Yoani Sanchez, uma idiota útil da esquerda e da direita

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O leitor Cidadão me pediu para fazer um post sobre Yoani Sanchez e sua recente visita ao Brasil.

Tenho notado que, ao passo em que trabalho no conteúdo de meus livros, tenho perdido um pouco o foco dos comentários de notícias do cotidiano. Até por que aquilo que tenho produzido é um tanto independente das notícias do dia-a-dia. Isso talvez explique por que não escrevi nada sobre a renúncia do Papa, por exemplo.

Mas não poderia deixar de fazer ao menos um breve comentário sobre Yoani, e como vejo toda essa situação.

De início, as manifestações de petralhas e diversos marxistas anti-Yoani são o esperado.

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Gostei bastante do que disse Rodrigo Constantino a respeito das manifestações marxistas:

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O uso de rótulos negativos foi particularmente excepcional. Por outro lado, a tese de que Yoani é uma farsa do próprio governo cubano, criticada por Constantino, é mais lúcida do que parece, como se vê nos dois vídeos abaixo de Leonardo Bruno, que tem me surpreendido cada vez mais positivamente:

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O pessoal do partido Libertário, que eu sempre rotulo como idiotas úteis tanto da esquerda como da direita, também fez uma manifestação:

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Mais um vídeo das opiniões dos libertários, feito por Daniel Fraga:

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Em cima disso tudo aí, algumas análises:

Para mim, Yoani Sanchez é mais falsa que menstruação de travesti. As críticas dela nunca foram duras o suficiente, e, em alguns casos, ela chega a criticar a turma de Fidel por não aplicar o “comunismo de verdade, como deveria ser, mas sim um capitalismo de estado”. Como é? É exatamente isso que você leu. Fica claro que nada do que Yoani faz cheira bem.

Esta entrevista que ela deu ao jornalista francês marxista Salim Lamrani mostra que há algo de muito estranho na postura de Yoani. Tudo dá a impressão de que ela sabe o papel dela em uma hipotética farsa.

A questão é  a seguinte: ela parece “preparar o terreno” para ser acusada e desmoralizada pela turma de Fidel perante o povo de Cuba no momento em que o governo de lá assim o desejar. Nesse ponto, a crítica de Leonardo Bruno é realmente a melhor.

O melhor do vídeo de Bruno está no fato de que ele não usou a abordagem da “teoria da conspiração” (impressão que eu tive antes de assistir o vídeo), mas sim a lógica, comparando o tratamento dado a ela em comparação aos outros dissidentes políticos, e a dureza da abordagem de Yoani, em comparação com a destes dissidentes, assim como o estilo de vida dela, em relação a outros cubanos.

Esta suspeita em relação à Yoani, ao contrário do que Constantino afirma, não é problemática, pois temos o direito de suspeitar de qualquer coisa. Este é o paradigma do ceticismo político que aqui defendo. (Lembremos: ceticismo não é apenas ferramenta para questionarmos o paranormal e o sobrenatural, mas sim qualquer alegação, especialmente as políticas)

Ademais, enquanto Bruno suspeita de Yoani, aproveita para explicar o que acontece de fato com os dissidentes reais, e, ao mesmo tempo, caso seja verdadeira a farsa de Yoani (isto ainda é uma tese, não se esqueçam), o quanto é imoral o governo de Fidel Castro, assim como normalmente são todas as implementações marxistas.

Constantino, assim como os libertários, tem um perfil mais “idealista”, e geralmente tende a ser mais ingênuo por causa disso. Tanto melhor, pois até assim suas críticas podem ser úteis. No paradigma de Constantino e dos libertários, Yoani é uma “lutadora pela liberdade”, quando a meu ver ela é uma marxista pró-absolutismo.

Se é assim, como as críticas de Constantino, um liberal da velha guarda, e dos libertários, pode trazer algo de útil?

Primeiro por que, se existir de fato uma farsa (como diz Bruno), ela é feita para ter maior efeito dentro de Cuba em si, mas a ilha de Fidel Castro é irrelevante hoje em dia. O povo cubano come o pão que o diabo amassou pois fez suas escolhas erradas ao cair no engodo do papo revolucionário no tempo da ação de guerrilha de Fidel e Che. Segundo, ainda assim, podemos usar o que ocorre com Yoani como um exemplo da situação crítica de Cuba não para os cubanos (que, como já disse, estão em uma prisão, e portanto não tem o que aproveitar dessa situação), mas para todos os outros.

Enfim, quem criticar as manifestações marxistas contra Yoani, está falando para os não-cubanos e não-marxistas, e, neste caso, há uma utilidade para as críticas tanto de Constantino como de Daniel Fraga, independente dela ser uma farsa do governo cubano ou não.

Se as críticas de Constantino e Fraga não são tão contundentes quanto as de Leonardo Bruno, ainda assim são úteis e causam ruído.

Devo ressaltar o aspecto extremamente positivo da participação dos libertários em manifestações pró-Yoani (embora eles não saibam que ela na verdade é esquerdista, ou, se sabem, não estão nem aí), mostrando que já existe um movimento anti-esquerda no Brasil. Enquanto a direita conservadora pratica seu tradicional ato de contrição, na maior parte dos casos, os libertários, que gostam de se definir entre esquerda e a direita, estão finalmente batendo na esquerda. E isso nos mostra que os libertários podem nos ser mais úteis do que parece.

Por fim, resta os únicos que pagaram mico de fato nessa história, e foram os manifestantes anti-Yoani, todos eles merecedores de uma mensagem “Shame on You!” esfregada na cara deles.

O momento mais patético é este:

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Em resumo: o respeito que nutro pelos marxistas e pela própria Yoani é zero. Gosto de alguma coisa das ideologias defendidas por Constantino e Fraga, mas acho-os ingênuos e idealistas, e não raro atendem a agenda da esquerda. Mas, se desferirem ataques na esquerda, como fizeram agora ao esculhambar moralmente os manifestantes anti-Yoani, ótimo. As críticas mais lúcidas surgiram dos conservadores de direita, em especial Leonardo Bruno, mas estes não tem a energia para a ação de manifestação tal qual possuem os libertários.

Por isso, no saldo final, mesmo com idiotas úteis espalhados por todos os lugares (categoria a qual não pertencem os conservadores de direita, neste caso), o saldo da visita de Yoani Sanchez ao Brasil tende a ser positivo para a direita, e negativo para a esquerda.

Resta saber o que a direita fará com isso…

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19 COMMENTS

    • Acho que não. Esse tipo de “combinação” ia ficar muito difícil de controlar. A meu ver, os manifestantes anti-Yoani são idiotas úteis do nosso governo, mas não creio que eles estejam cientes de uma possível armação.

      Abs,

      LH

  1. Todo humanista é psicopata, veja o Blog do Mensalão

    “O que pode parecer um simples pergunta baseada em suposições históricas na verdade é um fato histórico narrado no filme “Lincoln”, de Steven Spielberg, que esteve em cartaz no Brasil: a aprovação da lei que proibia a escravidão nos EUA de fato demandou a compra de parlamentares com cargos. Não que eu particularmente deseje fazer a peripécia de Lula e de seu partido parecer menos condenável – já digo isso antes que essa ideia ridícula possa nascer nas cabeças menos voluntariosas (ou nas mais maquiavélicas). Na verdade, desejo lembrar que em questão de moralidade, nunca há mal que é sempre mal e nunca há bem que é sempre bem. Não existe uma linha que separa o bem do mal, tal como uma folha de papel metade branca e metade preta com uma linha de interface perfeitamente distinta, mas sim uma infinidade de tons de cinza entre as duas extremidades (opa, não me refiro aos livros sobre sexo). E assim como nas ilusões de ótica, o cinza pode parecer quase branco quando ao redor de uma figura preta, e parecer quase preto quando ao redor do branco, numa “ilusão moral” um mesmo ato pode parecer perfeitamente bom em alguns contextos e ruim em outros.

    Nossas mentes simplicistas procuram classificar tudo como bom ou mau de maneira dicotômica e por vezes até dogmática – se X é errado, então X não pode ser considerado certo jamais e nem podemos discutir o assunto. Isso sem sombra de dúvidas facilita o debate e dispensa o ato de pensar e refletir, mas definitivamente não é a maneira mais adequada de pensar, pois a realidade não é dicotômica. Sim, sempre haverão aqueles que levarão até o limite e tentarão fazer seus crimes parecerem lindos contos de fada ou até quem sabe o duro desfecho de uma série de fatos que só podia ser concluída de uma única e inevitável maneira. Mas isso não faz que seja menos certo pensar de outra forma, pois estaríamos praticamente alegando que seríamos incapazes de julgar cada caso com sabedoria e de saber distinguir até onde vai a retórica viciada de alguém que quer escapar da punição por seus crimes.

    O filme Lincoln, entretanto, não propõe esse debate, já que o Mensalão não é um evento muito conhecido nos EUA (que estão se lixando para nossos problemas políticos). Mas quando um brasileiro assiste ao filme, ele pode perfeitamente aplicá-lo ao nosso contexto e se perguntar se em certos casos o Mensalão seria moralmente aprovável. Afinal de contas, o Mensalão Republicano envolvia a compra de parlamentares com cargos, o que significa literalmente uso de dinheiro público para interesses do partido. Não há diferenças muito significativas, pelo menos não no aspecto técnico, entre a realidade americana e a brasileira. Isso foi literalmente o tal do “emparelhamento do Estado” que tanto se fala por aqui. Mais do que isso, poderíamos nos perguntar se o certo seria punir eles mesmo sua postura não sendo moralmente condenável já que o exemplo poderia ser seguido para praticar o mal.

    E quem quiser ver um filme que propõe um debate do tipo, apesar de não muito convincente, é o filme Watchmen (que inspirou meus textos da série WatchGOD). Na tentativa de evitar uma eminente guerra nuclear decorrente de um caminho alternativo no qual se desenrolou a Guerra Fria, o “vilão” do filme destrói algumas das maiores cidades do mundo, dizimando todos seus habitantes, e coloca a culpa sobre um super-herói conhecido em todo o planeta, o Dr. Manhattan. No contexto de Guerra Fria, isso significou uma dissolução instantânea das tensões e uma união dos países em conflito pelo bem comum de eliminar o Dr. Manhattan. Quando questionado porque fizera isso, Veidt responde: “matei milhões para salvar bilhões.” Acho que ninguém comprometido com a razão seria capaz de condená-lo antes de ponderar a questão cuidadosamente.

    Enfim, abaixo um pequeno review do filme, para quem se interessou mais sobre esse capítulo da história americana.”

    • A mente deste cara é distorcida. Todo humanista começa a se tornar meio psicopático assim em suas análises, julgando genocídios como coisas “legais”. Amanhã publicarei um material de Lyle Rossiter, demonstrando que esquerdismo é uma doença mental.

      Incapaz de julgar as coisas, dá para notar que o Suriani nem foi capaz de dizer se o Mensalão foi moralmente correto ou não, e depois citou o filme Watchmen, para justificar o genocídio de pessoas.

      Uma pessoa normal diria que a compra de votos com o dinheiro público é sempre imoral, mesmo que muitas vezes atos imorais são feitos, e depois podem ser racionalizados. Por exemplo, Lincoln poderia dizer aos cidadãos pagadores de impostos: “Usamos seu dinheiro de impostos para comprar votos, o que é imoral, mas abolimos a escravidão. Tudo bem?”. Se o povo disser “tudo bem”, ótimo, o que não muda o fato do primeiro ato ser imoral ou não.

      Aliás, o ato é imoral sim, mas a história pode julgar, com o tempo, se o ato imoral pode ser justificado ou não, mas ainda assim é imoral.

      No exemplo do filme Watchmen, ele diz que quem tem “compromisso com a razão, tem que julgar o genocídio de maneira diferente”, mas é o contrário. Um genocídio é sempre um genocídio. (Aliás, quem disse que as pessoas que morreram no genocídio prefeririam morrer para salvar as outras? Por que as pessoas ‘salvas’ seriam melhores que as que morreram? Qual o critério?)

      Aliás, o sujeito além de defender um genocídio, defende uma armação para que “temporariamente as culpas recaíssem em cima de alguém que não pudesse ser punido” (Dr. Manhattan). Quem asssitiu o filme Watchmen sabe que não dá para dourar a pílula.

      Aliás, armar um falso genocídio, e imputar uma falsa culpa em alguém, significaria a “salvação” onde?

      Só mesmo no mundo da ficção…

      Em suma, o Suriani é um defensor de genocídios na PRÁTICA.

      Mas ele não é o único. Ele é apenas um humanista…

      Abs,

      LH

  2. De fato, esses vídeos do Leonardo Bruno dão uma boa luz a respeito da coisa toda. Fica porém a dúvida sobre por que motivo teriam chamado manifestações contrárias à blogueira. Partindo-se do princípio que ela seja opositora de mentirinha e que, como tal, seria útil que ela falasse seu discurso genérico o máximo possível, acaba ficando estranho que o monte de babuínos sempre interrompa suas intervenções e ela sequer possa tentar influenciar as mentes que interessariam ao governo cubano que fossem influenciadas.
    Que os anti-Yoani fizeram um papel extremamente idiota, isso fizeram, a ponto de a terem deixado em paz no Rio. Provavelmente a cabeça que os comandava deve ter notado que a cada vez que eles faziam suas algazarras, mais queimado ficava o filme do movimento como um todo, incluindo aí as lideranças. Logo, era mais negócio deixá-la em paz na Cidade Maravilhosa. Acabaram por colidir com a mentalidade historicamente diplomática de nosso povo e receberam de resposta a reação esperada para quem soubesse que brasileiro não gosta de quem faz as coisas por pura afronta. Se formos raciocinar levando em conta a possibilidade de oposição falsária, pode ser que quem comanda os protestos tenha usado a ocasião para experimentar a funcionalidade da tal “intolerância em nome da tolerância” em ocasiões de mais mídia cobrindo. Não esqueçamos que o modo babuinesco foi usado contra Don Bertrand de Orleans e Bragança na Unesp quando este ia palestrar, mas o herdeiro da família imperial nem de longe é alguém que gere cobertura da imprensa como a tal Yoani.

    Logo, é possível que as próximas ações tomadas pelos líderes sejam mais discretas e de bastidores, baseado na má repercussão que tiveram ações que normalmente funcionariam mais em outros países. Em relação à oposição à religião política de matiz marxista-humanista-neoateísta, podemos considerar que este foi o momento em que ela deixou de ter vergonha de se manifestar, mas ainda assim fica a pergunta sobre se também não foi algo intencionado pelos que usaram os anti-Yoani de fantoches. Por que digo isso? Pelo tal fato de que estamos notando o surgimento de uma força contra o tal matiz, mas beneficiada pelo anonimato da internet. Nada deixa os marxistas-humanistas-neoateístas mais loucos do que não conseguirem ver um rosto naqueles que os opõem, justamente porque terão menos chance de aplicar suas estratégias intimidatórias. Veja-se nos muitos pontos de debate de internet a lavada que eles vêm tomando justamente por causa da proteção fornecida pela natureza da rede. Você sabe que há uma pessoa por trás daquelas linhas, mas não sabe onde ela mora (pode ser em uma favela), quais as preferências dela fora do ramo político (de repente, o cara pode gostar de Don e Ravel, mas os que amam chamar todo mundo de fascista não terão como usar essa informação contra o cara por ela não estar exposta), quais as atitudes interpessoais dela (para ficar acusando a pessoa daquilo que quem acusa é), com o que trabalha (para tentar prejudicar essa pessoa em ambiente essencial para seu sustento) ou o que mais se possa incluir aqui. Raciocinando-se segundo a hipótese da oposição não tão opositora e os inocentes úteis gritando contra e atraindo os favoráveis, eles acabam por conseguir dar um rosto (ou uns rostos) àquilo que os deixava como baratas tontas e podem inclusive tentar fazer algo parecido à tal infiltração que fizeram entre os exilados cubanos na Flórida, para daí tentar manobrá-los para longe não só de Cuba, como também da cena marxista-humanista-neoateísta brasileira.
    Logo, também é para se olhar com atenção o que pode acontecer no pós-Yoani no front do combate à religião política de matiz marxista-humanista-neoateísta. Sigo considerando que o voo abaixo do radar é o mais seguro, mas será preciso construir um “Stealth” do pensamento para os próximos assaltos da luta. No voo abaixo do radar, você está em um ponto no qual não te identificam. Quando se é “Stealth”, o radar não te pega, mas você se torna visível quando está em uma situação que oferece perigo real, mas com a visibilidade te expondo a ser derrubado. Vai ser preciso caminhar com cuidado e ver se ao protestar em favor de Yoani não agiram exatamente como quem comandou a claque anti-Yoani queria que agissem, para que agora consigam delimitar melhor o cenário.

    Como já havia dito para o Luciano, novamente é de se perguntar se não há como se usar os marxistas-humanistas-neoateístas como inocentes úteis contra eles próprios (vide o tal artigo do PSTU sobre Yoani em que descem a lenha no regime de Fidel). Que a parte de deixá-los papagaiar “fascistas, fascistas, não passarão” à vontade foi eficiente para jogar contra eles próprios o efeito que queriam colar em quem os opõe, foi, mas ainda assim caindo no campo do involuntário. Deve haver uma forma de deliberadamente jogar os marxistas-humanistas-neoateístas contra eles próprios além de fazê-los cavar a própria cova por vontade própria e não o efeito secundário que vimos.
    Ainda sobre Yoani, é importante que todos nós assistamos nesta segunda ao Roda Viva em que ela participa. É bem provável que a mesa de perguntadores seja daqueles que só levantam a bola para ela cortar (como tem sido esse programa nos últimos tempos), mas vai que alguém lá tenha visto os vídeos do Leonardo Bruno e a ponha mais contra a parede.

    Seguem as outras partes que o forelo filmou da passagem de Yoani por São Paulo:

    http://www.youtube.com/watch?v=EHOAVrgxIUo

    http://www.youtube.com/watch?v=srd6axkGxqI

    http://www.youtube.com/watch?v=-yXecxZG71E

    http://www.youtube.com/watch?v=ecKMJ5Nx6bA

    http://www.youtube.com/watch?v=vLTvTtohm0E

    http://www.youtube.com/watch?v=rAmlQy_T5yc

    http://www.youtube.com/watch?v=b75Wrqj1T4U

    http://www.youtube.com/watch?v=hF6Kx-m0nPY

    http://www.youtube.com/watch?v=S1CKR9NZtGo

    Vasculhando no mesmo YouTube, vejo também este vídeo em que aparece a blogueira me questão, datado de 9 de novembro de 2012:

    http://www.youtube.com/watch?v=qVo8Kb5c5ic

    Falando sobre Cuba em geral, eis que surge esta notícia sobre Raúl Castro falando que será seu último mandato, bem como se fala de Miguel Díaz-Canel como sucessor, o que pode significar que tenham notado que não vale a pena criar uma monarquia comunista como a norte-coreana, mas ainda assim podendo fazer valer o poder e as conexões da família Castro, desta vez exercendo o poder indiretamente (tal qual militantes costumam fazer nas democracias e evitando que se exponham como aqueles que possuem tal atributo de maneira direta). Ainda falando em família Castro, é possível que passem a atuar de maneira marxista cultural dentro de uma ilha marxista clássica: Mariela, filha de Raúl Castro, diz que irá combater a homofobia, algo estranhíssimo se pensarmos que o regime castrista foi justamente o período mais homófobo (aqui obviamente falando de reais agressões a homossexuais por serem homossexuais e considerados um desvio burguês do capitalismo). É possível que usem essa bandeira como uma forma de fazer caça às bruxas dentro do território insular, pois não seria de graça que permitiriam a que Mariela Castro ficasse mais vocal em relação às atrocidades cometidas por gente de sua família até um passado recente.

  3. Parabéns Luciano,
    Também penso que embora a Yoani seja fake, isto contribuiu para demonstrar a força do movimento libertário, que está batendo desta vez na esquerda, e isto tem uma boa repercussão.
    Enquanto os conservadores estão sem força, apesar de ter uma análise muito mais cética e realista da questão.

    T+

  4. Luciano, compartilho do seu pensamento. Coloquei um comentário (ainda não aprovado, mas creio que o Leonardo vai aprová-lo) no blog do Leonardo Bruno mostrando como a própria direita não tem noção nenhuma de estratégia para enfrentar a esquerda.

    Se essa Yoani é uma agente cubana, isso para mim não quer dizer nada. O que os anti-comunistas tem que fazer é saber utilizar a passagem de uma “critica” da ditadura cubana em proveito para um ataque a essa ditadura.

    Em meu comentário no blog do Leonardo Bruno falei sobre como hoje eu vejo o embargo americano a Cuba como mais benéfico a ditadura cubana do que uma arma contra a mesma.

    Todos nós sabemos que toda ditadura comunista consegue manter na escravidão os seus cidadãos: Obrigar as populações dos respectivos países a viverem na penumbra, é comum nas ditaduras comunistas. E essas ditaduras conseguem isso facilmente.

    Então vejo hoje que o embargo americano dá mais armas para todos os movimentos comunistas do mundo. É claro que eu sei que esse embargo americano só impede que os Estados Unidos façam negócios com Cuba e que praticamente TODOS OS PAÍSES DO MUNDO mantem negócios com a ditadura. Mas quem conhece as táticas comunistas, sabe muito bem que o cinismo dessa gente trabalha através da falsidade.

    Eu dou um exemplo:

    Todos os dissidentes chineses que conseguiam fugir do “paraíso chines” de Mao Tsé Tung, assim que alertavam o Ocidente dos crimes praticados pela ditadura comunista chinesa, eram ridicularizados pelos militantes comunistas ocidentais de mentirosos e agentes do imperialismo. Isso acontecia porque ninguém no ocidente, provavelmente só a elite da esquerda ocidental, tinha acesso ao que acontecia na ditadura maoista. Assim que a economia chinesa teve uma pequena abertura, os acessos aos crimes da ditadura chinesa ficaram muito mais evidentes e as claras. Tudo devido a entrada na China de muitas multi-nacionais estrangeiras e trabalhadores estrangeiros dessas multi-nacionais (trabalhadores estrangeiros, sim. Pois na China não tinha mão-de-obra qualificada) que adentraram no país e que provavelmente revelavam a podridão do “paraíso comunista”.

    Pergunto: E se de repente o Governo Americano anunciar o fim do embargo americano a Cuba?

    Será que assim que chegar no país muitas multi-nacionais estrangeiras com seus trabalhados estrangeiros qualificados, pois em Cuba não tem mão-de-obra qualificada, e devido ao tamanha pequeno do território cubano, esses crimes e denuncias contra a ditadura cubana não ficariam mais expostos?

    Começo até a desconfiar que os primeiros a ficarem contra ao fim do embargo americano será a própria ditadura cubana e seus agentes idiotas úteis.

  5. Luciano, viu esta treta envolvendo o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odílio Scherer? O mais importante da coisa é que aqui caímos na mesma lógica dos protestos anti-Yoani que subitamente sumiram quando ela pôs os pés no Rio: deixaram os marxistas (aqui não importando se do tipo clássico ou cultural) falar bastante para que a própria fala deles os desmoralizasse.
    Note-se que a missa de D. Odilo tem importância estratégica. Imagine aí algo como os cristãos que iam de cabeça erguida aos coliseus e o efeito multiplicador disso na Roma daquela época. O cardeal pediu desagravo às blasfêmias ditas contra o papa e fez a missa do jeito que faria normalmente, jogando na lomba dos revolucionários de apartamento a responsabilidade de qualquer coisa. O religioso sabe que aqueles que gritam contra ele são os mesmos que pagam mensalidade para estudar na instituição e que em último caso só estão lá mesmo por concessão da Igreja. Cada “PUC laica”, “fora Igreja” ou “adeus Bento XVI, Anna Cintra agora é sua vez!” acaba depondo contra quem os profere, tal qual os impropérios depuseram contra os anti-Yoani a ponto de ficarem desmoralizados e não terem aparecido no Rio.

    Pense em D. Odilo tocando a missa normalmente como aquela reação normal que teríamos em relação àqueles profetas do apocalipse que se vê nas praças centrais: você respeita a liberdade de expressão deles e os deixa se expressar, mas nada além disso. Você não se afeta pelo que ele diz, mas o deixa totalmente livre para dizer o que for. Agora imagine o cardeal como o cidadão comum e os marxistas culturais como os tais profetas do apocalipse. Se os profetas do apocalipse passam do limite, você apenas solta uma frase de efeito, que é o tal lance de lembrar que a universidade é católica e, portanto, subordinada ao papa e ao Vaticano.
    Os marxistas em questão apenas e tão somente morderam uma isca que lhes foi jogada. Acabaram por se revelar por intolerantes, pois fizeram auê onde não deve haver. Acabaram por se expor ao ridículo sem que o outro lado precisasse pronunciar uma palavra sequer além de lembrar o que eles sabem de antemão.

    Seguem vídeos:

    http://www.youtube.com/watch?v=4Ar68ojBi_o

    http://www.youtube.com/watch?v=VDkXOK-fDAc

    http://www.youtube.com/watch?v=sc8eIzFvYuc

    http://www.youtube.com/watch?v=M5HJWJWVSNA

    • Mais vídeos sobre o episódio. Começo por este, que também está na postagem do padre Paulo Ricardo:

      http://www.youtube.com/watch?v=k2cmVmJw-aM

      Captemos aqui o que há de mais importante, que é sua descrição:

      Publicado em 23/02/2013

      MAIS INFORMAÇÕES AQUI: https://www.facebook.com/DemocraciaPUCSP?ref=stream

      EM UMA SEXTA FEIRA NORMAL COMO DE COSTUME A NOSSA FACULDADE PUC-SP É INVADIDA PELO CARDEAL DOM ODILO E SEU TIME DE MILHÕES DE FIEIS PARA FAZER UMA POSIÇÃO ATÉ O PATIO DA CRUZ E OPRIMIR OS ALUNOS COM OS IDEAIS DA IGREJA CATÓLICA.
      NÃO É ASSIM QUE AS COISAS SE RESOLVEM, DIALOGO JÁ!!!!

      Sim, são exatamente esses os absurdos que o senhor Bruno Garcia, dono do canal, põe na descrição do vídeo. Porém, o mesmo foi devidamente lapado pelos comentaristas, como se pode ver aqui. Ficou tão feio para quem postou o vídeo que podemos ver um sorriso amarelo mesmo que não haja foto da pessoa dona do canal

      kkkkkkkkkkkkkkk só rindo de vcs msm pessoal, só to passando a informação pra galera aqui, se vc for mal educado n precisa comentar.

      eu acho que vcs deviam conhecer um pouco doq ta rolando la dentro pra dar opinião, um beijo no coração de tds

      Se ele está falando “rindo de vcs” (sic), significa que ele acha as pessoas a seu redor ridículas e que ele seria um luminar em patamar mais alto. Porém, nada muda o fato de que ele está em uma universidade católica e que se esta permite a entrada de comunistas e pessoas de outras religiões (seja do tipo normal ou do tipo político), é uma concessão que a Igreja faz à sociedade, o que significa que os que recebem tal concessão precisam agir segundo conformes para serem dignos de tal. Pense aí em algo como uma rede de concessionárias de carros. O titular recebe do fabricante a concessão para que venda os modelos, mas em troca tem de seguir os conformes que a marca preconiza (padronização de revenda, procedimentos e outros detalhes). Ele até pode inventar algo em cima, mas não pode divergir muito daquilo que o fabricante autorizou. Se passa uma determinada linha, dá autorização a descredenciamento. Teoricamente a administração da PUC-SP poderia expulsar esses alunos, mas sabe que eles são mestres do vitimismo e, portanto, torna-se melhor ridicularizá-los na sutileza (o tal lance de deixá-los morrer pela boca, como ocorreu com os anti-Yoani). D. Odilo acabou deixando para as pessoas comuns fazerem isso, como o caso deste comentário de Diogo Freire:

      Na moral, você tem algum problema? Sabia que PUC significa Ponticifia Universidade Catolica? E que quem manda nela é o Cardel arcebispo de São Paulo? Então, não! Ele não está invandindo a PUC.

      E este outro:

      Não vi em nenhum momento Dom Odilo oprimindo os alunos, pelo contrario. Você e os demias que estavam protestando tem um sério problema de interpretação até para entender o nome da PUC

      Vamos agora para outro vídeo dentro do mesmo canal do Bruno Garcia:

      http://www.youtube.com/watch?v=VrJ0oDqgsa8

      E a descrição do mesmo é outro show de comédia:

      PARA SABER MAIS SOBRE OQ TA ROLANDO: https://www.facebook.com/DemocraciaPUCSP?ref=stream

      O TIME DE MENTES CONTROLADAS POR UMA DOUTRINA ULTRAPASSADA CONHECIDA COMO IGREJA CATÓLICA QUE PENSA QUE PODE CONTROLAR OS JOVENS DE MANEIRA OPRESSORA, VIVA A RESISTÊNCIA!!

      Novamente, fica a pergunta sobre por que raios o cara acha-se no direito de chamar de opressora uma Igreja Católica que lhe permite inclusive falar suas abobrinhas e permite-lhe estudar lá sem persegui-lo por pensar de maneira diametralmente oposta. Porém, quem vir o vídeo notará que, a exemplo dos manifestantes libertários que se sentiram à vontade para peitar os anti-Yoani e acelerar a ridicularização dos comunistas em questão, também se sentiram à vontade as pessoas comuns para gritar “Dom Odilo, Dom Odilo”. A tal missa com bênção da cruz, com direito ao cardeal arcebispo entrando no meio da claque e falando na paz e sem medo acabou servindo de sinalização para os contrários ficassem encorajados a falar seu pensamento também sem temor. Pense em alguém olhando aquilo e dizendo algo como “se o D. Odilo foi no meio de uma arena com feras, por que eu tenho de ficar quieto?”. E novamente houve enxurrada de comentários mandando o cara do vídeo passear e lembrando que se um não-católico está em uma universidade católica, o está por convite da mesma, mesmo que tenha merecido estar lá após passar em vestibular. Tudo bem que teve uma tal de Giselle Leigh soltando clichês decorados, mas ainda assim que se note o teor do resto dos comentários e o tamanho do tiro no pé da causa defendida pelo postador do vídeo. Após tantas lapadas, mais uma não-resposta:

      Puts galera, acho que vcs deviam saber um pouco mais doq ta rolando dentro da PUC pra dar opinião!!!

      Novamente a velha história de ele se achar superior às pessoas que o contestam e dizer que ele sabe algo da PUC que outros não saberiam, mas vamos considerar novamente como uma derrota por ele não ter o que contra-argumentar e voltando ao princípio. Por fim, um vídeo com a versão da Arquidiocese de São Paulo:

      http://www.youtube.com/watch?v=ASRHc3qYPAc

      O foco foi mais em D. Odilo, mas note-se aqui as palavras que ele deixa, lembrando que a Pontifícia Universidade Católica submete-se à Santa Sé, bem como a narradora lembrando que o procedimento de dignificação da cruz é procedimento normal e que se repete independente de haver gente de diretório que fique irritada com isso.

      • PQP como esses catolicos são bunda mole. A faculdade é catolica, é da igreja e essas antas esquerdistas querem o que afinal??? Me impressiona que até em suas proprias instituições eles se permitem serem pisados e humilhados.

  6. Sabe o problrma maior da Yoani, penso eu? Ela é direitista, mas mora em Cuba, tem parentes lá, filho, marido etc e sabe que apesar de dissidente, tem de “manerar”, senão…
    Ela saiu de lá sob essas condições, comporte-se, e logicamente foi instruídas a não revelar os “super podres”, senão…
    Mas creio que à sua volta os 2 velhotes malucos donos do curral CUba, e antes de morrerem verão o “paraíso” e seu “gado encurralado” querer sair do estábulo à força…

  7. Estava a pensar nessa possibilidade de Yoani ser agente castrista disfarçada, embora mesmo após os textos e vídeos eu ainda não dê tanta credibilidade a essa hipótese. Ainda preciso pesquisar e esperar muito mais para ter uma opinião formada, e ainda suscetível a mudanças.
    Porém, penso justamente no ponto de que, se a blogueira realmente é aliada do governo cubano, sendo a repressão, agressões e sequestro sofridos pela mesma histórias inventadas, isso possivelmente seria uma tática de desmoralização por parte dos castristas para com os dissidentes em geral: uma estratégia com o objetivo de criar, no caso da mesma ser realmente uma farsa, criar uma imagem que deva se alastrar para os dissedentes honestos e verdadeiros. Ou seja, usam uma dissidente de mentira e a desmascaram(exceto na parte que diz respeito à sua aliança com o plano de desmoralização) publicamente, consequentemente , no momento em que aparecem os verdadeiros dissidentes a divulgar críticas de forma pública, o público superficial lembrará daquela ”mentirosa Yoani” e pre-julgará os críticos honestos como mentirosos.
    Mas enfim, apenas divago sobre o tema, não tenho ainda opinião consistente por falta de dados mais sólidos.

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