Por que Marco Feliciano é, no momento, o melhor nome para a Comissão de Direitos Humanos?

27
87

14811956

A indicação de Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos da câmara dos deputados foi, como todos nós sabemos, resultado de um acerto entre o PSC e o “partidão” no poder.

Porém, uma análise mais fria e racional nos levará inevitalmente a reconhecer que eles atiraram no que viram, mas acertaram o que não viram. A constatação lógica é que Marco Feliciano, de fato, é o nome ideal para presidir a Comissão dos Direitos Humanos.

Esse argumento se sustenta ao notarmos que hoje em dia o politicamente correto é a maior ameaça à liberdade de expressão.

Assistimos marxistas culturais aparelhando conselhos de psicologia, entidades de classe, órgãos do estado e quaisquer trincheiras onde possam concentrar poder. Isso também tem ocorrido na mídia, onde os mesmos militantes podem podem controlar o fluxo de informações.

Grupos radicais, focados em discurso de ódio, simulam representar minorias, mas violam todos os princípios democráticos, ao cercear a liberdade de expressão. Mas a liberdade de expressão, desde que não se viole direitos negativos dos outros, é um bem invioável. Enfim, é um direito humano.

Marco Feliciano apenas luta pelo direito de expressar sua crítica ao comportamento homossexual, enquanto os homossexuais já tem o direito de criticar os heterossexais. Em outra perspectiva, um anti-cristão pode criticar a religião tanto quanto um religioso pode criticar o ateísmo.

Em termos de dogma, eu discordo do que Feliciano acredita. Sua declaração sobre um continente “amaldiçoado” por Deus (uma declaração que nem de longe é racista, embora os militantes radicais da esquerda estejam fingindo que é) jamais seria levada a sério por mim.

Entretanto, ele apenas executa seu direito à liberdade de expressão, mas não viola nenhum direito humano com seu comportamento. A não ser que os esquerdopatas tenham inventado um direito humano, o de alguém não ser criticado por seu comportamento se este comportamento for relacionado ao homossexualismo.

Por outro lado, os oponentes de Feliciano são totalitários, raivosos, amorais e totalmente incapazes de viver em sociedade. E não são os gays os oponentes de Feliciano, mas os gayzistas. Humanistas e esquerdistas juntos compõem grande parte da massa de manobra contra Feliciano.

Em resumo: não há um grupo mais oponente aos direitos humanos do que os grupos radicais capitaneados por humanistas e esquerdistas. Jean Wyllys, atualmente, pode ser claramente identificado como um adversário dos direitos humanos. Um verdadeiro inimigo da humanidade. Ao propor censura, cerceamento de liberdade de expressão e endossar ações de violência contra um deputado legitimamente eleito, Wyllys sabe que se opõe a tudo que conhecemos como decente e moral em uma perspectiva democrática.

Enquanto isso, Feliciano se resume a nos ensinar uma lição fundamental: devemos cada dia mais lutar pelo direito à liberdade de expressão, enquanto lutamos contra o totalitarismo e a violência absolutista.

Isto tem tornado a presença de Feliciano na câmara um verdadeiro símbolo dos direitos humanos.

De um lado Feliciano, a favor da liberdade de expressão, lutando claramente por isso. Do outro Wyllys, a favor do totalitarismo de esquerda, da censura e do discurso de ódio.

De fato eu não vejo Feliciano como um “símbolo” dos direitos humanos, e não vejo nele um histórico de atuação relacionada a essa questão.

Entretanto, o momento político tornou Feliciano, de maneira provavelmente involuntária, um verdadeiro símbolo dos direitos humanos, pois ele representa a luta pela liberdade de expressão contra um grupo totalitário, que tenha ganhar suas ações pelo grito e pela força, ignorando todo e qualquer contrato social como também toda e qualquer noção de moralidade.

Como ateu, eu não tenho motivos para gostar dos discursos de Feliciano. Mas admiro o fato dele dizer o que pensa e estar hoje em dia lutando pelo direito de continuar dizendo. Como diria Voltaire, “eu posso não concordar com o que dizes, mas lutarei até a morte pelo seu direito de expressão”.

Eu não vejo problemas no casamento gay, mas defendo o direito de Feliciano poder afirmar em público que não concorda com isso, e até o direito dele ensinar aos próprios filhos o casamento heterossexual como padrão normativo.

Isto é defender a liberdade de expressão, um dos mais importantes dentre os direitos humanos.

E quanto mais radicais da linhagem marxista-cultural de Jean Wyllys lutarem contra a presença de Feliciano lá, mais este pode ser considerado a melhor opção para o cargo.

Assim como bandidos não gosta de policiais, esquerdistas tendem a não gostar de quem luta pelos direitos humanos, mesmo que seja em uma questão “solo”, como a liberdade de expressão.

Podíamos até pensar em um critério para a presidência desta comissão: todo nome que for rejeitado por Wyllys e seus asseclas radicais deveria obter preferência para o cargo.

Uma sugestão final: pedir para Wyllys e seus amiguinhos colocarem todos os nomes que eles rejeitariam de imediato para uma comissão de direitos humanos e anotarem em um cartão. Estes nomes deveriam ser olhados com mais atenção para um preenchimento da vaga.

Feliciano, ao menos no momento, é o que melhor preenche os requisitos, não só o da rejeição por totalitários, como o desafio à estes totalitários ao lutar pela liberdade de expressão.

Anúncios

27 COMMENTS

  1. Eu pesoalmente não vou nem um pouco com o córneos desse sujeito, mas NESTE momento considero que seria covardia atacá-lo, pois ele tornou-se de um forma ou de outra um símbolo de resistência ( por mais desastrado e ridículo que tenha sido o processo ) contra um movimento altamente organizado, fanatizado e financiado DE FORA, por ongs gringas ( não que esses pastores não sejam também internacionalistas; 90% são maçons além de possuírem negócios no exterior ). É infelizmente dos males o menor neste momento; triste que a maioria da população seja forçada a escolher entre a merda e a bosta, mas isso é o Brasil ( embora já venha acontecendo no mundo inteiro ).

  2. Rapaz, as acusações de Teocracia estão proliferando de vez. O discurso da vez é: “Religião e política não dá certo”. O pior é que isso engana completamente os desavisados, que não percebem o real objetivo por trás desse discurso aparentemente lúcido. Estão apelando até pra dizer que a bancada evangélica está querendo instaurar um uma espécie de Islã aqui no Brasil, só que Cristão.

    Tá foda…

    • O truque é simples, mas o negócio é reverter demonstrando que isso é discriminação. Quer dizer, ‘ateísmo e política’ pode, ‘heterossexualidde e política’ também, ou mesmo ‘homossexualismo e política’, mas RELIGIÃO e política não? hehehehe…

      Qual a regra para excluir um grupo das discussões democráticas?

      Se a denúncia contra os esquerdistas for bem feita e assertiva, é mais uma demonstração do quanto eles são totalitários e absolutistas.

    • O mal das pessoas é julgar pelas aparências até mesmo quando elas não existem. Sou cristã evangélica e sempre fui contra a igreja se misturar com política, pois, na verdade o nome mais ideal é “politicaria” o que se faz nêsse país. Hoje, as coisas mudaram, e eu passei a enxergar de outra maneira essa questão. Todo mundo descia a lenha dizendo que crente era analfabeto, sem visão e seguia a cabeça do pastor. Isso também é outra imagem negativa que se tem dos crentes. Se enganam redondamente. Digo que sempre houve cristãos evangélicos letrados, no entanto, hoje, o universo é muito mais do que se pode imaginar e envolve vários seguimentos da sociedade. Todos, diante de Deus têm o mesmo valor, do mais simples ao mais letrado, pois, a letra, em determinados momentos, acaba matando e isso ocorre quando a soberba do ser humano sobe às narinas. O que Deus deseja do homem é mudança de caráter e isso só pode ocorrer através do evangelho de Jesus. O Brasil vive hoje uma catástrofe na queda dos valores morais. O errado se tornou certo e o certo errado e quando os valores morais de uma nação começam a descer pelo ralo, só a misericórdia do Senhor. Eis porque hoje, como nos tempos bíblicos é importante a participação da igreja. É uma imbecilidade dizer que a bancada evangélica está querendo instaurar uma espécie de Islã. Isso é maquinação de mentes desocupadas. Uma epécie de Islã acontecerá quando a igreja já não estiver mais aquí, pois, o Senhor Jesus está voltando para buscar o seu povo. Aí muitos vão chorar a sua falta… Será muito tarde…Um conselho recebam Jesus como Salvador…Ainda há tempo…

    • Mas aí que está, se usarem acusação de ‘teocracia’, é outro truque que temos que refutar e mais um motivo para chamá-los de safados e desonestos.

  3. Excelente texto, explicou com um raciocínio lógico impecável o fato do movimento LGBT ter se transformado em massa de manobra por pessoas de má fé.
    Continue assim, conquistou um leitor!

  4. Mais Feliciano: entrevistado por Danilo Gentilli no Agora é Tarde, diz ele que se tivesse um filho gay iria dar-lhe muito amor e que “afinal, filho é filho”. Pessoas normais entenderão essa frase como “pais amam seus filhos independente do que sejam e independente do que eles façam e que não os agrade”, enquanto religiosos políticos marxistas-humanistas-neoateístas irão dizer que se está sendo preconceituoso, como aliás poderão ver nos comentários que a notícia tem.
    Ainda nos comentários, vocês poderão notar o quanto que as pessoas em geral não estão informadas sobre o que é militância gay e qual sua diferença em relação ao gay comum. Note-se também o tanto de neoateus que puseram as garrinhas de fora na tal seção de comentários, com direito a dizerem blasfêmias daquelas, fora o tal lance de dizer que política e religião não se misturam (mas neoateísmo e política supostamente o poderiam sem problema algum). Outra coisa a repararem: o tanto de midiotas que vemos nessa seção. Esses últimos continuam a dizer que Marco Feliciano seria racista (sendo que o próprio já mandou deter um cara que assim o chamou, por óbvio crime contra a honra, independendo aí de a pessoa ter ou não dito palavras de ordem. Se disse palavras de ordem, podemos até buscar o terceiro que as fez agir falando coisas de terceiros), assim como seguem dizendo que ele seria homofóbico.

    Continuo a suspeitar que Feliciano desenvolveu sua “engenharia reversa do gramscismo”, que seria diferente daquela que eu suspeito que o papa Francisco tenha desenvolvido. De qualquer forma, ele tem feito uma “marcha dentro das instituições”, tendo conseguido não só o cargo de deputado federal como também conseguindo espaço na TV, isso sem esquecer que há ao menos uma página no Facebook de admiradores dele e que já tem um bom número de curtidores.
    Ainda no assunto, segue a mais recente do Reinaldo sobre o assunto e lembrando novamente daquilo que estamos esquecendo, como as tomadas de posse de José Genoino e João Paulo Cunha na CDH, a história de estarem querendo ressuscitar o delito de opinião neste país, bem como aquele lance de “se você não luta pela solução, é parte do problema”, como se não subscrever o que militantes diversos fariam fosse prova de ser alguém indigno de existir.

    Talvez o principal da coisa é que após esse episódio e outros (como o de Yoani Sánchez), nosso povo pode estar desenvolvendo, ainda que rudimentarmente, uma consciência de desconfiar de grupos de pressão, perguntar quem os financia ou mesmo dar de ombros para suas manifestações (o que por si só já reduz seu efeito). Também estamos vendo o tal surgimento de militância antimilitantes marxistas-humanistas-neoateístas, o que faz a balança se mexer.

    • Temo somente por essas pessoas dos comentários da notícia que só repetem igual a papagaios o que escutam nas redes ou nos próprios meios sociais. Querendo ou não, como já disse o Luciano, o efeito psicológico de ter uma opinião que vai contra a manada realmente está se tornando algo perigoso. E muitos estão fechando os olhos. Vejam um comentário que eu achei:

      “Meuuu Deuss…Que psicose!! Agora vamos ponderar os direitos constitucionais? Temos que permitir este acesso a todas as minorias.”

      Detalhe que o dono deste comentário continua pensando que estes grupos de pressão realmente estão interessados nos direitos das ditas minorias. E isso tem se tornado cada dia mais comum entre os acadêmicos de Direito. Estão aceitando isso de modo muito fácil. Não duvido que daqui a algum tempo estarão apoiando cassar os direitos políticos de religiosos, pois tirariam a conclusão de que eles são o problema, e que como eu havia dito ontem e o Cidadão disse logo acima, repetiriam o mantra: “Religião e política não se misturam”.

      Minha esperança é que o povo brasileiro tome consciência disso, mas estou pensando seriamente que esse é um caminho sem volta…

  5. Não sabia que exposições preconceituosas e homofóbicas constituem liberdade de expressão.
    É um fanático religioso dotado de intolerância e hipocrisia.ISSO SIM!

      • O que acontece, é que todas estas parafernalhas diária, onde nossos “maus” político todos os dias, inventam um assunto novo para por em pratica. Alguns para se promoverem, outros porque nada entendem de política. Isto quer dizer, “infelismente” que a administração política deste país, esta se transformando em uma enorme latrina, cheia de moscas. E que de quatro em quatro anos, só mundam as moscas, o resto continua o mesmo, infelismente !
        Senhores políticos, tente descobrir o Brasil!
        Como? Saindo dos seus luxuosos gabinetes, não para ir passear de avião, mas dirigindo um veiculo por nossas pessimas estradas, ou viajando de onibus, ou de metrô, entrado nos subúbios, subindo morros, entrando em favelas, vistando escola públicas, hospitais, postos de saúde, “que de saúde só tem nome” enfim, se os senhores quiserem enchergar esta na frente de seus nariz! Procurem fazer alguma coisa por nosso País, provem que vocês merecem os exorbitantes salários que nos,o povo Brasileiro pagamos para os senhores.
        Eis aí a minha sugestão, se não for a das melhores, que tal esta:
        AME O BRASIL, OU DEIXE-O !

  6. Li a entrevista da revista veja, e assistir seu pronunciamento na tribuna da câmara, e não vi mnada que desabone sua conduta para ,presidi a comissão.
    Vi sim, muitos ativistas e extremista tentando impor no grito suas vontades com intuito de passar para opinião pública imagem distorcida dos fatos reais.

  7. Parece que a máxima voltairiana só vale até quando não se discorda dos pensamentos de alguns. Em menos de um mês, meus comentários foram excluídos e fui bloqueada por felicianos e wyllys da vida. O problema do meu país é bem pior que eu pensava…:(

    • Cristina,
      Em geral as pessoas não querem ser contrariadas ou expostas em suas fragilidades. Sou crente, cristão e fui cortado de sites Católicos apenas por expor minhas crenças, de forma respeitosa, em contrapartida aos ataques que estes Sites fazem a todos os não-católicos.

  8. A moral que ele prega não é um mal, o mal é desacreditar os demais Cristão fazendo da religião um circo em suas pregações, o pior, um circo muito lucrativo, o inverso do que Cristo ensinou.

Deixe uma resposta