Helio Schwartsman e sua apologia ao crime, a partir de truques psicológicos e um sem-número de falácias. É por isso que digo que ingenuidade perante conteúdo de esquerda tem limites.

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Conforme artigo em sua coluna na Folha, entitulado Maioridade penal, Helio Schwartsman nos dá uma mostra de como funciona um esquerdista em momento de discurso aberto, isto é, o momento em que ele divulga qualquer tipo de conteúdo (verbal ou não).

O fato é que não há uma linha sequer de debate argumentativo de fato no discurso esquerdista, mas, como sempre tenho dito, o lançamento de um sem número de rotinas e truques de forma a impossibilitar qualquer forma de debate.

Diz o esquerdista: “Vinde a mim as criancinhas”. Podemos desconstruir esta metáfora para notar o fato de que quando alguém da direita entra para debater e não percebe que o esquerdista está na verdade usando truques para impossibilitar o debate, este direitista já terá perdido por antecipação. A partir daí, vemos o digladiar entre um ingênuo (da direita) e um esperto, mas amoral (da esquerda).

O paradigma que defendo, auto-iluminismo, diz que a ingenuidade é o maior de todos os pecados, e, portanto, entrar de forma ingênua para debater com um esquerdista nos tornaria co-responsáveis pelas barbáries que o esquerdista promove. Em suma, nós contribuímos com nossa ingenuidade para que o mal seja promovido com facilidade pelo esquerdista.

Por causa do paradigma auto-iluminista, eu não posso encarar nenhum texto esquerdista com a mesma ingenuidade que critico em muitos direitistas (não todos, naturalmente), e eu, obviamente, defendo a idéia de que quanto menos ingênuos formos perante os esquerdistas, melhor. Não há auto-iluminismo sem eliminação contínua de ingenuidades perante os oponentes.

Assim sendo, vejamos como, livres da ingenuidade perante o esquerdista, avaliamos o conteúdo lançado por Schwartsman, uma verdadeira apologia ao crime disfarçada (para que os incautos não percebam) de discurso “em favor dos direitos humanos”. Na verdade, é fácil prová-lo como um inimigo dos direitos humanos.

Avaliarei todos os parágrafos, iniciando com OK (para os que não contenham fraudes) e NOK (para os que tragam estas fraudes), antes de cada mini-avaliação.

Comecemos:

Como sempre ocorre quando um menor comete um homicídio bárbaro, cerca de dois terços da população erguem a voz para pedir a redução da maioridade penal. Compreendo a revolta, mas não me incluo nessa robusta maioria.

OK. Por incrível que pareça não há uma fraude neste parágrafo. Ele está dizendo os fatos: eventos do mundo causam reação em humanos deste mundo, e diante desta reação de uma maioria, ele se posiciona contra. Veremos o resto do texto, portanto.

É claro que os 18 anos encerram algo de arbitrário. Se quiséssemos fugir aos caprichos do legislador e adotar uma regra informada pela ciência, teríamos, na verdade, de empurrar o limite para além dos 20 anos, que é quando amadurece o córtex pré-frontal, área do cérebro responsável por tomar decisões complexas e controlar a impulsividade.

NOK. Ele inventa uma safadíssima distinção de emergência, inventando um critério que ele define como “amadurecimento do córtex pré-frontal” como critério para punição. Ele omite uma informação: a de que o controle de impulsividade é o critério a ser discutido ainda (aliás, se pessoas mais jovens ainda não aprenderam a controlar o impulso, o problema não pode ser da vítima). Pela técnica de propaganda da asserção, ele faz com que os leitores pensem que a questão já está “fechada”. Não, não está, pois pessoas normais julgam a questão a partir da vítima, não do criminoso. É o esquerdista que julga o crime pensando mais no criminoso que na vítima. Esse sim é o problema a ser discutido, e não a idade para “amadurecimento do córtex pré-frontal”.

Uma medida dessa natureza, porém, não contribuiria para manter a coesão social, o que a torna impraticável. Já que a arbitrariedade é inescapável, por que não ouvir o apelo da população e reduzir a maioridade? Se o jovem de 16 anos já pode votar e fazer sexo, por que não haveria de responder criminalmente por seus atos?

NOK. Temos aqui mais uma distinção de emergência: Punição seria para “manter coesão social”. Entretanto, falamos de punição a um indivíduo para salvar vidas. Exemplo: Prender um menor de 16 anos que cometeu um crime, para salvar as vidas daqueles que ele irá querer matar enquanto não completar 18 anos. Isto é independente de qualquer “coesão social”. Ainda assim, ele não demonstrou por que a lei nova seria IMPRATICÁVEL. Ele soltou a palavra do nada.

Se estivéssemos criando um corpo jurídico a partir do nada, eu não me oporia muito a estabelecer o limite mais baixo ou mesmo permitir que o tribunal determinasse a capacidade penal de cada acusado, independentemente de sua idade cronológica. A questão é que não estamos partindo do zero. Ao contrário, estamos discutindo modificações num sistema já estabelecido e, se há uma receita para piorá-lo, é ceder à tentação de legislar sob forte impacto emocional.

NOK. Como de costume, uma distinção de emergência: “leis só podem ser discutidas em corpos jurídicos a partir do nada”. Entretanto, as legislações mudam, e temos sistemas jurídicos antiquíssimos. A existência de um sistema jurídico antigo não é argumento para não modifica-lo. Ademais, se ele diz que o sistema “é estabelecido, portanto não pode mudar”, pratica a falácia do apelo à tradição. Ele diz que o oponente (que quer punir menores criminosos) tem “impacto emocional”. Verdade. Pelas vítimas. E enquanto isso ele tem impacto emocional PELOS CRIMINOSOS. O truque, evidentemente, é o estratagema da auto-rotulagem como Dono da Razão. Ele, é claro, tenta se vender para a platéia como o representante da “razão” contra o oponente, que seria o “emocional” (ou da fé, o que dá no mesmo). Mas, como mostrei, é pura fraude.

Já fizemos isso com a chamada Lei dos Crimes Hediondos (nº 8.072/90) e o resultado foi uma peça que se choca com os princípios mais básicos do direito penal e com a própria Constituição. O STF teve até de anular um de seus dispositivos.

NOK. Aqui temos uma crítica não específica, ou seja, ele não mostrou onde a lei dos crimes hediondos se choca “com os princípios mais básicos do direito penal”, assim como não demonstrou a inconstitucionalidade. Se o STF anulou um dos dispositivos, ele não demonstrou que é por causa do “choque com os princípios mais básicos do direito penal” e inconstitucionalidade.

Supondo que a maioridade baixe para 16, o que faremos quando um garoto de 15 matar alguém? Reduziremos o limite para 14, ou 10?

NOK. Duas falácias em conjunto. Primeiro, a falácia do apelo à consequência, e, em seguida, a falácia do declive escorregadio. Aliás, podemos discutir um limite de 12 anos, e reduzir para 10 em determinados crimes. A discussão sobre redução da maioridade penal simplesmente já embute a discussão sobre estes limites, portanto a crítica dele não faz o menor sentido. Não há argumento dele contra essa constatação lógica.

O direito moderno começa a se distinguir melhor da velha vingança quando considerações racionais passam a preponderar sobre as emoções, por mais justas que sejam.

NOK. Livrar a sociedade de pessoas que tem autorização para matar (i.e. “menores”) não é vingança. É a única opção racional, na perspectiva dos que não estão a favor dos criminosos. Claro que a opção de Schwartsman, se vista a partir da ótica dos criminosos, é uma opção racional. Mas tanto o defensor dos criminosos como o defensor das vítimas dos criminosos possui um componente de emoção, que é a empatia, no caso de Schwartsman direcionada ao criminoso (que ele tratará como “vítima” da sociedade), e no caso das pessoas normais direcionadas às vítimas dos criminosos (que trataremos como vítima dos criminosos, como de fato são). Obviamente, como se nota em ambas as opções (pelo criminoso ou pela vítima) há um componente emocional. Schwartsman prefere o bandido, nós optamos pelas vítimas. Quando ele tenta controlar o frame, fingindo que a única opção racional é a que favorece o criminoso, fica claro mostrar que ele não está mais debatendo, mas usando a propaganda fraudulenta.

Em resumo, ficou bem claro que não há debate legítimo em qualquer ato de discursar do Sr. Schwartsman. Qualquer um de direita que entrar para debater dialeticamente com ele, e não passar a maior parte do tempo desmascarando suas fraudes intelectuais, naturalmente perderá o debate por ser um ingênuo defensor de uma opção moral, mas que fica diante de um estrategista retórico completamente amoral.

Tudo se explica: no fundo Schwartsman é um apologista de criminosos, e usa o pretexto de “não se pode punir menores”, apenas para garantir a impunidade para uma classe de criminosos que praticam crimes violentíssimos. Como todo o seu discurso é uma fachada para esconder sua agenda de apologia ao crime, é esperado que ele cometa várias fraudes intelectuais para enganar a platéia. Elementar…

Dica de quem é focado em Segurança da Informação, especialmente na área de Engenharia Social: a principal arte dos fraudadores é tentar disfarçar suas ações ilícitas com uma série de outras ações falsamente lícitas e/ou feitas para manipular a percepção das vítimas. O que eu fiz? Avaliei o texto de um suspeito de praticar fraudes intelectuais (Schwartsman) com esse olhar investigativo.

O resultado pode ser aterrorizante para alguns (sim, eu provei que esquerdistas não debatem jamais, como era a suspeita), mas, assim como no mundo das investigações corporativas, temos a sensação de libertação ao vermos que diante de uma série de fraudes, temos agora uma certa imunidade.

A não ser no caso daquele sujeito que acabou de sair do curso de lógica e diz “eu não admitirei esta realidade, e debaterei sempre aristotelicamente, imaginando que meu opositor é alguém honesto também”.

Neste caso, temos alguém que optou por ser uma vítima eterna de fraudadores intelectuais.

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11 COMMENTS

  1. Luciano, um detalhe:

    Ao debater sobre maior punição é comum (quando o debate costuma ir para a precariedade das cadeias e o direitista falar que basta construir mais prisões), os esquerdistas alegarem sobre o custo de se construir mais prisões (o que é paradoxal, pois eles A-D-O-R-A-M gastar dinheiro público com coisas inúteis).

    Esse é um argumento fácil de refutar, afinal nem precisa falar o prejuízo que um bandido que vive na ilegalidade dá ao tirar a vida de quem paga impostos, ao fazer comércios fecharem mais cedo com declarando toque de recolher e muito mais.

    Thomas Sowell vai mais a fundo nisso, para quem quiser se aprofundar mais: http://townhall.com/columnists/thomassowell/2008/03/11/the_costs_of_crime/page/full/

      • Esse livro mostra perfeitamente o que esquerdistas fazem que é mentir usando estatísticas e ignorando certos fatos, como a ONG de direitos humanos de marginais mirins Projeto Legal faz em seus textos, por isso que tem que ser desmascarado ao máximo.

        É por causa de pensamentos como o autor desse livro aí, que a Inglaterra está virando um caos.

        Veja só, esquerdistas comemorando felicíssimos a morte de Margaret Thatcher: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2306165/Margaret-Thatcher-death-parties-The-Lefts-sick-celebration-Brixtons-streets.html

        É triste ver isso, por isso que temos que desmascarar o uso de estatísticas e falsos estudos científicos que esquerdistas usam.

      • Essa da comemoração pela morte da Thatcher, de forma tão acintosa, é mais um exemplo do que a mente esquerdista é capaz de fazer. O esquerdismo simplesmente dá sanção moral a qualquer coisa que eles quiserem. Esse é o pior aspecto do esquerdismo.

  2. Outra técnica Neo- ateista é o ” Amor Cristão ” o neo-ateu ataca a religião do religiosos,o religioso fica irritado e começa a ofender o neo-ateu , aí o neo-ateu vai dizer – è esse o amor cristão de você .
    Uma boa prova disso é esse video onde Carlos Prates ofende a religião católica e a campanha da fraternidade
    http://www.youtube.com/watch?v=p1J9JRkdTiA&list=UUEzVIIPtAIfsRCEHwn4AOzw&index=54
    Observem que os religiosos ficaram muito nervosos ,enquanto os neo-ateus aproveitavam o vídeo ,para ofender as religiões e usar os comentários enfurecidos de religiosos para aplicar essa técnica .

  3. a inglaterra esta indo para o buraco por causa das mudanças demograficas- que é uma consequencia das polticas de esquerda(e isto inclui a do “conservador” david cameron) .comunas,marxistas culturais e todo leque de esquerdistas sempre existiu na Europa do pós guerra mas os estragos proprocionado por estes eram minimizados a questões culturais.ja agora com a imgração em massa a prórpia existencia dos ingleses como povo/etnia está em perigo.

  4. É por isso, que tenho que receber tais “menores” em minha sala de aula, em que por conta da legislação, já que atuo em escola pública e claro não recebo qualquer tipo de informação do meu diretor, tenho que descobrir por fontes próprias o tal crime, ou como os esquerdistas gostam: pequenas vítimas indefesas de um capitalismo desumano, que causa uma sociedade doentia.
    Vão as favas, suas teorias estúpidas, que enchem nossas bibliotecas públicas, de mais asneiras!
    O problema é que somos vítimas de uma sociedade nos moldes de Rousseau, que adorava as criancinhas, (claro menos os seus filhos que deu, um a um para adoção), mas isso é um detalhe, não é mesmo?
    “O homem é bom, a sociedade que o corrompe” acredito que é bom para telenovelas a vida real está muito mais para Hobbes “O homem é o lobo do homem” atribuída a ele, mas que foi dita por Plauto (254-184) em sua obra Asinaria.

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