Objeção: Você gasta muito tempo questionando as três rotinas centrais do cientificismo… isso não pode confundir os leitores em relação ao foco do ceticismo político (que devia ser mais amplo)?

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Em uma outra ótima objeção, é importante para mim esclarecer que o ceticismo político não se resume a questionar as três rotinas básicas do cientificismo: “sou da razão”, “represento a ciência” e “sou cético” (em termos universais). Qualquer alegação que gere um benefício para uma parte em detrimento de outra é uma alegação política, e portanto é foco do ceticismo político.

Assim, alguém dizer “eu represento a ciência” é tanto uma alegação política como é afirmar que “a ditadura do proletariado é viável” ou “os impostos devem aumentar”. Todas são alegações que, se aceitas, geram benefício a uma pessoa ou grupo e uma desvantagem a outra pessoa ou grupo.

É quando devo responder a pergunta: se a alegação “os impostos devem aumentar” é tanto uma alegação política como as três rotinas básicas do cientificismo, por que eu gasto tanto tempo no questionamentos a estas três rotinas?

A resposta é mais simples do que parece: grande parte do meu método se sustenta na recuperação dos princípios originais do ceticismo, relacionados ao questionamento à autoridade moral injustificada. Entretanto, hoje o senso comum entende o ceticismo como se fosse o questionamento ao paranormal e ao sobrenatural.

Para resolver este “enigma”, podemos dividir as alegações políticas em duas classes, aparentemente arbitrárias, mas utilíssimas para nos ajudar a resolver o problema: (1) alegações políticas tradicionais, que dão um benefício específico a uma pessoa ou grupo em detrimento de outra pessoa ou grupo, (2) alegações políticas de “auto-proteção”, que não só dão o benefício mencionado anteriormente, como também criam uma “blindagem” automática, perante os incautos, para que seus alegadores não sejam questionados. Nesta segunda categoria, estão as três rotinas fundamentais do cientificismo.

Estas rotinas são feitas para que seu usuário consiga passar incólume, perante a plateia, como alguém que não deve ser questionado quando apresenta suas ideias, independente do quanto absurdas sejam, pois este já terá vendido a ideia de que é “da razão”, “cético” (em termos universais) ou “representante da ciência”. Com estas credenciais, o proponente automaticamente espera que qualquer ideia sua passe por cima da crítica da patuleia, pelos rótulos auto-impostos.

Podemos dizer que esta segunda categoria de alegações é extremamente sofisticada, pois ela não apenas gera o benefício político para seu propagador, como também cria um “escudo” automático para as ideias deste propagador, por este ter convencido o público de que “se auto-questiona” ou “se auto-valida”, até por representar a ciência ou o ceticismo.

Por isso, questionar estas três rotinas torna-se um empreendimento prioritário, pois, caso estas rotinas não sejam questionadas, não há mais nada a fazer em qualquer debate que seja perante um alegador que as utilizar com sucesso.

As três rotinas base do cientificismo não só dão o benefício político para seus alegadores, como também são responsáveis pelo esvaziamento do conceito de ceticismo que hoje temos cravado no senso comum. Em muitos casos basta eu falar “usemos o ceticismo”, que a mente de muitos, especialmente dentre os teístas, simplesmente “trava”, pois alguns destes acham que o ceticismo é algo feito para desmascarar crenças relacionadas ao paranormal e ao sobrenatural. Não, o ceticismo é feito para toda e qualquer alegação.

Assim, para recuperar a origem do ceticismo, devemos ensinar o máximo de pessoas o quanto possível a questionar toda e qualquer alegação política. Mas ainda mais essencial é questionar as três alegações base do cientificismo, as quais fizeram que o ceticismo se tornasse hoje em dia apenas um rótulo para a capitalização política, totalmente esvaziado de seu sentido original. Em suma, estas três rotinas tiraram (ao menos diante do senso comum) todo e qualquer sentido para expressões como razão, ciência e ceticismo.

Na busca de recuperarmos a origem do ceticismo, focado no questionamento à autoridade injustificada, é imperativo questionarmos prioritariamente as três rotinas base do ceticismo.

Em síntese, se alguém diz “representar a ciência”, deve provar fazê-lo, assim como se alguém alegar que é da “razão”, deve demonstrar comportamentos congruentes com isso, e, finalmente, se alegar que “é cético” (em termos universais), deve ter seu ceticismo colocado à prova.

Sem o questionamento à estas três rotinas, o restante do empreendimento proposto aqui perde praticamente todo o significado.

Enfim, a ideia não é apenas prover ferramentas para que alguém questione toda e qualquer alegação política, mas, especialmente, recuperar o fundamento básico do ceticismo (o questionamento à autoridade injustificada), e para isso é prioritário colocar as três rotinas centrais do cientificismo na parede.

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10 COMMENTS

  1. Olá, é a primeira vez que venho a este blog.
    Devo admitir que o conteúdo é muito interessante.

    Se você tiver tempo e interesse gostaria que observasse meus comentários, em um post de um blog feminista muito conhecido na web. Não comentei o post em si, mas me foquei em toda a base argumentativa da agenda neo-ateísta no que tange às infundadas diferenças intelectuais entre ateístas e teístas, o argumento das mazelas universais oriundas da religião,e a devolução do argumento “emotivo” tal como ele é apresentado por seu argumentador.

    O post:
    http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/02/o-sagrado-matrimonio-segundo-biblia.html

    Os comentários
    http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1486619705951395295&postID=5518131535573982197

    Meu nick, é o mesmo que usei aqui…um simples ctrl+f + “Pecador” e você localiza facilmente meus comentários, inclusive o comentário final, foi (ao meu ver) determinante para a demonstração clara de que a ideologia elevada ao extremo indifere em grau de ignorância, burrice, ódio e falácias.
    A conclusão neo atéia de um religioso que demonstra inteligência(no contexto de refutar com lógica simples, mas incisiva), é afirmar que o mesmo é “Misantropo”.
    (O que pessoalmente, encarei como elogio – dada a relação estreita entre misantropia e inteligência).

    Grato.

    • Pecador,

      Vi lá sua participação no blog da louquíssima Lola. Realmente, as feministas e neo-ateístas de lá simplesmente se baseiam em repetir um discurso padrão. Notei que você apontou tranquilamente uma série de incoerências no discurso delas. Este tipo de atuação é efetivamente importante. Vi em um certo momento que um de seus posts gerou a conscientização de uma leitora, que se sentiu ofendida com o blog, e decidiu sair de lá. Isto é uma marcação de espaço.

      Cada vez mais participações assim, questionando duramente os dogmas humanistas, cientificistas, humanistas radicais e esquerdistas, são úteis.

      Bela atuação!

      Abs,

      LH

      • Falando em Lola, viu a entrevista que ela deu a alunas de telejornalismo da Universidade Federal do Ceará?

        http://www.youtube.com/watch?v=as8cvTy7L9o

        http://www.youtube.com/watch?v=YAkSVuG2iew

        http://www.youtube.com/watch?v=km94FgiBbnY

        Não preciso dizer nada em relação à parte do “você pode defender e fazer o que quiser, desde que esteja sob os princípios do feminismo”, pois a frase se autoexplica. A entrevista foi publicada seis dias depois daquela matéria da Fórum que diz serem Nessahan Alita, Olavo de Carvalho, padre Paulo Ricardo e Movimento da Real indutores de episódios como o massacre de Realengo e os dois malucos presos por planejarem atentado na UnB, matéria essa que foi devidamente desmontada pelos comentários de quem foi acusado de crime-ideia, mas vemos que ela segue batendo na mesma tecla na qual continua batendo há tempos. Aliás, já estão refutando essa entrevista que ela deu.
        Daria uma postagem interessante um determinado comportamento que estou vendo entre blogueiros-vlogueiros marxistas-humanistas-neoateístas: propagam um erro informativo (portanto, independente de qualquer ideologia, uma vez que estritamente fáticos), são alertados do erro que cometem e, tempo depois, lá estão cometendo o mesmíssimo erro porque este supostamente favoreceria aquilo que eles creem. Outro exemplo: em 10 de julho de 2011, Sakamoto foi alertado de que não existe qualquer lei no Brasil sobre ordem de sobrenomes, número de sobrenomes, obrigação de a mulher adotar sobrenome do marido ou filhos serem obrigados a adotar o sobrenome de seus pais (dê um CTRL+F com “patronímico” e verá o alerta dado). Em 8 de março deste ano, diz o blogueiro o seguinte sobre notícias que ele gostaria de ver no Dia Internacional da Mulher:

        1) A partir de agora, o sobrenome do marido não deverá ser imposto à sua companheira contra vontade dela, como uma marca de ferro em brasa delimitando a propriedade. (Atenção aos leitores desatentos: falo da imposição que continua existindo por parte de pais e maridos apesar da legislação garantir a escolha da mulher.)

        Observe-se que ele parece estar atento que nada na lei proíbe que uma mulher use ou não o sobrenome do marido, mas agora ele joga para os substantivos abstratos (“imposição dos pais e maridos”) a culpa de uma escolha consciente que uma mulher faça para que se consiga capitalizar em cima (uma vez que não daria para capitalizar em cima da tese caso acontecesse o que o MHN desejasse e este seria obrigado a inventar uma coisa nova para dizer que continua havendo uma suposta opressão). Ninguém apontou um revólver na cabeça da mulher que se casou e exerceu a opção de incorporar a seu sobrenome o do marido. Ela poderia se casar e continuar com o sobrenome original de fábrica, mas optou por mudá-lo, mas parece que para ele não é suficiente que a legislação garanta a escolha da mulher (e também do homem, que pode adotar o sobrenome da esposa se assim o desejar). Logo, lá vai ele dizer que a elas é feita uma imposição, o que na prática é apenas um disfarce para continuar propagando uma ideia equivocada. Se ele leu o livro Mata! O Major Curió e as Guerrilhas no Araguaia, verá na página 25 que o último sobrenome de Curió, cujo nome é Sebastião Rodrigues de Moura, é o da mãe, não o do pai, cujo nome é Heitor Rodrigues Pimenta, o que apenas reforça que jamais houve lei de sobrenome. Aliás, quem pediu que o último sobrenome de Curió e seus irmãos fosse o materno foi a própria mãe deles. Porém, obviamente que essa total liberdade sobrenomística não interessa à tese sakamotiana de que homens imporiam a mulheres alguma coisa. Logo, que se continue propagando informação errada apenas mudando-se umas perfumarias.
        Ainda assim, dá para ver bem o padrão sendo seguido pelos exemplos anteriormente citados. Observe-se que no caso de Lola envolve a oposição ideológica ao que ela acredita, mas no exemplo de Sakamoto é algo que nada tem de ideológico, mas que se a verdade for dita em sua inteireza acaba apenas jogando de qualquer forma a tese no lixo. Logo, lá vemos eles propagando os mesmíssimos erros mesmo tendo sido alertados de que estão cometendo incorreções.

      • Resposta ao CIDADÃO.

        Assisti aos 3 vídeos da entrevista.
        Fiz uma análise, nem tão pequena, e respondo a você nela.
        Percebo que a entrevista se dá da seguinte forma: —

        1) Feminismo
        É visível o desconforto de Lola ao tentar explicar, o sentido do nú na campanha do FEMEM, e isso ela já admitiu muitas vezes em seu blog, isso claro além do fato de ela não advogar em causa própria – pois admite que ela mesmo não faz topless – o que no mínimo indica, um certa discordância (dela e outras) nessa parte do processo da marcha das vadias.

        A frase ‘autoexplicativa’ – procede. E isso não é em nada diferente de outras ideologias. Pode -se tudo, desde que dentro dos princípios estabelecidos….chega a ser quase bíblico….”o uso sábio do livre arbítrio.”

        2) Ditadura da beleza
        Assunto extenso e chato, nada a declarar.

        3) Machismo.
        Quando Lola faz as comparações entre adultério devo admitir que ri um pouco. O fato de um homem traído sentir mais raiva da mulher que o traiu, reside no fato simplista de que o homem tinha uma relação de confiança com a mulher, sendo o amante o fator externo da relação de confiança rompida, sua raiva maior é dirigida à quem lhe prometeu fidelidade. A mulher deveria ter a mesma atitude de um ponto de vista lógico — no entanto como é apontado existem mulheres mais machistas que homens — e percebo no feminismo uma certa decadência ideológica quando mulheres querem o direito de cometer as mesmas merdas do “homem de atos ruins”, ou seja o exemplo não se baseia nas atitudes da pessoa que manteve a relação de confiança em seu casamento, mas se baseia no mesmo ‘direito’ do homem de trair e não ser ‘duramente julgado’ – a ideia é cometer os mesmos atos e serem menos julgadas desconsiderando a diferença de gênero. Até aí é compreensível.
        Mas em uma análise moral, percebe-se o esvaziamento. Daí originam-se todos os questionamentos e argumentos que fazem, visando a relativização da moral — um outro assunto.

        Quando ela fala sobre frases machistas…cabe aqui uma divagação…Se eu to sendo machista quando não quero trabalhar com uma mulher, ou ter uma mulher como chefe estou sendo machista….se ocorrer o inverso? sou feminista?
        Eu por exemplo não gosto de me consultar com médicos homens. Eu observei uma certa tendência de os médicos atuais não realizarem o exame clínico padrão — mas também identifiquei que em todas as vezes que o profissional de saúde era do sexo feminino, o examine clínico padrão era realizado….logo minha preferência é pelo profissional do gênero feminino. Isso é apenas uma amostra de que as coisas não são tão simplistas assim no mundo real, fora do campo ideológico. Embora entenda que ela se refere a um escolha baseada apenas em gênero, pura e simplesmente.

        Quando Lola fala de reprodução a coisa fica estranha. Baseado na teoria da evolução (entre outras) em que ela ACREDITA, Quer dizer que o homem não sabia que PORRA gera filho???, o método científico precisou explicar ao homem que seu jato ejaculatório era responsável pelo aparecimento de sua prole.
        O grande mistério era como o homem sem saber disso reproduziu-se até o entendimento de que ele fazia filho junto com a mulher. Sim Lola, com certeza alguma deidade estava envolvida nesse processo (ironia mode on).
        Nesse ponto de vista, o homem bíblico me parece mais sábio desde sempre, pois tragicamente sabia até como ineficientemente evitá-los (coito interrompido).
        “A mulher como parte integral da natureza” e a mulher em uma ligação direta à deidade, é ideologia ocultista Wicca, pura e simplesmente. Conceitos como estes estão impregnados em conceitos históricos e ‘achados científicos’.
        Quando a ciência determinar (se ela conseguir) QUANDO SE INICIA A VIDA (visto que falha terrivelmente em explicar o que É a vida), TALVEZ o argumento do “meu corpo” per se, tenha alguma validade.

        Ps: nunca coloquei a mão na barriga de uma mulher grávida estranha, e que não me permitisse fazê-lo….mas dou meu lugar no metrô e ônibus a todas elas. Mesmo o corpo sendo dela, e não meu – por causa da criança – o outro corpo dentro dela– eu cumpro com meu dever–e de quebra faço o que considero uma gentileza pessoal.

        4) masculinismo – aqui respondo a você Cidadão.

        Qualquer indíviduo pode realizar produções ‘culturais’, ‘acadêmicas’, e sempre existirão outros indíviduos para perveter esses produções, e levá-las a extremos nunca vistos. Principalmente porque são raras, as produções do conhecimento que não tenham sua tese originária contaminada de/por uma ideologia pessoal de um grupo ou indivíduo.
        Isso occorre em TODAS as militâncias – Sejam feministas, masculinistas, machistas, religiosas, políticas e científicas.

        As conexões existem, acreditar nelas, ignorá-las ou contrariá-las é opção da parte interessada (se ela for interessada). Ler e ouvir Olavo de carvalho não faz do indivíduo assassino e misógino, assim como ler o manifesto “Scrum”, não faz da feminista uma louca misândrica. Pelo menos não deveria ser assim. A ideologia não pode ser DETERMINANTE, em um conjunto de ações desastrosas, quando consideramos o fato do desiquilíbrio emocional do próprio individuo. Quando o individuo desequilibrado atua, atua com base em seu próprio desiquilíbrio, e busca na literatura ideológica subterfúgio para racionalizar o que simplesmente não tem razão alguma, claro que isso não exime a literatura ideológica, uma vez que ela pode alimentar a extrapolação da loucura do individuo.
        Logo um individuo equilibrado dever buscar as ferramentas para identificar o que e quanto de uma ideologia é perniciosa para sua própria saúde, baseado em critérios que não sejam apenas o seu próprio desejo.

        O artigo que você (cidadão) citou como estar refutando a entrevista no assunto referido (masculinismo). Está cheio de falácias. E tal como as acusações de Lola, carecem de evidências claras, e citação de fontes, além de focar na pessoa da Lola.

        5)Vitmização/ prostituição/ pedofilia e Jean Willys.

        http://porissocri.criaforum.com/t1041-pais-catolico-aprovara-a-pedofilia-jean-wyllys-x-olavo-de-carvalho

        nesse aqui temos um individuo que é dito como um dos maiores expoentes defensores e pesquisadores da causa homossexual – cheio de títulos (apeladores a autoridade) só que o vídeo não mente – – um museu de peças homoeróticas inicia sua apresentação com a estátua de uma criança, com seu pequeno órgão genital rijo, e o senhor autoridade abraçadinho à estátua:

        http://www.youtube.com/watch?v=ex2EQxaOsQs

        – faça uma comparação entre essa entrevista do link abaixo, e a entrevista do malafaia.A pseudo jornalista já começa tirando do contexto real uma frase Ernest j. Gaines – desonestamente aplicando o contexto à agenda homossexualista. Mas é óbvio que o contexto de Ernest se referia à paz – não a sexualidade, e à homem como humanidade.

        http://www.youtube.com/watch?v=1c_q7GJtsA4

        A intelectualidade atual é uma piada….de muito mal gosto.

        6) Facebook – concordo com Lola.

    • Luis, a meu ver a manifestação de apoio desta sociedade não vale absolutamente nada, especialmeneto por causa do extremo aparelhamento ideológico acadêmico.

      Acho que devia ser mais uma evidência do aparelhamento ideológico acadêmico do que propriamente um motivo de preocupação.

      Estando provado que Eli Vieira mentiu sobre os estudos, e que Silas está certo, a “mensagem de apoio” não tem valor algum se não trouxer informações que demonstrem que Eli não mentiu.

      Não tem nada disso na nota, então ela é uma prova de que o pessoal dá “apoio” por ideologia, mas não por provas.

      A coisa vai de mal a pior no mundo acadêmico da sociedade gramsciana.

      Abs,

      LH

      • Isso me lembra de uma nota que eu li (há 10 anos ou mais) na “Folha de São Paulo”, sobre um veterano da SBPC que criticou as novas gerações de biólogos (especialmente os geneticistas) brasileiros, dizendo que o que êstes faziam era “semi-ciência” 🙂 E aí alguém alfinetou ainda mais fundo e disse que era muita bondade chamar de semi-ciência o que não passava de *pura técnica* 😛

      • È realmente é assutador o nível que o meio acadêmico chegou , até matérias que não são de humanas ,como biológicas já estão aparelhadas,brevemente as áreas de exatas tipo informática,engenharia , já vão sofrer influência desses caras, é por isso que a produção científica do país vai de mal a pior .
        O ultimo grande estudioso de humanas ,que é respeitado fora do Brasil é Gilberto Freyre que embora na sua época tenha sido um humanista,não se atraiu pelo discurso de esquerda . Hoje o Brasil ,só produz intelectuais de exatas , porque na área de humanas , o diploma só serve pra dar aula em escola ginasial ….

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