A psicopatia de Alex Castro, um esquerdista que quer legislar como as piadas devem ser feitas… para atender a agenda dele, é claro

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Alguns esquerdistas se qualificam na categoria dos psicopatas (ou ao menos que se comportam como tal), e, em relação a estes, temos que tratá-los de uma maneira diferente. Já são pessoas socialmente perigosas, capazes de fazer tudo o que for possível para atender a sua agenda. Normas morais básicas, de respeito mútuo, já não são mais compreendidas por eles. A regra dos fins justificarem os meios passa a ser o seu norte. Todo e qualquer diálogo com estes deve ser encarado com suspeita, pois a cada frase haverá um truque, um ardil, uma artimanha.

Este é o caso de Alex Castro, um colunista do site Papo de Homem, que em seu texto Carta aberta aos humoristas do Brasil, defende um argumento que poderia ser digno do Troféu Cara-de-Pau.

De início ele afirma que existem piadas que ofendem as minorias (que ele alega defender, mas obviamente, isso não está provado), como gays, negros e mulheres, e que essas piadas são prejudiciais a essas minorias. Portanto, estas piadas deveriam ser objeto de crítica.

Até aí, tudo bem, pois em uma democracia tudo pode ser objeto de crítica. Não dá para refutá-lo nisso.

Se ele tivesse parado por aí, poderíamos até discutir a argumentação dele, mas a safadeza da proposta conclui-se com o seguinte pedido: ao invés de fazer piadas sobre minorias, façam piadas contra os grupos opressores. Contra as minorias, há regras, mas contra os grupos “dominantes”, tudo é permitido.

Como é? O sujeito vem defender uma “ética nas piadas”, mas, no momento seguinte, diz que não é preciso de ética alguma, desde que isso seja contra os grupos que ele não gosta?

Ele usa dois argumentos centrais, ambos ridículos:

  1. Tudo deve ser permitido contra os “dominantes”, pois estes podem se defender, mas as minorias não. O problema é que no ambiente acadêmico, os defensores do politicamente correto é que são maioria, especialmente na área de Humanas. Por este prisma, os cristãos, se são maioria na sociedade, são minoria no ambiente acadêmico, que é onde a coisa importa. Ora, então ele acabou de perder a razão ao sugerir que “piadas contra cristãos podem, mas contra gays não”.
  2. Quando se faz piada contra gays, alguém é corresponsável pela violência contra gays. E, quando se faz piada contra negros, é corresponsável por violência contra negros. Acham que estou exagerando? Alex diz: “Se você faz piadas que confirmam os lugares-comuns dessa cultura homofóbica, que estigmatizam e ridicularizam os homossexuais, que utilizam o homossexual como xingamento como se ser homossexual fosse intrinsecamente ruim, que associam o homossexual ao pecado e à devassidão, ao ridículo e ao nojento, então você possibilita e reforça essa cultura assassina. Você é cúmplice.”. Então, pela mesma lógica dele, ele é corresponsável pelo genocídio cristão ao redor do mundo, já que ele faz piadas contra cristãos.

Eis as piadas que ele defende que sejam feitas, pois é “contra grupo dominante”:

Papa

Parada-Gay

Charge-Bolsonaro-e-gays1

Nas três charges acima, existe ataque e ridicularização de um grupo, em benefício de outro grupo. O tom não é diferente de piadas que envolvem gays, mulheres, etc. Mas, de acordo com a ótica de Castro (o sobrenome veio bem a calhar para ele), elas são “éticas, pois são contra os grupos de que ele não gosta”.

Esse é o problema que torna esquerdistas ultra-radicais como Castro pessoas perigosas para o convívio social. Incapazes de aceitar regras gerais de moral, passam a entender que as regras só valem para servi-lo (e ao seu grupo), jamais aos outros. É essa ótica que justificou todos os genocídios do marxismo. Merleau-Ponty, em Humanismo e o Terror, dizia que os crimes do comunismo eram justificáveis, pois eram “pela causa”, e portanto não podiam ser criticados. É assim que funciona a mente de Castro.

Por outro lado, eu acho as três piadas acima ofensivas, mas defendo que elas sejam utilizadas, pelos grupos que se sintam ofendidos, como estímulo para retaliação. O humor passa a ser um campo onde todos os grupos podem responder aos grupos de que não gostam (inclusive filosoficamente), de forma democrática.

A ética que defendo é: “se alguém pode fazer piada com um padre, um católico pode fazer piada com um ateu, se uma mulher pode fazer piada com os homens, os homens também podem fazer piadas com mulheres, se um gayzista pode fazer piada contra um conservador pró-familia tradicional, um conservador pró-familia tradicional pode fazer piadas com gays”, e assim por diante.

Em minha concepção, a piada é uma ferramenta democrática, enquanto que para Castro, é uma ferramenta absolutista. A meu ver, todos tem o direito de atacar os grupos que querem atacar (desde que se respeite a integridade direta de alguém), mas, na concepção de Castro, somente pode existir um ataque se atender à estratégia gramsciana. (Isto é, os grupos que eles defendem podem fazer tudo, e seus oponentes devem ser patrulhados)

Em suma, até a própria safadeza de Castro deve ser motivo de piada, pois, se levarmos a sério o que ele disse (e parece que ele fala sério, em sua psicose), temos que aceitar que o esquerdismo é uma doença mental que gera psicopatas, incapazes de conviver socialmente, por viverem sob regras tão maleáveis que os habilitam a fazer tudo o que quiserem, desde que for do lado deles.

Realize a situação: Castro é contratado para uma empresa, como gerente júnior, onde todos usam terno, mas ele não gosta de usar. Ele vai de camiseta todos os dias. Com o tempo, muitos fazem piada sobre o gerente que usa camiseta em plena segunda-feira. Ele não se conforma. Em seguida, faz uma campanha no corredor para que sejam feitas piadas contra os gerentes de terno (são “o grupo dominante”), mas jamais contra gerente que usa camiseta. Agora imagine contar isso para a mãe dele. O que ela acharia? Eu acho que ela meteria a mão na cara dele, pela cara-de-pau e incapacidade de convívio social do filho. Já que não é possível descer mais baixo que isso.

Ao pedir para que sejam feitas “piadas contra padres, conservadores pró-família” e outros grupos, Castro perde toda a moral. Ao contrário, ele dá sanção moral agora para que todos que queiram fazer piadas politicamente incorretas possam fazê-lo sem o menor peso de consciência.

Se alguém da direita estiver em dúvidas sobre fazer piadas politicamente incorretas, basta citar o link da matéria de Castro e dizer: “Está vendo o tipo de piadas que esse sujeitinho pede para fazerem contra você? Ainda está com peso na consciência de fazer piada contra eles?”.

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15 COMMENTS

  1. O cara acabou dando uma dica para que se investigue algo a respeito dele: que se procure no Mad as tirinhas em que esteja escrito “Xandelon” e se veja se ele usa dos expedientes que critica. Se sim, flagrantíssima contradição está mostrada. Em relação aos “o(a) (insira aqui seu substantivo abstrato ao qual religiosos políticos de matiz marxista-humanista-neoateísta imputam culpas que deveriam ser e estar circunscritas às pessoas físicas que os praticam, mas que na realidade é para que culpem o todo da sociedade) mata”, qualquer um sabe que são puras palavras de efeito, mas quem quiser contrabalançar com estatísticas e estudos sérios só para desmontar definitivamente, que fique à vontade.

  2. Sempre que eu posso eu critico os textos do Alex… são na maioria incrivelmente absurdos, salvando-se um ou outro no qual ele não parece expressar a psicopatia característica.
    Se puder, Luciano, leia os outros textos dele no Papo de Homem pra ver o nível da figura.

  3. Outro problema no argumento do Alex Castro: a igualdade de direitos. Se á um direito moral de alguém não ser vítima de piadas, esse direito deve valer para todos, pois a luta das minorias é por igualdade, e não por superioridade, por isso o argumento dele fracassa. Ele deveria exigir igualdade de direitos e não privilégios. Quando ele diz “Se é pra sacanear alguém, sacaneie os poderosos, e não os subalternos”, mata toda a argumentação dele, pois ele deveria escrever ou é certo sacanear alguém ou não é, independente da posição em que alguém está.

  4. Um bom tópico que você, Ayan, fez sobre a rotina da mistificação oprimidos x opressores foi a das barangas x bonitinhas.

    Talvez fosse o caso de aprofundar mais esse tema.

    [ ]s.

    • Terei mais posts a respeito, mas nos próximos meses estarei concentrando em “fechar” alguns pontos sobre o ceticismo político, o catálogo de propagandas, falácias e objeções. Mas vou retomar o assunto com certeza.

      Valeu pela dica.

      Abs,

      LH

  5. Luciano, sobre a figura e os outros do tal site, vc deveria colocar um aviso de parental block. Pq aquele site é cheio do pior tipo de pensamento pós-moderno, é puro hedonismo!

  6. Na extensa caixa de comentários do texto no pdh(acho que já passaram dos 1000 porquê o texto foi muito, muito polêmico) ele chega a dizer que ”não é possível haver preconceito contra o grupo dominante”(como se preconceitos só existissem no sentido maiorias—> minorias), frente a críticas de leitores ao tumblr que ele montou(que citei no outro comentário), segundo os quais(e dou a razão) tal ”humor do bem anti-maioria opressora” é bem mais agressivo,esteriotipa e ridiculariza uma classe(a classe média como um todo baseado no comportamento de uma ou outra picuinha) enquanto diz estar defendendo outra.

      • Mas é o seguinte: as “teorias da conspiração” só são passíveis de confiança se eles forem os beneficiados, caso o contrário, eles chamam você de ignorante, homofóbico, xenofóbico, nazista, fascista, genocida, ditador, anti-ciêntífico, intolerante e teórico da conspiração.

    • Resolvi dar uma bizoiada mais a fundo, e cheguei às “fontes” da pseudo-novidade:

      http://www.livescience.com/27285-genesis-death-sandwich-discovered-in-bible.html

      http://searchvisualizer.wordpress.com/2012/11/16/visualising-structures-in-ancient-texts/

      Consideração número 1: a não ser que eu não tenha prestado atenção suficiente, os tais “padrões-sanduíche” foram encontrados numa tradução inglesa da Bíblia, e não nos textos originais (hebraico, aramaico e grego koiné).

      Consideração número 2: pelo menos no caso dos originais em hebraico, os textos sagrados eram acessíveis somente a uma minoria dentro da minoria de letrados na sociedade da época, e sabendo-se que esses letrados NÃO pensavam com a cabeça de uma “pessoa moderna”, fica muito difícil acreditar na hipótese de que os “copistas originais” dos textos sagrados se dessem ao trabalho de «fazer a cabeça» dos outros leitores (e principalmente da posteridade) através de “truques lingüísticos” 😉 E mesmo que, mais tarde, se comprove que os tais “sanduíches” ocorrem também nos originais em hebraico, isso não vai implicar que eles signifiquem o que os tais “pesquisadores” ACHAM que eles signifiquem. 😉

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