Jogador grego é banido da seleção nacional após comemorar com gesto nazista… e os jogadores que usam gestos marxistas?

10
119

giorgos-katidis-do-aek-comemora-gol-com-gesto-nazista-1363530842502_615x300

Fonte: UOL

O meia grego Giorgos Katidis, do AEK, foi banido da seleção nacional pela federação de seu país ao comemorar um gol de sua equipe fazendo gesto aparentemente de saudação nazista. O jogador, de 20 anos já atuou pela seleção grega nas categorias sub-17, sub-19 e sub-21, mas nunca havia sido convocado para a equipe principal.

Após a má repercussão do caso, Katidis publicou em sua conta no Twitter que não sabia o significado do gesto. “Não sou racista de jeito algum. Abomino o fascismo. Não faria o gesto se soubesse que significa alguma coisa. Eu sei das consequências e não farei mais isso”, escreveu.

“A ação do jogador para saudar os espectadores como nazista é é uma provocaçãogravee brutal e afeta profundamente todas as vítimas das atrocidades nazistas, ferindo o caráter pacífico e profundamente humano do futebol. A Federação condena de forma inequívoca e categoricamente a atitude”, declarou a Federação Grega de Futebol em comunicado oficial emitido.

O AEKpediu para Katidis se explicar e vai decidir o futuro do jovem jogador em uma reunião do conselho na próxima semana.

Veja na íntegra a nota emitida pela Federação Grega:

Em reunião extraordinária neste domingo, 17 de março, 2013, a Secretaria Executiva da Federação Grega de Futebol decidiu, em resposta à saudação nazista George Katidis no jogo AEK x Veria e após análise de todos os dados, por unanimidade, o seguinte:

A energia do jogador para saudar os espectadores como nazista é brutal e afeta profundamente todas as vítimas das atrocidades nazistas, ferindo o caráter pacífico e profundamente humano do futebol. A Federação condena de forma inequívoca e categoricamente a atitude.

No âmbito dos seus poderes de decidir a exclusão de George Katidis da seleção. A Federação Grega de Futebol previu fenômenos análogos e já incluem a proibição desse tipo de ação nos contratos que os jogadores assinam com as equipes.

A HFF está certa também que os órgãos disciplinares competentes devem intervir de forma decisiva e impor as sanções previstas no Código Disciplinar para o crime. Entre as penas mais pesadas no futebol, a Fifa instituiu para tal casos o banimento total do atleta.

Finalmente, a Federação Grega de Futebol tomará todas as medidas necessárias para preservar a natureza pacífica do futebol, e para promover os valores da solidariedade, da cooperação e do respeito que professa.

Meus comentários

Esquerdistas marxistas vão dizer que estou apoiando o jogador Giorgio Katidis, mas este post tem objetivo oposto: questionar os critérios utilizados para os casos de gestos nazistas e marxistas, e sugerir a condenação de ambos, e não apenas de gestos nazistas. (Claro que em uma sociedade que decida não punir gestos, então nem um nem outro deveriam ser punidos. Esta também é uma hipótese a ser discutida. O que quero dizer é: ou se punem ambos, ou não se pune nenhum.)

A nota da Federação Grega diz que a comemoração de Katitis é “brutal e afeta profundamente todas as vítimas das atrocidades nazistas”. Logo, podemos entender que o critério é: se uma comemoração está relacionada a um símbolo base de um sistema que causou a morte de milhões de pessoas em genocídio, então ele é condenável e sua reprodução deve resultar em punição.

Por este critério, todas as comemorações de Sócrates relacionadas ao marxismo deveriam ter sido punidas, e ele sequer devia ter tido chances na seleção brasileira. (Lembrando que colocar o braço na posição da saudação nazista, ou colocar os braços cruzados simulando a foice e o martelo, ou mesmo levantar a camisa e mostrar uma outra camisa com Che Guevara por baixo configuram todos exemplos do uso de simbologias)

A Federação Grega menciona que já previu fenômenos análogos e seus códigos “incluem a proibição desse tipo de ação nos contratos que os jogadores assinam com as equipes”. Minha pergunta: a proibição é de símbolos nazistas ou também de símbolos marxistas? Se for só de símbolos nazistas, temos um problema moral seríssimo. Se for de ambos os símbolos, tudo bem, pois teríamos um critério lógico. Repetindo o critério: “se uma comemoração está relacionada a um símbolo base de um sistema que causou a morte de milhões de pessoas em genocídio, então ele é condenável e sua reprodução deve resultar em punição”.

Logo, questionar o uso de um peso e duas medidas não é um apoio a Katidis, pelo contrário, é a solicitação para que genocidas mais sanguinários ainda sejam punidos da mesma forma, e apoio a esses genocidas configurem também em punição.

Como a Federação Grega afirma que o gesto de Katidis “afeta profundamente todas as vítimas das atrocidades nazistas”, então estamos moralmente justificados a dizer que a publicação de material marxista “afeta profundamente todas as vítimas das atrocidades marxistas”.

Tudo pode ser explicado pela estratégia gramsciana, pois os esquerdistas costumam dizer que “nazismo é de direita”. O truque ocorre por que esquerdistas, que possuem as mãos sujas de sangue por seus genocídios, precisam dizer que o outro lado “também mata sua própria população”. Mas a verdade é que o nazismo e o fascismo são regimes de esquerda, e ideologicamente apóiam o estado inchado, coletivismo exacerbado e vários outros cânones da esquerda. Só não são marxistas, é claro, mas quem disse que ser marxista é a única forma de alguém ser de esquerda?

Isso explica um país querer punir a menção a símbolos nazistas, e ao mesmo tempo não aplicar a mesma punição aos símbolos marxistas, quando os símbolos marxistas estão associados a 3 ou 4 vezes mais mortes do que o símbolo nazista.

Por isso é moralmente inaceitável que apenas a promoção de um símbolo (nazista) seja proibida. Qualquer situação onde apenas um dos símbolos é proibido, mas não o outro, configura uma aberração moral, uma ofensa ética e o estabelecimento de uma verdadeira era de trevas, onde o poder estatal é utilizado para definir que alguns genocídios são belos, e outros são feios, quando todos deviam ser considerados grotescos.

Anúncios

10 COMMENTS

  1. Bom, se considerarmos que o marxismo já tá implantado nos esportes (até expressão religiosa cofcofCRISTÃcofcof é proibida…), então é de se esperar que não façam nada contra símbolos marxistas… mas isso tem que ser levado à luz. Não dá pra depender da mídia, dependemos então de grupos socias como twitter, facebook, email, e muitos simpatizantes pra espalhar essa questão.

    O problema mesmo é que os humanistas aprenderam a fazer alarme e sensacionalismo de qualquer assunto, por mais banal que seja. Através dessas ferramentas eles obtém a atenção, passando a partir daí a implementar suas estratégias. É preciso pessoas com esse contato-povão pra obter uma avanço bacana.

    Outra opção é esperar as incosistências ficarem absurdas… por exemplo, em um site de notícias que visito (Yahoo!) a maioria das matérias pró-gayzistas são destruídas pelas próprios comentaristas… rs.

    • Lembremos da polêmica envolvendo o goleiro Jefferson, do Botafogo, que havia desenhado um peixe na cabeça à moda cristã (duas elipse que se encontram em um dos extremos e um olho para simbolizar a cabeça do peixe). Ainda que ele tenha raspado, ficou patente que a Fifa está com influência gramscista, vide a perseguição cerrada na Europa, a ponto de jogadores crentes terem de usar linguagem de fresta para agradecer pelo gol feito.

  2. Luciano,

    É exatamente este o espírito da Declaração de Praga. Igualar nazismo e marxismo.

    Aliás, você já assinou? =)

    praguedeclaration.eu

    É um dos documentos mais preciosos que eu conheço em termos de embasamento ideológico, Pena que simplesmente não o utilizamos.

    Agora, se quiser ficar p da cara, veja o que a en.wikipedia.org fala a respeito.

    Você poderia mandar me mandar um email de contato?

    Abraços.

  3. Eis que falamos de jogadores de futebol gregos, mas também temos de falar de estudantes brasileiros: estudantes da UFMG são acusados de racismo por terem feito saudação nazista em trote, após foto no Facebook ter viralizado. Não deixa de ser interessante pensarmos que se está em uma universidade pública, que por sua vez é eivada de marxismo (seja do clássico, seja do cultural), e aqui também caindo na mesma história de suásticas e mãos levantadas para a frente serem proibidas, mas foice e martelo, bem como outros símbolos que por trás têm o sangue de milhões de pessoas que foram vistas como “burguesas”, “imperialistas” e outras coisas.

  4. Luciano,

    Claro que em uma sociedade que decida não punir gestos, então nem um nem outro deveriam ser punidos.

    Eu até havia perguntado em outro tópico se você defende uma sociedade em que a esquerda pode continuar existindo pelo seguinte: existir uma sociedade em que a esquerda é livre até para fundar seus partidos e fazer suas badernas e colocar suas ideias malucas (desde que ela faça sem a maioria fazer) é perigoso e arriscado.

    Nos Estados Unidos e até no Brasil é um pouco discutido o lance de separatismo, em que lá nos EUA os Estados que mais votam em Obama sejam separado dos mais à direita e no Brasil, os Estado do Sul e de São Paulo se separem do resto, principalmente do Nordeste que elegem (infelizmente) o PT em massa.

    Mas aí mora um perigo imenso que foi até falado nessa excelente análise no blog do Mr. X: “os esquerdistas têm a necessidade de impor o seu modelo a todos, por bem ou por mal. Não lhes basta o isolamento entre seus semelhantes, como os amish: querem forçar os cristãos a aceitar o casamento gay, obrigar as minorias a lutar contra o racismo, exigir aos recalcados conservadores a aceitação dos direitos dos transsexuais, e assim por diante. Seu projeto transformador não exclui ninguém.

    Por isso que se existisse uma sociedade em que a esquerda ainda faz suas badernas é arriscado. É como a pessoa se livrar de um câncer de pulmão e depois voltar a fumar.

    Se nos EUA por exemplo, os Estados mais a direita se separassem dos que votam em Obama, cedo ou tarde iriam surgir intelectuais no país mais a direita querendo impor seus interesses, haveria uma falência econômica do país a esquerda atraindo milhões de imigrantes para o país mais a direita.

    No Brasil, nem precisa falar, sem contar que como a esquerda quer impor seus interesses a todos, ela já está conseguindo chegar em São Paulo onde elegeram o PT, no Sul do Brasil também e vai alcançar mais metas cedo ou tarde… é por isso que não apoio esses movimentos separatistas brasileiros como ‘O Sul é Meu País’ e ‘São Paulo Independente’ (embora torsa para que esses movimentos pelo menos belisquem o governo federal para mais autonomia nos Estados).

    Enfim, você podia fazer qualquer hora uma análise também sobre isso, pois a natureza da esquerda é essa, querer destruir as coisas e ela é, comprovadamente uma doença, seja para o esquerdista ou para a sociedade governada por eles.

    Por isso que sou a favor da criminalização do comunismo. Em certos países, a mínima apologia ao nazismo da cadeia e não pode ser diferente com o comunismo, pois ele matou muito mais gente e ainda mata. Quem faz apologia ao comunismo, mesmo que seja mínima tem que ir para a cadeia, assim como um nazista.

    • Adalberto,

      Eu não defendo separatismo, pois ainda teríamos pessoas não-esquerdistas vivendo sob dogmas esquerdistas. O que eu proponho é bem diferente: assim como as pessoas que não crêem em Deus tem como viver suas vidas sem a influencia direta da crença em Deus, que não crê no homem deveria ter o mesmo direito.

      Assim, eu proponho um esquerdismo variável de acordo com a crença de cada um. Claro que isso não é possível em todas as questões, mas na maioria delas, e por isso defendo a possibilidade de alguém cultuar o estado e viver de acordo com esse culto, assim como de alguém rejeitar este culto e portanto não pagar tantos impostos a este estado.

      Ademais, as badernas poderiam ocorrer em um ambiente que permita o esquerdismo, mas não em um ambiente que não os permita, pois temos os direitos dos não-esquerdistas.

      Se os esquerdistas tem a necessidade de IMPOR O SEU MODELO A TODOS, isso é mais um argumento de venda do secularismo político (termo pelo qual defino a nossa libertação do absolutismo esquerdista).

      Neste modelo de secularismo político, só pode existir uma baderna em um ambiente que permita as badernas, pois em ambientes públicos teríamos pessoas não-esquerdistas, que deveriam ter seu direito protegido.

      Abs,

      LH

      • Luciano,

        Obrigado pela resposta. Entendi o seu ponto, só fiquei meio confuso no começo.

        Mas no mais, que fiquemos atento a natureza da esquerda, pois ela, através do ódio que é o combustível para a sua ação, congressos (muitas vezes caríssimos), palestras e tudo mais, vai pouco a pouco conquistando a mente das pessoas e impondo as coisas, por isso que ela tem chegado no Sul do Brasil e em São Paulo e está acabando com países tradicionais como os EUA.

        Desde o começo foi assim e se eu não me engane, na União Soviética um banner da revolução comunista continha o desenho do planeta terra com o símbolo comunista, mostrando o que eles querem a nível global.

        Quando der, faça um post sobre o lance do separatismo que existe no Brasil, pois existem muitos separatistas desatentos em relação a isso, acreditando que se o Sul do Brasil ou São Paulo se separassem seriam uma maravilha, quando não é bem assim e eles não vão ficar livres dos esquerdistas que fazem o Brasil ser assim.

        O Nordeste pode até eleger o PT em massa, mas foi em São Paulo e no Sul do Brasil que surgiram muitos intelectóides esquerdistas e boa parte dos movimentos de esquerda que contaminam o Nordeste e o Brasil como um todo.

        Um abraço.

        Atenciosamente,
        Adalberto Felipe

      • Olá Adalberto,

        Um pouco mais sobre o começo da minha resposta anterior.

        Imagine um ateu, que hoje não vai para a Igreja, e não é coagido por isso. Assim como um teísta, que não é obrigado a deixar de ir para a Igreja. Em um estado laico, conseguimos pensar em situações assim, e criamos um ambiente assim.

        A regra é a seguinte: na medida do possível, alguém não deve ser afetado pela crença do outro. (friso no “na medida do possível”).

        O que eu digo é que devemos ampliar o conceito de estado laico, para o de secularização política, no qual alguém que não crê no Estado TEM O DIREITO de ser afetado o mínimo possível por esta crença.

        Assim, surgem argumentos como: se um esquerdista opta por pagar 50% de seu salário a título de impostos, um direitista pode optar por pagar 10%. Isso por que este último acredita que o estado deve garantir só sua segurança e direitos negativos, e o esquerdista acha que o estado deve cuidar de muitas coisas. Ele crê no estado, nós não.

        Então por que eu devo ser afetado pela crença dele?

        Meus argumentos nascem deste princípio, que é o mesmo que vale para o estado laico: a liberdade de consciência e a liberdade individual, que envolvem o direito de sermos afetados no mínimo pelas crenças dos outros, especialmente se estas crenças envolverem componentes de fé.

        Em relação a questão do separatismo, devo escrever sobre isso no futuro, com um argumento contra o separatismo.

        Um abraço,

        LH

      • Caro Adalberto,
        O separatismo no Sul do Brasil é muito mais uma aspiração cultural e espontânea do que uma busca por soluções. É claro que todo separatista enxerga a solução de este ou aquele problema. Tanto o separatista conservador vai ver na secessão uma proteção contra a esquerda, quanto o separatista esquerdista vai ver na mesma a realização de seu estado socialista.
        Se formos analisar o cenário estratégico de médio e longo prazo, os dois estados resultantes, São Paulo e a tripla federação, não teriam chance de sobrevivência num continente dominado pela Unasul. É melhor unir forças e tentar cortar a cabeça da Hidra vermelha enquanto é tempo.
        Mas o separatismo não se resume a questão econômica ou política, é cultural e espontâneo. Você ouvirá conversas separatistas surgirem no ônibus, nas barbearias, nos bares, em reuniões de família, depois dos cultos ou missas, etc.
        O fato é que o Brasil é um estado sintético em sua origem, e a Rede Globo só faz piorar as coisas com seu imperialismo cultural interno. Minha avó, por exemplo, só foi ouvir falar de samba depois que a Rede Globo chegou à região. E isso é uma agressão ao nosso direito enquanto povo de termos nossa autodeterminação. Nada mais natural do que esse resentimento crônico.
        Tipicamente, o separatista tem um ressentimento cultural velado, mas uma vida plena e produtiva e tudo a perder. Por isso não existem guerrilhas separatistas. A ideia generalizada é de um plebiscito, igual aos dois ou três que o governo central do Canadá ofereceu à província do Quebec, que vive uma realidade muito semelhante. Em todos os plebiscitos, os separatistas quebecoises perderam. É plausível que plebiscitos aqui levariam a um resultado semelhante.
        Com certeza, a melhor medida para aplacar esses sentimentos seria o verdadeiro cumprimento da grande promessa republicana de uma federação efetiva. Grande promessa ou grande calote republicano.
        Quanto natureza globalista do comunismo, sugiro ao amigo que procure no Youtube o hino do comunismo: “A Internacional”. Foi também o hino da União Soviética. Há inclusive um vídeo que mostra Dilma, Zé Dirceu e todo o alto petistado cantando esse hino com fervor religioso, mas eu ainda não o consegui encontrar. Se alguém souber onde está, eu agradeço. Fragmentos desse vídeo estão num outro vídeo “Mensalão: STF condena projeto de poder do PT”.
        Eu gostaria de frisar ao amigo que o esquerdismo não é um fenômeno sulista ou paulista, mas principalmente um movimento metropolitano. Existem esquerdistas no interior, mas tipicamente, quanto mais tradicional e conservadora uma sociedade, mais unida e impermeável à doutrina marxista. Ambientes metropolitanos são letais as tradições e costumes dos povos, alem de impedir o sentimento de posição dentro da sociedade que leva a relações inter individuais positivas e duradouras, capazes de produzir um senso de união indiferente de classes.
        Quanto à criminalização do comunismo em termos iguais ao nazismo, reitero o que disse logo acima. A Declaração de Praga é um documento referencial. Se o Luciano permitir, eu publico aqui uma tradução em português. São quatro páginas.

        Sinceramente,

        W L Guerreiro.

Deixe uma resposta