Estratégia e tática nas batalhas da questão “Marco Feliciano”: o princípio da reciclagem de eventos

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Alguns conservadores de direita estão reagindo um tanto assustados e desanimados, de maneira injustificada, em relação à celeuma causada pelas manifestações contra o pastor Marco Feliciano, que assumiu a Presidência da Comissão de Direitos Humanos.

Não deviam. Agora é o momento da máxima “me joguem um limão, e eu faço uma limonada”.

Saul Alinsky ensina que todo e qualquer evento na guerra política deve ser usado a seu favor, quando possível, e a existência de uma grande quantidade de eventos significa muito material a ser reciclado. Ou seja, muita limonada a ser feita com os limões que são lançados pelo outro lado.

Uma inspiração pode surgir dos livros dos autores neo-ateus que, justiça seja feita, demonstram um fenomenal talento para reciclar todos os eventos desagradáveis (na visão deles) oriundos do outro lado em eventos que lhe gerem benefício político. Embora eu não defenda a prática da mentira que eles fazem, a idéia da reciclagem é seminal.

Alguns exemplos.

Xuxa disse que Marco Feliciano é um monstro. Já vi alguns dizendo “ih, agora danou de vez, pois com a popularidade que a Xuxa tem, a questão está vencida pelos gayzistas”. Não se a direita souber aproveitar isso a seu favor. Marisa Lobo rebateu dizendo que monstro é uma mulher que faz filme pornô com um garoto. Isto é, a Xuxa.

Mas como a mídia aparelhada não deu atenção, a resposta de Marisa Lobo deveria ser usada para motivar o seu lado, nas redes sociais.

Recentemente, o próprio Marco Feliciano reafirmou suas posições em relação a união gay e afirmou que seus direitos humanos estão sendo desrespeitados: “Julgar uma pessoa de 40 anos por 140 caracteres citados numa rede social, sem contexto, isso é uma violação dos direitos humanos. Tachar e rotular é pior ainda”.

Ele está certo. Deve-se denunciar a esquerdalha por violação dos direitos humanos. Até por que desrespeitar direitos humanos é uma especialidade deles.

Note que os eventos da guerra política são reciclados (e tudo isso sem precisar dizer nenhuma mentira) para a capitalização política do outro lado. Para isso, é preciso que a direita não se desmotive. Ao invés disso, deve se motivar ainda mais pois o material para ser reciclado é até excessivo.

Como exemplo: Esquerdistas se juntaram para agredir e ofender na frente da igreja presidida por Marco Feliciano. Isto é uma aberração que deve ser denunciada, e o dedo deve ser apontado na cara dos esquerdistas, que podem ser acusados de criminosos.

Aliás, alguns puristas dirão: “Marco Feliciano apoiou a Dilma!”. Isso é verdade, mas não muda o fato de que nesta instância da guerra política, ele representa mais a visão conservadora do que seus oponentes.

E se formos apoiar somente aqueles que concordam conosco 100%, então viveremos com ermitões políticos, dignos de sermos encarados como “excêntricos” até mesmo por pessoas da direita, carentes de representação.

Neste momento de guerra política, é preciso pensar além dos partidos no poder (Gramsci ensinou isso há muito tempo, e os esquerdistas fazem isso), mas sim em termos de movimentos, que tendem mais ou menos à direita. As manifestações anti-Feliciano são manifestações esquerdistas, e as manifestações pró-Feliciano são manifestações anti-esquerdistas. Simples assim.

Por fim, uma dica que entendo ser fundamental: jamais, em hipótese alguma, deve ser usada a expressão “ferrou… de vez”. Isso é um desmotivador terrível para a ação. Pode-se encerrar uma guerra assim, dando vitória ao adversário.

Ao contrário, deve-se apontar as consequências devastadoras da ação oponente (no caso dos esquerdistas, temos a implantação de uma ditadura, violação dos direitos humanos, quebra do direito de liberdade de expressão, implantação de cristofobia, etc.), e dizer, aos que são contra a esquerda: “se não agirmos… vai ferrar… e estas são as consequências”.

Atuar na guerra política é uma arte. E, olhando por esta perspectiva, o material a ser reaproveitado e usado contra os esquerdistas, nos momentos em que eles estão mais enfezados contra o Marco Feliciano (e já vou adiantando, não vou com a cara dele) é simplesmente muito vasto.

Há insumo para que sejam feitas limonadas em escala industrial.

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11 COMMENTS

  1. Também não vou com a cara dele.

    Pelas reações que vi ele ter, eu acredito que ele é bastante linha dura, e não vai aturar esquedices na cara calado. Não sei se a gestão dele vai ser boa, mas ele provavelmente vai produzir muito material útil contra a esquerda, por estar no centro do alvo deles.

  2. Há poucas semanas atrás ,houve um debate entre o Conde Loppeux e o historiador de esquerda Bertone Sousa
    após um texto publicado no blog do ultimo , entitulado ” Olavo de Carvalho e a pieguice intelectual brasileira ”
    Bertone : http://bertonesousa.wordpress.com/2012/09/05/olavo-de-carvalho-e-a-pieguice-intelectual-brasileira/
    http://bertonesousa.wordpress.com/2012/10/28/olavo-de-carvalho-um-filosofo-para-racistas-e-idiotas/
    Conde : http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2012/12/um-moleque-que-pensa-que-e-historiador.html
    Bertone : http://bertonesousa.wordpress.com/2012/12/15/a-confusao-mental-dos-seguidores-de-olavo-de-carvalho/
    Conde : http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2012/12/discutindo-historia-com-o-peixe-boi.html
    http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2012/12/a-nobreza-doutoral-de-bruzundanga-em.html
    Bertone : http://bertonesousa.wordpress.com/2013/01/21/e-eles-nao-querem-ser-chamados-de-fascistas/
    Conde: http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2013/01/ensinando-o-que-e-fascismo-para-um.html
    Bertone : http://bertonesousa.wordpress.com/2013/01/26/da-social-democracia-ao-neoliberalismo/
    Conde : http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2013/01/observei-que-o-olavo-estimula-em-seus.html
    Bertone http://bertonesousa.wordpress.com/2013/01/31/quem-sao-os-fascistas/
    Conde : http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2013/02/cansando-os-meus-leitores-com.html
    Bertone : http://bertonesousa.wordpress.com/2013/02/02/fascismo-e-comunismo-resposta-a-um-blogueiro-histerico/
    Conde : http://cavaleiroconde.blogspot.com.br/2013/02/quebrando-uma-promessa.html

    O que vocês acharam ?

  3. A Xuxa vai ser processada pelo Marco Feliciano por postar coisas que o deputado não falou. Aonde ela leu que o “deputado disse que negros, aidéticos e homossexuais não tem alma.”? Deve ter sido de algum site esquerdista, neo-ateísta, gayzista. Se ferrou por acreditar no que essa gente escreve e não conferir os fatos reais. Tomara que ela aprenda de uma vez por todas que não dá pra confiar no que essa corja escreve na internet.

    http://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2013/03/pastor-marco-feliciano-vai-processar-xuxa.html

  4. Caro Luciano Ayan,

    O ‘link’ sobre a Xuxa é de uma página do grupo Terra. Notei que o ‘lead’ é “Deputado pastor ACUSADO DE HOMOFOBIA …”, mas no corpo da notícia não existe a informação sobre QUEM acusa o deputado. Outras chamadas sobre o assunto no portal do Terra incorrem na mesma vigarice.

    O deputado deve avaliar a cobrança, na justiça, para que o Terra informe quem o acusa de homofobia e, depois, tomar as providências legais cabíveis.

  5. Uma coisa realmente é certa: O Marcos Feliciano é conservador. E isso é algo que os demais conservadores do Brasil deveriam tirar proveito.
    Enquanto isso, pseudo cientistas como o Eli Vieira e ferramentas comunistas como o Avaaz estão sendo desmascaradas …

  6. http://holofote.net/marco-feliciano-esposa-e-filhas-sao-alvo-de-extremistas-gays-em-igreja-de-sao-paulo/

    Assistindo Argo, fiquei me perguntando: Qual a diferença entre os ditos religiosos islâmicos tentando invadir a embaixada americana em Teerã e os militantes neo-ateus, esquerdistas, gayzistas tentando depredar e invadir o local de culto, protegido constitucionalmente. Se eles fossem maioria, teriam feito igual os iranianos fizeram em 1979. Depois querem falar dos religiosos islâmicos! Atitude igualzinha!

  7. Falando em Feliciano, um frequentador habitual deste espaço dá um lero a respeito disso:

    http://www.youtube.com/watch?v=Z_MEf8amzo0

    Fica a impressão de que ele fez recentemente um media training. Note que ele está usando um tom de voz menos estridente e mais “paternal” (seria um tom de voz daqueles pais rigorosos, mas que são justos e não dão chilique). Note-se também que ele parece ter ficado mais macaco velho na arte de ser irritantemente calmo (algo que começamos a ver na entrevista com a Marília Gabriela). Dá para subentender que ele também queira que os cristãos mantenham essa tal calma irritante e ao mesmo tempo deixem de ser mansos em relação à sociedade (vide a explicação dele sobre o que vale ou não a respeito de julgar alguém à luz da Bíblia).
    Note-se também que Malafaia desnuda bem aquele lance de jogar cortina de fumaça em uma CCJ na qual tomaram posse Genoino, João Paulo Cunha (fora haver o Maluf, agora aliado de primeira hora devido ao Haddad). Ele também espeta bem o tal lance de a Comissão de Direitos Humanos por 15 anos ter sido presidida por marxistas culturais e que eles agora estão reclamando de a terem perdido porque poderá haver algumas aberturas de caixas-pretas (vai saber a que violações de direitos humanos os tais ativistas fizeram vista grossa porque seriam contraditórias ao atingimento da tal utopia e que inclusive afirmaram que as tais vítimas não precisariam da Comissão porque teriam outras estruturas de amparo?). Outra boa espetada foi a de falar que as passeatas em questão só tinham militantes em geral em vez de um número suficientemente grande de pessoas comuns do povo e que, portanto, não poderiam ser consideradas como algo de fato entranhado na sociedade). Por fim, também foi acertado falar sobre as violações de direitos humanos cometidas por Cuba e da homofobia como política de estado no Irã.

    É daqueles pronunciamentos a que provavelmente os ativistas não irão responder porque evitarão remexer um substrato que já foi levantado e que também acabaria por gerar ainda mais audiência a Malafaia, ainda mais em um tempo em que qualquer pessoa pode ir à internet e ver a íntegra do que foi dito e comparar ao que se está acusando o declarante. Outra coisa também, ainda voltando ao tom de voz usado pelo Malafaia, é a maneira como foi falada sequer pode gerar acusações de que ele seja um destemperado.

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