Esquerdistas, sempre esquerdistas: Maduro é responsável pela morte de oito manifestantes mas comentarista petralha culpa o opositor Capriles

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Fonte: Paulo Nogueira

Capriles está confirmando a lendária má fama da direita venezuelana com suas palavras e ações irresponsáveis.

Na confusão que ele está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo.

Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao ser batido por apenas 45 000 votos.

Os Estados Unidos, sempre de olho no petróleo venezuelano do qual desfrutaram por tantos anos enquanto a população local era reduzida à pobreza extrema, se apressaram em incentivar Capriles.

Para sorte dos venezuelanos, hoje existe contraponto à pressão americana entre os vizinhos da Venezuela.

Lula, com acerto, disse que os americanos deviam parar de se meter na vida alheia. Obama mesmo, no voto popular, venceu Romney por uma diferença porcentual parecida com a obtida por Maduro.

E ninguém sugeriu que os americanos recontassem os votos.

A postura de donos do mundo causa mais e mais engulhos planetariamente. Na era da internet, correm o mundo as informações sobre as reais motivações americanas com sua predadora política externa.

Quem acredita nos campeões da liberdade acredita em tudo, para usar a grande expressão de Wellington.

Os americanos cometem mais um desatino ao se alinhar às encrencas de Capriles.

Capriles teve tudo para ganhar, esta é a verdade. Mas não ganhou. Os chavistas sem Chávez, para usar uma comparação futebolística, eram como o Barcelona sem Messi.

E ainda assim Capriles perdeu – em eleições chanceladas por Jimmy Carter e acompanhas por observadores internacionais de reputação irreprochável.

Recontagem de votos, como ele exige? Ora, quem garante que numa recontagem o poderoso grupo de interesses que ele representa não promova alguma fraude? E então seria a vez de Maduro exigir a recontagem da recontagem. A exigência de Capriles — além do mais covarde, porque é inimiginável que ele a fizesse perante Chávez — é uma insanidade. Levaria a Venezuela a contar votos em vez de trabalhar para resolver tantos problemas.

Sem o charme e o carisma de Chávez, sem a sua presença para orientá-lo, sem experiência em palanque, sem traquejo político, Maduro ganhou uma disputa que, a rigor, tinha tudo para perder.

Ganhou por causa da semente da justiça social legada por Chávez.

Agora, seu desafio, como legítimo presidente, é cuidar que essa semente não se perca.

Meus comentários

Como todo texto esquerdista, o conteúdo de Paulo Nogueira é um empilhamento contínuo de truques um atrás do outro.

Capriles disse que Lula era um “modelo” para ele, e Nogueira diz que o opositor de Maduro é da “direita venezuelana”.  É evidente que estamos diante de mais um comentarista petralha mal intencionado.

Entretanto, democraticamente, Capriles contestou o resultado das eleições. Mas, como os petralhas são ditadores, Nogueira não aceita contestação. Resultado: a culpa das manifestações que ocorrem na Venezuela é de Capriles, pelo fato dele ter contestado o resultado das eleições. É mole?

Daí, o exército de Maduro, que não gosta de oposição, está fuzilando manifestantes por lá. Culpa de quem? Aha, Nogueira já sentencia: a culpa é de Capriles. Claro que os soldados de Maduro são inocentes, certo? Para quem já se acostumou a inocentar genocidas que mataram mais de 100 milhões de pessoas no século XX, o trabalho de reescrever os fatos da Venezuela é até fácil. Só é preciso que ele mantenha a eterna cara de pau de um marxista cultural.

Como não poderia deixar de ser, Nogueira não aceita que os Estados Unidos apoiem a recontagem de votos e nem sejam contra o governo de Maduro. Entretanto, ele jamais abrirá a boca para um sem número de opiniões dadas por Lula ou Dilma em governos de outros países, sempre em apoio a governos totalitários de esquerda.

Essa parte aqui é sensacional: “Obama mesmo, no voto popular, venceu Romney por uma diferença porcentual parecida com a obtida por Maduro. E ninguém sugeriu que os americanos recontassem os votos”.

Claro que sugeriram. Todos os esquerdistas, especialmente marxistas, pediam que fossem recontados os votos de quando George W. Bush ganhou a eleição em 2004.

Ora, se os marxistas culturais puderam opinar sobre as eleições de 2004 nos Estados Unidos, por que os norte-americanos não podem opinar sobre as eleições na Venezuela.

O engraçado é que ele tenta legitimar a vitória de Capriles dizendo que as eleições foram “chanceladas por Jimmy Carter” (esquerdista, naturalmente) e “acompanhadas por observadores internacionais de reputação irreprochável”. Quais são esses “observadores internacionais”? Ah, eu não disse que é muito fácil achar buracos na argumentação esquerdista.

No final, ele comete atos falhos, dizendo que Capriles é covarde por exigir recontagem de votos contra Maduro, mas que jamais faria contra Chávez. Sem querer, o sujeito confessou o medo diante de um ditador. Mais outro ponto interessante de esquerdistas: pressionados e irritados, eles confessam até o totalitarismo que tanto lutam para negar.

Enfim, um texto em que um esquerdista demonstra que não tolera questionamento, não aceita o debate democrático e ainda, de forma retumbantemente abjeta, coloca a culpa das mortes causadas pelo exército de Maduro nas costas de Capriles.

Paulo Nogueira é um uma aberração ética e moral.

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4 COMMENTS

  1. Pesquise a vida desse Paulo Nogueira. O Reinaldo Azevedo já contou a história dele. É mais um que ficou sem mercado na profissão e aderiu gostosamente ao lulo-petralhismo como forma de sobrevivência. E o pior é que ele fica a todo momento tentando explicar sua súbita guinada à esquerda. O sonho dele é se tornar um Paulo Henrique Amorim.

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