Eli Vieira, um geneticista embusteiro

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A poeira desta polêmica já passou, mas esse vídeo ainda é utilíssimo.

Uma refutação completa do discurso de Eli Vieira, demonstrando dois pontos críticos no raciocínio dele:

  1. A homossexualidade é determinada geneticamente: Mas os dados, conforme demonstrados neste vídeo, no máximo demonstram uma influência genética, mas não determinação. Eli cometeu fraude intelectual ao somar estudos com problemas de metodologia e superados, junto com estudos recentes com números bastante diferentes, para alcançar uma média fajuta. (Eu já havia apontado isso em minha refutação, mas o autor deste vídeo de refutação foi mais detalhado que eu)
  2. 44% dos homossexuais masculinos sofrendo abuso na infância não provam nada: Novamente Eli Vieira mentiu, pois Silas Malafaia estava correto ao citar que há um alto número de homossexuais masculinos que sofreram abuso sexual na infância, enquanto apenas 7% dos heterossexuais sofreram o mesmo abuso sexual. (E esse assunto eu não havia tratado ainda)

Eu nunca havia parado para pensar no assunto, mas, se a homossexualidade é apenas levemente influenciada geneticamente (mas não determinada), e há um alto número de homossexuais que sofreram abuso sexual na infância (em comparação com um número várias vezes menor de heterossexuais), é possível que um número de homossexuais (mas não todos, obviamente) o seja não por desejo, mas por traumas originados de abuso na infância.

Esse é um bom argumento para terapia de reorientação sexual, que, naturalmente, não é adequada para todos os casos, mas parece ser muito interessante para aqueles que se tornaram homossexuais por questões de traumas mal resolvidos.

Enfim, o vídeo demonstra que Eli Vieira não passa de um embusteiro, um sujeito que já começa mal em sua carreira acadêmica de geneticista.

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25 COMMENTS

    • A “jurista” gayzista Maria Berenice Dias desperdiçou alguns megabytes fazendo um ridículo vídeo onde não diz absolutamente nada de relevante.

      A matriarca do ativismo judiciário gay apenas repete aquela bem conhecida série de clichês gayzistas, estatistas e coitadistas clássicos e, cheia de “otoridade”, tenta mandar o Silas Malafaia calar a boca.

      Que coisa deprimente para alguém que se considera uma douta “jurista”, ex-isso, ex-aquilo, coisa e tal. Dá até vergonha alheia.

      Alguém avise à respeitável senhora para ir dar ordens na parada gay, que é, praticamente, o único ambiente onde alguém pode levar a sério toda essa bobajada que ela fala.

  1. Ayan, ultimamente me veio uma dúvida sobre essa história toda: é mais do que óbvio que o ser humano é um animal, e que seus instintos ainda estão presentes hoje em dia, por mais avançado intelectualmente que a gente seja. Nesse caso, a terapia poderia mesmo mudar o comportamento sexual (seja de hétero para homo, ou vice-versa) ? Digo, se já faz parte do instinto do indivíduo ser gay, ele poderia ser alterado?

    • Se for um instinto? Acho que não é impossível, mas creio que seja difícil. Se for originado de um trauma, não de um instinto natural, creio ser mais fácil.

      Abs,

      LH

  2. Luciano, viu esta postagem da revista Fórum? Observem que estão querendo pôr em um mesmo balaio o Olavo de Carvalho, o Júlio Severo, o pessoal que compõe o chamado Movimento da Real e aqueles dois presos acusados de arquitetar um atentado à UnB. Porém, não conseguiram o efeito desejado pois, como se pode ver, a maioria dos comentários é das pessoas que teoricamente seriam tudo aquilo de ruim que a matéria está falando, pessoas essas que inclusive estão corrigindo várias coisas que o texto diz, bem como lembrando que existem mulheres antifeministas e o fato de terem descartado associação entre a Real e a dupla presa. Além disso, o próprio Olavo manifestou-se e perguntou que provas teriam de que seus textos teriam incitado episódios como o Massacre de Realengo e a tal dupla que queria fazer atentado na UnB. Note-se também que o único link que passam é o da Lola, que costuma querer igualar o pessoal da Real aos planejadores de atentado da UnB (sendo que as notícias a respeito desse assunto e o inquérito da Polícia Federal descartaram quaisquer conexões).
    Pensando-se em perspectiva histórica, podemos considerar que formou-se uma espécie de tropa de choque contra as insinuações de dizer que a propagação de uma determinada ideia contrária ao marxismo cultural seria geradora de crimes. É de certa forma algo parecido à militância pró-Yoani que foi ao Conjunto Nacional e fez os anti-Yoani manifestarem-se de uma maneira que gerou tanta vergonha alheia que a desmoralização naquele episódio fez com que os comandantes de uma suposta claque carioca desistissem de fazer o mesmo a que a blogueira cubana foi submetida no Nordeste e em São Paulo. Note-se na postagem que também usaram o mesmo método que os marxistas-humanistas-neoateístas costumam usar: um monte de gente foi lá postar. Possivelmente isso tenha começado por Olavo, que diz ter feito um comentário que foi apagado e, sabendo que possui um certo número de leitores, pediu que estes fossem lá protestar. Antes disso, ele havia deixado um link para o artigo em questão.

    Parece que a vida dos discípulos de Gramsci e amiguinhos não está mais tão livre de ter de dar explicações como foi outrora.

  3. Pelo visto os conservadores enfim entenderam que estão numa guerra política
    Malafaia irá colocar na justiça o site Avaaz,que estava fazendo uma campanha contra o registro de Malafaia
    segue o link http://www.tribunahoje.com/noticia/55742/brasil/2013/02/21/silas-malafaia-vai-processar-site-que-tenta-cassar-registro-de-psicologo.html
    esse mesmo site Avvaz retirou um boicoite contra a cassação do mesmo :http://www.ofuxicogospel.com/2013/02/boicote-peticao-que-pede-pela-nao.html
    Além disso, a polêmica do video do Eli Vieira , biologos e outros internautas refutaram o video dele como esse aqui http://www.youtube.com/watch?v=ldMFXDzl3rM&fb_source=message

  4. Os militantes Gayzistas que retiraram o video do ar acabaram dando um tiro involuntário nos prórios pés, pois agora os conservadores cristãos , agoram ganharam 2 pontos, primeiro o materia de refutação a tese de Eli se espalhou , e o segundo , que os conservadores podem usar a retirada do video para capitalização política , pois a partir de agora , qualquer acusação que esses militantes fizerem contra os conservadores , a partir de agora , torna-se injustificada , pois são os militantes é que estão querendo calar os seu oponentes .

  5. no que consistiria uma terapia de reorientação? pq não há estudos que permitam fazer isso. não há resultados de pesquisas,testes nem nada conclusivo sobre as causas da homossexualidade para permitir uma terapia desse tipo. Se formos tratar de traumas,de qualquer tipo, o foco não está em reorientar a pessoa e sim em ajudar na reelaboração do trauma vivido. A pessoa deixar de ser homo pode ser consequência ou não.
    Mesmo se tratarmos como algo comportamental, para se mudar um comportamento é preciso saber quais os estímulos que o faz ocorrer, quais estímulos ajudam no desencadeamento, quais são os reforçadores que o mantém, qual a história de vida da pessoa para sabemos os repertorio da mesma, descobrir o que há de comum (como um padrão ) entre homossexuais para a partir dai propor uma intervenção e testá- istória de vida da pessoa para sabemos os repertorio da mesma, descobrir o que há de comum (como um padrão ) entre homossexuais para a partir dai propor uma intervenção e testá-la em experimentos para ver se é eficaz. Não fizeram nem o primeiro passo, não há como pensar em uma terapia baseada em ideias inconclusivas.
    é o mesmo que abrir uma clínica e dizer que ta curando aids ali,dizer que faz não significa nada.

    • Jéssica,

      Suas analogias são logicamente falsas.
      A proposta de tratamento de AIDS é negada pelo fato de que ninguém foi visto “deixando” a AIDS, mas, no caso do comportamento gay, temos vários casos de modificação do comportamento/orientação.
      Portanto, não é o mesmo que “abrir uma clínica” e dizer que alguém cura AIDS.

      Vc fracassou nesta tentativa.

      Outro problema é quando você diz que “no que consistiria uma terapia de reorientação? pq não há estudos que permitam fazer isso”, mas a verdade é exatamente a oposta. Qualquer reorientação é possível, desde que não condicionada a elementos que a limitem. Exemplo: deixar de fumar, deixar de beber, abandonar a vontade de ter filhos para buscar uma carreira… isso são reorientações.

      E os casos de traumas, se resolvidos, já levariam as reorientações, pois teríamos, conforme o vídeo demonstrou, um íncide de homossexualidade relacionado a traumas de abuso na infância, que, se resolvidos, levariam às reorientações.

      Esta polemica feita pelos gays sobre terapias de reorientação sexual não passam de um moralismo artificial e patético.

      Abs,

      LH

      • quando comparei os dois foi pelo fato de se oferecer um fim desejado com meios obscuros, visto que a cura da AIDS não foi “descoberta” não faz sentido alguém a oferecer. Não exatamente pela doença em si.

        No caso da reorientação, para haver mudança de comportamento é preciso se conhecer as causas do mesmo, tendo também bases biológicas ou não, e nesse caso isso também não foi “descoberto” a ponto de se possibilitar uma nova terapia. Não se sabe nem oque causa, nem o que desencadeia nem o que mantém o comportamento.
        As reorientações citadas por você, assim como o controle dos comportamentos compulsivos, da ansiedade, do nervosismo e tantas outras mudanças de comportamento requerem os mesmos estudos de causalidade e identificação do que os mantém, porém de forma muito diferente. O que permite levar para frente uma terapia usando uma técnica para eliminação de uma fobia, por exemplo, é justamente o fato de se haver bases teóricas e estudos específicos na área e que pode não ser a mesma técnica usada na eliminação de outro comportamento. Possível pode ser, a diferença é o “como”.

        Então como quem oferece (ou pretende) essa tal terapia pode assegurar que está fazendo algo possível e eficaz? já que não há sequer estudos que embasam tais práticas, de onde essa pessoa tirou isso? como ela desenvolveu isso? qual teoria embasa? quais testes/pesquisas/práticas permitiram chegar a essas conclusões?

        Não necessariamente uma elaboração de um abuso vai levar a uma reorientação. Se assim for, só o fato de um gay que foi abusado fazer uma terapia com um bom profissional o levaria a deixar de ser gay e esse papo todo de “terapia de reorientação sexual” especificamente não precisaria existir.

        Entende o que quero dizer?

      • Jessica,

        Aí é que você se engana.

        Para haver mudança de comportamento, basta alguém querer mudar QUALQUER comportamento/orientação.

        Como já disse, se a homossexualidade é causada por traumas (em alguns casos), nestes casos não há nenhum impeditivo para a mudança, pois não temos uma orientação geneticamente orientada, entendeu?

        Eu não digo que a mudança de comportamento/orientação é viável em todos os casos, mas em alguns casos sim.

        Mas isso não é só para homossexualismo, como até para um heterossexualismo que seja motivado por trauma, confusão ou qualquer outra neurose.

        Não existe esse “crivo” para dizer quem pode ou não buscar terapia de reorientação de QUALQUER TIPO (não só sexual). Por isso, cabe ao cliente optar por ela.

  6. Dá uma olhada na desculpa do youtube para retirar o vídeo do ar: Este vídeo foi removido por violar a política do Youtube que proíbe conteúdo cujo intuito seja assediar, intimidar ou ameaçar. Desde quando crítica às ideias virou assédio, intimidação e ameaça? Isso que nem foi aprovada a PL-122. Essa militância gayzista tem aversão ao contraditório e ao debate. Realmente Malafaia tem razão!

  7. Dados interessantes.
    Homossexualidade não é Doença – Uma Afirmação Questionável. A evidente Contradição dos Dados fala por si. Este é um dos argumentos preferidos do ativismo homossexual ideológico. Baseiam-se no fato de que em 1973 a Associação Psiquiátrica Americana (APA) decidiu remover a Homossexualidade como transtorno mental de seu DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais). Em 1987 também foi removida do DSM a categoria Homossexualidade Ego-Distônica. E em 1990 uma resolução também removeu a Homossexualidade como transtorno mental da Classificação Internacional de Doenças (CID), uma publicação da Organização Mundial de Saúde.
    A Classificação Internacional de Doenças (CID) mantém outros diagnósticos perfeitamente aplicáveis a pessoas não satisfeitas com suas condições de inclinação sexual, o que inclui a homossexualidade. Citemos duas delas:- Orientação sexual egodistônica (F66.1) e Transtorno do relacionamento sexual (F66.2) – CID-10
    Transexualismo (F64.0)-CID-10.
    “- Dr. Edmund Bergler, Psicanalista norte-americano, autor de 25 livros de Psicologia, além de 273 artigos publicados. Escritor do livro: “Homosexuality: Disease or Way of Life? (Homossexualidade: Doença ou Modo de Vida?)”. – Dr. Neil Macdonald, Cientista e Dr. Barry Evans, Epidemiologista, autores do trabalho: Aumento do Comportamento Sexual de Alto Risco em Homens Homossexuais, publicado pelo Public Health Laboratory Service HIV and STI Centre, Londres.Há ainda uma enorme quantidade de livros e de artigos, publicados, nas mais diferentes datas, neste mesmo sentido, bastando que se estude, consulte e pesquise. E isto tudo significa que de modo algum é uniforme, e muito menos unânime, a posição da comunidade científica internacional quanto ao fato de a homossexualidade não ser uma doença. A afirmação de que “A Ciência afirma que a Homossexualidade não é doença” é, na realidade, uma meia verdade, não um fato concreto e finalizado.”
    A retirada da homossexualidade do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) não se baseou em dados científicos comprovados, mas em um conjunto de fatores que incluiu opiniões, posicionamentos ideológicos, políticos, dentre outros interesses. E como já dito, a ratificação da decisão se deu por votação.

    A tal votação se deu em 9 de abril de 1974, e que, aliás, pode ser chamada de qualquer coisa, menos de unânime ou de “evidência científica”.
    Do total de membros da Associação Psiquiátrica Americana (APA) aptos a votar, apenas 58% deles votou. E o resultado da votação foi o que se segue:
    -55% dos membros da APA votaram a favor da remoção da homossexualidade como transtorno mental do DSM.
    -45% votaram a favor da manutenção do status de transtorno psiquiátrico para a homossexualidade no DSM.

    Em se levando em consideração o total de 100% dos membros da APA aptos ao voto, destes somente 32.7% votou a favor da remoção da homossexualidade como transtorno mental do DSM.
    Referências:
    Classificação Internacional de Doenças – CID 10- Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM IV)- American Psychological Association, Understanding Sexual Orientation and Gender Identity
    – Alan P. Bell and Martin S. Weinberg, “Homosexualities: A Study of Diversity Among Men and Women – Freedomhouse.org- Dalgalarrondo, Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais- National Association for Research & Theraphy of Homosexuality- Traditional Values Coalition- PubMed

  8. “44% dos homossexuais masculinos sofrendo abuso na infância não provam nada:”

    Não se usa a palavra “provar” em ciência. Trataria-se de uma evidência. No entanto o erro de Malafaia foi fazer conclusões que nem a autora da pesquisa fez em seu artigo. Em nenhum momento do artigo ela concluiu que os abusos seriam a causa da homossexualidade, muito pelo contrário, ela levantou a hipótese de que talvez a tendência homossexual dos probandos os tornassem vulneráveis aos abusos.

    O problema de Malafaia é que ele cometeu uma falácia causal. Ele simplesmente levantou o raciocínio de que, se “A” ocorre com mais frequência com “B”, logo, “A” é a causa de “B”. Só que esse raciocínio é muito falho, isso por que nem sempre que “A” ocorre com mais frequência com “B” que aquele será a causa deste. Talvez “B” seja a causa de “A”, ou até mesmo ambos tenham uma causa comum, “C”.

    Outro detalhe que ele não percebeu do artigo, se é que ele leu o artigo, é que a maioria dos probandos foram recrutados na Parada Gay, o que pode enviesar bastante o resultado da pesquisa.

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