Rótulo: Extrema (var.: ultra)

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Última atualização: 23 de abril de 2013 – [Índice de Rótulos] [Página Principal]

Quando um esquerdista começa a falar de manifestações da direita, geralmente usa rótulos como ultra-direita ou extrema-direita.

Por exemplo, se a direita cria o Tea Party, pedindo a redução de impostos, então é extrema-direita. Se existem protestos de direita na França contra o casamento gay, é ultra-direita.

Estou exagerando? Não, não estou exagerando. Como exemplo, veja a coluna do ultra-esquerdista (ops), Luis Felipe Alencastro, “Protesto contra o casamento gay na França vem de uma extrema direita antiga”.

O articulista diz que “a extrema-direita católica voltou às ruas”, e ainda diz que “trata-se de um movimento que sempre existiu na França e que teve seu momento de glória no governo do marechal Pétain (1940-1944), durante a ocupação nazista”. Não que ele tenha demonstrado qualquer tipo de evidência de associação das manifestações pacíficas contra o casamento gay com o nazismo, mas para ele, isso não importa. Mas para Alencastro o que importa é a propaganda. Obviamente, estamos diante de mais uma rotulagem pejorativa mas sem qualquer conexão com a realidade.

Mas qual a função de rotular, sem qualquer motivo, um oponente de “extrema” ou “ultra”?

A resposta é mais simples do que parece. O imaginário popular entende os extremistas como perigosos. Não raro a imagem de terroristas surge em nossa mente ao ouvirmos falar de extremistas. Ademais, o “extremista”, por estar num dos extremos, é visualizado pelo imaginário popular como alguém sem nenhuma vontade de discutir suas posições. Uma das regras mais essenciais da política dos diz que o cidadão comum vai sempre optar por aquele que parecer mais moderado.

Ora, se isso é verdade, então o que poderia parecer menos longe da moderação do que um oponente no “extremo” de seu lado político, ou é “ultra”-qualquer coisa?

O que esquerdistas sub-comunicam para a plateia, ao rotular o oponente de “extrema” ou “ultra” é simplesmente: “me ouçam, pois estou aqui para discutir, e o meu oponente não”.

Não que a rotulagem tenha qualquer fundamento, como no exemplo que citei de Alencastro, mas muitos direitistas não têm percebido este truque e ingenuamente caem na armadilha oponente.

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