Rotina esquerdista: Maioridade penal não pode ser reduzida por que poucos menores seriam punidos pela lei

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zepqueno

Última atualização: 17 de abril de 2013 – [Índice de Rotinas][Página Principal]

Esta é uma rotina que tem sido utilizada ultimamente junto com várias outras para que esquerdistas evitem a redução da maioridade penal. E eles têm obtido muito sucesso no seu intento.

Na implementação da rotina, geralmente usam estatísticas dizendo que há uma incidência muito pequena de menores presos na Fundação Casa, e que tenham cometido crimes que seriam punidos pelas leis de crimes hediondos. Assim, dizem que a maioridade penal não pode ser reduzida.

O argumento simplesmente não faz o menor sentido.

Suponha que exista um costume raro de pessoas urinarem nas mesas de seus chefes durante reuniões de projeto, e que isso possa ser punido com justa causa. Aí surge alguém dizendo que “não podemos punir este ato por que ele é raro”. Simplesmente, é um argumento vazio e inócuo, sem a menor coerência entre as premissas e a conclusão.

Entretanto, a própria ideia de que poucos menores seriam punidos por uma redução da maioridade penal é falsa, com vemos nesse link de um site esquerdista:

A maneira como a grande mídia cobre estes crimes bárbaros cometidos por adolescentes nos dá a (falsa) impressão de que eles estão entre os mais frequentes. É justamente o inverso. O relatório de 2007 da Unicef“Porque dizer não à redução da idade penal” mostra que crimes de homicídio são exceção: “Dos crimes praticados por adolescentes, utilizando informações de um levantamento realizado pelo ILANUD [Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente] na capital de São Paulo durante os anos de 2000 a 2001, com 2100 adolescentes acusados da autoria de atos infracionais, observa-se que a maioria se caracteriza como crimes contra o patrimônio. Furtos, roubos e porte de arma totalizam 58,7% das acusações. Já o homicídio não chegou a representar nem 2% dos atos imputados aos adolescentes, o equivalente a 1,4 % dos casos conforme demonstra o gráfico abaixo.”

Há mais de uma fraude no parágrafo acima, e especialmente no gráfico que eles citaram. Veja:

tipos-de-crimes

Quando se fala de redução de maioridade penal, isso não significa necessariamente punir apenas crimes de homicídio, como também sequestros, assaltos à mão armada e estupros. Por exemplo, no recente sequestro e estupro da turista norte-americana no Rio, ocorreu a participação de um menor (na coerção contra o namorado dela, agredindo-o e forçando-o a assistir tudo) e não houve homicídio. Logo, segundo a lógica do site acima, ele não seria punido, pois somente “homicídio é crime bárbaro”.

O detalhe é que a maior parte das ocorrências se relaciona a roubo, 34%, que é um crime gravíssimo, pois existe o emprego de força física e coerção para a consecução do ato. E onde estão os estupros no gráfico acima? Engraçadinhos eles escondendo informações. Assim, temos uma boa quantidade de crimes bárbaros (incluindo roubos) e violentos que seriam punidos pela redução da maioridade penal.

E como os crimes mais violentos ainda, onde ocorrem mortes (como no latrocínio ou estupro seguido de morte, ou qualquer forma de homicídio), são geralmente cometidos pelos praticantes de crimes violentos em geral (incluindo roubo) e parte dos “outros”, a prisão de menores infratores salvaria não só a vida de muitas pessoas, como também evitaria que muitas pessoas ficassem traumatizadas ou sofressem sequelas por causa de crimes violentos sofridos.

Assim, teríamos muitos sequestros que deixariam de serem cometidos, muitos estupros que ficariam apenas na ilusão do pretenso estuprador que está detrás das grades, muitas ações de coerção física (no ato do roubo) que não seriam feitas, e, claro, muitos latrocínios e homicídios que não seriam cometidos. Em suma, a punição ao menos não apenas salva vidas, como elimina parte dos riscos de alguém sofrer um crime gravíssimo e inaceitável como a coerção física, seja em roubos, sequestros ou estupros.

Mas, mesmo que os crimes bárbaros e violentos fossem poucos (e como mostrei acima, não são), mesmo que fosse para salvar apenas uma meia dúzia de vidas, isso seria um argumento a favor da redução da maioridade penal, e não contra.

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6 COMMENTS

  1. Não esqueçamos também do Mapa da Violência 2012, em que a obsessão por criar negros ao somar pretos e pardos (termo do IBGE para mestiços, que pode aí incluir aqueles sem qualquer ancestralidade africana) para criar uma categoria coitadizável. Ao mesmo tempo que escondeu a queda de homicídios entre pretos (-0,7% na população total e -8,1% nos jovens), também criou uma das maiores distorções estatísticas de todos os tempos: a de dizer que a região Norte do Brasil (onde a maioria absoluta da população é mestiça e a maior parte desses mestiços é de branco e índio) foi a região com o maior aumento do assassinato de negros no país. Se você for tentar pelo Mapa achar os números de assassinatos de pardos por regiões, não irá achar, pois eles foram somados aos pretos e artificialmente transformados em negros (bem como nos números por regiões estão omitidos todos os outros grupos). Como bem sabemos, se a maior parte da população do Norte é mestiça, assume-se como tal e tem muito orgulho disso, bem como o número de brancos por lá é baixo (e mesmo dos de pessoas enquadráveis como pretos na categoria do IBGE), é natural imaginar que a maior parte dos assassinatos locais seja de pardos.
    Logo, no Mapa da Violência o “negros” equivale ao “outros” do Ilanud e serve para varrer para baixo do tapete uma especificidade que não interessa a marxistas-humanistas-neoateístas que se saiba com maiores detalhes, ainda que obviamente interesse usar mestiços para engrossar a estatística de homicídios de “negros”, mesmo que para isso crie-se a belíssima distorção de sugerir que a região Norte tenha experimentado o maior aumento de mortes matadas de pessoas de ancestralidade africana, quando o que ocorre é ser a região onde mais aumento o assassinato de pessoas mestiças justamente pela maioria absoluta das pessoas de lá o ser.

    Se for para termos uma preocupação ainda mais específica em homicídios por grupo étnico, deveríamos olhar com muita atenção para os homicídios de índios, pois estes cresceram 48% no total e, mais grave ainda, 56,3% nos jovens. E, como bem sabemos, há inclusive dificuldades para se reduzir homicídios entre índios, pois estes encontram-se em grandes números em regiões isoladas e com dificuldades de comunicação com as cidades grandes.

  2. “As leis não podem se basear na exceção” – é dito isto no site.

    Ora, então porque punir homofobia? Por que garantir tantos PRIVILÉGIOS ao homossexuais, se são eles excessão? Hmmm, duplipensar, certo, Luciano?

  3. Ainda sobre maioridade penal, eis que leio este texto do Sakamoto sobre o assunto e dá para ver patente uma coisa: diz o marxismo-humanismo-neoateísmo ser representante do povo, mas quando esse povo age de forma contrária à que ele esperava, o mesmo marxismo-humanismo-neoateísmo dá de ombros àquilo que o povo diz, vide o título “93% de São Paulo quer a redução da maioridade penal. E daí?”.
    Porém, se notarmos no texto em questão, teremos a impressão de que o assunto aparente do texto foi só mesmo para servir de plataforma de transporte para alguns pequenos detalhes que são os que de fato importariam. Note-se que há elitismo (“Se está entre os 6%, parabéns!”), bem como insinuação de que os 93% de nada sabem e que não teriam opinião formada antes do assassinato de Victor Hugo Deppman e estariam sob efeitos de histeria coletiva, bem como emitiriam opiniões desprovidas de embasamento. Veja também que arrumou-se um jeito de meter o Marco Feliciano no meio, bem como insinuações contra o povo da cidade de São Paulo (aliás, seria uma boa falar sobre essa faceta bem brasileira do marxismo-humanismo-neoateísmo, em que tecem o estado mais rico da Federação e a maior cidade do Hemisfério Sul como alguma coisa assemelhados à África do Sul da era do apartheid e tentam incitar o resto do Brasil contra). Por fim, outra rotina que valeria mapeamento é a de dizer que minoria não seria numérica, mas por número de direitos que não possui (Sakamoto põe as mulheres como tal tipo de minoria, mas qualquer um perguntaria que direito neste país que homens possuem que mulheres não têm, isso sem falar de absurdos como imóvel popular obrigatoriamente em nome da mulher, casa popular ficando sempre com a mulher em caso de divórcio e outras coisas.

    Como dá para ver, é link que permite não só falar da tal rotina dos menores criminosos como também dos tais pequenos detalhes que foram a tiracolo.

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