Milagre: Marisa Lobo vai processar Jean Wyllys por denunciação caluniosa

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Fonte: Ligado no Gospel

Em 22 de março, Marisa Lobo escreveu uma carta ao deputado federal Jean Wyllys, onde critica o parlamentar por , segundo ela, estar sofrendo do próprio, ameaças de processo por se opor às suas ideias. Marisa Lobo afirmou também estar movendo um processo contra o deputado, e afirma que a ação de Wyllys contra ela é motivada por uma mentira.

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Na carta ao deputado, Marisa Lobo afirma que Jean Wyllys se utiliza de palavras desrespeitosas para se referir a ela, o que não condiz com a imagem de um deputado, cargo que ela afirma ter sido alcançado pelo parlamentar por sorte.

Ela diz ainda que as acusações de Wyllys contra ela tem um forte impacto negativo na vida de sua família, e afirma ter provas da falta de tolerância da do deputado, que ela afirma agir por “infantilidade e falta de entendimento de que existam pessoas que são diferentes” dele.

Veja na Íntegra a carta da psicóloga:

Ao me deparar com as acusações e palavras desrespeitosas do deputado senhor Jean Wyllys se referindo à minha pessoa fiquei muito decepcionada, pois a ofensiva é de um ditador e não condiz com a imagem de um deputado. Aí pensei: não foi a nação que o elegeu foi a “sorte”, talvez por isso não respeite o cargo que ocupa e nem o povo, pois este não votou no mesmo, como prova seus poucos 13 mil votos, é o que penso.Talvez por não ter tido ainda uma esposa, como o meu marido, não tenha a compreensão de como suas palavras dirigidas a mim podem ofender um marido, e talvez por ainda não ter filhos não saiba avaliar como os meus filhos se sentiram e se sentem com as mentiras que o senhor diz e inventa da mãe deles.

Sr. Jean Wyllys, faço questão, por respeito ao público, falar o seu nome. Porque não tenho o que temer nem a pretensão de manipular ou de arregimentar, nem de deixar situações mal explicadas com intuito de implantar uma dúvida ou uma confusão intelectual na cabeça das pessoas. Sou honesta intelectualmente.As palavras do deputado sim são caluniosas e desonestas em sua intenção. Duras de ouvir, como mulher e como profissional. O senhor não debate; o senhor ofende, pratica assédio moral e bullying, uma mostra aparente de sua intolerância e de sua falta de limites. Mas o que mais me impressiona é a manipulação dos fatos e a “cara de pau”, me perdoe a expressão, de imputar crimes, calúnias e difamação às pessoas. Lei existe para todos em igualdade, e as leis estão a serviço da verdade, não a seu serviço, deputado. O senhor pratica abuso de autoridade, ou é folgado porque acredita que a imunidade parlamentar possa te autorizar a ofender pessoas e sujar o nome delas por simples orgulho, descaso e ódio? Ou divertimento?

Penso ser infantilidade e falta de entendimento de que existam pessoas que são diferentes do senhor, que pensam e sentem diferente.Eu e milhares de pessoas divulgamos o vídeo a que se refere, e em nem um momento o achei criminoso pois veicula imagens mostrando suas falas agressivas contra cristãos, contra nossa fé, e contra aqueles que se opõem às suas lutas, que nem sempre são legítimas. Alguém tem que ter a coragem, deputado, de te dizer isso. Diferente por exemplo da manipulação daquele programa CQC, onde o senhor perverteu sua fala e implantou maldosamente na mídia que “psicólogos Cristãos praticam tortura”. E isso tenho registrado em ata notarial com meus advogados, isso sim foi grave. Ou quando o senhor atribuiu a notícia de uma violência a homossexual à minha pessoa e à pessoa do pastor Silas Malafaia, induzindo claramente e atribuindo de forma criminosa um crime, uma culpa. O que tenho a meu favor contra seu discurso de ódio e suas mentiras atribuídas a mim é, por exemplo, uma audiência pública do dia 27/11 em que o senhor participou.

A gravação prova que tentei ser imparcial e lutar pelos direitos de todos (homossexuais, evangélicos, ex-gays… Enfim, pessoas humanas), e me pergunto: Quem manipulou com requintes de crueldade as informações? Quem induziu ao erro? O senhor não me assusta com seus discursos de processo, acredito na justiça. A própria internet prova com datas quem disse e falou o que. E, deputado, não me arrependo de nenhuma palavra que disse do senhor, pois minha luta não é contra o senhor, é contra as suas estrapolações enquanto parlamentar. Nessa guerra toda, conforme a ultima audiência que participei, ficou claro a minha honestidade. Mas, infelizmente, na sua tentativa de “dar show”, “causar” e atrapalhar os trabalhos, não ouviu uma só palavra, apenas deturpou o momento como sempre e não percebeu como tentei equilibrar e promover a paz. Mas acho que o senhor deseja mesmo é guerra, o que é uma pena. Mas dá ibope né, deputado?

Com suas palavras duras e mentirosas somente confirmei minhas suspeitas: o senhor precisa mais de orações e de alguém que freie suas motivações, pois está agindo como um ditador, travestido de idealista e protetor dos direitos humanos. Pois se fosse sensato dialogaria, como o deputado Marco Feliciano propôs ao senhor. Saiba que está criando uma guerra santa, manipulando pessoas, ações, pensamentos e falas. Sem remorso, sem culpa e sem se importar a quem está ferindo, está dando tiros para todos os lados para ver se consegue acertar em alguém. Vai conseguir, e está conseguindo, machucar muitas pessoas inocentes contradizendo sua luta.Não se preocupe comigo deputado, sou pequena. O que tenho é minha profissão, que o senhor com suas mentiras e falas maldosas tenta destruir. É desumano o que o senhor faz comigo, eu apenas exerço meu direito de expressão e de professar minha fé; o que o senhor diz de mim é mentiroso.

O senhor me usa como bode expiatório porque quer mostrar serviço. Sei que é uma ação orquestrada, que pode me prejudicar como já o fez com suas mentiras e manipulação de fatos, como faz em seu tuites, seu site e suas entrevistas. Tenta sempre me veicular ao curandeirismo, fato que a justiça já está ciente que foi manipulação de pessoas como o senhor, e que em tempo certo responderão por isso.Em nenhum momento faltei com o respeito com sua pessoa, não usei palavras de baixo calão me referindo a quem quer que seja. Mas sim, contradigo e me oponho a algumas de suas falas por considera-las mentirosas e manipuladoras.

O senhor fala tanto em discurso de ódio, mas só vejo ódio em seus discursos; a não ser quando está em programas de TV, onde faz tipo na frente das câmeras. Me perdoe se estou interpretando errado, mas é o que me parece; são suas atitudes que me levam a acreditar na sua falsidade social, suas palavras são a prova de seu ódio. Eu não odeio o senhor, mas confesso que tenho pedido a Deus para perdoá-lo e conseguir entender suas agressões, pois me parece que o senhor não tolera alguém que se oporem às suas ideias e não aceita o contraditório, fato lamentável para um parlamentar que tem a obrigação de primar pela liberdade de expressão e pela democracia.

Saiba, querido, que não somos deuses nem imortais, e um mandato dura apenas quatro anos. Não temos sempre razão, dialogar é a melhor opção, e devemos ouvir as razões do outro; precisamos muitas vezes sermos frustrados sim, para nos tornarmos seres humanos melhores. Você pode enganar as pessoas, mas não a todas elas por muito tempo. Uma hora a verdade aparece, e espero por ela. Quanto ao processo que diz estar movendo contra mim: continue, talvez essa seja a chance de provar que o senhor me persegue. Pois eu sou povo, você é o deputado e deveria respeitar o cidadão e dar-se ao respeito.

Marisa Lobo.
Uma cidadã que exerce seu direito à democracia, de se opor aos desmandos de qualquer parlamentar. Tenho o direito ao contraditório.

Meus comentários

Já passou da hora não só da direita começar a processar de volta os esquerdistas, como também demonstrar o quanto é imoral a atitude deles.

É muito positivo que Marisa Lobo lembre que Jean Wyllys, junto com o CFP, lutam para destruir a profissão de alguém apenas por que essa pessoa não compactua com seus dogmas esquerdistas/humanistas. Sempre é importante mencionar a podridão deste tipo de atitude dos adeptos da religião política.

A incapacidade de conviver com o contraditório, a ponto de usarem todos os esforços para destruirem a vida daqueles que se opõem às ideologias de esquerda, seria por si só um motivo para demonstrarmos ao público o quão danosa é a ideologia humanista/esquerdista.

Mais até do que a atitude digna de processar Jean Wyllys, o apontamento da imoralidade e indignidade dos esquerdistas é o ponto alto da carta de Marisa Lobo.

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9 COMMENTS

  1. Olá a todos , bom venho aqui para dar uma sugestão aos leitores e o dono do blog,que começassemos e pesquisar mais sobre o esquerdismo internacional e como suas estratégias estão sendo aplicadas no bloco latino-americano , já está na hora de nós conservadores reagirmos a isso, até os russos já estão começando a se posiocinar com mais rígidez aos agentes comunistas http://www.youtube.com/user/borovonovodvo?feature=watch ( não concordo com muitos posicionamentos de Novodvorskaya , ela é Liberal , variando para centro-esquerda e muito parecida esteticamente com o Conde rs ,embora suas análises em relação ao comunismo seja digna de análises )

    Fugindo do assunto ,quero passar aqui um estrategama bem fuleiro dos esquerdistas,quando se acusa Ìcones de esquerda como Guevara ,Fidel,Lênin é dizer

    ” Mas a revolução americana também provocou diversos assassinatos em nome do individualismo e dos interesses político-financeiros ”

    Outro estrategama safado é que quando afirma-se que todos os movimentos militantes circulam por uma agenda eles dizem o seguinte
    ” Isso não passa de uma teoria da conspiração rasteira , o que esses movimentos defendem são apenas direitos ”
    Seria interessante que fosse feita uma abordagem dessas duas estratégias ,que agora está sendo feita pelos esquerdistas pra poderem se safar dos podres de seus regimes .

    • Eu já comecei, e inclusive já passei por uma situação de exposição em sala de universidade, onde o professor (nascido na direita (o que não me diz nada), e pertencente a uma grande família de capitalistas coorporativistas) se tornou esquerdista educador (o que pra mim é a própria concepção de fraude enquanto ser).

      Felizmente nesta ocasião consegui manter o monópolio da retórica durante a aula inteira, e ainda pude refutar os questionamentos oriundos do professor. Mas veja bem, o terreno em que estavamos me propiciava isso – universidade com histórico direitista e teológico (não que eu ache isso uma maravilha).

      Mas o que acontece realmente é que eles fazem jogo duplo no que concerne à bases filosóficas de sua ideologia, e você tem que ficar esperto com este duplipensar filosófico, entre o esquerdismo internacional (que alguns denominam neo-marxismo, ou marxismo cultural) e o clássico (marx-bakunin).

      Por exemplo:

      Alguns esquerdistas defendem a plena relativização da moral e o questionamento de qualquer autoridade com base em uma subjetividade (que eu denomino a princípio como não dirigida) quem tem só como objetivo criar dissonâncias e desconexões da sua linha de raciocínio. Mas você percebe que ela é de fato dirigida. A subjetividade do sistema internacional quando usada pelo esquerdista em debates atuais, visa unicamente causar no ouvinte a sensação de que a outra parte da discussão é além de não criativa, antiga e cerceadora. A subjetividade que eles usam, é se colocar em uma posição de questionar tudo, sem ser questionado, pois já está situação de subjetivar e relativizar tudo. É um teatro.
      A fraude intelectual está em passar para o ouvinte que aquilo é algo inovador, em termos de idéia e questionamento, logo é liberdade.
      Mas uma coisa não tem nada a ver com outra. Eles questionam, subjetivando e relativizando, mas o FATO é que FALHAM MISERAVELMENTE em fornecer um modelo prático (e não subjetivo) da estrutura atual.
      Em suma…sonhar é bom….mas uma hora ou outra você precisa retornar à realidade.

      Adicione a isso o fato de que no modo clássico – bakunin elege uma casta de homens ‘naturalmente’ dotados, escolhidos entre o povo, e para o povo — mas alerta que o poder é corruptivo — inclusive, alega que o meio acadêmico científico é por si só o ínicio dessa corrupção, mas não nega e afirma que o saber científico é determinante na escolha desse grupo.
      Ou seja em um momento determina a importância da ciência (apartada de deus, pelo satanismo), e em outro subjetiva e relativiza a estrutura científica, para manter o monopólio da mesma, segundo a ideologia.

      Ao meu ver a princípio é necessário assumir a mesma postura dualista do esquerdista no debate. Onde ele for objetivo, você deve subjetivar e relativizar em questionamentos dos quais é impossível ele responder sem ser objetivo. Assim você o mantém onde quer. Se ele for subjetivo, você adota a postura objetiva, sempre trazendo o assunto discutido à esfera da realidade, onde eles falham na elaboração de modelos práticos. Uma vez preso ao objetivo ele terá dificuldades em explicar os erros, e ausência de um modelo melhor da estrutura política (históricamente)…..uma vez preso à subjetividade está sujeito à utilização de mitos, fantasias e utopias não aplicáveis na realidade, e ainda por cima se coloca no mesmo quadrante dos religiosos os quais eles julgam severamente.

      O único ponto comum no duplipensar filosófico de um esquerdista / humanista / neo- ateísta é sua assertiva quanto à destruição da religião, ou no minímo na certeza que a mesma é um obstáculo para a implantação de seu experimento social. Mas é claro que quando questionado sobre isso, ele ira relativizar, ampliando o sentido de social e aplicando a famosa frase preferida deles : pluralidade — baseada em uma MENTIRA humanista, dado o conhecimento de suas bases filosóficas.

      Se eu errei em alguma coisa aí….façam a gentileza de me corrigir.

  2. Dentro dessa possível virada de jogo contra marxistas-humanistas-neoateístas, e já que estamos falando de Jean Wylliys e Marco Feliciano, destaque para a defesa que Magno Malta fez do pastor acusado de homofóbico, racista, machista, outros “istas” e outros “fóbicos”:

    http://www.youtube.com/watch?v=TuvgR5FbMW4

    Observe-se que o senador diz uma série de coisas interessantes, tanto no campo religioso quanto no pastoral:

    1) De onde surgiu a história de que os africanos seriam amaldiçoados, que é uma tese surgida no meio evangélico americano;

    2) A lembrança de que Marco Feliciano pode não representar os que vão às ruas gritar contra ele, mas que representa 212 mil pessoas que nele confiaram;

    3) A lembrança de que o Congresso é o que é porque reflete o que o povo brasileiro é;

    4) O direito à liberdade de expressão também no exercício político;

    5) O fato de a diversidade de opiniões e, mais ainda, o respeito e a consideração por essas opiniões, é o que faz o exercício da democracia possível;

    6) A lembrança da possibilidade de terem propositadamente descontextualizado falas de Marco Feliciano para que ele seja visto pela claque (e pelos inseminados pela claque) como alguém que tem preconceito contra pessoas de ancestralidade africana (sendo que o próprio Marco é uma e não tem problema de mostrar isso), homossexuais e mulheres;

    7) O tal direito de alguém poder exercer a política na condição de líder religioso, assim como Jean Wyllys o tem enquanto militante homossexual;

    8) O fato de que ninguém apontou arma para a cabeça dos deputados que elegeram o pastor como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara;

    9) A evocação inclusive a Paulo Paim e lembrando que tanto o senador gaúcho quanto ele, capixaba, possuem ancestralidade africana, mesmo tendo diferentes posicionamentos políticos.

    Note-se que Magno Malta é extremamente diplomático e tem bom trânsito nas diversas rodas da casa (e não poderia deixar de ser), mas sabe falar duro sem dar em sua fala margem para que pincem trechos e os descontextualizem. É respeitado por seu trabalho na CPI da Pedofilia e, portanto, nome grande do Senado. Logo, podemos considerar que ele se postou de maneira a dar cobertura para que Feliciano siga adiante. Também devemos notar que o PSC bateu firme o pé a favor de Feliciano e a tal representatividade que ele possui. Ainda teremos outros capítulos disso? Teremos sim, mas parece que já ingressa no povo a noção de que estão querendo usar esse fato em uma dimensão que ele não possui. Ainda sobre liberdade de expressão, vale a pena ler o que o Reinaldo Azevedo deixou a respeito.
    Algo importante nessa história toda é ver que lentamente as pessoas estão enfrentando de maneira aberta os MHNs, bem como estão notando que se um indivíduo se manifestar contra tais religiosos políticos, acabará tendo o respaldo de outros anti-MHNs que também notaram ser quebrável o clima de censura extraoficial que o gramscismo faz questão de criar no povo. Outro detalhe importante é a intensidade das contraofensivas, que estão vindo várias vezes, em vez de ser apenas algo isolado que se perde dentro de um mar com outras cem ofensivas. As mesmas contraofensivas também demonstram estar mais abalizadas que as ofensivas surgidas na base da claque que rosna ao ouvir palavras-gatilho e associá-las a alguém (sem mesmo saber quem esse seja ou o que de fato disse). Graças a isso, acabam por ter uma força maior do que alguém que diz “não gosto de Marco Feliciano porque sim e está acabado”. Veja que inclusive denunciam preconceitos vindos dos MHNs que dizem lutar contra o mesmo preconceito, como o tal caso de terem dito que ele parecia um homossexual e tinha vergonha de sua ancestralidade ao alisar o cabelo.

    Cenários possíveis para o futuro? Talvez o PSC esteja jogando em cima do enfraquecimento das alegações do outro lado, uma vez que quanto mais tempo passar, maior será a tendência de mais pessoas verem a história toda e constatarem falhas no discurso dos que querem o pastor longe de uma comissão para a qual foi eleito por seus próprios pares.

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