As arenas do ceticismo

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Para o cético tradicional, especialmente aquele que adotou o senso comum do ceticismo, cada vez que um padre ou teólogo começa a falar, ou mesmo um médium ou pesquisador do paranormal, é o momento do sensor “cético” ligar e começar a bateria de questionamentos. Assim, as arenas para o ceticismo são missas, paróquias, programas de TV e qualquer lugar onde um destes “atores” podem ter qualquer tipo de ação.

Nesta perspectiva, um “ator” é definido como toda e qualquer entidade que possui ação. Isso é fácil de abstrair nas organizações de TI, onde um sistema possui funcionalidades, as quais possuem comportamentos. Estes comportamentos, no entanto, só existem a partir de atores que iniciam estes comportamentos. Atores incluem o Gerente de Vendas, o Assistente Financeiro ou mesmo um processo de schedulagem (agendamento de ações) de envio em massa que roda todo dia à meia-noite. Sendo que cada ator possui ações, as quais geram outros eventos (e as próprias ações também são eventos), cada uma pode ser objeto de análise, a partir dos sistemas de monitoramento de TI.

Voltando para o mundo filosófico/político/ideológico, um ator pode ser não apenas um padre, um médium ou um pesquisador do paranormal, como também um cientista (especialmente aquele que tem uma posição política, e está fora de seu ramo de atuação), um sociólogo (ligado a uma agenda, em especial), um jornalista, um artista de televisão (dê atenção especial àqueles ligados a uma causa), e, como não poderia deixar de ser, um professor.

A partir do momento em que conseguimos pensar o ceticismo como o questionamento de alegações em geral (e, no caso do ceticismo político, priorizando as alegações políticas), nosso senso comum tem que ser remodelado para o fato de que as alegações são feitas por vários atores, e muitas alegações políticas são lançadas por atores que não costumávamos questionar, especialmente os acadêmicos e os professores.

Uma bateria de livros importantíssimos denunciando dia após dia a doutrinação escolar tem nos sido útil para mostrar que a classe de atores que mais deve ser questionada hoje em dia é a do professor. Exemplos podem ser vistos em obras como Maquiavel Pedagogo, de Pascal Bernardin, Indoctrination U: The Lefts War Against Academic Freedom, de David Horowitz, Brainwashed: How Universities Indoctrinate America’s Youth, de Ben Shapiro, e Indoctrination: How ‘Useful Idiots’ Are Using Our Schools to Subvert American Exceptionalism, de Kyle Olson.

A classe dos professores, alias, tem benefícios especiais, em especial a autoridade que possuem sobre seus alunos, além do poder de coerção. Por exemplo, um professor pode iniciar uma discussão em sala de aula e, a partir do momento em que o aluno diz algo que ele gosta, afirmar, em direção ao restante da sala: “Este é um exemplo de pensamento crítico!”. Mas, a partir do momento em que o aluno contradiga as doutrinas que ele está vendendo, o professor pode afirmar: “Este é um dogmático!”. Qual o critério que o professor utiliza? Devemos investigar.

Um aluno frequentador da página Anti-Neoateísmo, no Facebook, disse o seguinte, após ser criticado pelo seu professor e impedido de exibir seu filme em uma apresentação oral em sua faculdade:

Olá amigos, venho a vocês com um relato de abuso de poder e retaliação de um marxista. Bom, em uma apresentação oral de um seminário na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia expus minhas ideias sobre o ensino de religião no ensino básico, coloquei também em questão o que é aprendido na formação acadêmica do futuro professor, e levantei a hipótese da má formação dos professores nas áreas humanas devido à alta influência marxista e os pensamentos anti-religiosos que há nesses cursos, consequentemente essas influências afetariam o tratamento de um lecionador em discussões religiosas em salas de aula do ensino básico. Terminando a apresentação oral e até antes do previsto fui criticado e censurado pelo orientador, e em um abuso claro de poder não permitiu que meu vídeo fosse exibido. O vídeo explicitaria alguns pensamentos anti-religiosos de seguidores marxistas. Se possível gostaria que fosse divulgado aqui.

Eis o vídeo:

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Tudo previsto de acordo com a estratégia gramsciana, na qual Antonio Gramsci determinou que as escolas e universidades deveriam ser utilizadas para doutrinação de alunos em esquerdismo. Gramsci disse, em Os Intelectuais e a Organização da Cultura:

A organização acadêmica deverá ser reorganizada e vivificada de alto a baixo. Territorialmente, possuirá uma centralização de competência e de especializações: centros nacionais que se agregarão às grandes instituições existentes, seções regionais e provinciais e círculos locais urbanos e rurais. Dividir-se-á por especializações científicos-culturais, que serão representadas em sua totalidade nos centros superiores, mas só parcialmetne nos círculos locais. Unificar os vários tipos de organização cultural existentes: academias, institutos de cultura, circulos filológicos, etc., integrando o trabalho acadêmico tradicional – que se expressa principalmente na sistematização do saber passado ou em buscar fixar uma média do pensamento nacional como guia da atividade intelectual – a atividades ligadas à vida coletiva, ao mundo da produção e do trabalho. Controlar-se-ão as conferências industriais, a atividade da organização científica do trabalho, os gabinetes experimentais das fábricas, etc. Construir-se-á um mecanismo para selecionar e desenvolver as capacidades individuais da massa popular, que são hoje sacrificadas e definham em erros e tentativas sem perspectiva. Cada círculo local deveria possuir necessariamente a seção de ciencias morais e políticas, e organizar paulatinamente as outras seções especiais para discutir os aspectos técnicos dos problemas industriais, agrários, de organização e de racionalização do trabalho industrial, agrícola, burocrático, etc. Congressos períodicos de diversos níveis fariam com que os mais capazes fossem conhecidos.

Charles F. Potter, humanista, escreveu o seguinte na revista Humanist, em 1930:

A educação é a aliada mais poderosa do humanismo e cada escola publica americana é uma escola de humanismo. O que a escola dominical teísta pode fazer, com encontros semanais de uma hora e ensinando apenas uma fração das crianças, para conter a força de um programa de cinco dias de ensino humanista?

John Dunphy escreveu o artigo A Religion for a New Age, em 1983, na mesma revista:

Estou convencido de que a batalha pelo futuro da humanidade deve ser travada e vencida na sala de aula da escola pública por professores que percebam corretamente o seu papel como propagadores de uma nova fé: uma religião da humanidade… O professor deve incorporar a mesma dedicação altruísta do pregador fundamentalista mais fanático, pois eles serão ministros de um outro tipo, utilizando a sala de aula ao invés de um púlpito… A sala de aula deve e se tornará uma arena de conflito entre o velho e o novo – o cadáver em processo de apodrecimento do cristianismo, juntamente com todos os seus males e misérias adjacentes, e a nova fé do humanismo.

Enfim, a sala de aula é uma arena, onde os alunos deveriam estar treinados para questionar os dogmas apresentados por seus professores, especialmente dogmas humanistas e esquerdistas em geral. Hoje em dia, a sala de aula, como Potter disse, é o uso de “cinco dias de ensino” em torno de ideologias. Não deveriam estar focados em técnicas úteis para seu futuro profissional?

A filmagem de aulas para avaliações posteriores de pais de alunos pode ser uma idéia, pois muitos alunos, especialmente os que não chegaram ainda à universidade, não tem a condição intelectual para lidar com professores que executem truques de propagandas e estratagemas diversos para vender suas ideologias. (Atenção: eu não disse que todos os professores fazem isso, mas, caso façam, é preciso de extrema precaução)

O ambiente acadêmico e escolar é, então, uma arena para o ceticismo político, e no caso dos atores sob questionamento estão os professores. Aliás, o próprio aluno ou agente externo que questionar estes professores também é um ator. Todos são passíveis de serem questionados. O que estou defendendo aqui é que o professor, normalmente não questionado, esteja entre aqueles que vão para a arena também.

Se estabelecermos uma cultura de questionamento aos professores, nas arenas que eles frequentam, fica mais fácil pensar em todo e qualquer tipo de arena, como por exemplo a mídia. O livro Bias, de Bernard Goldberg, nos dá evidências claras de como a mídia possui viés esquerdista. A cada notícia publicada, ou mesmo participação de um comentarista (como exemplo, Arnaldo Jabor), temos que ligar nosso senso cético e achar as possíveis fraudes e manipulações que possam existir no conteúdo divulgado. No artigo Dicas para se tornar um consumidor crítico de notícias e conteúdo de mídia, forneci algumas orientações para encararmos aquilo que vem da mídia como conteúdo, e, como tal, um objeto de investigação.

Ademais, hoje em dia, todo e qualquer jornal online que se preze dá espaço para comentários. Este espaço é utilizado por comentaristas, os quais, de uma forma ou de outra (conscientemente ou não), executam suas agendas políticas, em alguns casos defendendo um beneficiário, e na maioria das vezes como funcionais. Assim, não só o ambiente da mídia é uma arena, como também todo e qualquer espaço onde exista interação virtual, especialmente a caixa de comentários nas notícias e conteúdo publicado online. (E isto vale também para o conteúdo não-online, como as seções de cartas dos jornais)

Se pensarmos as seções de comentários e toda a área destinada a conteúdo na mídia como arenas, também podemos pensar em toda e qualquer área de interação com a mídia da mesma forma. Assim, o YouTube, como espaço de divulgação de vídeos, é uma arena também, e publicadores de vídeos são atores a serem objeto de ceticismo. O mesmo vale para todos os comentaristas deste vídeo.

Voltando para a academia, divulgadores de pesquisas científicas naturalmente são objeto de ceticismo, mas, em caso de participarem em questões políticas mais polêmicas, podem, em muitos casos, omitir a voz da dissidência e barrar o método científico. Um exemplo da típica desonestidade de cientistas esquerdistas está neste texto. Portanto, o fato de alguém pertencer ao ambiente científico não garante absolutamente nada em termos de validade das alegações feitas por eles. Muito cuidado, pois acadêmicos, especialmente da área de ciências naturais, podem usar sua autoridade acadêmica para obter um bypass em sua mente, e terem suas idéias aceitas a priori por causa de suas credenciais. Mas as credenciais de alguém não garantem, por si só, que esta pessoa seja honesta intelectualmente.

Do ambiente acadêmico, vamos para outros ambientes onde temos instâncias da guerra política, como a indústria cultural. Declarações de artistas muitas vezes podem embutir declarações políticas, e, como tais, devem ser expostas ao público. O fato de um artista dar uma declaração geralmente “desliga” o senso crítico da patuléia, mas sempre é um exemplo de divulgação de conteúdo, que pode conter ou não alegações políticas. Neste caso, o artista é um “ator” no contexto do debate público, e a mídia utilizada por ele uma arena.

No quesito da Internet, a Wikipedia é um exemplo de arena, mesmo que para muitos apareça como uma “Enciclopédia Online”. Mas o fato de que todos podem editar conteúdo se torna um terreno fértil para que grupos políticos atuem usando a Wikipedia para jogar o jogo político. O livro Wiki at War, de James Jay Garafano, nos dá perspectivas aterrorizantes sobre o tema.

Enfim, acho que já deu para pegar o jeitão da coisa: basta existir um espaço onde um ator possae interagir e gerar conteúdo, que temos uma arena, e, se temos uma arena, temos atores em ação, que devem ser objetos de questionamento.

No ceticismo político, se devemos priorizar as alegações políticas, então devemos quebrar o senso comum que sugere o ceticismo como um empreendimento a ser feito contra os estudiosos do paranormal e alegadores do sobrenatural, mas sim em relação a todos os que proferem alegações políticas, e estes estão muito além da esfera da religião e do misticismo. Por isso, temos que “abrir a mente”, e entender que as arenas para o ceticismo são muito mais amplas do que aquelas com que estamos acostumados, e os atores sob questionamento vão muito além dos padres e médiuns.

São professores, filósofos, cientistas, padres, comentaristas de mídia, artistas, intelectuais, sociólogos, psicólogos, representantes de classe, e até mesmo comentaristas das redes sociais.

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4 COMMENTS

  1. Luciano, já que umas semanas atrás falamos de Yoani Sánchez, tudo aquilo que ela enfrentou e a tal derrota que a claque teleguiada experimentou a ponto de não ter se manifestado no Rio, segue uma notíca que considero interessante sobre dissidentes cubanos, uma vez que envolve a líder das Damas de Branco que, a exemplo da blogueira, está circulando pelo exterior. Como poderá observar, ela defende que o embargo continue, pois se ele caísse isso supostamente aumentaria o poder da família Castro.
    Porém, se usarmos aquele raciocínio de dissidentes que não são bem dissidentes, poderíamos imaginar que ela defendendo a manutenção do embargo acabaria apenas por aumentar o poder dos Castro, uma vez que estes sempre puderam jogar a culpa de todos os males que acometem a ilha no tal embargo (mesmo atualmente a maioria dos alimentos vendidos em Cuba vindo dos EUA e havendo o significativo aporte de recursos vindos de cubanos nos Estados Unidos). Claro que não podemos pular para conclusões de que Berta Soler estaria agindo de tal forma, mas a metodologia de raciocínio acaba tendo alguma razão razoável. É estranho também pensarmos em por que raios o regime cubano liberaria passaporte a alguém contra ele ir falar coisas no exterior.

    Em relação a essa história, deixo aqui dois vídeos de dois meios de comunicação diametralmente opostos e que versam sobre a Berta em questão:

    http://www.youtube.com/watch?v=8AMJeXNu44k

  2. Em relação ao rapaz que teve o vídeo impedido de ser exibido, uma coisa que noto é que ele não teve o cuidado de voar por baixo do radar. Note-se que ele deixou imagens transplantadas diretamente de páginas do Facebook contrárias à religião política de matiz marxista-humanista-neoateísta, bem como não usou aquela arte de engabelar professores para fazer valer seu ponto de vista.
    Ele poderia ter usado as mesmíssimas citações deixando apenas a foto e pondo algo do lado, bem como deveria ter informado ao público onde elas podem ser encontradas (entenda-se aí nas obras dos referidos autores). Com isso, ele evitaria de ter dado a pala que deu ao deixar uma imagem como logotipo de uma comunidade do Facebook. Note-se que o tipo de comunicação a ser processado quando se lida com esse tipo de gente não pode ter penduricalhos que lhes permitam digressões. Quando o cara deixa um logotipo de comunidade do Face, este é um penduricalho que poderá e será utilizado pelos MHNs para dizer coisas como “esse cara é um fascista” (mesmo que o vídeo mostre também citações de Hitler sobre o assunto). Ele também poderia ter feito algo como “o que estes personagens históricos dizem a respeito da religião” (observe-se aí que se está usando uma frase totalmente neutra para se dizer o fato de que ele são antirreligiosos) e ir enumerando as frases conforme as religiões mencionadas ou mesmo as frases autorreferentes (como aquelas dos comunistas dizendo ser eles próprios o demônio).

    As frases de Che, Marx e outros contra o cristianismo, judaísmo e religiões em geral são fatos, ainda que pouco conhecidos. Quando são pouco conhecidos, obviamente que tentarão jogar para debaixo do tapete. Por isso que se faz necessário mostrar claramente de onde elas vieram, para evitar acusações de se estar inventando algo, pois interessa ao MHN que as pessoas pensem que uma verdade é na realidade uma fantasia, quando essa é uma verdade que irá atrasar o atingimento de seus interesses. O principal da coisa é evitar o uso de palavras-gatilho (que automaticamente geram histeria e polilogismos). Aqui trata-se de basicamente usar o mesmo expediente que um bom diplomata usaria em seus documentos.
    Por isso que acho importante que se faça uma espécie de “engenharia reversa” do gramscismo. Se marxistas culturais chegaram aonde chegaram aparentando não serem marxistas, pode ser uma boa para o combatente do marxismo-humanismo-neoateísmo aparentar não ser combatente do marxismo-humanismo-neoateísmo. É o famoso lance de fazer-se de morto para pegar o coveiro.

  3. Já que este artigo mostrou um exemplo de aplicação da estratégia gramsciana, gostaria de compartilhar com os demais leitores do blog minhas experiências pessoais enquanto “vítima” >_< da dita-cuja. Em 1977 eu estava na primeira série do segundo grau, e pelo menos 3 docentes se dedicaram a "doutrinar" os alunos durante o horário de aula. O primeiro caso foi um professor "temporário" de Física, que durante as três primeiras e únicas aulas para a nossa turma naquele ano, se ocupava em tentar enfiar o materialêsmo sientêfeko na cabeça dos alunos, com a desculpa de esclarecer as diferenças entre ficção científica e ciência de-fato (lembro bem somente da primeira dessas "aulas", em que ele pretendeu demonstrar a "impossibilidade absoluta" 😀 de um homem invisível). Hoje eu suponho apenas que a direção da escola tenha percebido as intenções ulteriores desse professor e que o tenha mandado "passear" 😛 O segundo caso foi um professor de História que, certamente por receio de ser "pêgo em flagrante", mandava uma aluna escrever no quadro-verde assuntos que tinham NADA A VER com História, e enquanto a aluna escrevia e nós copiávamos em nossos cadernos, o suposto professor ficava no fundo da sala de aula, lendo um jornal. O terceiro caso foi "mais produtivo", e tratava-se de uma professora de Geografia, que sim ensinava Geografia, MAS QUE também, com uma regularidade periódica, destinava algumas das aulas a "debates sobre as últimas notícias" — porém, sempre com muito cuidado, já que podia haver algum "espião da ditadura" por perto, né? 😛

    No ano seguinte (1978), aí é que foi uma beleza, pois um professor de Geografia chamado José Goddoy (já falecido), entrou em cena, e durante 2 anos seguidos, não ensinou um só pingo de Geografia 0_o — TODAS as aulas dele eram destinadas à "conscientização política dos alunos", é claro. E nós, os alunos, realmente gostávamos daquilo 0_o , pois acreditávamos que ele estava *apenas e tão-somente* "abrindo os nossos olhos" para as verdades que a marvada ditadura queria esconder da população -.-

    Em 1980, freqüentei o curso pré-vestibular do Grêmio Politécnico, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Havia 4 disciplinas em que o materialismo histórico era o pano-de-fundo explícito e obrigatório: Geografia, História Geral, História do Brasil e Literatura. Lembro que a capa das apostilas de Geografia mostrava um bando de bóias-frias 😛 posando com foices e armas de fogo, obviamente eram agitadores da reforma agrária ou coisa que o valha =^.^= As apostilas de História, por sua vez, sempre começavam com uma epígrafe que era um excerpto de um dos livros do Eric Hobsbawm ¬¬ Em agosto de 1980, houve um dia "especial" em que as 3 primeiras aulas foram dedicadas a mostrar a verdade sobre a usina nuclear de Angra dos Reis, e as 2 últimas aulas foram gastas em, ¿adivinhem o quê?, um "bate-papo com o José Genoíno". No ano seguinte, tendo eu já ingressado na Escola dos Politrecos 😀 , fiquei sabendo que aquele professor de História Geral, um advogado chamado W.S.S., tinha armado um golpe financeiro em cima do Grêmio Politécnico, junto com os outros professores do Cursinho da Poli — e com o dinheiro e as máquinas de impressão roubadas "legalmente", os pilantras abriram um cursinho próprio, chamado "Espaço" e localizado na Av. Prestes Maia ¬¬

  4. Eu percebo o seguinte,o esquerdismo é uma doutrina política internacional,porém ela possui uma metodologia diferente nos lugares e sociedades que ela atinge , por exemplo , façamos uma comparação da arquitetura esquerdista na Europa e na América do Norte (Canadá e Estados Unidos) é muito diferente da estratégia esquerdista na América Latina .
    Os esquerdistas europeus muito dificilmente vão botar nome de seus partidos de “comunista” ,normalmente eles colocam ou partido Trabalhista ou Socialista , pois antes mesmo da queda do muro de Berlim ,os podres da União Soviética,como a pobreza e a repressão ,já era coisa muito conhecida dos europeus ocidentais , a moda era desviar o foco para os países Escandinavos , que adotaram um comunismo moderado, com o estado social-democrata ou de bem -estar social , porém com o advento do neo-liberalismo , os países escandinavos ou dançavam conforme a música ou iriam acabar na pobreza e com a queda de seus altos índices sociais .
    O esquerdista europeu é diferente do esquerdista latino -americano ,pois o esquerdista europeu defende com mais ênfase as ideias humanistas e as mescla com o socialismo ,já o esquerdista latino-americano , já é mais utópico , ainda enxerga Cuba,como “modelo de socialismo” , o esquerdista latino-americano,é mais radical em seus ideiais , costumam em muitos momentos agir com agressividade e normalmente costuma fazer culto á personalidade de guerrilheiros ,como Che Guevara e Fidel , costumam se escancarar nas ditaduras e na pobreza,pra capitalizarem politicamente ,atuam com militâncias mais sitematizadas e organizadas , porém seu material intelectual é frágil ,prova disso é a escassez de cientistas políticos esquerdistas respeitados fora de seus respectivos países ,prova disso é que o Brasil é um dos maiores oásis de acadêmicos esquerdistas,porém pouquissimos (pra não dizer nenhum ) têm renome fora do país .
    O esquerdista americano , é um mix da ingenuidade dos esquerdistas latinos com a preucassão dos esquerdistas europeus, a esquerda americana começa a ganhar força dentro dos EUA , porém vai perdendo espaço no país vizinho ,o Canadá , (http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,partido-conservador-vence-eleicoes-no-canada,714207,0.htm)aliás nós conservadores brasileiros temos muito que aprender com os conservadores canadenses, mesmo com uma hegemônia do pensamento esquerdista no Canadá, com uniões de instituições conservadoras ,eles ganharam força .
    Posso dar uma sugestão para esse blog? minha sugestão é que o material de guerra política seja traduzido a outros idiomas,em especial para Espanhol , pois andei pesquisando a situação dos conservadores dos países hispânicos , está feia , acho que nós conservadores temos que nos unir, o Brasil está mais propenso a uma ascensão conservadora, ainda que lenta, o terreno político atual já começa a dar condições para isso, já na Argentina ,Equador , Venezuela , isso parece praticamente impossível uma reação esquerdista . O ideal seria aplicar um conservadorismo internacional ,

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