto disso para o meu argumento?

Interessante como você é contra a personificação da Ciência mas o faz com o CFP. Mas uma coisa eu concordo com você: Luciano, você parece já não ter mais peso na consciência, desconfio até que tenha transtorno de personalidade antissocial, principalmente depois do seu post no seu site sobre ceticismo corporativo.

Chega o momento da chantagem emocional. Helena, você está demasiamente envolvida, e comprou a idéia esquerdista, que embutiu em você a sensibilidade artificial histérica.

Aí lhe resta transformar seu oponente em um vilão por causa de um suposto post no site sobre ceticismo corporativo que nem explicou qual é. (A caixa de comentários está a sua disposição)

Agora, qual o argumento para chamar o outro de sociopata? Simplesmente nenhum, a não ser a ofensinha barata.

E que raio tem a ver minha crítica a “personificação de ciência” com minha crítica ao CFP? Será que você supõe que eu quero personificar a psicologia? Nem de longe, pois eu lancei ao público conceitos sobre a psicologia, e não me coloquei como “representante” da psicologia.

Avaliação subjetiva sua. Eu já acho que, infelizmente para mim que era sua admiradora, você faz um jogo argumentativo imoral com nós homossexuais, com essa paranoia vendida pelo Olavo de tudo ser marxismo cultural.

Não é avaliação subjetiva. Está lá no link que eu coloquei: todas as evidências do aparelhamento político do CFP, conforme previsto pela estratégia gramsciana. Aliás, sobre Gramsci, modéstia a parte, eu sei mais do que muitos esquerdistas. Não só sobre Gramsci, como Lukacs, Merleau-Ponty (e em breve farei um texto sobre humanismo e ditadura), Adorno e outros. Material sobre a Escola de Frankfurt e a Teoria Crítica eu tenho aos montes. Depois dos tempos do Kindle e dos e-books, a literatura é vasta e não precisamos mais recorrer a sebos. (Por exemplo, uma vez eu comprei um livro antigo de Gramsci caindo aos pedaços, e hoje tenho a coleção toda em formato digital, que comprei na Amazon – Aliás, lá os “Cadernos do Cárcere” chamam-se “Prison Notebooks”)

Quer dizer, esse papo de “paranóia” e “teoria da conspiração” não cola mais, pois está tudo nos livros destes autores, além do que encontramos em livros de Noam Chomsky, Saul Alinsky e demais. É só comparar o que está sendo feito (aparelhamento de órgãos públicos, doutrinação em universidades, tomada de mídia), e comparar com o que os esquerdistas ensinaram a fazer nos livros que escreveram.

Só resta a esquerda tentar esconder estes livros, mas depois da revolução dos livros digitais, não vai adiantar muito – é, não adianta lançar livros na fogueira. Toda e qualquer literatura fundamental da estratégia esquerdista está aí, a preços módicos, e basta alguém ter vontade de pesquisar. Eu pesquisei.

Do meu lado, não há jogo argumentativo nenhum contra os homossexuais, e demonstrei em meus textos que não tenho nada contra eles, mas obviamente me coloco contra movimentos militantes homossexuais. O resto é só draminha, que não me comove.

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10 COMMENTS

  1. Prezado Luciano,
    Nesse texto, você demoliu, aniquilou e destruiu impiedosamente todos os argumentos da leitora Helena.
    Ressalvo, apenas, que, na minha análise, você não utilizara o termo “perversão” de forma equivocada, como reconheceu no post em comento.
    Confira o link abaixo e verá que você não estava “equivocado”, quanto à utilização do precitado vocábulo, pelo menos no que diz respeito à liderança do movimento gayzista.
    http://gaysdedireita.blogspot.com.br/2012/11/reconsideracoes-sobre-o-surgimento-da.html

    • João, eu reconheço que eu não estava errado de forma estrita, mas, em termos estilísticos, reconheço que o uso do termo perversão pode dar um entendimento equivocado em relação ao meu paradigma de análise darwinista, e ser confundido com “perverso”, portanto uso o termo desvio em relação ao comportamento esperado, ou, então um comportação de exceção.

      Abs,

      LH

      • Sobre o aspecto abordado no seu esclarecimento (e somente nesse aspecto) concordo com você, até porque a readequação empreendida, ao final, não altera o raciocínio proposto.
        Quanto ao mais, obrigado pela atenção.

  2. Luciano e Joáo da Siva,

    Estou apertada de costura, mas até domingo respondo este post em que você “Demoliu, aniquilou e destruiu impiedosamente todos os meus argumentos”
    Sua espada (ou FLORete)coçou minha barriga. Ui!

  3. Unh… Helena ainda vai voltar para responder o post… kkkkkkkkkk. Mais diversão garantida. 😀
    O que acho mais engraçado é como os humanistas não conseguem pensar em termos individualistas. Parece que a cabeça deles funde quando dizemos que é problema da pessoa se ela quer deixar de ser homossexual ou não. Os humanistas entendem isso como: “Você está coagindo a pessoa…”. Só rindo mesmo, cara…
    A propósito, Luciano, fiz uma postagem respondendo uma humanista que veio torrar minha paciência em um debate. Vou deixar o link, caso queira ler.
    http://mundoanalista.blogspot.com.br/2013/02/o-humanismo-roxo-de-senhora-joana.html

    Enfim, já esperando pela sua resposta à resposta que Helena ainda dará, rsrs. 😀

    • Olá, Luciano,

      Estou aqui ainda apertadíssima de costura, mas garanto que, como não tenho pena de mim mesma e para fazer o Davi chorar Caldas de tanto rir, se Deus quiser, voltarei para comentar o post que você tão gentilmente dedicou a mim (até segunda, pois hoje tive que passar a tarde num hospital acompanhando uma pessoa).

      Todavia, vou esclarecer uma coisa e pedir outra, ok?

      1)O título do seu post “Diálogos entre um realista político individualista e uma gayzista idealista coletivista a respeito da polêmica entre o CFP e Silas Malafaia”

      Não sou nenhuma -ista de espécie alguma, então, se quer ser um rotulista, faça-o com você, ok?

      2) Já notei que você omite alguns posts meus, Gentileza comentar o abaixo que foi um das respostas que constava do post que você “refutou” acima mas não publicou. Muito Obrigada, meu anjo ateu.

      LUCIANO : “O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja, práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.
      Se realmente o CFP quer reduzir a discriminação em relação aos gays, por que não busca reforçar nos gays contentes com sua sexualidade uma postura de cabeça erguida em direção aos gays descontentes e que querem mudar seu comportamento? Por que eles precisam ficar tão “infelizes” quando um deles resolve mudar seu comportamento? Não deveriam ficar contentes por que eles terão mais homens à disposição? (E, no caso das lésbicas, elas teriam mais mulheres à disposição…)

      >>>A baixaria sua, né Luciano? Se quis dizer com “mais homens” e “mais mulheres” mais héteros então seria pior para os homos! Ou héteros gostam de fazer sexo com homos? Vigimaria! O Luciano endoidou mesmo, primo!

      • Helena,

        Vou comentar seus pontos.

        Não sou nenhuma -ista de espécie alguma, então, se quer ser um rotulista, faça-o com você, ok?

        Na verdade, ao idealizar o impossível, e ignorar as convenções lógicas que restringem esse ideal, é fácil te catalogar como idealista. Em relação ao gayzismo, é simplesmente avaliar seu discurso para observarmos isso.

        2) Já notei que você omite alguns posts meus, Gentileza comentar o abaixo que foi um das respostas que constava do post que você “refutou” acima mas não publicou.

        Com certeza, eu omito o que é irrelevante para o ponto em discussão.

        LUCIANO : “O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja, práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.
        Se realmente o CFP quer reduzir a discriminação em relação aos gays, por que não busca reforçar nos gays contentes com sua sexualidade uma postura de cabeça erguida em direção aos gays descontentes e que querem mudar seu comportamento? Por que eles precisam ficar tão “infelizes” quando um deles resolve mudar seu comportamento? Não deveriam ficar contentes por que eles terão mais homens à disposição? (E, no caso das lésbicas, elas teriam mais mulheres à disposição…)

        >>>A baixaria sua, né Luciano? Se quis dizer com “mais homens” e “mais mulheres” mais héteros então seria pior para os homos! Ou héteros gostam de fazer sexo com homos? Vigimaria! O Luciano endoidou mesmo, primo!

        Sinceramente, eu acho que você precisa procurar tratamento, mas não de reorientação sexual, e sim de neurose.

        O que eu quis dizer era algo totalmente diferente do que você entendeu.

        O que eu dizia é que há gays

        1. contentes e satisfeitos com sua orientação/comportamento
        2. descontestes ou insatisfeitos com sua orientação/comportamento

        Quem está em (1), não devia se importar com aqueles que estão em (2), e decidem buscar uma forma de reorientação.

        Quem está em (1), ainda poderá continuar em (1), mesmo que quem está em (2), busque se reorientar.

        Logo, a felicidade de (1) não depende da escolha de (2). E vice-versa.

        Portanto, vocês não deveriam se importar com o fato de alguns gays buscarem reorientação. Neste caso, vcs deveriam dar a mínima para o caso.

        Aliás, se uma mulher lésbica resolve deixar de ser lésbica, ela pode cair nas mãos de um heterossexual, que poderá se dar muito bem com ela.

        Só que, se essa lésbica tiver uma amante, esta ficará “disponível” no mercado, por que a sua parceira resolveu abandonar o lesbianismo.

        Ao invés de se irritar com o fato dessa lésbica ter deixado de ser lésbica, poderia avaliar a “oportunidade” gerada de mais parceiras possíveis à disposição, em especial a que estava com a lésbica redirecionada.

        Enfim, no mercado de desejo, há oportunidades para tanto.

        Só não há um bom argumento para você “ficar ofendida quando um gay resolve se reorientar”. 😉

        Abs,

        LH

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