Em entrevista, o herege Marco Feliciano se diz perseguido por ditadura gay… a terminologia está quase correta

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Fonte: Yahoo!

Brasília, 2 abr (EFE).- O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e acusado de racismo e homofobia, afirmou em entrevista publicada nesta terça-feira pela “Folha de S.Paulo” que o país vive sob “ditadura gay” que o “persegue”.

Feliciano, pastor evangélico, foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados no mês passado e desde então foi objeto de protestos em todo o país por sua rejeição à homossexualidade e por declarações polêmicas nas quais afirmou que a etnia negra é “amaldiçoada” e que a Bíblia diz isso.

Na entrevista publicada pela “Folha de S.Paulo” e pelo “UOL”, Feliciano alegou que os protestos são organizadas por um movimento homossexual que se comporta como uma “ditadura gay” e “força as pessoas a pensar o que eles querem”.

O deputado reiterou ainda sua oposição a leis que condenam a discriminação sexual e assegurou que, em sua opinião, deveria haver leis também contra os preconceitos contra “carecas”, “caolhos” e “banguelas”.

Sobre a homossexualidade, insistiu que pode ser “revertida” com ajuda “psicológica” e “espiritual”, já que é “um fenômeno de comportamento”.

O parlamentar é presidente e pastor da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, vinculada à Assembleia de Deus, um culto evangélico que tem no Brasil cerca de 20 milhões de fiéis, entre os quais garantiu que existem “muitas” pessoas que deixaram de ser homossexuais graças à ajuda espiritual.

Na entrevista, Feliciano insistiu que suas posições não são “homofóbicas” nem racistas e se apoiam em convicções religiosas, pelas quais também é contra o casamento gay, reivindicado pelas organizações homossexuais.

Segundo o pastor, no Brasil existe a figura da “união civil” entre pessoas do mesmo sexo e não se deve avançar além de isso.
“O problema é que depois do casamento religioso, eles podem querer, como já brigam pela adoção de crianças. E nós sabemos, a própria psicologia diz, que a criança criada por dois homens ou criada por duas mulheres tem uma problemática sem tamanho”, declarou.

Feliciano insistiu que, apesar das fortes pressões para sua renúncia à Comissão de Direitos Humanos, ele se manterá nesse cargo, pois foi eleito em forma “legítima” pelos membros desse grupo parlamentar.

A indignação dos movimentos de direitos humanos foi além das fronteiras do país e a Anistia Internacional, na semana passada, considerou “inaceitável” a permanência de Feliciano no cargo.

Através de um comunicado, a Anistia Internacional pediu ao Congresso brasileiro para “reconhecer o grave equívoco cometido” e “corrigir” o “erro” que representou sua eleição como presidente da Comissão de Direitos Humanos. EFE

Meus comentários

O melhor seria se Feliciano se referisse não à “ditadura gay”, mas à “ditadura gayzista”, já que gayzistas são os militantes LGBT, que não representam todos os gays.

Ele também poderia comparar a histeria coletiva dos gayzistas (e não dos gays, que fique bem claro de novo) com os radicais islâmicos enfurecidos com um vídeo satirizando Maomé tempos atrás.

O fato é que Feliciano hoje é símbolo da luta contra uma nova lei da blasfêmia. A crítica ao comportamento gay se tornou, por causa do politicamente correto, um ato de blasfêmia.

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4 COMMENTS

  1. Se vc ver os comentários verá q a população não está a favor do Feliciano, mas também não é contra. É notável, que, pouco a pouco, a população está mostrando sua opinião em vez de esperar que os intelectuais de esquerda o façam. Isso ficou notável quando boa parte dos comentadores ficou a favor da Rachel, do SBT, dizendo claramente que ela tinha a opinião do povo.

  2. Vamos ao noticiário do dia sobre Marco Feliciano:

    1) Todas as reuniões da CDH serão a portas fechadas. Obviamente que será permitido que a imprensa cubra as sessões. Uma parte é óbvia, que é a de evitar que militantes interrompam um trabalho que deve ser feito de maneira serena. E, pelo que dá a entender, os pares que elegeram Feliciano o aplaudiram após a primeira sessão sem acesso aos comuns do povo;

    2) Após um anti-Feliciano ser preso por tê-lo chamado de racista, Élder MArtins da Silva, pró-Feliciano, foi detido pela Polícia Legislativa por empurrar uma jornalista. Diz ele que foi um acidente e que seu objetivo era ocupar espaço em frente ao plenário. Analisando a coisa mais friamente, são esses tipos de atos que os militantes antimilitantes marxistas-humanistas-neoateístas não devem fazer, mesmo que o façam sem intenção (imaginando que de fato tenha sido isso e o cara possa mesmo ter tropeçado e levado a jornalista a reboque). Por que isso? Porque para que se capitalize isso como “cerceamento à imprensa” (ainda mais por parte daqueles que só leem a manchete e diagonalmente a notícia), são dois tempos.
    Quem olhar a notícia verá que uma multidão de analfabetos funcionais fez seus comentários muito “abalizados” e cada um desses comentários acaba por ser um telefone sem fio daqueles. E é com base nesse telefone sem fio (assim como o que deu origem a essa celeuma) que uma imagem que não corresponde aos fatos vai sendo construída e, mais ainda, aprimorada enquanto tal;

    3) Nove deputados entraram com pedido para que Marco Feliciano seja investigado por quebra de decoro parlamentar. Um dos que assina é Ivan Valente, presidente do PSOL, partido de Jean Wyllys. Aqui não há nada de muito excepcional, uma vez que partidos minimamente coesos costumam de fato defender seus integrantes salvo se estes fizeram alguma coisa extremamente grave (digo isso obviamente pensando em uma perspectiva de jogo político). Apenas o que ocorre é que o nome de Ivan Valente no pedido faz as coisas irem mais rapidamente, uma vez que é presidente de partido.
    No pedido, o segundo (e aqui podendo ser considerado dentro da estratégia de guerra de processos), querem ver uso irregular de assessores, evolução de patrimônio do pastor (aqui, pode ser justificável em parte pelas vendas de DVDs com suas palestras) e relação com uma produtora de vídeo. Observe-se que são razões diferentes das alegadas no pedido anterior, que pede para investigar a menção de Satanás em uma pregação;

    4) STF não adiará depoimento de Marco Feliciano em ação em que ele é acusado de estelionato. Seria em relação a R$ 13 mil que ele recebeu para ir a um culto no qual foi contratado, mas não foi. Diz o deputado que o valor foi devolvido. Se assim o for, não há por que a ação continuar;

    5) A ministra Marta Suplicy diz que Feliciano não está à altura de presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Diz ela que o deputado em questão é notoriamente preconceituoso, ao que fica a pergunta sobre se ela lembra que o cara é filho de mãe mulata, esteve em missão em Angola e sobre se há alguma prova consistente de que ele tenha agido para que algum homossexual tivesse a vida prejudicada. Também poderíamos perguntar se não foi preconceituoso por parte dela insinuar sobre Gilberto Kassab:

    http://www.youtube.com/watch?v=WEwungnwjOs

    6) Do lado felicianista da coisa, o deputado da discórdia diz que há muita gente querendo que ele fique. O problema até agora é que as manifestações de rua estão muito mais discretas que o número de pessoas que gravam vídeos no YouTube apoiando o religioso;

    7) Mais um texto do Sakamoto sobre a história toda. É engraçado ver alguém que não acredita no diabo estar preocupado com alguém falando do coisa-ruim, mas o mais importante aqui é “vincular isso [Satanás] a uma comissão que defente direitos fundamentais de minorias sistematicamente excluídas diante de uma plateia de pessoas que, com o perdão da palavra, são ignorantes no assunto [direitos humanos] e são muito suscetíveis ao que dizem seus guias espirituais sobre o tema, é uma jogada política das mais rasteiras e das mais brilhantes”. Será que os que subitamente passaram a chamar Marco Feliciano de “racista”, “homofóbico” e outros epítetos nada elogiosos estão agindo de cabeça própria ou demonstram ignorar que direitos humanos valem para todos. Será que esse mesmo pessoal não está extremamente suscetível ao que os guias espirituais (no caso, no sentido de entender o espírito marxista-humanista-neoateísta) lhes dizem (“Marco Feliciano é racista e homofóbico, portanto vocês devem invadir as ruas para derrubá-lo, só que não vou lhes contar que estão sendo os otários que jogam cortina de fumaça sobre a nomeação de Genoino e Cunha para a CCJ nem direi que o PSC foi eleito para a presidência da CDH por seus próprios pares, pois quero ganhar a presidência da CDH no grito”)?
    Diz o blogueiro que Marco Feliciano está dando voz a um público que vive às sombras de sua própria desinformação, mas será mesmo que os evangélicos são tão ignorantes assim? E por que agir como se as igrejas evangélicas tivessem comando único (como a Católica)? E quem garante que o pessoal que age contra Feliciano está de fato informado e agindo de uma forma que não lembre a de um fanático religioso a quem foi dito que deve protestar contra alguém por este alguém ser a personificação do mal. Será que as pessoas raciocinam quando gritam palavras de ordem contra o pastor?

    Olhando a tal postagem, é interessante notar os comentários, pois tem muita gente contestando legal o autor da postagem;

    8) Mais PT querendo a presidência da CDH no tapetão, agora querendo que se anule a sessão em que ele foi eleito.

  3. A reportagem não fugindo de sua jornalística ” imparcialidade ” menti descaradamente. Ele jamais disse que etnia ou grupos de negros são amaldiçoados, disse que o continente africano é amaldiçoado; uma visão teológica que certa ou não nada tem de racista. Mas hoje criticar um gay é homofobia, um negro é racismo, já não se pode nem criticar o atraso, a miséria e a doença de um continente chamando-o de amaldiçoado que é crime.

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