A homofobia de Perlla: cantora beija o seu marido e diz que Feliciano a representa

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Fonte: Entretenimento R7

Em uma semana marcada por polêmicas envolvendo Joelma e suas opiniões acerca do casamento homossexual, outra cantora evangélica resolveu entrar na discussão.

A carioca Perlla, que largou o funk devido a sua religião, postou uma foto beijando seu marido em seu Instagram com uma hashtag que deu o que falar: “Marcos Feliciano me representa”.

Desta forma, Perlla deixou claro seu total apoio à escolha de Marco Feliciano, recentemente eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados .

Feliciano tem sido alvo de muitos protesto, inclusive de celebridades, por se posicionar contra o casamento gay e é constantemente acusado de racismo e homofobia.

Meus comentários

Claro que o título do post é irônico, pois o que há de homofobia no ato de Perlla beijar seu marido e dizer que o Deputado Marco Feliciano a representa no direito de defender seu modelo de família? Obviamente nada.

Entretanto, as comunidades LGBT começarão a patrulhar Perlla.

O que vemos é o seguinte. Um ateu, como eu, entende o direito de um cristão criticar minha opção de descrença. Assim como eu espero que ele entenda meu direito de criticar a opção dele de crer. Isso é do mundo democrático.

O movimento LGBT pensa em direção completamente oposta, e entende que ninguém tem o direito de optar pelo modelo tradicional de família e ao mesmo tempo defendê-lo como  o modelo correto.

Claro que estamos tratando de pessoas que não conseguem mais conviver com um mundo plural, um mundo no qual um heterossexual deve ter o direito de ensinar aos seus filhos o modelo de família tradicional no qual acreditam.

Irônico será ver os gays criticando o beijo heterossexual de Perlla, o que deveria ser considerado a atitude mais natural possível.

Vejamos os próximos capítulos.

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10 COMMENTS

  1. Uma possibilidade interessante é a de que a ação de Perlla acabe despertando os evangélicos (ou mesmo não-evangélicos que apoiem Marco Feliciano) a fazer exatamente o mesmo que ela fez com o marido e crie-se uma onda parecida àquela do Muslim Women Against Femen, cuja mensagem principal é “ops, esqueci de ser oprimida pois estava muito ocupada sendo incrível”. Observe-se que é movimento pacífico e bem-humorado feito em resposta ao pedido do Femen para que as muçulmanas saíssem por aí com os seios de fora em protesto contra o véu que supostamente as oprimiria, ao que as muçulmanas responderam que não se sentem oprimidas por usar o véu e que não precisam que alguém diga o que elas devem pensar. Logo, como se observa, o Femen deu com os burros tão n’água quanto o Collor ao pedir que as pessoas fossem às ruas de verde e amarelo. Tudo bem que por ora não dá para saber se o Muslim Women Against Femen é de fato uma ação espontânea, se é de fato uma ação religiosa ou se é um marxismo-humanismo-neoateísmo que pode ser usado como inocente útil no combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo, mas o principal da coisa é que dá margem a pensar que se as pessoas não se virem como oprimidas, corta-se de cara qualquer margem para a pregação MHN colar, pois não conseguem de cara angariar os tais inocentes úteis, pois os mesmos não se veem como oprimidos que necessitariam do MHN para se libertar.
    No caso específico de Feliciano, caso outros evangélicos ou apoiadores do deputado em geral fizerem a mesma ação, esta será um espelho que praticamente ridiculariza os atos dos anti-Feliciano (ou, como alguns já estão chamando, “marcofóbicos”). E, como sabemos bem, a imagem de um beijo é impactante. No caso de Perlla, o beijo que ela dá em seu marido é mais ousado que os selinhos que outros artistas deram anteriormente, até por ser um beijo de alguém que está com alguém cujo gosto corresponde à sua sexualidade, o que significa não haver aquela reação de asco natural que haveria caso se fizesse um ato contrário à sexualidade que pratica (até agora, o único beijo entre pessoas do mesmo sexo que pareceu ter volúpia parecida com o de Perlla é o que Daniela Mercury, que recentemente assumiu homossexualidade, em Alline Rosa, o que significa que a rainha do axé dos anos 1990 estava fazendo algo que corresponde ao tipo de atração que sente). Tanto no caso de Perlla quanto dos “marcofóbicos”, são beijos com explícita carga de afronta a alguém ou algo.

    Poderão acusar a agora cantora evangélica de homofobia? É algo esperado, mas creio que ela tenha calculado minimamente os riscos. Alguns irão perguntar o que há para se acusar se ela fez exatamente o mesmo que outros artistas fizeram, apenas com a diferença de ser um beijo entre pessoas de sexos diferentes e dizendo que Marco Feliciano a representa. Ainda nessa impressão de risco calculado é que ela provavelmente tem certeza de que isso encorajará a que outros pró-Feliciano façam o mesmo (em que pese os pudores de significativa parte dos evangélicos a beijos em público). Haverá mais impacto ainda se, por exemplo, tivermos alguém de traços visivelmente africanizados dando um beijo heterossexual como o da Perlla e com os dizeres de que Marco Feliciano representa. Aliás, vale lembrar que não foi o primeiro nesse contexto, pois na página do Face com apoiadores do parlamentar, há um casal do povo que fez o mesmo, mas com beijo mais tímido que o da cantora em seu marido. Logo, consideremos o que Perlla fez como uma ampliação de ação que já está acontecendo. Outros poderão pensar algo como “se a Perlla fez, por que não eu?” e repetir isso.
    Se ocorrer uma reação do tamanho da que estamos vendo com a página Muslim Women Against Femen, a vida daqueles que usam o caso do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias como cavalo de batalha poderá ficar dificultada e a militância, ridicularizada como foi a claque anti-Yoani Sánchez quando de sua ida à livraria Cultura do Conjunto Nacional, a ponto de a cubana não ter sido mais incomodada quando foi ao Rio.

  2. E vamos continuar a deixar aqui o noticiário sobre Marco Feliciano:

    1) Esta notícia pode significar a entrada do Executivo no combate ao deputado, ainda que de forma discreta e limitada, uma vez que o Executivo não tem como intervir no Legislativo se observados os trâmites democráticos normais. Temos a divulgação da nota da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial divulgando moção de repúdio à escolha de Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
    Como sabemos bem, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racia está um tanto ligado àquilo que os militantes pressionarem, o que significa agir muito a reboque dos mesmos. E aqui caímos em um enredo surreal, pois se “a trajetória e a postura do deputado em relação à população LGBT e à população negra se revelam preconceituosas e excludentes”, como explicar que Marco estaria sendo excludente para consigo mesmo se pensarmos que parte de sua ancestralidade é africana e seu padrasto é negro? Em relação a homossexuais, como explicar o fato de ele conviver até bem com eles e ter sua divergência no campo religioso, bem como divergência com militantes gays no campo político. Até agora não vimos nenhum homossexual ser morto por Feliciano, a mando de Feliciano ou por um terceiro supostamente influenciado por aquilo que ele enquanto pastor disse.

    E, se o referido parlamentar foi eleito para a presidência da CDH, o foi por ação de seus pares. Logo, como compreender que o CNPIR entenda “como inaceitável a permanência do deputado Marcos Feliciano na Presidência da Comissão dos Direitos Humanos, visto que afronta os princípios de liberdade, respeito e dignidade da pessoa humana, que devem ser assegurados independentemente do pertencimento racial e da orientação sexual”? Por que o PT não quis a presidência da CDH, sendo que teoricamente teria cacife para tal? Podemos aqui considerar que a Comissão de Constituição e Justiça era mais importante e os cálculos permitiam que a CDH pudesse ficar para trás? E, se estamos falando de “liberdade, respeito e dignidade da pessoa humana, independentemente do pertencimento racial e da orientação sexual”, podemos considerar que Marco Feliciano esteja sendo vítima de racismo quando dizem que ele estaria renegando sua ancestralidade ao alisar o cabelo e de discriminação por orientação sexual quando é perseguido por claques organizadas de militância gay e, por isso, tendo liberdade, respeito e dignidade da pessoa humana afrontados?
    Também temos Maria do Rosário (aqui sempre lembrando da tal falta cavada que ela praticou com Jair Bolsonaro, parlamentar que também apoia Feliciano) dizendo que as falas do peessecista incitariam o ódio e a violência. Porém, como já dito antes, fica a pergunta sobre se até agora tivemos alguém morto ou agredido diretamente por Feliciano ou a seu mando ou se tivemos algum discípulo de Feliciano fazendo isso. Até agora, o que vimos foram as tais claques odiando Feliciano;

    2) Outro bom texto de Reinaldo Azevedo sobre o “não me representa” e dizendo o quão autoritário é isso. Marco Feliciano também não me representa, até porque não votei nele, assim como Jean Wyllys também não me representa porque nele também não votei. Porém, Marco representa 212 mil brasileiros e Jean, 13 mil (tendo sido alçado à Câmara por reboque de Chico Alencar). Aliás, é bom que só um parlamentar (ou todos de um determinado partido, se a opção foi por voto de legenda) represente(m) alguém, pois abre espaço para que outras representações também tenham espaço.

    • Luciano, esta notícia pode ser considerada uma vitória política de Marco Feliciano enquanto presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O porquê disso é bem óbvio: antes de sair a decisão da Justiça Federal baiana, ele foi o primeiro a levantar a lebre sobre os contaminados por chumbo em Santo Amaro da Purificação (BA), bem como o primeiro a chamar algum representante dos contaminados para uma reunião na CDH, ao que recebeu agradecimento do próprio convidado.
      Se formos pensar em artistas que preferiram jogar pedras no também pastor, é uma derrota dos santo-amarenses Caetano Veloso e Maria Bethânia, que deveriam ter dado uma forcinha para a causa de seus conterrâneos. No caso de Caê, o mesmo desceu legal a lenha no parlamentar, do qual provavelmente nunca havia ouvido falar e só conhece por meio de palavras-gatilho, mas sem querer o cantor disse que o homem da discórdia é o superbacana, mesmo afirmando não concordar com sua eleição. Aliás, ele tentou minimizar a ação do filho de Orlândia na questão. Maria Bethânia é mais discreta e no máximo podemos dizer que não tomou parte. Porém, pensando no grau de influência deles, poderiam ter feito muito mais por uma questão tão dramática quanto essa.

      Vale lembrar que a sessão sobre os contaminados por chumbo em Santo Amaro da Purificação foi justamente aquela sessão que teve dois manifestantes detidos, bem como mudança de sala para evitar a gritaria dos grupos de pressão. Não devemos esquecer que são 18 mil os contaminados na cidade, o que com certeza engloba gente de tudo quanto é grupo, incluindo os queridinhos dos marxistas-humanistas-neoateístas. Pensando na situação dos direitos humanos no Brasil e levando em conta que somos um país sem guerras, com certeza 18 mil pessoas tendo sua situação com a atenção devidamente prestada são um ganho bem concreto em tal campo, uma vez que estas são pessoas que realmente estão tolhidas de uma existência plena enquanto seres humanos.
      Já pensou se a sessão tivesse sido suspensa em vez de transferida para a sala mais reservada? Daria para falar que os militantes foram responsáveis pelo sofrimento de pessoas contaminadas por chumbo porque queriam mais benesses a pessoas que têm braços, pernas e cabeças em ordem para poder trabalhar.

  3. Falando em homofobia, pode ser que tenhamos a modalidade de lacunas sendo explorada neste caso. O cara ia toda semana à praia de Cabo de Santo Agostinho (PE) para praticar sexo com desconhecidos. O próprio reconhecia que aquele lugar aonde ia era perigoso e por prudência deixava seus bens de valor na casa de um amigo. Por ora, tudo leva a crer que seja morte por assassinato, mas ainda não se descartou a tal hipótese de preconceito contra o comportamento sexual do morto, ainda mais que por ora não há perícia ou reconhecimento de suspeitos. O que se sabe é que ele foi achado com lesões corporais e sinais de que foi afogado.
    Suspeitas que podemos ter nesse caso é a de que o tal ator, já que era frequentador do lugar, possa ter ficado marcado por algum bandido, ainda mais pensando que prestava serviços à prefeitura da cidade em questão. Se prestava serviço e crê-se que era alguém conhecido (ainda mais que o Cabo tem pouco menos de 190 mil habitantes), pode ser que algum bandido suspeitasse que ele tivesse dinheiro graúdo no bolso e o quisesse assaltar mas, vendo que ele não tinha, tratou de matá-lo. Falou-se de substância branca nas narinas, o que pode significar afogamento, como já dito, mas também pode ser uso de drogas. Também não podemos esquecer da hipótese de ele ter sido mais uma vítima de garotos de programa.

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