Se a Suécia causa tantas dissonâncias cognitivas nos esquerdistas (enganando também até alguns direitistas), nada melhor que a metáfora do estupro para explicar-lhes a dura realidade

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stockholm

Imagine que tenhamos um indicador demonstrando que as mulheres mais desejáveis tem maior chance de serem estupradas. Agora imagine que defensores de estupradores defendam a tese de que o estupro as torna mais desejáveis, já que, se há mais mulheres desejáveis entre as estupradas, então é bom que elas sejam estupradas para se tornarem desejáveis.

Claro que qualquer um que estudou lógica entende a falácia acima. Para piorar, é uma falácia ofensiva, pois brinca com os sentimentos das vítimas de estupro.

Entretanto, esquerdistas fazem isso o tempo todo ao tentar dizer que todos os países devem ser esquerdistas, pois a Suécia é um país esquerdista que vive um alto nível de vida.

Mas, assim como o estupro é um efeito colateral do fato da mulher ser desejável, a coerção estatal para roubo dos bens de cidadãos suecos é decorrente do fato deles terem se desenvolvido muito antes do esquerdismo. Dizer que a coerção estatal trouxe o desenvolvimento é claramente uma mentira.

A história nos mostra que a Suécia era paupérrima até a segunda metade do século 19, mas as reformas em favor do mercado livre ajudaram o país a crescer a partir de 1860. No final do século 19 e início do século 20, a Suécia só fez prosperar, especialmente pela cultura de inovação sueca, além do estilo empreendedor do país.

O sueco Alfred Nobel (que deu origem ao premio Nobel) criou a dinamite, Gustav Dahlén inventou a válvula solar, e Baltzar von Platen criou o refrigerador de absorção de gás. Empresas como Saab, Ericsson, Volvo e outras surgiram.  Diante de tudo isso, a Suécia (assim como ocorreu com outros países escandinavos) ficou de fora das duas guerras mundiais. Alias, desde 1809, quando o país foi invadido pela Rússia, a Suécia não toma parte em nenhuma guerra.

O fato de eles terem sorte de se livrar de guerras, conquistar alta tecnologia e crescer por causa do livre mercado os fez se tornar o país de maior renda per capita no mundo entre 1870 e 1950, se tornando um dos países mais ricos do mundo.

Aí o olho grande dos esquerdistas começou a fazer estragos. Em 1932, os sociais democratas chegaram ao poder e começaram a inchar o estado. Naquele ano, o governo não chegava a gastar 10% do produto interno bruto. Até 1950, a Suécia era uma das economias mais livres do mundo. Entre 1950 e 1976, o inchamento do estado foi levado ao nível do absurdo. Em 1950, o gasto do governo era de 20% do produto interno bruto, mas esse número chegou a 50% em 1976.

A Suécia se beneficiou do crescimento global para não sentir impactos tão negativos do crescimento do gasto estatal. Nos anos 70, Olof Palme, um esquerdista mais radical dos sociais democratas, aumentou a burocracia e interviu a favor dos sindicatos. O resultado foi que o país se tornou menos competitivo, com aumento da inflação. Em 1976, um partido de centro chegou ao poder, quebrando 44 anos de hegemonia social democrata.

Como o estado estava aparelhado demais, os centristas não conseguiram fazer muito, e em 1982, os sociais democratas retornaram ao poder. A inflação seguiu aumentando, e os subsídios que o governo deu para facilitar o crédito levaram à criação de uma bolha em 1985.

Um esquerdista mais moderado, Ingvan Carlsson, substituiu Palme, que foi assassinado em 1986. Carlsson programou algumas reformas em direção ao livre mercado, reduzindo os impostos (mas também muitas deduções). Essas reformas contribuíram para a melhoria do desempenho econômico de longo prazo da Suécia, mas não evitaram uma recessão no início dos anos 90.

A desvalorização de 20% do krona em 1992, junto com a redução dos juros, impulsionou as exportações, e o desempenho do país começou a melhorar em 1993. Outras reformas a favor do livre-mercado surgiram, e várias empresas estatais foram privatizadas, incluindo o setor aéreo e o de telecomunicações. Quando o déficit radical foi eliminado (o país estava próximo a ficar na situação que o resto da Europa está hoje), mais ações de redução de gastos do estado foram tomadas.

Em resumo, o esquerdismo mais moderado foi adotado para recuperar o país da estagnação causada pelo esquerdismo mais radical, especialmente entre 1970 e 1980. É por causa disso que a esquerda propagandeia que o esquerdismo salvou a Suécia, quando na verdade somente a prejudicou. Sem o esquerdismo, teriam tido um desempenho muito melhor. Os países escandinavos, sem o esquerdismo, poderiam se tornar uma potencia mundial, capazes de juntarem-se e competir de igual para igual com os Estados Unidos. Infelizmente, o esquerdismo não os deixa chegar tão longe.

Todas as melhorias recentes na Suécia, que os impediram de cair no abismo, referem-se a um esquerdismo mais moderado, ao invés de um esquerdismo extremo.

O que podemos deduzir é o seguinte: a Suécia possui vários fatores que os levaram a ter sucesso, especialmente quando estão distantes do esquerdismo. Mas, com o esquerdismo, o sucesso anterior deles foi tão bom que ainda sobrou alguma coisa. Mas poderiam ser muito melhores sem o esquerdismo.

Para entender o que a propaganda esquerdista tenta fazer, voltemos à metáfora do estupro. Alias, as mulheres suecas, como as demais escandinavas, são muito bonitas.

Suponha que surja uma nova modalidade de esquerdismo que atenda pelo nome de estuprismo. Nessa ideologia, combatendo a ditadura da beleza, as mulheres bonitas também devem sofrer, e, portanto, devem ser estupradas semanalmente por pessoas que não tem mulheres tão bonitas. Assim, haveria uma compensação: as feias sofreriam por serem feias, e as bonitas sofreriam por serem estupradas. Até por que os estupros semanais irão causar traumas nelas, na maioria dos casos.

Ainda assim, estupradas, elas continuam mulheres bonitas, mas são menos felizes. Alguns defensores do estuprismo poderiam dizer que o sucesso “estético” delas é por causa da cultura do estupro, mas após os estupros elas estão se cuidando ainda menos. Ainda bonitas, estão menos “bonitas” do que estariam. Mas aí um cretino poderia dizer que o estupro está tornando-as bonitas. Diria até que a solução para melhorar a “beleza” feminina estaria no estupro. Claro que qualquer um que surgisse com um argumento assim, mereceria um soco.

Porém a esquerda, desesperada por tentar encaixar alguma propaganda de “sucesso” (já que destruiu a Europa, levando-a à falência), diz que a Suécia e os países escandinavos possuem sucesso por causa do esquerdismo. Mas os dados que mostrei provam exatamente o contrário: todo o sucesso escandinavo se deve não ao esquerdismo, mas aos tempos em que o esquerdismo não estava em voga no país. Outros fatores, como a não participação nas duas grandes guerras, e o grande número de invenções de suecos, ajudaram o país.

Pode-se claramente dizer que se existem méritos na Suécia, estes ocorrem apesar do esquerdismo, não por causa dele. Até por que esquerdismo jamais resultou em desenvolvimento, mas existe para roubar o desenvolvimento que um país conquistou com seus esforços. O governo adora usar o dinheiro adquirido com o suor dos outros.

E qual relação entre a beleza das mulheres e o esquerdismo na Suécia? É que, assim como a beleza das mulheres do país que adotou o estuprismo, a beleza foi nada mais que um ônus para elas. Se elas são bonitas, então vão ser vítimas de estupro. Assim como a Suécia, que alcançou um desenvolvimento econômico, todo ele fora do esquerdismo. Mas se há sucesso e muito dinheiro por lá, então é claro que burocratas vão querer inchar o estado para aproveitar o dinheiro conquistado com o suor dos outros. Assim, um país de sucesso ser acometido por esquerdismo, ou uma mulher bonita ser vítima do estuprismo, são no máximo consequências adversas de suas virtudes. Sem o estupro, as mulheres bonitas seriam mais bonitas e muito mais felizes. Sem o esquerdismo, a Suécia teria muito mais sucesso do que já tem.

Atualmente, a Suécia tem um esquerdismo mais moderado, mas ainda assim é um esquerdismo muito presente. Um texto da Superinteressante, escrito por um  ultra-esquerdista, intitulado A maldição do esquerdo-direitismo,  tenta enganar o leitor fingindo que existiu, em um dado momento, um “conselho” entre direitistas e esquerdistas para chegar ao cenário atual onde a Suécia se encontra. Mas esta lista, mostrando que 57% da renda dos suecos é tomada via coerção estatal, nos faz questionar: que acordo entre “direita e esquerda” existe com uma taxa tão abominável de impostos?

É claro que o blogueiro da SuperInteressante, Denis Russo Burgierman, está mentindo, para tentar nos enganar, como sempre fazem os esquerdistas. E de novo a metáfora do estuprismo é essencial para explicarmos o que ocorre na Suécia.

Na verdade, no país do estuprismo, os políticos resolveram modificar a lei do estupro, sugerindo que as mulheres não possam mais ser agredidas enquanto são estupradas. Portanto, nada de cortar o rosto delas com navalhas, mas sim, ao final de cada sessão de estupro, dar-lhes uma rosa. Assim, os estupristas poderão dizer que conseguiram um meio termo entre estuprismo e não-estuprismo, com o estupro sem violência sendo algo que surgiu de um “consenso entre estupristas e não-estupristas”. Mas será que é um consenso mesmo? É claro que não. Pode ser que, por conveniência, para evitar revoltas na comunidade internacional, os estupristas resolveram tornar mais “sustentável” sua cultura de estupro, mas isso nem de longe significa um acordo entre estupristas e não-estupristas, mas entre estupristas radicais e estupristas moderados.

Na caixa de comentários, Denis usa um truque psicológico dizendo “consegui irritar os dois lados”, mas ele sabe que está enrolando. Até por que somente esquerdistas usam a Suécia como gancho para propaganda. Quem já viu debates na Internet, sabe que quando estão perdendo, esquerdistas apelam para “E Suécia, hein? Se quiser virar Suécia, vai ter que usar o esquerdismo!”.

Se alguém for de direita e cair nos truques de Denis, achando que a Suécia é um “meio termo entre direita e esquerda” (quando na verdade hoje é um meio termo entre esquerdismo radical e esquerdismo moderado), é tão ingênuo como aquele que for convencido que deixar sua namorada ser estuprada é um fator que irá torná-la bonita. Ou mesmo alguém que acreditar que uma mulher ser estuprada, mas sem agressão, é o meio termo entre os que são contra ou a favor do estupro.

A Suécia jamais se livrou da maldição do esquerdismo, mas hoje tem que optar por um esquerdismo mais moderado. Até por que os burocratas de lá não querem matar a galinha dos ovos de ouro.

Só que todas as conquistas suecas se devem especialmente ao tempo em que eles não eram esquerdistas, assim como a beleza das garotas vítimas do estuprismo veio da genética delas, não dos estupros que sofreram.

Em síntese, não se iludam: ninguém “vai virar Suécia” se adotar o esquerdismo radical. Pelo contrário, a tendência é que países sul-americanos virem novas Venezuelas, e que demais países europeus tenham que adotar programas de austeridade (que hoje em dia não são nada além de esquerdismo moderado, mas muito distantes de políticas efetivamente de direita).

Não adianta viver de falsas ilusões: esquerdismo não gera valor, mas usurpa o valor daqueles que produziram longe das garras do estado. Não há mérito algum do esquerdismo sueco, tanto quanto não há mérito algum do estupro para a beleza feminina.

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32 COMMENTS

  1. Um texto muito simples e coeso, refutando um mito que os esquerdistas adoram usar nas suas propagagandas. Sempre soube que o mito sueco era uma picaretagem, mas não tinha dados e nem embasamento para refutá-lo, e seu texto resolveu este problema. Belo artigo, Luciano! Devia ser usado em salas de aula.

  2. Continuam as mentiras do Mensalão, a nova cheerleader do Denis

    “Certo, vamos partir do principio que a Suecia doutrine suas criancas como criancas, em que isso iria influenciar na analise de uma ONG internacional?”

    “Não disse que eram invalidas e sim que poderiam ser parciais ja que foram citadas por um defensor ardoso do liberalismo economico que não citou fontes( ao menos nos artigos que eu li)”

    “Pelo seus criterios até um partido monarquista pode ser considerado esquerdista por não aplicar o liberarismo economico em sua forma pura.”

    • “Certo, vamos partir do principio que a Suecia doutrine suas criancas como criancas, em que isso iria influenciar na analise de uma ONG internacional?”
      Ué, a ONG “internacional” capta informações das pessoas vivendo no país, que dão sua “percepção”. heheheh.
      “Não disse que eram invalidas e sim que poderiam ser parciais ja que foram citadas por um defensor ardoso do liberalismo economico que não citou fontes( ao menos nos artigos que eu li)”
      É só ler o texto citado e ver que as fontes estão lá. Fingir que não leu é coisa de fraudador intelectual, como todo esquerdista é.
      “Pelo seus criterios até um partido monarquista pode ser considerado esquerdista por não aplicar o liberarismo economico em sua forma pura.”
      Ninguém falou em liberalismo econômico em sua forma pura, mas 50% de impostos não tem nada de liberalismo. É o mesmo que dizer que a crença em Deus de alguém que não vai na igreja é uma forma de ateísmo. Não faz sentido, não tem lógica e é mais um exemplo de que é preciso distorcer todas as regras de lógica e de comunicação para falsificar a realidade.
      Ter que fazer truques tão pífios para ajudar totalitários que querem roubar o dinheiro dos outros através do estado não é algo indigno demais?

  3. Acho que o Mensalão se entregou aqui

    “O que seria ”mudar o mundo”? Se estiver se referindo a progreeso social a maioria dos esquerdistas não acredita que seja possivel um grande aumento só com a caridade opcional.”

    ”justica social voluntaria” foi coisa do seculo XX e não deu certo. Muitas das politicas desastrosas dos direitistas tambem afetaram a vida dos não direitistas.”

    “Entendo que alguns operarios esquerdistas vão ter qua trabalhar em empresas direitistas e se subemeterem a regra do patrão, ou ficarem desenpregados.”

    “Esse neo-esquerdismo não é nada mais que uma nova versão do socialimo utopico do seculo XIX.”

    • Acho que o Mensalão se entregou aqui
      Essa é a melhor parte do ceticismo. A partir do momento em que colocamos pressão em um alegador, ele espana..
      “O que seria ”mudar o mundo”? Se estiver se referindo a progreeso social a maioria dos esquerdistas não acredita que seja possivel um grande aumento só com a caridade opcional.”
      Espere. Se as pesquisas alegam que no mínimo 30% das pessoas são esquerdistas, e esse contingente não é suficiente para causar a “justiça social”, mesmo que a maioria dos acadêmicos (que tem boa renda) sejam de esquerda, então significa que os esquerdistas não confiam nem no próprio taco? Ele está implicitamente reconhecendo que esquerdismo é uma fraude que só serve para inchar estado e dar poder a totalitários…
      ”justica social voluntaria” foi coisa do seculo XX e não deu certo. Muitas das politicas desastrosas dos direitistas tambem afetaram a vida dos não direitistas.”
      Se muitas políticas dos direitistas afetaram a vida dos não direitistas, é um motivo adicional para o meu paradigma, onde as políticas dos direitistas não devem afetar a vida dos não direitistas. Claro que só vai afetar o direito dos esquerdistas roubarem o dinheiro da direita, mas é o mesmo que a proibição do estupro afetar a vida do estuprador. Temos que beneficiar a liberdade e o indivíduo, e não o criminoso.
      “Entendo que alguns operarios esquerdistas vão ter qua trabalhar em empresas direitistas e se subemeterem a regra do patrão, ou ficarem desenpregados.”
      Isso se resolve se os esquerdistas montarem empresas sem lucro, onde serão mais competitivas, pois se não ambicionarem lucros, poderão vender seus produtos mais baratos que as empresas capitalistas. Tudo depende de uma variável: os esquerditas são honestos em suas alegações sobre o mundo ou não? Por tudo que Suriani diz, parece que não são…
      “Esse neo-esquerdismo não é nada mais que uma nova versão do socialimo utopico do seculo XIX.”
      Não tem nada a ver com o socialismo utópico do Comte. Na verdade, o neo-esquerdismo propõe “sociedades” como fazendas, empresa e cooperativas, nas quais esquerdistas podem implementar suas utopias, pois em seus ambientes podem fazer o que quiserem desde que não desrespeitem os direitos dos que estão fora desta comunidade. Se o George Soros criar uma fazenda onde leve 2.000 moradores de rua, já resolve muito “problema social”, se o Bill Gates eliminar o lucro de sua Microsoft, pode dar muito mais emprego, e daí por diante. Cada um pode gastar seu dinheiro para promover o quando de justiça social quiser, não há nada de utopia nisso.

      • O truque é esse mesmo. O Lakoff usa isso no The Little Blue Book, dizendo que os esquerdistas devem sair dizendo que o estado inchado é na verdade “cooperação voluntária” ou então “cidadãos se preocupando uns com os outros”. Os caras estão caprichando nas fraudes.

  4. Maravilha!

    Tem mais Luciano, você já tinha cantado a bola aqui:

    “Aplicando no caso da estratégia do Esquerdismo Invisível, basta que um dos esquerdistas no debate imponha a si próprio o rótulo de “neutro”. A partir daí, ele defenderá as idéias de esquerda, e aumentará o poder dessa defesa se fizer o público acreditar em sua neutralidade. Ora, se até um neutro apóia as idéias de um dos lados, talvez esse lado tenha mais chances de estar correto, não? Este é o principal efeito psicológico obtido por esta estratégia.”

    http://lucianoayan.com/2012/01/09/estrategia-de-esquerda-esquerdismo-invisivel/

    Esquerdistas são safados, sempre querendo roubar o dinheiro que pessoas decentes conquistaram com esforço, e para isso vão inventar “acordos entre direita e esquerda” que não existem, como o Denis fez. Esquerdistas são sempre desonestos.

    • Esquerdista é igual hacker. Vai SEMPRE tentar um truque para passar desapercebido. Quem estuda as técnicas que os hackers fazem para invadir redes, não se surpreende com mais nada. O negócio é esperar os truques novos, sempre com o mesmo objetivo, e demonstrar as fraudes.

  5. Muito bom o texto. Dizer a escandinava é prospera pelos impostos elevados, é como dizer “os ricos são ricos porque compram artigos de luxo, se um pobre quiser enriquecer, ao invés de investir e economizar, ele deve comprar inutilidades como alguns ricos fazem”. O comportamento de um rico é diferente de um comportamento de um sujeito que esta enriquecendo. Isto pode ser aplicado a empresas, países, etc.

    Cabe lembrar que mesmo com os impostos elevados, eles ainda são “””direitistas””” em ALGUNS PONTOS. Na Dinamarca, não existe lei de salário mínimo e a Suiça é um paraíso fiscal. Acho engraçado estes sujeitos que são contra a “especulação”, admirarem tanto um paraíso fiscal.

    • Mas tem um detalhe, a Dinamarca se esqueceu de implementar a lei do salário mínimo, mas tem outras mamatas do governo. A Suécia é esquerdista mais moderada que antes, e a Suíça é geralmente excluída das propagandas da esquerda.

  6. Os caras estão enlouquecidos: “Basta para isso focar no cidadão, que é muito mais importante do que empresas e estado”. Mas se o cidadão não quiser pagar os 50% de impostos da Suécia, como faz? Esquerdista só fala em “se preocupar com cidadãos” se for para meter a mão no bolso dele. São hipócritas e totalitários, sempre. Ser esquerdista é ser inimigo da liberdade e defensor de tiranias.

    • Deve ser assim. Eles fazem o bordão “nem empresa, nem estado, preocupamos com o cidadão” e saem repetindo o slogan, se esquecendo (ou fingindo se esquecer) que o cidadão que não que sofrer coerção estatal TAMBÉM É CIDADÃO. Estou falando: é só investigar o discurso deles que encontramos MUITAS FRAUDES.

  7. Olha o truque do Denis: “A direita está certa quando defende um estado mais eficaz. A esquerda está certa quando defende uma sociedade mais justa. Países como o Brasil, fraturados por uma disputa ideológica automática, acham que temos que escolher um ou outro. Não temos: deveríamos estar trabalhando (sic) para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, em vez de ficar numa disputa irritadinha que parte do princípio que o outro lado é formado inteiramente de idiotas. É isso que os países nórdicos têm que nós não temos: os grupos políticos são capazes de sentar à mesa e encontrar soluções conjuntas que são melhores para todo mundo. Aqui eles não são”.
    O cara é safado mesmo. A direita não pede um estado eficaz apenas, mas reconhece que já que o estado é inevitável, ao menos seja eficaz, mas o que a direita pede é a não interferência do estado, portando o Denis mentiu aqui. Ele também mentiu ao dizer que a esquerda quer a sociedade mais justa, pois a esquerda usa pretextos de “sociedade justa” para aumentar o tamanho do estado e se dar bem usando o dinheiro dos outros. Ele também mente ao dizer que a Suécia é fruto de acordo entre direita e esquerda, e seu texto já refutou isso, pois a Suécia hoje é um esquerdismo moderado, causado pelo fato de que a esquerda radical estava arruinando o país. Eu não acho que a esquerda é composta de idiotas, mas sim de larápios, ladrões do esforço alheio e adeptos de sistemas ditatoriais.
    Todo o texto do Denis é um truque para vender esquerdismo sem os outros não perceberem, ele é intelectualmente desonesto e mitômano.

  8. A safadeza do texto é tanta que os funcionais de esquerda já usam o truque para refutar os críticos do texto.
    Olha a Bia: “E parece que ou você não entendeu nada do texto ou se encaixa no que ele define: ‘esquerdo-direitista’. Tsc, tsc…”
    Olha o Filipe Alves: “E a ironia mesmo, é ver que a grande maioria (senão todos) os que estão reclamando aí em cima, se encaixam no que você bem definiu: são um monte “esquerdo-direititas” raivosos, achando que só o pensamento deles é o certo”.
    Você está certo. Esses caras da esquerda jamais vão debater nada, vão sempre fazer truques e encenações para não precisar debater nada. Nem a Bia e nem o Filipe conseguiram refutar os argumentos dos críticos, e daí começam a rotular os opositores, para não ter que discutir a fragilidade dos argumentos.
    Essa parte do seu texto destrói o Denis: “Mas esta lista, mostrando que 57% da renda dos suecos é tomada via coerção estatal, nos faz questionar: que acordo entre “direita e esquerda” existe com uma taxa tão abominável de impostos?”.
    Eles vão fazer truques para não ter que responder nada.

  9. Yuri disse lá: “Por que é tão difícil aceitar soluções mistas para os problemas do mundo?!” Eles continuam fingindo que existiu um “acordo entre direita e esquerda” para que a Suécia hoje cobre 50% de impostos dos cidadãos? Eles não tem vergonha na cara. São ladrões do esforço alheio mesmo e nem escondem isso, e agora querem fazer truques para disfarçar.

  10. Luciano, lendo esse texto que fala do suposto “estuprismo” como uma forma de compensar o sofrimento das feias por assim o serem e querer jogar uma penalidade em cima das bonitas por elas assim o serem, não pude deixar de pensar que seria interessante que este blog também explorasse o marxismo-humanismo-neoateísmo permeando as relações da dinâmica social em coisas que vão além dos grupos mais visados pelos MHNs para uso como inocentes úteis e que entranham nos pequenos detalhes do dia a dia, sobre os quais também tiram lucro.
    Explico com um exemplo: provavelmente você já deve ter visto aquela ondinha de querer valorizar mulheres obesas e dizer que elas na verdade seriam vítimas de um padrão imposto de beleza e meio que passam-lhes a ilusão de que acabando-se com o tal padrão de beleza elas teriam o direito de realizar o sonho do fortão próprio (observe-se que esquecem da existência de homens obesos e muito menos dizem que estes seriam vítimas de um padrão de beleza imposto que valoriza um tórax em V).

    Porém, sabemos que a realidade não é nem nunca foi essa. Pode acontecer de uma obesa conseguir ficar com um fortão, mas é muito mais provável que o tal fortão prefira uma mulher com a barriga trincada, fora a recíproca ser verdadeira. E a própria ciência não cansa de demonstrar que que em qualquer parte do mundo homens preferem mulheres cuja cintura em média seja 70% da circunferência do quadril, enquanto mulheres preferem homens com o tal tórax em V. Além disso, ambos preferirão parceiros sexuais que estejam dentro das proporções áureas (o tal número ao redor de 1,618 que está em tudo aquilo que seja considerado bonito na natureza, a ponto de até mesmo haver pesquisa científica séria demonstrando que galinhas preferem pessoas bonitas, obviamente laureada com o Ig Nobel e que comprova que tais padrões estão entranhados em toda a biologia). Logo, mesmo que uma mulher obesa seja simétrica e sua cintura seja 70% do quadril, ela atrairá menos homens que uma com menos peso, justamente por causa das proporções gerais.
    Obviamente que tal história acaba por gerar transtornos no quadro geral, pois uma mulher obesa que internalizasse isso poderia achar que de fato vale a pena continuar com aquele peso porque supostamente ela seria bonita daquele jeito, sem notar que nesse tempo ela inflige a si própria uma série de penalidades na saúde que poderiam ser removidas se ela combatesse a obesidade. Porém, a tal modinha acaba por desincentivá-la a buscar a própria saúde, bem como ela seguirá achando que o mundo lhe deve o tal fortão, mesmo que este jamais venha. Fora isso, ela também acaba por confundir preconceito contra gente obesa com o simples fato de a maioria dos homens não ter atração por obesas, mesmo que a maioria absoluta deles seja de educados o suficiente para tratar de maneira digna uma obesa, assim como qualquer outra pessoa. E obviamente sabemos que são coisas completamente diferentes.

    Obviamente que não podemos deixar de falar dos homens obesos, que nisso que estou citando obviamente são jogados para escanteio e irão vir com aquele papo de que “homem não é grupo oprimido e por isso não precisa de proteção”. Claro que o escanteio pode acabar por incentivar que o homem emagreça, ainda que o esquecimento em geral de sua existência acabe por deixar efeitos muito deletérios em sua psique. Porém, ele é homem e, como tal, marxistas-humanistas-neoateístas dizem que ele é alguém que não precisa ser protegido (mesmo que seu peso não esteja na média e, tal qual a mulher gorda, também esteja submetido a uma série de problemas de saúde).
    A modinha de dizer que obesas não seriam vítimas de um problema de saúde causado pelo excesso de ingestão de calorias, mas sim de um padrão imposto de beleza (que não é imposto, mas sim impresso em nossos genes e correspondente à natureza) é só um dos exemplos desses pequenos gramscismos diários. Porém, aqui observamos que, assim como a religião política influencia diretamente a vida de quem dela não a partilha, aqui no caso está influenciando diretamente a vida e a saúde de quem não nota que virou inocente útil.

    Poderíamos falar só desse exemplo, mas há outros tantos e mais extremos em que tentam de alguma forma querer suavizar a real gravidade das coisas e acabam prejudicando ainda mais a vida das pessoas que as portam. Tenho visto muito disso em, por exemplo, querer dizer que males genéticos não seriam males, mas sim características, quase como dizer que no mínimo seriam tão inofensivos quanto orelhas de abano ou, pior, tão benéficos quanto QI elevado ou saúde de ferro, quando na realidade são coisas que prejudicam a pessoa que as porta e que, sem a tal mistificação, a pessoa em questão poderia até mesmo progredir mais no tratamento de seu quadro. Observe-se aqui que a deslealdade dos pequenos gramscismos diários pode chegar ao ponto de usarem de inocente útil alguém que sequer terá como ser esclarecido de que está sendo usado para propósitos políticos, dependendo do problema genético que possua.
    Outro exemplo: campanha contra implante coclear e oralização e pelo uso de Libras como comunicação primária de alguém surdo, mesmo sendo essa língua de sinais completamente diferente do português, a oralização permitir uma comunicação bem normal com pessoas que ouvem e o tal implante melhorando a vida de alguém ao dar um sentido do qual era privado. Logo, na cabeça dessas pessoas permitir que um surdo compreenda mais e seja mais compreendido por uma sociedade que ouve seria uma opressão, não um benefício que lhe é proporcionado.

    • Lógica pura!

      SE tomarmos como premissa que a beleza de uma mulher aumenta as chances dela ser estuprada
      TEREMOS mais mulheres belas estupradas
      MAS É ILUSÓRIO dizer que o estupro as tornou belas
      MAS SIM QUE o estupro é um efeito colateral de sua beleza
      LOGO é uma mentira defender o estupro como algo que tornará as mulheres belas

      Capisce?

      • Ok, mas você construiu um argumento baseado numa premissa que você não mostrou ser verdadeira. Logo, repito minha pergunta:

        Com base em quais dados você afirma ser verdadeira a conclusão que o estupro é um efeito colateral do fato da mulher ser desejável, ou, como você definiu no comentário, a beleza de uma mulher aumenta as chances dela ser estuprada?

      • Igor, depois você reclama que eu parto para o esculacho.

        Não é possível que você esteja cometendo um erro dessa dimensão. Simplesmente, não é possível. Você está tomando algum remédio tarja preta?

        Meu argumento INDEPENDE de uma prova de que a beleza de uma mulher aumenta as chances dela ser estuprada.

        Se para meu argumento TANTO FAZ, TANTO FEZ, e nem sequer FAZ JUÍZO DE VALOR sobre a questão (apenas elabora uma hipótese), por que eu teria que provar?

      • Você usou uma analogia para mostrar que seu argumento era válido. Se a analogia possui uma premissa falsa (você ainda não mostrou que é verdadeira…), eu posso concluir que a premissa do seu argumento (e, portanto, todo o conteúdo do seu post) também é invalida. Logo, repito minha pergunta:

        Com base em quais dados você afirma ser verdadeira a conclusão que o estupro é um efeito colateral do fato da mulher ser desejável, ou, como você definiu no comentário, a beleza de uma mulher aumenta as chances dela ser estuprada?

      • Você é muito burro mesmo!

        Vou colar aqui de novo o argumento.

        (1) SE tomarmos como premissa que a beleza de uma mulher aumenta as chances dela ser estuprada
        (2) TEREMOS mais mulheres belas estupradas
        (3) MAS É ILUSÓRIO dizer que o estupro as tornou belas
        (4) MAS SIM QUE o estupro é um efeito colateral de sua beleza
        (c) LOGO é uma mentira defender o estupro como algo que tornará as mulheres belas

        Fiz até a numeração para você demonstrar onde está a falha lógica.

        Vai lá, campeão!

        Agora vou me divertir por aqui…

      • *** provocações de parquinho editadas ***

        Vou colar aqui de novo o argumento.
        Se (1) for falso, (4) será falso. E aí teríamos:

        (A) Mas, assim como o estupro é um efeito colateral do fato da mulher ser desejável,
        (B) a coerção estatal para roubo dos bens de cidadãos suecos é decorrente do fato deles terem se desenvolvido muito antes do esquerdismo. Dizer que a coerção estatal trouxe o desenvolvimento é claramente uma mentira.

        Onde (A) e (B) são logicamente equivalentes. Sendo que (A) = (4). Como (A) equivale a (B), você precisa mostrar que (1) não é falso. Logo, repito minha pergunta:

        Com base em quais dados você afirma ser verdadeira a conclusão que o estupro é um efeito colateral do fato da mulher ser desejável, ou, como você definiu no comentário, a beleza de uma mulher aumenta as chances dela ser estuprada?

      • Ô burrinho!

        Se (1) for falso, (4) será falso. E aí teríamos:

        Como pode o item (1) ser falso em minha argumentação se ele é CONDICIONAL? hahahahahahahah

        Onde você estudou lógica?

        (A) Mas, assim como o estupro é um efeito colateral do fato da mulher ser desejável, (B) a coerção estatal para roubo dos bens de cidadãos suecos é decorrente do fato deles terem se desenvolvido muito antes do esquerdismo. Dizer que a coerção estatal trouxe o desenvolvimento é claramente uma mentira.
        Onde (A) e (B) são logicamente equivalentes. Sendo que (A) = (4). Como (A) equivale a (B), você precisa mostrar que (1) não é falso. Logo, repito minha pergunta

        Eu me surpreendo com o seu baixo nível intelectual.

        Se compararmos um argumento hipotético com um argumento factual, a ANALOGIA é válida.

        Você tem que provar que a premissa (1) de meu argumento original é FALSA.

        Lembre-se que eu te exigi isso no post anterior e você fugiu?

        Com base em quais dados você afirma ser verdadeira a conclusão que o estupro é um efeito colateral do fato da mulher ser desejável, ou, como você definiu no comentário, a beleza de uma mulher aumenta as chances dela ser estuprada?

        Onde está isso no silogismo que postei? 🙂

        BURRO!

      • Ok, vou deixar bem destrinchado para que você entenda o seu erro:


        (A) Imagine que tenhamos um indicador demonstrando que as mulheres mais desejáveis tem maior chance de serem estupradas.

        (B) Agora imagine que defensores de estupradores defendam a tese de que o estupro as torna mais desejáveis, já que, se há mais mulheres desejáveis entre as estupradas

        (C) então é bom que elas sejam estupradas para se tornarem desejáveis.

        (A) e (B) são condicionais. E, independente de serem válidos, (C) não é valido. Ou seja, até aqui, estamos na mesma página e concordamos.


        (1) Mas, assim como o estupro é um efeito colateral do fato da mulher ser desejável

        (A) e (1) são a mesma coisa, mas é irrelevante para o meu argumento se eles são ou não a mesma coisa.


        (2) a coerção estatal para roubo dos bens de cidadãos suecos é decorrente do fato deles terem se desenvolvido muito antes do esquerdismo. Dizer que a coerção estatal trouxe o desenvolvimento é claramente uma mentira.

        Você tornou (1) e (2) equivalentes. Logo, (1) é valido se, e somente se, (2) é válido. Usando os símbolos de lógica, Você escreveu (1) (2) e não (1) -> (2) OU (1) <- (2). Logo, VOCÊ precisa provar que (1) é verdadeiro para que (2) tenha alguma chance de ser válido.

      • Ok, vou deixar bem destrinchado para que você entenda o seu erro:

        E somente vai deixar mais visível o TEU erro…

        (A) e (B) são condicionais. E, independente de serem válidos, (C) não é valido. Ou seja, até aqui, estamos na mesma página e concordamos.

        E se você estivesse estudado lógica, teria parado por aí…

        Você tornou (1) e (2) equivalentes. Logo, (1) é valido se, e somente se, (2) é válido. Usando os símbolos de lógica, Você escreveu (1) (2) e não (1) -> (2) OU (1) <- (2). Logo, VOCÊ precisa provar que (1) é verdadeiro para que (2) tenha alguma chance de ser válido.

        Não, anta.

        O exemplo do estupro é HIPOTÉTICO, criado para ser comparado a um FATO da Suécia.

        Não é preciso que a HIPÓTESE explicativa (e abstrata) seja válida para ela ser uma analogia válida com o exemplo sueco.

        Ninguém pode ser tão burro que não entenda isso.!

        VOU EXPLICAR DE NOVO!!!!

        1. Todo o exemplo da Suécia é baseado em fatos, que foram apontados no texto.
        2. Todo o exemplo explicativo é um PARÁBOLA, apenas para facilitar o entendimento da falácia sueca.
        3. Nesta parábola, SE as mulheres são mais estupradas por sua beleza, NÃO FARIA SENTIDO dizer que o estupro as tornará belas. Entendeu?

        Não, duvido que tenha entendido…

        O efeito backfire explica o fenômeno.

  11. E os descendentes da cultura do estuprismo? A não ser que seja uma porta de entrada para o abortismo radical indeterminado com dinheiro público na Medicina já tão socializada e depreciada na Suécia, não há genética de sueca que sobreviva estupros de “quem não tem oportunidade de ter mulher tão bonita” para permitir beleza na próxima geração.

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