Ceticismo político, ceticismo tradicional e ceticismo científico: como eles se encaixam?

13
156

doubting_thomas

Será o ceticismo político um substituto para o ceticismo tradicional e o ceticismo científico? Como mostrarei aqui, não é um substituto, mas um complemento de ambos. Sem este complemento, as duas outras formas de ceticismo perdem o sentido.

O ceticismo tradicional na maioria das vezes fala da pessoa em relação a si própria. Pirrônicos falam a respeito de como devemos suspender o juízo em relação ao conhecimento. Já os adeptos de David Hume, muito mais realistas, entendem que o ser humano é suscetível às suas paixões, e, portanto, não tende a exercer a suspensão de juízo de maneira desinteressada. É possível conviver com isso, mas ainda assim Hume foca em boas práticas a respeito de como nós devemos nos relacionar com os fatos do mundo.

Por ceticismo tradicional eu trato toda a gama de ceticismo filosófico que surgiu antes da “moda” do ceticismo científico defendido por gente como Bertrand Russell e, posteriormente, por Carl Sagan. Neste ceticismo, incluo tanto os acadêmicos como os práticos.

Com um foco maior no mundo exterior, o ceticismo científico propõe que as crenças só podem ser aceitas caso sejam objeto do método científico. Assim sendo, deve-se descartar a existência de Deus, pois esta não é testável pelo método científico. O problema é que temos uma vasta gama de valores e axiomas aceitos que não passam pelo método científico. É quando começamos a notar a limitação do método científico e do ceticismo científico, e, se nem tudo é passível do método científico, pode-se dizer que o ceticismo científico torna-se em muitos casos uma arma de propaganda, mais do que ferramenta científica de fato.

Tanto o ceticismo tradicional como o ceticismo científico tem suas utilidades, mas não nos auxiliam a evitar ou reduzir fraudes intelectuais. Pelo contrário, eles podem ser instrumentos para a prática de novas fraudes intelectuais.

Depois de Edward Bernays e sua seminal obra Propaganda, uma das técnicas fundamentais de qualquer propagandista é a transferência, na qual alguém transfere as características positivas de um objeto para um outro objeto, sendo este aquele que o propagandista defende. Assim, o ceticismo tradicional, focado em uma pessoa “cheia de dúvidas” (e que, portanto, é avessa a dogmas), pode simplesmente ser a aplicação da técnica da transferência. Por outro lado, ao menos quando estudamos a maioria dos praticantes do ceticismo científico do mainstream, sempre temos um truque de propaganda envolvido.

Claro que alguém pode usar o ceticismo científico para testar as crenças de que ele não gosta, especialmente se estas crenças estiverem relacionadas ao sobrenatural. Mas será que Carl Sagan usava o ceticismo científico para as crenças humanistas que ele gostava? Claro que não. Então, o uso do ceticismo científico, por si só, não garante que seu usuário utilize-o para as crenças de que ele gosta.

Também é factível deduzirmos que para questões não-políticas relacionadas à ciência, espera-se que alguém utilize o ceticismo científico sem problemas. Por exemplo, na investigação de um novo medicamento, ou no estudo dos tornados. Entretanto, quando falamos de questões políticas, até mesmo no meio científico é possível que o ceticismo científico seja deturpado.

Desta feita, tanto o ceticismo tradicional como o ceticismo científico, embora extremamente úteis como ferramentas de conscientização, não garantem absolutamente nada em relação a como os outros utilizarão o ceticismo. Alguém poderá se declarar cético científico (ou cético tradicional, ou ambos) apenas para capitalização política e não há muito que se possa fazer para resolver isso.

Um comentarista disse que a questão pode ser resolvida exigindo que o alegador do ceticismo, tradicional ou científico, estabeleça os critérios para aceitação de uma crença, de forma a avaliar se estes critérios estão condizentes com o ceticismo ou não. O problema é que o próprio solicitante de critério pode ter viés. Assim, temos grupos fechados que poderão “exigir estabelecimento de critérios”, mas utilizar a técnica de propaganda de controle do fluxo de informações, de forma a criar uma falsa impressão de critério justo, quanto em muitos casos pode estar ocorrendo um truque.

Imagine um exemplo onde um sujeito marxista dialoga em um canal de orientação esquerdista, e vários outros marxistas estabelecem um “critério” para a avaliação do ceticismo do primeiro marxista, e todos eles concordem que o critério é bom ou justificado. E isso não serve para comprovar a pertinência deste critério. Assim, nem mesmo as validações tradicionais do ceticismo não servem como uma garantia da prática cética de outrém.

E o que nos sobra? Simples. Complementar o ceticismo tradicional e o ceticismo científico com o ceticismo político, focado no questionamento às idéias de seus oponentes, priorizando as alegações que gerem benefício para estes oponentes.

Assim, quando alguém alega ser um cético, em termos universais, ou um cético científico, mas está fazendo isso apenas para capitalizar politicamente e conquistar a plateia, o ceticismo político entra em ação para testar a congruência do comportamento e do catálogo de crenças deste que fez a alegação de forma a validar não apenas suas alegações de ceticismo, como também toda e qualquer alegação política que o oponente lance em público.

O ceticismo político não é a negação do ceticismo tradicional e do ceticismo científico, mas, dentre outras coisas, uma forma de fazer estas duas formas já conhecidas de ceticismo enfim fazerem sentido.

Anúncios

13 COMMENTS

  1. Mais uma do Mensalão, ele anda criativo

    http://blogdomensalao.wordpress.com/2013/03/19/quanto-menos-impostos-mais-caridade/

    “Essa técnica é uma falsa dicotomia que muitos direitistas adoram usar quando vão atacar o assistencialismo estatal. Basicamente, consiste em se declarar um defensor da caridade voluntária (enquanto os seus opositores seriam os inimigos dela) e dizer que para aumentar o nível de caridade deveria-se cortar os impostos. Como consequência, o assistencialismo estatal seria cortado pois as pessoas irão necessariamente gastar o dinheiro dos impostos que antes eram destinados ao assistencialismo estatal em caridade voluntária. […]

    A Reta de Regressão Descrescente sugere que quanto menos caridoso o país, menores são suas Cargas Tributárias, um resultado que vai totalmente na contramão do que os Liberalistas Econômicos dizem. Evidente que com um R² baixo como esse não podemos chegar a uma conclusão muito forte (o mais sensato é afirmar que não há correlação), mas o fato é que pelo menos a alegação anarcoliberal é patentemente falsa e que a carga tributária é um fator mínimo se comparado com outros fatores como a questão cultural.

    Claro, sou plenamente a favor que uma cultura de caridade voluntária seja estimulada, mas não vejo razão para o libertarismo econômico vir de “brinde” com essa cultura.”

    • Me surpreende o quanto um esquerdista perde toda e qualquer dignidade em prol de encher o bolso dos burocratas. Essa subserviência é nojenta, mas não se compara ao quanto eles precisam mentir para sustentar seus pastores estatais.
      Eu não sei de onde o Suriani tirou a ideia de que é um argumento liberal que “a redução de impostos aumentariam o nível de caridade”. Não tem nada a ver, e isso não é um argumento liberal.
      O que é dito é totalmente diferente do que ele afirmou. E não é um, mas sim vários argumentos.
      Alguns deles:
      1) A caridade voluntária é melhor do que aquela feita por coerção estatal, pois a primeira não dá excessivo poder a burocratas.
      2) Quando um cidadão pratica filantropia, o dinheiro que chega às mãos dos carentes tende a ser “limpo”, pois não passa pela mão de burocratas. Isso ocorre quando o dinheiro para ajudar os carentes vem por coerção estatal.
      3) Alguém que não paga seus impostos via coerção estatal, ainda assim pode fazer doação aos carentes, e cair no item (2) acima.

      Note que nenhum dos 3 argumentos promete “aumento de nível de caridade por causa de redução de impostos”, até por que uma coisa não tem a ver com a outra.
      Aliás, o Suriani não demonstrou uma correlação entre aumento de impostos e caridade, senão ele teria que explicar o que faz um país como a Suécia não estar na lista de “alta caridade”. Uma explicação mais parcimoniosa é que alguns países de alta taxa de caridade o fazem por terem populações com maior renda, e por isso TAMBÉM tenham práticas de caridade. O que não implica em que a redução de impostos reduziria a caridade.
      Aliás, há um quarto argumento: (4) Esquerdismo reduz a chance de alguém fazer caridade.
      http://www.amazon.com/Who-Really-Cares-Compassionate-Conservatism/dp/0465008232
      Como se nota, não há bons argumentos para a coerção estatal. Por isso sugiro a substituição deste modelo por um com impostos obrigatórios e opcionais em conjunto, onde o Suriani poderia pagar 80% do que ganha ao estado, e um libertário poderia pagar uns 10%, e, em contrapartida, teria menos serviços.
      Este libertário poderia ter uma forma alternativa, caso quisesse, de contribuir com caridade, e, com certeza, ele poderia ter a garantia de que seu dinheiro seria bem melhor investido do que aquele direcionado via coerção estatal. 😉
      Meu argumento defende a liberdade individual e liberdade de crença (ou seja, o Suriani pode continuar crendo no estado, e um libertário poderia continuar não crendo, e ambos não afetariam tanto os descrentes de cada lado com suas crenças), enquanto os argumentos pró-coerção social negam qualquer traço de racionalidade. É por isso que ele precisará mentir tanto para tentar obter algum capital político.
      Ele é digno de pena.

  2. Em tempo: A respeito do tópico….é bom lembrar de algumas questões que tratam do cientificismo atual, e da sua relação com a metodologia desonesta, ardilosa e autoritária…..

    No vídeo: um tópico excelente para se iniciar a contraposição à stablishment científico. É só seguir a sequência. No começo do documentário um pouco de paciência é bem vinda.

    http://www.youtube.com/watch?v=XUeIgeHdqFA&feature=related

    Acho engraçado, que o autor do documentário faz um cara que se auto proclama cético parecer uma criança estúpida — evidenciando assim a desonestidade, e o favorecimento de uma questão pessoal ao argumentar. É de dar pena…(.não…não)….é de provocar gargalhadas.

    OFF-Topic — Gostaria de agradecer a postagem do vídeo do aluno que é esculachado na universidade. Aprendi muito sobre esse método, pois realizei (com sucesso) uma apresentação (na qual a bibliografia era toda pautada na filosofia neo-marxista (deleuze, guattari, escola de frankfurt) na universidade, onde pude expor com clareza que eles eram esquerdistas, ateístas e materialistas — que procuram impor um subjetivismo moral que tudo questiona, mas que em geral não apresenta melhor modelo, sendo portanto questionado, contestado e por fim rejeitado. Como em geral os alunos se fecham na alienação, o professor foi pego de surpresa, e não teve muito o que argumentar….ficou nas falácias de sempre, falando contra a religião católica — e o argumento da falsa caridade — que prontamente foi devolvido assim com veio — “os católicos e religiosos não são os únicos que tem o DEVER de ajudar o próximo, quantos de vocês alimentaram o probre que fica ali na esquina? – – Se as ações de não caridade evidenciam a fraqueza da religião, a não caridade dos presentes evidenciam o quê? sua fraqueza intelectual? sua fraqueza política? sua fraqueza moral oriunda sabe-se lá de onde?– paremos com a hipocrisia, que só evidencia o quanto não olhamos pra nós mesmos.”
    Nisto calou-se.
    Nunca me coloquei em uma posição de defender o catolicismo, mas enxerguei com clareza que não se trata da denominação, mas do conceito de religião, visando a subjetivização/relativização (corrupção) da moral judaico-cristã. Quando você demonstra conhecimento da ideologia deles, eles pensam que você é um deles, isso abre uma brecha em termos de questionamento cerebral – – portanto quando você apresenta em sua conclusão a visão contrária e a crítica – – sobra muito pouco pra eles argumentarem.
    Nesse caso — “Premissa honesta, conclusão lógica”.

    O legal é que a aula praticamente foi minha. Tive o cuidado de fazer uma apresentação impecável sobre o tema –(apesar da bibliografia) e o subtexto (minha mensagem) eu escrevi na lousa….

    “O quão cético você é?”
    Ceticismo — “Nenhuma ideologia é isenta de extremismos e parcialidade”.

    Felizmente (nesse caso) a universidade além de ser religiosa, tem histórico direitista, mas vou aguardar (preparado) as consequências do meu ato.

      • É aí que reside o engano Eduardo….até uma criança (antigamente cética por natureza) faria Dawkins parecer o retardado que ele é.
        Basta perceber que toda OPINIÃO de Dawkins começa com……”quem não pensa “assim” é idiota, ignorante…blá..blá…blá” — o típico argumento que se inicia apelando a uma suposta autoridade e reduzindo o adversário à uma classe ridicularizada, mas que se analisando friamente não demonstra lógica e muito menos prova. Quando ele diz no documentário que a evolução é um FATO….quase caí da cadeira de rir…..qualquer pessoa poderia perguntar se ele viu ou esteve lá (essa pergunta irrita muito os cientistas — porque ninguém é testemunha ocular do dito FATO, e EVIDÊNCIA é algo que pode (e deve) ser contra-argumentada no campo da TEORIA. Ou seja, é FATO somente pra ele, pois o resto das pessoas segundo ele — são idiotas…mais da metade da população do mundo são idiotas — me parece um sinto clássico de esquizofrenia.
        É um fanático religioso….só que sua religião é a ciência….ele PRECISA acreditar nisso.
        É deprimente ver até onde a miséria intelectual leva o ser humano ao animalismo….justamente a classe onde Darwin coloca o ser humano. A animalização e instrumentação do homem faz parte de diversas agendas de movimentos ditos “sociais”.

  3. O que vocês acham do racha na cupula do PT ,Eduardo Campos ,ele é governador de Pernambuco e é conhecido aqui no Nordeste,que sempre foi os maiores eleitorados do pt,embora seja uma região conservadora ,pelo que parece ele está planejando disputar a presidência ou criar uma oposição ao pt,alternativa ao governo Dilma ,agora o psdb e psb é que vão ser os novos oponentes de Dilma ,nas eleições municipais o PT foi nocauteado nas 3 principais capitais nordestinas,Recife,Salvador e Fortaleza e com a seca do sertão o pt começar a perder sua imagem,até que um instituto anuncia uma pesquisa(muito suspeita ) satisfação de dilma com 80 % ,sendo que o pt ano passado teve um dos piores índices eleitorais no nordeste .http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2013/03/19/eduardo_minimiza_boa_aprovacao_do_governo_dilma_e_diz_que_ninguem_pode_cantar_vitoria_antes_da_hora_148040.php

  4. Vou aproveitar pra fazer um OFF TOPIC. (sim, isso está se tornando um vício, espero que o Luciano entenda, rsrs.)

    Segue abaixo um comentário de uma gayzista:

    “Isso é lenga lenga de quem não consegue aceitar pessoas homossexuais realmente como iguais, por mais que talvez diga que sim. Como já vi pessoas chamando feministas de feminazi. Me diz quais são os privilégios que esses movimentos querem? Que eu saiba o movimento LGBT quer que os homossexuais possam casar, ter família e querem ser respeitados, não discriminados, não difamados, não inferiorizados e não violentados simplesmente por serem homossexuais. E isso se abrange para bissexuais e transsexuais.
    “Toda ideologia que coloca um grupo acima dos princípios tradicionais da moralidade acaba por transformá-lo em bando de delinqüentes.”
    Que eu saiba, os “princípios tradicionais da moralidade” sempre defenderam a superioridade branca, masculina e heterossexual, e esses eram princípios nazistas, além do anti-semitismo. Que eu saiba esse tipo de moralidade levou a coisas como Ku Klux Klan, na qual os membros eram pessoas cristãs e conservadoras dos Estados Unidos. Que eu saiba movimento a favor dos negros, mulheres e homossexuais não podiam ter menos a ver com nazismo. Toda vez que um grupo quiser direitos iguais, vão dizer que eles querem privilégios. Quem sempre teve privilégios na verdade foram homens brancos e heterossexuais, sendo favorecidos por esses “princípios tradicionais da moralidade”, e muitos não querem perde-los. Ver mulheres, negros e gays como iguais deve deixa-los amedrontados.”

    Cada vez mais eu percebo o quanto eles falam em ser tratados como “iguais”, mas parece que eles próprios se inferiorizam.

  5. Bom finalizarei o OFF Topic. As respostas não foram diretamente pra mim, apenas as encontrei. Uma pessoa disse que tinha bons argumentos pra ser contra o casamento gay, mas que isso não poderia caracterizá-la como fascista. A gayzista responde:

    “e ao criticar as pessoas que chamam outras de fascistas vocês chamam os mesmos de nazistas? Interessante.
    Claro que você possui argumentos contra o casamento gay, não duvido nem um pouco disso. Também sempre existiram muitos argumentos, inclusive pseudo científicos, que diziam que mulheres são naturalmente inferiores intelectualmente aos homens, que não deveriam trabalhar, serem artistas, intelectuais, cientistas ou sequer ter qualquer tipo de pensamento profundo. Chegavam a dizer que seus úteros iriam atrofiar. E também existiam muitos argumentos para dizer que negros eram naturalmente submissos, não tinham “alma” e etc. Argumentos sempre existem, meu caro. Quero ver você dizer um argumento que não seja baseado em “princípios tradicionais da igualdade” e outras babaquices desse tipo. Quero ver um motivo concreto para o casamento gay ser realmente um problema para alguém.”

  6. Acho que a frase de Sun Tzu (“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.”) adentrou de forma violenta no meu subconsciente.

    Lá vai mais uma:

    “Homossexualidade não é “normal” segundo quem? Apenas segundo as suas concepções morais. Foram observadas mais de 1500 espécies de animais que tem comportamentos homossexuais. Então, segundo quem não é natural se na própria natureza existe com frequência? A natureza não é perfeita, nem a biologia, e nem a genética, não havendo motivos lógicos para muitas coisas existentes. Quer um exemplo? O orgasmo feminino não é necessário para a reprodução, e o clitóris também não, no entanto ele está lá, e dá um prazer imenso às mulheres, tendo inclusive 4 vezes mais terminações nervosas que o pênis, que é necessário para a reprodução. Não vem com essa historinha de “não é natural”, nós somos seres sociais, e os seus motivos para ser contra nada mais é que social, está de acordo com os princípios e valores culturais que foram repassados para você.
    Existem pessoas homossexuais e ponto. As pessoas não escolhem o ser, elas simplesmente são. Independentes de poderem reproduzir ou não. Como se esse planeta realmente precisasse de muito mais gente nascendo, que todas as pessoas tenham filhos, com o mundo já explodindo dessa espécie que nada mais é que um problema para o planeta.
    “O movimento ativista LGBT querem dar uma aparência que ser gay está na moda e é legal, querem alcançar o maior número de pessoas e se são contrariados fazem ameaças.”. Que afirmação mais inconsistente. Me diz um ativista LGBT que disse que pessoas heterossexuais deveriam se tornar homossexuais. Não existe. Eles demandam por direitos de pessoas que já são homossexuais, e por respeito. Ser gay não é “legal” e nem “não legal”, é apenas uma característica de determinadas pessoas, não cabendo julgamento de se é legal ou não.”

    Percebe-se que a tentativa de incutir na cabeça das pessoas que o fato de serem avessas às práticas homossexuais decorrem puramente do aspecto cultural e moral. E ainda tem gente caindo nessa história…

    • “Foram observadas mais de 1500 espécies de animais que tem COMPORTAMENTOS HOMOSSEXUAIS.”
      Engraçado, ela acusa o uso da ciência como pano de fundo para a pregação de uma ideologia e o que ela faz??? O MESMO.
      A conclusão de uma afirmação como essa é insana. Tratando o homem como um animal (Darwinista) é esperado que ele em determinado momento (e não sempre) exiba esse comportamento. Mas o homem é um ser diferente de todos os outros, por exemplo ele tem capacidade de raciocínio e pensamento crítico, que não usados produzem esse tipo de comentário como o comentário da moça. Digamos que o assassinato de seus pares e animais de outras espécies (enquanto comportamento) também seja observado em TODAS as espécies de animais……isso significa que devemos aceitar SOCIALMENTE o assassinato como um ato NATURAL e sem qualquer crítica moral????? Aí eu pergunto pra ela o que ela perguntou aos outros…
      “Então, segundo quem não é natural se na própria natureza existe com frequência?”
      Eu respondo:
      – Segundo à moral, senso crítico, segundo a Razão que considera,,,,,mas não leva em consideração APENAS O DESEJO.

      ” Não vem com essa historinha de “não é natural”, nós somos seres sociais, e os seus motivos para ser contra nada mais é que social, está de acordo com os princípios e valores culturais que foram repassados para você.”

      Nós somos seres sociais, mas não somos animais. Se ela e outros preferem reproduzir os comportamentos animais em sua íntegra, isso deve ser analisado em esfera psicológica. Quanto a princípios e valores, ela está de acordo com os que foram passados para ela. Em suma, ela pensa que os dela estão corretos, em detrimento dos seus….isso caracteriza um impasse, mas também determina que ela visa pelos mesmos meios sujos os quais apontou, pregar a ideologia dela como se fosse uma ciência de observação.

      “Existem pessoas homossexuais e ponto. As pessoas não escolhem o ser, elas simplesmente são”

      Aqui ela confunde o “SER” com o “apresentar comportamento”. No começo do discurso dela ela inicia falando que na natureza existem animais que tem COMPORTAMENTOS HOMOSSEXUAIS. Note que ela NÃO DISSE que os animais SÃO homossexuais, mas que estes exibem comportamento. Mas quando trata dos humanos ela refere que estes SÃO. Ela mesma estabelece uma dicotomia quanto a ser, e exibir comportamento. Nenhum estudo científico sério, mesmo de observância chegaria a conclusão de que um animal, mesmo exibindo comportamento sexual,”É” homossexual em essência. Sendo que o comportamento animal é condicionado a uma série de fatores. O comportamento do homem também, mas a diferença é que ele sendo dotado de raciocínio pode ESCOLHER não ser condicionado. Ou seja no caso do homem, pela faculdade de raciocínio exibir qualquer tipo de comportamento é uma questão de escolha.
      O comportamento pode ser encarado como esperado, mas não corresponde como a NATUREZA DO SER.

      “Como se esse planeta realmente precisasse de muito mais gente nascendo, que todas as pessoas tenham filhos, com o mundo já explodindo dessa espécie que nada mais é que um problema para o planeta.”

      Aqui ela reproduz o famoso SENSO COMUM. Para ela que se diz humanista, sua própria espécie é “nada mais que um problema para o planeta”. Sim, de fato acho melhor que o ser humano pare de se reproduzir, de fato isto não tem importância alguma (mesmo que muito de vocês se considerem animais e segundo Darwin isso é primordial para a existência da espécie) — pois isto sim — SALVARIA O MUNDO E RESOLVERIA O PROBLEMA DO PLANETA….só que não. Não sei isso é desonestidade, ingenuidade ou pura ignorância.

      É interessante que eles sempre partem de uma premissa boa — no exemplo: a ciência é usada para propósitos ideológicos nefastos. Nisso qualquer pessoa razoável concorda — e nisso ela constrói uma argumentação, onde simplesmente CAMUFLA que ela faz o mesmo quanto à sua própria ideologia.

      Nem mesmos esquerdistas como Alain Soral, e outros, concordam com estas agendas. Quando ouço e leio esse tipo de ladainha — somente os direciono eles para os seus pares — os esquerdistas que não concordam com eles.

      • Ps: A ciência não determinou (se é que vai) a origem dos desejos e comportamento homossexual. Logo não dá pra usá-la como prova definitiva por nenhum dos lados da questão. A discussão é no campo social, político, moral e teológico. Através desses campos você identifica que homossexual é um ser humano como qualquer outro — merecedor de respeito enquanto humano, cidadão, tendo o direito de manifestar seus comportamentos em privado (assim como os héteros) se não quer ser criticado (porque ninguém é uma ilha), tem direito a integridade física preservada, e tem o direito de deixar uma herança para quem assim o quiser. No que tange ao homem branco e heterossexual concordamos.
        Porém ela dificilmente percebe que o que está por trás da sua militância – – é o interesse de diversos grupos ocultistas, diversos grupos político-político oligárquicos que investem neles para propósitos nefastos, e não raro são homens brancos e podre de ricos. A questão nunca foi apenas de respeito. Se fosse seria legítima.

Deixe uma resposta