Rotina esquerdista: O fim da escravidão como prova da viabilidade de qualquer mudança

9
156

slaves_in_chains1

Última atualização: 25 de janeiro de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

O cérebro humano traz algumas heurísticas, que significam processos para a resolução de problemas difíceis a partir de soluções pré-prontas, mas geralmente imperfeitas. Muitas vezes é uma operação de comportamento intuitiva e inconsciente.

Podemos definir esta rotina tanto com uma falácia, como uma heurística que adeptos de várias demandas bizarras da esquerda tem utilizado para capitalizar em cima de um fato: a escravidão acabou, e, antes disso, várias pessoas se posicionaram contra o fim da escravidão.

A rotina aparece da seguinte forma. Imagine que alguém da esquerda surja com uma demanda, como, por exemplo, que seja implementada a normatização do casamento homossexual. Isto é, não significa apenas a permissão do direito ao casamento deles, mas sim à reforma do senso comum para que isso seja percebido (inclusive a partir de coerção estatal) pela população como tão normal e aceitável quanto o casamento heterossexual. Se algum conservador de direita argumentar em relação ao absurdo desta proposta, a rotina do esquerdista será algo do tipo:

No passado, muitos propuseram a abolição da escravidão, e vários ficaram contra. Isso não adiantou, e a escravidão acabou. Você fica contra a normatização do casamento homossexual, assim como no passado alguns ficaram contra a abolição da escravidão. Então, você será vencido, assim como os contra-abolicionistas foram.

A falácia é bem bobinha, e configura um non sequitur safadíssimo.

Considere A como “discordância”, e B um objeto, como exemplo “abolição da escravatura”. A partir daí, pode-se assumir qualquer valor para B. Sendo que B pode receber qualquer valor (incluindo “normatização do casamento gay”) então um gayzista poderá dizer que “Tivemos A em relação a B, e ocorreu B, e, se hoje temos A em relação B, com um novo valor para B,  também ocorrerá B”.

O truque é tão bobo quanto citar Steve Jobs para tentar validar um projeto novo, dizendo que no passado pessoas discordaram do projeto de Jobs, mas futuramente ele se mostrou um sucesso. Logo, alguém deve apoiar o projeto desta pessoa.

Claro que um non sequitur deste porte deve ser desmascarado.

Basta mostrar que se existiu A em relação a B, e ocorreu B, no passado, hoje em dia não adianta atribuir qualquer valor para B, e achar que se existe A em relação a B, então ocorrerá novamente B.

É cada um que me aparece…

Anúncios

9 COMMENTS

  1. Mensalão em desespero, é como você falou, ele não argumenta, só usa rotinas e auto-rotulagem, é muito engraçado

    “São argumentos interessantes, eu irei utiliza-los da proxima vez que um Conde da vida vier defender a ditadura de Franco ou a ditadura militar com o argumento de que se fossem os comunistas haveria mais mortes.”

    “Eu me restringi a dizer que eram discussões interessantes e que ninguém poderia dar um juízo sem antes pensar muito bem.”

    “O auditor com carreira de sucesso que não tem dinheiro para por um template decente mas tem tempo para ler tudo que posto, comentar como Investigador e ainda manter uma média de dois posts por dia é um verdadeiro gênio, se ele diz que sou genocida, então devo ser mesmo.”

    “O mero fato dele julgar apressadamente a questão do genocídio sem uma análise cuidadosa é a prova cabal de que ele não está comprometido com a razão. “

    “O fato dele reescrever o que eu disse de modo a modificar a minha ideia (de ser anti-intelectual julgar rápido, ele alegou que eu disse que é anti-intelectual condenar Veidt) também mostra que ele não tem comprometimento nenhum com o debate racional, com a honestidade, com a verdade, com a imagem que está passando a quem não é um idiota que idolatra ele etc.”

    • Investigador,

      Esse Suriani consegue descer mais baixo do que a Helena.

      “São argumentos interessantes, eu irei utiliza-los da proxima vez que um Conde da vida vier defender a ditadura de Franco ou a ditadura militar com o argumento de que se fossem os comunistas haveria mais mortes.”

      Tradução: “A defesa contra terroristas, como no caso da Ditadura, é igual ao assassinato de civis inocentes”.

      Sem querer, ele acabou de dar um tiro no próprio pé ao comparar a morte de terroristas com a de civis. rs.

      “Eu me restringi a dizer que eram discussões interessantes e que ninguém poderia dar um juízo sem antes pensar muito bem.”

      Filosoficamente, isso não responde a questão, e não serve como argumento, e foi exatamente isso que critiquei. Dizer que a conclusão de um argumento “deve tomar tempo” ainda não é a resposta a um argumento, mas a fuga de concluí-lo. Incrivel como ele faz rodeios para fingir para a patuléia que ele não lançou uma resposta a uma questão que tem uma resposta.

      “O auditor com carreira de sucesso que não tem dinheiro para por um template decente mas tem tempo para ler tudo que posto, comentar como Investigador e ainda manter uma média de dois posts por dia é um verdadeiro gênio, se ele diz que sou genocida, então devo ser mesmo.”

      O cara é tão neurótico (e o texto de Rossiter, que sairá daqui a pouco comprovará isso), que ele avalia a renda de alguém pelo template que usa no blog, como se template de blog fosse prioridade para todos. Essa neurose dele é típica em tudo que ele escreve. A partir do momento em que ele priorizou template de blog, TODOS TEM QUE PRIORIZAR. Isso é falta de vergonha na cara, e falta de uma educação com pai e mãe normais. Aliás, comentar um post postado aqui citando ele significa “ler todos os posts”. RS. Aliás, me colaram aqui uns posts dele de Bart Erhman. Não li nenhum. E nem vou ler. O sujeitinho realmente tem traumas sérios.

      “O mero fato dele julgar apressadamente a questão do genocídio sem uma análise cuidadosa é a prova cabal de que ele não está comprometido com a razão. “
      Argumento dele em silogismo:
      (1) Eu declaro que meu oponente não julgou a questão de forma cuidadosa, pois emitiu um parecer e um argumento
      (2) Eu declaro que eu julguei a questão de forma cuidadosa, pois não emiti um parecer e não concluí um argumento
      (3) Logo, meu oponente não está comprometido com a razão, e eu sim

      Um sujeito que comete um erro lógico desse merece respeito? Claro que não.
      “O fato dele reescrever o que eu disse de modo a modificar a minha ideia (de ser anti-intelectual julgar rápido, ele alegou que eu disse que é anti-intelectual condenar Veidt) também mostra que ele não tem comprometimento nenhum com o debate racional, com a honestidade, com a verdade, com a imagem que está passando a quem não é um idiota que idolatra ele etc.”

      (1) Meu oponente julga rápido, enquanto eu julgo de forma vagarosa
      (2) Quem condena Veidt, ou ao menos emite um parecer, julga rápido
      (3) Quem julga rápido, é anti-intelectual
      (4) Quem não julga rápido, tem compromisso com a verdade
      (5) Logo, eu tenho compromisso com a verdade
      (6) Compromisso com a verdade não depende da validade do argumento, mas da velocidade com que ele foi emitido

      Ahahahhahahahahaha….

      Onde é que esse vagabundo estudou lógica?
      Coitadinho…

  2. Luciano, viste o caso dos cadernos Jandaia? Um dos cadernos tem aquela clássica cena da mulher dando a largada para dois carros começarem um racha (algo popularizado pelos filmes de juventude transviada, Velozes & Furiosos, Need for Speed e por aí vai. Já outros têm aqueles adesivos falando sobre aquela aquele tipo de piada que poderia se traduzir em “Vodka. Connecting people”. Obviamente que feministas acionaram os aplicativos Sensibilidade Artificial Histérica e Simulação de Falso Entendimento e fizeram aquele auê de costume, querendo condenar a Jandaia por crime-ideia de incitação a estupro de vulnerável. Observe-se que ficaram naquela de querer ensinar alguém a não estuprar, aquele tipo de coisa que pessoas normais irão dizer que já sabem e estupradores de verdade estão dando de ombros, mas que sabemos na prática dizer com outras palavras que “todos os homens são estupradores e é tudo o que eles são” (Marylin French), como se fôssemos monstros por princípio (olha o gnosticismo aí, gente!) e que teríamos de ser educados para fazer algo contrário à nossa natureza, por simplesmente sermos homens heterossexuais.

Deixe uma resposta